a sobrancelha expe trabalho na Escola Politécnica de saúde Joaquim Venâncio Neto como pesquisador e como professora em diversos níveis de formação e algum tempo eu tenho me articulado tenho namorado né tem o meu apropriado é das discussões da educação popular em saúde né a educação popular é um campo que nasce e fortemente influenciado pela pedagogia de Paulo Freire desde o final dos anos 60 tentando retomar se fundamentar noções Críticas não é porque o Paulo Freire traz um filosofia no seu sistema logia na sua defesa de uma pedagogia crítica e emancipatória né a educação popular ela
aborda a educação como ato político com o tio do que eu construção da existência humana e do mundo né e ele se torna muito importante para o campo da saúde pública desde o final da década de 60 Principalmente quando ela se articula com o movimento de reforma sanitária brasileiro na defesa da Saúde como um direito Universal como um bem que deve ser direito de todos mas não como uma mercadoria né então a educação popular ela ela na sessão mesmo movimento social muito forte ele que se agrega nessa luta do direito à saúde e ela vai
cada vez mais ali entrando né o Sistema Único de Saúde dialogando com os passos do serviço de saúde dos territórios ela faz se desde a origem ela busca estabelecer esse vínculo entre os serviços EA comunidade buscando principalmente Mundial que fez com as populares ao longo do tempo da história da educação popular e vai se formando coletivos movimentos de educação popular como a o Nacional de práticas de educação popular rede de educação popular não é uma articulação também dos projetos de extensão universitárias que abordam a educação popular e nesse sentido vai se formando um campo de
práticas nem um campo de conhecimento né que a gente vai chamar de educação popular em saúde e de 2003 as jantes tem um movimento é muito fortes de pensar possibilidade de instituir a educação popular como uma política nacional os próprios movimentos fazem essa busca né Por um reconhecimento e uma difusão maior da educação popular dentro do SUS e assim se constitui em 2013 a política nacional de educação popular em saúde a internet Sul é o texto da polícia que ele é muito amplo mas ele se fundamenta principalmente em seis princípios muito importantes da educação popular
que são de alguma forma né que extrair dos traçados a partir da data a esses princípios são o diálogo né a possibilidade da educação ela seja a lógica ela buscar uma relação entre teoria e práticas e saberes populares saberes tradicionais e a ciência né os saberes científicos o diálogo também é um princípio fundamental para romper com a ideia da educação Paulo Freire vai chamar de educação bancária que essa prática pedagógica onde supostamente um tem o conhecimento e outro não tem né E que a gente trabalha com uma ideia de depositar conhecimento no outro que não
tem esse conhecimento né então o diálogo Ele atende se apresenta Ele parece meio óbvio né de Campo Educacional Mas de fato não é a gente tem muitas práticas autoritárias no campo da educação e saúde o diálogo e ele é um princípio fundamental para reconhecer o outro como sujeito de saber para a gente poder reconhecer experiência de vida do trabalho do outro para a gente poder dialogar e se do universo simbólico né do universo cultural que os sujeitos né são onde o sujeito se constitui em com você com quantas urgência junto do Diálogo muito princípio se
apresenta na política é amorosidade ela reflete exatamente a amplitude deste diálogo não é uma ampliação desse desse diálogo com as classes populares mas agregando não é um valor tipo Polo primeiro é fundamental quando ele disse que a educação também é um laço de amor nessa é amor também está vinculada a ideia de um reconhecimento do outro como um sujeito que tem uma história de vida e que a gente precisa respeitar mesmo que a gente não Concorde né com o universo do outro com os valores os outros a gente precisa ter um respeito em relação ao
a esse sujeito porque a gente escolhe os nossos modos de vida né mas a gente também desconstrói e reconstrói então assim a gente reconhece e respeita é bem precisa problematiza esse universo Essa realidade dá uma problematização é um terceiro princípio né que tá a pautado na política nacional de educação popular Exatamente porque a gente toma realidade numa perspectiva crítica a gente considera que a realidade ela tem que ser problematizada ela não tá da da como algo Universal e atemporal né o sujeito ou escolhe para realidade a história que a gente questiona problematiza crítica realidade para
