Bom dia a todos todas e todos é hoje de fato nós vamos iniciar os trabalhos da plenária simultânea número 8 essa plenária intitulada serviço social na defesa dos direitos da pessoa com deficiência e contra o capacitismo eu sou André Alice tem um cabelo liso cabelo castanho olhos castanhos alguns traços indígenas estou com uma blusa listrada branca e vermelha E vou coordenar essa mesa teremos duas palestrantes junto comigo Mariana ora Mariana hora acho que tem social no Tribunal de Justiça de Pernambuco TJPE graduada pela ue o mestre em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará ao
S ela também é conselheira no cressie PE e integrante do GT anti capacitismo do cefeis ela vai ser uma das palestrantes igualmente a próxima palestrante terá 40 Minutos a próxima palestrante após Mariana será a Erlene a Sobral do Vale as redes social Professor Ary junta do curso serviço social da Universidade Estadual do Ceará mestre a educação Doutor em serviço social e pós Doutora em serviço social assim como Mariana também terá 40 minutos eu pego a vocês que todas as manifestações de vocês vocês coloquem no chat né reflexões perguntas qualquer manifestação que vocês quiserem Apontar nós
estaremos acompanhando e vamos dialogar com as palestrantes após a exposição delas após nós apresentarmos as reflexões as questões de vocês Elas serão cada uma 20 minutos para fazer suas suas reflexões finais Ok então eu convido agora Mariana hora para a gente iniciar esse debate Bom dia Mariana Bom dia gente tudo bem esse aqui é o meu sinal na comunidade Surda eu sou a Mariana Ora como foi apresentada eu sou usuária de língua de sinais da língua brasileira de sinais e é como vocês podem observar uma língua visual a voz que vocês estão escutando é do
Carlos de Oliveira que tá fazendo a tradução tá interpretando aqui para vocês haverá troca revezamento entre ele e Márcio então vocês verão tanto Carlos quanto massa aqui na plenária traduzindo a minha fala tá certo será uma Apresentação bilíngue eu vou fazer a minha auto descrição Eu sou uma mulher negra parda de pele clara cabelos curtos e ondulados e estou usando franja estou usando uma camiseta branca com essa frase aqui que vocês podem ver acessibilidade comunicacional é direito não é um favor é um direito vou me levantar aqui para que vocês vejam os símbolos da acessibilidade
que estão presentes aqui na minha camiseta Que é o símbolo da legenda da aula de descrição e da língua de sinais Então primeiramente eu queria saudar a todos e a todas da plenária a todos da mesa professora erlania e também a coordenação na figura de Ariana e também saudar relatoria de Ariane sauda a todos bom dia a todos e a todas e também Antes de tudo eu queria agradecer a comissão organizadora aqui do evento que tem feito um bom trabalho Um trabalho duro mas que tem conseguido êxito aqui no nosso congresso e tá tudo maravilhoso
também aproveitar muito para agradecer imensamente a equipe do Crash Pernambuco na figura do presidente do André e também a toda diretoria do do conselho do crédito dos núcleos dos núcleos de trabalho de Pernambuco agradeço imensamente a vocês que sempre me apoiam sempre me recebem me acolhem com muito Carinho e já são quase três anos nessa trajetória e tem sido um desafio mas a gente tem aberto portas tem quebrado Barreiras para estar aqui no conselho no conjunto né você faz creche e estamos conseguindo fazer um bom trabalho e até mesmo vocês podem observar aqui hoje eu
tô aqui né para palestrando e isso já significa uma abertura de portas e um compromisso e Respeito com acessibilidade com os profissionais que estão trabalhando no conjunto Também queria agradecer a presença da gerência do cress que que tá aqui junto com a gente nesse apoio e também aceitou o aceitou e Aceito o desafio de ter nós como pessoas com deficiência como protagonistas e trabalhando junto Claro que tem barreiras mas a gente tem lutado tem criado estratégias para diminuir as dificuldades enfrentar os desafios e seguir nessa direção contra o Capacitismo E aí o cefeis confiou no
meu trabalho respeito a minha pessoa Eles sabem da dificuldade da luta do trabalho que é estar aqui mas aí a gente precisa continuar nessa luta continuar nesse caminho e também agradecer imensamente a minha colega Daiane que ontem teve uma palestra mas infelizmente não conseguir Acompanhar E aí na verdade é na verdade ela não conseguiu estar presente né Eu tive que que substituí-la mas aí a gente sempre tá junto nesse trabalho sempre dentro dos grupos de assistente social sempre na defesa da pessoa com deficiência sempre nesse coletivo tanto eu quanto ela e aí a gente foca
num trabalho coletivo né não no individual Mas claro que existe uma representatividade né minha enquanto Pessoa com deficiência e por isso estou aqui E aí também queria relatar aqui ontem infelizmente aconteceram algumas falhas técnicas e com relação a legenda que não estava aparecendo Então as pessoas com deficiência auditiva não conseguiam acompanhar e também a falta de energia né que acabou prejudicando a participação no evento E aí a gente não conseguiu trabalhar não conseguiu Palestrar E aí tivemos que alterar a data e mudar para o dia de hoje E aí nesse momento de ontem na verdade
eu vou confessar vocês que eu fiquei bastante angustiada porque eu tava acompanhando o chat e vi que algumas pessoas tiveram uma atitude capacitista nesse momento porque as pessoas estavam pedindo para continuar a palestra mesmo sem a legenda funcionar mesmo sem ter o intérprete com qualidade com fluência para que a gente Pudesse entender e aí assim as pessoas com deficiência auditivas são diferentes né algumas acompanham a legenda algumas acompanham intérprete E aí a gente tem que ter acessibilidade completa e aí já estamos na 16ª edição do congresso e nunca existir uma plenária com uma pessoa com
deficiência falando sobre anti-capacismo essa é a primeira vez é a primeira oportunidade que é que a gente tem né Em tantos anos de congresso e isso é um avanço na verdade mas aí a gente ainda Precisa pedir pedir para ter acessibilidade para ter o básico pelo menos mas agora o congresso pela primeira vez garante né a legenda para as pessoas com deficiência antes não não existia esse recurso nos cefeis ainda tinha algumas alguns recursos mas aí pela primeira vez a gente tá Tendo esse acompanhamento com a legenda e com intérprete de libras E aí a
gente precisa entender que esse recurso da legenda ele é uma acessibilidade linguística ele tá lá né em língua portuguesa e existe a figura do intérprete que é está falando em língua de sinais e aí são dois recursos completamente diferentes Algumas pessoas pensam que colocando intérprete disponibilizando o intérprete de libras acessibilidade tá completa mas existem Algumas pessoas surdas algumas pessoas com deficiência auditiva que não são usuários de língua de sinais e aí precisam sendo recurso das legendas e aí a gente tem que respeitar isso sim E aí na verdade isso é inegociável né algumas pessoas disseram
Ah não precisa de legenda vamos continuar as palestras mas acessibilidade para mim extremamente negociável E aí ontem eu tava trabalhando na Relatoria tava contando a equipe e Daiana estava palestrando E aí isso me angustiou muito porque eu enquanto o relatora como é que eu ia acompanhar essa palestra como é que eu conseguiria assistir sem entender exatamente nada a tradução em Libras também tava com algumas falhas e aí eu fiquei extremamente perdida e era impossível continuar com aquela fala e aí ontem eu fiquei extremamente angustiada no final chorei Bastante confesso a vocês porque eu tenho né
lembranças de 2013 9 anos atrás quando eu fui a um congresso lá em São Paulo não era na verdade na cidade no interior de São Paulo que era Águas uma cidade do interior de São Paulo e eu tava lá nesse congresso junto com uma amiga surda inclusive uma pessoa surda e aí nós duas fomos a esse congresso a essa cidade estávamos Sentadas no auditório E aí a gente precisava sentar mais à frente Claro para poder ver bem a tradução em Libras por dever bem a interpretação em libras e aí os colegas ouvintes sentavam em qualquer
cadeira né e a gente estava sentado nas primeiras filas mas aí algumas pessoas inclusive Não respeitaram essa esses nossos lugares e ocuparam esses lugares também e aí a gente explicou e nós somos pessoas surdas pessoas com deficiência e que Temos essa prioridade de sentar ali à frente para poder observar bem a interpretação mesmo assim as pessoas não tiveram muita em patia E aí ontem de novo assim vieram essa essas recordações de ver assistentes sociais pedindo para palestra continuar isso aí então por favor Vocês precisam refletir Vocês precisam olhar para suas atitudes e ter mais ética
profissional E aí o choro não é só por mim Mariana é também por cada um cada colega cada Pessoa com deficiência que tá nessa trajetória e que sofre esse capacitismo sofre esse preconceito todos os dias no seu cotidiano isso a gente sente na pele cada um sente na pele E aí nós somos pessoas diferentes corpos diferentes e aí assim não podemos ver pela pela Perspectiva da falta nós somos diferentes E aí nosso corpo é a nossa voz e aí o congresso Hoje a temática é minha voz eu uso para falar sobre qualquer qualquer coisa sobre
qualquer temática E aí eu estou aqui no Congresso tô aqui para falar não posso ser calada nem devo ser calada e não quero ser calada nem silenciada eu sou uma profissional assistente social como qualquer outra apenas tenho a minha deficiência e não posso ser excluída de nenhuma forma de Qualquer atividade profissional igualmente a vocês então tô aqui presente e vou continuar presente minha presença não pode ser apagada e daqui para frente é assim e vocês vão ter que aceitar de qualquer forma tanto eu quanto qualquer pessoa com deficiência E aí a temática dessa mesa é
sobre acessibilidade e anti capacitismo da defesa dos direitos das pessoas com deficiência e Aqui nós temos o direito de permanecer Aqui temos o direito de ser protagonista também não podemos ser excluídas nunca e aqui eu tô aqui para falar para vocês isso Então vamos iniciar realmente o nosso debate a nossa Fala com a temática que foi proposta e aí a gente precisa entender que as pessoas com deficiência Aqui no Brasil tem muitas barreiras muitas falhas porque não conseguem receber bem as informações E aí no ano de 2010 o IBGE fez a sua pesquisa né o
