Eu peguei a empresa, a gente tava faturando R.hõ800. Ano passado a gente bateu 39. O cara chega, a empresa tem 20 anos, você vai fazer a sucessão. Se ela tem 20 anos, a empresa foi construída do zero e alguma coisa de boa aconteceu. Problemas acontecem, efeitos colaterais acontecem, erros acontecem. O que você não pode é ter eles persistentemente durante muito tempo. A meta da empresa eu compartilho com todo mundo. Eles têm Que entender o que a gente vai fazer para onde a gente tá indo e o impacto de quando eles não fazem. Vocês escutaram o
que ela falou? Ela compartilha a meta e o resultado com todo mundo. Eu sou a favor disso. Mediocridade é o dono que fica com medo de mostrar o faturamento da empresa, o resultado da empresa para funcionários e fica achando o seguinte: "Ah, não, porque ele vai ver que eu tô ganhando dinheiro. Você não tá ganhando dinheiro, meu amor. Você tá gerando Riqueza para dividir com ele." Eu não consigo entender o por que você prefere ganhar dinheiro com hora extra do que fazer o que você tem que fazer no seu tempo de trabalho, passar mais tempo
na tua casa, com a tua família, com teus amigos e receber um bônus depois. Não tem nada mais motivador que olhar para um boleto e falar: "Ou eu pago ou ele acaba comigo". Não tem a a certeza de que você só tem aquele boleto porque você faz tudo que você faz. Você pode Pagar, cara. Pagar boleto não ser um problema. Isso aí é maravilhoso. É muito bom. [Aplausos] E aí, galera do Padrinho Podcast, voltando aqui hoje com um episódio Mega Power Especial, até porque a mulherada tá fazendo parte da mesa do Padrinho Podcast. Vocês reclamavam
que o padrinho era machista, que só falava de homem, só colo que homem. Agora tá vindo uma mulherada power, cada uma com uma História diferente. E hoje eu tenho uma convidada especial para vocês também. Mas é óbvio que antes da gente começar, eu teria que falar do grupo Bom Pastor. Se você precisa engajar seu time, se a sua empresa tem cinco funcionários ou 50.000 funcionários, o grupo Bom Pastor tem um pacote de benefício especial para você. assistência odontológica, telemedicina, telemedicina veterinária, socorro veicular, assistência de veículo, uma série de produtos pro seu Colaborador ficar mais feliz
e engajado. E mais, você pode montar do jeito que você quiser, tá? Você entra lá no site, conversa com o time, fala lá com o Hércules. Hércules, eu quero montar um pra minha empresa, tal, ele vai montar o pacote para você e com uma economia fantástica. Então, clica no link, vai lá no grupo um Pastor que eu tenho certeza que você vai ter um pacote de benefício adequado pro seu negócio, tá? E é claro, falando um pouquinho de educação Corporativa, Capital Upgrade. Capital Upgrade é a melhor empresa de gestão corporativa do Brasil. Você entra lá
que você vai ter certeza que o seu colaborador ou você vai estar muito melhor preparado para encarar os desafios. Hoje nós temos uma convidada que, por sinal, eu também conheci lá na capital upgrade. Essa moça passou por lá, apesar dela já tá num outro nível na jornada dela, né? Nós vamos estar aqui com uma jovem CEO de segunda geração. Vamos falar de desafios da sucessão. Vamos falar da dificuldade de ser mulher frente a um negócio completamente masculino. Vocês vão entender melhor no decorrer do nosso papo. E é claro, minha amiga Bárbara, CEO da Husk. Tudo
bem com você? Tudo ótimo. Eu sou suspeita para falar da capital, né? É. Bem-vinda ao Padrinho Podcast. Inclusive, a Capital mandou um presente para você. Que bom. É, espero que você goste. Eu já tenho, eu sou VIP lá na capital, Já passou tudo. Exatamente. E ó, o Papa agora é o seguinte. O Papa é tudo que você já fez antes da capital e a gente vai começar do começo. Pergunta tradicional que a gente faz para todo mundo, porque cada um tem a sua jornada, é a pergunta: Quem é a Bárbara? Você quer saber quem é
a Bárbara ou você quer saber o que a Bárbara fez até agora? Quero saber primeiro quem é a Bárbara. Depois nós vamos falar que que A Bárbara fez. A Bárbara ela é uma, eu me denomino como uma mente que gera negócios num corpo feminino, resiliente, humano. Filosófica. Exatamente. Filosófica. Muito bom. E aí, Bárbara, é o seguinte, me conta um pouco da jornada. Desde o comecinho. Hoje todo mundo tá aqui sabe que a Bárbara é a CEO da Husk. Ela vai explicar direitinho o que que a Husk faz. Por que que eu falei que é um
Mercado altamente masculinizado, dominado por homens. Eu nunca vi no seu setor uma seco mulher, não, né? Então, já a gente vai contar isso. Jornada desde o começo, trabalha, como é que começou sua vida? Como é que você veio parar para suceder uma empresa da família? Eu comecei lá atrás empreender. Eu sempre sempre foi assim no no meu sangue, vai. Eu comecei a empreender acho que desde pequenininha. Então eu Fazia, eu sempre fui da área de humanas, eu gostava dessa parte de de atuação. Eh, então eu fazia teatro em casa, eu cobrava ingresso, eu vendia quadro
nas aulas da minha avó, eu fazia um monte. Aí quando ela dava aula, eu ia lá e vendia tudo, porque eu queria ter o a mim, o meu jeito de fazer as coisas e não depender das pessoas. E aí eu comecei, acho que a minha vida profissional mesmo, não trabalhando com pai, mãe, assim lá pros 20 anos, quando Eu comecei a fazer a trabalhar com eventos, eu me formei em publicidade e propaganda. Aí eu trabalhei durante 8 anos com eventos. Aí depois eu fui trabalhar como atriz no Rio de Janeiro, fiz alguns comerciais, fiz novela
da Record lá, os 10 Mundamentos, que foi um sucesso. Aquela novela para mim foi muito importante fazer parte, porque foi bem diferente mesmo. Depois eu abri uma produtora lá no Rio, eu tinha alguns contatos dos dos Eventos que eu fazia dos clientes. Aí eu abri uma produtora de vídeo e depois eu fiz abrir uma pizzaria. Aí foi onde eu tive esse primeiro, essa experiência mais profunda do empreendedorismo, então de você criar um projeto, idealizar um projeto. Foi dona de pizzaria? Fui, fui dona de pizzaria. Porque lá no Rio você já morou lá, você sabe, até
uns anos atrás as pizzas não eram muito boas, era muito difícil Encontrar e principalmente pizza depois das 23 horas. E eu cansava, iFood, não achava nada. E aí um dia eu cheguei e falei assim: "Cara, se alguém abrir uma pizzaria no Rio de Janeiro e vender pizza, uma pizza boa, depois das 23 horas até tipo meia-noite por aí, essa pessoa vai ganhar muito dinheiro." Aí eu falei: "Por que que essa pessoa não pode ser eu?" Aí eu comecei a, fui atrás, né, de franquias, tal, e comecei e montei Meu negócio do zero. Então, fiz nome,
comunicação, era uma pizzaria toda voltada para rock. A gente tinha o desenho assim do Jimmy Hendrick comendo uma pizza que a gente mandou fazer. Era muito muito legal. ali no Jardim Oceânico, só que eu escolhi os sócios errados e aí eu tive problema com sociedade depois. Aí eu quando eu engravidei, eu vim para São Paulo, deixei lá o negócio e depois de uns dois anos mais ou menos aí eu fiz a sucessão Da empresa que não foi planejada e aí tô lá até agora. Quando que ano? 201 19 2019, né? Então vamos lá. Você atua
hoje como a CEO, né? e sucessora do seu pai, né, na Husk Group. É isso mesmo? É Husk. Husk. Eh, como foi o processo de assumir esse papel? Lembra o seguinte, você acabou de falar que não foi planejado. Não foi planejado, mas então como é que foi? Como é que foi essa surpresa? Como é que foi esse caótico? Como é que foi isso? Foi Caótico. Foi caótico, foi doloroso. Por quê? Quando eu entrei lá, a empresa tinha 32 anos. Então, imagina que e ele só como dono, né? Ele não tinha sócio nem nada. Eu nunca
consegui trabalhar com ele. Eu tentei algumas vezes, eu fazia alguma coisa de marketing, fazia algumas feiras para ele, porque eu já tinha experiência com isso. Mas é, uma vez ele fez eu fazer uma campanha de tabagismo, só que ele fumava embaixo do banner de proibido Fumar. Aí eu falei, mas eu nunca na vida que eu vou trabalhar com ele: "Não vou de jeito nenhum. A gente tem muita coisa parecida. Só que assim, a gente também tem as nossas diferenças e aí a gente tem muito embate com relação a isso. E só que nesse nesse período
teve uma eu senti assim a empresa não tava indo bem, a gente tava com um contrato muito grande e assim é um é um segmento muito específico que é da parte ferroviária. É o que conta pra galera aqui o que que a Rusk faz no detalhe aí você fala: "Você caiu de para-queda, não ainda você não chegou lá ainda. Você chegou na parte, você tava trabalhando. fala o que faz, depois você continua. Vamos embora. A Rusca, ela ela atua com componentes eh pro setor metro ferroviário, então, portas, janelas, eh para-brisa, luminária, bancos, todos os componentes
eh para os os montadores dos trens aqui no Brasil, que normalmente são vem de fora, né? tem alguns clientes maiores e E aqui no Brasil tem pouquíssimos fornecedores para esse segmento, especificamente para aquilo que eu faço aqui no Brasil, só nós hoje. Então ou traz de fora ou a gente acaba fazendo aquilo. É, então durante 32 anos a gente ficou só nesse nesse mercado. E aí você depende muito do governo, do do investimento do governo para essa área. Então, se é um governo que não vai investir muito na infraestrutura, toda, essa cadeia sofre. Os meus
clientes todos, teve um, nesse período, quando eu entrei, eh, eu teve um cliente grande, ele desmobilizou várias unidades, mandou muita gente embora porque não tinha trabalho, não tinha projeto. Então, quando eu peguei, a gente tava com contrato do metrô, que a gente presta serviço também, serviço de manutenção, instalação, elétrica. E a gente tava fazendo a instalação, é o maior contrato de fornecimento de portas de plataforma do Brasil e acho que do Mundo também, principalmente com linhas em operação, que a gente trabalha nas madrugadas, né, para esse contrato. E aí, eh, foi um período que tava
ali com o contrato parado, a empresa tava numa situação, vinha, né, desse, desse recesso aí do mercado. E com com algumas conversas com o meu pai, ele falou: "Não, não tá muito legal, as coisas não estão indo bem" e tal. E assim, acho que eu não sei se Isso é isso é meu, com certeza, a minha questão da minha intuição, mas acho que a filha com o pai, talvez você saiba ou vai saber onde é, mas a filha com o pai tem uma conexão ali diferente. E eu sentia muito que alguma coisa eu precisava estar
lá, eu precisava aparecer lá. O que que eu ia fazer? Não sabia. o que eu podia fazer, eu também não fazia a menor ideia. E aí eu comecei, eu simplesmente eu liguei lá pro pessoal, falei: "Olha, eu tô indo aí No escritório, quero entender que tá acontecendo e tal". E eu comecei esse processo. Tinha uma outra pessoa que tava fazendo a sucessão há 5 anos. Então, meu pai estava preparando uma outra pessoa para ficar no lugar dele e ele tava bem convicto de que tava dando certo. E aí ele ele foi tocando e quando eu
cheguei deu um mês e meio, essa pessoa saiu. Só que a primeira coisa que eu vi assim, me entregaram uma folha do Excel, Tipo assim, com vários números, mas tudo negativo, tudo negativo de tudo, tudo, tudo que você imagina. Eu não conseguia nem somar tudo aquilo. Na época, quando eu entrei, eu tava, eu não tava trabalhando, eu tava acho que com 7.000 negativo no banco. Eu já achava assim um absurdo. Achava um absurdo. A hora que eu olhei aquela folha que eu falei: "Gente, eu vou, eu não, eu falei não, mas tava era de dívida".
