Nós buscamos a Deus porque ele nos buscou. Eu tô fazendo essas coisas não é porque eu quero convencer Deus, mas é porque eu quero me deixar ser convencido por Deus. É impossível Deus se decepcionar comigo, porque só Deus sabe quanto eu sou pecador.
Olá, seja bem-vindo a mais um episódio do nosso FHOP podcast. E hoje nós estamos gravando aqui na nossa conferência 2025 e nós temos um assunto muito importante e um convidado muito importante para essa casa, um amigo da nossa casa. Então se ligue, fique ligado que nós vamos ter uma conversa muito interessante e você que ama a presença de Deus, você que ama a palavra do Senhor, vai ser muito edificado.
E hoje nós temos um convidado especial, amigo da nossa casa, nosso amigo Arlindo Souza, do Ministério Convergência de Campinas e ele está aqui. Arlindo, muito obrigado por você ter aceitado o nosso convite, participar desse momento e com certeza você é um cara experiente, é um cara que ama a presença de Deus, ama a igreja, é plantador de igreja, é pastor de igreja há muito tempo. E nós vamos conversar hoje sobre um assunto importante tanto pra nossa casa e eu tenho certeza que pra casa de vocês também sobre a presença de Deus.
Então, Arlindo, conta um pouco sobre você, quem você é, da onde você veio, um pouco da sua jornada e como a presença de Deus ah está presente na sua, na sua vida, na sua jornada cristã. Sim, sim, cara. Prazer tá aqui com vocês.
Eh, grato a Deus por aquilo que o Senhor tá fazendo aqui em Florianópolis e grato também de poder cooperar de alguma forma com isso, estar junto, ter comunhão, compartilhar a palavra, ver tanta coisa que que o coração tá batendo no mesmo ritmo. Aí sim. E cara, falando um pouco sobre mim, eu sou eu sou do Rio de Janeiro, sou carioca, cresci no bairro do Andaraí, lá no Rio.
E não vendo uma família cristã, evangélica, assim, minha família era bem bem eclética religiosamente, em termos religiosos, era era o pessoal era bem, né, não tinha não tinha muita muita barreira assim, ia ia abraçando que aparecesse. E eu sempre tive uma curiosidade muito grande em relação a, cara, o que que é essa vida? Eu ficava pensando, eu criança ficava assim, cara, que que será que acontece?
Que que tem além disso tudo que que eu tô vendo? E ao mesmo tempo que havia uma grande curiosidade também tinha um certo medo, né? Então tem tem gente que já desde cedo quer ter experiências sobrenaturais e coisas do tipo.
Eu não queria nada disso. Eu eu não queria nem nem as coisas ruim, né, que não queria com certeza ver qualquer demônio ou ou algo do tipo. Acho que ninguém quer viver isso.
Mas eu também não queria ver nem nada de bom. fala e para mim era meio que assim, Deus, ó, se se o senhor puder me comunicar aí de algum jeito, eh, eu tinha eu tinha uma antes de converter, eu tinha uma espiritualidade muito sensacionista, pelo menos era um desejo que que fosse assim. E cara, que que aconteceu com essa curiosidade toda, com os medos que tinha, a incerteza do que que ia acontecer depois?
Eu, por curiosidade, eu lembro de uma conversa que eu tive com com um amigo da escola, a gente voltando da escola e tal e aí entrou nesse assunto da Bíblia e sei lá, com 11, 12, 13 anos, não lembro exatamente. E aí eu lembro que esse amigo que era era alguém que frequentava igreja, que tava sempre que a família dele ia também, ele falou um negócio que me marcou. Ele falou assim: "Ó, se você for ler a Bíblia, você precisa pedir a Deus para que ele te dê revelação.
Cara, eu guardei esse negócio e aí eu fiquei com isso na cabeça. Eu cheguei em casa, aí de madrugada, todo mundo já tinha ido dormir e tal. Peguei, peguei uma Bíblia que tinha lá que ninguém nunca lia, tava lá.
É, ela tava lá e tal. De vez em quando eu tinha curiosidade de alguma coisa, eu ouvia falar de algo, eu pegava, procurava. Aí nesse dia eu peguei e aí eu comecei a fazer isso, comecei a orar pedindo a Deus: "Deus, me dá revelação do da Bíblia que eu eu não entendo".
E comecei a ler assim e confesso que a princípio não parecia que tava fazendo muito efeito essa oração, não. Eu eu tava eu tava lendo, mas continuava sem entender muita coisa. Eu eu lia lá, ó, Abraão, né?
