[Música] [Música] olá boa tarde a selphy aquela foto que você tira desse mesmo é onipresente nas redes sociais de tão popular já entrou com o tradicional dicionário oxford e se tornou alvo de vários estudos a quem a usa pra auto aceitação ao para medir a popularidade e você por que tirar céu [Música] a busca constante pela felicidade nas redes sociais e as frustrações que elas trazem qual é o peso ea importância da opinião dos outros eu acho bacana essa questão de você mostrar a foto na realidade realmente como é o ambiente como é sua vida
como é o espaço e isso também serve como incentivo para você buscar melhorar sempre inclusive minha filha ela sempre pede pra minha mãe toma cuidado em casa quando você for fazer alguma coisa senão tem uma cama desarrumada louça na pia alguma alguma coisa uma vassoura aparecendo né o que sai do primeiro vai é isso que vale é o que vale é o mundo real não o ideal é um instante tirar uma fotografia de você mesma chamada à self já deixou de ser novidade aí pra chegar no resultado esperado pelo menos umas quatro ou cinco fotos
o efeito daqui outro dali um perfil que favorece a melhor e é justamente aí que está o problema quando a busca pelo seu ideal ultrapassa o eu real do mundo perfeito das redes sociais amigos sempre felizes paisagens espetaculares é cada vez mais difícil achar algo que não seja no mínimo editado a maquiagem primeiro longa não vai ser esse caso tem aí a foto um segundo sinal de maquiagem não tem foto [Música] para discutir o que a selfridges dizem sobre nós vamos conversar com o psicólogo cristiano nabuco do instituto de psiquiatria do hospital das clínicas de
são paulo e com a professora de fotografia simonetta eles qat da faculdade cásper líbero obrigada pela presença hoje aqui olha gente podemos dizer que vivemos na era da self se nós vivemos na era mais do que nunca da representação creio que a professora pode inclusive complementar mas a eu entendo que do ponto de vista inclusive da saúde psicológica não se importa mais como anda o seu bem estar e sim o que você apresenta para o mundo como um todo concordo e acho engraçado ouvir as pessoas falando estou mostrando meu mundo real o mundo nunca é
real que você está representando tira a vassoura limpá pia que está maquiada então você cria uma representação de você mesmo para o qual você quer ser reconhecido é falso que a self o momento real sempre uma representação porque é uma imagem também reflete as pessoas têm essa consciência olha eu acredito que num certo sentido sim o que ocorre é que nós observamos aqui muitas vezes quando eu estou vivendo de uma maneira contínua como agora se eu faço alguma coisa que não agrada vocês ou estiver se nós somos obrigados de uma maneira ou de outra dar
segmento e vamos chamar assim administrar as nossas fragilidades nossas inquietudes o que eu entenda aqui do ponto de vista da self ou da self existe aquela noção de controle porque eu posso me auto fotografar várias vezes até que todos os elementos negativos que possam revelar alguma fraqueza alguma vulnerabilidade ele se ela ganhasse ates feito até eu ficar totalmente até agora professora self que é o autorretrato na verdade não é novidade na história da fotografia está lá já né ele dura gente já encontrou o retrato não lembrando elastix de alguma forma os pintores já se colocavam
nas imagens como uma forma até de assinatura de reconhecimento né o auto-retrato na fotografia segue os mesmos padrões mas também era uma forma de inclusão social netão autorretrato o retrato me colocava dentro da sociedade quem era o que eu fazia a self na verdade ela também tem modismos nesta época que todo mundo sai com biquinho até porque tudo o que eu saí de lado então é quase a fazer parte de uma mesma trilha sentido um retrato da sociedade você sempre foi mas é uma forma de dizer acho que é uma forma de pertencimento imediata mesmo
