E aí, as Narrativas Compartilhadas tem o prazer de entrevistar hoje Caio Henrique Chola. O Caio é um hexágono do nosso curso de Letras da Universidade de Sorocaba (Uniso). Eu tive a felicidade de ter sido professor dele durante alguns semestres, principalmente nas disciplinas de Literatura Brasileira e Literatura Infantil e Juvenil.
Enfim, o contexto da literatura indígena é outro ponto que ele também aborda como professor na rede pública estadual. Ele já trabalhou nesse contexto e agora está aguardando a retomada. Além disso, é escritor.
Durante o curso de Letras, ele sempre se mostrou um excelente aluno, muito interessado; lia tudo que nós indicávamos nos gêneros e temas, desenvolvendo outros conteúdos e comentando com os colegas sobre essas leituras, motivando os outros a valorizarem-nas. Durante o curso, ele participou de várias atividades artísticas relacionadas a apresentações teatrais, com poemas e peças, além de adaptações de autores consagrados, como John Lennon e outros colegas, além de textos de sua própria autoria. Mesmo sendo tão novo—o Caio tem 28 anos—ele já publicou livros e participou de muitos concursos, ganhando, inclusive, o Concurso Literário da Uniso.
Publicou também em várias coletâneas. Além disso, ele publicou os livros "Bandarilha", um livro de contos pela Editora Patuá em 2013, e "Saringer", criada pela Penalux em 2013. "Além Gere" é um resultado de uma brilhante pesquisa que o Caio fez para a monografia, que foi realizada como conclusão de curso, e é uma análise de "O Apanhador no Campo de Centeio".
Isso realmente demonstra a qualidade do trabalho dele, pois imagine: um trabalho de final de curso acabando sendo publicado é um belíssimo feito. Também publicou "Pensa que Tive” e “Dosagens" pela Penalux em 2016, que é um livro de contos. Dentre as outras ações, ele tem um canal no YouTube com John Lennon, onde eles realizam análises literárias, e publicam vídeos sobre literatura, cinema, games e outras coisas mais.
Já possuem mais de 80 vídeos relacionados a esses temas, onde vocês poderão perceber um pouco mais da história dele, com ele mesmo contando. Aos poucos, nós vamos apresentando mais algumas questões relacionadas a essa vida dele na Uniso. Então, Caio, seja bem-vindo!
A nossa gratidão por você estar participando aqui do Narrativas Compartilhadas. Você vai contar para nós a sua história do seu jeito, porque você é o narrador, você é escritor de contos, sabe o que é uma narrativa. Então vá em frente, contando a sua história desde o começo, e me conte um pouco das suas experiências de leitura.
E eu sei, também, que além de escrever durante esse período, você atuava. Então, vá contando para nós um pouco disso. E de vez em quando, eu dou um cutucão.
Vai lá, almoçar, mas é assim. Nós não temos um sistema em módulos de 15 a 20 minutos, para que fique mais fácil para quem está no jogo, querendo assistir um pouco de cada vez. Tá bom?
Então vamos lá! Olá, Roberto, que está assistindo! Gostaria de agradecer esse convite.
É uma honra e eu estava com saudade de você. Lembro com carinho das noites de riso, em que eu era o último a sair das provas de literatura. Não lembro de ter ido embora antes, pelo contrário, adorava escrever, aquilo se desmanchava em uma maravilha.
Bom, eu acho que, nesse contexto, talvez eu comece dizendo que sempre gostei muito de arte. Sempre fui peixinho, gostava de me expressar. .
. Desenhei muito quando era criança; desenhava tudo. Com 12 anos, comecei a fazer aulas de desenhos japoneses, sabe?
Gostava muito. Então, na infância, minha leitura, até os 12 anos, foi principalmente de mangás. Acredito que meu interesse por literatura vem de dois pontos.
O primeiro, minha professora da série alegava, Trigo Rodrigues, que apresentava aulas à Lilian. A letra dela era linda! Essa minha mulher, que conheci na Uniso, estava dizendo: "Você vai trabalhar com a Lilian".