a gente poder buscar outros caminhos comuns a favor da vida né a favor do Cuidado então assim o diálogo amorosidade a problematização São princípios que de alguma forma eles caminham também juntos na e componho né O que a gente vai chamar de educação popular além desses três princípios um dos princípios é a contrapartida do conhecimento né a partir da produção do conhecimento e também a construção positiva de um projeto democrático de sociedade né então assim a ideia da é uma Participação Popular também é um princípio ao mesmo tempo é um princípio é um meio porque
a gente trabalha com gestão participativa a gente abre espaço pela participação de todos com sujeitos ativos no processo de construção do mundo e do conhecimento sobre o mundo sobre esse é o mesmo tempo a gente espera a democracia como um fim não é um objetivo é uma intencionalidade algo que a gente quer alcançar sempre que é a dimensão democrática e ela vai acontecer em vários espaços na sala de aula a serviço da Saúde na organização da luta política que também os processos mais procurados como a eleição por exemplo né que também é um espaço no
Exercício da Democracia né é uma democracia ela se apresenta em diversas camadas assim ela tem que ser abordado e não suas diversas dimensões e qual é a sua importância então da educação popular em saúde a educação popular ela tem uma potência é e as experiências de formação na Cisper a educação popular nos territórios os serviços projetos de extensão conta que tem uma riqueza muito grande da educação popular exatamente pela sua porosidade de abertura a lidar com as diversas realidades que tem existem no Brasil né o Brasil muito diverso né então ao reconhecer que a gente
tem que partir da realidade da experiência a educação popular ela dá uma abertura muito grande de diálogo e de reconhecimento das pessoas que nas outras histórias de vida então a educação popular ela é Libertadora nesse sentido né de valorizar todo mundo como sujeito e uma outra potência que eu acho que a educação popular em saúde tem e quer algo que me chama muita atenção é a sua capacidade né de gerar quebra do preconceito ao fazer esse deslocamento e levar as pessoas a um encontro de pessoas que a gente não conhece daquilo que é desconhecido ou
às vezes aquilo que sonha conhecer a cia da mídia da grande mídia né a gente percebe que as pessoas reveem suas visões de mundo a promover muito comprando para as pessoas o diálogo entre as pessoas aquela visão preconceituosa de mundo que às vezes é produzida a partir de um intermediário né que geralmente é a missa grande mídia brasileira a gente percebe que as pessoas reveem as suas posturas quero nos seus preconceitos então começa a Gerar a respeito né porque o contrário do preconceito ao respeito amanhã a tolerância o respeito à educação popular ela ela acaba
produzindo não é um ato mas respeitoso em relação ao outro ao reconhecer história do outro sem ser contada por um intermediário sendo contato pelo próprio sujeito que a partir da sua própria existência né então esse rio se eu acho que é algo muito potente na educação popular e essa abertura para a gente se re-significar na vida fica o Paulo Freire diz né que ninguém educa ninguém os homens são mediadas e entre si mediadas na relação com o mundo né então assim esse processo de mediação com o mundo é a nossa possibilidade de reconstrução da gente
deixar de ser alguma coisa e começar a ser redefinir como outra coisa e quando a gente se reconstrói subjetivamente a partir de outros valores de outros princípios a gente vai transformar também e é a partir desse processo de transformação subjetiva que a gente pode pensar também a transformação da vida material da vida mais concreta né da vida mais estrutural na e a gente vai modificando também essa realidade que muitas vezes está nos capturando estamos adoecendo tá nos oprimindo né então a gente cria resistência né e outras perspectivas de vida que vão na contramão dessa vida
dura né que geralmente têm capturado a gente adoecido a gente outra coisa fundamental assim na educação popular EA valorização dos saberes tradicionais na das culturas tradicionais sobre em diversas é para reformar essa ideia do diverso não é um país Continental a gente tem muitas culturas dentro do Brasil né então a gente tem uma demônio no campo da saúde a partir de uma medicina científica europeia na e a gente tem outras práticas de cuidado no Brasil que não são articuladas essa visão europeia a medicina indígena brasileira os trabalhos de Rezadeira de raizeiros homeopatia Popular por exemplo