Falei: "Eu vou não rica por isso. O 7000 pareceu nada Per nada nada". Aí eu falei, eu vou ter que reencarnar umas quatro vezes para pagar essa conta. Aí tinha algumas pessoas lá que já eram bem mais experientes, elas chegaram para mim e falaram: "Baibra, calma, tem gente que tá muito pior, o problema da pessoa, eu não quero passar isso por isso não sabia o que fazer". Aí eu chamei algumas pessoas da parte financeira, algum um consultor financeiro, chamei o jurídico porque contrato público, enfim, uma Série de coisas lá, eu não não me sentia segura.
Falei: "Cara, não entendo disso. Eu preciso ter gente para me ajudar a fazer". E e por sorte lá acabou entrando um um diretor para para atuar na parte de logística do contrato. Só que cara, eu acho que ele ficou com tanta dó de mim que ele, tipo, ele me pegou assim para falou: "Calma, me deu a mão, falou: "Vou, vou com você, vou te ajudar". Eu até brinco, né? Tem um filme, não sei se se você já assistiu, aquele, o Estagiário. Sim. Então, era eu e ele. Era exatamente assim. E ele me ajudava com tudo,
ele foi me explicando tudo. Só que se se você chega para alguém, fala: "Olha, você tem, sei lá, muitos milhões de dívida, você não tem contrato em carteira, você já tem você tem um contrato público que você, todo o dinheiro que você tinha para executar o contrato você já gastou". Eu tava com filho pequeno, o Té não tinha do anos ainda. Então eu falei: "Bom, eu tenho Que fazer, não tem jeito, porque a empresa, foram 32 anos que meu pai construiu a empresa. Então, para mim era como se eu deixar alguma coisa acontecer com a
empresa, eu vou deixar acontecer com ele." Então, a minha a minha motivação ali era isso. Então, eu ficava 14 horas fora de casa, o Té, enfim, ficava lá em casa. o o meu marido cuidava dele. Eu deixei eles lá e falei: "Eu preciso fazer isso. O que que vai dar? Não sei." E a maioria das pessoas Fala: "Sai disso não, não, não fica aí que você vai afundar junto". Eu falo: "Cara, tá bom, eu vou fazer o que eu posso. A hora que eu não puder fazer mais, tá? a gente fecha, pelo menos eu vou
ter que arrumar alguém para fechar as portas e pronto. E e eu não, e nesse período, como meu pai tava num período quase meio que de negação ali do que tava acontecendo, eu tive zero apoio, não apoio, não é apoio, mas ajudas e uma contribuição dele. Então eu não aprendi Nada com ele. Então tudo que eu nos primeiros anos, tudo que eu fiz, eu fiz porque eu ouvia, né? Eu sempre fui uma pessoa que eu escutei, sempre escutei muito mais. Então, e eu aprendo rápido e a minha a minha intuição, ela é muito boa. E
eu fui me baseando nisso. Até que eu cheguei um dia para ele e falei assim: "Pai, olha, a gente precisa entrar em outro mercado, não tem jeito." Aí ele: "Ah, não, eu já tentei, não dá certo, a empresa não é para isso, tal". Eu falei assim: "Não, você não tá entendendo". Falei: "A gente vai entrar em outro mercado". Aí ele falou: "Não, tem um cara que me ligou me oferecendo um, é, para fazer bomba de combustível e tal, um projeto". Mas eu eu declinei, eu falei para ele que a gente não tem interesse. Falei: "Não,
você vai ligar para ele agora?" Falei: "Pega". Era um sábado. Falei: "Você vai pegar o telefone, você vai ligar para ele agora e você vai falar que a gente vai Participar". A gente ficou nove meses nesse processo, a gente pegou e se a gente não tivesse pego esse contrato, a gente não tinha ficado de pé, não tinha. Aí veio pandemia, veio uma série de coisas e aí também a gente quando as coisas começaram a engrenar foram super bem. Mas, por exemplo, para ele, quando a gente fala assim de mudança, né, de de geração, para ele
foi péssimo. Quando ele viu aquele monte de equipamento dentro da fábrica. Ele sentou no chão, Ele chorava junto com os funcionários, falava assim: "Vocês acabaram com a minha fábrica". Falei: "Pai, a gente tinha quatro pessoas aqui, a gente não tinha dinheiro para pagar salário, a gente tava sem nada". Falei: "Agora, pelo menos tem vida aqui dentro, a gente tá fazendo". Falei sen não é melhor você ver a fábrica fazendo algo diferente, por mais que você não goste, do que a fábrica não funcionando. E ele ficou muito tempo afastado. Então ele ia lá, Ele olhava, ele
se sentia bem desconfortável. Não confiava muito nas pessoas. Eu mudei muita gente, muita. Algumas pessoas quiseram sair, outras eu tive que tirá-las porque não não tava ali, não tava mais compatível. E aí eu fui buscando o tempo inteiro pessoas para me orientar naquilo que eu não sabia. E o que eu conseguia fazer era a gestão das pessoas e gestão de crise. Falei: "Gente, eu sou o PhD em gestão de crise, eu faço como ninguém". E aí eu fui descobrindo ao longo desse processo que para sucessão, para você fazer eh toda essa etapa que a gente
a gente falou sobre isso até num dos eventos, né? Eh, pensando ali nos próximos 25 anos, eu acho que assim, o que você mais demanda num processo como esse não é a parte a parte burocrática, a parte jurídica. Precisa, ela é super necessária, né? Você elaborar os contratos, os acordos e etc, mas tem um um lugar ali, uma lacuna entre o que as Pessoas, o que precisa ser feito e o que acontece, que é onde ninguém olha. E foi neste lugar que eu aprendi, que eu fui me desenvolvendo para conseguir os resultados que eu consegui.
