[Música] Olá estudantes do curso de pós-graduação em neurociências meu nome é Luciana Alice e Maluf e essa é a terceira aula do módulo biologia celular e molecular onde nós veremos o tema Via biossintética secretora e endocítica os tópicos a serem abordados na aula serão aspectos gerais sobre o tema o retículo endoplasmático onde nós veremos o retículo endoplasmático liso eu retículo endoplasmático rugoso o complexo de golgi os lisossomos e o transporte mediado por vesículas nas vias secretora e endocítica então com relação aos aspectos gerais sobre o tema Aqui nós temos uma representação esquemática das organelas que
serão vistas na aula de hoje então onde nós temos o retículo endoplasmático o complexo de golgi os lisossomos e as vesículas que farão o transporte de substâncias entre as organelas e também o transporte através das vias secretora nas setas vermelhas e vias e via endocítica nas setas verdes aí vocês podem estar perguntando o que as vias biossintéticas secretora e endocídica tem a ver com as neurociências a resposta é tem tudo a ver uma vez que essas vias elas fazem parte da síntese transporte liberação e reciclagem de neurotransmissores então nessa imagem nós temos uma representação esquemática
de dois neurônios onde nós observamos que as enzimas que são responsáveis pela síntese de pequenas moléculas secretoras como o glutamato o gaba acetilcolina a dopamina a noradrenalina e a serotonina essas enzimas elas são sintetizadas ao nível do retículo endoplasmático rugoso em seguida elas passam pelo complexo de golgi onde são em e processadas as moléculas depois as vesículas elas trafegam através dos axônios via transporte através dos microtúbulos para então chegarem a região do botão sináptico onde essas enzimas juntamente com precursores desses neurotransmissores dentro das vesículas eles vão Então formar os neurotransmissores para que quando acontecer o
potencial de ação essas vesículas sejam exocitadas na região da fenda sináptica a mesma coisa acontece no caso de neuropeptídeos neurotransmissores como a endorfina e as encefalinas esses neuropeptídeos eles são moléculas maiores do que as moléculas transmissoras anteriores e esses neuropeptídeos também são sintetizados juntamente com as enzimas ao nível do retículo endoplasmático ru na forma de pro peptídeos então tanto estas enzimas como os próprioptídeos eles são sintetizados depois eles passam para o complexo de golgi atravessam o neurônio através de um transporte via microtúbulos até que quando chegam no botão sinoptico Às vezes as enzimas elas vão
promover a clivagem dos próprio peptídeos para então a formação dos neurotransmissores uma vez chegando ao botão sintático o potencial de ação O influxo de cálcio ele vai levar a exocitose então desses neurotransmissores na região da fenda sináptica então agora nós vamos ver cada uma dessas organelas em particular a primeira organela que nós vamos ver será o retículo endoplasmático o retículo endoplasmático ele forma um labirinto de vesículas achatadas chamadas de cisternas e também de túbulos que se estendem ao longo de todo citoplasma da célula essa cisterna e esses túbulos eles são interconectados e tanto as suas
membranas como o espaço interno que ele delimita esse compartimento interno que é chamado de luz ou Lumen do retículo eles são contigos com a membrana nuclear é o espaço intermembranas do envoltório nuclear formando então um contínuo um retículo endoplasmático ele se apresenta associado ou não a ribossomos que aparecem aqui como bolinhas verdes formando o retículo endoplasmático rugoso quando associado aos ribossomos e o retículo endoplasmático liso quando não há a presença de ribossomos aderidos a face externa da membrana nessa imagem nós temos então duas foto micrografias eletrônicas obtidas ao microscópio eletrônico de transmissão onde a gente
vê na imagem à esquerda o retículo endoplasmático rugoso então aqui o núcleo da célula e o retículo endoplasmático formando então a cisternas achatadas vejam que aqui nós temos um monte de bolinhas pretas que são os ribossomos aderidos à face externa da membrana e é o que dá o nome então ao retículo endoplasmático de retículo endoplasmático rugoso ou retículo endoplasmático granular esse espaço entre as membranas ele forma então um compartimento e ele é chamado de luz ou Lumen do retículo a direita nós temos o retículo endoplasmático liso vejam que o aspecto dele ele vai deixar de
ser de cisternas achatadas para a forma tubular da mesmo jeito que a gente viu aqui nessa representação esquemática em laranja um retículo endoplasmático liso notem que no retículo endoplasmático liso a gente não tem os ribossomos aderidos à face externa da membrana na imagem inferior nós temos uma representação esquemática tridimensional do retículo endoplasmático então o retículo endoplasmático rugoso formando cisternas os ribossomos aderidos à face externa e a luz ou Lumen do retículo apresentados em verde e na região mais interna a gente tem o retículo endoplasmático liso na forma então de túbulos primeiro então nós vamos ver