que esse pertencimento não seja real talvez cumpra a função com a professora coloca decola social na medida então que eu consigo exibir um contorno que ele é aceitável ele é de uma maneira ou de outra esperado isso faz com que eu desenvolvo aquilo que nós chamamos muito em saúde mental que é o senso de pertencimento então quanto maiores forem as elfes quanto mais próximas do grupo maior a minha sensação de aceitação será comentou que a primeira vez que ouvi falar dessa palavra céu finné veio da boca de uma aluna seu isso foi ela estava mostrando
um auto retrato de um fotógrafo chinês que realizem chang feito na china comunista nos anos de 1966 e e isso é na verdade a aluna estava apresentando um trabalho e ela me falou assim ah é self do fotógrafo e elvira fala assim é o que o self professora não sabe o que é legal esse é o retrato é a mesma coisa e aí eu me interessei em pesquisar é porque os alunos são ótimos pra isso nos trazem um frescor dos termos das palavras e de uma linguagem e aí eu fui perceber que realmente o que
mudava era a a força que se dá pra essa expressão como eu disse antes o auto retrato era quase sagrado porque me colocava para a sociedade quem eu era o que eu fazia fica muito claro nessa fotografia até de sinop online porque ele mostra até no equipamento dele querendo dizer o que eu faço exato e hoje o self é mais sagrada meio e profano né então eu tenho de manhã ontem de tarde eu tenho de noite é lúdico de estudo de mim mas também não diz nada né o que me assusta mais é q se
perder o contato real né se tem esse contato imaginário e idealizado de representação em que momento que isso preocupa isso preocupa exatamente na hora em que essas pessoas partes precisam delas inclusive começa a a amamos dizer assim perder a mão do quanto que elas possam o quanto que elas entendem aquilo como salutar é eu cheguei a atender uma vez um paciente que ele me contava que a do trabalho do trajeto da casa dele ao trabalho ele ligava o telefone celular e fazia com que esse telefone ficasse disparando de uma maneira automática então ele ia a
se auto fotografando ele chegava a colecionar nesse trajeto mais de 1500 fotos fra escolher a fotografia que ele iria apostar só que isso não bastava ele tinha então além da data do registro que selecionar e ditar como uma forma então de poder oferecer o melhor que ele tinha obviamente causando um problema se repetiu agora vamos falar um pouquinho da definição é de self no dicionário oxford uma fotografia informal um auto retrato feito por meio de um celular ou de uma webcam e imediatamente compartilhado nas redes sociais chama a atenção justamente o imediatamente compartilhado por que
não basta tirar foto né disse é preciso compartilhar professor imediatamente é esse imediatamente é relativa à luta porque como eles mesmos mostraram-no no vídeo que abre o programa né tem edição botar em preto e branco votar daqui vou falar mas a família não é pelo mesmo dia é a foto do dia e assim é uma espetacularização da vida né não existe mais o o lugar público e um lugar privado tudo é público tudo está compartilhado e se num determinado momento da história importante que a gente era um outro momento é importante o que a gente
tinha hoje é importante como eu pareço e onde eu apareço então se eu não estiver no facebook vão achar que a desaparecida da terra é né então é não sei se posso usar esse termo o senhor me desculpe mas você acha mesmo que é quase que uma compulsão de estar o tempo inteiro em contato com né e essas redes sociais e de estar mostrando onde eu estou que eu estou fazendo mesmo que isso seja contra mim porque muitas vezes os alunos fazem social fis de dos colegas com os colegas dormindo em sala de aula não
possa isso é e centralizam eles não têm nem a questão é postar a imagem postar a imagem quanto mais eu aparecer melhor e é esse mostrar para os outros né porque também tem a ver com essa busca dos likes né das curtidas não é na boca então nesse sentido também é importante não só eu tirar a minha própria fotografia lei mas o que os outros vão pensar em gente isso é muito importante alguns autores chegam ao descrever que nos dias de hoje as pessoas viveriam em casas com paredes de vidro que isso quer dizer quanto