Hoje foi bem mais difícil. Então, por isso que eu falo, é um processo doloroso. É um foi um processo para ele, para entender, para confiar, porque ele achava assim, imagina, mulher não não sobe, não vai no trilho do trem. Eu cansei de passar madrugada na estação do Metrô e aí quando eu fui no trilho do trem, eu tirei uma foto, mandei para ele. Eu não sou vingativa, mas eu lembro das coisas. Eu fiz questão de fazer isso e e ele foi aos poucos ele foi pegando confiança. Então assim, já se passaram 5 anos, agora ele
tem certeza de que eu faça um bom trabalho, de que não sou eu, como todas as pessoas que estão lá, que hoje ocupam outros cargos que na época dele não tavam. Então hoje acho que ele se sente mais confortável. Eu acho que Antes era como se a gente tivesse desconstruindo a empresa dele, entendeu? Eu acho que na verdade essa é a dor de todo sucedido, fundador, né? É. Deixa eu te fazer uma outra coisa. Nós vamos chegar em em associação familiar. Você falou que você trabalhava de madrugada? De madrugada ainda não mais. Hoje não mais,
né? Porque o de madrugada, como é que é arrumar mão de obra para trabalhar de mão do gada? Porque hoje arrumar mão de obra, uma das coisas mais difíceis Que a gente tem é ter trabalhador com afinco e feliz com o que tá fazendo. E na madrugada deve ser mais difícil. É porque assim, lá eu tenho alguns, eu tenho muito prestador de serviço lá e normalmente são pessoas que querem fazer um bico à noite e assim você trabalha 3 horas na noite. Então, porque assim, o metrô ele, as pessoas que conhecem sabem que ele funciona
muito ali durante o dia, uma Movimentação muito intensa, mas à noite aquilo ali parece também uma cidade, tem muita vida, porque ninguém imagina toda a limpeza das escadas, dos elevadores, eh, a manutenção de luminárias, o tudo acontece de madrugada, só que você só tem 3 horas para fazer isso. Madrugada, 3 horas. E assim, era uma pressão muito grande, porque quando esse contrato ficou 15 meses suspenso, quando voltou, a gente tinha uma pressão do governo muito grande. Então é sempre Assim, ah, porque o governo tá falando, a gente precisa prestar conta pro TCU, a gente precisa
não sei o quê. Então assim, para um mundo que eu não sabia de porcaria nenhuma do que acontecia, não entendia nada, veio assim uma enchurrada de coisa e era mensagem assim: "Ó, o presidente do metrô quer falar com você". Eu falou: "Eu vou falar o que com ele? Você tava falar o quê?" Mas eu ia. Então assim, eu estudava mais ou menos o que eu precisava e eu ia no meu filho, Entendeu? Na minha intuição. E pode falar não. E durante ali as madrugadas a gente tinha os prazos, porque ninguém sabe, mas o poucas pessoas
sabem, mas o metrô de São Paulo é referência no mundo. Eu não imaginava e não imaginava também que tinha essa pausa para manutenção de madrugada. Para mim ele ficava 24 horas no ar. Não, ele fecha meia-noite e abre às 4 da manhã. Então você tem praticamente, a gente entra na na via, eles liberam lá para uma, uma e Pouquinho, três e pouco você tem que entregar tudo limpo. Então assim, cara, eu já, nossa, eu batia graud com a mão porque não tinha equipamento. Que que é grau? Graud. Graud é como se fosse um, é um
tipo de cimento. Entendi. Porque a gente fazia o quê? a gente faz toda uma a gente ainda nesse processo, meu pai ainda fez um acordo lá, ele adquiriu a empresa de construção civil, então além de tudo, eu tinha que fazer uma adequação civil. Então, aprendi tudo, Graut, betoneira, eh, efeito pistão, todas essas coisas que faziam parte da minha vida. Hoje, hoje eu entendo, hoje eu sei. Uhum. E aí eu passei durante duas estações que a gente fez de instalação, eu acompanhei 100% da instalação. Então eu sei falar sobre todo o processo. Então isso me deixa
mais segura, mais confortável para frequentar as reuniões, porque as pessoas tinham golem em qualquer lugar total. Então era o jeito que eu tinha de Pelo menos saber do que eu tava falando. Me conta uma coisa, quais são os maiores desafios de uma empresa familiar e como equilibrar as relações pessoais e profissionais? Vamos lá. Sua família é seu pai, sua mãe, você e um irmão, não é isso? Sim. E como é que esse negócio? A gestão familiar a cheia de desafios durante a gestão, principalmente porque ela tem carga de emoção, né? Porque um pai e uma
filha é diferente de um executivo para outro executivo. E a relação entre e e entre a família na empresa, como é que é seu pai com você na empresa, fora da empresa, você separam direitinho? Não separa. Por quê? Porque o segredo é separar, tentar separar. Mas a gente sabe que é uma jornada. É uma jornada, né? A minha irmã teve uma época que ela foi minha sócia, depois ela pediu para sair, para tocar a vida dela um tempo atrás. Eu falei com ela: "Ah, por que que você quer sair? Pô, tu ganha bem e tal,
né?" E ela Falou: "Eu nunca fui sócia, eu era só secretária de luxo, entendeu? Você me, você queria fazer uma festa nessa casa, você ligar para mim, manda contratar bifê". Falei: "É verdade." Por quê? Porque a relação do irmão mais velho com a irmã mais nova, qualquer pau que dava em alguma coisa, que que eu fazia? Ligava: "Puta, vamos mudar de escritório. Quem era a decoradora? Quem era que ia fazer arquiteta, quem era que ia cuidar da obra? tin que fazer tudo. Eu botava ela para fazer, entendeu? Então essa relação era muito difícil separar. E
eu juro para você, isso nunca, essa ficha nunca caiu para mim, só o dia que ela me contou, ela falou: "Não, mas eu fico aqui de secretária de luxo, não faço nada, fico de secretário de luxo para você". É porque é automático. É automático. Mas me conta como é que é esse negócio. Sucessão familiar em família. Fala um pouquinho para essa turma aí o quão difícil é. Eu acho que é muito mais é extremamente emocional e é complexo porque se você não conseguir enxergar a sua irmã, e olha que a relação de irmão é diferente,
você imagina um pai enxergar uma filha que só fazia evento, fazia novela, fazia Ele não na cabeça dele não não fazia o menor sentido. O menor sentido. Ele acho que na verdade assim ele quando ele a gente fez um acordo porque eu eu preciso fazer combinados para não dar Ruim depois. É isso aí. Então eu cheguei para ele e falei assim, olha só, o que é combinado não é cara. Eu falei, olha só, profissionalmente os combinados entre pares, chefia ou até empresa eh é é a base principal do profissionalismo, sabia? Até nas relações pessoais eu
faço combinado para tudo. Tudo eu faço com meu filho, eu faço com qualquer pessoa, porque é o jeito que você tem de você Não, eu que sou um tipo de pessoa, eu não gosto de surpresa, não gosto. Eu sou Uma pessoa que gosto de segurança. Eu eu o que eu puder controlar eu controlo. O que eu não puder, tudo bem, mas o que eu puder fazer, eu vou fazer para para me manter ali na Exato. Eu sou taurina pura, eu sou pé no chão, sabe? que não não tem esse negócio para mim de tipo apareceu
alguma coisa que não tava previsto, não quero, não me vem com essa. Então eu cheguei para ele e isso era uma coisa, eu eu não queria correr o risco e muita gente chegou para mim e Falou assim: "Olha, eh, a hora que as coisas começarem a dar certo, ele vai tirar você e ele vai voltar." Aí eu falei: "Aí, ele vai arrumar a confusão comigo". Falei: "Não." Aí eu eu fiz esse combinado com ele. Eu falei: "Olha, você vai me dar carta branca para eu fazer o que eu quiser. Eu não vou te perguntar. Eu
não vou, claro, né? vou pedir algum conselho, alguma coisa assim, mas o que eu decidi que eu vou fazer, eu vou fazer. Se eu acertar, ótimo. Se eu Errar, paciência. Sei, eu perdi muito dinheiro, muito, fiz muita besteira, porque eu não entendia, eu caí assim e um dinheiro que naquela época eu nem tinha, porque eu eu contava o caixa, então assim, era centavo de real por real, esse aqui vai para esse, esse aqui vai para esse. Então eu priorizava, obviamente, acho que como a maioria das pessoas, né, os funcionários, os fornecedores menores. Aí eu sentava
com os fornecedores maiores, falava assim: "Olha, eu não vou conseguir te pagar. Não para de fornecer, porque se você parar de fornecer, eu não te pago mesmo, né? Então você vai ter que dar uma confiada. E aí depois banco, banco eu esqueci, enfim. E depois aí depois eu fui atrás deles. Mas e eu falei: "Eu vou fazer do meu jeito". E ele falou: "Não, você tem carta branca para fazer o que você quiser." E ele nunca tirou minha autoridade, nunca. Ele não concorda. Às vezes ele dá uma entrada lá, fala, acha Ruim. Teve uma vez
que a gente brigou muito, muito e na época eu não tava assim tão tão madura emocionalmente como eu tô hoje. Nossa, mas eu me estressava demais. Eu gritava de um lado, ele gritava do outro. Só que aí domingo a gente tinha que estar junto almoçando. E eu tentava separar essas coisas. O problema é que assim e e por que que eu falo que eu acho que é tão importante a gente se conhecer, saber quem você é, saber o que que se passou ali, né, na ao Longo da sua trajetória? Porque isso vai impactar sua vida
como adulto, impacta quando você é adolescente, quando você é adulto, no seu pessoal, no seu profissional. Então eu tinha, eu como sempre, por conta dessa questão do de controle, de segurança, eu tentava fazer as coisas para todo mundo dentro de casa. Então eu assumi um papel que não era meu, principalmente com o meu pai. Então eu queria saber a hora que ele saia de casa, ele me avisava a hora que Chegava, se ele comia, se ele não comia, se estava tudo bem. Só que assim, ele é o ele é meu, ele é o pai. Eu
não tenho vocês moravam juntos na época, não, né? Não, não, não. A gente desde os meus 9 anos que a gente não mora junto. E e aí nesse processo eh que é mais difícil porque você tenta eh existe essa questão do do controle. E aí, enfim, eu comecei a entender, eu demorei muito para entender o lado dele, o quão difícil era para ele esse processo de Porque foi um processo mais assim bruto pro meu lado também, né, mas também muito mais para ele. Então assim, quando eu comecei a entender o porque eu comecei a julgar