seu senso isso no ano de 2010 E aí constatou que existem 45 milhões de pessoas com deficiência aqui no nosso país aqui no Brasil porém depois de alguns anos alguns anos mais à frente resolveram mudar um pouco a interpretação dos dados a avaliar esses dados e essa quantitativo de pessoas com deficiência E aí hoje o IBGE relata que existe mais ou menos 12,7 milhões de pessoas com deficiência aqui no Brasil é mais ou menos sete por cento da população brasileira mas a pouquíssimo tempo no ano de 2019 há três anos atrás para para falar a
verdade houve uma nova pesquisa um novo senso aqui no Brasil e aí com ênfase na saúde o pênis e aí essa essa pesquisa relatou que 8, travou um pouquinho aqui para mim mas Mariana continua relatando que Existem 17 milhões de pessoas com deficiência no Brasil esses dados ainda são muito incontes muito incertos não existem um detalhamento sobre o tipo de deficiência por exemplo parece que todas estão inclusas no local do Sol então por exemplo o autismo também tá tudo um pouco misturado nessas pesquisas E aí esses dados dados sobre violência ou participação no mercado de
trabalho qualquer coisa desse tipo é muito falho dentro da pesquisa faltam muitas Informações sobre essas temáticas No que diz respeito às pessoas com deficiência mesmo [Música] E aí nós sabemos né a história das pessoas com deficiência e que essa história é constituída dentro da sociedade de forma excludente né As pessoas olham para as pessoas com deficiência como se fosse pessoas inferiores como se fosse pessoas que não tivessem a mesma capacidade que que as Demais e aí existe um estudo sobre pessoas com deficiência que relatam que existem vários modelos né e vários conceitos sobre pessoas com
deficiência existe um modelo religioso o modelo e existe o modelo eugênico também que enxergam as pessoas com deficiência isso é um modelo mais mais antigo que vem desde a idade média que enxergam as pessoas deficiência como um verdadeiro nada como se não devesse existir como se fossem pessoas incapazes de casar de ter Uma casa de estudar e aí enxergam essas pessoas como pai eras da sociedade mesmo mas aí as coisas avançaram com relação a isso mas a gente presencia que espectros desses modelos que eu relatei aqui ainda existem em nossa sociedade E aí a gente
pensa que isso sumiu que isso Acabou mas não existem resquícios que perduram até hoje E aí a gente tem que que ir com com mais forte né existe um modelo que que é mais Forte que é o modelo Clínico o modelo médico e o modelo político cultural que é o que a gente luta que a gente vive no embate com esse modelo médico mas esse modelo continua agindo muito forte na sociedade assim como o modelo religioso assim como modelo assistencialista assim como o modelo é o gênico ainda perdura também dentro da sociedade mas o modelo
social o modelo político ele tem avançado está previsto em algumas leis está previsto na carta dos Direitos Humanos também porém ainda existem muita luta e muito embate porque esses modelos principalmente o modelo médico clínico ele é muito forte ele ele ainda é um modelo hegemônico até hoje dentro da nossa sociedade E aí a gente principalmente do serviço social precisa ter clareza e precisa entender que o conceito o modelo social que enxerga as pessoas com deficiência Esse modelo tem que respeitar as características de identidade não é enxergar a pessoa pela sua por falhas ou por falta
ou por não ter capacidade de algo sempre pelo espectro negativo sempre pelo lado negativo isso porque o modelo médico influencia a sociedade é um modelo corretivo enxerga o ser humano como uma máquina e aí esse ser humano apresenta algum tipo de característica diferente essa característica tem que ser corrigida mas Eu queria dizer para vocês que a deficiência é uma condição do ser humano é uma condição humana E aí nós temos que enxergar as pessoas com deficiência pela Perspectiva da diferença bom nós temos algumas normas algumas normativas que já defendem o modelo social com relação a
pessoa com deficiência porém nós ainda dá da área de serviço social nós profissionais de serviço social Ainda Temos pouquíssimas publicações nesse sentido pouquíssimos livros artigos Muito pouco muito pouco publicação muita pouca pesquisa e aí a gente ainda tá sem muito ligado e atrelado ao modelo Clínico infelizmente E aí eu vejo algumas pessoas algumas colegas falando sobre pessoas com deficiência mas quando eu vou ver quando eu me deparo com esse trabalho com essas pesquisas implemente elas seguem o modelo teórico clínico E aí eu leio esses trabalhos e percebo que que o modelo Clínico aqui predomina dentro
desse trabalho e aí pouquíssimas escrevem sobre na Perspectiva do modelo social persistem ainda no modelo crime E aí nós precisamos entender com mais clareza o conceito de capacitismo E aí hoje na era de redes sociais existem muita difusão de informações porém mais falam mais sobre preconceito exclusão contra a pessoa com Deficiência porém e de forma correta até mas porém a gente tem que estudar corretamente se aprofundar mais nesses conceitos e aí capacitismo não é apenas o comportamento não é apenas um comportamento moral sobre [Música] aceitação ou não da pessoa com deficiência sobre quem aceita ou
não ou quem ofende e tem atitudes preconceituosas é isso também mas a gente precisa compreender que Capacitismo tá atrelado a estrutura do capitalismo então é algo estrutural assim como racismo o capacismo também é um tipo de característica do capitalismo Espera um pouquinho que eu acredito que haverá troca de intérprete bom o outro interprete que está trabalhando conosco o Márcio tá com problemas na internet mas aí a gente continua aqui com Carlos ok Então deixa eu continuar E aqui eu tava explicando que aqui no Brasil tem pouquíssimas publicações com relação a capacitismo parece que os estudos
ainda não estão tão aprofundados Ainda não temos uma avaliação sobre o conceito e a realidade do capacitismo aqui no Brasil e aí nosso grupo né de assistentes sociais nosso grupo em defesa da pessoa com deficiência a gente tem avançado e tá preparando algumas publicações algumas colegas até já publicaram artigo aqui no congresso e aí Vocês podem ter contato com esse material vocês podem ler e aí a gente precisa realmente ampliar esse debate porque ainda precisamos avançar muito nesses estudos e aí o termo capacitismo muitas pessoas pensam que é um termo novo que é um conceito
novo mas é um conceito criado na década de 80 o conceito criado nos Estados Unidos mais ou menos em meados de 1980 pelo autor né Estadunidense e chegou aqui no Brasil mais ou menos em 2013/2013 E aí 2013 é o ano em que a gente começou realmente a difundir mais desse termo vamos conseguir trocar o intérprete agora mas por favor bom infelizmente estamos com falha técnica na internet de Márcio e vamos continuar eu tava explicando que esses estudos e essas reflexões surgiram há pouco tempo né aqui no Brasil e o conceito de capacitismo diz respeito
a algo estrutural e sistemático dentro do sistema capitalista E aí é o uso de práticas e preconceitos contra pessoas com deficiência por causa das suas características do seu corpo e Na tentativa de enquadrar essas pessoas no conceito de normalidade E aí a gente observa que existe uma hierarquia social onde alguns corpos são considerados capazes e outros não E aí a gente observa no cotidiano e no nosso dia a dia atitudes capacitistas inferiorizando pessoas com deficiência e essas pessoas encontram muitas barreiras na falta de acessibilidade tanto na área de educação quanto na área de saúde moradia
transporte nos diversos âmbitos da sociedade essas pessoas com deficiência também pessoas com deficiência visual pessoas com deficiência auditiva pessoas com Deficiência intelectual essas diversas pessoas pessoas com transtornos também pessoas autistas encontram diversas Barreiras dentro da sociedade porém o que eu acho que falta são políticas públicas nesse âmbito claro que existem leis que asseguram a o acesso dessas pessoas com deficiência em vários âmbitos sociais porém a gente ainda Precisa avançar muito no que diz Respeito às políticas públicas para esse segmento da sociedade também existe a conversão mundial das pessoas com deficiência que é do ano de
2009 E aí foi aprovada e assinada e agregada a Constituição Brasileira né Constituição Federal E aí todas as pessoas com deficiência têm os seus direitos assegurados na Constituição Federal né na carta máxima do nosso país também encontramos na lbi que é uma lei do ano de 2015 é uma lei Recente e ela institui o estatuto da pessoa com deficiência E aí são duas cartas duas legislações super importantes que já é engloba um conceitos e a luta que já vem perdurando desde a década de 80 E aí nós estamos nesse movimento para acabar a explosão e
para abrir portas para essas pessoas com deficiência e desde a democratização a gente vem essa luta e vem tendo conquistas conquistas legais que Asseguram o desenvolvimento da pessoa com deficiência na sociedade hoje como vocês sabem pelo contexto em que vivemos um contexto de aprofundamento do neoliberalismo e existem um pouco de retrocesso No que diz respeito às políticas públicas das pessoas com deficiência é o que vem prejudicado o que vem prejudicando bastante o trabalho e tem quebrado bastante algumas conquistas que a gente que a gente vinha Tendo no decorrer das décadas e também com a instituição
da terceirização da urbanização do trabalho isso tudo vem prejudicando bastante eu posso até dar um exemplo para vocês no que diz respeito aos próprios intérpretes de Libras a gente tinha tido avanços porque diz respeito à concurso públicos em universidades a institutos federais Mas isso foi quebrado assim houve um corte nesse avanço e liberaram a terceirização que vem trazendo muitas Falhas e muitas dificuldades para as pessoas surdas dentro dessas universidades e dos institutos federais também como vocês sabem a gente tá vendo esse governo federal e a gente observa uma coisa a primeira dama a Michele bolsonaro
ela Ela é uma mulher e ela usa as pessoas com deficiência mas não perspectiva do voluntária uma perspectiva Do voluntariado sabe misturando a religião uma perspectiva missionária para atrair essas pessoas com deficiência E aí no próximo 30 de Outubro a gente vai ter eleição para presidente E aí se a gente a gente precisa barrar esses esse retrocesso né Para a gente conseguir avançar novamente porque o retrocesso foi forte o impacto foi forte dentro da nossa comunidade e aí a gente vai ter que construir tudo de novo E até mesmo na difusão de informação na construção