Tá andando com Deus, tem uma aliança com Deus. Daqui a pouco o cara mente. Aí eu ficava: "Ué, pode e pode mentir, não pode?
Como é que é isso? Que história é essa? " É.
E e cara, isso isso se estendeu por muitos anos. é uma parte um tanto quanto inusitada da minha conversão, que é o fato de que eu eh eu li a Bíblia por pelo menos uns 7 anos sozinho, eh sem contato com qualquer eh com com igreja, com qualquer pessoa, tipo evangélica para me orientar, para falar alguma coisa. Eh, e por um lado teve teve algo bom disso daí, porque eu encarei a palavra com muita seriedade dentro daquilo que eu tava lendo.
Mas uma das coisas que isso daí acabou causando foi ao ler a Bíblia, eu fui lendo, fui lendo no Antigo Testamento e tal, eu pulei Levítico, tá? Eu, eu acho que acho que quase todo mundo pula. Eu eu eu concluí que assim, cara, isso daqui isso aqui não faz sentido.
Eu acho que não é para mim não. Aí fui lendo outras coisas. Eh, eu ali, né, um aquele adolescente meio depressivo, eu li Eclesiastes.
Eu falei: "Ó, esse cara aqui não, esse cara aqui, esse cara aqui entende, hein? Esse cara aqui precisa de tratamento, cara". Eh, não, na verdade eu me identifiquei com ele.
Mas o que aconteceu quando eu cheguei no Novo Testamento, que eu li o Sermão do Monte, eu eu tava de alguma forma procurando na Bíblia uma orientação para saber como que eu devo viver para não ir pro inferno. Quando eu li o Sermão do Monte, eu eu concluí assim, ó, é isso aqui, cara. Eu tenho que viver esse negócio, eu tenho que andar assim e tal.
Só que aí eu fui tentar e cadê que eu conseguia viver o sermão do é não conseguia não tinha ideia, mas eh eu comecei a comecei a ver, na verdade a experiência foi aquela experiência que Paulo vai descrever do pecado, eh, por meio da lei se demonstrando mais maligno ainda, que é eu tô vendo ali a orientação da palavra de Deus e o meu coração tá tá querendo ir pro pro rumo oposto. E cara, fiquei nessas crises e tal, aconteceram várias coisas, mas algumas experiências específicas, uma mais do que outras, me levaram a pensar a a ter uma ideia sobre a presença de Deus, que foi, cara, num dia, no meio dessa crise toda, eu tava andando na rua, tinha ido, tinha saído para andar de skate com os amigos e tal, tava andando na rua e, cara, de repente eu ouvi uma voz falando falando comigo. Eh, não tinha ninguém do meu lado, mas eu ouvi uma voz falando para eu entrar em uma determinada rua.
Isso. Eu tava ali na naquela região da Tijuca ali no Rio de Janeiro, eh, perto ali da Praça Afonso Pena, aquela aquela parte ali, o largo da segunda-feira, cara, eu ouvi uma voz falando para eu entrar numa determinada rua e aí eu na hora pensei que talvez era Deus falando comigo. Pensei também que podia ser que eu tava ficando doido, mas eh entrei na tal da rua, fui até o final dela.
Quando eu cheguei no final dela, encontrei com um amigo meu, que era aquele mesmo amigo que tinha falado para eu ler a Bíblia e pedir e pedir revelação. A gente continuava tendo amizade e tal. Eh, e tem até hoje, assim, ele é ele é um um amigo próximo até hoje, cara.
Ele falou, ele veio falar comigo, falou que tinha voltado para Jesus, tava desviado alguns anos. Eh, eu não sabia na hora, mas ele naquele momento que eu tava mais lá para um para um outro lado ali, né, na hora que eu ouvi a voz falando comigo, ele tava perto dali numa reunião de oração da igreja. Nessa reunião de oração, depois ele veio me contar isso, ele pediu oração por mim, falando: "Olha, tem um amigo meu, eu acho que ele tem coração aberto para ouvir o evangelho, queria que a gente orasse por ele.
" Cara, ele orou por mim, Deus falou comigo. Então, por mais que na hora que eu ouvi essa voz e que eu entrei naquela rua, cara, eu não senti nenhum arrepio. Eu não tive, eu não tive nada interiormente, a não ser a experiência de ouvir uma voz de alguém falando comigo como se a pessoa tivesse no meu lado.