muito, né? Então olhava tudo aquilo, eu falava assim: "Nossa, mas [ __ ] meu pai só faz cagada, cara, tá tudo errado, como é que ele não viu? Como é que ele deixou? Mas era o que ele, então eu não entendia, eu achava que eu comecei a a Desmerecer o trabalho que ele tinha feito. Aí eu para pessoal, falei: "Mas [ __ ] mas a empresa tá com 30 e tantos anos. Ele não fez errado. É que ele, o jeito que ele fazia lá atrás, ele não entendeu que hoje em dia as coisas não são
mais assim. E esse processo foi muito difícil para ele dele dele entender que as pessoas as quais ele faz fechava contrato lá atrás, elas já não estão mais nas empresas. Então as ele ele dominava muito o mercado, ele é Muito conhecido no mercado, né? Eu sou conhecida como a filha do Carvalho. Eu eu eu, né, a filha do dono, eu não sou ainda bárbara. Agora as pessoas estão começando a entender mais, mas leva um tempo. E ele e aí quando ele começou a perceber que essas pessoas já não estão mais, ele começou a entender que
ele precisava sair. Só que assim, leva muito tempo. E aí quando a gente senta para conversar no almoço, não tem como. Meu pai gosta de falar de trabalho. Eu amo Trabalhar, amo. Para mim é, eu faço isso de madrugada, com maior prazer, entendeu? Então eu sento, eu fico olhando planilhas, eu fico tentando entender, eu fico estudando e aí a gente senta, a gente conversa muito sobre isso e não tem como. E antes a gente tinha muita discussão, aí eu comecei a entender que assim, eu não tenho que discutir com ele, eu deixo ele falar o
que ele quiser, ele pensa, eu absorvo, eu entendo o que o que faz sentido e o Que não faz falo: "Não, beleza pai, mas eu vou fazer do meu jeito". Então, que conselho você dá para alguém que tá assumindo uma cadeira de número um de uma empresa familiar? Ah, outra coisa, quando você foi para lá, o resto da família tava de acordo ou não? Quando eu fui, meu irmão tava trabalhando lá, mas a gente também não tem uma relação muito tranquila. Aí quando eu entrei ele saiu e a minha mãe na época apoiou, mas Eu
acho que como existe essa essa situação também, eles são eh separados e tudo mais, eu acho que sempre fica aquela coisa, sabe, tipo a você fica muito com seu pai, o seu sentimento mais pelo seu pai, você gosta mais do seu pai, não sei o quê, falando, não é? Entende? Então quando você tem muitas pessoas, é por isso que eu falo que é é um sistema, entende? Eh, não é uma coisa só e tudo reflete na empresa, porque as pessoas Que estão ali trabalhando, elas percebem, elas sentem tudo aquilo, né? Então, se eu tivesse que
dar um conselho para quem vai fazer uma sucessão, por exemplo, terapia, eu acho que é muito importante. Eu eu faço, mas assim, eu faço outro tipo de terapia, mas eu acho que é extremamente importante eh buscar esse esse desenvolvimento emocional. Isso é, você vai sofrer menos, você vai fazer com que as coisas fiquem mais leve para você e Principalmente pro sucedido, entendeu? E primeiro honrar sempre, honrar o passado. Você afinal de contas 32 anos de empresa, não é isso? Agora 37. 37 anos de empresa. Tem uma história. Uma empresa que dura 37 anos, ela não
é ruim. Não, ele pegou tudo. É, ela não é ruim. Então, acho que honrar o passado, né? Então, isso foi uma um dos meus primeiros erros e e hoje eu vejo isso, eu não faria de novo, mas é claro que Assim, a gente só aprende depois. Eh, se faça presente, né? Esteja ali presente, viva, entenda tudo que acontece e aí sim você começa a construir o seu legado pro futuro. Esse é o grande passo, né? Também acho. Acho o seguinte, o cara chega, a empresa tem 20 anos, você vai fazer a sucessão. Se ela tem
20 anos, a empresa foi construída do zero e alguma coisa de boa aconteceu. Problemas acontecem, efeitos colaterais acontecem, erros acontecem. O que você não pode é Ter eles persistentemente durante muito tempo. A partir do momento que você tem consistência no erro, a falência chega tanto na vida pessoal quanto profissional. Consistência no erro chega a falência. Não tem outro jeito, né? Né? Amigo empresário que vende pela internet tá com dificuldade de aprovação no meio de pagamento, o sistema que te atende não responde rapidamente seus problemas, eu ele não tem um helpdk que vai te ajudar a
vender mais? Eu tenho a Solução. Conheça Pit. Pit é a melhor plataforma sua adquirente para você que vende pela internet. Se você quer vender mais pela internet, se você quer vender com mais segurança e você quer ser bem atendido com atendimento humanizado, vem pra Pint, clica aqui nesse link, conheça mais a plataforma. Eu tenho certeza absoluta que você vai migrar da onde você tá pra Page. Então, vamos lá. [Aplausos] Eh, desenvolvimento pessoal e motivação. Vamos contar para mim que que você faz para manter o sangue nos olhos. Que que você acha que você dá de
dica para essa galera para ter um desenvolvimento pessoal bacana, para você tá com sempre vontade de fazer e realizar? Eu sou um cara que eu me autorealimento, né? Eu brinco que até os fortes choram só que sozinhos, né? E toda a noite, né, quando eu só penso no que pode dar errado, sempre essa solução, mas o que pode dar errado, Geralmente ele me acompanha quando eu deito na cama. Eu deito na cama, mas quer que eu faça? Tomo um remédio para dormir. Eu não penso. Tô precisando de uma receita semana para cá que eu tô
precisando. Se deu uma dozinha de cabeça problema, também durmo, entendeu? Aí no outro dia eu acordo com 2 m de altura, 120 kg e vou pra guerra, entendeu? Mas que todos nós, não existe aquela mente 100% blindada. O cara que é forjado no caos, Ele pensa na solução, não no problema. Isso é lei da vida. Você é forjado no causo, você pensa na solução, não no problema. Mas todos nós temos aquele momento que você fala assim: "Ai, ai, ai, e aí? Que será? E aí, aonde você busca, né, esse negócio do desenvolvimento pessoal, emocional? Como
isso pode impactar o desenvolvimento individual e profissional dentro de uma organização? Só para te contextualizar Um pouquinho, eu acredito mente forte, corpo forte. Mente forte não tem marnout. Mente forte não tem depressão. Mas isso é uma construção. Não tem como você nascer da noite pro dia e ser blindado. A blindagem ela é construída com um tempo e com exercício. O que que a Bárbara faz para ter isso? Para esse desenvolvimento emocional, pessoal, que conselho tu dá agora? Filosofa aí pra gente, cara. Tenho boleto para pagar um monte de Bolet. Ou é boleto ou é PX.
Você entendeu? Isso é um bom combustível, cara. Mas eu não entendo. Esse é um bom combustível. Adoro isso. Qual a motivação? Eu tenho um boleto para pagar. Se eu não pagar, eu tô [ __ ] Então tem que ser motivado para pagar boleto. Mas olha só, eu eu entendo assim, né? Existem algumas pessoas que OK, tem depressão e acho que você precisa buscar ali, é, você precisa estar ali disposto a buscar ajuda e tudo Mais, mas vamos olhar para pras pras pessoas que não têm, cara. Motivação, que que que acontece? Ninguém acorda de manhã, né?
Aí, tipo assim, super animada e fala: "Nossa, hoje meu dia vai ser tipo igual igual Branca de Neve com aqueles passarinhos na". Eu acordo, se eu falar um negócio, eu e a minha filha que é a Bárbara Sóchará, a gente acorda de manhã, é a hora que eu tô mais pilhado e de bom humor. O humor vai pode Atrapalhar no final do dia. E eu e o meu filho e a Patrícia já acordaram na bed. Não, mas não é não é de acordar na bed ou acordar animado, mas pensa assim. Porque todos os dias você
vai dormir, você vai acordar todos os dias, né? Até que você morra, você vai dormir acordar todo dia, certo? Então, o que que faz com que você faça com que os seus dias não sejam, porque existe assim, né, a pessoa que não, o que eu penso de motivação ali Para mim, né? Motivação para mim é se você se olha no espelho, você vê ali tuas fotos de criança, de tudo e os desejos que você tinha, sabe? Os sonhos que você que você planejou pra tua vida, porque quando a gente é criança, a gente tem essa
capacidade de imaginar muitas coisas, depois vai mudando, mas a gente tem essa essa inocência, essa essa empolgação. No caso de quem tem filho, tipo eu, né? Eu olho pros meus filhos, para mim não existe nada, nenhuma outra Motivação que não seja isso. Então assim, para mim uma pessoa que consegue passar fazer tudo isso e ainda não encontrar uma razão para para fazer com que seu, sabe, buscar as as coisas, buscar o seu crescimento pessoal, profissional, eh em todos os sentidos, cuidar de você. É uma pessoa que não tá vivendo, a pessoa tá durando, né? Tipo
assim, tô esperando a minha hora e pronto. A vida é um espaço de tempo entre nascimento e morte. Tem Gente que ele passa a vida e tem gente que constrói uma vida e constrói legado. Tem gente que passa. Eu concordo contigo, gêno legal. Quando você fala assim que você olha pro filho, você olha para isso, já é fonte de motivação. Você acordar de manhã já é fonte de motivação. E eu vou dizer um negócio que até meu meus maiores sonhos, até eu fazer uns 20 anos, eu superei todos eles. Eu nunca imaginei na vida, até
meus 20, 23 anos, 23, eu nunca imaginei Da vida, se o dinheiro que eu tenho, se é a pessoa que eu sou, construir o que eu construí. Eu achava que eu ia ficar muito a quem disso. Quando a quando mudou o grau da ambição e eu descobri que ela não acaba nunca. Quando eu comecei a ficar bem-sucedido, eu descobri que dinheiro é referência, que qualidade de vida é referência. Tudo é referência. Qualidade de vida era ter uma casa de praia. Qualidade de vida hoje é muito além de Ter isso. Qualidade de vida era você tá
de boa, feliz, ter tempo para liberdade, entendeu? Hoje eu encaro qualidade de vida. Você qualidade de vida para mim você não fazer conta, você ter saúde, você ter família, ter amigos e passar por aqui deixando sua marca. Isso é literalmente aquilo que você falou assim, cara, as coisas mudam, né? As coisas vão mudando, as suas referências vão mudando, tudo que vai passando vai mudando. E o que que você faz além de Olhar pro filho, além de olhar pra vida, você faz terapia, você se cuida? Que que se faz? Além de pagar boleto? É pagar boleto.
