Boa noite, turma. Dois minutinhos para começar. Tá eu, o professor aqui na sala, a gente começa já, tá bom? Fazendo só os últimos ajustes. Você que já chegou, já vai colocando aqui tá onde você é e em breve, dois minutinhos aqui a gente já começa, tá bom? Muito bem, vamos lá. Boa noite a todos. Sejam todos muito bem-vindos à segunda Aula do Congresso Internacional de Psicologia do Esporte. Galera, tá chegando bem. Coloca aqui para quem assistiu a primeira aula, para quem tá chegando aqui a primeira vez. Meu nome é Lucas Cruz, sou cfundador do Atleta
Campeão e você tá participando da segunda aula do Congresso de Psicologia do Esporte. Para quem não assistiu a primeira aula do professor Leonardo, tá aqui no nosso YouTube, também já está lá na plataforma, para quem já se cadastrou Na nossa plataforma, nossa comunidade de psicologia do esporte e coaching, uma comunidade já com mais de 9.000 membros, então já já são 9.000 pessoas interessadas em mudar o cenário esportivo no Brasil e a gente tá muito feliz com isso, tá? Para quem não assistiu a primeira aula sobre o sobre o neurociência e de telas, tá aqui disponível,
tá disponível lá na nossa comunidade. E para quem assistiu, só para quem assistiu, coloca aqui no chat O que foi que o pessoal que não assistiu ainda perdeu. Só para eles ficarem com uma vontade assim, cara, eu preciso assistir a aula de neurociência e telas. coloca aqui no chat, porque muita gente falou: "Nossa, Lucas, foi uma das aulas mais pedidas desde o último congresso, né? E depois da aula a gente teve vários feedbacks positivos, né? Então hoje do mesmo nível, na mesma intensidade, na mesma energia aqui, nós vemos trazer o professor José Roberto, que a
gente vai Falar sobre um tema também que foi bastante requisitado. Sabe aquele aquele seu atleta que se cobra demais, que é perfeccionista, que acha que tá sempre fazendo de menos e aí você percebe que esse atleta que se cobra demais, que não enxerga as vitórias deles diárias, é aquele atleta que justamente chega na hora da competição e trava. ou é aquele atleta que mais se cobra, mais que mais se exige, até treina bem, só que aí quando chega justamente na hora da Competição, ele tá nervoso, ele tá ansioso, ele tá cansado demais. Quantos atletas você
conhece assim? Talvez seja um atleta que você tenha, talvez seja um atleta que você já teve, né, no passado ou já teve a oportunidade de trabalhar. E hoje a gente sabe que isso é bem recorrente, bem comum no esporte de alto rendimento, porque vamos combinar, o alto rendimento exige um um certo perfeccionismo, exige muitas vezes da gente, cara, aquele detalhe, aquele Segundo, mas como como fazer isso de uma forma que mentalmente a gente consiga justamente não é sentir a pressão, mas saber reagir a ela? Então, para falar sobre esse tema, nós trouxemos aqui o professor
José Roberto, um cara que eu tenho muito respeito, muita admiração pelo trabalho dele. Eu vou dar uma breve introdução aqui eh sobre ele, é só um pouquinho, uma palinha aqui sobre o que que ele é, o que que ele faz, mas principalmente um profissional, assim Como o professor Leonardo Torres, que vocês eh viram na aula passada, Leonardo Fortes, como vocês viram na aula passada, um cara apaixonado pelo que faz. Ele é doutor em educação física. Ele fez eh doutorado na Escócia. O cara, o cara internacional, international. Coloca aqui no chat, International. Eh, pela Universidade de
Sterling. É isso mesmo, professor? Depois você me corrige se eu tiver errado. Uma das referências, uma universidade que é referência Mundial em psicologia do esporte. Então, olha só, o cara estudou lá, hoje ele é professor da Universidade da Força Aérea, a UNIFA. Então ele trabalha ali, né, com o pessoal da Força Aérea. Ele tem mais de 400 artigos publicados. 400 artigos publicados. É muito artigo, gente. 400 artigos publicados. Então, e ele faz parte do corpo editorial da Fortunescology. É isso mesmo, professor. Aqui tá todo inglês porque o cara é internacional. Então, uma das revistas mais
importantes da do mundo na área. E ele também foi ex-atleta de futebol. Ex-atleta de futebol. Então, assim, é um cara que estuda, é um cara que publica, pesquisa e que já viveu na prática tudo que ele vai falar aqui para vocês, tá bom? Então, com vocês, sem mais delongas, eu queria chamar professor José Roberto. Meu muito obrigado pela sua participação aqui, pelo seu tempo. Eu tô muito feliz. já tava falando aqui com ele nos Bastidores. E quando eu falo que eu tô muito feliz, né, não é aquela introdução de ai todo mundo falando e de
tá muito feliz. Tô muito feliz mesmo de trazer um professor com essa qualificação, com essa paixão mesmo aqui. Tive a oportunidade de conversar várias vezes, é professor da nossa pós-graduação e é um cara que sempre supera as expectativas e mais do que isso, é um cara que realmente ama ensinar e ele vai passar aqui um pouco do conhecimento Dele para vocês. Com vocês, professor, a aula é sua, a turma é sua. Seja muito bem-vindo ao segundo congresso de psicologia do esporte e coaching. >> Bom, boa noite, Lucas. Boa noite a todos que estão participando, né,
dessa segunda edição do Congresso Internacional de Psicologia do Esporte e Coaching. Eh, é um prazer estar aqui novamente. Então, primeiramente, eu gostaria de agradecer ao Lucas e a Maira pelo convite, pela confiança novamente De, né, eh, lembrar do meu nome para participar do evento. Ah, muito bom, né, fazer parte de ah eventos como esse que disseminam conhecimento e a importância da psicologia do esporte eh pro, né, pro pro atleta, que vai ser o foco principal do que a gente vai falar hoje. Então, muito bom tá aqui, agradecer Lucas e Maira. E a gente vai falar
um pouquinho sobre um tema que é um dos que eu mais gosto de trabalhar. Então, eu pesquiso sobre esse tema. Eu vivenciei o que eu Vou falar para vocês aqui hoje, então, quando eu era atleta eh, isso foi uma das coisas que me despertou interesse por esse tema quando eu comecei a trabalhar com a psicologia do esporte. Então, trabalho com a psicologia do esporte já faz mais de 15 anos. Ah, então desde 2010 que eu trabalho com psicologia do esporte. E ã essa questão, né, de ã como lidar em situações de pressão, se cobrar demais,
é algo que eu vivenciei na pele. Então eu fui, sou Exjogador de futebol e quando eu comecei a estudar, eu, pô, eu eu percebi, nossa, eu passava por isso, só que eu não tinha ninguém na época para me dizer, ó, faz dessa forma, né? então para me orientar em relação a aos pensamentos, aos meus comportamentos e que acabava o quê? Prejudicando meu desempenho, não só meu desempenho, mas também minha saúde mental. Então a gente muito do que a gente vai falar aqui hoje, ah, eu vivenciei na prática e muitos atletas Vivenciam. Então, quem trabalha com
atleta, com certeza já presenciou eh indivíduos, né, que que vivenciam situações como que a gente vai ver hoje. Ah, Lucas, vou só compartilhar aqui o material, a tela. >> Pronto, eu liberei aqui. Dá uma olhadinha. >> Foi aí, né? Tô vendo. Tá perfeito. >> Perfeito. Então, hoje a gente vai falar um pouquinho, né, como lidar com atletas Que se cobram demais. E aí quando a gente pensa em autocrítica excessiva, autocobrança excessiva, uma das temáticas, né, dentro da psicologia do esporte que tá muito relacionada com ah esse aspecto é o perfeccionismo. E a gente vai falar
muito sobre perfeccionismo, né, que é uma disposição da nossa personalidade e que o o perfeccionismo ele tem uma vertente positiva, mas tem uma vertente negativa, que é o que a gente chama de não Saudável ou, né, mal adaptativa. E a gente vai ver o como e o quanto essa vertente mais não saudável, mais mal adaptativa, ela pode trazer consequências tanto fisiológicas quanto comportamentais e consequentemente prejudicar o desempenho do atleta no esporte. Então, como o Lucas já falou, né, então sou professor José Roberto, tá aqui, né, meu Instagram, se alguém quiser, tiver interesse aí de a
ir lá e ver o que eu sempre tento colocar o que A gente vem estudando, as nossas pesquisas. Então, tem bastante coisa que a gente vem fazendo aí nos últimos anos lá no Instagram. Ah, então não nem eu sempre inicio falando um pouquinho sobre quem sou eu, mas Lucas já falou aí ã um pouquinho sobre a minha trajetória, né? Então, sou ex-atlético de futebol e hoje, né, eu tive uma trajetória aí nesses últimos 15 anos de eh mestrado, doutorado. Fui eh professor na Universidade Federal do Vale de São Francisco durante quase 10 anos na Universidade
Federal lá em Pernambuco. Ã, atuei, né, nos programas de mestrado, tanto na educação física quanto na psicologia, nessa mesma universidade. coordenador do GPEX, né, um dos principais grupos de pesquisa em psicologia do esporte e exercício no Brasil. E hoje eu sou professor aqui da Universidade da Força Aérea. Então, além de continuar trabalhando com a psicologia do esporte, hoje eu também Trabalho com no contexto militar. Então, eu trabalho com a no contexto de alta exigência, né, no desempenho humano operacional. E é muito interessante porque tá totalmente relacionado ao que o atleta também passa no dia a