as funções desempenhadas pelo retículo endoplasmático liso o retículo endoplasmático liso ele é responsável pelo metabolismo do glicogênio ou seja tanto a síntese como a degradação do glicogênio então a gliconeogênese a glicogenólise e a glicogênese ele serve como um reservatório de cálcio no músculo para contração muscular então Aqui nós temos representada uma imagem de parte de uma célula muscular onde o retículo endoplasmático liso aparece em lilás e ele contém Então os íons cálcio Além disso O retículo endoplasmático liso ele está envolvido na síntese de fosfolipídeos colesterol e hormônios esteróides e também na bio transformação ou detoxificação
de compostos tóxicos então com relação a síntese dos fosfolipídeos ela acontece em duas etapas a primeira etapa é a de montagem do ácido fosfatídico a partir da enzima A seu transferase que vai então a partir de 2 ácidos graxos um glicerol em um fosfato formar então o ácido fosfatídico montar essa molécula e inserir o ácido fosfatídico na bicamada lipídica levando então ao crescimento da membrana em seguida ocorre a adição dos álcools que podem ser uma Colina uma Celina um inusitol ou uma etanolamina formando Então os vários tipos de fósforo lipídios de membrana que a gente
tem conhecidos e que nós vimos na aula de biomembranas outra função do retículo endoplasmático liso é a biossíntese de colesterol e de hormônios esteróides o colesterol ele pode vir de duas fontes ou da alimentação ser cerca de 50% ou então a partir da síntese endógena a partir da molécula de acetilco a ao nível então do retículo endoplasmático liso então após uma série de transformações bioquímicas nós temos a formação da molécula de colesterol esse colesterol ele vai ser incorporado as membranas celulares como nós já vimos anteriormente na aula de biomembranas ele pode também ser adicionado para
formação dos ácidos biliares que ocorre no fígado nos hepatócitos e um outro destino para o colesterol é a passagem desse colesterol para as mitocôndrias para a formação da pregnenolona e em seguida Essa pereneulona ela retorna ao retículo endoplasmático liso para a formação da progesterona da testosterona e do estradiol ao nível dos ovários veículos ou então essa progesterona ou e essa progesterona ela dará origem ao cortisol e aldosterona ao nível do das glândulas adrenais outra função do retículo endoplasmático liso será a de bio transformação ou detoxicação que significa isso é o processo de metabolização de drogas
hormônios e outros compostos a fim de facilitar a sua inscrição o processo de bio transformação ou detoxificação ele ocorre ao nível dos hepatócitos no fígado e Acontece na membrana do retículo endoplasmático a partir de um complexo de enzimas constituintes do cip 450 nesse local Então vão ocorrer várias reações chamadas de reações de fase 1 e reações de fase 2 onde o objetivo é a inativação e a solubilização dessa substâncias para facilitar então a sua excreção agora nós vamos ver o retículo endoplasmático rugoso o retículo endoplasmático rugoso ele está envolvido na síntese modificação e transporte de
proteínas a síntese proteica ela pode acontecer em dois locais no citoplasmas livres e o objetivo é a formação é a síntese de proteínas residentes no citoplasma da célula e ou então assim se proteica ela pode acontecer associada ao retículo endoplasmático rugoso nesse caso são sintetizadas proteínas de exportação ou seja proteínas que serão endereçadas para o exterior da célula ou então para outras organelas nesse caso então o retículo endoplasmático rugoso ele constituiu o início da Via biossintética secretora e é então a ênfase nesse local então nascem se proteica ao nível do retículo que nós vamos dar
continuidade à aula a classificação das proteínas sintetizadas ao nível do retículo endoplasmático rugoso nós temos as proteínas hidrossolúveis e proteínas transmembranas proteínas hidrossolúveis são aquelas que serão completamente translocadas para a luz do retículo endoplasmático rugoso E essas proteínas elas podem ser em seguida secretadas para o exterior da célula ou então mantidas no Lumen de uma organela não necessariamente do retículo endoplasmático rugoso mas também pode ser no lume do complexo de bojo dos lisossomos das mitocôndrias peroxissomos e assim por diante a outra classe de proteínas são as proteínas transmembranas que são aquelas que são parcialmente translocadas