maior for a partilha ea divulgação dos meus hábitos pormenores que ele seja maior e ao senso de relevância pública que eu vou obter então na cabeça da maioria das pessoas o postar independentemente do que garantiria asseguraria uma maior forma de aceitação mesmo professores e 500 é a questão da fotografia também tinha muito pensamento de deixar para a posteridade né faz sentido hoje ainda isso nesse mundo é tão imediatista não não não eu não sei o que nós vamos deixar o que esses jovens ou deixar então a sua mas porque mudou o conceito também nas famosas
caixas de sapato a famosa foto álbum de família ele vai desaparecer eu costumo dizer que se é verdade que nunca se fotografou tanto da minha verdade que nunca se viu tão pouco né então e essas imagens elas são construídas de uma maneira a serem imediatamente substituídas já que a gente vive numa sociedade onde tudo é obsoleto tudo é facilmente substituível e no futuro nós seremos julgados por essas imagens a sociedade do futuro vão dizer como a gente se reapresentou nesta sociedade que elas vão falar da gente seu pensamento foi de hoje vão dizer que a
gente era uma série uma sociedade extremamente superficial é as imagens não tem território nem pertencimento não tem nada né bom quase uma mancha colorida no meio de um oceano nesse sentido porque a selphy nem todas as pessoas são colocadas ariely em primeiro plano então sobra muito pouco né do que está exatamente no espaço que tem é como se nós tivéssemos perdido um pouco senso de profundidade ou de densidade hoje os indivíduos preferem muito mais assistir um um fragmento do filme do que o próprio filme eles conseguem ter um retrato pequeno de um determinado de uma
determinada situação em vez de um registro mais profundo é como se nós vivêssemos na realidade um grande oceano de fragmentos aonde essa rapidez e essa a liquid ficação se a gente puder dizer dessa forma como diria o bom é que criaria então um conceito de unidade e qualquer que nós perdemos nem olhar assim apenas não tô dizendo uma vez ou outra mas a olhar o mundo apenas pelas lentes né e não viver o momento presente queremos viver com um então eu não tenho mais o tempo da contemplação de uma paisagem de um lugar de uma
pessoa eu vivo por meio e através das imagens então não importa ficar parado olhando o ambiente o que eu estou eu fotografo depois o vejo em casa né então eu acho que estamos perdendo um pouco a convivência é a vivência alguns estudos inclusive apontam para que esse uso excessivo das tecnologias já estaria criando impactos importantes no funcionamento da memória porque na medida em que eu não presto atenção ao meu redor eu não foco a respeito do que uma determinada a condição provoca em mim isto não é registrado no meu cérebro isso não é vamos chamar
assim tecnicamente ancorado pra minha memória a longo prazo ou seja como se eu tivesse a ver uma grande impressão que ela não resulta absolutamente nada o fato é que as pessoas se importam muito que os outros vão achar mas essa visão que nós temos de nós mesmos é diferente de como o outro me ver com certeza cada um obviamente tem uma lente pessoal cada indivíduo tem uma teoria do mundo nós vivemos de uma forma absolutamente diversa ocorre talvez a selphy sejam um ponto de conexão nesse mundo tão múltiplo aonde as pessoas no fundo no fundo
acabaram perdendo na minha opinião a sua individualidade elas querem fazer parte da massa a qualquer preço talvez você diga mas isso sempre aconteceu sempre houveram as tendências da moda o efeito manada sim sempre une o que acontece aqui hoje talvez as pessoas pensem - a respeito deste impacto dessa representatividade em sua vida pessoa então agora porque em geral a gente não se gosta nas fotografias né quando alguém nos fotografar o prefeito por quatro anos mas mesmo em fotos que alguém faz a gente posando a gente não se gosta a gente gosta mais das fotos espontâneas
porque se parecem mais com a gente porque existe algo é que tem que ser lembrado é que todo o aparelho ele invade o meu espaço portanto a pose sempre vai existir nunca serei eu é qualquer pessoa que a ponte seja um celular para si próprio alguém que aponte para mim eu já vou fazer uma pose uma pose do que o outro está esperando né então a representação que nós temos de nós mesmo nunca está não é natural falou 'vamos lado agora fazer a foto agora já não é todo mundo já se arrumar para ferro mas
