E aí o Olá eu sou a Luiza Olá eu sou a Marina hoje a nossa aula sobre contribuições de Franz fanon em busca de uma educação emancipatória uma abordagem psicossocial para questão racial vem discutir algumas alguns conceitos do autor martinicano Frantz fanon e também buscar relacionar Tais conceitos com as nossas vivências enquanto educadores enquanto professores e as relações nas salas de aula o ofanon ele foi um autor que em sua produção buscou interseccionar diferentes saberes psicológicos filosóficos sociológicos e ele tem uma escrita que é científica mas também é poética né e é uma escrita que
vem de dentro da experiência né E se relaciona o tempo inteiro com o tempo e com Território que Ele viveu por isso que é super importante para a gente entender a obra do Farol né que a gente olha para a história dele conheço a história dele opa não ele nasce em 1925 na ilha de Martinica que fica no na América Central então Território que até hoje é colonizado pela França na Martinica imperava o regime de exaltação dos valores europeus em detrimento da inferiorização dos valores nativos né da cultura nativa da Martinica e os martinicanos isso
inclusive ofanon tinham é de que eram franceses essa crença dos martinicanos de serem franceses vai ser estabilizada com os impactos da segunda guerra mundial na ilha por um lado né Depois que a França foi invadida pela Alemanha várias franceses vão se refugiar na Martinica e a presença dos Franceses na Martinica vai deixar explícito a segregação racial e de classe que já existia na ilha por outro lado vários martinicanos esse inclusive ofanon vão se juntar o Exército o exército francês e vão para guerra né E aí na Europa esses martinicanos vão conhecer o horror da guerra
e também vão se deparar com o fato de que eles não eram tão franceses assim quando eles acreditavam né os franceses nascidos na França não consideravam os martinicanos cidadãos Franceses em 1945 o fá não retorna da Guerra para Martinica e nesse momento ele vai se aproximar de a Mc Zé Esse é o importante autor poeta militante do movimento de Negritude martinicano né que já naquele período ele falava sobre o danoso discurso do colonialismo e essa relação entre o fanon e o Mc Zé vai modificar a forma que eu só não vê o mundo um ano
seguinte e1946 o farol ele vai para volta para a França para estudar psiquiatria forense lá mais uma vez um para não se depara com o fato de que ele não era tão francês quando ele acreditava assim e ele não era francês e ele também não era um homem ele era um homem negro e essa percepção afeta muito fanon e vai direcionar forma que ele vai se relacionar e que ele vai articular o seu pensamento né nesse período ele se aproxima do movimento de Negritude francês se aproxima se aproxima do movimento ploretariado estuda autores como Marx
Freud rei eu Sartre e imbuído de todas as essas experiências e todos esses autores ele vai escrever em 1951 a sua tese de conclusão de curso que posteriormente vai ser publicada com o nome Pele Negra Máscaras Brancas e essa tese ela vai ser reprovada né porque os avaliadores classificaram texto como não sendo satisfatoriamente acadêmico né tanto pela forma como falam escrevia tanto pelo que ele escrevia mas esse texto rejeitado ele vai virar uma grande referência para a luta anti-racista do mundo inteiro até hoje e1953 a contestação dos regimes coloniais estava fervilhando pela África inteira e
falou que tinha acabado de se formar em Psiquiatria resolve para a Argélia trabalhar como um diretor de um Hospital Psiquiátrico lá ele propõe uma uma prática revolucionária e para ele o cuidado dos pacientes psiquiátricos tinha que ser feito a partir dos contextos socioculturais dessas pessoas e quando ele propõe nisso ele rompe com várias práticas racistas que eram comuns a psiquiatria naquele momento no território argelino o não encontra uma violenta e expressão do colonialismo e também um crescente movimento por libertação e o farol ele se posiciona a favor essa luta ele primeiro momento ele era mais
com destino escrever alguns textos sem assinar cuidava de cuidava de militantes que tinham sido feridos já em 1956 ele rompe totalmente com regime político né francês na Argélia se demite do hospital e cair de cabeça na luta pela libertação da Argélia em pouco tempo depois ele vai ter que sair da Argélia porque os conflitos estavam cada vez mais intenso a situação era delicada ele correrá riscos né E aí ele vai para Tunísia mas ele não abandona os seus ideais revolucionários né ele se torna embaixador do movimento de libertação pela Argélia né e fala sobre o
