antes de eu mostrar para vocês como é que esse Leite foi produzido eu vou mostrar a anatomia da mama porque eu gostaria que você fosse criando na sua cabeça uma visão tridimensional um esquema visualizando como tudo isso tá acontecendo e a gente sabe que apesar de todas as mulheres terem mamas né todos os homens também terem uma mama evoluída é um órgão que a gente não vê muito que a gente não não discute muito e que às vezes a gente não sabe nem nomear então a mama é essa formação da pele uma protuberância da Pele
que tá muito ligada às características sexuais secundárias e que também ela vai terminar o seu processo de maturação para que ela seja aí um um órgão ativo secretor de leite ela tem esse formato côncavo convexo como vocês estão vendo na imagem e a gente quando olha assim a mama muito parecida com essa mama que eu tenho aqui a gente observa que ela tá eh envolvida e conectada a muitos tecidos Então eu tenho vários vasos sanguíneos eu tenho que é tecido conjutivo eu tenho vasos linfáticos porque por isso que essa mama também precisa ser bem drenada
pelo bebê eu tenho uma rede de inervação e de vascularização bastante comp lexas quando a gente pega essa mama aqui ão pegando de novo o meu modelo e eu faço aqui um plano vertical então cortei essa mama de assim ó eu visualizo essa mama que vocês estão olhando agora e aí a gente observa que ela começa ali mais ou menos na segunda costela e ela vai até a sexta sétima costela Então existe uma variação anatômica bem grande do do corpo da mama então eu tenho mama que vai pegar ali uma porção menor no tórax e
eu tenho mamas que vai pegar uma porção maior no tórax quando eu olho essa mulher assim ó de frente então no plano transversal a gente observa que ela começa aqui perto da clavícula então a clavícula é esse ossinho que a gente tem aqui delimita até o meio do osso externo que é esse ossinho que a gente tem no meio do seio e o corpo da mama pode ocupar toda essa região quando eu quero descrever é aonde tá por exemplo uma Maite uma região nodular a gente divide essa mama a gente traça como se fosse uma
cruz e divide ela em quadrantes o quadrante superior externo o quadrante inferior externo o quadrante inferior interno o quadrante superior interno isso é importante porque daí você consegue por exemplo descrever pro obstetra que tá acompanhando essa mulher aonde tá a região se você encontrar alguma região que tem algum achado importante como por exemplo já citado uma Maite e aqui a mama ela começa ela tá fixada numa área que a gente chama de cauda dis Spencer então é bem próximo da axila então quando eu apalpo aqui a axila sobretudo no pós-parto imediato quando tem apojadura a
gente vê que é uma região que fica mais entumecida mais dolorida que tem uma drenagem mais difícil que também é uma área Que dá bastante mastite justamente porque eu tenho que ter uma pega bem profunda do bebê para ele conseguir fazer essa drenagem adequada em todas essas partes que eu acabei de descrever para vocês a gente tem glândulas a gente espera que tenha glândulas que isso é inclusive o tema de uma outra área né E quando falta glândula em alguma regão ou quando tem mais glândulas numa região isso também acontece o que eu tô mostrando
para vocês aqui é uma mama que tem as características que a gente vai colocar como dentro da normalidade e com tecido glandular suficiente uma coisa bastante interessante é que roda por aí uma lenda urbana que peitinho pentão tem Produções diferentes peitinho peitão tem a mesma produção o formato da mama o o tamanho da mama ela não vai determinar a capacidade de produção Láctea Até mesmo porque não é só volume de glândula mas a Plenitude dessa glândula o quanto ela consegue sintetizar leite então a gente vai sair agora falando que peitinho peitão tem a mesma produção
quando eu vejo essa mama mais internamente como tá mostrando nessa imagem agora a gente vai observar que eu tenho uma região bastante da mama que é principalmente de tecido adiposo E aí eu tenho imerso nesse tecido adiposo as glândulas E essas glândulas são elas que vão ser a parte secretora de leite Ah mas por que que eu tenho tecido adiposo banhando essa glândula é um tecido de sustentação é um tecido que também oferta nutrientes para essa mama mais ou menos as mulheres vão ter uma proporção aí de dois para um de tecido tecido glandular para
tecido adiposo é claro que mulheres com mamas mais volumosas muitas vezes tem uma proporção de tecido adiposo maior do que o de glandular Mas o que eu tô trazendo apresentei é a média para vocês as mamas elas podem mudar ao longo da vida em tamanho em formato e elas não estão prontas a cada ciclo menstrual feminino eu tenho uma mudança porque eu tenho uma ramificação maior desses tubinhos que estão aqui dentro e o que que sustenta a mama quem mantém essa mama aqui grudada nesse corpo uma protuberância desse corpo mais grudada nesse corpo quem sustenta