Ela fala que ele realiza letras tão bonitas quanto a da Lilian. É engraçado, né? Com a letra da pessoa.
. . Mas não sei se é bonita!
O interesse pela literatura também veio dessa costura, dessa paixão pelos clássicos, pelo romantismo, pelo realismo e, principalmente, por Camões. Eu sou apaixonado por Camões! Li a obra original durante o que a gente estudou, né?
E perto da Portuguesa, eu adorava! Também pela literatura portuguesa na universidade. Mas você leu "A Buzina"?
Eu lembro que trabalhei e tinha bolsa da Escola da Família durante esse tempo, né? Antes do curta-monitor no laboratório de língua na Uniso. Passei um bom tempo lá até terminar o curso; eu adorava!
Mas lembro que tinha gosto da Escola da Família. . .
Isso eu lembro. Estava sentado na recepção da escola, em um momento sossegado; puxava o meu caderno e escrevia poemas haicais. Nesse momento, era assim: "Tudo vai passar.
" Em prosa ou em verso, "venda igual mar". Tá bom, então aqui fica. Eu escrevia e já estava entediado, querendo perguntar aos animais da escola, mas aguentei um pouco mais.
"Tudo vai passar", bem na cabeça. Fiz a recarga lá então. O que despertou mesmo o meu interesse por literatura foi o teatro.
Aos 13 anos, me interessei por Thiago, que chegava a fazer peças na escola. Um amigo, que depois também foi comentado com Segredos, ficou bom, né? Roberto, ele é o Vinícius Novelli de Sabrina, Bianca, que são as páginas dessa menina, e ela cortou a Ferreira e Bianca para poder.
. . não é?
Também é que você falou comigo e inclusive ajudou na escolha do curso de Letras. Meu amigo Rafael Diniz, que hoje acontece, horas e vem. Aí a gente fez junto o curso de Letras e eu lembro que vi que o início estava nesse caminho com Deus também.
E é sim, ele, ele fez isso pra gente, e por isso eu quero assistir a uma série de peças que ele fez, uma do Vinícius Novelli, mais uma peça, aliás. Não vou levar todas não. Posso dizer que estou rouca, mas eu lembro que a gente fez uma muito chamada "Dengue Dengue", que era só "vai lá e faz isso".
A respeito, quem escreveu os textos para a peça era uma amiga nossa, a Renata Me Cure, e ela é maravilhosa. E a gente fez uma também inspirada na Isaura. Eu não sabia, sério!
Eu fiz também teatro com o grupo de jovens da Igreja Católica. No palco, "Dale Dale", que nasceu uma paixão. Aí eu me inscrevi no curso da Comdec e passei.
Eu tenho até hoje o formulário, era o número 100. Escola, cabelo? Você vê, meu comprovante de inscrição!
Naquele momento, eu fiquei sem saber o que fazer, cheguei a criar um contexto. Eu tinha criado isso tudo, me embananei todo, mas eu estava certo. Daí tinha a mãe gritando.
Aí depois vamos. . .
né? É o Minecraft também, cachorro aqui. Não tem problema nenhum, é normal essa situação dentro de casa.
É bom. Então, fechado com Mário Pérsico, eu com dois anos fiz a peça que eu mais gostei de fazer lá, que foi "Romeu e Julieta". Era uma adaptação moderna, assim, contemporânea, e a gente utilizava figurinha, mas bem simples, assim, sabe?
E até questão do cenário, tudo era simples, celebrando um com a função objetiva de dar voz à interpretação dos próprios atores. O texto, gente, também. E essa peça fez tanto sucesso, Roberto, tanto sucesso que lutava com a gente, que temos conhecimento na Câmara Municipal de Sorocaba, sabe?
As congratulações que aconteceram na Câmara. Ele recebeu, me parece, um certificado. Vou mandar pra você.
Tem tudo guardado, tem duas pastas, uma de problemas e outra faz tempo que não acontece nada lá. Esse está indo. E também fiz "A Aurora da Minha Vida" e "Bodas de Sangue".