dia, né? Situações de hã pressão, tomada de decisão rápida. Então, muito do que eu trabalho, que eu utilizo na psicologia do esporte, hoje eu também venho trabalhando aqui na Universidade da Força Aérea. O que que a gente espera Então desse nosso encontro? Ao longo dessa uma hora que nós teremos juntos? A gente vai dividir a nossa aula em duas partes. Uma parte mais teórica que eu preciso passar para vocês alguns conceitos importantes, como, por exemplo, o que é o perfeccionismo, qual a sua relação com o estress, a ansiedade, o medo de errar e como isso
afeta o desempenho de um atleta. Depois vamos falar um pouquinho sobre os diferentes tipos de atletas Perfeccionistas. A gente vai ver que, como eu já adiantei, existe um perfeccionismo que é saudável, que ele é positivo, mas existe o perfeccionismo mal adaptativo, não saudável. e o quanto esse perfeccionismo não saudável, ele pode trazer dificuldades para esse indivíduo, né, na execução das suas atividades. E aí a gente entra em alguma na segunda parte, que é uma parte mais prática, que eu quero apresentar para vocês, algumas Estratégias que a gente pode utilizar no dia a dia para o
desenvolvimento, né, de uma mentalidade mais saudável e competitiva no nosso atleta. Então, algumas estratégias simples, técnicas simples que nós podemos utilizar para, por exemplo, o atleta ele parar de ficar pensando de forma negativa antes de um jogo importante, porque isso só leva o aumento da ansiedade pré-competitiva, aumenta o medo de errar, vai trazer sintomas psicofisiológicos, né, Psicossomáticos, aumenta o quê? Frequência cardíaca, dilata a pupila, consequentemente ele o quê? Perde visão periférica. A tomada de decisão acaba não sendo a mais adequada. aumenta a tensão muscular, logo o gesto técnico, né, o movimento, ele acaba não sendo
realizado da forma mais adequada. Então, a gente vai mostrar algumas estratégias que a gente pode utilizar para evitar que situações como essas aconteçam e também explorar algumas técnicas de Regulação emocional, psicológica. E h técnicas essas que são importantes não só paraa otimização da performance, né, do desempenho, mas também pro bem-estar, porque a gente tem sempre que lembrar que o atleta, antes de tudo, ele é um ser humano. Então ele, óbvio, o atleta no contexto do alto rendimento, ele é cobrado para ter desempenho, mas nós não podemos esquecer do seu bem-estar, né, da sua saúde mental.
Então, a gente vai falar um pouquinho também, né, de Técnicas que podem ser utilizadas em prol do bem-estar esportivo do atleta. Então, inicialmente a gente vai iniciar falando um pouquinho sobre, né, o que é o perfeccionismo, então como que ele surgiu, em qual contexto, né, pra gente entender qual a relação desse perfeccionismo, né, com a ansiedade, com medo de errar e consequentemente com o desempenho do atleta em um jogo ou uma competição. E aí, antes de qualquer coisa, trago Aqui uma pergunta para vocês. O que te motiva mais, o desejo de vencer ou o medo
de falhar? Então aquele seu atleta, será que ele entra para competir, né, com aquele desejo de vencer, de ter um resultado, né, bem-sucedido, uma boa performance, ou ele entra para competir pensando que pode falhar, com medo de, né, ah, não corresponder às expectativas, né, tanto próprias de treinador, dos colegas, familiares. Então, essa é a primeira Coisa. E essa pergunta aqui tem muito a ver com os dois tipos de perfeccionismos que nós veremos, que o perfeccionismo não saudável, ele tá muito relacionado com isso daqui, ó, medo de falhar. Já o perfeccionismo saudável, ele tem uma vertente
mais voltada pro desejo de vencer. E nós vamos ver quais características, né, desses dois tipos de perfeccionismo que se relacionam tanto com o desejo de vencer quanto com medo de falhar. Então, antes de mais Nada, a gente precisa entender o que é o perfeccionismo. Já falei muito perfeccionismo, mas o que é o perfeccionismo? O perfeccionismo, ele é uma disposição da nossa personalidade. Então, o que é a nossa personalidade? É um conjunto, né, de traços, características e comportamentos que nos tornam únicos. Então, quando a gente pensa em uma disposição da personalidade, é o conjunto de todos
esses traços, características e Comportamentos que diferenciam uma pessoa da outra, que tornam uma pessoa eh peculiar, única. Então, cada indivíduo tem suas um conjunto de características, traços e comportamentos. E o que que a literatura diz? Que essa disposição de personalidade, ela sofre influência tanto de aspectos genéticos. você herda geneticamente, né, dos seus pais, mas também tem influência da sua história de vida, das suas experiências. Então, o perfeccionismo, enquanto uma disposição de personalidade, ele é caracterizado por algumas por alguns aspectos, como por exemplo, esforço, falta de perfeição, definição de altos padrões de desempenho, além de tendências,
né, de avaliar excessivamente, de forma crítica o seu próprio desempenho e o medo de errar. Então, percebam aqui que existem aqui características que são positivas e características que são negativas. Então, quando eu penso em esforço, quando eu penso em elevados padrões de desempenho, eu tô pensando num perfeccionismo mais saudável, mais adaptativo. Pelo contrário, quando eu olho falta de perfeição, eh, tendência para avaliações excessivamente críticas e medo de errar, isso está relacionado mais para um perfeccionismo não saudável. Então, a própria definição de perfeccionismo já nos traz aqui dois polos, né? Um polo Positivo e um polo
negativo do perfeccionismo. Então, só paraa gente entender como que surgiu o estudo, né, a pesquisa sobre o perfeccionismo. Então, a pesquisa sobre o perfeccionismo teve origem lá na na psicologia clínica e na psiquiatria. Isso lá em meados o que da década de 1970. Então, as primeiras pesquisas foram realizadas na área clínica e na psiquiatria. E essas visões mais Tradicionais, mais antigas, enxergavam o perfeccionismo como um como algo estritamente negativo e não saudável. Então, durante muito tempo, o perfeccionismo, ele foi considerado como uma característica disfuncional que prejudicava, né, o desempenho de um indivíduo na para exercer
as suas atividades. Então, essa visão tradicional enxergava o perfeccionismo como algo disfuncional, não saudável, ou seja, um sinal de Inadaptação psicológica, de desordem mental. Então, durante muitos anos, o perfeccionismo, ele foi visto desse ponto de vista, como algo disfuncional. O que é importante nós sabermos também que o perfeccionismo ele faz parte de todas as áreas da nossa vida, no trabalho, na escola, no esporte. E além de fazer parte dos mais diversos contextos da nossa vida, ele afeta diretamente, obviamente, o nosso desempenho na execução das nossas Atividades, a nossa aparência pessoal, as nossas relações sociais. Então,
o perfeccionismo, ele acaba interferindo em diversos aspectos da nossa vida. E pensando especificamente no esporte, que é o foco, nosso foco aqui, né? O perfeccionismo, ele é uma característica comum em atletas de alto rendimento. Atletas de alto rendimento são perfeccionistas, até porque o alto rendimento, como o Lucas abordou no início, o alto rendimento ele exige o Quê? Execuções, alto nível de desempenho, execução perfeita, movimentos perfeitos. Então o perfeccionismo por si só, ele está, né, integrado ao esporte de alto rendimento. E quando a gente pensa em perfeccionismo, existe uma um modelo que eu gosto muito e
que tem sido cada vez mais estudado e utilizado também na prática, que é um modelo que que considera o perfeccionismo ah em dois polos, né, em Duas grandes dimensões. Esse modelo, ele foi proposto lá no ano de 2006, então já faz algum tempo. E esse modelo tem sido muito utilizado. Se vocês se colocarem no Google o nome desses dois autores, vocês vão ver, né, centenas de estudos que a utilizam esse modelo de dois fatores de perfeccionismo. Então, que exatamente dividindo o perfeccionismo em algo em uma vertente positiva e uma vertente negativa. A vertente positiva ou
saudável os Autores definem como esforços perfeccionistas. Então, esse perfeccionismo saudável, ele é caracterizado por elevados padrões de desempenho. Ou seja, aquele indivíduo que para ele uma um bom desempenho, o nível tem que ser alto. Então, ele sempre se esforça muito para ter sempre o melhor desempenho, sempre superar as expectativas. E isso também é associado a uma luta pela perfeição, ou seja, ele sempre vai Buscar melhorar o seu próprio desempenho e não comparar com o desempenho de um adversário ou da equipe adversária. Ou seja, ele tem uma característica autoorientada, ou seja, ele tem uma orientação para
o seu próprio desempenho, para a melhora e otimização do seu próprio desempenho. Já a vertente não saudável ou negativa os autores ah definem, né, como preocupações perfeccionistas. Então essa vertente não saudável do Perfeccionismo, ela é caracterizada por ah elementos como preocupação com os erros. Então aquele atleta que se preocupa muito com erro, então ele eh não tem, ele não vai competir, não entra em um jogo pensando em acertar, mas sim preocupando, se preocupando no que os outros vão pensar se ele errar, se ele não conseguir atingir as expectativas. Então essa alta preocupação com os erros