e elas vão permanecer então inseridas na membra na do retículo endoplasmático rugoso o destino final dessas proteínas será então a composição da membrana plasmática ou então da membrana de humorganela nesse slide nós temos a sequência dos requisitos para a translocação das proteínas para o retículo endoplasmático rugoso então eu se processo começa a partir do aparecimento de uma sequência ou peptídeo sinal então aqui na imagem a direita nós temos em verde mais escuro a subunidade menor de um ribossomo em verde mais claro ou Amarelo a subunidade maior do ribossomo e aqui uma cadeia polipeptídica recém-formada o
comecinho dela e em vermelho nós temos a sequência ou peptídeo sinal que nada mais é do que uma sequência de aminoácidos que é encontrada na cadeia polipeptídica recém formada e que vai servir como sinal para endereçamento de complexo para o retículo endoplasmático rugoso a próxima etapa será então após o aparecimento dessa sequência sinal a próxima etapa será a existência de uma partícula de reconhecimento de sinal ou PRS ou então srp da sigla em inglês essa partícula de reconhecimento de sinal ela é uma proteína que está normalmente presente no citoplasma da célula e que ela vai
reconhecer esta sequência sinal uma vez reconhecendo essa sequência a tradução ela vai parar momentaneamente e todo este complexo ele vai ser direcionado para a membrana do retículo endoplasmático rugoso aonde nós temos um receptor para essa partícula de reconhecimento de sinal chamado de receptor para srp que aparece aqui em azul então nós temos a ligação de todo este complexo com o receptor da srp uma vez ligado ao Complexo esse receptor ele vai levar todo o complexo em direção ao a um canal de translocação que aparece aqui em preto que é um complexo transportador que vai por
sua vez permitir a passagem da cadeia polipeptídica recém formada através da membrana do retículo endoplasmático então nessa imagem nós temos com o processo de como se dá a translocação total de proteínas pelo retículo endoplasmático rugoso através da hipótese da sequência sinal então nós temos aqui em um é uma sequência sinal daquele peptídeo que está começando a ser formado do peptídeo crescente então a sequência a sequência sinal aqui em vermelho em verde escuro o a subunidade menor do quebossomo e em verde claro a subunidade maior do ribossomo em seguida nós vamos ter a ligação desse peptídeo
sinal com a proteína srp aqui em marrom Lembrando que essa RP é a partícula de reconhecimento de sinal uma vez formado este complexo a tradução ela vai ter uma pausa momentânea Então todo esse complexo ele vai ser direcionado para a membrana do retículo endoplasmático para reconhecimento através do receptor de dessa partícula de reconhecimento de sinal de receptor de srp aqui em azul escuro esse receptor ele vai levar todo esse complexo para junto de uma proteína translocadora que é essa proteína que aparece aqui em azul claro uma vez chegando até a proteína translocadora não há mais
necessidade da existência da srp e do seu receptor então eles são liberados e reciclados para utilização posterior E com isso o ribossomo e a sua cadeia crescente agora ligados à proteína translocadora ele vai então poder é retomar a tradução e a proteína recém formada ela é inteiramente lançada na luz do retículo endoplasmático rugoso é assim que se formam as proteínas hidrossolúveis um outro exemplo é da translocação parcial de proteínas pelo retículo endoplasmático que é o que acontece no caso de proteínas transmembrana unipasso Lembrando que unepaço é aquela que passa apenas uma vez através da bicamada
lipídica Então nesse exemplo o ribossomo a srp e o receptor Eles foram obtidos da figura então nós temos aqui uma sequência de início de transferência que aquela sequência sinal e essa cadeia polipeptídica ela vai ter também uma sequência de parada de transferência aqui em laranja então quando ela encontra a proteína translocadora vai começar a passagem da sequência só que a hora que chega na região de parada você tem uma parada da entrada dessa proteína para luz do retículo formando então uma proteína unipasso aqui a gente tem a petidade sinal que é uma enzima que vai
então clivar o peptídeo sinal e essa e essa proteína Então transmembrana unipasso seria incorporada a membrana do retículo endoplasmático no caso de ainda de proteínas transmembrana multipaço ainda em translocação parcial das proteínas nós vamos ter de diferença em relação ao exemplo anterior a presença de várias sequências de início e várias sequências de parada formando então uma proteína que vai passar várias vezes pela bicamada lipídica formando Então as proteínas transmembranas multi passo uma modificação extremamente importante que ocorre após a tradução e que ocorre no Lumen do retículo endoplasmático é a glicosilação de proteínas o que que
