Oi bonitos e bonitos, tudo bom com vocês? Começando mais uma quita misteriosa aqui no canal. Se você é novo por aqui, ainda não tá inscrito, aproveita e se inscreve aqui embaixo que tem vídeo novo toda segunda e toda quinta-feira para vocês.
Felix de completar com todos os casos que eu já contei, são mais de 550 casos para maratonar vai est aqui na descrição. Quem tá misteriosa também a podcast para você ouvir quando e onde quiser. E não esquece de me acompanhar nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela para vocês.
Me siga por lá que tem muito conteúdo extra. Agora bora começar o caso de hoje. [música] Fred estava no quintal da sua casa naquela tarde de 13 de fevereiro de 1973, fazendo aquilo que fazia todo fim de semana.
Era por volta das 3:30 da tarde quando ele se abaixou para arrancar algumas ervas daninhas perto da cerca. Fred nem imaginava que aqueles seriam seus últimos minutos de vida. Um Ford Station vagon azul parou na rua.
Um homem desceu do carro, caminhou até a cerca e sem dizer uma única palavra sacou um rifle calibre 22. Ferd ainda estava agachado quando o primeiro tiro foi disparado, atingindo em cheio no coração. O vizinho do outro lado da rua, que também trabalhava em seu próprio jardim, viu tudo acontecer.
A cena foi tão rápida e surreal que por um segundo ele ficou paralisado. Mas assim que o assassino voltou pro carro, o vizinho correu para dentro de casa para pegar papel e caneta. Ele anotou a placa do veículo antes que ele desaparecesse na esquina.
Quando a polícia chegou minutos depois, o Fred já estava morto. Ele tinha 72 anos, era aposentado e comerciante de peixes. E aquele assassinato, aparentemente aleatório, de um senhor inofensivo em seu próprio quintal, seria a ponta do iceberg de uma das séries de crimes mais perturbadoras da história da Califórnia.
A placa do carro foi imediatamente transmitida pelo rádio da polícia. Minutos depois, um patrulheiro de Santa Cruz avistou o carro e ordenou que o motorista parasse. Seu nome era Herbert William Mullin, um jovem de 25 anos.
E ele obedeceu sem resistência. não tentou fugir, não tentou usar a pistola calibre 22 que estava ao seu lado no banco, simplesmente parou o carro, se entregou quase como se estivesse aliviado. E aí aconteceu uma coisa que raramente acontece quando a gente fala em casos de homicídios, porque eles sempre tentam dizer que são inocentes, inventam histórias, pedem para falar com o advogado, enfim, não foi isso que aconteceu.
O Herbert simplesmente ajudou a polícia desde o primeiro segundo. Ele contou absolutamente tudo, confessou tudo com detalhes. E porque ele estava fazendo tudo aquilo, segundo ele mesmo, era porque ele iria salvar a Califórnia de um terremoto catastrófico.
Quando os investigadores começaram a perguntar sobre o caso do Fred, né, a morte do Fred, porque o Fred em específico, ele disse, sem remorço algum, como quem compartilha uma verdade fundamental, que os assassinatos eram necessários. Ele disse que sacrifícios humanos eram necessários para apaziguar forças naturais na Terra. Só que nesse ponto os investigadores não sabiam o quanto aquelas explicações eram literais na cabeça do Harbert e quantos crimes ele havia cometido de fato.
E aí ele começa a confessar então os outros assassinatos e a polícia imaginava que poderia ser mais um ou mais dois, mas eram muitos. No total eram 13. Entre outubro de 1972 e fevereiro de 1973, ele assassinou 13 pessoas.
Ele fez tudo isso em apenas 4 meses e as vítimas não tinham absolutamente nada em comum. eram pessoas que, infelizmente, estavam no caminho dele no momento em que as vozes começaram a dizer que era necessário mais um sacrifício humano. Então, pra gente tentar entender esse caso, a gente precisa tentar entender primeiro quem era o Herbert.
Seu nome era Herbert William Mulling. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1947 em Salinas, na Califórnia. A sua data de nascimento se tornaria uma obsessão para ele anos depois.
O dia 18 de abril era o aniversário do devastador terremoto de São Francisco de 1906. Aquele que destruiu grande parte da cidade e matou milhares de pessoas. Era também o dia que Albert Einstein havia morrido.
Na mente distorcida que o Harbert desenvolveria, essas coincidências tinham um significado cósmico. Ele acreditava ter nascido em uma data destinada a grandes eventos sísmicos e que isso tornava especial, escolhido. Mas nada na infância do Harbert indicava o horror que estava por ver.
Quando ele tinha 5 anos e sua família se mudou de uma pequena comunidade rural para São Francisco, onde seu pai, Martin William Mullin, trabalhava como vendedor de móveis. O seu pai era veterano da Segunda Guerra Mundial, um homem rigoroso, mas não abusivo. Ele ensinava o filho a usar armas de fogo desde cedo e contava histórias de guerra.
Já sua mãe era católica devota e criou os filhos em um ambiente religioso intenso. Herbert e sua irmã mais velha frequentaram escolas paroquiais. Ele era descrito como um menino brilhante, gentil, inteligente, sensível, educado.