da consciência das pessoas Isso tudo foi quebrado destruído e a gente vive esse retrocesso até hoje vai ser muito trabalho para a gente conseguir organizar tudo de novo a gente conseguir fortalecer o movimento de novo dentro do segmento das pessoas com deficiência E aí dentro do serviço social dentro dos profissionais de de serviço social a gente precisa ir de contra o Capacismo a gente tem essa necessidade e esse compromisso e precisa agir com seriedade com relação a isso todo o conjunto CEFET cress e tudo que que tá ligado ao conjunto todo o nosso coletivo a
gente precisa levantar essa bandeira erguer essa bandeira e lutar por ela junto conosco né pessoas com deficiência precisamos abandonar esse modelo Clínico que vê a pessoa com deficiência pela falha e pela falta e ver que nós somos seres humanos e que essa é a nossa Condição e precisamos avançar no âmbito da educação também da informação para as famílias para que essas pessoas saibam como lidar com as pessoas com deficiência para que tem uma vida mais confortável e tem acesso aos seus direitos e aqui nos refez a gente tem um GT né a gente tem um
grupo de trabalho que começou se iniciou no ano passado e aí a gente vem avançando com relação a pesquisa estudos debates organizando Estratégias para avançar No que diz respeito a esse debate bom eu acredito que Márcio agora consiga substituir Carlos Então tudo bem Estou me ouvindo Então vamos dar continuidade Sim esse grupo de trabalho esse GT é do cefeis a japa já tem publicações e resoluções 992 o número da resolução deste presenteando Essa resolução fala sobre o quê sobre a proibição de alguns assistentes sociais a respeito da discriminação contra a pessoa com deficiência essa proibição
né que faz com que o serviço social também ficam nisso ao ver esses profissionais também fazendo essa essa prática do preconceito né então a gente é uma questão de proibição mesmo e quero que vocês entendam sobre essas discriminações com a pessoa Com deficiência e essa não entendo apenas no termo da palavra mas são atitudes são questões também de não aceitação mas também de acessibilidade para essas pessoas é a questão do respeito para com a pessoa com deficiência então a gente não tolera é esse tipo de comportamento então na leitura desses trabalhos esses grupos de trabalho
então preza sobre Isso essa resolução 992 é um complemento sobre o código de ética da profissão precisamos respeitar as pessoas usuárias né os usuários de serviço social que também com deficiência nós temos um grupo de pessoas com serviço social com pessoas mais ou menos com 40 pessoas que discutem acerca da temática Este grupo sobre o cefeis nós vamos dar continuidade né Sabemos que tem limitações principalmente financeiras sanitária burocrática mas o principal é que a gente possa trabalhar com os profissionais e os profissionais de serviço social também sem deficiência também possam trabalhar de mãos dadas né
apoiando que possam ser Aliados mesmo sendo pessoas sem deficiência sabendo qual é o reconhecimento do papel Do assistente social em todos os hábitos da profissão nós precisamos lutar contra o essa questão do anti capacitismo precisamos nos esforçarmos para pesquisar para discutir sobre o assunto participar de movimentos sociais principalmente da pessoa com deficiência entender um pouco sobre a realidade das pessoas da nossa realidade podemos participar do palestras de publicações de livros e a gente pode Estar junto também com as pessoas com deficiência às vezes não é somente porque não temos um amigo com deficiência e a
gente percebe o que é que tem só essas pessoas que podem fazer publicações E participar de movimentos não a gente tem que ter muitas vezes a gente percebe que estamos sozinhos só nós que usamos o serviço precisamos estar Aliados juntos E para finalizar também vai trazer uma uma mensagem agora uma palestra e depois é poder mais um pouco espero que vocês possam ter refletido um pouco sobre essa essa prática infelizmente ontem a gente não teve por problemas técnicos a gente é um problemas realmente de cunho de não ter acessibilidade e não podemos ver mas obrigado
pela atenção de hoje Pela mesa composta hoje da temática vai ser a participação agora da outra professora para fazer a palestra Obrigado Mariana para sua exposição eu agradeço também aos intérpretes né foi uma exposição bastante valiosa entendeu Eu até vou me colocar na hora das inscrições aí para fazer alguns reflexões junto com você e queria agradecer Mariana e chamar a professora Erlene agora para dar Contribuição dela também nos 40 minutos e aí pedi também para todos os participantes já já estamos acompanhando algumas manifestações no chat mas que coloque no chat suas reflexões né perguntas dúvidas
questões para a gente poder já fazer essa filtragem para passar para as palestras tá bom suellenia todas todos um prazer né tá aqui uma honra dividir essa mesa com Mariana já aprendi a mais Aqui com as considerações dela vou começar aqui com a minha autodescrição eu sou a Helena né Sobral professora aqui do curso da UECE no momento logo estou com batom vermelho e uma blusa anti colorida eu como vou acompanhar o documento aqui né de um roteiro né para me posicionar melhor com vocês eu vou acompanhar né as questões aí se caso Ocorra algum
problema na transmissão peço que os colegas avisem no grupo do WhatsApp né que de vez em quando eu vou dar uma olhadinha para ver se tem algum problema porque eu vou acompanhar aqui no meu computador um roteiro para facilitar algumas reflexões aí adensando né complementando também coisas e elementos que Mariana já tocou tão bem né Principalmente nos pontos centrais feito ao Nosso a nossa posição né como assistente social diante da luta Anti capacitista Então vou aqui a primeira questão né eu vou tentar trabalhar com vocês essa experiência o segundo momento trazer alguns aspectos é conceituais
históricos maternidade recebido a organização que tá falhando mas a minha internet aqui tá tranquila não sei se tá travando ainda para vocês eu gostaria de receber aqui uma resposta No chat privado se melhorou gostaria de saber se melhorou a transmissão não sei se Márcio tá pedindo tá melhor agora né então vou continuar qualquer coisa agradeça aí a organização para dar pronto então eu tava comentando né de um livro de referência e recomendei o texto do livro da Maternidade e como que a família Trabalhou essa experiência vou continuar aqui Também fala Tentarei falar um pouco devagar
essa experiência pessoal né o trabalho monográfico da Luna que as pessoas passam de 66 pessoas das condições né de vulnerabilidade das pessoas né e a própria as condições de habitação e coloca alguns dados 66 pessoas fica acelerado professora Em algum momento não sei porque agora não está Mais você da leitura do computador que tá interferindo tranquilo Márcio pode somente né trabalhar aí os dados apresentados de vulnerabilidade nesse momento quando a senhora fala Fica tranquilo quando a senhora volta não sei qual é o que tá dando interferência sua voz fica acelerada e mecanizada é isso que
tá acontecendo Então eu vou tentar vou tentar eu vou continuar aqui qualquer coisa eu tento novamente né trabalhar aqui eu vou tentar aqui continuar né acompanhar diretamente o documento E aí a gente só de vez em quando que eu vou dar uma olhadinha lá no documento para ter a referência Ok bom então além desses elementos né que apontam as expressões ali do que significa né a Possibilidade de acessar nessas políticas portanto aquilo que Mariana bem desenvolveu a luta anti capacity uma luta aliada né a luta anti capitalista porque muitos elementos do capacitismo estão assentar Nas
condições obvias de vida de grande parte das famílias e para Além disso tem um elemento que é muito importante a gente tratar em qualquer questão específica a sociedade burguesa a despeito dos do ponto de vista dos direitos sociais e Humanos tenta universalizar um padrão né de ser humano do ponto de vista social econômico político usando um elemento importante para esse feito é distorizado a vida social e criar um padrão Universal do homem branco burguês né Europeu é como referência de humanidade que pode ser amada né referenciada como o ser humano Universal Então esse padrão é
um padrão que certamente interfere diretamente na dimensão do capacitismo Né que esse como tem Mariana colocou ele não tem uma de nós ideológica ele é uma expressão ideológica né da forma como a humanidade seres humanos valorizados na sociedade do Capital né A maioria de todos estamos no contexto de pertencimento a uma valorização mercantilizada é das nossas vidas independentemente né da nossa condição social e natural é que é então tudo que valorizado na sociedade capitalista passa pela admissão né da posse do Individualismo possessivo dos elementos que compõem caracterizam a base ideológica Liberal do sistema capitalista né
e ao desertorizar ao tentar naturalizar esse padrão e dar esse padrão almoço né Quanto mais aí para a gente afirmar o capacitismo como elemento que tá ali no cotidiano né na cotididade da realidade da população então esses dados né que eu acabei de mencionar que falam né das dificuldades de famílias é em situação De risco né no acesso tornam o processo dramático então ponto de vista das com deficiência pelo contrário Mas da forma social e esse é o modelo de análise social que o serviço social deve vem construindo né sua adesão deve analisar e se
a gente observar toda a experiência do processo de reconceituação no serviço social ele tem como base essa leitura desnaturalizada da vida social e a leitura que coloca como elemento central Da vida social a condição social a classe social os elementos da gênero né território como as comunidades vivenciam essas experiências sociais e concretas Então nesse sentido é muito importante a gente reforçar o nosso legalizado e veja legado histórico e tal é um legado histórico que afirma humana mesmo até mesmo naquilo que a gente trabalha com essa dimensão do serviço social tradicional mas também o serviço social
reconceituado traz um legado Importantíssimo do ponto de vista da crise social né vai haver instituição né no máximo agora Então eu aguardo a luz entrou grata Carlos e Márcio vamos lá então o ponto de vista o serviço social nós acumulamos né acumulamos né importantes para para trabalhar né com ao enfrentamento ali dos preconceitos dos preconceito social e no serviço social né particularmente a partir da própria Inserção de pessoas com deficiência a partir de da participação de pessoas incluindo ali também professores que sempre trouxe aspectos importantes ali na nos encontros do conjunto cpfress A gente vê