é isso é a adição de radicais de Açúcar a cadeia polipeptídica recém formada com o objetivo de formar uma glicoproteína então aqui nessa imagem em a nós temos o ribossomo em vermelho cor-de-rosa aqui inserido na membrana nós temos a proteína translocadora e em seguida a cadeia polipeptídica se formando aqui ao lado nós temos um pequeno lipídio de membrana associado a uma cadeia glicídica a uma cadeia de óleo sacarídeos e aí conforme a cadeia polipeptídica ela vai sendo formada ocorre a transferência a partir do dolicol a transferência dessa cadeia de óleo sacarídeos para a cadeia polipeptídica
além da transferência a gente tem também um processamento dessa cadeia por exemplo com a redução a retirada de duas moléculas de glicose depois a retirada de uma molécula de manose ao final a gente tem na luz do retículo endoplasmático a proteína ligada por são glicídica formando então uma glicoproteína aqui na imagem a direita nós temos um maior aumento disso então o Dolly Call com os resíduos de óleo sacarídeos que serão então transferidos para a cadeia polipeptídica recém-formada é em um local específico que é a ligação em um resíduo de aspagina outra modificação importante que ocorre
no Lumen do retículo endoplasmático é a formação de Pontes de sulfito então aqui a gente tem as cadeias polipeptídicas com então a formação dessas Pontes de sulfeto isso dificilmente ocorre no citoplasma da célula devido ao ambiente redutor nesse local Então já na luz do retículo endoplasmático onde o ambiente é mais oxidativo a gente tem então a formação dessas fontes de sulfeto essa essa formação de Pontes ela é bastante importante porque ela serve para a manutenção da estrutura das proteínas que serão excretadas no meio extra-celular outra modificação pós tradicional que ocorrem no Lumen do retículo é
o enovelamento de proteínas e o controle da qualidade dos produtos que vão sair do retículo endoplasmático rugoso então Aqui nós temos que os oligossacarídeos eles são utilizados como rótulos para marcar o estado de enovelamento das proteínas então Aqui nós temos como exemplo a membrana do retículo endoplasmático e aqui a luz ou Lumen do retículo endoplasmático Aqui nós temos uma proteína não é novelada uma proteína solúvel e que recebeu um oligossacarídeo precursor a primeira coisa que vai acontecer será o recorte de moléculas de glicose de forma a conter apenas uma sobrar apenas uma molécula de glicose
essa uma molécula de glicose ela vai ser reconhecida por uma calnexina que é uma proteína chaperona ou seja uma proteína que vai auxiliar no dobramento das proteínas que são direcionadas para a luz do retículo endoplasmático Então essas essas chaperonas elas estão ligadas a membrana do retículo e elas vão Então auxiliar no enovelamento correto dessa proteína uma vez terminado esse processo uma enzima que é a glicose ela vai retirar essa molécula de glicose e então o a proteína recém-formada ela pode ser ela pode sair do retículo endoplasmático caso ela tenha sido enovelada normalmente é novelada com
sucesso se por acaso esse renovelamento ele não ficou feito corretamente a enzima glicosil transferase ela vai adicionar novamente um resíduo de glicose a ao precursor de óleo sacarídeo fazendo com que então essa proteína retorne no ciclo retorne a chaperonas para então uma nova tentativa de enovelamento correto no caso de proteínas que são enoveladas de forma incorreta mesmo após a passagem várias vezes pelas chaperonas se isso acontecer elas então serão exportadas para os citosol para degradação então no caso de proteínas que são permanentemente enoveladas de forma incorreta E aí como que isso vai acontecer então aqui
a gente tem a proteína a ponte de sulfeto e ela foi então é novelada de forma incorreta quando isso acontece ela vai ser reconhecida por novas taperonas e também por moléculas de leptina que vão direcionar essa proteína mal dobrada a um complexo translocador de proteínas existentes na membrana do retículo endoplasmático essa proteína então mal dobrada ela vai passar através do complexo chegando então ao citoplasma da célula onde ela vai receber moléculas de ubiquitina várias moléculas de obectina formando então uma cadeia de poliomix assim que ela sai ela já começa a receber essas moléculas de biquitina
essa cadeia de poliomix ela vai servir como um rótulo de direcionamento dessa proteína mal dobrada para o proteamo que que é o proteção ele é um complexo enzimático que serve como um triturador de papel Então veja a molécula a proteína então mal dobrada ela entra nesse protestomo e as enzimas que fazem parte desse complexo vão então picotar essa proteína em partículas menores degradando então agora então Quais são os destinos de uma proteína após a entrada no Lumen do retículo endoplasmático rugoso ou então a inserção na membrana do retículo ela pode ter dois destinos que são