Mas isso me deu uma clareza muito grande da realidade da presença de Deus, independente do que eu tô sentindo, de qual que tá sendo o meu estado emocional, eh, e principalmente interagindo com e e reagindo aquilo que a gente faz. Sim. Então assim, mesmo se eu não tô sentindo Deus, Deus tá ouvindo minhas orações.
Amém. Quando ele quando ele falou ali e ele orou junto com o pessoal por mim, ele não falou que teve qualquer experiência eh eh extraordinária e tal. Foi um negócio foi um negócio normal ali, uma reunião de oração do dia a dia da igreja e tal.
E ele chegou, trouxe, falou de um amigo, orou. Então, eh, esse amigo meu hoje é o diretor do CPP lá em Montemor, lá do curso de preparação profética, o Felipe. E, e, cara, muita coisa que foi acontecendo foi me dando essa percepção.
Olha, eh, Deus está presente, Deus está ouvindo as nossas orações e eu posso experimentar a presença dele. Uhum. Mas o fato de eu não experimentar não torna a presença de Deus real.
Sim, né? Isso daí foi foi uma coisa assim bem bem marcante para mim, né? Eu eu eu não queria ter experiência nenhuma, né?
Eu tinha medo de um monte de coisa e na verdade Deus me conduziu a esse lugar, não só com essa, mas com outras experiências também. Sim. Então isso daí me deu essa essa ideia assim, né, cara, a gente precisa a gente precisa de fato crer que Deus está presente.
Sim. E agir em confiança nisso, né? Sim.
Sim. Ah, um tem algumas perguntas aqui e elas podem direcionar a nossa conversa, nós podemos mudar elas também. Ah, hoje em tempos que nós temos muitas informações, cara, né?
informações teológicas, informações de todos os aspectos, informações de inteligência artificial, né? Como cultivar uma teologia que forma afetos e não apenas conceitos, né? Quando nós falamos da presença de Deus, nós precisamos aprender e entender que a presença de Deus ela gera em nós afetos, né?
Os nossos afetos. Quando nós estamos na presença de Deus, como você falou, pode ser que você não tenha um grande sentimento emocional, mas aquilo gerou no seu coração um afeto por Deus, né? E como como nesse nesse nesse momento de muita informação teológica e como que esses afetos podem ser ordenados nos dias de hoje na igreja local?
Sim. Uhum. Cara, uma coisa que eu acho que é um desafio grande pra gente hoje, ainda mais que a gente tá nessa nesse momento, como é sempre comum na história, né?
Você tem transições geracionais, né? Então você tem a galera hoje da geração Z na idade adulta, né? e o pessoal que que é millennial e e gerações passadas tão eh já tão mais velhos e tal, então você tem ali uma uma necessidade de reconhecimento daqueles indivíduos como pessoas que tão nesse no mundo adulto, estão trazendo contribuições pr pra vida, mas a gente tem pessoas mais novas que estão cada vez mais entrando num ambiente que é que caraas são bombardeadas com tudo isso, com com esse tanto de informação e tal.
E uma coisa que eu percebo é algo que tá que a gente tem necessidade para todas as gerações é reflexão. Sim. Então hoje a gente tem um acesso muito fácil à informação, mas essa informação ela não necessariamente tá sendo metabolizada.
Entendi. Verdade. Quando ela tá sendo absorvida.
Então, o que eu penso é, cara, a gente tem que ter mais tempo. Existem práticas que são práticas eh milenares aí de espiritualidade, como solitude, meditação, que são coisas que nos obrigam a diminuir o ritmo. E eu lembro que assim, uma coisa muito presente quando eu era criança era o o tédio, né?
Sim. você você tinha que lidar com tédio, porque ah, porque não tem nada na televisão agora. Ah, porque não tem eh sei lá, os pais não estão deixando fazer determinada atividade.
E aí você tinha que lidar com o fato de que, ó, ou eu vou parar aqui e eu vou pensar ou eu vou ter que criar alguma atividade que vai exigir da minha criatividade mesmo. eu vou ter que eu vou ter que eh eh chegar em alguma coisa que vai me exigir. Cara, hoje cada vez menos a gente tem esse tempo de reflexão.
Por mais que antes era um tempo meio que forçado. Uhum. você não, você ia ficar numa fila, você não, você não tinha opção a não ser, eh, cara, ficar ali com seus pensamentos ou observar o que tinha ao seu redor.