uma coisa interessante de nós notamos aqui quanto mais isso se torna corriqueiro maior é a importância na vida psicológica do indivíduo que isso quer dizer que chegamos a certas condições onde a negligência da sua vida real em detrimento da imagem ela se torna tamanha que certas pessoas ficariam então praticamente independentes viciadas em postar em estar conectadas criando então impactos extrema gente importante na vida é não lembramos aqui que vai licitar nasciso né que se apaixona pela própria imagem professora estamos mais nas vistas eu acho que nós estamos mais numa sociedade da época né que provoca
o narcisismo narciso é porque a gente além de se mirar muito a gente é coroa o que os outros fazem nela então é seu mostrar céu fiz hoje feitas no brasil na china nos estados unidos e na europa elas são todas iguais é a colocar essa questão então é uma questão nossa quieto não é tudo igual e são a esposa então acho que a gente está muito mais na sociedade da eco é quando o que os outros fazem do que querendo porque o narciso estava fechado em si próprio narciso ele tinha uma questão que é
a impossibilidade do amor né por isso ele se apaixona por si próprio e e eu não sei se a gente está nessa sociedade porque o professor que sabe mas acho que em termos de imagem a gente mais ecoeficiência tudo igual então se perdeu essa individualidade de fazer a diferença por meio do meu auto retrato eu tenho não só que ter um auto-retrato tem que ser igual ao do outro é interessante nós notamos que existe hoje é segundo o autor chamado eli pariser e defende a idéia de que existe uma bolha à medida em que eu
navego que eu posto é como se os algoritmos é reproduzir sem cada vez mais interesses pessoais criando então uma verdadeira customização e exatamente em função disso já se defende a ideia já se estabelece uma relação de que quanto mais o mundo se torna customizado maior é o aparecimento do que eles se chama de transtorno da personalidade narcisista que minha professora falou agora exatamente mostrando que a incapacidade de trocar começaria então de uma forma ou de outra a criar problemas no eixo emocional dos bairros é muito interessante esse assunto não precisa fazer uma pausa na nossa
conversa a gente volta já [Música] pra cama de volta para ana hoje falamos sobre a popular e self que fazem tanto sucesso nas redes sociais a gente se colam cristiano nabuco do instituto de psiquiatria do hospital das clínicas de são paulo ea professora de fotografia simonetta persichetti da faculdade cásper líbero existem muitos e muitos estudos sobre essa questão das selvas não vou destacar um aqui que foi feito por pesquisadores de cingapura que concluíram que através do auto retrato é possível detectar vários traços da personalidade das pessoas então por exemplo tirar uma self com celular posicionado
abaixo do rosto sugere cortesia e simpatia é possível na boca dele e assim traços da personalidade por meio da secel traços da personalidade especificamente eu não saberia dizer eu sei que recentemente foi feita uma grande pesquisa onde se programou um computador para tentará identificar qual seria o estado subjetivo emocional do indivíduo que se auto fotografa e eles perceberam por exemplo indivíduos que estão vivendo uma depressão ou quadros agudos de insatisfação eles tenderiam a postar com mais intensidade exatamente como uma forma então de tentar compensar aquele sentimento de isolamento de mal está como se fosse na
verdade uma manobra que resta da fotografia nos conta nesse sentido mas a atual retrato é um dos primeiros estudos estudiosos né profissionais a se interessarem pela fotografia curiosamente foram os psiquiatras é no século 19 e eles acreditavam que por meio do retrato dos pacientes seria possível fazer um diagnósticos das suas angústias né de onde veio hoje a famosa cara de louco né então esse essa necessidade de através do rosto detectar né problemas emocionais já a data do século 19 que acho que é um pouco isso como a gente se coloca diante da imagem né se