se ela for reconhecida como permanentemente mal dobrada que que vai acontecer essa proteína vai ser translocada para o citoplasma para degradação ao nível dos protetores se essa proteína for reconhecida como dobrada e montada corretamente aí ela vai permanecer na membrana ou no nome do retículo endoplasmático E então direcionada ao Complexo de golgi que é Então a nossa próxima organela então agora nós vamos ver o complexo de golgi e tem três o complexo de golgi do ponto de vista morfológico ele é formado por cisternas empilhadas então aqui numa representação esquemática e ao lado uma imagem obtida
ao microscópio eletrônico de transmissão então cisternas empilhadas associadas a vesículas transportadoras o complexo de golgi ele apresenta uma Face convexa também chamada de fascismo que ela vai receber vesículas originadas do retículo endoplasmático e ele possui também uma fase côncava uma Face côncava também chamada de face trans da qual ocorrem brutamentos de vesículas cujos conteúdos vão ser destinados ou ao meio extracelular ou aos lisossomos ou então a membrana plasmática da célula nessa imagem nós temos então novamente uma representação esquemática do complexo de golgi e esse complexo de golgi ele tem uma compartimentalização funcional ao longo da
sua cisternas e esse essa organela ele está envolvido na glicosilação tanto de proteínas como de lipídios vindos do retículo endoplasmático rugoso ou do retículo endoplasmático liso respectivamente então Aqui nós temos o complexo de golgi ele é formado Então por uma rede cisgold que é aquela voltada para o retículo endoplasmático depois por uma cisterna Cis em seguida por uma cisterna média depois cisterna TRANS e em seguida a rede transgoge de onde parte então vesículas que poderão ter como destino os lisossomos a membrana plasmática ou então uma vesícula secretora que terá o meio extracelular como nós vimos
então é o complexo de golgi cada uma da sua cisternas Elas têm uma compartimentalização funcional então por exemplo a rede sisgolde ela está envolvida na fosforilação de óleo sacarídeos que ocorre em proteínas lisossômicas a cisterna Cis ela está envolvida na remoção de resíduos de manose já a cisterna média ela contém enzimas que irão ser responsáveis pela remoção da manose e a adição de n acetil glicosamina já a cisterna trans ela está envolvida na adição de galactosamina diga lactose e também na adição de ácido ciálico enquanto que a rede trans ela está envolvida na sulfatação de
tirosinas carboidratos e lipídios aqui a direita nós temos quatro imagens obtidas ao microscópio eletrônico de transmissão mostrando então aqui o complexo de golgi e Aqui foram feitas as reações para marcar enzimas de cada uma das cisternas do retículo Então a gente tem aqui evidenciada a rede cisgold na imagem em si evidenciada a rede a cisterna TRANS e aqui a rede se esgogem mostrando que cada compartimento do complexo de golgi ele possui enzimas específicas para as funções desempenhadas por cada uma das cisternas nessa imagem nós temos então um processamento Como se dá o processamento dos óleos
sacarídeos ao longo do complexo de golgi esse processamento a gente já viu que ele tem início no Lumen do retículo endoplasmático rugoso Aonde ele aonde o a proteína ela vai receber então Aqueles resíduos de óleo sacarídeos e já vai começar então o seu processamento como por exemplo a retirada de três glicoses retirada de uma manose em seguida essa molécula ela vai passar para o complexo de golgi onde a gente tem várias etapas de processamento desses oligos sacarídeos essas etapas elas são altamente coordenadas e também dependentes da Etapa anterior e tem como objetivo a formação de
um oligossacarídeo complexo ligado a proteína formando então uma glicoproteína é o transporte dessas dessas glicoproteínas ao longo das cisternas do golgi elas ocorrem tanto através de vesículas entre uma cisterna e outra ou então através do amadurecimento da cisternas então conforme ela amadurece ela passa então para o estágio posterior como um todo Então qual que é a função dos oligos sacarídeos nas glicoproteínas os ônibus agaridos Então os resíduos de Açúcar eles são extremamente importantes para a funcionalidade das proteínas Além disso os ônibus sacarídeos eles podem ser necessários para o enovelamento correto da proteína como nós já
vimos anteriormente ele serve como controle de qualidade uma vez que os oligos sacarídeos Eles marcam o estado de enovelamento das proteínas ele serve também de sinal de endereçamento por exemplo de enzimas digestivas para os lisossomos e na matriz extracelular os óleos sacarídeos eles atuam como Pontes entre proteínas integrais de membrana e proteínas da Matriz extracelular Como por exemplo o colágeno visto então o complexo de golgi agora a gente vai passar para terceira organela que são os lisossomos os lisossomos eles são estruturas geralmente esféricas e delimitadas por membrana os lisossomos eles vão conter enzimas relacionadas à