Quando a família se mudou novamente, dessa vez para Felton, na região montanhosa de Santa Cruz County, o Herbert já estava no ensino médio e apesar dessa mudança em uma idade vulnerável, ele se adaptou super bem. Na San Lorenzo Valley High School, ele era popular, jogava futebol americano no time da escola, tinha uma namorada, muitos amigos e eram dos garotos invejados, aqueles que pareciam ter tudo sob controle. Tanto que em 1965 seus colegas de turmo votaram como mais provável de ter sucesso.
Após a formatura de 1965, ele se matriculou no Cabrillo College para estudar engenharia. Ele até considerou seguir os passos do pai e ingressar nas Forças Armadas. Tudo parecia estar indo bem, mas então aconteceu algo que mudaria tudo.
No verão, logo após a formatura, o melhor amigo do Harvard chamado Dean Richardson morreu em um acidente de carro. A perda para ele foi devastadora. Ele chorou por semanas e se trancava no quarto por horas.
Quando sua família finalmente entrou lá, descobriram algo perturbador. Harado seu quarto em uma espécie de santuário pro seu amigo. Eles encontraram fotos do amigo morto cercadas por velas, móveis arranjados ao redor das imagens.
Ele passava horas ali sozinho meditando sobre morte e reencarnação. O comportamento do Herbert começou a mudar drasticamente. Ele disse pra namorada que achava que estava virando gay, embora mantivesse o relacionamento.
Seus pais ficaram alarmados, mas tentaram atribuir as mudanças ao luto. Afinal, perdeu o melhor amigo aos 18 anos é traumático para qualquer um. Harbert continuou seus estudos em 1967.
Ele se formou com um diploma de 2 anos em tecnologia de engenharia rodoviária. Ele se matriculou na São José State College, mas era nessa época que os primeiros sinais reais da sua doença mental começavam a se manifestar de forma innegável. Foi aos 19 anos que ele experimentou a LSD pela primeira vez.
Depois veio a maconha. Logo ele estava usando ambas as drogas regularmente junto com anfetaminas. Seu comportamento se tornou cada vez mais errático.
De repente ele terminava o namoro sem motivo nenhum. Depois voltava. Depois terminava de novo.
Começou a se interessar obsessivamente por religiões orientais, yoga, dietas macrobióticas. Tentou entrar para um sacerdócio. Acreditava na legalização do LSD e da maconha.
Tinha até uma tatuagem no abdômen que dizia: "Legalize o ácido". Em 69, sua família finalmente o convenceu a se internar voluntariamente no Mendocino State Hospital. Na época, ele tinha 21 anos e estava claramente doente.
Ele se comportava de forma bizarra. Apagava cigarros em seu próprio corpo, fingia ser um santo, gritava com pessoas que não existiam. Os médicos o diagnosticaram com esquizofrenia paranoide, porém ele foi liberado após apenas seis semanas.
Ele não cooperava com tratamento, se recusava a tomar medicação e na época as leis da Califórnia dificultavam muito a internação involuntária de longo prazo. Alguém tinha que representar perigo imediato para si mesmo ou para outros. E como o Herbert nunca tinha sido violento, ele era sempre liberado.
Nos anos seguintes, o Herbert entrou e saiu de cinco hospitais psiquiátricos diferentes. Nenhuma das internações duravam muito e sempre que ele saía, ele arranjava algum emprego que também não durava muito. Nesse meio tempo, ele gerenciou uma loja Goodwill por pouco tempo.
Ele foi expulso em um apartamento por bater no chão e gritar com pessoas imaginárias. Ele tentou se juntar a um coletivo de artes em São Francisco, mas foi rejeitado por conta do seu comportamento estranho. Ele também tentou brevemente se tornar um boxeador, mas ele foi expulso depois que ele estava no meio de uma luta, o adversário dele já estava no chão caído e ele não parava de bater nele.
O seu comportamento estava fora de controle e aquilo era uma coisa óbvia, mas como ele nunca terminava os tratamentos, ele não tomava os medicamentos corretamente, ele continuava solto, né, e continuava com esse comportamento. E aí, aos 24 anos, ele decide se mudar para São Francisco meio que para tentar recomeçar, mas a sua saúde mental só piorava e ele desenvolveu um comportamento chamado epraxia, no qual ele simplesmente imitava cada movimento do seu cunhado que deixou a sua família aterrorizada. E esse era um sintoma clássico e grave de esquizofrenia.
No ano seguinte, em setembro de 72, ele volta a morar com os pais em Felton, porque ele tava quebrado financeiramente, ele tava cada vez pior mentalmente, então ele ouvia vozes que ficavam dando sugestões sobre ele mesmo, sobre a sua vida. E pela primeira vez as vozes estavam ficando mais altas. E agora elas não davam apenas sugestões, elas mandavam ele fazer coisas, davam ordens específicas, ordens para ele matar.
Foi nesse ponto que ele tinha desenvolvido uma teoria elaborada e delirante sobre os terremotos. Aí que entra a questão da data de nascimento dele, né, o dia 18 de abril. Ele acreditava que essa data tinha a ver não só com o terremoto de 1906, mas para ele também significava que ele era um líder designado da sua geração.