é, né, prejudicial pro desempenho para diversos outros aspectos que a gente vai Falar ao longo ah dessa uma hora. também sentimentos de discrepância entre o quê? Os padrões de desempenho e as reações negativas à imperfeição. O que isso quer dizer? atletas que possuem, né, um alto nível de preocupações perfeccionistas, ou seja, de perfeccionismo não saudável, eles têm uma autocrítica excessiva, ou seja, eles não conseguem, além de se cobrarem demais, eles não conseguem se reagir emocionalmente de forma Adequada quando eles não têm um bom desempenho, quando eles não atingem a expectativa. E isso, né, traz um
prejuízo muito grande pra saúde mental. E a gente vai falar um pouco mais sobre isso ao longo dessa aula de hoje. E por último, o medo de uma avaliação negativa por parte das outras pessoas. Então, o indivíduo com alto nível de preocupações perfeccionistas, ele tem muito medo, né, do julgamento externo dos dos Companheiros, dos familiares, do treinador, ncida, mídia. E isso muitas vezes vai prejudicar sua tomagem de decisão, vai, esse indivíduo vai se esconder em momentos de decisão, ou seja, ele tem medo de errar. Então, no momento de decisão, ele não vai ter iniciativa de,
por exemplo, pedir a bola, de cobrar um pênalti decisivo, por ele tem esse medo excessivo de uma avaliação negativa por parte das outras pessoas. Então, essas são as são as Características básicas desses dois polos quando a gente pensa em perfeccionismo. O perfeccionismo positivo, esforços perfeccionistas, e o perfeccionismo negativo, que são as preocupações perfeccionistas. O que que os estudos mostram? que as preocupações perfeccionistas, né, esse perfeccionismo mal adaptativo ou não saudável, mostram relações negativas e fortes em diversos contextos, ou seja, com queda de desempenho no trabalho, no Esporte, ã, no nas nas atividades diárias, nas atividades
familiares, na em desfechos relacionados à saúde mental. Então, indivíduos que têm, por exemplo, alto nível de preocupações perfeccionistas são indivíduos que vão ter uma maior probabilidade de desencadear sentimentos ou sintomas de ansiedade pré-competitiva, de ter alto nível de estresse pré-competitivo. E a gente vai falar mais sobre isso. Então, e esse essas preocupações Perfeccionistas, elas são associadas diretamente com processos e resultados negativos, que são o quê? Prejudiciais, tanto pro desempenho, pra performance. quanto pra nossa saúde mental. E, né, isso é um sinal de uma inadaptação psicológica e mental. Já o perfeccionismo adaptativo, né, que são as
os esforços perfeccionistas, por outro lado, eles apresentam relação, né, positiva com diversas características, processos e resultados, como, por Exemplo, enfrentamento de estress. Então, indivíduos que têm elevados padrões de desempenho, tem disciplina, tem um esforço que sempre tão ali, tem um um perfeccionismo autoorientado, eles têm mais recursos cognitivos e comportamentais para enfrentar situações de estress, eles vão ter um afeto mais positivo, mais indicadores de bem-estar dentro daquele contexto, eles vão se sentir melhor fazendo parte daquele contexto e um melhor ajuste psicológico. Então vão se sentir mais satisfeitos, não só com o contexto que eles estão vivendo
ali, mas também com a própria vida. Então, que é interessante a gente ver o que que esses dois polos, os esforços e as preocupações perfeccionistas, mostram relações o quê? Diferenciais com o desempenho. Então, percebam que enquanto os esforços perfeccionistas vão ter relação positiva com diversos aspectos, diversas características, as Preocupações perfeccionistas traz o quê? relação negativa com muitos aspectos, muitos, muitas características e comportamentos. Mas o que é muito interessante a gente saber é que tanto os esforços quanto as preocupações perfeccionistas, eh, eles não são diretamente observáveis. Nós sabemos que influenciam o comportamento de um atleta, né?
O perfeccionismo saudável ou não saudável influencia diretamente no comportamento E no desempenho do atleta, mas eles não são diretamente observáveis. Nós não conseguimos, conseguimos olhar e ver, ó, o perfeccionismo ali. Por quê? O perfeccionismo tá na nossa mente, nossos pensamentos. Então, as diferenças individuais entre esforços e preocupações perfeccionistas vão se manifestar principalmente no quê? nos nossos pensamentos, nas nossas percepções, as avaliações, expectativas, crenças, ah, tradições, hábitos, ou Seja, tá tudo na nossa mente. A gente não consegue a mensurar diretamente, observar diretamente esses dois ah aspectos do perfeccionismo. E aí os autores, esses mesmos autores que
criaram esse modelo, eles, né, trazem uma abordagem que vão diferenciar atleta perfeccionista em três grupos. Então, percebam aqui nessa figura que nós temos aqui os esforços perfeccionistas, né, perfeccionistic Strivings e as preocupações perfeccionistas, que aqui tá como perfectionistic concerns. E aí, percebam que nós temos três grupos: os perfeccionistas saudáveis, os perfeccionistas não saudáveis e os não perfeccionistas. Então, percebam que nós também vamos ter atletas que não são perfeccionistas. Isso pode acontecer. E como que a gente diferencia esses três grupos? Então, o perfeccionismo saudável ou Adaptativo são aqueles atletas que possuem alto nível de preocupações, de
esforços perfeccionistas e baixo nível de preocupações perfeccionistas. Então, um atleta que tem um perfeccionismo saudável, ele tem elevados padrões de desempenho, ele é organizado, ele é disciplinado, ele é autoorientado e além disso, ele não tem uma orientação de preocupação pros erros, de dúvida na hora de agir, de medo, né, de não corresponder às expectativas externas. Ele não tem uma autocrítica elevada. Então esse tipo de perfeccionismo a gente chama de perfeccionismo saudável. Já o perfeccionismo não saudável ou mal adaptativo é aquele atleta que tem alto nível tanto de esforços perfeccionistas quanto de preocupações perfeccionistas. E isso
daqui já estudos mostram que o perfil mais encontrado no alto rendimento é o quê? é de atletas que têm um perfeccionismo não saudável, ou seja, Eles têm alto nível tanto de perfeccionismo adaptativo quanto de perfeccionismo ma adaptativo. Então é um atleta que tem elevados padrões de desempenho, ele é organizado, ele é disciplinado, ele é esforçado, mas também se cobra muito, mas também se preocupa muito com o julgamento externo, tem uma autocrítica excessiva. Esse é o perfil que no alto rendimento que é muito encontrado. E temos também, como eu disse para Vocês, o não perfeccionista. O
que que é um atleta não perfeccionista? É aquele atleta que tem baixos níveis de esforços perfeccionistas, independente se ele tem alto ou baixo nível de preocupações, mas o os esforços perfeccionistas, que é o perfeccionismo adaptativo, ele é baixo. A gente chama esse tipo de atleta de não perfeccionista. Então, percebam que tem três grupos e aí dentro, se você trabalha com uma equipe de esporte Coletivo, você vai ter atletas, né, dos diferentes grupos. E aí, como que é o trabalho? É importante conhecer o seu atleta. E a gente vai falar um pouco sobre isso, como conhecer
o meu atleta e o que eu posso, como eu posso agir, né? Como que eu posso conduzir pensando nos diferentes grupos, nos diferentes perfis que eu tenho. Qual vai ser o nosso foco hoje? falar um pouco mais sobre esse perfil, que é o perfil não saudável, de perfeccionismo Não saudável, que como eu disse para vocês, é o mais encontrado no esporte de alto endimento, no esporte competitivo, e é o que traz mais eh consequências pro tanto pro desempenho quanto pra saúde mental do atleta. Então vamos falar um pouquinho mais sobre esse perfeccionismo não saudável. Então
quando a gente pensa no perfeccionismo não saudável, existem três grupos. Então, perceba, eu tenho o perfeccionismo saudável, o saudável. Dentro do não saudável, eu vou Ter três tipos de atleta. Eu vou ter aquele atleta que para ele nada, né, vai ser suficiente, nunca é suficiente. Então, é aquele atleta que sempre acha que poderia ter feito melhor. Ele ganhou, ele foi campeão, mas nada tá bom para ele. Eu trago um exemplo aqui, ó. Um jogador de basquete que faz 30 pontos no jogo e o foco dele não tá no que ele fez. corretamente no que ele
fez de forma bem-sucedida, mas sim no quê? No que ele errou. Então esse é um auto feedback negativo. E a gente vai ver que o feedback negativo ele é prejudicial, né, pro nosso desempenho, pra nossa percepção de competência. Então o foco aqui não tá no no bom desempenho dele, mas sim principalmente no que ele fez de errado, nos arremessos que ele errou. Aí eu trago já adiantando, né, algumas intervenções, algumas estratégias que a gente pode utilizar com um atleta que tem esse tipo de característica, né? Trabalhar, por exemplo, com reestruturação cognitiva, que é uma técnica