o acumulando né elementos importantíssimos que a gente pode né trabalhar como referências como elementos de pontos de referência para a gente estar junto na luta anti capacitista né é uma luta diária como é bem Colocou Mariana fazer alguns dados Espero que não corte mas eu preciso fazer né essa referência que alguns dados para a gente lembrar né do ponto de vista social é o que é essa questão da luta capacitista outro elemento antes de apresentar os dados que eu acho que é interessante colocar é que a sociedade burguesa na sua contradição vive hoje particularmente um
ambiente social cultural né própria ali do capitalismo Tardio que também aponta as suas contradições né e dentre essas contradições uma também Mariana retratou né Muito bem é a referência a diferença como um elemento é fundamental da heterogeneidade humana da condição humana e essa eu costumo até dizer né que o meu filho nasceu no momento histórico e a história da deficiência em que todo legado da luta do movimento político né na história favoreceu para que ele Viva né de forma mais efetiva a vida social porque a diferença Deixa de ser proibida deixa de seguir Deixa de
ser Expressa em guetos em manicômios em institucionalizações de escolas restritas né portanto esse processo de ilusão ele tá dentro desse estudo de um ambiente cultural social que a gente sabe que é contraditório né por todos os elementos e relativismos que ela apronta aponta constitui mas também por um Contexto em que esse debate toma corpo na vida social e traz o elemento da diferença como um elemento que deve ser como elemento ontológico como elemento que tá na vida social né a independentemente das pelas translações né Outra alagamento importante né quando a gente trata das questões de
inclusão e essa mesa né tem na sua menta também uma preocupação com debate da exceção no mercado de trabalho daqui a pouco se possível eu passarei Alguns dados revela aquilo que também Mariana trouxe que é os aspectos de precarização do Mundo do Trabalho um processo que tá ligado a restauração do capitalismo nos últimos desenhos né E que incorpora um ataque visceral as condições de trabalho prejudicando evidentemente toda classe trabalhadora e dificultando ainda mais as possibilidades de acesso ainda que o discurso seja da inclusão a gente sabe muito das Dificuldades né das Barreiras atitudinais né físicas
que estão presentes na realidade das empresas tem um documento também que eu considero importante é que recupera que toda toda as conquistas né que as pessoas com deficiência conquistar que a humanidade conquistou e particularmente no Brasil revela o esforço político de movimentos específicos mas movimentos que foram Construindo também uma união em torno da luta anticapitalista é muito interessante ver como do modelo Clínico para o modelo social houve uma atenção é muito particular do próprio movimento né revelar as mudanças sociais elas são muito premidas pela lógica da organização coletiva e social e ainda que seja né
muitas vezes determinada inicialmente por movimentos mais específicos ela vai construindo ali uma unidade de Enfrentamento muito importante do ponto de vista da luta anti capacitista eu vou tentar né novamente voltar que é o documento mas se prejudicado peço que avisem aqui na conversa do chat privado década de 70 né porque quando você os processos Tá ok para você travando novamente né tá então vou ficar devendo alguns dados né mas Eu posso passar para organizar sua interessante alguns aspectos né que estão presentes né que eu gostaria de fazer a leitura isso o Márcio avisou aqui que
quando abre trava e fica bem acelerando vou trazer ficar devendo ou repassar né público esses dados que eu acho interessante para a gente trabalhar de alguma forma entendendo né como um fenômeno social a ser enfrentado no mundo do trabalho na Escola né todos os processos de inclusão de metados nessa perspectiva de uma unidade que reconheça na estrutura do capitalismo uma tentativa e uma valorização das pessoas pela o padrão de produtividade típico e necessário para reprodução do próprio capitalismo e para além desses elementos universais reconhecer é que a luta política né apresentada historicamente desenvolvido historicamente pelos
próprios sujeitos né pessoas com Deficiência é que garante o avanço e diga-se de passagem né intencionamento né com o governo atual em vários momentos né a gente teve situações que se sinalizou por exemplo a possibilidade dos autistas a possibilidade de retirar pessoas com deficiência da escola regular né por tanto você tem situações também específica avançar um pouquinho eu vou trazer alguns aspectos do serviço social né para o serviço social uma das coisas do Legado da reconceituação que tem como referência numa das autoras né a Yolanda guerra própria professora marido e amamoto ambas recuperam algo que
não atendimento é fundamental senso de avanço a crítica social que supere os elementos puramente singulares daquela situação obviamente que em qualquer atendimento a dimensão do reconhecimento da tua humana a sua singularidade é o elemento fundamental né de acolhimento de Referência na situação específica Entretanto é muito importante que a gente reconheça em cada sujeito atende o sujeito social que tem classe que tem raça que tem todo uma condição social histórica que precisa reconhecida e trabalhada não só do ponto de vista da forma como a gente realiza o acolhimento mas também das escolhas encaminhamento é um aspecto
tórico é um aspecto recorrente é dessa leitura e aí Nesse sentido superar aquilo que ainda né talvez não se reitere no cotidiano tratar Esta falta como uma pauta social né um fenômeno social do ponto de vista da luta de capacitista é fundamental para a gente não cair em algo que é reiterativo no serviço social que é essa dimensão e trabalhar muito mais com uma perspectiva moral né Muito mais no sentido de uma aceitação de uma tolerância e o contrário né reconhecer a condição humana heterogênea diferente e Superar né Qualquer mecanismo Né desde simples atendimento a
forma como a gente realiza o estudo social a forma como a gente negociações as possibilidades de acessibilidade e permanência seja na escola seja nos diferentes espaços públicos e algo que é importantíssimo que aí aprendendo a linguagem né mais avançada que é uma das referências culturais importantes para reiterar para superar né Principalmente No nosso caso a tentar Ativa é de superar né Essa visão mais moralizante isso é recorrente em tudo na forma até como historicamente a questão social foi trabalhada né a gente ainda tem por exemplo em nossas pesquisas a gente tem visto isso as pesquisas
aqui no Ceará sobre instrumentalidade do trabalho do assistente social que a gente ainda tem entrevista que se chama entrevista de ajuda Por Exemplo né esse é só um exemplo a forma como a gente faz Referência determinados termos né do ponto de vista de usar invasão e não ocupação de alguns termos racistas conjunto e um ambiente cultural social que nos favorece em termos de informação em termos de enfrentamento para gente trabalhar numa perspectiva de acessibilidade então entra em questão do ponto de vista do nosso trabalho pensar junto como movimento social né as possibilidades o coletivo e
é muito bacana já no Serviço social a gente tem pessoas com deficiência que estão se organizando também né como as Ciências Sociais que enfrentam que trazem o debate para a gente aprender com né Para a gente avançar nessa falta e certamente essa mesa é uma conquista histórica e ela certamente vai avançar Ainda mais nessa possibilidade atualmente estamos realizando uma pesquisa junto aos movimentos sociais aqui no Ceará a gente já acessou movimento de mulheres Movimento no MST e a gente já aprendeu vários aspectos que na minha avaliação servem para todas as questões de lutas né sociais
a medida que um dos grandes desafios da nossa profissão é avançar também no atendimento mais organizado em diálogo com movimento social organizado quando a gente tem contato com MST e com o movimento de mulheres a gente já percebeu por exemplo quanto eles são organizados em termos de preparação né de Formação militante de Análise de conjuntura é sobre a realidade eles têm formas de organizar as ideias Conchas ali no movimento da ideia de pertencimento do indivíduo a uma coletividade a história pessoal é transversalizando ali com a história coletiva e é essa Constituição e a possibilidade de
você né trabalhar ali com atitudes que né reconheçam Essa essa transversalidade ao mesmo tempo Constitui um sujeito a ideia e a condição de pertencimento e é óbvio que alguém pode dizer assim sim essa é uma formação militante se difere de uma formação profissional Correto isso a gente inclusive já superou na profissão ocorre que aspectos de saberes pedagógicos que estão nos movimentos que só a luta e a teorização coletivizada conseguem dizer para gente então penso que uma das formas da gente avançar na Pauta isso de alguma forma né o conjunto se você fez já vem realizando
é a gente fazer esse diálogo mais próximo né ao movimento das pessoas com deficiência que é a garantia da gente acessar reto do ponto de vista da linguagem até porque o próprio movimento foi superando né foi tem acúmulos é importantíssimos para esses debates dentro do conjunto heterogêneo da sua organização está mais perto portanto é uma necessidade real e Concreta que a gente tem que avançar ali no cotidiano a mediação do conjunto CTS né da própria beps do ponto de vista da formação o avanço que tem ocorrido ali nas unidades de Formação a partir dos debates
eles são também dos Estudantes irem acessando já na formação e eles se organizando é certamente o caminho então no contato cotidiano que a gente tem tido com essa população né organizada ativamente ali na nossa Pesquisa realizada no serviço da UECE tem nos apontado saberes um prescindíveis eu diria para gente é no cotidiano com todos os desafios típicos do mundo do trabalho da reestruturação produtiva que tá posta ali como elemento de restauração do sistema capitalista que podem fazer a gente avançar nós como assistente sociais pertencentes aos que vivem da venda da força de trabalho sofremos todos
os Reveses da condição da criador Mas isso também pode nos aproximar né dessa dessas referências porque no nosso lugar e também Ali no lugar do usuário né com todas as suas composições sociais e naturais toda a sua condição humana e social esse aprendizado é uma aprendizado né um ano Mas é uma aprendizado também operacional né a gente aprendeu que nós temos que né dentro da nossa formação generalista que É típica das unidades de formação e avançando também nas particularidades que compõem é cada setor que tá na luta ali anticapitalista né se a gente tem um