Em sua mente distorcer da guerra do Vietnã tinha funcionado como um grande sacrifício humano e que mantinha as placas tectônicas da Califórnia estáveis. Então, na cabeça dele, milhares de americanos morrendo na Ásia estavam de alguma forma prevenindo e apaziguando a terra de terremotos catastróficos, principalmente na costa oeste. Mas aí, no fim de 72, a guerra estava terminando.
As tropas estavam voltando para casa e nessa teoria que ele tinha criado na cabeça dele, o Herbert acreditava que como eles estavam voltando, os terremotos também voltariam. Ele acreditava que esses terremotos massivos iriam acontecer e destruir a Califórnia. E aí as vozes em sua cabeça diziam que ele precisava prevenir que isso acontecesse.
Ele precisava fazer sacrifícios humanos dessa forma, derramando sangue, ele estaria saciando a terra. As vozes que ele ouviam, segundo ele, eram de entidades e do seu pai morto. Só que o pai dele não estava morto, ele tava vivo.
Essas vozes davam instruções telepáticas específicas, dizendo em que momento que ele deveria cometer, né, esses sacrifícios humanos. As vozes diziam quando e onde. E em outubro daquele ano 72, ele decidiu obedecer as vozes pela primeira vez.
A primeira vítima foi um homem chamado Lawrence White, um andarilho de 55 anos conhecido como WEY. No dia 13 de outubro de 72, o Lawrence estava caminhando pela Highway 9, ao sul de Felton, quando viu um Ford Station wagon parado no acostamento com o capô aberto. Um jovem olhava pro motor parecendo ter problemas mecânicos.
O Lawrence era o tipo de pessoa que sempre ajudava quem precisava. Então ele se aproximou e ofereceu ajuda. Disse que poderia dar uma olhada no motor em troca de uma carona, mas aí ele percebeu que não tinha nada de errado com o carro.
O Herbert havia apenas encenado o problema para conseguir atrair alguém. Assim que o Laorman se abaixou para olhar o motor, Harbert pegou um taco de beasebol que estava escondido e começou a bater na cabeça do homem repetidamente. Os golpes eram brutais e contínuos.
O Lawrence nem teve chance de se defender ou de gritar por ajuda. Quando ele finalmente parou de se mover, o Robert arrastou seu corpo para dentro da mata, ao lado da estrada, e depois fugiu. O corpo do homem foi encontrado no dia seguinte.
A polícia não tinha pistas. Parecia um assalto que tinha dado errado, talvez uma tentativa de roubo de carro. Não havia suspeitos.
e nem testemunhas. Era apenas mais um crime violento em uma área onde crimes ocasionais aconteciam. O Herbert mais tarde disse aos investigadores que o Lawrence parecia o Jona da Bíblia e que havia recebido mensagens telepáticas dele, dizendo: "Ei, cara, me pegue e me jogue do barco, me mate para que outros sejam salvos".
Na mente distorcida do Herbert, o Lawrence havia consentido telepaticamente com seu próprio sacrifício. 11 dias depois, no dia 24 de outubro, o Herbert procura sua segunda vítima. Dessa vez, ele não precisou ensenar nada.
Mary Margaret Gil Foy fez o trabalho por ele. A Mary tinha 24 anos e era estudante do Cabrillo College, a mesma faculdade que Herbert havia frequentado anos antes. Naquele dia, ela estava atrasada para uma entrevista e decidiu pedir carona.
Era algo comum na época, especialmente em Santa Cruz, onde a cultura hip ainda era forte. Então, pedir caronas assim era visto como algo normal. A Mary estava na estrada perto do campus quando o Ford azul do Herbert parou do seu lado.
Ele se ofereceu para levá-la. A Mary entrou no carro e agradeceu. Poucos minutos depois, enquanto dirigia, o Herbert pegou uma faca e a esfaqueou no peito.
A Mary nem teve tempo de gritar. O ataque foi rápido e brutal. Ela morreu quase que instantaneamente.
Mas o Herbert não parou por aí. Ele levou o corpo para uma área isolada nas montanhas de Santa Cruz e começou a realizar o que ele descreveria depois como um exame. Ele tinha a crença delirante de que o meio ambiente estava sendo rapidamente poluído e que os corpos humanos conham evidências dessa poluição.
Ele abriu o corpo da Mary, removeu os órgãos, examinou-os, procurando sinais de contaminação. Depois espalhou os cestos dela pela encosta da montanha. O corpo não seria encontrado até fevereiro do ano seguinte, quase 4 meses depois.
Inicialmente, a polícia pensou que era obra de outro serial killer que estava operando em Santa Cruz na mesma época. A ideia de que dois assassinos em série estavam ativos simultaneamente na mesma pequena cidade de menos de 150. 000 habitantes era quase impensável, mas era exatamente o que estava acontecendo.
Oito dias após matar a Mary, Herbert decidiu que ele precisava de orientação espiritual. As vozes em sua cabeça tinham mandado ele matar, mas agora ele tava com dúvida se ele realmente deveria ter feito isso, se os sacrifícios estavam dando certo. Ele começou a ter essas dúvidas.