a gente se coloca de forma agressiva subserviente se a gente mira a gente se distrai o olho como a gente se comporta diante da nossa representação isso é muito curioso é hoje praticamente não se utiliza mais mas durante muito tempo uma técnica que se utilizava na psicoterapia individual era entregar ao paciente um espelho no qual ele poderia olhar o seu retrato e verbalizar o que ele estava sentindo só que aquilo provocava tamanho angústia porque obviamente nós somos obrigados nessas circunstâncias a lidar com aquilo que de fato nós sentimos diferentemente de uma self onde eu consigo
maquiar muitas vezes esse sentimento de insatisfação por isso então que a a selphy entra como uma forma então de funcionar criando algum tipo de abafamento de melhoria no meu estado de mim mas elas vão entrar no bloco anterior da questão do racismo então a pessoa que age dessa forma ele quando está com o celular ali na mão longe dele ela vai agir assim também eu não saberia responder acho que não eu tenho impressão que é sempre uma criação de um personagem é óbvio que se esse personagem foi muito divulgado em sociedade eu vou ter que
me comportar como esse personagem mas a pessoa sozinha eu não sei como ela se comporta isso é muito interessante de nós observámos que todos nós aqui já ouvimos algum artista de novela dando um depoimento em algum momento ele sempre vai dizer assim pois é o personagem invadiu tanto minha vida que muitas vezes têm dificuldade de retornar vinhos ou então isso reflete muito essa pergunta que você coloca onde quanto mais o indivíduo vive um do mágico maquiado retratado maior é a dificuldade que encontra para voltar para a sua realidade real é o que isso quer dizer
com suas mazelas pessoais com as suas dificuldades suas inquietudes então o que se entende que quanto maior for a necessidade de um devido produzir céu fiz maior é a insegurança pessoal que essa pessoa ainda falando sobre pesquisa trazer uma outra que foi feita nos estados unidos neles criar um programa de computador que analisa self postadas em redes sociais e dá um diagnóstico do estado emocional de uma pessoa retratada vamos ver na hora de postar uma foto no instagram qual filtro você escolhe eu costumo usando mais coloridos uma pesquisa feita pelas universidades de harvard e afirmam
nos estados unidos analisou self postadas no instagram de voluntários que identificou através de um programa de computador sinais de depressão o estudo também mostrou que na hora de postar as fotos as pessoas saudáveis usa um filtro com tom mais quente e brilhante como esse já as pessoas em depressão tendem a usar tons mais escuros como cinza eo preto e branco a escolha do filtro depende muito do seu humor do seu estado de espírito naquele dia sim com certeza [Música] levem né nós já temos aqui na na polêmica é uma estrutura chamada atenção é de que
não basta também tira foto tem a questão da edição e aí vários filtros que fazem tudo hoje é é o filtro o embelezamento né é sempre existiu na fotografia o retoque na pintura só que hoje é extremamente fácil porque ele está ao alcance de um dedo nela então tem também assim uma representação que eu acho que é de época né o que é ser bonito nessa época o que é ser saudável nessa época e os filtros que a gente procura colocar mais o problema da self pra mim principal ainda está na crença que as pessoas
têm na fotografia elas acreditam que uma imagem uma fotografia é e não que é encenação vou te dar um exemplo é uma piada durante muito tempo no meu facebook que troca foto de séculos incertas né eu estava no telefone era uma foto eu coloquei meu telefone e depois de um ano eu troquei a foto e uma amiga minha fala ainda bem que se desligou agora consegui falar com você eu nunca tive o telefone é então é eu percebi que tal para algumas pessoas isso dá a impressão de afastamento mas porque elas acreditaram na volta pensou
nisso na cabeça e achei que a fota bacana servir pronto né então eu acho que existe esse filtro essa edição por uma questão de crença as pessoas vão pensar que eu sou assim é e quando faz sentido isso né nabuco dessa questão dos filtros neo colorida ou preto e branco tem tanta foto em preto e branco também que nosso momento de felicidade não tentem acho que a gente não pode correr o risco de fazer aqui generalizações indevidas obviamente que essas pesquisas elas vão capturar um recorde daquele grupo daquela mostra agora uma coisa importante é eu