essa mama são ligamentos que a gente chama de ligamentos de Cooper que é ele que depois vai cedendo e as mamas também vão cedendo juntos e eu também tenho vários músculos peitorais conectando essa mama mantendo ela presa nesse corpo bem aí olhando a anatomia da mama ainda externamente eu tenho essa região molinha que a gente chama de auréola a auréola ela é um tecido mais rugoso né enrugadinha que tem um complexo mais molinho claro que também tem variações ela é uma região mais pigmentada então em todos os meus modelos aqui de mama elas sempre estão
representadas de uma coloração mais escura de uma coloração mais escura e por que que ela tem essa coloração mais escura para atrair o bebê então o bebê ele tem uma preferência por contrastes de cor porque ele não enxerga a cor mas o contraste ele consegue perceber e também por coisas que são arredondadas como o nosso rosto então a auréola ela tem esse formato para corresponder ao que o bebê é capaz de enxergar porque é o alvo do bebê a auréola é o alvo final do bebê eu olhando aqui nessa imagem também a gente observa que
a auréola ela tem de dois mais ou menos a 6 cm e na gestação ela vai mudar tanto que ela vai aumentar em tamanho ela vai aumentar a pigmentação e vai aparecer o que a gente chama de sinal de Hunter que é como se fosse uma auréola sobre uma auréola de novo para que que isso tá acontecendo para atrair o bebê para quando ele nascer ele saber que ali é o lugar dele e é por isso que inclusive eles ficam maluquinhos quando eles VM A Mama Eles procuram a mama eles querem a mama e o
teu corpo e o corpo de qualquer mulher que Lacta vai fazer isso na auréola eu tenho também um monte de pontinhos que a gente chama de glândulas de Monte gomer essas glândulas elas vão liberar uma secreção para hidratar essa pele para também evitar que microrganismos eles ferem aqui e essas glândulas elas também vão liberar uma substância que atrai o bebê é uma substância que parece que tem o mesmo cheiro do líquido aminiótico então é um cheiro que o bebê ele conhece por casa que remete memórias intrauterinas mais uma vez é por isso que o bebê
é tão atraído pela auréola quanto mais flexível for a auréola melhor para essa mulher e melhor para esse bebê porque aí lembra que eu comecei a aula falando do reflexo de ção e que eu precisava de pressão se eu tenho uma auréola mais flexível o bebê vai conseguir abocanhar mais a auréola e fazer uma pressão a intraoral melhor então vai sair leite para ele mais rápido em relação aos mamilos a gente tem os mais diversos tipos de mamilos então a Marcela vai falar com vocês a respeito disso então tem mamilo protuso mamilo plano mamilo que
é mais umbilicado e o mamilo não é uma região que muda muito ao longo da gestação e nem ao longo de todo o processo de desenvolvimento ele cresce com o corpo da mama mas depois ele estaciona ali o seu crescimento então nessa imagem eu tenho aqui um um seio de uma mulher não grávida depois eu tenho um seio de uma mulher em gestação Inicial e eu tenho no final da gestação reparem que o corpo da mama foi aumentando em volume reparem também que a auréola foi aumentando em diâmetro e foi escurecendo mas o mamila ele
não acompanhou essa mudança toda Se eu olhar essa mama agora quero olhar pras glândulas internamente eu vou ver que as glândulas elas estão nesse tecido adiposo então é o estroma é esse nome que a gente dá na istologia ao tecido que sustenta e nutre a parte funcional e a minha parte funcional que são as glândulas é o parenquima então eu tenho um tecido conjuntivo principalmente rico em lipídios gorduras e eu tenho as glândulas imersas nisso aqui se nutrindo de tudo o que foi trazido pelo tecido conjuntivo e isso eu dou o nome de parenquima essa
imagem é uma imagem histológica no qual a gente vê também aonde tá o estroma esse Rosinha mais claro e aonde tá o parenquima E aí repara que o parenquima é como se fosse um monte de bolinhas então eu tô vendo aí os alvéolos eu peguei o meu alvelo e fiz um corte no alvelo E aí Tirei essa tampinha E vocês estão vendo essa parte sem a tampinha por isso que vocês vem um monte de bolinha formando um círculo quando a gente olha a distribuição dessas glândulas a gente vai observar que elas se agrupam em pequenas
porções do cacho de uv Então imagina aquela ramificação da ramificação e eu vou dar o nome disso de lóbulos E aí eu tenho na mama vários lóbulos juntinhos no qual eu dou o nome de lobo e aí dos lobos eu vejo que sai um monte de tubinho esses tubinhos são os ductos a gente tem ductos que estão mais internos e a gente tem esses ductos que vão lá pra Ponta do mamilo para conduzir esse Leite pelos poros para fora tá Então essa é a anatomia interna da mama mas isso a gente não vê a gente
não vê tão bem no ultrassom a gente vê isso melhor quando a gente faz uma análise histológica foi assim que a gente ficou sabendo o que acontece é que por exemplo na apojadura na descida do leite às vezes eu ten uma mama que tá mais tem mais volume de glândulas Às vezes você dedil você sente essa região nodular mas em geral a gente não vê isso que eu tô mostrando mas é aí dentro que a mágica acontece porque eu comecei falando tudo isso para vocês porque eu fiz uma pergunta aonde o leite foi produzido que
leite é esse que veio milagrosamente na boca do bebê não foi o corpo dessa mulher que produziu