Só que é exatamente nesse ponto que muita coisa vai sendo formada na nossa mente, consolidada e a gente consegue absorver e digerir se a gente não tem isso daí. E, e eu acho que todos nós corremos esse risco constantemente, porque a gente pode ficar constantemente debaixo de estímulo. Eh, ah, toda hora tá vendo um vídeo, tá olhando rede social, tá eh eh mandando mensagem para alguém, tá recebendo mensagem de alguém e aí a gente fica sem esse espaço.
É, é óbvio, tem muita coisa que a gente poderia falar aqui, mas uma coisa que eu acho que é bem urgente é cultivar esse espaço de óscio, sabe? De ter um ter um vazio ali, nem que seja alguns minutos por dia que você vai falar: "Cara, eu vou sentar aqui e eu não vou pegar o celular, eu não vou pegar eh às vezes assim nem um livro, nem por quê? " Porque às vezes a coisa vira, se torna só uma distração.
Sim. É só mais uma distração dentre as várias, né? Sim.
E e eu acho que para cultivar os nossos afetos, a gente precisa ter profundidade de na abstração dos nossos pensamentos, assim, você não você não vai chegar a uma conclusão real tentando funcionar igual um computador, né? Sim. Eh, processar as coisas rápido e já Sim.
e já colocar aquilo ali em prática. Examente. E e eu eu acho que esse ponto importante da nossa de nós nos tornarmos seres cada vez mais reflexivos Uhum.
Ah, eu com certeza você vai concordar comigo que o grande ponto é esse lugar de óscio e de quietude, ele precisa para o cristão ter um lugar específico. É, e eu acho que aí que entra o melhor lugar para nós estarmos é realmente eh buscar estar na presença de Deus, né? E sim, e assim e essa questão da presença de Deus, esse conceito, ele é muito, eu acho que ele muitas vezes ele é muito desgastado, mas o que significa estar na presença de Deus, né?
Essa essas práticas, né? Então, eh, se tu tiver algumas dicas de Sim, ah, você falou realmente sobre a importância do que está na presença de Deus, está consciente, né? Sim.
Aí você falou que eh ouvi uma voz e sabia que aquela voz poderia ser de Deus, consciente da presença de Deus, mas a vida corrida, ela nos leva a não viver o ócio, né? E nós precisamos viver o ócio. Então, eh, fala como você consegue, como você consiga, consegue discipular, ensinar as pessoas a viver na presença de Deus como uma ferramenta de fazer do óscio algo belo e algo o que eu diria, o que eu diria que assim, talvez uma primeira necessidade que a gente tem é, e eu acho que essa sempre é a primeira necessidade, é o evangelho.
Uhum. Porque a gente pode facilmente transformar as práticas das disciplinas espirituais em algo que tem a ver com a performance que nós estamos tentando buscar, como se isso daí fosse ganhar o favor de Deus, o amor dele ou qualquer coisa do tipo. Então assim, a primeira coisa para mim é, a gente precisa partir de um lugar de segurança de que nós buscamos a Deus porque ele nos buscou.
Então, na realidade, não é que eu tô orando, meditando, eh tendo tempo de solitude ou qualquer outra prática como essa, porque eu tô querendo convencer Deus a me recompensar com a sua presença. Não. Sim, eu tô fazendo essas coisas não é porque eu quero convencer Deus, mas é porque eu quero me deixar ser convencido por Deus.
E o primeiro argumento dele é o evangelho. Primeiro argumento dele é: Ele enviou seu filho para morrer por mim. Então eu preciso saber, cara, Deus está ao meu favor, Deus tá vindo na minha direção.
Só que às vezes o que essas práticas vão trazer para mim é uma percepção e um tirar dessa cegueira que faz com que eu não preste atenção no fato de que Deus é um Deus que tá se revelando a mim. Então, eu acho que a primeira a primeira coisa seria você tem que ter consciência do evangelho para que você não transforme essas práticas em mais uma lei, mais um peso, mais um negócio que você vai acrescentar eh dentro dessa mentalidade de cara performance e resultado. Então eu preciso saber isso assim, cara, vou ter tempo de oração, de meditação, de silêncio.
Nem sempre vai ser vai ser um negócio agradável, nem sempre vai ser uma experiência transcendente, nem sempre vai ser. E eu preciso est firme de que quando não acontecer essas coisas, eh, isso não tá deixando de acontecer, porque Deus de alguma forma tá contra mim ou tá decepcionado comigo. É impossível Deus se decepcionar comigo porque só Deus sabe eh o quanto eu sou pecador.