E, daí, também, após dois anos, que já tá completo, 2008/2009. Tenho mais alguma peça? Se fizer, ainda não consigo.
Não banda nesses três. Agora não vou lembrar. Gostei.
E daí depois participei também, por um ano, da Companhia Clássica, que é a Companhia de Teatro do México. A gente sofre, mas me apresentei como participei da montagem do "Cordel: Acordamos Chapeuzinho e o Lobo". Essa peça, inclusive, ganhou a.
. . a Letícia te procura, né?
Aline e a gente apresentava na Usina Cultural. A história até engraçada. Uma vez, durante a apresentação, caiu a luz e ficou tudo escuro.
Era bem na hora que eu estava puxando uma cordinha de um Mandacaru. Eu puxava e, bem nessa hora, caiu a força escura. Nossa, dinheiro!
É que a gente faz aqui em casa cheio. O público é. .
. mas eles. .
. mais alguma coisa? Oi?
Oi, Gu! E sal, depois, só um susto! A gente apresentava lá e na escola.
Coisa próxima. Os dois amigos também eram dois elencos. Então, cada dia de apresentação tinha duas peças: uma na Usina e uma na nova, rápido, e, por causa da semana, o elenco ficava.
O Davi, não entendi, e lembro que é o Mário. Ele sempre pedia relatórios semanais que passávamos. Mais, mais é que nessa, 900, o nosso jeito e talvez não.
. . começava ali.
Talvez amanhã a escola na escrita, primeiramente, os dez de ser nativo da escola. O Gustavo, feriado, tem a primeira lição, vai ser jornalista. Mas isso passou rápido.
Aí, com essa paixão pela atuação, que é ser a cor. . .
Então, nesses relatórios semanais, eu acabei me destacando. As pessoas gostavam, mas não estava fazendo um jeito de comprar. Aí do cuidar, ser sábio.
E é do mesmo jeito. Era, hoje, olho pra eles, parecem crônicas! Alto engraçado.
Hoje eu me dedico mais ao fogo, mas talvez tenha começado como cronista. Então tá. Aqui no final do tecido, esse ano, mesmo ano de.
. . já, né?
Que o Mário me deu um livro lindo, assim, grosso. É inscrito "Ordinaries" e foi escrito pelo Roberto Mantovani, Casa de Roberto. Mas sim, com certeza, em como fala de sentido, é como um troféu, assim, pelos relatórios.
Muito bom! Certo, e aí, como que surgiu a ideia de você fazer o curso de Letras? Certo.
E é muito ruim. . .
O teatro me levou a ler muita literatura e dramaturgia, principalmente. É, mas também a paixão pelo Machado de Assis. Eu também amo Machado de Assis.
E eu tava na pública, seu passear, teatro ou netos, não nisso mesmo. E há sinal nisso. Mas em que tava na dúvida em risco, mas eu decidi Colinas.
E já tava começando a escrever. Sabe que era o caminho certo também. Talvez em comercial, no meu amigo Rafael de risco, que hoje é uma.
. . Pessoa, grande amigo meu.
E aí, a gente fez essa escola, viu? Também essa escola EA Educação, na sala de aula é perto e decidir fazer o curso de lembros. E logo, logo lá na Cochilei, mas eu conheci o João Paulo Hergesel.
João Paulo Jardim do Céu, hoje está dando lá na Hulk, em dezenas de livros publicados, tem a própria editora, ajuda de palavras e ganham centenas e centenas. Assim, amar uma pessoa incrível, incrível! Ele, vamos assumir, apadrinhou, é o oficial.
Ótima! Então nós vamos fazer bloquinhos, né, de 15 minutos, para ficar mais fácil para o nosso leitor/espectador. Vamos ver, então, na ação.
E aqui uma pausa. Já começamos o segundo bloco, então, a intenção é fazer três blocos de 15 minutos, tá bom? Então, até já para todos!
Daqui a pouquinho nós voltaremos. Até já!