muito além das rimas e batidas contagiantes do Rap do funk que ganharam o mundo outras expressões artísticas da Periferia vão Conquistando o seu espaço uma delas é o Islã competição de poesia autoral que de um bar nos Estados Unidos na década de 80 avançou pelo mundo e chegou no Brasil em 2008 sempre gostei de música de rap eu frequentava sal de System gostava de escrever algumas rimas só que nas batalhas no improviso eu tinha uma dificuldade ali da velocidade do raciocínio e construir a médica falou de intercalar tudo isso de uma forma interessante para plateia
né E aí eu comecei a assistir e os poetas da performance é escrita me chamou muita atenção na Bela Vista centro de São Paulo a casa preta Hub promove encontros desses poetas com o objetivo de levar da Periferia ao centro expandido visibilidade para essa competição e explicar a força do Islã é difícil até mesmo para Chico César criador do projeto da ponte para lá que organiza os eventos eu defino e eu ouvi isso uma vez da Roberta Roberta Roberta Estrela Dalva que foi a pessoa que trouxe esse movimento para o Brasil ela conheceu lá fora
e trouxe né é como uma água artística é as águas gregas era lugares onde os cidadãos os cidadãs Se encontravam para debater os problemas da cidade questões políticas questões sociais o projeto surgiu de uma ideia porque esses islãs eles que nascem nas periferias por conta de uma movimentação de da iniciativa da própria Juventude né que descobriu ou se identificou nessa linguagem uma forma de de expressar a sua realidade as suas vivências o grupo islando prego de Guarulhos abriu a última edição da competição na casa preta tem nada que me faça pensar que isso vai mudar
eu mudei o rumo da minha vida eu virei minha casa e outra vez o mundo abrir os braços pra mim e me sinto vivo quando pego no microfone às vezes eu ouço várias vezes eu ouço seu puto no bolso mas o rosto meu rosto já se transforma num soco no estômago do inimigo falho mas o [ __ ] Pardo toma para definir come gerado me desejam como a galera saiu do Islã tava tão feliz tava tão feliz meu Deus do céu Imagina assim que no público dos Poetas que estavam declamando 80% era pessoas pretas falando
das suas vivências das duas histórias sabe não era só de forma empoderada era de forma apaixonada as batalhas de poesia oferecem espaço para diversidade ao abordar temas de seus cotidianos e denunciar preconceitos e violências eu me descobri mulher negra frequentando o Islã E aí eu fui entendendo ali tudo tudo que envolve assim racismo estrutural e tudo tudo assim sabe colorir todo fruto desse processo de miscigenação da gente se reconhecer como povo muito tempo para eu entender a importância de raça vir antes de gênero foram tantos aprendizados e foi a partir do Islã Eu já ouvi
muitas histórias de pessoas que ouviram minhas poesias Eu terminei ela sair do álcool ali da roda do Islã e elas vieram de tanto falar sua poesia se conectou comigo porque eu vivi isso isso e eu consegui conhecer a história dessa pessoa e ela teve abertura de falar isso para mim porque eu acabei de me entregar de subjetividade de ali e isso toconelli e tal essa devolutiva instantânea essa resposta instantânea Geralmente as poesias trazem nas suas letras muito a questão da exclusão né É desses poetas dessas poetas ou de quem vive nas nas periferias de São
Paulo né E esse não reconhecimento da poesia periférica como arte pela identificação pela troca de vivências o Isla amplia o senso de comunidade e aprendizado ao retratar histórias de silenciamento e violência a sangue a sangue no grito rasgado da garganta que arranha a sangue da voz clicada da voz que nos corre sangra e apanha a sangue dos tiros que deram contra ela tem sangue nas mãos deles e de todo vermelho luta da voz calada de mariely a mancha de sangue na minha história escorrida da Chibata da pele das minhas ancestrais e do peso da minha
própria mãe que desistiu da própria vida tem mancha de sangue que me lava aos meses a litros há anos a cada vez que eu choro grito ou Sandro querem me chamar de Ester e me mata aos poucos Como fizeram contra todas elas para cada gota de sangue escorrida para cada gozo negado para cada voz interrompida um pouco de morte que trago é que morrer parece um rombo no buraco do desconhecido morrer fácil viver Tá difícil e esse estrofe já poderia ser mesmo verso final mas é que ainda tem tanta coisa para ser dita que eu
escolhi lutar pela minha e pela nossa vida todos os dias eu peço força para acordar e decidir lutar pela minha e pela tua vida é que para cada gota de sangue escorrida uma nova poesia será escrita para cada voz silenciada uma passeata política será armada Eu andarei armada de caneta e papel e Manifesto lírico para cada alma injustiçada que foi para o céu eu andaria armada de Papel Caneta poema verso pandeiro tão pronta para denunciar embaralhar da falácia desse mundo pardeiro que eu ando declamo peito aberto alma nua dizem amora Silvestre berrando declamando na praça
na rua na Live na escola até na lua Mas se me queria um histérica me verão histórica Porque como diria meu pior e depois Emicida É que eu tenho sangrado demais tenho chorado pra cachorro ano passado mas esse ano eu não morro