E aí no dia 2 de novembro de 1972, dia finados, inclusive uma das datas mais sagradas do calendário católico, e o Herbert foi criado como católico. Então ele decidiu ir paraa St. Mary's Catolic Church em Los Gatos para se confessar.
Ele entrou na igreja com uma faca escondida. Mais tarde ele diria que essa faca era para se proteger, mas ninguém sabe exatamente do que que ele tava se referindo, né? Do que ele precisaria se proteger lá dentro.
Quando ele entrou no confessionário, o padre Henry também tava do outro lado. E esse padre era um homem extraordinário, que se vocês forem dar uma pesquisada, vocês vão ver que ele fez várias coisas, esteve em vários lugares, ajudou até na Segunda Guerra Mundial. E aí, em 1960, ele teve alguns problemas de saúde, decidiu visitar alguns parentes na Califórnia e acabou ficando.
Naquele dia definados, ele estava ouvindo as confissões e ele era muito conhecido na comunidade e um padre muito querido por todo mundo. Não se sabe exatamente o que ele confessou pro padre naquele dia, mas de repente ele começa a ouvir as vozes novamente dizendo para ele sacrificar o padre, porque ele mesmo tinha se voluntariado, que ele queria morrer para salvar a Califórnia. Então, na realidade, na cabeça do Harbert, ele tinha concordado, né, o padre, no caso, telepaticamente com a própria morte.
O Herbert começou a forçar a porta do confessionário e o padre não estava entendendo o que estava acontecendo. Então, quando ele abre para ver o que tinha acontecido, ele é atacado pelo Herbert que estava usando aquela faca. Ele saqueou o padre no coração.
O padre tentava lutar pela própria vida. E aí o Herbert começou a explicar o padre até ter certeza que ele estava morto e depois ele fugiu. Uma única pessoa tinha visto ele saindo da igreja e essa pessoa disse que era um homem alto com botas pretas e que saía as pressas, mas a descrição era muito vaga, então eles não tinham ideia de quem poderia ser.
A comunidade ficou em choque porque aquele padre super querido, um herói de guerra, tinha sido assassinado dentro da igreja sem motivo algum. As pessoas começaram a especular, né, quem poderia ter cometido esse crime horrível. A polícia também tava por lá.
esperando que talvez o Assass decidisse voltar, mas o Herbert não voltou. Ele deixou impressões digitais, né, na cena do crime, foram coletadas, mas naquele momento não havia absolutamente nada que pudesse ligá-lo, né, à morte do padre. Nesse ponto, a polícia de Santa Cruz estava investigando três assassinatos, o da Mary, da estudante, o do Lawrence, o andarilho, e agora o do padre.
Então, lembrando que o corpo da Mary nem tinha sido encontrado ainda. Essas três mortes estavam sendo investigadas como três homicídios separados, porque tinham sido completamente diferentes, tinham acontecido com vítimas também muito diferentes e até os métodos não eram os mesmos. Pro Herbert ter matado um padre foi perturbador, até para sua mente distorcida, ele tinha atacado uma figura paterna religiosa, algo que os psiquiatras diriam mais tarde que estava simbolicamente ligado ao próprio pai do Herbert, que era um homem extremamente católico, muito rigoroso.
Então essa escolha, né, do padre seria por conta dos conflitos não resolvidos que ele tinha com o próprio pai. Mas ao invés do Harbert parar e refletir sobre o que ele tinha acabado de fazer, ele simplesmente decidiu seguir o seu caminho. Se ele não podia encontrar paz na religião, talvez ele encontrasse essa paz no serviço militar.
Em novembro de 72, ele tentou se alistar na guarda costeira, mas foi rejeitado na avaliação psicológica. Em janeiro de 73, tentou novamente, dessa vez nos marines. Surpreendentemente, ele passou tanto no exame físico quanto no psiquiátrico.
Um sargento recrutador até escreveu em seu relatório oficial que o Herbert é um jovem inteligente, altamente motivado, com zelo, ultra zeloso para se alistar. O Herbert ficou extremamente animado. Finalmente, ele tinha uma missão legítima.
Ele poderia canalizar os seus impulsos violentos de forma aceita pela sociedade. Mas quando chegou a hora de assinar um documento reconhecendo o seu histórico de prisões, já que ele tinha sido preso por posse de maconha, ele decidiu recusar. Por conta disso, ele foi dispensado.
Ele ficou extremamente furioso e devastado. Ele culpou os seus pais por seus fracassos. disse que eles não o haviam ensinado adequadamente sobre a vida, sobre a ordem de dominância da sociedade.
E quanto mais ele pensava sobre a sua vida arruinada, mais identificava um culpadre específico. O Jean Janeira. O Jean tinha sido colega do Herbert no ensino médio.
Eles eram amigos e foi ele quem apresentou Herbert a maconha. Na mente cada vez mais paranoica do Herbert, o Janin era responsável por tudo derrado em sua vida. Ele tinha lhe dado drogas que destruíram seu cérebro.
Jan o havia envolvido com o movimento pela paz que fez a sociedade rejeitá-lo. Jin até o havia enganado para não comprar um terreno que Herbert queria. No início de 73, o Herbert tinha parado completamente de usar drogas.