projeto ético político que tá Expresso com uma unidade né que não é só mas tá Expresso como unidade que é uma sociedade realmente conseguir trabalhar aqui né eu gostaria vou conseguir trabalhar aqui como eu Gostaria né a partir das do eu posso deixar disponível né o documento por último né só para a gente demarcando os documentos que eu dispõem aqui tratam da luta histórica do movimento de pessoas com deficiência é incrível gente toda essa trajetória É incrível como a mudança do modelo Clínico para o social tem a ver com essa história né tanto é resultante
dessa luta anti capacitista histórica e eu também um pouco de dados que são interessantes Para a gente pensar tá a inserção ali no mercado de trabalho e a nossa o debate aqui é muito para reconhecer né que para além das condições que caracterizam né todas todos os setores né Toda heterogeneidade de condições e de expressões da classe trabalhadora esse elemento né da deficiência é um elemento que enfrenta diretamente aquilo que é fundamental e o eixo central do capitalismo que é o lucro Acima das pessoas né esse essa Luta anti capacitista ela necessariamente tá aliada e
pelo menos assim a orientação que a gente considera que ela deve estar assim ali ela questiona os padrões né estéticos humanos sociais da sociedade burguesa portanto é extremamente não só revolucionar as trans também né no sentido de repensar e tratar de forma né correta né do ponto de vista inclusive é social essa temática e é o enfrentamento direto E como todas as faltas que enfrentam né os padrões burgueses Essa não é uma pauta fácil de se concretizar porque se a gente pensa o trabalho O trabalho ou a forma de produção da sociedade como um elemento
que unifica todos todas as situações sociais o campo da reprodução é também o campo né articulado absolutamente com o mundo do trabalho e que Portanto tem padrões do que é uma família tem padrões do que é um ser humano né Que Deve ser reconhecido né amado e socialmente respeitado não fácil como todas as lutas que o serviço social também é aliado né a nossa prática e aliada e é interessante existir também né queria reforçar isso é um grupo de assistente sociais a substituindo intérprete tá aguardo então pronto obrigada Márcio vamos aqui retornar a gente já
tá no processo de finalização né com alguns aspectos como Eu disse eu posso disponibilizar alguns dados né que tá ali no documento que eu gostaria de ter expresso aqui mas não não vou conseguir nesse momento Mas deixo disponível para o próprio cbas para a própria organização então como eu já vinha falando todas as lutas em que o serviço social é aliado é parte é muito importante também nesse momento reconhecer que dentro da do serviço social que temos as Ciências Sociais também se organizando e também são Pessoas com deficiência que estão reconhecendo a importância da organização
e esse é um tema central também para gente trabalhar inclusive do ponto de vista da negociações de trabalho já tão tensas em toda e qualquer instituição porque afinal estamos na condição de uma sociedade capitalista que precisa né subtrair né E ao mesmo tempo sugar o trabalhador trabalhar Trabalhador de toda formas Tencionar isso no mundo do trabalho é também né extremamente difícil passando a ideia da dificuldade conhecimento da diferença até os elementos mais práticos né operacionais da Necessidade né real de inclusão por último eu queria trazer o elemento da alienação né é muito interessante quando por
exemplo [Música] de referência ali do campo marxista recupera a ideia de alienação na Sociedade capital a partir dos manuscritos econômicos do mar ele compreende né esse processo não só como processo econômico reconhecem Max uma leitura que evidencia que alienação é exatamente o não reconhecimento humano de que o ser humano é o alto mediador da sua história tem uma tem uma particularidade no movimento né da pessoa com deficiência que a ideia do nada de nós nós sem nós né Essa Mesa é uma Referência ali né uma tentar com uma busca né de alimentar essa ideia né
as pessoas com deficiências não precisam né que a gente fale por elas pelo contrário é isso seria essa dimensão mais capacitista é essa dinâmica de reconhecer esse Sujeito como sujeito Auto mediador da sua história como um sujeito que faz a história que é enfrentamento procede alienação se nós temos diversas mistificações na sociedade burguesa que Colocam nossas vidas no campo do misticismo do destino da tragédia né de que não faz relação com as condições sociais concretas é porque essa sociedade precisa alienar né socialmente para manter o que aí está É nesse sentido né o reconhecimento da
diferença é um enfrentamento a esse debate Tá certo queria que concluir dizendo alegria novamente de compartilhar essa mesa com a Mariana com que já aprendi bastante né passo e espero que no debate A gente possa trazer muito mais elementos ali de composição do que é esse debate e dizer que o serviço social tem acúmulos importantes do ponto de vista do enfrentamento com o caminho da historicidade com o caminho da contextualização com o caminho de aproximação com o movimento social organizado nada disso é novidade depois do serviço social reconceituado mas a dinâmica própria do mundo do
Trabalho que tem a característica de uma cotidianidade onde Na verdade em geral a gente reitera Repete aquilo que é mais familiar para gente né é importante a pensar parar para planejar parar para pensar o que são os nossos protocolos O que são os nossos materiais operacionais até onde eles estão incluindo até onde tá a nossa condição também institucional de enfrentamento das Barreiras então reitero aqui minha alegria completamente aqui né aberta a gente desenvolver mais elementos é do debate a partir do tema a partir do debate e do que as pessoas Tragam aqui para a gente
a dançar e melhorar e refletir a partir do que às vezes esse plano Tá certo muito grata ao máximo a todos que estão participando Muito obrigado Obrigada erlinha pela pela sua exposição pela sua fala né Eu gostaria de chamar Mariana também aqui para sala que vocês colocassem Mariana com a gente pronto é E aí com as duas palestrantes aqui e eu gostaria de dizer que acompanhei aqui no chat né muita gente falando da importância do tema das dificuldades que nós temos em relação a esse tema e essa dificuldade foi expressa ontem né quando a gente
não conseguiu realizar essa mesa estamos aqui nós hoje Agora de manhã superando essa dificuldade né É muita gente também se colocando de forma solidária a primeira parte da fala de Mariana né muita gente também pedindo para vocês compartilharem os dados com a com a organização do evento para eles disponibilizarem se possível inclusive colocar no site do cefeis né pelo que eu li lá lá nos comentários e tivemos algumas questões eu vou fazer a leitura dessas questões para vocês serem Importante que tanta dellenia como Mariana anotassem organizassem as suas ideias para fazer a reflexão sobre essas
perguntas dos 20 minutos seguintes aí eu proponho a mesma ordem primeiro Mariana posteriormente Armênia ou se vocês quiserem trocar a gente pode também fazer essa troca aqui tá bom algumas perguntas foram colocadas no chat pergunta da Daniela Alves Mariana especificamente para Mariana Mariana Fale mais sobre o modelo Clínico em detrimento ao modelo social da deficiência pergunta de Alana Araújo como se social pode enfrentar o capacitismo e quais as estratégias para isso eu acho que para as duas para as duas palestrantes Fabrícia Fabrícia pergunta de Fabrícia como lidar com os instrumentos do serviço social que seguem
A grande maioria especialmente tradicionais ainda Seguindo uma forma escrita e pouco dialógica com os usuários no Pia Nunes pergunta de no benones como serviço social pode contribuir com a luta anti capacitista e a pergunta de Raquel Soares Erlene Mariana como vocês vivenciaram e como vocês viveram e analisam a luta pelo acesso com prioridade a vacinação para covid-19 para as pessoas com deficiência como foi viver na pele o projeto de morte Essas foram as perguntas que chegaram até a Gente eu também queria colocar uma uma questão né E dialogar um pouco com vocês ontem assim como
Mariana erlânia também compartilhou isso com a gente nós ficamos assim um pouco um pouco triste porque não ficamos um pouco triste porque não ocorreu a mesa né e eu acho que isso afetou assim de uma forma pessoal todas nós que estávamos ali na organização que vocês não não percebem essa organização mas todo uma Organização por trás né ficou todo mundo assim um pouquinho triste e tudo e eu naquela minha vontade que isso acontecesse que isso acontecesse né Eu acho principalmente para Mariana né que eu acho eu acho que falta assim muito diálogo entre a gente
sabe Mariana muita falta de debate mesmo falta debate falta discussão falta momentos como esses aqui né E ontem eu acho que tanto eu como algumas pessoas que estavam esperando a gente queria tanto que isso Acontecesse que ficou essa impressão né que parece que a gente quer que aconteça mesmo sem os instrumentos adequados né e não é isso aí a importância dessa mesa a riqueza dessa mesa que você trouxe que é lenha trouxe é só nos dar certeza que momentos como esses tem que ser reforçados né eu li um comentário aqui a pessoa disse que há
20 anos espera uma mesa como essa né em um dos comentários então eu tava ontem mesmo eu cheguei a pensar Que essa mesa não fosse acontecer né E que bom que ela aconteceu e eu queria que tanto tanto Helena como Mariana né colocasse assim percepções pessoais mesmo né eu tô falando vocês enquanto pessoa de como essas de como essas dificuldades e esses debates podem modificar não só nós enquanto os indivíduos né Não só a mim não são a Mariana não sou herna mas é o conjunto de estratégias de uma profissão toda né Um conjunto de
estratégias do serviço social como todo o conjunto de atuação do serviço social como tudo né eu queria também ouvir essa resposta de vocês tudo bem mas é realmente ela saiu da minha tela Ufa mas nós conseguimos realizar a mesa Graças Que bom Esperamos que as pessoas tenham acompanhado algumas que perderam ontem puderam estar hoje eu não sei se Conseguiram assistir mas nós vamos salvar essa Live aqui certo e vamos publicar lá no YouTube lá no na página do cefeis na verdade isso é uma marca histórica nessa mesa nesse evento é um reconhecimento mesmo sobre uma
pauta de apoio da gestão do cefeis do dessa gestão do CEFET de 2020 a 2023 Essa abertura para o diálogo né esse trabalho acessível Essa visão de organização de estratégia de resoluções é um reconhecimento realmente de fato que nós traçamos nas nossas na nossa pauta eu como profissional do serviço social já há 13 anos né venho trabalhar de nunca tinha participado de uma gestão tão afirmativa quanto a nossa né e com atenção para a Questão da acessibilidade teve em alguns momentos alguma alguns momentos acessíveis alguns poucos movimentos Mas como agora realmente a nossa é uma