Não tem nada mais motivador que olhar para um boleto e falar: "Ou eu pago ou ele acaba comigo". Não, mas não tem a a certeza de que você só tem aquele boleto porque você faz tudo que você faz. Você pode pagar, cara. Pagar boleto, boleto não ser um problema. Isso aí é maravilhoso. É muito bom. Mas eu bebo bastante. Eu bebo vinho todo dia. Gosto também gosto. É o jeito. É uma das terapias. Mas dias bons, charuto e vinho. Dias não tão bons, vinho, charuto. É, eu não não vou no charuto, mas é, vou no
vinho. Vinho. Aí é dias bons, vinho branco. Dias não tão bons, vinho tinto ou vice-versa. Mas que mais? Não, eu acho que é assim terapia é importante, aí cada um encontra a sua eh psicanálise, enfim, eu gosto de de fazer hipnoterapia. Eu fiz um processo de hipnoterapia porque eu acho que a gente É um durante a nossa infância, né, a gente passa, obrigatoriamente a gente passa por várias situações adversas, ruins e isso cria uma marca. E essas marcas, se você quando você tá adulto, você não para, você não não tem consciência de do quanto elas
interferem, influenciam na tua vida, se você ignora isso, você não desenvolve, não adianta. Eu acho que existem algumas leis da vida e que se você ignora essas leis, você não vai alcançar o o os seus Objetivos. você vai continuar, você não sabe, ai eu tento, eu faço de tudo. Não, você não faz de tudo. Eu detesto as pessoas que falam isso. Fala, não, eu faço de tudo. Não faz não. Não minta para você, começa por aí, né? Então, eu acho que as pessoas precisam precisam buscar esse, esse autoconhecimento. Acho que as pessoas precisam cuidar da
mente, do corpo, sim, porque quando você tem ali uma boa autoestima, você é confiante, né? você você é seguro, o Todo o resto as pessoas sentem mais segurança. Então assim, quando eu comecei eh lá na Husk, por exemplo, há 5 anos atrás, eu era completamente diferente do que eu sou agora em vários sentidos. Tem muitas coisas que ainda, né, eh, permanecem, mas trabalha enobrece e fortalece, mas é muita, muito gritante. Então, e, e essa construção, eh, hoje eu me sinto, eu não gosto de falar isso porque quando a gente joga isso, né, vai que vem,
né, eu falo Assim, não, não tem um desafio que eu não consigo encarar, isso é bom, né? Não tem. Então assim, não, não quero, seja bom, quero, não, quero não, deixa quietinho lá. Sabe que minha irmã, às vezes eu brinco, né, que ela fico falando que causa é um bom território para mim. Ela fala: "Para de falar isso, rapaz". Falei: "Não, tá certo, tudo bem, não tá bom, de vez em quando é bom uma pausa." Mas é, não, mas é, mas é, eu, eu passei por muito assim, eu lembro que Uma das das reuniões que
eu fiz, eu não tinha alergia nem para chorar, não tinha, teve uma vez só, foi logo no começo, eu entrei na numa reunião, era reunião de advogado do metrô, advogado do do consórcio, era nossa, era um monte de gente aí falando um monte de coisa e o que acontecer e Ministério Público e bá e lá. Aí eu peguei, falei assim, isso, me dão uns 5 minutinhos aí era online, né? Era naquele pedaço do período da pandemia. Aí eu saí, eu Sentei assim, aí eu chorei tipo uns, sei lá, deve ter dado um minuto mais ou
menos. Lavou a alma. Aí eu falei: "Pronto, tá bom, vou lá". Mas foi e depois eu não consegui mais. Porque acho que você fica assim tão no ali no desgaste e aquela coisa, tá bom, vamos, vamos. E e com relação à questão da motivação que a gente tava falando, eu tento passar muito isso em casa pro Té, porque eu acho que uma das principais características para você, Não só para empreender, mas se você quer ser ali um bom executivo, enfim, assumir cargos de poder, de responsabilidade, para mim tem duas coisas que são fundamentais. é a
resiliência, mas eu você você adquire a resiliência ao longo do tempo. Então, quando eu era mais nova, eu era insistente, né? Eu era teimosa, então eu fazia do jeito errado. Aí eu consegui transformar minha insistência em Persistência. Então, eu sei o que eu quero e eu vou atrás do que eu quero. Eu dou um jeito, eu mudo a rota, eu espero, eu respeito o tempo, mas eu vou atrás do que eu quero. E a minha persistência, né, através dela, eu fui adquirindo a minha a minha resiliência. Então, não tem nada, acho que tirando alguma questão
assim de saúde ou integridade física com os meus filhos, não tem nada nada que eu não tenha coragem para encarar. E eu acho que isso é uma das principais coisas, porque você vai passar por muita coisa. E é e é justamente no caos que você vai adquirindo a sua resiliência, que você vai entendendo que as coisas vão acontecendo. Sabe que tem uma coisa que para mim é cômica até hoje. Tem gente que fala que é terapêutica, que eu preciso cuidar disso. E os amigos, né, falam que é um pouco de loucura mesmo, mas era assim,
ó, ano 2001, eh, empresa Sanofi, eu morava no Rio de Janeiro, o escritório era na Avenida Brasil e eu morava lá em cima na Barra e tava todo mundo fazendo terapia. O divan, era conversa hora do almoço e eu nunca tinha pisado nesse negócio. E aí eu falei: "Pois negócio legal, como é que é? Senta lá, conta os problemas, tal". Eu falava, gente, eu nasci na periferia de Belo Horizonte, dureza, andava de buzão, tal. Aí comecei a ganhar um dinheirinho, uns carro velho, todo quebrado, [ __ ] hoje Eu moro no Rio de Janeiro, meu,
numa [ __ ] de uma uma cobertura. Eu tenho o carro que eu quero, não tem problema não, man. Você tem que fazer terapia aí, ó. Tá vendo? Tem problema. Só para você falar que você não tem problema, você já tem problema. Tá bom, vou fazer terapia. Primeira vez que eu sentei lá, vou falar o nome dela, mas eu lembro o nome dela até hoje, a terapeuta psicanal psicoanalista, mas psicanalista. Psicanalista. Psicanalista. Aí ela sentou lá super simpática, me fala quais os seus problemas. Falei: "Tem que fechar a meta do mês, tal". Ela falou: "Não,
não tô falando isso não. São problemas emocionais". Falei: "Não tenho não. Como não tem um problema com o seu pai?" Ah, meu pai era um alcólatra e ele me bateu de porrada, de machucar, de eu ter que ir para hospital várias vezes. Ah, Tá vendo? Falei: "Mas fez mais forte, mas e aí? Aí vocês nunca mais falaram: "Não, imagina, morreu, a gente falava, não importa com isso não, tal". Ah, mas então você tem muito problema. Sua mãe, falei, imagina, dona Bet, problema nenhum com os irmãos. Falei também não, nunca nem brigamos lá em casa e
o pai fazia isso e nós nunca aumentamos o tom de voz, nem com pai, nem com mamãe, nem a gente. Eu tinha 18 anos de idade. 18 anos de idade. Eu peguei o carro do meu Pai, que era um escorte conversível na época, era na [ __ ] da casa. Fui dar uma voltinha no carro. Quando eu voltei, meu pai tava lá bêbado, brigando com todo mundo. Ele meteu a arma na minha cabeça e falou assim: "Te mato, e aí eu discuti com ele, saí de casa na época e isso causou um trauma para você".