Agora, limpo, mas ainda profundamente psicótico, ele culpava todos os seus problemas no uso de substâncias no passado. Ele culpava o Jin por ter iniciado tudo. Então era a hora do Jin pagar.
Ele lembrava que o Jin costumava morar em uma área remota de Santa Cruz, perto de uma atração turística popular chamada Mystery Spot. No dia 25 de janeiro de 73, ele dirigiu até lá, procurando pelo velho endereço do Jin. A primeira casa que abordou era ocupada por uma mulher chamada Caty Francis.
Ela tinha 29 anos e era mãe de dois meninos, David Hills de 9 anos e Damon Francis de 4 anos. Ela e seu marido Bob estavam envolvidos no comércio de maconha, assim como Jean e sua esposa. Na verdade, Katy, Bob e os Janeira já haviam morado juntos em um rancho em Maryville antes de se mudarem para Santa Cruz, mais de um ano antes de tudo isso acontecer.
Então eles eram amigos bem próximos. Quando o Herbert bateu a porta naquela casa, era uma manha chuvosa. A Katy estava em casa com os filhos.
O Bob estava em Berkley, fechando um negócio de drogas. E a primeira coisa que Herbert perguntou era onde estava o Jean. A Katy, sem suspeitar de nada errado, disse a ele que Jean e John haviam se mudado para Wester Avenue na cidade.
Ela até deu o endereço exato deles, então Herbert agradeceu e foi embora. Jean e Joan moravam em uma casa modesta em Western Avenue. O Jean tinha 24 anos e a John tinha 21.
Eles tinham uma filha de 16 meses. E naquela tarde de 25 de janeiro, a bebê provavelmente estava dormindo em outro cômodo quando o Herbert chegou e bateu na porta. O Jin atendeu e imediatamente o Herbert começa a questioná-lo.
Por que você arruinou minha vida? Por que você me vendeu drogas? Por que você estava envolvido no movimento da paz?
Por você me fez usar maconha. Na mente do Herbert, nesse ponto, havia uma conspiração massiva feita pelos pais dele. E o Jean fazia parte de tudo isso.
O Jean, sem entender nada, começa a responder as perguntas, a tentar se explicar, mas tudo que ele falava parecia não satisfazer o Herbert. Então ele pegou sua pistola calibre 22 e atirou no Jin. O tiro não matou instantaneamente.
Então ele começa a rastejar até o banheiro, pedindo para John fechar a porta e se trancar para ela se proteger. Mas o Herbert seguiu ele até o banheiro. Ele arrombou a porta, atirou na John, que morreu instantaneamente.
Depois ele atirou mais vezes no Din para ter certeza que ele também morreria e depois ele esfaqueou os corpos. Mas para ele aquilo não era o suficiente. Então ele volta pra casa da Katy.
A Katy provavelmente nem imaginava que aquele homem educado voltaria, né, pra sua casa naquele dia. Então o Herbert bate na porta, ela abre, ele atira na Katy e depois ele atira nos filhos dela que estavam ali dentro da casa aterrorizados. Lembrando que eles tinham 9, 4 anos de idade, então ele atirou em todos eles e depois ele começou a esfriar os corpos múltiplas vezes, o que ele mesmo chamaria mais tarde de overkill, que em tradução seria como se a pessoa estivesse matando além do necessário.
A pessoa já tava morta, mas ele fazia isso mesmo assim. Quando a polícia chegou nas cenas dos crimes, tanto na casa da Katy quanto na casa do Jean, eles achavam que era um crime relacionado a algum traficante que poderia ser rival deles ou clientes insatisfeitos, já que eles sabiam que eles, né, vendiam maconha. Mas a polícia não tinha ideia de que esses casos tinham a ver com os outros três casos que eles já estavam, né, investigando.
Fora que o Herbert sempre eliminava as testemunhas, né? Então a John, por exemplo, mais tarde, no interrogatório, ele confessou que ele só assassinou a John porque ele não queria deixar nenhuma testemunha. Ele disse que ele não queria que descobrissem que ele tinha cometido os crimes e ele não queria ser punido.
Então quanto a Katy e os filhos dela, a mesma coisa. Ele disse que foi justamente para eliminar a testemunha, só que aí mais tarde, quando já tava na época do julgamento dele, ele tentaria enquadrar todas essas mortes como os sacrifícios humanos que as vozes mandavam ele fazer. É muito bizarro porque ele matou cinco pessoas em um dia, incluindo duas crianças.
E aí, no dia 6 de fevereiro de 73, o Herbert estava caminhando pelo Henry Cowell Redwood State Park, perto de Felton. E era uma área bem bonita, com trilhas isoladas, perfeita para acampar. E foi exatamente o que quatro adolescentes estavam fazendo.
Brian Scott Card tinha 19 anos. David Oller tinha 18, filho de Philip e Dita Olier. Robert Michael Spector também tinha 18, filho do Dr Donald Spector e Ruth Kler.
E Mark John Dry Belbis, o mais jovem tinha apenas 15 anos. Os quatro tinham montado uma barraca improvisada e estavam curtindo um dia ao ar livre, longe de qualquer preocupação. Quando Herbert se deparou com eles, ele teve uma ideia.