Então, para Deus se decepcionar comigo, eu precisaria ter a capacidade de fazer alguma coisa que surpreende ele, que seria impossível. Não dá, porque no caso ele é Deus, então você não vai fazer um negócio que Deus vai falar assim: "Meu Deus, o cara foi tão". Não, não esperava isso.
É. E isso, isso de onde ele tirou esse negócio? Você foi muito criativo dessa É, não, não vai, não vai acontecer isso.
Então, para mim, eu acho que essa, esse ponto do evangelho é o o mais fundamental. E a outra coisa é, cara, assuma, eh, assuma práticas simples que te levem para esse lugar. Sim.
Eu acho que a gente acaba desprezando o poder de coisas. A gente quer um negócio tão grande que a pessoa despreza o que que pode acontecer se ela separar 5 minutos por dia para ficar em silêncio diante de Deus, para lembrar do evangelho, para eh eh para se conscientizar dessa presença e e o quanto que isso daí pode começar a tocar o dia dela, mudar. Sim, a a vida dela e talvez isso pode posteriormente se estender, né?
Sim, cara, tem muita coisa que não podia falar aqui, mas uma das coisas que é que seguindo o nosso raciocínio, essas práticas são são práticas que estão ligadas à nossa individualidade, à nossa construção da nossa própria espiritualidade. Mas quando nós falamos de presença relacional, de presença da habitação de Deus, sim, nós de maneira nenhuma podemos esquecer ou ou deixar isso de lado, a importância de como isso impacta e como isso se relaciona com a vida da igreja. Sim, né?
Porque é é muito é é muito isso é muito muito claro. Uma uma igreja que não tem a sua vida individual com a presença de Deus. Ela não será uma igreja que de alguma forma será equipada para receber a habitação de Deus, essa consciência coletiva, né?
Como você consegue eh eh pensar assim de como essa transição da espiritualidade individual chega na comunidade e como é uma comunidade que realmente entende e tem consciência da presença de Deus? É, isso é um assunto muito central pra gente. A gente fala no Convergência que eh a presença de Deus é o sentido da vida e o anseio mais profundo do coração humano.
Isso é no fim é uma outra forma de articular uma ideia que foi falada por várias outras pessoas. Então, eh, quando quando, por exemplo, o catecismo de Westminster vai falar que o fim principal do homem é glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre, eh, é, é exatamente a mesma coisa que a gente tá querendo comunicar. Sim.
A gente só tá colocando numa linguagem, assim como o John Piper vai fazer, né, de de dizer assim, ó, Deus é mais glorificado em nós quando nós estamos mais satisfeitos nele. Ele faz o link ali. Então, o que a gente vai falar é o seguinte, é que existem duas ideias principais sobre a presença de Deus na escritura.
Você tem a presença de Deus no sentido da onipresença e você tem a presença de Deus no sentido da eh manifestação dessa presença. Mesmo essa manifestação, a experiência com a presença de Deus, ela também pode ser dividida entre você tem uma experiência subjetiva e uma experiência objetiva. É, você pode ir num culto e uma pessoa falar: "Olha, eu fui muito tocado por Deus" e a outra pessoa falar que olha, eu só tive sono.
Eh, isso pode muito bem acontecer e isso vai depender de uma série de fatores como eh questões estado emocional, eh memória, cara, um monte de coisa que pode afetar isso daí. Eh, mas a gente tem também uma outra experiência com a presença, que é que a gente vai ver nos avivamentos. É uma presença inegável, é um negócio que não dá para É uma presença presente assim, ninguém ninguém vai est ali no meio e vai falar assim: "Ah, fulano, fulano foram muito tocados, mas eu não senti nada".
Não, a coisa, por isso que a gente fala de subjetiva e objetiva. Eh, então, obviamente, o nosso desejo é pela experiência da presença objetiva. Sim.
Mas como igreja, a gente precisa cultivar um coração sensível a essa presença subjetiva e propício paraa manifestação da presença objetiva. Isso vai envolver muita coisa, porque a gente vai ter que pensar, cara, será que é um ambiente propício pra manifestação da presença de Deus? um ambiente comunitário onde as pessoas eh fofocam, onde as pessoas eh tem coisas mal resolvidas umas com as outras.