Falei: "Causou, não me fez mais forte". Todas essas cicatrizes criou uma coraça. Não, mas tem um problema. Falei: "Não, não, não. O mundo o mundo não é injusto. O Mundo é justo. Deus dá o frio conforme o cobertor. Eu sou hoje o que eu sou pelas coisas que eu vivi." Aí, quarto encontro, ela falou: "Ô, Lázaro, é assim: "Não quero mais você, não. Pode ir embora. Tá de alta". Falou: "Cara, você tá de alta assim, você não se abre. Você não se abre. O seu problema é sério, você não abre. Falei: "Moça, mas eu me
abri. Tudo isso que eu tô te contando é o que eu sinto. Não, não. Você sente coisas que você não quer Falar. Falou: "Mas amor, mas não tem como não, dona. Eu, eu eu já falei, eu tô tô de boa, gente. Eu olho para mim hoje, eu olho o que eu era. Eu eu só agradeço a Deus e peço mais do mesmo. Não, mas você tem um problema. Ela foi me dispensou, cara. Então é que ela me dispensou. Eu tenho uma outra uma outra visão aí do que você tá falando. Eu não, eu particularmente uma
amiga minha que é psicóloga, ela fala que eu sou doente mesmo, só que eu não abro. Não, Não. Todo mundo tem problema. Todo mundo tem. Tem alguém que passa pela infância? Problema. Não, tá tudo certo. Não é problema. Assim, tem, você pode, você aprendeu, sei lá, lidar, enfim. Mas o ponto é que eu não gosto muito desse tipo de terapia. Eu sou uma pessoa muito racional. Só me perguntava desgraça. Então, mas o problema é que você é uma pessoa muito racional. Aí a pessoa vai querer falar com você, não dá certo. Como é que ela
vai querer que uma pessoa Extremamente racional comece a se abrir? Não vai funcionar. Então assim, eu eu não sou psicanalista, mas eu sei melhor do que ela. Não vai dar certo assim, doutor. Mas não dá para você perguntar uma coisa boa. Só fica perguntar coisa ruim, cara. Entendeu? Não tem. Para mim quando eu fiz terapia assim foi a mesma coisa, só que assim eu não tive, né? não tenho essa mesma história que você, não tive os mesmos problemas que você. Só que quando eu sentava lá para falar, ela Falava assim: "Então, quais eram seus problemas?
Quais são seus problemas?" Eu falei assim: "Não, não tenho problema". Falei assim: "Olha pro mundo, né? Olha as outras pessoas. O meu, os meus problemas não são nada perto do, então tá, tá tudo ótimo. Eu prefiro os meus aqui lidar com eles do que o que eu vejo por aí. Então, assim, eu não posso reclamar. Eu não me sentia no direito de reclamar, né? Eu falava assim para tá tudo bem. Eu passei por várias coisas Assim também com relação a à família, porque família, para quem acredita muito nessa nessa parte, né, mais espiritual e tal,
eh é é o nosso maior karma tá ali. É o que a gente tem que karma no sentido assim de aprender. Seu maior inimigo vem como seu parente. Eu falar nisso, não é, não é inimigo. Lição de vida. O povo o povo também fala umas coisas que é sacanagem, mas não é inimigo, é lição de vida. É lição de Vida. Por exemplo, eu com a minha mãe, a gente tem uma parada assim muito muito doida e é, né? Eh, já assim, são padrões ricos assim que vem já de avó e tudo mais. E aí eu
cheguei e falei: "Pô, não quero mais. Eu fui atrás de de eu faço hipnoterapia". Eu particularmente prefiro justamente porque eu falei assim, eu não quero hipnoterapia. Eu falei: "Porque eu não quero que se repita com a minha filha". Foi a primeira coisa. Eu falei assim, o que eu Quero pros a minha relação com os meus filhos, a relação dos meus filhos entre si, eu quero que seja completamente diferente disso. Então eu fui buscar por isso e eu sou uma pessoa extremamente racional, então para mim é difícil ter começar a falar. Você falou uma coisa legal,
né? Eu também tive uma uma infância ali e tal. Ah, com a família, com esse problema, não, não é com a família, vamos colocar assim, minha mãe é uma uma santa, tal. Meu pai teve uma Fase da vida que ele era esse cara que eu acabei de contar aqui e eu nunca escutei o te amo dele, né? E eu falo: "Eu te amo a cada dois minutos com meus filhos". A gente tenta fazer diferente. É, é exato igual você acabou de falar, né? Eu não quero que se repita alguma coisa com os filhos. E eu
acho que o os filhos são ensinamento da vida muitas vezes, sabia? Torna a gente melhor, mas a gente tem que tomar cuidado com acesso de proteção. Mas eles tornam a gente Melhores, né? Eh, eu eu não tenho, eu tento não dar esse excesso de proteção. Eu sou bem eu deixo bater a cabeça, eu eu deixo assim até certo ponto, eu acho que eu cuido muito. Acho que depois que eu entendi que o ser humano ele tudo no ser humano tá ali no emocional, né, na no seu nessas memórias, nessas, porque como eu tava falando da
terapia, né, o o que você o seu, a sua mente, o seu consciente é 5%. 95% é o seu Subconsciente, aquilo que você às vezes você nem sabe. Então o que que adianta a mulher ficar perguntando para você? É conta aí teus problemas. Você nem sabe o que que tem aí dentro. você assim, existe alguma coisa, óbvio, tem reflexo, não tem como, existe, pode tá tudo bem, pode não influenciar mais na sua vida e tudo certo, mas existe. E só que você não vai a, não é dessa forma que você vai acessar, entendeu? Tem gente
que tem medo de de acessar essas coisas, falar: "Não quero reviver e tal". Eu já falei assim: "Mentira tudo da de flei", não quero mais nada, limpa tudo, tudo que eu puder fazer aqui, quero pagar logo de uma vez. e fui atrás para isso. Então, hoje eu priorizo muito essa questão da desse desenvolvimento. Então, eu faço, eu tento fazer com que meus filhos eles sejam seguros, eh, seguros em casa, seguros comigo, seguros dele. Deixa, deixa bater cabeça, deixa, deixa ficar chateado. Ai, meu amigo me mandou embora De casa. Chora, filho, chora. Aprende a não fazer,
é, aprende a não fazer merda. é simples, mas enfim, ele vai desenvolvendo e eu tento, então, por exemplo, no T, a questão da resiliência, uma a maneira que eu tenho de ensiná-lo a isso, porque eu acho que ele ele precisa, né? Uma das coisas é a resiliência. E eu uso muito os filmes da Disney são maravilhosos assim, porque tem muita muita reflexão ali para eles. E uma vez Ele quebrou o controle da televisão e eu tenho o hábito de falar para ele tudo que ele fala: "Ai mãe, eu não quero, eu não sei fazer, eu
não vou fazer". Aí eu falo assim: "Olha só, você é meu filho e a gente não desiste nunca, então você vai dar um jeito. A gente sempre dá um jeito." E aí ele ficou com esse negócio na cabeça. Aí ele quebrou o controle. [ __ ] eu tava [ __ ] aquele dia. Aí ele veio, ai mãe, liga a televisão. Falei: "Não vou, quebrou, não tem o que fazer". Aí ele olhou para mim e falou assim: "Mãe, a gente não desiste nunca, a gente vai dar um jeito. Ai, filha da [ __ ] cara". Aí
eu peguei, aí eu peguei um papel alumínio lá, não sei o que, dei um jeito, ligou ele. Tá vendo, mãe, é só ter calma. Aí, filho da mãe, sa, muito bom. Tá aprendendo a lição. Ele aprende. Então eu eu sei que assim, né? Eh, não é que eu quero que ele eh ache que ele nunca pode desistir de nada, porque desistir faz parte da vida. A gente Desiste o tempo todo de muita coisa, mas ele com dessa idade não não vou, né? Não vou para etapas. Ex. Sabe que eu eu tenho um negócio que eu
penso comigo mesmo, né? Eu falo com meus filhos, ó, que tem seu queridinho do papai e da mamãe, lá fora s vocês são merda e vão ter que se provar. E aí é o seguinte, eu não posso impedir meus filhos de viver a jornada dele, nem de sucesso, nem de francasso, nem de glória, nem de tristeza. A jornada é deles. O que eu Posso fazer é tá sempre em alerta. Se precisar de mim para entrar em ação, conta comigo que eu entro em ação. Mas a vida deles, a jornada deles. Agora, voltando pra empresa, me
conta uma coisa, que que você considera essencial para promover o engajamento, a cultura dentro do seu negócio? A detalhe, o time hoje na Husk é maisculino, mais feminino, agora ainda é um pouco mais masculino, porque a gente tem o chão de fábrica, Né? Esse ano a gente contratou a primeira mulher no chão de fábrica, contra a vontade do meu pai, mas contratamos a primeira mulher e no chão de fábrica. Mas de um modo geral tem mais homens, mas a gente tem muitas mulheres ali no escritório, né? Eh, mas assim, a minha gerente de produção, a