Ele se aproximou do grupo, foi muito amigável, começou a conversar. Depois ele disse que ele era um guarda florestal e que eles estavam acampando ilegalmente. Disse que estavam poluindo a floresta com sua presença.
Ordenou que eles fossem embora. Os garotos riram. Eles podiam ver que o Herbert claramente não era um guarda florestal.
Então eles mandaram ele ir embora. O Herbert saiu, mas prometeu que voltaria no dia seguinte. Os adolescentes provavelmente acharam que ele era apenas um maluco inofensivo, só que ele voltou.
No dia 10, ele retornou ao acampamento e dessa vez não houve nenhuma conversa. Ele simplesmente sacou a sua pistola e começou a tirar. Um por um, ele executou os quatro adolescentes com tiros na cabeça.
Depois de ter certeza que todos estavam mortos, o Herbert pegou o rifle calibre 22 que os garotos tinham levado e 20 que ele encontrou com eles. Mais tarde, ele usaria esse mesmo rifle roubado para matar sua última vítima. Os corpos dos meninos só foram descobertos no dia 17 de fevereiro, uma semana depois.
Foi o irmão do Brian Card quem os encontrou em uma cena que deve ter sido absolutamente devastadora. A barraca improvisada estava encharcada de sangue. Os quatro jovens que haviam saído para um dia tranquilo haviam sido massacrados brutalmente.
Quando os corpos foram finalmente encontrados, o Herbert já estava preso, mas a polícia ainda estava conectando os pontos entre todos esses crimes aparentemente aleatórios. Três dias depois, o Herbert cometeria o assassinato que finalmente o colocaria atrás das grades. Aquele primeiro assassinato do idoso que estava cuidando do próprio jardim.
O Fred, de 72 anos, foi morto com um único tiro certeiro no coração. Herbert usou o rifle calibre 22 roubado dos adolescentes, só que dessa vez, diferente de todos os outros crimes, tinham uma testemunha. No começo, sempre que tentavam perguntar qualquer coisa para ele, ele gritava: "Silêncio!
" E aí, de repente, ele começou a contar, né, a falar e depois que ele começou, ele não parou mais. E assim ele foi contando todos os assassinatos de todas as vítimas que eu acabei de citar para vocês. Então ele contou todos com detalhes, dizendo como a vítima era, que método ele usou e obviamente explicou os seus motivos, né, pros investigadores que queriam saber porque ele tava saindo matando essas pessoas, né, que não tinham conexão alguma com ele ou entre elas.
E aí ele começou a falar sobre seus delírios, que ele tava fazendo aquilo para salvar o mundo, para salvar a Califórnia. Disse que o Lawrence White parecia o Jona da Bíblia. disse que todas as vítimas concordaram telepaticamente com suas mortes, que os meninos, né, que estavam acampando mentalmente deram permissão para ele matá-los, que o próprio padre também concordou.
E aí depois de toda a confissão, os investigadores começam a analisar tudo que eles tinham de todos os casos, né, de todas as mortes, então todas as evidências, as provas forenses, as balas, né? Então eles usaram muito os exames balísticos para realmente ver se todas aquelas confissões eram verídicas e assim eles viram que realmente ele tinha sido o assassino. Então, além das balas tinha o veículo dele, né, com a placa do carro que o vizinho anotou.
tinha também impressões digitais em algumas cenas do crime. E foi só nesse ponto que a polícia descobriu que eles estavam investigando vários casos separadamente quando todos haviam sido, né, cometidos pela mesma pessoa. E pior que isso, eles descobriram que o Herbert tinha matado todas essas pessoas, né, em Santa Cruz, no momento em que outro serial killer também estava atuando lá.
Vocês devem estar se perguntando quem era esse serial killer e era o Ed Camper. Já contei esse caso aqui no canal, vou deixar o link aqui em cima para vocês. O Ed assassinou seis estudantes, sua mãe e a melhor amiga da sua mãe.
Antes de cometer esses crimes, ele tinha assassinado os próprios avós aos 15 anos de idade. Então, para quem quiser relembrar ou não conhece esse caso ainda, é só ir lá no vídeo. Então, imagina a polícia investigando todas essas mortes acontecendo no mesmo tempo.
Eles não conseguiam conectar, né, todas as mortes para uma pessoa só, no caso do Herbert, porque elas eram muito aleatórias, elas não tinham nada a ver entre si. E aí o Ed atuando também, então eles não tinham ideia que haviam duas pessoas ao mesmo tempo. Quando o corpo da Mary foi encontrado, que foi, né, alguns meses depois, eles primeiro, eles acharam que era o Ed, né, que poderia ser mais uma vítima do Ed, porque ela era uma estudante e ele havia matado seis estudantes.
E além disso, ele também desolvava os corpos nessas áreas de montanhas de Santa Cruz, onde o corpo dela foi encontrado. Então, pros investigadores, foi um pesadelo logístico tentar investigar ao mesmo tempo todas essas mortes, sem ter ideia que haviam duas pessoas diferentes. No total, os dois, o Ed e o Herbert, mataram em um ano 21 pessoas, fazendo com que Santa Cruz ganhasse o apelido de Murderville, a capital dos assassinatos dos Estados Unidos.
