Olá, acadêmico! Estamos na Unidade 1, Tópico 1: Percurso histórico pregresso da formulação da psicopedagogia. Nesta unidade, os alunos realizarão uma análise e reflexão sobre o percurso histórico da psicopedagogia.
Percurso histórico pregresso da formulação da psicopedagogia. Prezado acadêmico, a psicopedagogia tem sido associada à aprendizagem. Você já se perguntou por que ela existe?
Quem a criou? Para quê? Onde?
Em que período da história? Quais são as suas origens? Quais foram os fenômenos que demandaram a formulação desse campo do conhecimento e área de atuação, e como se deu essa trajetória até atingir o patamar atual?
Se a psicopedagogia está relacionada à aprendizagem, podemos falar que ela foi tecida no intuito de compreender como acontece o processo de aprendizagem. Ela foi estruturada a fim de identificar os fatores que contribuíram e os que dificultaram esse processo. O começo.
A aprendizagem é inata aos humanos, pois até mesmo nossas necessidades fisiológicas requerem certo aprendizado. Por exemplo: a ingestão de água e de alimento é essencial para a sobrevivência humana, certo? As pessoas precisam, obrigatoriamente, aprender a encontrar água e comida.
Assim, já que nós, os humanos, não nascemos prontos para encarar a vida de modo autônomo, precisamos que alguém cuide de nós com significativa dedicação nos primeiros meses de vida, e mesmo na fase adulta ou na velhice permanecemos dependentes uns dos outros. Além das transformações que ocorreram na questão das aprendizagens em torno da alimentação, as pessoas também foram acumulando novas necessidades de saberes, de aprendizados em outros aspectos, como a esfera do trabalho e das relações estabelecidas em meio aos negócios de trocas de produtos e serviços. Você já parou para pensar: será que naquela época algumas pessoas também apresentavam "dificuldades para aprender"?
Possivelmente, sim. No entanto, as famílias se organizavam de outros modos para lidar com tais dificuldades. Talvez, deixavam atividades mais fáceis para aqueles que demonstravam dificuldades ao "tentar aprender", ou seja, cada um tinha uma função no meio em que vivia.
Percurso histórico. À medida em que os seres humanos foram se desenvolvendo, inclusive em suas habilidades e competências cognitivas, foram criando artefatos, objetos, novas formas de levar a vida. Quanto mais criações foram executando, maior era a necessidade de aprendizado, fosse para utilizar esses novos bens/ferramentas/criações, fosse para executar melhorias.
Assim, quanto mais informações as pessoas iam assimilando, maior era a necessidade de contar com novos e diversificados provedores dessas informações. Dessa maneira, o processo de aprendizagem ficou mais complexo. As pessoas que ensinavam eram os próprios pais, outros familiares ou pessoas da comunidade que conheciam muito bem cada aprendiz.
Esses “professores” tinham poucos aprendizes de cada vez, e estes já eram familiarizados com o produto que produziam e com o processo de manufatura, pois passaram a vida toda vendo a família trabalhando com isso. É provável que sempre tenham existido pessoas que pareciam não alcançar certos entendimentos, mas tudo indica que a noção de "dificuldade de aprendizagem" foi sendo erigida na Idade Moderna, após a invenção da escola. Com a Revolução Industrial, houve o desenvolvimento fabril, que se fortaleceu com a passagem da oficina artesanal para a manufatura e, posteriormente, para a fábrica.
Chegou um momento da história em que boa parte dos homens da Europa estava trabalhando nas fábricas e precisava aprender como manusear as máquinas e ferramentas de trabalho, como lidar com a matéria-prima e como produzir objetos Veremos agora como foi esse percurso histórico. Primeiro: Antiguidade – o domínio de novas técnicas alterou a forma dos seres humanos construírem suas moradias, de cultivar a terra, plantar, colher, de buscar formas mais confortáveis ou duráveis de vestimenta. Em determinado momento, passaram a estocar alimentos, em vez de se preocuparem com o alimento diário ou de consumo em curto tempo.
Segundo: Idade Média – ao longo de considerável parte da história da humanidade, existiu direta ligação entre Igreja e Estado em vários momentos. Religião e filosofia buscavam explicar a sociedade e procuravam melhorá-la por meio dos seus princípios. Alguns pensadores de destaque dessas épocas foram, respectivamente: Platão, Aristóteles, São Tomás de Aquino e Santo Agostinho.
Terceiro: Renascimento – o Renascimento foi um movimento que marcou a transição da Idade Média para a Idade Moderna, da transição do feudalismo para o capitalismo. Trata-se de um movimento intelectual e artístico que gerou mudanças na Europa. Quarto: Revolução Francesa – a Revolução Francesa é um exemplo de que o produto da reflexão dos filósofos também é útil.
Afinal, a união entre os atos dos filósofos e do povo foi determinante para acabar com o sistema de governo absolutista monárquico – no qual o rei detinha praticamente todo o poder. Quinto: Revolução Industrial – a Revolução Industrial é resultado de um lento processo. Trata-se de uma revolução que levou cerca de um século.
A crise do sistema feudal favoreceu a consolidação do modo de produção capitalista. Isso levou à instauração de um sistema econômico-social, com sua forma peculiar de Estado e ideologia específica. A redistribuição da riqueza e do poder se sucedeu, inicialmente, entre os países da Europa, como prova o declínio relativo da hegemonia da França, e, depois, entre outros países do mundo.
Vejamos o legado dessa trajetória: Abalou o absolutismo monárquico em toda a Europa. Superação das instituições feudais do antigo regime. Tomada do poder pela burguesia.
Muitas pessoas eram executadas na guilhotina, entre elas, o rei. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Preparação para despontá-lo do capitalismo industrial.
Por fim, alguns pensadores das Ciências Sociais se propuseram a procurar respostas para os novos desafios que exigem uma análise científica de todos os aspectos da vida em sociedade, para entender o presente e projetar o futuro. Prezado acadêmico, bons estudos e até a próxima!