mulher, é planejamento, eu tenho duas no planejamento, pós atendimento, é, né, o pósvendas, eh, financeiro, fiscal, RH, são todas mulheres, Qualidade. E vem cá, que que você acha essencial para deixar essa turma engajada? Que que é essencial para você manter esse cara motivado, engajado lá dentro? Corta. O que eu faço, né, assim, a gente tinha os valores da empresa, aí a gente estabeleceu esse ano nossos sete códigos de honra. Isso é legal. Me conta o sete código de honra. Respeito. Uhum. transparência, eficiência, qualidade, resiliência, responsabilidade social e desenvolvimento humano. Então, a gente Investe muito lá
no desenvolvimento deles. Eu levei todos eles, inclusive lá pro pro Summit, que teve no ano passado em São Paulo. Foi uma experiência incrível para eles, porque empresa do interior eles têm menos acesso, né? Essa chacalhada é muito legal. Eu acho, eu acho que a ambiência de você est num local aonde você não tá acostumado e você vê a energia positiva de gente que faz, isso muda um pouco o jogo, muito. Então eu tento fazer eles enxergarem que Existe muito mais do que aquele universo que eles estão. Então, aos poucos eu vou falando: "Olha, você agora,
eu vou te mandar agora para outras feiras, ó, o ano que vem você vai para uma feira internacional, agora você vai, então eles vão começando a, eles vão criando mais confiança neles e eles vão ficando mais aí sim, né, motivados e engajados a de se desenvolver, porque eles enxergam." E acho que o crescimento da empresa, eu peguei a empresa, a gente Tava faturando 3.õ800, ano passado a gente bateu 39. Lindo. A gente cresceu muito e eles e esse ano a gente tem uma meta usada também e a gente vai bater. Então eles percebem que o
crescimento tá acontecendo. E eu e eu sempre deixei claro para eles lá em todas as reuniões. Eu falo: "A empresa vai crescer com ou sem vocês? Eu espero que com vocês. Então, né, se dediquem para isso, mas senão a gente vai crescer sim ou sim." e Eles estão nesse movimento. Então eu acho que essa cultura de de isso que eu que eu tenho dentro de casa, eu consegui trazer para dentro da empresa também, que é a gente sempre tem um problema, a gente vai dar um jeito, vamos sentar, vamos pensar o que me me vamos
pensar nas soluções. Problema já existe, então não tem que focar nele, tem que focar em resolver ele. E aí a gente procura a melhor maneira, enfim, e eles criaram esse, eles estão criando esse hábito. E Aí você vai, automaticamente, as pessoas que não fazem parte dessa cultura, elas vão saindo, elas vão se sentindo incomodadas. Os outros se sentem incomodados e já começa a falar: "Pô, aquele cara lá não é legal". Aí a gente coloca o quê? Uma avaliação do seu setor. Então, outro, os seus colegas avaliam você. Então, assim, existe essa preocupação também, porque se
seus colegas, faz avaliação 360, a gente faz. Legal. A gente implementou várias coisas no RH do ano passado para cá, não só de pesquisa organizacional, mas principalmente de Quantas pessoas vocêão agora no total? Olha, eu acho que eu tenho 80 em São Paulo e tenho mais umas 60, 70 na fábrica por aí. Uhum. Então você tá falando em 140. É. É. Você tem que começar a colocar, você tem, não, já passou da hora até isso mesmo, colocar Políticas de desenvolvimento organizacional. Sim, né? até para cuidar de gente e para não deixar a gente desmotivada. Porque
o grande problema quando a empresa cresce, se você não reconhece os talentos, você começa a perder os talentos. Se você acha um funcionário muito bom, mas você tá maltratando ele há anos, ele não é bom, porque se ele fosse bom, ele saía, entendeu? Se você não cuidar da pessoa, ela vai embora. Isso é fato. Então esse Lance dá, eu gosto da ideia da avaliação 360 até para mais para avaliar o líder, sabe? para avaliar o líder e para avaliar possíveis promoções. A única armadilha que eu acho da avaliação 360 é que às vezes o cara
simpático demais e bonzinho demais, ele sempre tem nota muito boa na avaliação 360, porque ele é o cara legal e todo mundo vota nele, mas não quer dizer que ele seja competente. Acontece, mas é uma é a ferramenta que a gente tem para mim, para poder avaliar é A melhor. Gera um desconforto, né? Mas é, mas eu acho assim, pelo menos o que eu tenho visto lá, né? Por mais que o cara às vezes seja assim gente boa e tudo mais, eh, você tem que entregar resultado. Agora, então a gente tá colocando uma gestão à
vista, né, do BI lá, a gente coloca da produção, então você sabe cada turno quem tá fazendo o quê. E eles e a gente estabeleceu metas para eles também. Então assim, a meta da empresa eu compartilho com todo mundo, a Meta no macro eu compartilho com todo mundo. Eles têm que entender o que a gente vai fazer para onde a gente tá indo e o impacto de quando eles não fazem. Vocês escutaram o que ela falou? Ela compartilha a meta e o resultado com todo mundo. Eu sou a favor disso. Mediocridade é o dono que
fica com medo de mostrar o faturamento da empresa, o resultado da empresa para os funcionários e fica achando o seguinte: "Ah, não, porque ele vai ver que eu tô Ganhando dinheiro. Você não tá ganhando dinheiro, meu amor. Você tá gerando riqueza para dividir com ele. Se o salário dele vem dali. Sim. Então, pronto, eu sou a favor de abrir. Quem não entende que saia. Tá confortável com isso, né? Mas e lá? Tá? Então assim, a gente abre, eu mostro para eles e e eu canso de falar para eles o seguinte, falo: "Gente, às vezes vocês
estão aqui, vocês com, sei lá, tá enrolando no serviço, aí você vê que a Produtividade não tá boa". Aí eu falo: "Eu não consigo entender, não consigo entender o por que você prefere ganhar dinheiro com hora extra do que fazer o que você tem que fazer no seu tempo de trabalho, passar mais tempo na tua casa, com a tua família, com teus amigos e receber um bônus depois." Tá, ó. e não consigo entender. Mas é porque eu acho que quando eles não isso aí cham gestão do tempo, então, mas quando eles não sabem, porque assim,
o bônus para eles As e dependendo da empresa também, quando você não tem essa cultura, eles não enxergam muito. Então, eh, é uma coisa muito distante. O cara prefere ali o agora porque você paga a hora extra, vai pagar no mês seguinte junto com o salário, pelo menos tá ali, entendeu? Mas a gente tenta mostrar que ele tem oportunidade de ganhar muito mais de outra forma quando ele contribui pros resultados da empresa do que dessa forma quando ele olha de uma maneira muito Individual. E e aí assim pra gente fazer todo esse engajamento, né, eu
faço as ações sociais lá da empresa e as pessoas participam, eles gostam de participar, eles vão, a gente, claro, assim, a gente tem lá três vezes no ano que a gente faz, ajuda lá uma associação, as pessoas ficam muito engajadas com isso. Próxima pergunta a gente fazer isso. Qual o papel social do empresário? Eu acho que é é isso. Vai, conta aí. Vai. É enorme Porque a gente, por exemplo, vou dar o exemplo da Husk, né? A gente tá numa, em Araras. Araras é uma cidade pequena. A gente tá 27 anos em Araras, então você
imagina que os funcionários que t menos de 27 anos, eles nasceram a empresa já tava lá. E aí acho que é muito fácil a gente ficar falando, claro que existe, né, a questão do conflito de geração, eh, o que que a geração agora prioriza, o que não e etc. Mas não é nem esse o ponto. Quando você eh cuida do ambiente que você tá, e aí no meu caso é muito mais fácil para falar, porque eu tô numa cidade pequena, é diferente. São Paulo, né, não vou comparar, mas quando você cuida desse dessa comunidade que
você tá, você tem muito mais valor para as pessoas. Então eu quero fazer com que a Rusk seja uma empresa, que as pessoas fiquem esperando abrir vaga para trabalhar. Isso aí é, eu não quero ficar correndo atrás das pessoas. Eu quero que As pessoas entendam como é positivo trabalhar lá. Então, eu cuido do filho do funcionário e assim, não é a questão do eu não não eu não isento a responsabilidade do governo, do estado, eles têm que fazer e é isso. Não, mas se eu posso fazer, se eu posso representa muito pouco dentro do todo.