eh que tem como principal objetivo, né, identificar eh pensamentos disfuncionais que podem est que estejam prejudicando, né, o desempenho e a saúde mental do atleta e substituir esses pensamentos, né, questionar a validade, a utilidade e também substituir esses pensamentos por pensamentos mais funcionais. Aí eu trago aqui um exemplo, substituir um pensamento que foi, né, Não foi suficiente por dei meu máximo hoje, fiz o meu melhor. É algo simples, mas que a longo prazo isso influencia muito, principalmente na ansiedade cognitiva do atleta. Então o atleta que sempre o foco dele tá em pensamentos negativos, ele vai
ter uma ansiedade cognitiva muito alta em momentos pré-competição. e ansiedade cognitiva alta em momentos pré-competição leva a diversos sintomas psicossomáticos, como eu já falei para vocês anteriormente. Então, o atleta quando ele tem muitos pensamentos negativos disfuncionais antes da competição, ele começa o quê? Primeira coisa, aumenta a frequência cardíaca, aumenta a velocidade de respiração, dilata a pupila, consequentemente perde visão periférica, aumenta a sudorese. Se aumenta a sudorese, ele vai atingir, né? pode eh eh chegar um estado de desidratação com maior velocidade, aumenta a fadiga, vai aumentar a tensão muscular e Consequentemente o gesto técnico não vai
ser realizado da forma adequada. Então, percebam como apenas um pensamento negativo ele pode trazer uma série de consequências. Outro tipo de perfeccionismo não saudável é o medo de falhar, medo de errar. Então, é aquele atleta que ele evita situações de risco, né, para não cometer erro. Então eu trago um exemplo aqui, um atleta de ginástica que sempre reduz a Dificuldade da série para evitar quedas. E a ginástica é bem interessante, por quê? Na ginástica, né, as séries elas começam com uma nota de partida. Então, quanto maior o nível de dificuldade da série, maior a nota
de partida. O que isso quer dizer? aquele atleta, a chance dele ter uma nota mais alta é maior comparado a um atleta que tem uma nota de partida mais baixa. Só que ter uma nota de partida mais alta, isso quer dizer que o nível De dificuldade da série é maior. Então o atleta que tem um perfeccionismo não saudável voltado pro medo de falhar, é aquele atleta que ele vai evitar a situação de risco. Ele vai preferir ficar na zona de conforto. Pô, tem aquela série ali que eu não erro nada. Ela é simples, mas eu
consigo executar sem erros. Ele vai manter aquela série. Consequentemente, ele vai ter uma série bem-sucedida, vai. Mas a chance de ele conseguir um desempenho para conquistar, Né, uma medalha, para conquistar, né, ser campeão, vai ser menor, porque a série tem menor nível de dificuldade. algumas estratégias. E aqui é bem legal trabalhar dessa forma, né, que é a exposição gradual ao erro, que é você criar treinos onde errar faz parte do processo e o atleta ele não vai est sendo avaliado no que ele tá errando, então aquilo ele vai fazer parte, ou seja, ele está sendo
exposto de forma gradual ao erro. E aí quando ele for Para uma situação de competição, ele já vai tá o quê? a sua mente já vai estar preparada para aquilo. E eu vou falar um pouquinho mais sobre esse tipo de técnica mais à frente, trazer mais detalhes. E também temos o quê? O comparador crônico. O comparador crônico é aquele que tá sempre compando o seu desempenho com o adversário, com as outras pessoas. Então, um exemplo, um nadador que perde confiança ao comparar seu tempo com, né, com o tempo de Colegas mais rápidos. Então ele não
tá preocupado em melhorar o seu próprio tempo, mas tá preocupado com o tempo do adversário. E isso a gente chama de uma orientação voltada para o ego. Ou seja, ele tá sempre preocupado com o outro, comparando o seu desempenho com o outro e não com o seu próprio desempenho. Algumas ã técnicas que nós podemos utilizar com esse tipo de perfil, né? O foco no progresso individual. Então você Trabalhar com metas baseadas no próprio histórico do atleta para mostrar para ele onde ele tá evoluindo, a sua evolução ao longo do tempo e deixar de lado a
comparação com os outros, com os adversários. Então o foco tem que ser no progresso individual. Então, esses são três tipos clássicos de perfeccionismo não saudável e que, né, a gente ah tem presente no esporte de alto atendimento, no esporte competitivo. E qual a relação do perfeccionismo não Saudável com a ansiedade e o medo de errar? Então, como eu disse para vocês, o perfeccionismo ele é uma disposição da nossa personalidade. Então, indivíduos que têm alto nível de perfeccionismo não saudável, que são aquelas preocupações perfeccionistas, esse indivíduo, ele acaba, o que acontece quando ele tem um um
uma situação de estress, um agente Estressor do ambiente, por exemplo, uma competição, um jogo, ele acaba sempre enxergando aquele evento estressor como uma ameaça. Então, por um estímulo que é pequeno, às vezes é um jogo que não tem muita importância, mas para ele é uma ameaça muito grande. Ele enxerga isso como uma ameaça. Isso leva a um estado de estress elevado. E o stress, que que define o estress, né? É um processo de desequilíbrio entre o quê? Um estímulo Do ambiente e a nossa capacidade de resposta. Então, quando eu percebo um evento do ambiente como
ameaçador, isso quer dizer que eu não tenho o quê? recursos suficientes para responder aquele estímulo. Ou seja, isso gera um desequilíbrio. Consequentemente, quando isso acontece, vai levar ao aumento o quê? Da ansiedade. Então, vai levar o aumento da ansiedade cognitiva. Ou seja, eu vou começar a Pensar de forma negativa. Ah, eu não vou conseguir. Ah, eu não sou bom o suficiente. Ah, o adversário é melhor. Ah, e se eu errar? Ah, eu não, eu não tenho capacidade. E esses pensamentos negativos, eles vão gerar consequentemente sintomas psicossomáticos, como eu já falei para vocês, aumento do batimento
cardíaco, tensão muscular, eh a respiração ela fica mais curta, levando a fadiga, né, a de forma mais rápida, Aumento a sudorese e isso afeta a coordenação motora e a tomada de decisão. E consequentemente isso também tem uma relação direta com o medo de errar. Então, quanto mais eu tenho esses pensamentos negativos, mais sintomas de ansiedade pré-competitiva, mais medo eu vou ter o quê? De desapontar meus colegas, meus companheiros, treinador, família e a mim mesmo. Então, percebam como esse perfeccionismo não saudável, ele Funciona meio que como um efeito dominar. traz diversas consequências, né, psicológicas e comportamentais
no atleta. Qual que é o impacto direto no desempenho? É o que a gente chama de paralisia por análise, né? O excesso de preocupação, de medo de errar, de pensamentos negativos, vai levar o que a gente chama de hesitação, né? E baixo desempenho. Então, por exemplo, aquele atleta que perde um Pênalti e aí depois que ele perdeu o pênalti, ele não chuta mais pro gol. Então ele às vezes tem uma chance clara de fazer um gol, ele prefere passar a bola pro colega. Então é um exemplo claro de um indivíduo que teve uma experiência, né,
mal sucedida devido a isso. Isso ah, desencadeia esse essa ansiedade, o medo de errar, ele acaba o quê? Evitando situações que ele esteja exposto ao erro. Então, ao invés de chutar, ele Prefere passar a bola pro companheiro. Existem diversas ferramentas práticas que nós podemos utilizar eh em situações como essa. A própria respiração diafragmática, né, que trabalha o movimento do diafragma, que é uma técnica para controlar o quê? A resposta fisiológica da ansiedade. Uma técnica simples, existem existem diferentes técnicas de respiração e a respiração diafragmática é uma delas. técnica do ponto de retorno. É muito Legal
isso e muitos atletas utilizam, que é quando você cria um ritual para o quê? Resetar o seu foco após um erro. Então, um exemplo bem interessante é Dokovit, novo que Djokovit, acredito que todos conheçam, tenista. Ele quica a bola sempre. Percebam quando ele erra, ele erra algum algum movimento e aí ele vai pro saque, ele trabalha com muita calma. quica a bola de uma forma pausada, de forma pausada, como o quê? Uma maneira de recuperar o controle Emocional. Tanto que ele é muito bom em se sair de situações de as situações adversas, recuperar o foco
e aí vencer um jogo de virada, virar um game que tá perdido. Então, a técnica do ponto de retorno é bem interessante para trabalhar situações como essa. Qual a relação do perfeccionismo? não saudável e a autocrítica excessiva. Então, como nós já falamos, né, esse perfeccionismo não saudável, ele é Caracterizado, né, por pensamentos negativos, medo de errar, preocupação com os erros, comparações desfavoráveis, né, comparação com outras pessoas, com os adversários. E aí alguns exemplos, né? Eu nunca vou ser bom suficiente, eu sempre estrago tudo, né? Eu não tenho capacidade. Então são exemplos de pensamentos negativos e