grande marca uma grande marca mesmo tivemos algumas dificuldades mas consideramos que foi um Marco histórico na nossa gestão agradeço demais a equipe dessa gestão e algumas perguntas ótimas que eu via a partir do chat né de alguns colegas e alguns que trabalharam comigo que já Estudaram comigo alguns colegas de profissão e observando também alguns professores e muitas pessoas também que eu desconhecia que estão participando pelo Brasil afora né E que aceitaram participar deste evento eu não sei ao total de pessoas que estão inscritas que estão participando Realmente eu não sei mas que estavam aqui assistindo
e fico feliz fico muito feliz pela participação na e pelos elogios dados a nosso Trabalho e algumas perguntas vou tentar resumir primeiro sobre o modelo clínico e o modelo social Vou tentar um pouco fazer essa reflexão né assim como a professora Helena também já falou bem sobre isto eu quero trazer somente um pouco né a professora arlenia ela foi brilhante na sua apresentação Vamos dar um poucos exemplos somente para a gente para que a gente possa refletir um pouco Sobre o acesso da pessoa surda você sabe participa O que é uma comunidade surda mas Assim
ficamos afastados né antes da da idade média até chegarmos no nosso sistema capitalista isso daí é uma questão sabe histórica dos grupos de pessoas surdas principalmente na educação falta de garantia de direitos a informação é não havia é assim a alimentação Para a pessoa existe existe também uma revolução na França a revolução francesa em que existe uma escola pública né E neste momento foi que se deu início aos movimentos de pessoas surdas e isso foi se propagando e outras pessoas foram se formando com diversas especialidades né mas o sistema capitalista não Observava que que usavam
as mãos poderiam trabalhar Então se proibia o uso da língua de sinais E aí as pessoas precisariam ser falantes oralizados então Em 1880 Em 1880 houve um congresso na Itália lá na cidade de Milão que houve a proibição de fato da língua de sinais né e os países que estavam participando desta convenção né adotaram a questão do não uso da língua de sinais O sistema educacional Isso foi traumatizante para as pessoas surdas Porque nas escolas elas só poderiam utilizar a língua oral a sinalização então elas sofriam é muito porque elas eram amarradas eram castigadas elas
sofriam agressões se utilizassem a língua de sinais e por longos anos foi se passando por este modelo Então essa é a metodologia que ficou sendo utilizada por diversos países né A gente sabe que na língua de sinais a gente sabe que tem a língua portuguesa temos a língua portuguesa no Brasil e aqui na e temos a língua de sinais mas assim o surdo que ele que ele possa estar usando implante coclear que não são todos eles sabem um pouco que a tecnologia avançou mas não garante que este implante vai realmente salvar a vida do surdo
ou que vai curar realmente A surdez né Isso não garante o implante não garante isso né nós não temos essa visão nós temos a língua de sinais Então essa sociedade burguesa ela pensa no modelo padrão de sociedade em que o surdo possa ouvir assim como as pessoas em sua maioria mas não é possível ouvir então se vai usar o implante coclear ou você vai usar o aparelho elas vão Estar clinicamente curada eu Mariana eu não sou usuária de aparelho eu sinalizo eu sei ler sei escrever língua portuguesa desde criança eu eu ouvi a língua portuguesa
e eu tive uma perda auditiva ao longo da minha vida e hoje eu sou surda mas a minha língua de conforto nessa palestra é a língua de sinais é a minha língua é a língua que eu utilizo então quando trazem intérpretes que não Sinalizam adequadamente isso me prejudica é preciso realmente para não ser prejudicado trazer intérpretes que possam fazer a tradução de maneira coerente hoje o Márcio e o Carlos foram convidados para trabalhar conosco Os dois estão de maneira confortável fazendo ao uso da língua de sinais para para mim tanto em língua fazendo voz como
e sinalizando e os dois aceitaram trabalhar conosco nessa pauta É uma característica e os dois apresentam para trabalhar nessa temática não é uma questão de uma adaptação de mundo São pessoas que vieram para trabalhar de maneira adequada vamos substituir o cargo então como eu tava dizendo o problema do modelo clínico é que ele quer construir um padrão de ser humano eles pensam que as pessoas com deficiência precisam ser corrigidas e adequadas ao modelo padrão Que o capitalismo impõe Então se utilizam de recursos tecnológicos e tratamentos para poder corrigir essas pessoas Então são tratamentos da área
da fisioterapia tratamentos na área da fonoa Da fonoaudiologia e isso tudo para corrigir para tentar corrigir essas deficiências tentar adaptar a pessoa com deficiência é um padrão que não existe E aí esse é o objetivo conseguir normalizar conseguir integrar a esse mundo no meu caso né Integrar ao mundo ouvir não respeitando as características das pessoas com deficiência E aí eu Mariana como pessoa surda usuária da língua de sinais e também outros surdos que são usuários de língua de sinais são impostos a essa oralização claro que existem outros surdos que preferem a oralização isso vai dar
individual individualidade de cada um mas aí é nós que somos usuários da língua de sinais teríamos que nos submeter a essa Oralização nos submeter a língua portuguesa não é assim isso vai depender da história de cada um da capacidade de cada um da forma que cada um se sente mais confortável dentro do mundo e aí eu tive muitos problemas Muitas dificuldades no decorrer da minha vida e da minha infância porque e não só eu como outros surdos também porque a maioria das famílias e as escolas se adequam ao modelo Clínico E aí acaba causando uma
atraso com relação à Aquisição da linguagem de diversos surdos e aí Alguns indicam a fazer o implante como se isso fosse a cura como se isso resolvesse a situação do surdo por completo como se ele fosse a partir desse momento escutar como ouvinte Mas isso não acontece isso é um mito isso é falso E aí nós todos somos sujeitos visuais nós utilizamos a língua de sinais para nos comunicarmos E aí se a gente não tem acesso a uma língua visual como é que a gente vai se Comunicar se por exemplo nós taparmos a boca de
vocês ouvintes como é que vocês vão falar isso não existe então eu sou usuário de língua de sinais sei o português também sobre língua E aí eu utilizo tanto da legenda quanto do intérprete de libras para ter a minha acessibilidade E aí o modelo Clínico não tá nessa perspectiva tá na Perspectiva da correção da integração do surdo a um sistema um padrão de normalização E aí um exemplo um caso quando vou fazer um Concurso ou um vestibular qualquer coisa desse tipo E aí eu entrego o meu laudo né de surdez porque a gente precisa provar
que é pessoa com deficiência E aí esse laudo tem tem um prazo de validade que geralmente é de um ano e aí eu preciso voltar de novo ao médico para mostrar ele que a minha surdez não sumiu que a minha surdez não passou a gente eu vou viver e vou morrer surda E aí são coisas que a gente precisa refletir né E para pensar em estratégias De como vencer Essas barreiras E aí o serviço social a gente tem que estar nessa luta ajudar contra o ajudar na luta anti capacitista e conhecer ter mais conhecimento estudar
e pesquisar sobre esses elementos para que a gente possa entender umas clareza o universo da pessoa com deficiência é igual a professora erlania explicou aqui antes né sobre os termos e sobre o letramento o letramento da das pessoas com com Deficiência na verdade no que diz respeito às pessoas com deficiência os termos que a gente deve usar os termos que a gente deve se adequar para não cair no capacitismo no preconceito racial ou algo desse tipo E aí a gente precisa se utilizar desses instrumentos para a gente conseguir se aproximar dessas pessoas com deficiência respeitando
a sua condição sabe já é o momento da gente se esforçar e se adaptar a esse mundo e saber se Aproximar dessas pessoas utilizando até mesmo os termos corretos essa semana eu tava conversando com uma colega um profissional de assistente social que é do creche Pernambuco e ela tava com dúvida sobre como seria esse contato com a pessoa surda essa aproximação porque parece que é enquanto a assistente social ela não sabe libras né necessita da presença do intérprete para fazer esse atendimento com a pessoa surda e dela tava preocupada com a quebra do Sigilo né
porque haveria uma terceira pessoa haveria a presença do intérprete E aí o a gente fica mandou um e-mail para mim para a gente tentar organizar E aí eu respondi orientei a expliquei que ó se a gente não sabe libras precisa da presença de intérprete é necessária é fundamental que se tenha E aí é uma adaptação de acessibilidade E aí se você não aceita ou não confia na presença do intérprete você tá agindo de forma Capacitista com a pessoa surda Essa é a verdade e aí você precisa entender que isso não configura quebra desse gelo porque
o intérprete ele é um profissional o intérprete Ele estudou Ele se formou ele é um profissional de verdade então não é qualquer pessoa que sabe libras ou sabe o básico da língua de sinais que vai exercer Esse trabalho é preciso que seja um profissional competente com formação e que tenha ética e aí a partir do momento que ele Tem essa ética isso esse trabalho não vai configurar a quebra de sigilo E aí agora a gente já vem debatendo né sobre essa necessidade da gente criar cometeisistas que isso dentro de cada crédito dentro de cada estado
a gente precisa muito desse avanço E aí chamar colegas pessoas com deficiência Mães de filhos com deficiência chamar essas pessoas para debater para pensar em estratégias para se articular para a Gente avançar nessa falta E aí a última pergunta foi sobre a vacinação né no período da pandemia gente essa pergunta é excelente porque assim Foi algo impactante até hoje a gente enfrenta essa essas dificuldades e aí a gente Tomou a primeira segunda terceira mas a quarta dose de reforço ainda não não conseguimos nas três primeiras tivemos prioridades mas prioridade mas Agora a gente tá na