digestão intracelular nessa imagem nós temos uma representação esquemática de uma célula aonde a gente vê que o lisossomo ele corresponde a um ponto de convergência de várias vias de degradação existentes na célula por exemplo da Via fagocítica aqui superiormente então a gente tem A fagocitose de uma bactéria a formação de um fagossomo e depois a destinação desse conteúdo para a degradação ao nível dos lisossomos a gente tem havia endocídica onde macromoléculas do fluido extracelular elas são captadas Então por endocitose formam endossomo primário endossomo tardio e depois essas macromoléculas destinada aos lisossomos a gente tem a
via pinocítica responsável pela captação não específica de fluidos membrana e partículas que são anexadas a membrana plasmática o destino será então endossomo tardio e depois os lisossomos e por fim havia autofágica que é aquela Aonde a próprias organelas envelhecidas por exemplo como aqui o caso de uma mitocôndria elas são destinadas então a degradação através de um autofagossomo destinado e posteriormente aos somos para degradação aqui a direita Na nós temos um macrófago um exemplo de fagocitose então o macrófago fazendo fagocitose de dois de duas substâncias dois micro-organismos Provavelmente em B nós temos a formação de um
autofagossomo então em volta por membrana contendo no seu interior uma mitocôndria e um peróxido em C um exemplo de pinocitose então com a formação de vesículas contendo então no seu interior alguma carga alguma moléculas a serem levadas para a degradação nos lisossomos E como que ocorre o direcionamento das enzimas para os endossomos e os lisossomos então Tudo começa no retículo endoplasmático rugoso aonde aquela pré-enzima então aqui um precursor de uma enzima lisossomica ele vai receber um rótulo no caso aqui ele recebe uma manose 6 fosfato Essa manosesfato ela serve como rótulo para direcionamento de uma
proteína de uma enzima para os lisossomos então uma vez recebido esse rótulo ele esse amenose sem fosfato ela vai ser reconhecida por um receptor de uma nose 6 fosfato ao longo do complexo de golgi aí forma-se então vesículas aqui cobertas por latrina vou falar isso posteriormente e as vesículas Contendo a preenzima ela é então direcionada para um endossomo secundário ou endossomo tardio esse endossomo ele contém bombas de prótons que Então vão trazer os íons h+ para o interior da organela fazendo com que o PH dessa organela baixe para aproximadamente 6 esse PH mais ácido vai
promover a dissociação do receptor fazendo então com que este retorne ao Complexo de golgi para recuperação e utilização posterior enquanto que o precursor das enzimas lisossômicas é então é dissociado desse receptor e também da manoplato se esse é um endossomo secundário Onde está então endossomo primário o endossomo primário ele é ele é oriundo da fusão de várias vesículas de pinocitose formando então um endossomo primário ou endossomo Inicial esse endossomo ele vai sofrer maturação então recebendo as enzimas vinda do retículo endoplasmático e do goji formando então o endossomo secundário não se esqueçam que o endossomo secundário
ele também tem como destino aquelas partículas que foram fagocitadas ou então organelas em processos de autofagia todo mundo vem para cá por um endossomo secundário ou endossomo tardio esse esses endossomos eles vão por sua vez se unir a lisossomos pré-existentes na célula formando então um Endo lisossomo que que é um endolisossomo é aquela estrutura que vai conter tanto as enzimas agora ativas vinda dos lisossomos como também as partículas a serem digeridas uma vez que essas partículas são todas digeridas e só sobra as enzimas ativas ele é então chamado novamente de lisossomo na prática não há
distinção entre lisossomo e endolisossomo do ponto de vista morfológico já do ponto de vista do que do que tem no interior dessa organela aqui a gente tem então o ainda partículas a serem a serem digeridas o lisossomo então o lisossomo ele é uma organela que vai conter o que contém bombas de que contém na sua membrana bombas de prótons que vão Então levariam os h+ para o interior fazendo com que o PH no interior dessa organela seja de 5 esse PH é operar ótimo para a ação das hidroladas ácidas e que os lisossomos eles possuem
vários tipos de hidrolase que são responsáveis pela Lise de vários substratos como DNA RNA proteínas carboidratos lipídios grupos fosfato grupo sulfato e também quebra de fosfolipídios aqui ao lado Nós temos duas micrografias eletrônicas de transmissão mostrando Então os lisossomos contendo partículas no seu interior então Lembrando que a gente não faz a distinção entre lisossomo e endolisossomo e aqui duas vesículas vindas do processo de endocitose visto então os lisossomos agora a gente vai passar para o quinto item que é o transporte mediado por vesículas nas vias secretora E endocídica então aqui a esquerda nós temos uma