de comparações que são desfavoráveis para o desempenho. Quais as consequências dessas situações, desses pensamentos Negativos? Leva a perda de confiança. E aqui é bem interessante por quando a gente fala em a relação entre perfeccionismo e ansiedade, a gente tem que lembrar também do que a gente chama de autoconfiança. Que que é autoconfiança? Autoconfiança é aquela a crença e expectativa que eu tenho em relação ao meu próprio desempenho, quanto eu acredito em mim mesmo. Então, quando o atleta ele tem um perfeccionismo não saudável e ele tem tá Com um nível de ansiedade muito alto, isso pode
prejudicar a sua autoconfiança, porque a autoconfiança ela vai ser fundamental para manter o atleta em controle emocional. O que que os estudos mostram? que atletas de alto rendimento, a maior parte tem alto nível de ansiedade précompetitiva, é normal, mas eles também tem um alto nível, um nível ainda maior de autoconfiança. E isso, essa autoconfiança, ela atua como o quê? Um protetor contra a ansiedade. Agora, o que acontece quando a ansiedade ela o quê? passa autoconfiança, isso gera um desequilíbrio e aí vai levar a todas aquelas consequências psicológicas e comportamentais que nós vimos anteriormente. E aí,
qual que é o impacto? Erros em momentos importantes, erros em momentos decisivos. Então, errar em final de Campeonato, no último lance do jogo, para ganhar a o jogo, pensar no jogo de basquete, né? aquele arremesso faltando um segundo, um pênalti numa final. Então, o impacto muitas vezes acontece em momentos decisivos. E como que eu posso identificar? Então, falamos bastante sobre o perfeccionismo não saudável, mas como que eu consigo identificar um atleta que tem perfeccionismo não saudável? Existem alguns sinais. Então, observando o Atleta no dia a dia, nos treinamentos e principalmente nas competições, existem alguns sinais
que ah nos mostram, né, que dão alguns indícios de um perfeccionismo não saudável, como por exemplo, irritação com erros mínimos. Então, erros pequenos deixam aquele atleta muito irritado. Evitação de desafios, ou seja, aquele atleta que não tem iniciativa para novos desafios. deu até deu o exemplo para vocês da ginástica, num atleta de Ginástica que, né, ele prefere ficar na zona de conforto de uma série mais simples do que tentar, né, treinar para ah uma série mais complexa que vai ter uma maior nota de partida. Treinamento excessivo sem descanso. Então, um atleta com perfeccionismo não saudável,
ele vai ter uma característica de querer treinar demais. E aí a gente sabe que controle de carga de treinamento é importante também pro bom desempenho. Então, se o atleta Treina muito e não recupera, ao invés de melhorar o desempenho, ele vai ter o quê? uma queda de desempenho, além de tá mais exposto à lesão. E aí também tem aqui um teste prático que é bem simples. Então, quatro perguntinhas básicas que o atleta pode responder sim ou não. Então, aqui, ó, você se sente constantemente insatisfeito com seu desempenho? Sim ou não? Você tem medo de cometer
erros e ser julgado por isso? Sim ou não? Você treina mais do que o recomendado para compensar a ansiedade? Ó lá. Então, para compensar aqueles pensamentos negativos, o medo de errar, você treina, treina, treina cada vez mais. Você acredita que falhar, né, que errar faz de você um fracassado? Então, são quatro perguntas bem simples e que se o atleta respondeu sim para três ou mais dessas perguntas, para no mínimo três, ele pode ter um perfeccionismo não Saudável. Ou seja, o seu perfeccionismo pode estar prejudicando o seu desempenho. Então, é um indicativo de perfeccionismo não saudável.
Então, percebam, coisa simples, quatro perguntinhas que o atleta aqui responde em um minuto e a gente consegue ter já um indicativo. E existem ferramentas também de ah autor relato, né? algumas escalas, questionários que também ah gente pode utilizar para avaliar o perfeccionismo. Esse aqui foi um instrumento que eu adaptei ah pro contexto brasileiro no meu doutorado. Então, percebam aqui, ó, foi em 2015, né? Então, faz 10 anos. Então, esse ano eu completei 10 anos como doutor, né? Eu finalizei o meu doutorado e aí durante o meu doutorado, ah, a gente pegou uma escala de perfeccionismo
pro esporte e adaptou pro contexto brasileiro. Essa escala ela foi criada no contexto da língua inglesa e a gente, pô, pegou ela e queria utilizar No Brasil. Aí tem uma série de procedimentos técnicos e estatísticos que precisam ser conduzidos paraa gente conseguir, né, validar essa escala pro contexto brasileiro. E essa escala é hoje ela é conhecida como escala multidimensional de perfeccionismo no esporte. Ela tem 24 itens e ela avalia quatro, né, fatores: padrões pessoais de organização, preocupação com os erros, pressão parental percebida e dúvidas na ação. Percebam que essas quatro, esses quatro fatores, eles estão
relacionados diretamente àqueles dois grandes polos do perfeccionismo, saudável e não saudável, né? Os esforços perfeccionistas e as preocupações perfeccionistas. Padrões pessoais e organização envolvem características dos esforços perfeccionistas, né? Aquele perfeccionismo mais saudável. Já preocupação com os erros, pressão Parental percebida e dúvidas na ação se referem a características das preocupações perfeccionistas, né? O perfeccionismo não saudável. Então essa foi uma escala que a gente validou pro contexto brasileiro. Se alguém tiver interesse, né, vou ter o maior prazer de passar para vocês. Podem me pedir, né, ã, Instagram por e-mail. Eu vou também passar pro Lucas a escala.
Então vocês podem ter acesso a uma escala rápida que, né, traz alguns indicativos também Interessantes sobre o tipo de perfeccionismo que o meu atleta tem. Rapidamente também quero passar para vocês alguns estudos. Então, como eu disse para vocês, ã, além de trabalhar com perfeccionismo na prática, de estudar, eu pesquiso muito sobre perfeccionismo. Então, foi uma das grandes das minhas principais linhas de investigação durante muito tempo. Então, vou trazer aqui alguns estudos só para ilustrar para vocês, né, como que a Gente conseguiu aí investigar o papel do perfeccionismo no desempenho no contexto esportivo. Esse é um
estudo que a gente publicou em 2020. E a gente tentou analisar se o perfeccionismo do atleta ele estava associado com o desempenho de equipes de futsal. Que que a gente fez? a gente avaliou, né, o os atletas no início de uma competição, era uma competição de futsal, eram atletas da região Nordeste. E aí a gente aplicou esses questionários Antes do primeiro jogo da competição. Os atletas competiram, né, por três meses dentro das suas equipes e no final da competição, três meses depois, nós coletamos os marcadores de desempenho, como, por exemplo, ah, número de vitórias, número
de derrotas, número de gols marcados, gols sofridos, pra gente ver, será que o o perfeccionismo do atleta tem alguma relação com esses marcadores de desempenho? O que que nós encontramos? que atletas com Altos níveis de padrões pessoais e organização, que são a características dos esforços perfeccionistas, perfeccionismo saudável, esses atletas favoreciam o quê? as equipes marcarem mais gols e sofrerem menos gols. Olha que interessante. Então, equipes que tinham atletas com alto nível de esforços perfeccionistas foram equipes que marcaram mais gols e sofreram menos gols. Também vimos que A dúvidas na ação que está relacionada aos às
preocupações perfeccionistas tiveram um impacto negativo no número de vitória das das equipes e também no no na pontuação total na competição. Então, quanto mais as equipes tinham atletas com essas características de dúvidas na ação, de preocupações perfeccionistas, menos vitórias, menos vitórias elas tiveram e menos pontos elas marcaram na competição. Então, um estudo com desenho simples, mas que trouxe aí indicativos Interessantes sobre a relação do perfeccionismo do atleta com o desempenho da equipe. Esse outro estudo aqui já é mais atual, a gente publicou ele ano passado e aí a gente analisou coesão de grupo, conflito de
grupo, metas de realização e ansiedade em atletas jovens. E aí nós comparamos todas essas variáveis de acordo com o modelo 2x2 de perfeccionismo. Exatamente o que a gente viu, né, ao no início da nossa aula. E Aí o que que a gente fez? a gente coletou, né, dados de centenas de atletas e aí nós classificamos esses atletas utilizando uma análise eh estatística, em quatro grupos. Esses atletas foram divididos em quatro grupos. Então aqui tinha um grupo que era caracterizado por esforços perfeccionistas. O que que seria os esforços perfeccionistas? Atletas que têm o quê? alto nível
de esforços e baixo nível de preocupações. Tinha o grupo de perfeccionismo misto. Que que é o perfeccionismo misto? Atleta que tinha o nível moderado, tanto de esforços quanto de preocupações perfeccionistas. Tinha o grupo de preocupações perfeccionistas que eram o quê? Atletas com alto nível de preocupações e baixo nível de esforços. E tinha o grupo não perfeccionista. Que que era o grupo não perfeccionista? Atletas que tinham baixo nível, tanto de esforços quanto de preocupações Perfeccionistas. O que que nós encontramos? Coesão para tarefa, orientação do atleta para tarefa, foi mais alto aonde? Nos atletas com esforços perfeccionistas.