Obviamente não tem muita coisa que eh inclusive no Novo Testamento que vai falar sobre sobre a ação do espírito na comunidade que tem a ver exatamente com os relacionamentos. Então, se a gente quer ter a experiência da presença e cada vez mais ter o nosso coração, nosso interior alimentado por isso, o que que a gente precisa fazer? A gente precisa prestar atenção em como a gente tá cultivando a nossa vida interior.
Uhum. Então, que que eu tô gastando? meu tempo, meus pensamentos, minhas emoções.
Se a gente quer ter um ambiente comunitário onde há essa manifestação objetiva da presença, a gente precisa pensar assim: "Cara, não basta eu pensar na minha santidade individual. Eh, não basta eu olhar e falar assim: "Ó, não, eu tô correto aqui diante de Deus e aí meu irmão tá tá ali, tá fazendo um negócio errado e tal, mas eu não tenho nada a ver com isso. Isso daí é isso daí é serviço do do pastor.
Não, eu faço parte do corpo. Eu eu tenho que me responsabilizar por isso de alguma forma. Sim, em algum grau, né?
Em algum grau eu preciso entender que se um membro do corpo sofre, os outros sofrem. Agora, se o corpo vai experimentar da presença, é todo corpo que vai experimentar, não sou só eu, né? Então, enfim, é um assunto que dá muito pano pra manga, mas a a ideia é que, cara, eu preciso cultivar o meu coração e eu preciso cultivar um ambiente de relacionamentos que que vão que vão receber essa presença, né?
Sim, cara. E ainda ainda no âmbito da igreja, né? Eu queria ouvir de você também sobre o que para você é boa teologia e por isso importa na prática do cultivo de uma uma igreja que anseia pela presença de Deus.
Sim, sim. Cara, a boa teologia eu creio que que ela tem dois elementos. Um é que ela é bíblica, então ela não coloca outras coisas como sendo o o padrão do que vai definir o que que é teologicamente correto ou não.
Eh, e a outra coisa é ela é comunitária. Eu acho que esses dois elementos assim, cara, boa teologia é teologia que é feita a partir da Bíblia e é teologia que é feita em nesse diálogo e comunhão entre os irmãos. Por quê?
Sim. Obviamente a gente precisa fazer a nossa teologia diante de Deus. É, a gente precisa ter essa essa clareza.
Mas isso às vezes é mais fácil de ser feito do que você fazer a teologia diante dos irmãos. Sim. Então eh eh eu posso ter uma noção muito clara assim, olha, Deus eh eh eu preciso honrar ele com a minha teologia, tá?
Mas ela tá bem sistematizada na mente. É, mas assim, você tá que que adianta você ter uma teologia que não é comunicável? Que que você que que adianta você ter uma teologia que não é construída a partir de dessa desses múltiplos dons?
Sim, que que manifestam a graça de Deus no corpo? Então eu penso que assim, eh, boa teologia e e no fim o que a gente tá o a conclusão da coisa é, cara, qual que é o melhor lugar paraa boa teologia ser cultivada? É na igreja.
Eh, a academia tem o seu papel, eh, a a teologia mais erudita, né, ela ela é importante pro avanço, mas ela inclusive tem a sua própria versão de comunidade. você vai ver os melhores teólogos que existem hoje, eles não constróem sistemas solitários, eles têm diálogo, eles têm eh você vai ver, você vai ver um prefácio, os agradecimentos de um livro de teologia, o cara vai falar de um monte de gente, porque teve o professor que foi importante, teve o cara que eh foi às vezes um assistente ali para ele, teve o os próprios alunos que deram dicas que falaram: "Ó, isso daqui seria bom você falasse assim. Então, boa teologia é teologia que tem a Bíblia como fundamento e o ambiente de comunhão do corpo de Cristo como o seu habitate natural.
Eu diria isso daí. Sim. É, eu tenho um um conceito, um uma vez eu tava lendo, escrevendo sobre isso, sobre uma vez uma pessoa perguntou: "Pastor, qual é a melhor, a boa teologia?
O que é uma boa teologia? " E esse essa essa frase ela surgiu na minha mente e depois eu tentei destrinchar ela. E o conceito era basicamente assim: uma a teologia boa é aquela que Deus está no lugar de Deus, que é um trono soberano, reinando todas as coisas e o homem está no seu lugar como criado imagem e semelhança de Deus que é um ser completamente dependente da graça de Deus.