luta para tomar essa quarta dose de reforço mas não há uma organização no processo de distribuição da vacina porque vocês sabem que é um projeto de morte mesmo desse desgoverno então o movimento das pessoas com deficiência vem lutando vem pedindo é querendo essas vacinas Mas aí o que acontece é que esses estados conseguiram antes e por exemplo Pernambuco vem tentando vem vem se articulando com o governo do estado e aí houve uma Liberação mas o governo federal não não está apoiando não está ajudando nessa nessa questão da prioridade das pessoas com deficiência então até a
terceira dose tá tudo OK mas a quarta a gente não conseguiu existe algumas outras prioridades que Já conseguiram né que são as pessoas idosas as pessoas acima de 40 anos mas eu por exemplo eu tenho 34 anos e aí não consegui ainda a quarta dose E aí mais ou menos em junho no mês de junho eu Peguei o convite Claro foi leve sintomas leves mas eu peguei covid já tava com as três doses mas a quarta dose de reforço ainda não consegui E aí a gente pensa ah surto é são saudáveis é um surdo jovem
sim mas e aí a gente tem outras Barreiras né Barreiras comunicacionais a gente enfrentou Barreiras com relação às máscaras que a gente não conseguia fazer a leitura labial das pessoas em ambientes de saúde Então é muito complicado para a gente também por isso a gente necessita da prioridade E aí no começo da pandemia em 2020 Nossa foi um sufoco tremendo eu tinha um medo real eu tive crise de pânico E aí eu não conseguia sair de casa com medo de contrair né covid-19 porque se eu contraísse e fosse internada imagina como eu ia me comunicar
com a equipe médica como eu ia me comunicar com esse enfermeiros nem ninguém sabe libras não há presença de Intérprete nesses ambientes de saúde e aí eu ia me internar sozinha porque eu ia ter que estar na UTI sozinha e aí como é que eu ia me comunicar muito complicado então tinha Pânico eu tinha medo de morrer real E aí não só eu né como a maioria dos surdos enfrentaram esse meio desse Pânico E aí são a questão muito séria Muito séria não não há uma organização sistematização no Brasil para aplicação dessas vacinas alguns estados
liberaram E outros não alguns prefeituras tem esse oferece esse serviço e outras não como é que pode não há uma padronização no Brasil e aí a prioridade das pessoas com deficiência parece que as pessoas pensam como um privilégio mas não é um privilégio é um direito E aí a gente tá esses anos todos de pandemia sofrendo Essas barreiras e sem conseguir a quantidade de vacina que temos direito e aí isso é muito complicado mas eu queria agradecer a Atenção de todos e todas agradecer as mensagens de carinho das minhas colegas ontem Realmente foi um dia
muito triste muito angustiante um dia de choro mas aí eu consegui tá firme aqui porque eu sabia que vocês estariam me apoiando porque eu sabia que eu não tava sozinho eu sabia que eu estava dentro de um coletivo e aí é mais fácil enfrentar essa luta E aí agradecer também a professora erlânia pelo por todo o apoio pela fala Maravilhosa agradecer a toda a mesa né toda a equipe de organização ao cefeis e a todo o conjunto Agradeço também por essa abertura né Para a gente poder debater esse tema Isso realmente é um Marco histórico
dentro do nosso conjunto porque as pessoas com deficiência precisam estar inclusas nesse nesses assuntos não só pensando com deficiência como outras minorias lgbts indígenas todos nós juntas e debatendo esses temas porque só assim a gente vai conseguir Avançar E aí nós profissionais precisamos estar juntos à população com deficiência no dia a dia a gente precisa estar integrado a gente não vai salvar o mundo Claro mas a gente tem um papel muito importante isso de transformação social mesmo e esse é o nosso papel né o nosso papel como assistente social ou capacitismo o capacitismo não nos
dá a emancipação mas essa emancipação a gente vai conseguir com luta com enfrentamento ao Capacitivo E aí a gente vai conseguir a emancipação humana que é tão necessária a gente precisa abolir o capacismo da sociedade e é isso gente muito obrigada E agora eu convido a erlania para complementar alguma Fala caso seja necessário perfeito Mariana Obrigada viu Erlene pronto André eu posso começar Pode pode sim então quero primeiro né reiterar ali assim conta importante aqui da Mariana Porque eu acho que a presença dela e as particularidades que ela expressa né do cotidiano ali da pessoa
com deficiência para mim já responde muitas questões que apareceram aqui no debate né Principalmente essa necessidade de aproximação com o movimento social organizado É lógico que Mariana fala qualificada de da área mas é sobretudo alguém que vive né no cotidiano as expressões é dessa realidade do capacitismo Então Essa mesa se torna assim né uma referência da Mariana eu queria falar e não ter direito mas essa questão do modelo clínico e social mas falar também um pouco da experiência como mãe de pessoa com deficiência e é interessante que apesar desse efeito das conquistas né que a
gente tem até agora de transitar né de modelo que trata né de uma particularidade individual isolada e com Perspectiva de higienizar e transita ali uma leitura né um modelo que é o reconhecimento de que nenhuma individualidade tá fora do tempo histórico da sociedade e da forma como a sociedade recepciona também essa individualidade e no meu caso aí você com a escola né filho que é autista e é pessoa com deficiência intelectual a despeito de ter né uma ambiência bacana a escola que ele vivenciou tem também muitas Barreiras do ponto de vista do enfrentamento do próprio
mercado auditorial né os padrões que vem material didático em sua maioria de empresariado é alheio muitas vezes as condições sociais históricas da população em particular as pessoas com deficiência Então é por exemplo né a ocupação desse espaço público que a escola é uma luta diária em que de vez em quando a gente precisa agir diretamente como família né Para lembrar da existência na sala de aula de pessoa com deficiência e muitos professores sem preparo sem condições institucionais de preparo para estar na escola para relacionar as misturas e além de tudo o material didático que é
absolutamente alheio as diferenças e padroniza historicamente a admissão do conteúdo né do excessivo conteúdo e da pouca reflexão crítica Então esse é um elemento que a gente Enfrentou e enfrenta e que diariamente precisa fazer esse diálogo com a escola como se fosse uma novidade né como se fosse E é né de fato são ela de forma recente mas ao mesmo tempo encontra uma escola que tenta integrar mas não inclui né do ponto de vista do aprendizado né Então muitos desafios outra ela é meio que eu Observe também ou seja que eu quero dizer o modelo
de visualizando ainda permanece e uma um exemplo disso aqui hoje há uma Expressiva para patologização da diferença muitas escolas eu digo isso fundar nada no depoimento de muitas mães muitas escolas exigem um Aldo e exigem uma medicação para criança ficar quieta por exemplo né e nenhum momento você analisa o fenômeno social da hiperatividade por exemplo dentro de um contexto em que as crianças estão mas presas ou restritas em suavidade de poder interagir socialmente livremente né aquelas Estruturas pela arquitetura das casas da realidade da população Enfim então eu lembro de quando eu tive a experiência de
estar nos refez e acompanhar o Conselho Federal de um evento em que eles Falavam do uso excessivo da ritalina né como uma forma do TDH ali o transtorno e atenção para controlar as crianças em sala de aula então faça esse modelo Clínico de alguma forma passa pelo controle e disciplinamento dos corpos Que não problematiza as estruturas que não problematiza as instituições e o problema sempre é da individualidade e no máximo da família que tem papel médico para controlar é esse processo de corpo disciplinar do padrão E aí muitos desafios para esse processo de escolarização da
pessoa com deficiência me parece que ainda muito a caminhar tratar desse modelo que aquietar controlar disciplinar os corpos E não pensa a dimensão estrutural embora apesar de todos os avanços a gente tem esse contexto então ainda continua hoje o Caique Sobral tá na no nível médio Hoje ele tá na frequentando uma escola pública Inclusive tem atendimento especializado mas muita dificuldade a gente ter ainda também com o material didático né esse diálogo ali com ele que é uma pessoa com deficiência intelectual né vai substituir o intérprete agora e vou Aguardar carro lá então então queria tocar
nesse ponto da patologiarização que me parece talvez não sei se Mariana concorda tem muito a ver com a permanência aí desse modelo Clínico né médico e pouco com esse modelo que repensa as estruturas que dialoga com os limites estruturais postos ali na sociedade e aí eu já vou pular para questão que a gente foi Raquel que colocou do covid-19 né que aí é bom lembrar Primeiro que as pessoas com deficiência já conviveram convivem historicamente como elemento social que praticamente todas as pessoas tiveram que passar na pandemia que é o isolamento né que as dificuldades com
relação aos processos públicos de interação social né E como todo mundo sofre as pessoas com deficiência também com ansiedade elementos que a ansiedade enfrentou em geral então a gente experimentou um Pouco o que é o processo de isolamento e o quanto de consequências social ele tem para a vida das pessoas tanto a interação social e humana ela é fundamental na formação na construção no direito é de uma personalidade que tem várias objetivações concretas ali no cotidiano para se completar né para interagir Enfim no caso do Caique Ele tem muito essa ansiedade pela interação que ele
sofrer um pouco e é isso também que Mariana Colocou parece que o tempo inteiro a gente tem que provar como mãe ou como pessoa com deficiência das necessidades dos direitos né das pessoas com deficiência não foi difícil não foi diferente no contexto ali a pandemia do covid 19 no contexto ali tudo que a gente já trabalhou então acho que é importantíssimo a gente trabalhar esses aspectos o tempo inteiro né Não só Nem eventos mediários essa necessidade de estar não sei se a palavra correta né conscientizar mas trazer para o espaço público o debate é fundamental
da diferença e dá e do repensar as estruturas e o modelo padrão é de ser humano modelo padrão de produtividade modelo padrão né que inclusive se desabou nos últimos tempos com a necessidade né do capital de acelerar os processos de intensificação do Mundo do Trabalho de exploração da Força de trabalho e de mecanismo deliciosos de pagamento da própria condição e semântica do trabalho hoje se fala muito não do Trabalhador mas do corpo né se fala muito até do sócio você vai numa loja aqui em Fortaleza e eles estão chamando trabalhadores explorados de sócios Fale com