visão Geral das cotas de transporte e a direita os compartimentos nas vias secretora que formam a as setas vermelhas via secretora via endocítica setas verdes e também as vias de reciclagem ouvias de recuperação mostradas pelas setas azuis que vão fazer então um transporte anterógrafo Desculpa um transporte retrógrado de substâncias com o objetivo então de recuperar alguns compostos de reciclar compostos e o transporte Então mediado por vesículas como é que ele vai acontecer as vesículas elas vão brotar de um compartimento chamado de compartimento doador contendo então o qual contém as moléculas a serem transportadas que são
genericamente chamadas de carga aqui em vermelho nós temos como carga as proteínas hidrossolúveis que são aquelas que são lançadas no interior na luz do retículo endoplasmático por exemplo e em verde nós temos as proteínas que são inseridas na membrana ambas tanto Verde como vermelho a gente tem aqui como representantes de cargas a serem transportados de um compartimento doador para um compartimento alvo então a gente vê a formação de um brotamento no compartimento doador a formação da vesícula e depois a fusão da vesícula com a membrana do compartimento alvo então a entrega da carga para este
compartimento as vesículas que brotam então da membrana elas são cobertas por uma capa de proteínas então aqui a gente tem como exemplo a capa de Katrina essa capa pode ser também da proteína cop 1 ou então da proteína cop 2 Então são capas proteicas e essas capas Elas têm como função ajudar na seleção da carga da vesícula e também ela auxilia na promoção da deformação da membrana para a formação do broto então Aqui nós temos o processo de montagem e desmontagem do revestimento de latrina como exemplo então aqui vejam que bonito uma imagem obtida ao
microscópio eletrônico de varredura de uma vesícula coberta por cleatrina Então a primeira coisa será o reconhecimento da carga a ser transportada que aqui aparece como essas bolinhas vermelhas o reconhecimento da carga por receptores localizados então na membrana da organela doadora então esses receptores eles vão aparecer aqui em azul então a ligação da carga com o receptor de carga em seguida moléculas adaptadoras como essas em verde claro elas reconhecem os receptores de carga localizados na membrana uma vez reconhecidos receptores o próximo passo é o recrutamento das moléculas de latrina que são essas em verde escuro existentes
no citosol aí então agora a gente tem a carga o receptor de carga a molécula as proteínas adaptadoras e o revestimento de latrina uma vez revestida por quatrina agora então vai começar a formação da vesícula formação do broto e a formação da vesícula uma vez que essa vesícula se desprende da membrana doadora agora não há mais necessidade dessa capa de latrina então ela vai ela vai ser perdida o revestimento sobrando então agora apenas a vesícula com a sua carga e o seu receptor com a carga no seu interior e o seu receptor aí agora como
é que ocorre então então a gente viu como que se dá a formação de um broto e formação da vesícula agora a gente vai ver como se dá a fusão dessa vesícula com a membrana alvo e quais são as etapas envolvidas nessa fusão então Aqui nós temos uma representação da vesícula com o seu receptor e aqui a carga a ser transportada E aí a primeira coisa é a gente prestar atenção nessas proteínas chamadas de proteínas Rabi aqui ligada a vesícula nós temos a chamada rab gtp e essa rabo gtp ela vai se livrar a um
efetor de Rabi aqui em verde localizado na membrana alvo Então a gente vai ter a ligação entre duas rabis gtp com a Rabi efetora com efector de Rabi essa proteína esse vetor de Rabi ela funciona como uma proteína de aprisionamento então o que que a gente vai ter a interação entre as proteínas cabe e o direcionamento então das vesículas para o compartimento alvo em seguida a gente vai ter uma vez Então chegando a vesícula próximo do compartimento alvo a gente vai ter a ligação entre as proteínas siner essas proteínas elas formam uma classe de proteínas
que tem como função promover a fusão da vesícula com a membrana alvo então vejam que a vesícula ela ela contém uma esmer que é do tipo wesner já a membrana alvo ela contém outro tipo de sner a chamada tisner e uma vez que as rabis elas promovem a aproximação da vesícula com a membrana alvo agora a gente vai ter a ligação das duas das duas promovendo então a formação de um complexo uma vez formado esse complexo ocorre então a fusão da membrana da vesícula com a membrana alvo e a liberação então do conteúdo da carga