Quando eu eu desenvolvo eh os filhos dele, por exemplo, a gente dá o curso de inglês pros filhos dos funcionários, pros funcionários também, Mas a maioria não quer. Então, pelo menos eu aposto no nos filhos deles. Eles têm uma condição de quando crescer, quando você investe na educação dessas crianças, quando eles crescerem, eles podem ser essas pessoas que vão trabalhar na tua empresa e eles vão estar muito melhor qualificados para para desenvolver ali o papel. É muito mais fácil do que eu simplesmente chegar e falar assim: "Nossa, que geração péssima, é povo que não quer
trabalhar e E o que que você tá fazendo para É igual filho, né? Porque assim, eu sei o que eu faço pelo meu filho. Aí quando meu filho vai trabalhar em outro lugar, se eu fico passando a mão na cabeça dele, você fala: "Não, filho, você não precisa trabalhar, você tem tudo em casa. Esse meu filho vai para lá e aí o chefe dele vai falar um monte dele, entendeu? Falar: "Nossa, que garoto mimado, não quer nada com nada". Então, pensa no contrário, pensa o que você pode fazer Para essa para essa comunidade que vai
você planta agora para você colher na frente. Então, eu penso nisso também. Eu acho que assim existe uma troca, né? Então assim, falando em termos assim, vai de espiritualidade, eu acho necessário, eu me sinto bem fazendo isso. Mas mais do que isso, se a gente for olhar só paraa questão mesmo do negócio, eu acho que é você você cultivar ali uma uma mão de obra que você vai usar no futuro também. Você tá Melhorando a cidade como um todo, você tá trazendo valor ali. Seu celeiro de recursos humanos, seu celeiro de recursos humanos é seu
entorno, principalmente quando você tá no interior, né? Me conta uma coisa, o que importa é o resultado. Eu acho que você é o seu resultado. Isso aí. Eh, uma outra coisa que extremamente importante, você a favor do feminismo? Olha, vou v vamos entender o que que você quer dizer com feminismo. É, Feminismo é feminismo. Então, feminismo é a gente falar, vamos olhar assim no na raiz do negócio, da origem ali do negócio, né? é você dar espaço paraas mulheres numa sociedade a qual você não tinha esse espaço, essa liberdade. Então assim, vamos olhar o direito
de votar, o direito de ter cargos de liderança, isso é necessário. É necessários primeiros passos do feminismo. É necessário, né? Não tô indo para, eu acho que assim as coisas, o grande mal é que as coisas Elas começam com uma origem muito positiva de mudança, mas depois vira assim um um carnaval, entendeu? Eh, eu não acho que em nenhuma situação do universo as mulheres serão iguais aos homens e vist são pessoas diferentes. A comparar a banana com maçã, não, não tem como você falar que vai ser a mesma coisa, né? As mulheres têm as jornadas
são distintas, não? Mas a mulherada tá superando muito homem, moça. Não, mas não vai falar isso para mim. É, Tá superando muito, cara. Quando vez que eu preciso de currículo os melhores, com mais tempo. Putz, a se se tiver de falar outra língua, então aí é mulher, entendeu? Hein? Mas o ponto das mulheres é que assim, elas têm e quando eu falo de eh que é diferente, a mulher ela tem um olhar diferente do homem. Total. Então assim, eu eu acho que a analogia que eu faço, né, eh, sobre isso é igual você jogar dama
e você jogar xadrez. Você vai jogar Dama, são as mesmas pedras, os mesmos movimentos. A a ideia é a mesma, né, dos dois, mas você tem ali as mesmas pedras, os mesmos movimentos. Você não tem uma estratégia diferente, você não tem uma diversidade de de de movimentos de pensamento que você já tem no xadrez. Quando você tem um monte de pedra diferente que faz um movimento diferente, você pensa diferente, a estratégia é diferente. Então eu eu acho que não tem graça você quando você Entende o que eu quero dizer. Uhum. Por isso que eu acho
necessário você ter na empresa homens, mulheres, cada um trazendo o seu valor com a sua experiência de vida, seu olhar ali distinto. As mulheres não vão fazer eh em algumas situações que os homens fazem, os homens não vão fazer o que as mulheres fazem. Eu tenho um olhar dentro da empresa, eh, que não adianta, que quando você é mãe, você olha diferente pro mundo. Olha, e eu tenho esse olhar Lá dentro que muito provavelmente, por mais que um, que meu pai ou qualquer outro homem tenha ali uma certa eh, sei lá, um cuidado com o
outro, não vai ser igual. E eu acho que assim, é uma gestão diferente e foi a gestão que fez eu alcançar os resultados que eu tive até agora. Eh, você a favor das cotas no mundo corporativo. Ai, ai. Vamos lá. Eh, por que que existem as Cotas? Porque você precisa dar espaço paraas pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades para que elas estejam lá. Quando a gente vai, no meu ponto de vista, quando eu analiso a cota em si, eu acho que elas não deveriam existir, mas elas não deveriam, elas não deveriam ser necessárias, entende?
Eu acho complicado você colocar eh você joga, coloca um monte de gente ali, você foi contratado só porque você é assim determinada, né? Ou porque você é negro Ou porque você é LGBQ e etc. Eu não gosto disso. Eu acho que as pessoas têm que ser contratadas porque são pessoas capacitadas, qualificadas e é isso. Só que a gente não cria uma base que sustente você lá num processo seletivo desse você poder escolher pelo currículo da pessoa e pelas habilidades da pessoa, entende? Então eu lá na empresa não preciso colocar, né, estabelecer cota, porque eu tenho
ali uma diversidade, foi natural, Foi uma seleção natural que vai muito de encontro com o que eu penso. E o Lázaro, a minha cota é só para competente. Fim de papo. Trata bem das massas que as minorias estão inclusas em fim de papo. Eu só tenho uma cota. Seja competente. Interessa a raça, o sexo, o peso, a religião. Não interessa nada. Seja competente, tenha disponibilidade, troque a sua geração de valor bograna e respeita as pessoas e acabou, entendeu? E vamos ser feliz e Produzir. É esse um pouco do que eu penso, sabe? Eh, Bárbara, vamos
lá. A gente tá quase chegando. Davi, quanto tempo já? 1 hora 10 já. Tá vendo? O tempo voou, né, rapaz? Tem um band de preguiçoso ali que se der duas horas ninguém assiste, entendeu? Então, a gente tá chegando ao fim do Padrinho Podcast. Eu espero que vocês tenham gostado, né? Vocês viram que agora a mulherada tá aí com sangue nos olhos, ó. E não é feminista também, Não. Tá vendo? E vou dizer um negócio para você. Que conselho você dá para essa mulherada aí, pra gente chegar no final do padrinho? O que que elas têm
que fazer para ser se tem gente que não casa como se mulhesse ou não, você sabe, né? Não. Então, o que que você dá de referência? O seguinte: mãe, esposa toca a empresa da família num setor machista, né? Muito machista. Num setor tipicamente masculino. Metalúrgica. Sim. É tipicamente masculino. E consegue equalizar as contas, né? Ainda faz terapia, né? hipnose? Não, ainda vou fazer um curso de formação de constelação familiar. Aí, ó, ainda vai fazer o curso de formação e constelação familiar. Atuar como conselheiro empresas com essa com SPS. Então, conselho que você dá para essa
mulherada que fala assim: "Ah, porque eu não tenho chance. Ah, porque o mercado é machista. Ah, porque é muito difícil. Todas as mulheres que passaram aqui, todas, eu só puxei a língua sobre isso, elas acham o seguinte: "Não sou a favor de cota". Elas acham o seguinte, imagina, não tem a pena de mim, porque eu me viro, eu sou selfmade woman, né? Uhum. Todas que passaram aqui, é, elas se fizeram por elas mesmas e nunca reclamaram, nunca reclamaram do preconceito, nunca reclamaram da dificuldade. Elas foram lá e superaram a dificuldade. E você não Foi diferente?
Não, eu nem cheguei a fazer certas perguntas que eu queria fazer porque você já respondeu pra turma aqui, entendeu? Eu queria fazer pergunta do tipo, tá bom, já sofreu preconceito? Tá bom. Eh, você já foi discriminada? Bom, como é que é isso? Então, eu ia fazer essas perguntas tudo. Sim. É, mas você foi evoluindo. Falei: "Porra, não tem problema com nada disso." Você no momento nenhum chega falou: "Sabe que é? É que eu era muito sofri tanto preconceito, não sei o quê". Não, você você passou por cima disso, né? Então, não é assim, conta recado
para essa mulherada. Tem que ser resiliente, tem que se conhecer, tem que ter, buscar ferramentas para que você seja, você tem uma boa autoestima, para que você seja autoconfiante. Você não dependa da aprovação do outro, para que você não dependa da da ação do outro, sabe? Da do reconhecimento ou coisa do Tipo. Você crie um plano paraa sua vida. Eu tracei um plano pra minha vida e não tem nada nem ninguém que me tire do caminho. Simples assim. Isso aí, ó. Busca. Eu tracei um plano pra minha vida e não tem nada nem ninguém que
me tire do caminho. Nem filho me tira do caminho. É isso aí. Nem filho me tira do caminho. Ele vai junto, mas não tira. Ele não tira. Então, saiba o que você quer. Não dá para você equilibrar. Para mim, esse negócio de equilíbrio, né? Falar assim: "Ah, mas eu preciso encontrar o equilíbrio". Não tem. O equilíbrio. É você fazer o que precisa ser feito naquela hora. Aí você fica tranquilo, fala assim: "Eu tenho que fazer. Eu não passei dia das mães com meus filhos porque eu precisei viajar. Sofri não. Eu tava o dia antes, quando
voltei tava lá. Eh, faz o que tem que fazer. Não dá paraa gente ficar achando muito problema, porque já tem muito problema. Acho que é, você tem que Buscar a solução. Isso aí. Então, seja uma pessoa, busque sabedoria, sabe? Conhecimento. Acho que essa é as duas coisas: resiliência e sabedoria, né? Tem discernimento, entendimento das coisas para você tomar as decisões certas. Não acho que você vai o tempo inteiro eh conseguir equilibrar tudo e fazer ai porque em casa eu tenho que fazer isso. Não, eu não cuido da minha casa, não quero sa cuidar da minha
casa, não quero. Então se eu não quero fazer, eu Passo para alguém que queira, entendeu? Ah, encontre meios de você facilitar o seu dia a dia e que não te tire do seu objetivo. Isso aí, evite as distrações. É, concordo, minha amiga. Muito obrigado, galera. Espero que vocês tenham gostado, né? Cada vez mais as mulheres vêm aqui mostrar porque vieram ao mundo. E eu falo, o mundo é feminino, né? A capacidade de fazer, de ser multitarefa, a capacidade que tem de interpretar pensamento. E tem um tal do Sexto sentido que parece uma bruxaria. Quando aliado
tudo isso ao mundo dos negócios, quando aliado ao mundo dos negócios, tá bom? Dá resultado. Então galera, padrinhos afiliados, né? Padre podcast encerrando com mais uma mulher power aqui na mesa. Super feliz, Bárbara, obrigado por ter aceitado o convite. Obrigado. Foi ótima a nossa conversa. Espero que você volte mais vezes para contar como é que ficou o este ano 2025 da Husk. Beleza, voltarei. Galera, obrigado. Não esquece de se inscrever no canal. Não esquece de vir aqui seguir a gente. Se você quer conhecer Business de verdade, de gente de verdade, não só de celebridade, vem
para cá, pro padrinho podcast. By Lázaro do caro. [Música]