hoje nós vamos conversar sobre a sexualidade nos alunos com deficiência intelectual a sexualidade de uma forma geral já não é uma situação fácil de ser lidada mas quando se trata de uma pessoa com deficiência intelectual isso pode trazer situações bastante constrangedoras e de difícil comunicação com este aluno quais são as principais questões quais são os mitos como a gente lidar com a chegada da puberdade com essas pessoas muita gente imagina que a sexualidade das pessoas com deficiência intelectual ela em geral ocorre de uma forma muito mais exacerbada que eles não conseguem ter o menor controle
mas não é bem por aí é claro que a gente fala quando a gente fala de pessoas com deficiência intelectual a gente está falando de pessoas que têm dificuldades exatamente em duas questões básicas para a gente poder conter o nosso comportamento que a capacidade adaptativa ea capacidade cognitiva o que acontece com eles é que da mesma forma como eles têm mais dificuldade para controlar os seus impulsos seja de raiva seja de alegria e também sente um pouco mais de dificuldade de controlar os seus impulsos com relação ao desejo sexual por exemplo se é uma criança
que aprendeu a usar os talheres é uma criança que tomar banho sozinha se uma criança que aprendeu a usar o banheiro essa criança é capaz de aprender qualquer norma de comportamento sexual também para isso basta que a gente repita enfim para essa criança para esse jovem em uma linguagem que ele entenda uma criança com deficiência intelectual ou um jovem com deficiência intelectual prass educadas sexualmente a gente tem que falar com ela com todas as letras dentro de um pensamento concreto há também a necessidade de uma confirmação social não basta simplesmente a gente chegar e falar
para essa criança que ela precisa aprender determinada coisa é importante que a gente cobre dela esse comportamento que as outras pessoas façam da mesma forma e que não não basta apenas um professor cobrar todos os professores têm que lidar com aquela mesma norma da escola sempre exigindo sem fazer vista grossa para aquilo que ele está encontrando um outro aspecto é com relação ao comportamento sexual que esse aluno ou essa pessoa com deficiência tem ea forma como adulto interpreta aquilo que ele está fazendo alguns anos atrás eu trabalhei em uma escola especial e lá aconteceu um
caso muito interessante tem um aluno que é aquele tipo do aluno que ele não tem o menor controle sobre o seu comportamento sexual se ele viu uma garota e já queria passar numa das nádegas dela no bumbum se ele via uma ou outra ele queria pegar nos seios ele queria agarrar ele queria beijar e não poupava nem os professores os professores toda a escola já tinha por esse menino o julgamento de que ele era o tarado da escola só que a situação não é bem assim como é que ele fosse um tarado ele não pode
julgar esse comportamento dele dessa forma quando eu cheguei na escola uma das primeiras pessoas que eu dei de cara foi exatamente com este aluno ele se aproximou de mim imagina o que ele fez tentou colocar a mão dos meus seios então eu muito calmamente olhei para ele terei a mão dele na hora que ele veio com a mão para pegar eu como uma questão de defesa já segurei sua mão e disse no meu corpo você não pode tocar e com isso o aluno aprendeu a lidar pelo menos comigo dessa forma para que ele pudesse repetir
isso com outras pessoas as outras pessoas também têm que ter esse mesmo comportamento mas o professor fica com pena se o professor acha que vai vai ser mais a mais uma coisa na vida desse jovem que você vai ter que colocar limite que dizer não isso não ajuda o aluno o mais importante nisso tudo é que a gente coloque esse limite que ele entenda que existe um limite porque se ele não entender ele não vai poder repetir um comportamento adequado muito parecido com isso acabei de colocar é o que é teresa bianchi me perguntou pelo
facebook onde um aluno a sua depois que misturou passou a ter um interesse muito maior pelos meninos começou agarrá-los não quer saber de soltá-los e ela tem dúvida de como lidar com isso teresa a situação é a mesma é uma questão de limites tanto seus alunos quanto a garota precisa entender eles que têm que colocar um limite e ela de que ela não pode tocar no corpo dos outros sem a permissão deles e fora de um momento que esteja adequado a isso dentro desse mesmo contexto eu não poderia deixar de falar da masturbação em público
essa é uma das situações que eu sei que mais constrange os educadores e que cria uma dificuldade muito grande nessa relação mas a gente chega na mesma situação limite informação fazer com que eles entendam numa linguagem própria deles que aquilo que a gente diga na linguagem que eles entendem faça sentindo e pra isso gente é muito importante se abrir um espaço dentro da escola para mostrar para esses alunos como é que eles têm que lidar com as normas de comportamento no instituto cápsula uma ong onde desenvolvo um trabalho com pessoas com deficiência intelectual para trabalhar
esse comportamento da masturbação nós ensinamos para ele que existe o conceito de corpo público ele corpo privado de partes do corpo que é pública e parte do corpo que são privadas então a gente faz primeiro eles entenderem que por exemplo o rosto é uma parte pública do nosso corpo já os genitais é uma parte privada e que portanto pra gente tocar nossas partes privadas a gente precisa também de privacidade para isso nós desenvolvemos para esse trabalho um jogo com eles muito simples onde nós apresentamos as imagens e eles vão olhando para aquelas imagens e aprendendo
a identificar o que é público o que é privado e juntamente com isso com esse conceito de público e privado ele vai aprendendo a lidar com esse comportamento ea poder estar no meio social está na sala de aula e não ficar se tocando durante esse momento uma última questão que eu não poderia deixar de falar é sobre o namoro dos alunos com deficiência intelectual na escola como todos os outros alunos isso também vai acontecer com eles a escola é um ambiente social é lá que eles formam os seus grupos é na escola que eles criam
seus vínculos e com a pessoa com deficiência intelectual também vai acontecer a mesma coisa quando eles namoram como a outra pessoa que também têm deficiência intelectual em geral não existe nenhum risco que eles possam ocorrer porque os interesses sobre que tipo de carícias que tempo dele é de afetividade vai rolar entre eles em geral é muito próxima no entanto quando esse namoro acontece entre uma outra pessoa que não têm a deficiência intelectual é importante que a gente supervisione é importante que a gente fique de olho e procure saber que intenção existe de fato nesse relacionamento
porque as pessoas com deficiência intelectual elas são muito vulneráveis a um abuso sexual no entanto quando elas encontram alguém que gosta de fato delas que têm um interesse afetivo ela pode crescer bastante ela pode se desenvolver muito com esse relacionamento e isso ser uma coisa muito produtivo na sua vida portanto a gente não pode indicar a ficar com medo e nem querer se à luz desse tipo de comportamento mas sim está próximo estar junto com eles e ajudá-los a lidar com isso e uma forma positiva para eles a sexualidade do aluno com deficiência intelectual ela
não é diferente de qualquer outro aluno a diferença está na capacidade que cada um tem para lidar com o que está acontecendo com seu corpo para lidar com as suas relações e para aprender obviamente os comportamentos sociais mas que são exigidos naquela escola