para o interior do compartimento para o da organela alvo então é apenas como como ilustração a gente tem diferentes revestimentos para diferentes etapas dos processos de transporte então vejam só as vesículas cobertas por latrina aqui a cobertura verde são aquelas que serão responsáveis pela formação de vesículas que vão ser direcionadas para os lisossomos e também formam as vesículas do processo de endocitose já as vesículas cobertas pela proteína pop1 são aquelas responsáveis pelo tráfego de vesículas entre as cisternas do complexo de golgi tanto no movimento aterógrado como no movimento de recuperação movimento retrógrado já as cop
2 São essas em vermelho elas são proteínas que são associadas a formação de vesículas que saem do retículo endoplasmático em direção ao Complexo de golgi por fim então a gente vai ver qual que qual que é o destino das das vesículas secretoras após a saída do complexo de golgi a gente tem então a chamada via secretoras constitutiva e as e havia secretora regulada havia secretora constitutiva é aquela que tem em todas as células e que serve por exemplo para levar aqui esse risquinho azul levar conteúdos continuamente para fora da célula como por exemplo constituintes do
da Matriz extracelular ou então você pode levar proteínas lipídios para serem incorporados a membrana plasmática Então essa é havia secretora chamada de constitutiva já havia secretora regulada é essa em vermelho Aonde a carga ela é inicialmente estocada no interior de vesículas e mediante um sinal que pode ser um hormônio ou então um neurotransmissor mediante a presença de um sinal ocorre então a fusão da vesícula com a membrana e a liberação do conteúdo para o meio extra-celular e é o que ocorre por exemplo nessa segunda na sinapses onde a gente tem aqui no terminal axônico as
vesículas contendo neurotransmissores e uma vez chegando um sinal de despolarização da membrana do neurônio abrem-se canais de cálcio e esses canais de cálcio por sua vez eles vão fazer com que as vesículas elas se unam a membrana plasmática levando a liberação dos neurotransmissores Na Fenda sináptica então agora retornando aquele slide do início da aula a gente tem como então entender todos os processos que aconteceram ao longo da formação de neurotransmissores Então a gente tem tanto na formação de preptídeos de propeptídeos ou as enzimas ao nível do retículo endoplasmático depois ela é direcionada ao para processamento
e empacotamento as vesículas trafegam através dos microtúbulos para o terminal axônico e essas vesículas contendo neurotransmissores uma vez influenciadas uma vez passando o potencial de ação e despolarizando essa membrana ocorre a entrada de cálcio e a exocitose desse desses neurotransmissores Na Fenda sináptica aqui numa numa imagem mais detalhada veja aquelas proteínas rabias proteínas que são necessárias a chegada da vesícula nessa região nessas chamadas o Nativa que é a que vai promover a liberação do conteúdo Na Fenda sináptica a abertura dos canais de cálcio e o final aqui da exocitose né e o na verdade a
fusão no final com a Liberação a exocitose dos neurotransmissores na Fenda e vejam também a o processo de reciclagem de membrana para formação de vesículas aqui a gente tem uma cobertura de cratrina para formação da vesícula aí essa essa vesícula ela retorna agora vazia porque o conteúdo já foi liberado Só que essa vesícula ela pode ir para um endossomo primário inicialmente ou então ir diretamente para a recarga de neurotransmissor através de proteínas que fazem o transporte tanto de precursores de neurotransmissor como de enzimas para o interior da vesícula formando então novamente a vesícula completa que
está somente esperando um sinal para que ela seja para que ela se posicione aqui na zona ativa para a liberação do neurotransmissor Na Fenda sináptica então resumindo os tópicos abordados na aula de hoje nós temos que os compartimentos celulares envolvidos nas vias biossintéticas secretora e em dociticação o retículo endoplasmático o complexo de golgi os lisossomos e também as vesículas de transporte que trafegam entre as organelas o retículo endoplasmático ele é formado por cisternas e túbulos contínuos ao envoltório nuclear sendo retículo endoplasmático rugoso ou retículo endoplasmático granular envolvido na síntese modificação e transporte de proteínas enquanto
que o retículo endoplasmático liso ele tem participação no metabolismo do glicogênio na síntese de compostos de natureza lipídica entre outras funções o complexo de golgi é o principal local de glicosilação de proteínas e lipídios enquanto que os lisossomos são responsáveis pela digestão de macromoléculas intracelulares destinadas a degradação o transporte de substâncias entre as organelas assim como os processos de entrada e saída de compostos da célula são mediados por vesículas de transporte específicas esta então foi a bibliografia utilizada para a montagem desta aula e obrigada [Música]