Ou seja, atletas com características de perfeccionismo saudável tiveram maior coesão para a tarefa, ou seja, eram atletas que trabalhavam melhor de forma coletiva em prol dos objetivos da equipe. Eram atletas que tinham uma Orientação mais voltada pro seu próprio desempenho e não com o desempenho do adversário. Além disso, esses atletas tiveram menor ansiedade somática, menor preocupação com os erros e menor distúrbio de concentração. Então, percebam o quanto, né, a o perfeccionismo saudável, ele tem uma relação aqui direta com todas essas variáveis, coesão de grupo, orientação, né, as metas de realização, conflito de grupo e ansiedade.
Então aqui esse Estudo mostrou diretamente o papel dos esforços perfeccionistas, né, que é esse perfeccionismo saudável nessas variáveis psicológicas. E aí pra gente chegar na parte final, algumas estratégias práticas, né? Por exemplo, técnicas de estruturação cognitiva, como eu já falei, que é uma técnica que vai, né, identificar pensamentos negativos, distorções cognitivas, com o quê? com o papel de questionar a validade e utilidade desses Pensamentos. Então, vai questionar o quê? Qual é a utilidade de você ter esses pensamentos? Onde isso tá agregando na sua vida e na execução das suas atividades? E por fim, substituir esses
pensamentos por pensamentos mais realistas, positivos, funcionais. Então, reestruturação cognitiva é uma técnica muito utilizada dentro desse contexto. Técnicas de mindfulness e regulação emocional. Então, a a atenção plena, né? Então, Você trabalhar com o atleta, atenção plena aquele momento, né? esquecer tudo que tá fora e foco naquele momento específico. Isso promove redução da ansiedade, aumento de concentração, melhora da qualidade do sono. E quando a gente pensa em atenção plena, a gente pode utilizar diversas ferramentas, a própria meditação, respiração diafragmática, âncora visual e auditiva. Vou trazer dois exemplos de âncora, âncora visual e Auditiva para vocês. Ah,
também outra estratégia é a definição de metas realistas. Então, como que isso funciona? Eu trabalhar com metas desafiadoras, mas alcançáveis. Então o atleta tem que ter meta, assim como qualquer pessoa na vida tem que ter meta. Se você não tiver meta, você não tem nenhum objetivo para ser alcançado. Então o atleta ele precisa ter meta. Essas metas precisam ser desafiadoras, mas elas têm que ser Alcançáveis, porque se elas não forem alcançáveis, elas podem gerar frustração. Flexibilidade. Então você também além de trabalhar com as metas, você conseguir adaptar essas metas a imprevistos e possíveis frustrações que
podem acontecer ao longo do caminho. E o foco aqui passa a ser no processo e não apenas no resultado. Então não é no resultado do jogo, da competição, mas sim no processo, né, até atingir o Melhor desempenho da temporada. estratégias que pro próprio atleta que o próprio atleta pode utilizar, autoavaliação positiva, né? Então, atleta criar um diário que ele vai registrar, por exemplo, todos os dias de treinamento três acertos e um aprendizado. Então, ele vai ter o seu diário e vai colocar ali, ó, três coisas que ele fez corretamente e algo que ele aprendeu de
novo ou que ele corrigiu naquele treino. Então, coloquei um Exemplo aqui, ó. Hoje meu passe melhorou muito, um acerto. Consegui me posicionar melhor na defesa. Segundo acerto. Minha resistência física tá aumentando. Terceiro acerto. Mas preciso trabalhar mais na minha tomada de decisão. Jogadas rápidas. Um aprendizado. Percebam o foco nos acertos e depois no que precisa ser corrigido. Isso chama feedback positivo. Você mostra primeiro o que tá fazendo certo, depois o que precisa melhorar. O próprio atleta, ele trabalhar essa Autoavaliação positiva. Por que que ela funciona? porque ajuda o atleta a visualizar o seu progresso. Ele
vai tá anotado, vai ter anotado ali, ele vai enxergar o seu processo ao longo do tempo e isso diminui a tendência, né, de focar nos erros e vai aumentar a autoconfiança, porque o atleta vai enxergar diariamente ali a sua evolução. Treinamento de tolerância ao erro. Então eu até trouxe anteriormente já é importante esse tipo de treinamento Porque reduz o medo de errar e vai tornar o erro como algo natural do processo de aprendizado. Errar faz parte do processo de treino, no processo de treinamento. Então trago aqui alguns exemplos no basquete, um treino onde o atleta
precisa arremessar de posições difíceis, mas ele não vai ter preocupação no acerto, no quanto ele vai acertar. O foco vai ser o quê? Conseguir executar o arremesso em posições difíceis, mas Não acerto, mas sim realizar os arremessos. No futebol, um treino que o jogador só pode chutar com o pé mais fraco, com o pé não dominante. Então ele é destro e tem que sempre chutar com o pé esquerdo. Na ginástica artística, um treino com novas combinações de movimento, sem pressão por acerto. Por que que isso funciona? porque vai expor o atleta gradativamente, de forma progressiva,
ao erro. Isso reduz ansiedade, porque ele Já vai ter vivenciado o erro nesse tipo de situação ao longo do processo de treinamento. Ensina o atleta a reagir melhor emocionalmente ao erro, porque ele já passou por isso durante o treinamento, né? e também estimula o que a criatividade, a adaptação imprevisível, porque o atleta ele já vivenciou esse tipo de situação no treino e aí ele já vai tá o quê? Adaptado a essas situações. E aí isso estimula também ele criatividade, a Procurar novas ações para conseguir ah superar aqueles obstáculos. Ah, ancoragem, né? Então, ah, vou trazer
alguns exemplos aqui de respiração diafragmática, de ancoragem, só para vocês verem. Existem, como eu disse, várias técnicas de respiração. Então, a técnica, eu gosto bastante essa e eu utilizo muito, respiração 4 6 8, né? O atleta inspira pelo nariz por 4 segundos, segura o ar por seis e expira por oito de forma, né, lenta. Repetir Isso quatro vezes antes de uma competição ou um momento de alto nível de estress. Qual que é o benefício? Reduz o nível de ativação do sistema nervoso simpático. O nosso sistema nervoso simpático é o que ativa a ansiedade. Então você
acaba reduzindo, né, a ativação desse sistema, ajuda o atleta a relaxar. antes de um momento decisivo, não ficar pensando de forma excessiva eh naquilo, naquele naquela situação e pode ser aplicado, né, de uma Forma rápida, no intervalo de um jogo, num tempo técnico. Então, é uma técnica rápida e que ajuda a controlar o nível de ativação. Ancoragem visual. Aí existem diversas formas, diversas técnicas de ancoragem visual. trouxe uma delas aqui para vocês, ã, o frame mental de sucesso. Eu gosto bastante dessa. Então, você cria uma imagem mental no atleta para ativar um estado de confiança,
não só de confiança, mas também de controle antes De uma competição. Como que funciona a esse tipo de ancoragem visual? O atleta ele vai escolher uma imagem mental forte, ou seja, um momento que ele se sentiu no auge do seu desempenho, uma vitória, um movimento bem executado, um título, né, uma medalha que ele conquistou. Ou seja, ele vai escolher aquela mental para ele, aquela imagem mental para ele que é que significa o auge do seu desempenho. Ele vai fechar os olhos e vai imaginar essa cena com Todos os seus detalhes, cores, luz, pessoas. Então ele
vai lembrar, né, eh, vivenciar essa cena que ele já viveu em um momento anterior. E aí ele vai associar essa imagem a uma palavra curta ou um gesto. Então, um exemplo, um aceno de cabeça, um toque no uniforme. Então, ele vai associar aquela imagem mental a uma a algum algo físico que pode ser uma palavra, um gesto, né, um olhar. E antes da competição, ele ativa essa imagem mental repetindo o gesto ou a palavra Escolhida. A gente chama isso de cora, ancoragem visual. Por que que funciona? Porque o nosso cérebro, ele não consegue distinguir entre
uma experiência que ela é real e uma experiência que é imaginada, que é imaginária, desde que ela seja imaginada com intensidade. Por isso que cada vez mais, por exemplo, atletas tem trabalhado com o que a gente chama de visualização mental, você preparar sua mente para executar um movimento, um gesto técnico para quando For realizar na prática o seu cérebro já tá preparado. é importante porque revive momentos de sucesso e reviver momento de sucesso fortalece a autoconfiança e é uma técnica que também pode ser utilizada, né, rapidamente uma momento de de instabilidade emocional, o atleta utiliza