tava pensando que isso deveria falar ou não mas eu vou falar a sensação que eu tenho é que as pessoas são muito pouco conscientes delas mesmas é quando a professora diz olha existe uma confusão básica entre a fotografia e aquilo que ela é na verdade elas não conseguem ter uma leitura mínima pessoal da sua subjetividade então é como se a tentativa de criar um self é fosse semelhante a uma auto escultura como passou 90 e no início né o indivíduo falando a gente pode ter uma noção do que nós temos que melhorar e melhorar e
é isso então é como se aquilo de fato fosse é é a cereja do bolo e tds um diagnóstico de antônio mistério final da sua idade né agora um outro ponto que eu queria trazer né que tem tem a ver com isso o desafio de fazer a foto mil vezes até deixar a pessoa satisfeita nem para fazer um paralelo aqui com dorian grey professora que buscava a eterna juventude eu acho que sim acho que essa é uma sociedade que privilegia a juventude não é parece que a gente é proibido mais maneiro do filme a agente
é proibido de envelhecer a gente tem que estar sempre bonito acho que se cria não quero entrar na aceaqui o professor do professor se cria também né a quebra das diferenças de gerações já que filhos parecem com com os pais não tenho esse envelhecimento não tem talvez essa criação de identidade né porque o metrô através do olhar do outro a dorian grey tenta fugir disso mas acaba ele também aprisionado dentro dessa idéia que ele criou do não envelhecimento porque você acaba segundo meu parecer não vivendo a sua época o seu momento e não vendo as
suas transformações uma uma ideia que ocorreu agora ouvindo a professora falar é uma frase da clarice lispector que eu gosto muito que diz que abre aspas a vida só é possível se for reinventada talvez as pessoas então nesse cotidiano tão maluco inconsciente elas tentem se reinventar através desta representação cada vez que elas conseguem colocar uma imagem mais bonita mais atualizada talvez isso desce é indirectamente uma noção do quanto elas estão se acabando o tempo máximo 30 foi mais uma questãozinha que eu acho importante nessa por um lado existe esse perigo da cef criar nas pessoas
uma insatisfação com a imagem é uma insatisfação com o próprio corpo por outro lado tem um grupo também frente das meninas é que assumi o próprio corpo rick tratam essa questão e vamos assumir quem nós somos principalmente aquelas que não têm um padrão ideal de beleza não é nossa e observamos sentido é positivo eu creio que sim a todo o movimento que eles que possa surgir como um contraponto à ele vai na verdade a alertá exatamente a respeito do quanto que muitas vezes nós nos perdemos nesse mundo absolutamente digitalizado ela vem a final então sob
essa nossa conversa é usar com moderação eu acho que a gente está no meio do furacão né como sempre embora seja muito rápido né nós ainda não temos noção pra saber o que essas eu fiz ação cabeça de metais a palavra vitória vai nos trazer né eu acho que a partir do momento que vão se aquietar os ânimos sem dúvida vem coisa boa né porque eu acho que a tecnologia nunca pode ser demonizado que é demonizado mau uso que a gente faz das tecnologias então acho que ainda estamos no momento da descoberta mas com certeza
somos assim hoje tem exatamente eu penso que é isso hoje temos na verdade através desse dessa grande tendência um retrato instantâneo do que vem acontecendo conosco há alguns teóricos dizem que talvez essa geração hoje dos céus será a grande geração que fará a diferença no mundo outros já dizem o contrário que é a geração superficial quem viver verá é exatamente quando eles colocaram o que será que as próximas gerações vão falar sobre nós né fiquei bem curiosa sobre vamos deixar pra ela obrigada pela presença aqui com a gente hoje provas e obrigada pela sua companhia
uma ótima tarde pra você [Música] [Música] ninguém