Então, se a sua teologia ela abarca essas duas realidades, Sim. A grande chance da sua teologia ser uma teologia saudável bíblica é muito grande, né? Claro que existe muita coisa entre esses dois pontos, mas de uma fase, resumindo numa frase, é se Deus é o centro e ele está exaltado, o homem é aquele que depende, está completamente limitado diante de Deus, a chance dessa teologia é muito grande até no cultivo da do lugar da presença de Deus, porque se o homem acha que ele pode ser algo, ele não está atraindo o lugar, porque ele já está na presença.
É Deus que precisa habitar. Com certeza. Eu acho que esse é um é um conceito que eu realmente uma vez aprendi e guardo isso muito.
Eu eu gosto muito, você deve conhecer porque você curte o assunto de de cosmovisão. Eh, mas tem a definição do do David Naugley, que que ele fala assim que eh ele consegue ele conseguiu resumir o que é a fé cristã de um jeito que eu não vi nenhum outro autor. Ele falou que a a fé cristã, ela é um teísmo trinitário canônico.
Sim. Então ele assim encapsulou, encapsulou tudo, colocou tudo em três palavras, porque você tem a crença em Deus e é uma crença é e é uma crença em um Deus transcendente e e imanente trinitário. Ou seja, é a crença em um Deus que ele não só ele é comunidade.
Sim. Então, então assim, ele é comunhão eterna, não é um Deus solitário, não é um Deus que não é um Deus que a parte relacional é um acréscimo posterior. Sim, mas tá na própria natureza de quem ele é.
E aí você tem o canônico. Por quê? Porque não adianta nada você afirmar isso tudo se você não disser o seguinte: "Mas o fundamento, a base, o lugar de onde eu extraio tudo aquilo que vai formar o meu pensamento são as escrituras.
" Sim. É, é dali, é dali que sai tudo. Eh, não tem nada além daquilo para eu acrescentar, não tem nada a quem daquilo que eu posso omitir.
É, é o que tá ali. E é onde você vai encontrar esse Deus triuno, é onde você vai encontrar esse Deus transcendente, criador de todas as coisas. Então eu gostei muito dessa definição que eu falei: "Cara, que que genial assim, eu já li alguns livros do David Nagle, mas nunca me deparei com essa com essa expressão, cara.
Muito poderosa. " Não, eu achei eu achei genial. Surreal, mano.
Poderosa, cara. Ah, como despertar isso numa comunidade, né? Nós somos pastores aqui, né?
a gente tem o desejo que as pessoas tenham experiência, que elas tenham uma boa teologia, que elas cultivam eh, mas eh, você acha que somente pregar sobre isso funciona? Você acha que somente ah aconselhamentos funciona? O que que você acha que ouçam todas as coisas junto?
O que você acha que é uma boa uma boa maneira de nós ajudar a igreja a compreender essas realidades? Sim, sim. Cara, eu eu penso que assim o uma coisa que eu tenho refletido pessoalmente, né?
Eh, eu peguei para reler algumas coisas até do próprio John Piper e e aí enquanto eu tava lendo um livro dele, que é aquele o Quando Eu Não Desejo Deus, Uhum. né? Ele vai falar sobre, ele fala da teoria dele, que é a ideia de que, ó, Deus é mais glorificado quando a gente tá mais satisfeito nele.
Só que ele vai tocar nesse ponto, tá? Mas e quando eu não tô satisfeito? E quando eu não tô desejando Deus?
E enquanto eu tava lendo, eu lembrei da de uma frase do Robert Morini, que ele fala que o que o que a minha ele fala o que que é como é que é o que o meu povo mais precisa é a minha santidade pessoal. O o Roberto Marin fala isso. E aí eu pensei assim, cara, o que a igreja mais precisa de mim é que eu encontre alegria na presença de Deus.
Sim. Então esse isso daí é assim, às vezes é uma tentação pastoral muito grande você querer você querer salvar a igreja, ajudar a igreja em detrimento de si mesmo. Isso é um perigo muito grande, que é o cara que ele quer ali, ó, suar, se matar, ele mesmo tá se perdendo.
A gente vê tanta gente, cara, pessoa perde eh saúde, perde relacionamentos, perde família, perde um monte de coisa. Por quê? Porque ela tá super focada em fazer o trabalho dar certo e não e não dar atenção para ela mesma experimentar.
Então, o que eu diria é a primeira coisa, todas essas coisas vão ajudar, cara. pregação é muito importante que na pregação você conduz as pessoas a não só a ter o conceito, mas a entender que isso daí é algo que é é palpável, que pode fazer parte da vida dela. É, a gente pode falar sobre aconselhamento, a gente pode falar sobre discipulado.