que tá acontecendo lá para o mundo todo e em 1960 tá não vai descobrir que tem leucemia e 1961 aos 36 anos ele vai morrer pouco tempo depois de publicar o livro Os Condenados da terra que é um outro livro muito importante onde eu só não fala sobre os conflitos tanto do colonialismo Mas também da luta anticolonial essa história de vida dele né que é muito bonita muito marcada por uma luta contra o colonialismo contra o racismo na nossa opinião ela também deve ser vista a partir do ponto de vista das nossas relações na sala
de aula e só porque falou é um autor é muito atual né Por exemplo Bell hooks ou próprio Paulo Freire que são teóricos da pedagogia leram o Franz fanon e tiraram suas pedagogias a partir também da leitura do farol ou então outros autores que nós estamos discutir o curso como a lélia Gonzalez como Angela Davis como a própria história da militância dos panteras negras foram inspirados por conta das teorias desse teórico militante ativista político filósofo que foi o transformam faz um também é um autor muito atual Quando nós vamos observar as vivências na nossa nossa
realidade da sala de aula porque é um escritor que fala com os sujeitos negros e para os sujeitos negros é um autor que eu não Cia aquele grito inaudível dos que foram sequestrados o Atlântico e navios Negreiros daqueles nossos ancestrais daqueles que fruto daqueles homens e mulheres frutas da diáspora bom e que nós vemos Essa realidade também na nossa sala de aula certo porque nós educadores mais professores temos relações sociais e raciais na sala de aula também com os nossos alunos com os professores ainda nossa opinião o não ele torna-se ele torna-se um autor central
a ser trabalhado em sala de aula porque por exemplo no seu livro Pele Negra Máscaras Brancas ofanon ele demonstra como que os sujeitos negros os sujeitos colonizados muitas vezes tem que despir das suas próprias vivências para vestir Máscaras Brancas né então tem que se comportar tem que falar como brancos tem que se relacionar só como brancos e isso é evidentemente causa uma dor uma angústia é uma ferida muito forte entre aqueles que e mora onde você conhece tem a sua história de vida marcada pelo racismo Oi e aí pensando um pouco na nossa sala de
aula é mas vamos alunos negros nós vemos as nossas Relações raciais na sala de aula também dos professores certamente esse sujeito também são marcados por essa ferida que o colonialismo o racismo é evidencia né então Nós pensamos que a educação ela pode ser um espaço para talvez rompemos com essa lógica colonialista e racista que o falam tanto denúncia por isso que nesse momento Nós gostaríamos de apresentar dois conceitos do Franz fanon o primeiro sobre a universalidade e o segundo sobre a zona do não ser para gente repensar as nossas práticas cotidianas nossa sala de aula
a partir desses conceitos essa ideia de universalidade para o não aparece em vários textos dele né mas não Pele Negra Máscaras Brancas o fala não vai falar de tanto o a cultura quando o sujeito os europeus eles são os estados sempre como a expressão universal de civilização enquanto sujeitos negros vão passar por uma destruição sistemática das suas referências culturais e assim também por uma destruição da sua humanidade né Por uma negação né vai ser um processo de negação de humanidade nesse processo o sujeito Branco ele vai ser detentor do Poder da Razão da mente e
do Universal enquanto sujeito negro vai ser detentor da inferioridade da submissão do corpo da emoção e do particular e essa relação entre particular e Universal a gente consegue aproximar para dentro da sala de aula né É porque assim a sala de aula pode ser um espaço que a gente pode romper com essa lógica ou pode ser um espaço que a gente perpetua ela e por exemplo né hum uma situação de perpetuação dessa lógica né quando a gente fala de história geral quando a gente fala da literatura da química da ciência e tantas outras disciplinas só
a partir de referências europeias e aí a gente ignora todas as contribuições do continente africano e dos afrodescendentes para Constituição do mundo que a gente vive hoje a gente também pode pensar né no Dia Treze de Maio dia da Abolição da escravidão e do dia no dia vinte de novembro o dia da consciência negra né não aumente a gente dentro da escola trata sobre os temas anti-racistas né O que é muito importante no entanto se a gente só fala de história da África de Cultura afrodescendente africana foi brasileira só nesses períodos a gente continua nessa
lógica do particular que trata o nego como inferior né então a perspectiva fanoniana a gente precisa precisa incluir os referenciais positivos né de África e também dos afrodescendentes cotidianamente todos os dias na escola e o farol ele também oferece pistas para a gente romper também com essa lógica do Universal e do particular né Tem uma pizza que eu gosto bastante que a pizza da escuta né porque a gente precisa escutar o sujeito que estão implicadas nos processos de rompimento Da Lógica Colonial né então a gente precisa escutar os nossos alunos né e muitas vezes a