Para uma cidade pequena com 150. 000 meu habitantes era um número assustador. As pessoas tinham medo de sair de casa, estudantes, mulheres tinham pavor de andar sozinhas.
O Ed foi preso algumas semanas depois do Herbert e no caso do Eddie, ele ligou pra polícia e confessando, né, o que ele tinha feito e ele tava muito desapontado que não tinha uma busca nacional por ele. Quando eles estavam presos, eles chegaram a compartilhar a mesma cela e tiveram até uma interação bizarra. O Eddie desprezava o Herbert dizendo que ele matava sem ter um bom motivo.
Durante uma entrevista, o Eddie também disse que o Herbert tinha mania de ficar falando e cantando quando as pessoas tentavam ver TV, que uma vez ele jogou água na cara dele para ele parar de incomodar as pessoas e que quando ele era um bom menino, ele dava amendoins para ele porque ele gostava de amenduins. O Ed disse que isso foi eficaz porque depois disso ele começou a pedir permissão para poder cantar. Ele disse que isso é chamado de tratamento de modificação de comportamento.
Ed disse que ele considerou a possibilidade de matar o Herbert na cadeia porque isso faria o favor a todo mundo e que então ele seria executado por isso, mas eventualmente eles foram transferidos para instalações diferentes. O julgamento do Herbert começou no dia 30 de julho de 1973. O condador de Santa Cruz o acusou de 10 assassinatos.
O Herbert havia confessado 13, mas ele não foi acusado formalmente pelos assassinatos de Lawrence e de Mary e o assassinato do padre seria julgado separadamente no condado de Santa Clara, já que aconteceu em Los Gatos. Como Herbert havia admitido todos os crimes, o julgamento não se concentrou na questão de culpa, mas sim na questão de sanidade. Nos termos da lei americana, a pergunta era: "O Herbert entendia a natureza e a qualidade de suas ações?
Ele entendia a diferença entre certo e errado? " O promotor assistente Chris Cell argumentou que sim. Ele apontou para o fato de que Herbert cobriu seus rastros e mostrou premeditação em alguns crimes.
Após matar o Lawrence, por exemplo, ele lixou as manchas de sangue do taco de beasebol. Ele recolheu os cartuchos de bala na casa dos Janeira, dizendo que pertenciam a ele. Ele matou Francis e seus filhos porque eram testemunhas.
Lixou o número de série da sua pistola calibre 22. Essas eram ações de alguém que sabia que estava cometendo crimes e tentava evitar ser pego. Já a defesa liderada pelo defensor público Jim Jackson argumentou que Herbert estava completamente insano.
O Jackson disse no tribunal que ele era completamente louco. O tribunal aprendeu que o Herbert havia sido previamente diagnosticado com esquizofrenia. O seu advogado alegou que seus delírios paranoides o fizeram matar e que ele não deveria ser considerado criminalmente responsável.
O Jackson explicou que algumas das vítimas foram mortas porque vozes disseram para Herbert matá-las. No sacado do padre, o Herbert disse que foi a voz do seu pai que ordenou que o matasse. Outras vítimas, como Jean, eram membros de uma conspiração de sadismo de matar alegrias liderada pelos pais do Herb para arruinar sua vida.
Ele diz que acreditava que outros, incluindo os quatro campistas adolescentes, queriam morrer como sacrifícios para salvar o planeta. Mas os promotores contraargumentaram que a doença mental do Herbert não equivalia a capacidade diminuída de entender os seus crimes. Ele cobriu seus rastros e premeditava alguns dos crimes, mostrando que ele era legalmente são.
E o júri concordou. O próprio Herbert minou ainda mais o seu caso com comentários imprudentes. Às vezes, ele soava friamente são e racional.
Vários psiquiatras nomeados pelo tribunal testemunharam que a teoria dos terremotos foi desenvolvida com uma reflexão posterior e não era sua verdadeira motivação. O Dr Charles Morris testemunhou que após examiná-lo concluiu que ele era legalmente insano quando assassinou o andar a carona e o padre, mas legalmente são durante os últimos 10 assassinatos. Em janeiro, quando ele parou de usar LSD na esperança de se tornar um Marine, ele começou a matar por vingança.
Ele havia se tornado moralmente entorpecido por matar suas primeiras três vítimas, de modo que matar novamente, especialmente por raiva, não carregava mais consequências morais. Já outro psiquiatra disse que Herbert matou o Jean por introduzi-lo às drogas e John e Cat e as crianças porque eram testemunhas. Ele matou os campistas porque ele tinha uma coisa contra hips e ele os descreveu como hips.
O ódio era sua verdadeira motivação e não sacrifícios para prevenir terremotos. O júrio de seis homens e seis mulheres deliberou por mais de 14 horas. No dia 19 de agosto de 73, eles consideraram Herbert culpado de dois assassinatos em primeiro grau, as mortes do Jean e da Katy, porque foram considerados premeditados.
As outras oito vítimas foram consideradas mortes por impulso pelo juurri, portanto assassinato em segundo grau. O Herbert apenas deu de ombros quando ouviu o veredito. Ele foi sentenciado à prisão perpétua.