um dos nossos sócios Fale com um dos nossos colaboradores né Tem várias expressões da precarização que Mariana já tocou e Aí imaginar que isso né tem a ver pressiona ainda os processos de inclusão até porque o desemprego é estrutural né as condições de acesso ao direito de ser explorado é hoje é muito é hoje um conjunto mais duro muito mais inflexível e condições de trabalho completamente desestruturadas do ponto de vista de uma tentativa igualar o desigual né que é o patrão empregado suas condições históricas são divergentes e Os processos apoiados pelo Estado nos últimos anos
foi de reforma trabalhista para garantir uma suposta igualdade de condições desiguais de vida é social e patrão empregado e portanto né as pessoas com deficiência vão enfrentar também estão enfrentando já enfrentaram essa mesma intensificação desse processo que muito chamam de super exploração que inclusive não respeita os otários de trabalho e aí mediado pelo trabalho morto as tecnologias garante uma Exploração para além do dia a dia do trabalho né E aí acho que a grande questão que mais se reiterou aqui no texto ou no debate Desculpa foi a questão estratégias um assentamento capacitismo acho que Mariana
já tocou né nos elementos centrais para mas é importante a gente tentar e primeiro tem a possibilidade de estar pautando isso no Congresso tão importante como no cbas e todo o acúmulo que o conjunto tem feito a Pepsi tem Feito é nessa tem feito são precisam ser materializado ali no conjunto das instituições e esse é o lugar mais difícil da sociedade é um lugar do mundo do trabalho porque é o lugar onde nós que vendemos nossa força de trabalho precisamos pressionar E no caso do serviço social tensionar não só as nossas condições de trabalho as
condições éticas e técnicas mas tem selecionar a recepção do usuário que a sociedade né é carregado ali do Preconceito social a questão social não é relevante para uma sociedade portuguesa do ponto de vista das políticas sociais né contrário a gente tem visto a experiência histórica concreta seu contrária portanto esse enfrentamento ele não é fácil mas me parece que começar a faltar ali no cotidiano a rever os nossos materiais instrumentais que foi outra pergunta ali até onde esse material tem sido inclusive Até o Real tem trazido a experiência da heterogeneidade humana da diferença até onde o
nosso atendimento garante isso E aí não é algo que do desenho Apenas do assistente social que aliado O que é pessoa com deficiência e quer fazer a luta de capacitista é uma experiência de enfrentamento cotidiano que não Diverge da luta contra o racismo da luta é contra o machismo que não pelo contrário né na linha de frente da luta contra Esse padrão é de verdade que tentam né e funcionalmente instrumental a sociedade burguesa né porque se você civiliza a diferença você diz que a sociedade trata muito bem todo mundo só precisa de E aí é
muito interessante também nesse trabalho é da luta de capacitista a gente não só tratar das possibilidades de superação mas principalmente né até essa palavra é complicada mas principalmente trazer ali para o Cotidiano como que as estruturas As instituições enfrentam esse debate né porque senão a gente recai no debate Liberal que é a base ideológica fundamental da burguesia quer dizer tudo depende de um esforço individual né você dizer isso para uma mãe que pega um ônibus lotado e né com uma pessoa com deficiência é bastante no mínimo cruel né É principalmente não situar as pessoas e
do ponto de vista ambiental a gente não pode ter a desculpa que ser Social não não trabalha com isso da fobia de vários elementos ali que não dá para dizer no contexto atual que a gente não tem material que a gente não tem essa aproximação Então eu penso que pensar os protocolos a ideia do protocolo e sim ali no cotidiano já é uma demanda né instrumental do próprio capital Mas a gente pode na contratação né do que a gente aprendeu sobre as contradições institucionais identificar ali o que qual é o conteúdo histórico Desse protocolos e
humanizar inclusive com a presença do assistente social cada vez mais porque a tendência do mundo do trabalho é criar protocolos a tal ponto que eles precisam da mão humana da face humana e se torna aplicativos como temos ali o aplicativo do INSS em vez atendimento Face a Face orientado dialogado humanizado com assistente social você pode aperfeiçoar tantos protocolos e a eliminar a possibilidade desse contato Isso que na revisão dos protocolos uma das marcas de enfrentamento a dizer a presença o diálogo a visita domiciliar o Face a Face com o usuário ele é fundamental né e
a atenção ali na Instituição para negociar ela precisa permanecer né o tempo inteiro então se há uma tendência de criar protocolos que a gente por dentro vai construindo né O Rever a juventude hoje que é criar protocolos Uma demanda dali privada e público mas a Gente vai criar protocolos que reforcem a mão manda a reforma a condição e a presença e a humanização e o reforço daquilo que a gente chama de modelo social é no trabalho né em geral com as pessoas e particularmente das pessoas com deficiência Qual é o caminho eu não vejo o
outro que não o diálogo como movimento social organizado as pessoas com deficiência é isso é nele que a gente aprende ao escutar por exemplo a realidade de mais sensível né De da experiência uma mãe que passa a vivenciar ali a experiência do seu filho na escola e outros espaços públicos a dureza é desse processo e o reconhecimento que isso não é algo pequeno a gente fala de minorias é algo que expressa esse homem social a ser enfrentado e a medida que a gente aqui no Ceará tem visto essa os saberes pedagógicos políticos dos movimentos sociais
mas a gente tem reforçado a ideia que a Marilda coloca de mão de Realidade brasileira não dá para falar de pessoa com deficiência hoje sem saber como é que esse governo enfrentou e a gente sabe que na verdade retrocedeu né o tentou retroceder muitos casos a uma forma de trazer novamente né e não a universalização debate do de como Universal ao espaço público então o banho de realidade brasileira que a Marilda fala tá lá nos movimentos sociais é assim que ele constrói ele dança que constrói O medo a linguagem né Não só acessível mas uma
linguagem que puxa pelo Politicamente correto ele é fruto não de tentativa de desmoralizar a linguagem histórica ele é fruto e a gente pode perceber isso olha o documento que eu li recomendo que é um documento Simples que ele faz um compilado da história do movimento político das pessoas com deficiência no Brasil da secretaria de direitos e que ele trata Maria Cléber é um dos Compiladores ele retrata toda essa dinâmica toda essa história e me impressiona eu acho que me impressiona todo mundo que tudo que consegue trabalhar como conquista é resultado de muita luta de Muita
contradição nunca foi simples Nunca será simples né tratar de direito porque ao tratar de direito numa sociedade burguesa que cada vez mais é excludente que só sobrevive porque só se mantém porque é excludente é urgente e dinâmico a gente faltar as Questões físicas ao questionamento das estruturas questionamento é da sociedade burguesa bom gente é isso eu quero só agradecer dizer assim daí imenso de imenso aprendizado nesse diálogo com a Mariana nesse diálogo com o debate o quanto a gente pode aprender né nessa nessa nessas esse formato de mesa também correndo atrás olhando a política do
ponto de vista né do que ter avançado do retrocedido Juntasse as fileiras ali das negociações buscar protoco a forma faça uma revisão do que aquilo que a gente já tá acostumado né o planejamento a leitura o parar para pensar é também desafiante nesse novo mundo do trabalho nada que é fácil né eu cair que sobrar que é uma pessoa hoje Ele tem 17 anos e com quem eu tô aprendido muito a densidade alegria da diferença vou dizer uma coisa meio pegas né mas acho que vale nessa relação Materna mãe e filho que é uma música
Ali do Fábio Júnior que eu não sei se ele fez para um amor né vai trocar o interno tá travando pronto o Carlos Agora vai nos acompanhar agradecendo também é uma música que não sei se ele fez diretamente para o amor né mais universal para filha mas ele diz assim na música Eu não posso reclamar de nada se eu tenho você aqui é só olhar da minha cara para ver meu coração sorrir você foi o melhor presente que tão gentilmente a vida me deu agora é só cuidar direito é tudo tão perfeito entre você e
um beijo para o meu Caíque e um beijo para todo mundo que tá também aqui no público assistindo e um beijo especial ali para Mariana e para todos que estão presentes nesse debate muito que linda Helena Mariana tá aqui também pronto É então gente eu queria finalizar essa mesa esse Marco né na história de serviço social agradecendo a Mariana não conhecia a Mariana mas já vi que a Universidade Estadual do Ceará nos liga né porque eu também fui agressa da UECE viu Mariana sou egresso da UECE né Então queria agradecer a você desde ontem né
já admiro um pouco mais você pelos nossos diálogos lá no grupo né pela sua atuação Para essa mesa continuar para a gente esperar para gente esperar para se colocar nessa mesa no lugar da Daiane né Então queria agradecer mesmo e dizer que foi muito importante ele ouvir aqui sabe queria agradecer também a erlênia só minha professora né Hoje a minha amiga foi também da UEFA aqui nesses três nesses três quadrinhos né E muito linda sua homenagem ao Caíque né Conheço Caíque Sou amiga do Caíque e nós temos essa aproximação também que Fica aqui gravado com
a prosperidade essa homenagem que você fez aí queria agradecer também aos intérpretes né tanto da minha pessoa André Alice conta em nome das entidades do cefeis da abebs né Mariana também frisou né que seria importante elogiar essa atuação excelente que vocês fizeram aqui reforçar que vocês estão fazendo essa Mediação linguística as falas foram delas né e de Erlene mas são acessíveis a nós pelo profissionalismo de vocês muito grata tá ao máximo e ao Carlos queria agradecer também da equipe que se Manteve por trás né E ao mesmo tempo à frente desse desse momento a Lilian
Dalva eventos a lesli né que ontem deu todo o apoio suporte a gente agradecer também a Daiane que a Daiane que não pode estar aqui hoje ao Paulo que não pode estar aqui hoje e que Estavam ontem com a gente né Ariane que está aqui hoje com a gente e a todos que construíram esse evento né Principalmente também agradecer não posso esquecer há quase mil pessoas que acessaram esse momento até aqui né que vai ficar gravado e com certeza muitas outras pessoas vão acessar então é com esse sentimento Assim de gratidão que nós encerramos essa
mesa e esperamos os próximos momentos tá bom gente abração