gente fica buscando referências da cultura negra da história Negra e aí é difícil de achar mas os nossos alunos né crianças adolescentes adultos mesmo eles vivem as referências cotidianamente né a gente pode pegar o hip-hop o funk por exemplo e são expressões da cultura da vida que estão cotidianamente com os nossos alunos né E são expressões que fazem parte da história da cultura Negra a gente assumindo a potência EA qualidade desses saberes como hip-hop o funk a gente tá sumida que a cultura não algo exótico particular mas sem viva né dinâmica e que se relaciona
com o tempo e com território e é eu fico até pensando sobre isso do Universal né o quanto ele também não tá presente na nossa sala de aula Universal e particular que por essa lógica Universal é o modelo é o branco é o Belo e o particular é o negro é o inferior é o animalizado mas também por exemplo muitas vezes na sala de aula Mas percebemos que tem aquele aluninho que tá no fundo que é chamado de desinteressados e que não deveria estar ali né O que é muito bagunceiro Será que realmente há um
desinteresse ali eu fico me perguntando né A partir dessa leitura do salão Será que realmente é um desinteresse ou será que já não é um estigma pela sua posição racial enquanto sujeito negro EA isso me faz lembrar outro conceito do fanon que o conceito que ele fala sobre a zona do não ser por quê e Como assim na sociedade Colonial o sujeito os negros eles fossem não vistos como humanos né justamente por essa lógica do Universal eles não são vistos como humanos eles são inferiorizados eles são deixados completamente a parte da sociedade então eles são
habitantes do que o farão chama de zona do não ser isso por exemplo a gente pensa aqui no Brasil 2021 né que já tivemos casos de genocídio na periferia jovens negros mortos é o número muito grande de mulheres negras mortos pelos feminicídio fico pensando quantos que esses sujeitos Eles não estão localizados nesta zona do não ser mas por outro lado também como que a escola ela pode ser o espaço e quando vamos pensar uma educação anti-racista uma educação emancipatória como é que essa educação ela não pode ser um espaço para libertar esses sujeitos dessa zona
do não ser né que a sociedade colonial e coloca algo a se pensar também de que muitas vezes essa localização na zona do não ser que podemos perceber pela violência pelo genocídio também podem ser aplicadas é muito de forma subjetiva né Por exemplo a pagamento da história o apagamento da de figuras que valorizem os sujeitos negros na sociedade os por exemplo nós temos poucas figuras né que valorizem os sujeitos negros o próprio pagamento da Cultura a desvalorização da ancestralidade das religiões então na nossa opinião tem esse tipo de reflexão é fundamental para que a gente
construa uma educação que vise a mudança de fato Talvez o começo de uma mudança da sociedade é tão dura né que é tão violenta para os sujeitos negros quer violenta do ponto de vista físico do extermínio Mas você também violenta do ponto de vista subjetivo daquela dor que os sujeitos negros sentem por serem habitantes dessas zonas do não ser mas se acreditamos que a escola pode ser espaço aí de ruptura Talvez né dessa lógica sim e acho que durante essa aula né a gente tentou apresentar para vocês algumas pistas né que estão presentes na obra
do Farol para uma educação anti-racista a gente tinha como objetivo despertar em vocês o desejo o interesse ele estava um pouquinho mais sobre esse autor também é um revolucionário que também um poeta né E que é tão atual né e também nos inspira e também nos inspira que nos faz sentir né e a gente sabe aqui no Brasil e a pauta anti-racista da urgente né porque como a Marina falou envolve inúmeras violências Vendas Mais extremas como genocídio encarceramento e a educação ela pode ser uma ferramenta para a gente criar outras possibilidades existência né para a
sociedade como um todo EA gente acredita que uma escola que cole e vozes como de Dandara e Zumbi dos Palmares lélia Gonzalez as mães de Maio mães e pais-de-santo né as culturas populares ela pode formar sujeitos críticos que reconheçam a irracionalidade do racismo né a incompreensão dessa lógica colonial bom então essa foi a nossa aula de hoje espero que vocês tenham gostado um pouco de entrar em contato com esse autor que teve uma vida curta mas muito corajosa e que nós educadores possamos nos inspirar nessa coragem nessa força que o falam traz no seu inscritos
nos seus escritos e na sua história de vida para construirmos uma educação que mude o sujeito uma educação que seja em uma circulatória Ou seja que roupa com essa lógica colonial e racista que vivemos E aí [Música] E aí E aí [Música]