tem um campo de conhecimento também sendo formado de plástico assim colar da educação popular no Brasil e essas práticas outras práticas tradicionais de cuidado ela suspendem Inclusive a epistemologia jemone cá da Medicina científico do que a gente chama de biomedicina né Essa medicina que classifica que buscam normal que separa o normal do anormal né a educação popular um que conhecer o saberes tradicionais ela vai reconhecer que existem outros epistemologia as outras formas de produzir conhecimento sobre a saúde e outras o cuidado é até pensando como que a espiritualidade é uma dimensão importante para os saberes
tradicionais não saberes tradicionais estão vinculados muito tomar a ideia da espiritualidade né os rituais de cura indígenas são culturais de pajelança né são os rituais religiosos que eles não entendem dessa forma no meio dessa forma mas a gente poderia traduzir a senha então assim eles pensam de outra forma os agricultores rurais um dia o Senhorzinho sentado do meu lado faz muito parte popular e ele fala assim tem gente que precisa ver para crer eu preciso crer para ver né então ele desloca epistemologia na ele sai da objetividade que pensa numa perspectiva espiritual eu preciso crer
para ver né a partir da criança que eu vou conseguir ver aquela verdade né e assim essa tempo todo que a comprovar a verdade a nela ela separa né a fé da Verdade por exemplo né então a educação pulam reconhecer os saberes tradicionais a música Pai isso que a gente não valoriza tanto aí que é fundamental que exatamente como as pessoas se viram se constitui e às vezes até onde não tem serviço de saúde onde não tem médico não saber tradicional muito forte no Brasil é o uso das plantas medicinais que aparecem em quase todas
as religiões também em forma de cuidado né seja como chá seja também como pomada Então as plantas por exemplo é um dispositivo importante para cantar o cuidado de outra forma porque quando a gente pensa o cuidado pela planta a gente vai integrar esse cuidado a vida a gente vai se preocupar com a terra com a água um alimento da gente vai pensar qualidade disso que a gente está consumindo que a gente está colocando para dentro do nosso corpo né então assim ela ela amplia né o Reconhecer essa força da tradição e ao incorporar essa força
da tradição das práticas de cuidado e isso é um desafio para o SUS é muito duro da Elsys e da saúde nem sempre partem né na consulta partem no diálogo na visita domiciliar mesmo que seja com agente comunitário É raro você ver um trabalhador que vai partir desse reconhecimento da história do outro né então assim é essa ideia de recuperar a tradição é algo muito importante porque ela vai agregar força também não cuidado ampliado a gente vai pensar coisas que às vezes o campo da saúde não tá pensando né que a clínica médica não consegue
pensar um adianta da remédios a água está contaminada um adianta dá remédio se a gente está consumindo agrotóxico né demais então é sem roupa repensar na reconhecer essas pressões a gente recupera práticas mais naturais de cuidado menos artificiais né é práticas que estão vinculadas as culturas esculturas fazem sentido né as pessoas nós como sujeitos de Cultura então assim as coisas precisam fazer sentido para para funcionar não é para funcionar para ter feito nada bom então assim dialogando com a tradição de alugar porque a bagagem que as pessoas trazem é fundamental até para gente pensar o
efeito o que a gente pode chamar de uma eficácia do cuidado né do Cuidado da atenção né então assim educação popular o valorizar esse saber de Raios ele era de benzedeiras homeopatia Popular ela tá aproximando isso também integrando isso ao sistema único de saúde lá quebrando um pouco a dureza do SUS lá de Harmonia biomédica que ainda opera dentro do Sistema Único de Saúde a ideia da educação popular talvez também uma ideia potente e é um anjo que ela me encanta assim né Eu acho que educação popular ela é uma força Ele de afeto né
ela afeta gente ela dá vontade ela ela queria humana humano sentido até de animar com outro traz mais alma para gente eu espero que as entrada da educação popular essa leitura eu vou pular atrás do mundo do compromisso da Educação na construção do mundo né também afete vocês é trabalhadores usuários pessoas comprometidas né com o Mundo Melhor né a gente precisa lutar pelo direito à saúde EA educação popular ela apresenta ferramentas princípios meios e ela tem finalidades que direcionam a gente como Horizonte muito mais amplo do que a gente tem visto hoje assim a gente
quer ampliar o nosso Horizonte a nossa possibilidade potência de vida então espero que vocês também sejam afetadas né por essa perspectiva por essa filosofia que tá o tempo todo se alimentando né no grande filósofo e pedagogo educador que foi o Paulo Freire II [Música] [Aplausos] [Música] E aí [Música]