Já em um julgamento separado no condado de Santa Clara para o assassinato do padre Henry Tomé Los Gatos, o Harbert retirou sua defesa da insanidade e foi considerado culpado de assassinato em segundo grau. Isso completou sua responsabilidade legal por seus crimes confessados nos dois condados. Mas o caso não estava terminado para todos.
O presidente do júrio ficou tão perturbado com o caso que tomou uma medida em comum. Ele escreveu uma carta aberta ao então governador da Califórnia, Ronald Reagan, acusando e os legisladores de serem tão responsáveis pelos assassinatos quanto o próprio Herbert. A carta apontava que o governo havia rapidamente fechado hospitais de saúde mental no início dos anos 70 como parte de um movimento de desinstitucionalização.
A ideia era que os doentes mentais poderiam ser tratados melhor na comunidade, mas o que realmente aconteceu foi que muitos como Herbert foram simplesmente liberados sem acompanhamento ou tratamento adequado e alguns deles eram perigosos. O presidente escreveu pro júri: "Eu responsabilizo os executivos estaduais e os legisladores estaduais tanto quanto o próprio ré por essas 10 vidas". Ele chamou a libertação do Herbert de um erro psiquiátrico, mas não assumiu responsabilidades pelas políticas que contribuíram pra situação.
O Herbert foi encarcerado na Califórnia e foi sentenciado a prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Ao longo das décadas na prisão, ele permaneceu profundamente doente mental. Ele foi diagnosticado com reação esquizofrênica tipo paranoide.
Enquanto estava preso, ele disse que cometeu seus crimes apenas na tentativa de salvar o meio ambiente. Ele passou anos escrevendo manifestos delirantes sobre suas teorias, misturando referências a Jona, Einstein e terremotos. Os escritos bizarros forneceram evidência importante paraa defesa na tentativa de provar sua insanidade, mas também demonstraram que décadas depois a sua noção da realidade não havia melhorado.
A sua primeira audiência de liberdade condicional aconteceu nos anos 80 e depois ele teve várias outras audiências. A última foi em 2021 e ele foi negado em todas elas. Em múltiplas audiências, ele culpava os assassinatos aos seus pais, que na época já eram falecidos.
Em sua audiência de 2021, aos 74 anos, ele admitiu que havia matado 13 vítimas, mas insistiu que seus pais o forçaram a fazê-lo por sua criação inadequada e que ele sentia que seus pais e irmã deveriam ser responsabilizados. O Herbert nunca demonstrou verdadeiro remorço pelo que ele fez. Ele nunca assumiu responsabilidade pessoal.
Ele sempre culpou os outros, os seus pais, o jein, as drogas, a sociedade. Dessa forma, em sua audiência, né, de 2021, o promotor disse que ele continua representando um risco tão alto pra comunidade quanto representava durante sua onda de crimes em 72 e 73. Ele poderia pedir pela liberdade condicional novamente em 2028, mas a sua saúde deteriorou significativamente devido ao envelhecimento.
No dia 18 de agosto de 2022, ele morreu de causas naturais. Ele tinha 75 anos. Ele morreu exatamente 4 meses após o seu aniversário.
Eu quis trazer esse caso para vocês porque eu acho que ele traz uma discussão muito importante que é toda essa questão de saúde mental de pessoas com problemas mentais que não são tratados como o caso do Herbert. E aí, né, uma coisa que acontece em muitos casos que é o argumento da insanidade. Muitas, muitas vezes.
Já contei para vocês casos que na hora do julgamento a pessoa dizia eh que a o motivo era porque a pessoa era insana, que ela não entendia o que ela tava fazendo, que ela não sabia o que era certo e errado. E isso é usado muito nos tribunais. E no caso do Herbert, ele realmente tinha uma doença mental, mas ao mesmo tempo ele sabia que o que ele tava fazendo não era certo, já que ele ia lá e se certificava que não haveria testemunhas pro crime que ele cometeu.
Ele foi diagnosticado com esquizofrenia antes de começar a matar. Então, por isso que eu queria trazer essa discussão pra gente falar sobre doença mental, sobre todos os anos que não foi tratado no caso dele. E aí só depois ele começou com essas paranóias, com as vozes que a gente não sabe se ele realmente ouviu ou não, que diziam para ele matar.
E falar também sobre responsabilidade criminal. Então, eu quero muito saber o que vocês acharam, qual a opinião de vocês nesse caso. Uma coisa muito doida é que ele passou os últimos 49 anos da sua vida na prisão e durante todos esses anos ele continuava, né, tendo vários problemas mentais e ele continuava culpando todo mundo, menos ele mesmo, pelos crimes que ele cometeu, culpando os pais.
Então, é muito doido pensar que depois de todos aqueles anos parece que ele ainda não conseguia assumir a responsabilidade pelo que ele fez, né? Então, enfim, quero saber o que vocês acharam. Me conta aqui nos comentários, não esquece do like, que me ajuda muito na divulgação do vídeo.
Prist completa com todos os casos que eu já contei, vai tá aqui na descrição, tem mais de 550 casos para maratonar. E não esquece de me acompanhar nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela para vocês. Tem muito conteúdo extra lá, então vai me seguir.
E é claro que Misteriosa também é podcast para ouvir quando e onde quiser. E é isso, eu vejo vocês no próximo vídeo.