essa técnica como uma forma de recuperar o controle emocional, de instabilidade emocional, ancoragem auditiva, então a trilha Sonora, né, da formas. Então, a ancoragem auditiva e esse tipo de ancoragem auditiva, que é você criar uma trilha sonora, cria uma conexão emocional, né, com um som específico. Isso induz a um estado mental ideal. Existem várias formas de gente realizar isso. Então, esse tipo de ancoragem auditiva, como que funciona? O atleta vai escolher uma música, por exemplo, que é importante para ele, que ajuda a motivá-lo, acalmá-lo. E ele vai utilizar Essa música durante os treinos ou antes
das competições, porque sempre que ele ouvir a música, essa música vai ativar o quê? sensações positivas e isso fortalece confiança no próprio desempenho. Então, antes de uma prova, de um jogo, de uma competição, ele ouve aquela música, mentaliza para recuperar a energia e aumentar a motivação. Exemplos práticos. Um corredor, ele pode ouvir aquela música I of the Tiger antes de uma prova para sentir energia. O Jogador de tênis pode mentalizar o som do contato perfeito da bola na raquete para criar confiança. Então, o jogador de tênis, só pelo som da bola batendo na raquete já
sabe se a jogada foi, né, se foi um gesto técnico, né, adequado ou não. Então ele mentaliza aquele som do contato perfeito da bola para criar confiança. E por que que funciona? O som ele ativa a nossa memória emocional e aí ele vai atuar como um gatilho positivo. Então, e É também facilmente aplicado. O que que você precisa para eh executar essa técnica? Fone de ouvido e o celular que toda atleta tem. Então, fone de ouvido, ele você consegue utilizar uma técnica de ancoragem auditiva. E aí você pode utilizar a ancoragem auditiva, por exemplo, junto
com uma técnica de respiração, que aí você potencializa o efeito da, né, dos benefícios de ambas as técnicas, da respiração e da ancoragem auditiva. Então, chegando aqui praticamente no final, né, qual que é a conclusão que a gente chega, né, que é autocrítica excessiva, né, o perfeccionismo, ele pode ser um aliado. Porém, nós precisamos lembrar que nós temos todos, todos nós temos tanto o perfeccionismo, né, adaptativo, os esforços perfeccionistas, quanto o quê? As as preocupações perfeccionistas. Todos nós temos isso, tá na nossa mente. Só que é importante o que a gente chama De acompanhamento individualizado.
O atleta tem uma orientação para que ele potencialize o perfeccionismo saudável e ele o quê? Controle ou minimize o perfeccionismo não saudável. E dentro desse processo, quem é o principal agente que vai atuar, querendo ou não, ao treinador? É importante que o atleta tenha que o psicólogo do esporte, treinador mental, o coach vai est ali com ele. Mas quem tá no dia a dia com com o atleta no todo Dia nos treinos, nas competições, na concentração, é o treinador. Então o treinador ele é importante porque ele precisa facilitar o processo de desenvolvimento do atleta. Quanto
mais ele facilitar esse processo, mais melhor vai ser o quê? o a o desenvolvimento do atleta e menos essas características de perfeccionismo não saudável, elas serão o quê? Ah, vivenciadas ao longo desse processo. Bom, pessoal, chegamos aí ao final. Eh, Foi só uma abordagem, né, bem rápida sobre como a gente pode trabalhar a com atletas que se cobram demais, né? Então, Lucas até falou sobre a a pós-graduação e dentro, né, de um dos módulos que eu trabalhei na em uma das turmas aqui da pós-graduação, eu falo sobre isso de uma forma mais aprofundada, módulo de
personalidade. Então, ah, quem aí ah puder, né, na pós a gente consegue aprofundar mais, falar mais sobre isso e outros aspectos que estão relacionados Com a atletas que se cobram demais. Deixo aqui meu e-mail, as redes sociais, né? Meu Instagram, Instagram do grupo de pesquisa, né? O GPEX, que é um, ano que vem o GPEX, ele completa 10 anos, né? Eu criei o GPEX lá na Univasf, quando eu era professor da Univasf em 2016 e aí devido a minha mudança pro Rio de Janeiro, né? Ah, eu saí de um papel de líder do grupo para
vice-líder. Então eu ainda tô, né, no GPEX, mas agora como vice-líder, Considerando que eu não faço mais parte da instituição da Univasp. Ah, mas ah, ainda tô dentro do GPEX, então quem aí também quiser ver aí tudo que o GPEX faz, tem aqui o Instagram. Agradeço a atenção de todos e aí estou à disposição para as perguntas, comentários de vocês. >> Muito bom, muito bom, pessoal. Sigam o professor nas redes sociais quiser, professor, coloca aí o seu Instagram, mostra aqui pro pessoal aqui, pro pessoal seguir, tá bom? Deixa aí na Tela. Eh, a gente vai
para as perguntas, mas mais uma vez, meu muito obrigado pelo seu tempo, essa aula fantástica. Você manteve aqui quase 800 alunos do começo ao fim. Então, o pessoal entrou e ficou, não saiu um segundo. Teve gente falando assim: "Mas já acabou?" Nossa, uma aula rápida dessa de 10 minutos, passou 1 hora e 10 minutos aqui falando. Então é o seguinte, gente, a gente vai para as dúvidas eh com o professor, dúvidas rápidas. Na verdade, Professor, tem duas aqui que eu separei. O pessoal interagiu bastante falando muito sobre a aula em si, sobre o quanto era
importante. E aí eu separei duas dúvidas, tá? A primeira é do Carlos, é do Carlos e da Ana, tá? A Ana, eu acho que ela é mãe de atleta. O Carlos, ele perguntou o seguinte, eh, contextualizando aqui, se existe algum estudo, eh, relacionado a diferença dos atletas que se cobram demais, eh, do sexo masculino e do sexo feminino, Porque os homens, né, eles são menos abertos aos sentimentos, a falar, das emoções e tudo mais. E se existe algum estudo que relacione esse senso de perfeccionismo e se tem uma diferença, né, para mulheres, existe algum? Se
sim, eh, como ou se não, cita aqui pra gente a sua experiência com isso. >> Tem tem estudos que já, né, realizaram essa comparação entre atletas do sexo masculino e feminino. Até porque existem características Ah fisiológicas e hormonais, né, diferentes entre homens e mulheres. E por si só isso já vai influenciar, querendo ou não, no comportamento ah durante um jogo, uma competição. Mas tem estudos que mostram padrões diferente, né, de perfeccionismo entre homens e mulheres. Mas como eu disse para vocês, o perfeccionismo ele é resultado de uma combinação tanto genética quanto das nossas experiências de
vida. Então, obviamente, as mulheres são Diferentes dos homens, possuem características biológicas individuais diferentes dos homens, mas as experiências de vida de ambos, né, as histórias de sucesso, de fracasso, vão influenciar diretamente, né, na construção desse perfeccionismo. Ah, eu posso até encaminhar, Lucas, pro pessoal alguns estudos que mostram um pouquinho sobre isso, que traz algumas diferenças. Então, por exemplo, quando a gente pensa, ã, né, em autocrítica excessiva, Medo de errar, alguns estudos mostram que acaba sendo mais evidente no sexo feminino, nas mulheres. >> E aí >> tem e isso, se a gente pensar em que a
mulher todo mês praticamente passa por o quê? pela menic momentos, né, de tensão prést pré-menstrual, elas estão mais suscetíveis a essas situações, >> se cobrarem. >> Exatamente. Então, tem que mostram isso, >> né? Então, elas estão mais propensas a sintomas de ansiedade, de estress, né, de ah nervosismo, principalmente >> em momentos de tensão no durante, né, a tensão pré-menstrual. Então o cículo menstrual por si só é um fator que influencia diretamente, né, nos pensamentos, nos comportamentos das mulheres. Então tem alguns estudos que mostram isso. Então posso até encaminhar pro pessoal depois dar uma olhada. É,
e Muito do eh muito do que você compartilhou aqui da das técnicas e como fazer, né, da ancoragem e tudo mais, dependendo do treinador, do ciclo também da pessoa, da mulher, no caso, incluir essa algumas das técnicas que você colocou aqui, >> né? Não só olha, nesse período intensifica tal técnica e tudo mais. E aí, por que que eu tô falando isso? Porque o gancho pra próxima pergunta, e é o que tem muito aqui, né, na nas Perguntas aqui no chat é relacionado a algo individual, né? É a mãe de um goleiro. Mas antes até
