[Música] bem-vindos bem-vindas a mais uma semana do nosso curso de introdução aos livros históricos da Bíblia hoje nós vamos entrar de cheio no bloco que nós vamos estudar nosso curso que se chama historiografia deutron omista Como já foi falado as histórias bíblicas tem caráter teológico catequético não são crônicas com descrições precisas de fatos com a pura intenção de conservar a memória de eventos importantes para a vida do povo de Israel os narradores ao recordar o passado estão preocupados com o presente quando olham para trás têm Vista o caminho que tem pela frente com o desafio
de se caminhar na Fidelidade ao Deus da Fé assim aconteceu por ocasião da construção da historiografia deutron omista uma longuíssima história que vai desde a entrada do Povo de Israel na terra de Canaã lá pelo século XI antes de crist até o exílio da Babilônia lá pelo século vi antes de Cristo que será estudada em nosso curso a recuperação de tantos Fatos e personagens se faz com a preocupação de falar da história de Deus com seu povo eleito feita de altos e baixos de fidelidade e de infidelidade de docilidade e de rebeldia o momento da
redação da historiografia deutron omista que temos em nossas bíblias aconteceu Por volta do século 6 antes de. Cristo no contexto do exílio babilônico tratava-se de um momento de baixa na relação do povo de Israel com o seu Deus tempo de infidelidade que lançou o povo numa situação trágica com o risco de se desintegrar e perder a identidade de povo eleito o exílio babilônico levou os israelitas de boa vontade a se colocarem muitas perguntas a principal dizia respeito ao por o seu Deus não impediu a catástrofe do exílio permitindo que os babilônios destruíssem Jerusalém com seu
templo seu palácio real e deport assem o rei e a elite da sociedade de Judá Afinal a tradição religiosa falava do Deus de Israel como o Deus dos Deuses o senhor dos Senhores como pois fora vencido pelos estrangeiros que se impuseram sem e causaram destruição por onde passaram o que aconteceu para que o Deus de Israel permitisse tamanha desgraça na cultura da época entendiam as guerras como a disputa entre duas divindades O Deus do exército dos vencedores era considerado como mais forte que o Deus dos vencidos com essa lógica o Deus de Israel fora vencido
por mardu a divindade principal do panthon babilônico por se mostrar incapaz de defender seu povo essa constatação transtornou a cabeça dos israelitas a quem foi ensinada A Supremacia de seu Deus em relação aos demais Deuses de todas as nações Que decepção teriam sido enganados o Deus de Israel não era aquilo que se falava dele os israelitas haviam perdido seu Deus protetor e por isso estavam a mercê dos inimigos sem ter quem os defendesse então um grupo de pessoas de fé que chamamos de deuteronomista em meio a tantas questões PSE a refletir sobre a situação e
chegou a uma conclusão bem diferente nós estamos no exílio porque fomos infiéis ao Deus com que havíamos feito um pacto de aliança prometendo-lhe fidelidade como consequência de nossa infidelidade fomos castigados nosso Deus serviu-se dos babilônios como instrumento para aplicar noos o castigo merecido os tigos também chamados de maldições contrárias às bênçãos merecidas pela fidelidade estavam previstos na lei de Moisés como se pode ler no livro do Deuteronômio capítulos 27 e 28 Por conseguinte o exílio não se deveu à supremacia de Marduque e sim a infidelidade de Israel no trato com o seu Deus porque Isra
rompeu a aliança com o seu Deus recebeu o correspondente castigo já previsto na lei de Moisés A historiografia deuteronomista torna-se então uma espécie de te Odisseia ou seja defesa de Deus recorrendo-se às peripécias históricas da Fé de Israel a chave de leitura Corresponde à Teologia da Aliança que fala do pacto estabelecido entre Deus e seu povo eleito a palavra aliança é a tradução do hebraico berit que significa acordo contrato pacto evidentemente uma combinação bilateral como fazemos ainda hoje a aliança comportava exigências da parte de Deus e da parte de Israel como está minuciosamente descrito no
livro do Deuteronômio da parte de Deus só se esperava fidelidade já da parte de Israel a coisa era diferente já que eram propostos o caminho da fidelidade e o da Infidelidade com as respectivas consequências o livro do Deuteronômio fala dos dois caminhos no Capítulo 30 Versículos de 15 a 20 entretanto quem compôs essa obra colocou na boca de Moisés a seguinte advertência Hoje tomo o céu e a terra como testemunhas contra vocês eu propus a vocês a vida ou a morte abençoa a maldição escolhe portanto a vida para que vivas você e a sua descendência
amando o senhor o Deus de vocês obedecendo a sua voz e apegando-se a ele esses dois Versículos de certo modo descortinam o horizonte histórico da historiografia deuteronomista que corresponderá à história da infidelidade de Israel a seu Deus com as previsíveis consequências embora Moisés tenha recomendado o caminho da fidelidade o caminho da vida quem lê a historiografia deuteronomista deverá ter sempre em mente esse Horizonte teológico para não incorrer no equívoco de entender de maneira errada o bloco histórico produzido pelos deuteronomista para falar da história da infidelidade de Israel para com seu Deus e seu terrível mas
previsível desfecho no segundo livro dos Reis Capítulo 17 já caminhando para o final desta trágica história os narradores inseriram uma explicação para o exílio os versículos de 12 a 14 contém uma constatação importante o senhor tinha feito essa advert Israel e a judá por meio de todos os profetas e videntes convertam-se de Sua má conduta e observe meus mandamentos e meus estatutos conforme toda a lei que prescrevia a seus pais e lhes comuniquei por intermédio de meus servos os profetas mas eles não obedeceram e endureceram a suas servis como haviam feito seus pais que não
tinham acreditado no Senhor seu Deus o leitor e a leitora bem avisados ao concluir a leitura da historiografia deuteronomista deverão dizer realmente o exílio foi o desfecho compreensível de uma longa história de infidelidade de Israel que caminhou na contramão do pacto feito com Deus mas não era o fim o tema da Esperança estava presente naquela Teologia da Aliança como está em todas as páginas da Bíblia o exílio não era o Fim da História de Israel com seu Deus e s um momento o futuro mantinha-se em aberto com a condição de que Israel se convertesse a
seu Deus e voltasse à Fidelidade da Aliança com as respectivas bênçãos por isso a historiografia deuteronomista não comporta uma conclusão a cena final correspondente ao segundo livro dos Reis Capítulo 25 Versículos 27 a 30 deixa a história em aberto fala-se aí da libertação do rei jeconias também chamado de joquim sendo da prisão pelo Rei babilônico Evil merodac e trazido para dentro da corte do Rei estrangeiro o rei de Israel estava vivo permanecia em aberto a possibilidade de um Recomeço o futuro estava nas mãos dos exilados abriam-se para eles duas possibilidades permanecer na infidelidade e continuar
numa Terra estrangeira ou se decidir pela conversão com a chance de retomar a vida na Terra de seus pais Aproveitem bem esta semana para adentrarem a historiografia deutron numista E assim aprenderem a ler todas as demais tradições históricas da Bíblia mesmo os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos eu tenho certeza serão uma semana muito proveitosa tenho certeza que vocês vão se empenhar muito no estudo desta [Música] semana