É, então o processo de cara caminhar junto e tal, ajudar a pessoa. Mas o que eu diria hoje, principalmente para pastores que talvez estiverem ouvindo isso, é, se você quer que a igreja cultive a presença de Deus, cultiva essa presença na sua vida. Você quer que a igreja encontre alegria, satisfação em Deus?
Encontre isso na sua vida. Busque isso, lide com todos os desafios de administrar o nosso próprio coração, que muitas vezes tá indisposto, tá pode estar ofendido e um monte de coisa, porque se você fizer isso, você tá abrindo um caminho pelo qual as pessoas podem percorrer também, mesmo que elas não saibam que é isso que tá acontecendo. Sim, muitas vezes o que é transmitido não é não é o que a gente e eh eu lembro de uma uma um exemplo que uns amigos usavam muito que era assim: "Se você tiver com catapora, né, não adianta você chegar pra pessoa e falar de cachumba, porque ela vai pegar o que você tem, não o que você diz.
" Sim. Então, então assim, a a em alguma medida, cara, a igreja vai pegar aquilo que é transmitido do nosso coração pros irmãos. Eh, e, e às vezes a gente pode negligenciar isso, sim, né?
E e querer fazer o trabalho muito certinho, mas eh é mais importante, é mais importante que a gente viva uma vida, como o autor de o autor de Hebreus vai dizer, né? eh digna de ser imitada, né? Sim.
Então, é exatamente, cara. Ah, nós já vamos caminhando por fim, mas uma das coisas que que você gostaria, você vai fazer você quas 40, você tem vai fazer 40, 39 fazer 40 ano que vem, né? Se você tivesse um conselho para dar pro Arlindo há 10 anos atrás a respeito de como o Arlindo precisaria cultivar e qual seria a as práticas que ele faria hoje para Sim construir um lugar para que Deus habite tanto na sua vida e na comunidade que o Arlindo participa?
Sim. Para de quantos anos atrás? 10 anos.
10 anos atrás. Tá. É, se não fosse nessa área de construir esse lugar e tal, eu falaria assim: "Compra Bitcoin".
Eh, mas compra assim, olha, tá até caro, mas vai valer a pena. Vai valer a pena. Mas, cara, sobre sobre assim, como cultivar esse lugar, eh, o que que eu diria para mim?
Eu eu diria eu diria isso que eu acabei de dizer aqui de cara e se preocupe muito mais em cultivar o tipo de vida que você deseja paraa igreja local, porque é fácil a gente se perder na nas demandas e nas exigências e e nas preocupações. E aí quando você vai perceber, você fala assim: "Cara, eu poderia tá, eu poderia ter gastado mais tempo, mais energia mental até em viver esse tipo de vida. E e eu creio que isso daí teria um impacto muito maior, né?
Às vezes a gente dá umas voltas assim, né? Eh, você acaba você acaba dando a volta ao mundo para chegar no mesmo lugar. Sim.
É. E e eu penso que isso daí é uma coisa que não só eu teria teria atentado mais para isso, eh, mas eu teria também eu teria também transmitido mais isso. Amém.
Para as pessoas ao meu redor, porque porque eu vejo que assim tem muita gente que, cara, com zelo, com coração no lugar correto, acaba deixando de lado coisa que é importante. Sim. Eh, eh, é a ideia do, ó, quando a instrução que você recebe lá no avião, né, a máscara vai cair, coloca em você primeiro, né, tem muitos pastores e com certeza eu fui culpado desse erro inúmeras vezes que eles estão com tanto zelo e cuidado pelas pessoas que eles acabam faltando em zelo e cuidado consigo mesmo.
Sim, né? Então, eh, seria, seria esse o meu conselho, fora comprar Bitcoin, cara. Arlindo, mano, muito obrigado, cara.
Obrigado, mano. Obrigado por participar da nossa do nosso do episódio dessa dessa conferência. É um prazer receber você aqui.
As portas da nossa casa estão sempre abertos para você. Então, se essa conversa ah abençoou você, eu quero convidar você se inscrever no nosso canal, dá um clique lá, curta, compartilhe e eu tenho certeza que essa conversa aqui com um pastor experiente sobre o que é a presença de Deus e como isso se dá na nossa igreja, na na igreja brasileira. E com certeza essa mensagem precisa ser propagada pelos quatro cantos desse país.
Então esperamos você no próximo episódio do FHOP Podcast.