de entrar aqui na pergunta e tudo mais, é importante dizer o seguinte: quando a gente fala sobre esse assunto, acaba a a surgindo muitas dúvidas assim, né? E no meu caso, que é desse jeito, assim, assim, assim. Então, o que que é importante, pessoal? Esse conteúdo aqui que o professor passou para vocês, eh, é uma, embora ele tenha trago aqui exemplos de ginástica do Tênis e tudo mais, de como adaptar essas técnicas, em um caso particular, como ele também citou, muitas vezes vai ter que ser tratado de uma forma, trabalhado de uma forma individualizada. o
treinador no dia a dia, buscando as técnicas, aprendendo como lidar com isso, um acompanhamento com o psicólogo do esporte, com o coach esportivo. É por isso que se faz importante você entrar em uma pós-graduação que ofereça um mix de ferramenta e o embasamento que ele Também trouxe aqui, né? Um pouco do embasamento que ele trouxe aqui. Então, a pergunta é o seguinte: "Professor, há um senso comum na Não, ah, não, desculpa. Meu filho é goleiro, ele tem 14 anos em time de alto rendimento. Dada a cobrança por goleiros altos, ele que não é muito alto
acha que precisa treinar mais para compensar. Então, no caso da Ana, que é mãe de atleta, como que ela ajuda o filho dela a lidar com essa situação? Se você já teve alguma História, compartilhar um pouco da sua experiência com nesse aspecto. Como eu falei, Ana, é um caso individual, né? A gente acaba tendo que ir ali pro individual, mas compartilha um pouquinho, professor >> Lucas. Nossa, que coincidência. Por quê? Eu fui goleiro. >> Ó lá. E você é alto. Não, mas você é alto. E >> eu não sou alto. [risadas] >> Você tem 1,70,
não tem 1,80. >> 82. Eu tenho 82. Pô, [risadas] >> mas para goleiro não sou alto. Goleiro hoje tem que ser de 86, de 87 para cima. E eu passei por muitas situações como essa quando eu jogava. >> Então por exemplo, eu fiz vários testes e lugares que eu joguei que eu não era considerado alto para um goleiro. Então >> isso esse era um fator que acabava fazendo com que eu me cobrasse mais e Treinasse mais. Então, por exemplo, eu procurava treinar muito porque quanto mais para na minha cabeça, quanto mais eu treinasse, mais preparado
eu ia tá para superar esse obstáculo, que é não ter altura adequada para um goleiro. Então, o que acontecia comigo na época que eu era atleta, quando eu tava muito bem treinada fisicamente, tecnicamente, autoconfiança que acontecia >> lá em cima, >> pô, com autoconfiança alta, Dificilmente você erra, você vai bem, você tá bem treinado, tá preparado. Quando eu tava com o nível de de treino que não era o mais adequado, que, né, não tava bem treinado, o que acontecia com a autoconfiança? caía, >> já caía. E quando a autoconfiança tá baixa, isso dá lugar para
quê? Pensamentos negativos, aumenta a ansiedade. Então essa eh essa eh estratégia eu utilizei por muito tempo quando eu Jogava, porém eu não tinha o conhecimento que eu tenho hoje. Porque você treinar, treinar de forma excessiva não é a chave. Porque como eu disse ao longo, né, da minha fala, controle de carga de treinamento é extremamente importante, principalmente no contexto de alto rendimento. O atleta que treina demais e não se recupera, o que acontece? Tá sucetivamente. >> Cai o rendimento da mesma forma. >> É, cai o rendimento da mesma forma. Por quê? Existe o que a
gente chama de supercpensação no processo de treinamento. Você vai dar um estímulo. Você dá o estímulo para o quê? Você vai lá, treina, treina, treina, né? E consequentemente você ter uma queda e aí você vai ter um um descanso para você ter o que a gente chama de super compensação. Opa, deu uma queda, descansou, recuperou, o que acontece com o seu nível? Aumenta de novo. Agora o que acontece quando se eu dou pancada o tempo todo? Treino, treino, treino, treino, treino. >> É uma hora que não vai mais. >> Você não recupera, você não consegue
ter o mesmo nível de desempenho, de esforço. Então, treinar é importante, mas nesse caso aí, treinar em excesso, sem um controle de carga de treinamento pode ser prejudicial. Então, nesse caso, obviamente, a falou, A questão da altura é um ponto que influencia, querendo ou não, hoje em dia é, principalmente nesse caso por um goleiro, mas só treinar, treinar, treinar não é o principal. Mas assim, tentar o quê? Transformar algo por eh trabalhar com técnicas de pensamento para focar o quê? nas capacidades, nos nos bom e deixar a questão da altura de lado, porque senão vai
pensar nisso e vai falar: "Ah, eu não tenho altura Suficiente, eu não vou conseguir". E aí traz os pensamentos negativos. >> Tem um tem um goleiro do Real Madrid, acho que qual que era o nome dele? Eu não sei se era o Cassilhas. Era o Cassilhas, cara, que ele era baixo. >> Cilias, ele era muito alto. Eu não lembro a altura, >> mas tem um tem um goleiro que era baixinho, baixinho. Eu acho que chegou a jogar no Real Madrid da seleção da Espanha, não lembro. tinha, ó, o Cilhas, Ele tinha exatamente minha altura, em
82. >> Ele não era muito alto, não. >> Mas assim, >> goleiro é aquilo, né? Técnico dele >> altíssimo, né? >> Exato. E às vezes eh dentro da aula assim que você colocou aqui, né? por por lógico, é um fator que influencia, mas ele pode compensar em outras habilidades, como agilidade, velocidade. Tem muito goleiro que não é muito, eh, Fala, o pessoal fala muito, né, que não é bom com a bola no pé, né, tipo é um goleiro que se livra da bola. Então existem outras habilidades que ele pode compensar e tornar ele um goleiro
eh bom, né? >> Um goleiro mais completo. Exato. Que a altura vai ser um ainda o fator, mas dentro do contexto como um todo vai dizer assim: "Não, cara, eu vou ficar com esse goleiro porque, né?" E assim, muitas das técnicas, como você falou, a Da ancoragem, a as visualizações, elas são são ferramentas que podem ser utilizadas nesse contexto, né? pra Ana e tudo mais, pro filho dela, >> sim. >> Para ajudar ele a se tornar um um goleiro, um bom goleiro, né? Eh, um goleiro ainda melhor >> e focar justamente para não gerar essa
cobrança excessiva e consequentemente poder tomar melhores decisões dentro de campo, tá? Mas eh contribuindo aqui um Pouco com a com a sua resposta, né? E é isso. Você ia você ia falar mais alguma coisa, professor? Não, não, acho que era isso mesmo. >> Perfeito. Então assim, gente, foram essas duas dúvidas aqui. As demais elas entram no mesmo contexto. E de novo, né, quando a gente fala de atletas perfeccionistas, nós vamos eh muito levar para essa questão pessoal, individual, né? E é por isso que estamos também realizando esse congresso e dando A oportunidade para vocês entrarem
na pós-graduação, tá? Por quê? Porque lá é onde você vai ter o acervo para isso, ter aulas com o professor, trocar mais, ter mais tempo de qualidade ali com ele. Professor, qual que é o seu Instagram? Estão perguntando aqui. Coloca aqui no chat. >> Sim, vou colocar aqui no chat para todo mundo. >> Beleza. Me manda. A gente a gente vai fazer um post em colaboração com resumo Dessa aula e eu mando aqui para para vocês, tá bom? Mas aqui da missão dada missão cumprida, a gente tem uma missão aqui no atleta campeão que é
fazer os professores que dão aula na pós-graduação, no congresso, serem mais seguidos do que a Virgínia, tá? Então, deixa eu ver se eu consigo. [risadas] >> Tá perto. Só faltam alguns milhões. >> Só faltam alguns milhões. É o mínimo. É o mínimo depois desse conhecimento todo Aqui. E olha só, deixa eu só compartilhar aqui, ó, o Instoberto. E o GPEX tá por aqui, não tá? O GPEX. Opa, é que eu não tô logado aqui, ó. Mas o GPEX tá na bio dele, que é o grupo, tá bom? Então, siga lá o professor >> agora aqui
depois dessa aula. E é isso, gente. Tô muito feliz. Lembrando, tá? Deixa eu parar aqui de compartilhar. Lembrando que o congresso ainda não acabou. Essa é só a segunda aula, né? Então, para quem assistiu a primeira, Para quem assistiu a segunda, eu tô vendo que vocês estão adorando. A taxa aqui de engajamento tá altíssima. Então, parabéns a todos os alunos que estão empenhados em chegar no final desse congresso, não só para gerar o certificado, mas para realmente acumular um conhecimento que vai ser passado pra frente, que vai gerar impacto nos nossos atletas, no cenário esportivo
no Brasil como um todo, tá? Lembrando, sábado aula com o professor Flávio e domingo ainda Com Maira Ramos, senhoras e senhores. Então, meu muito obrigado, um beijo no coração de vocês e eu vejo vocês na próxima aula. Tchau, tchau. >> Tchau, tchau, pessoal.