E aí, chega aquela hora que paralisa todo mundo: vem uma pergunta daquelas “cabeludas”, de um assunto que você não queria falar, mas precisa. Vamos Conversar! Normalmente, isso acontece quando a gente está dirigindo.
A criança, no banco de trás, de boa, lança a pergunta: “Oh mãe, como. . .
” Meu Deus, respondo, não respondo. Está na hora, não respondo. .
. Eu falo pergunta para seu pai, pergunta para sua professora. Vou perguntar para a vovó.
. . Não.
A pergunta é pontual e foi feita para você. Como responder? Não usem o velho artifício, “Pergunta para o papai, pergunta para a vovó”, porque não vai dar certo.
Não adianta falar “eu não sei, meu filho. ” Porque é pior ainda. Respondam apenas, única e exclusivamente, o que a criança perguntou.
Vou dar um exemplo bobo: “Como nascem os bebês? ” Eles não querem saber como nascem, como foram concebidos, os planos. .
. Não é nada disso. Eles querem saber: como nascem os bebês?
A resposta pode ser curta e grossa, do tipo: “os bebês ficam na barriga da mamãe e depois eles nascem. ” Não deve ser assim, porque as crianças, hoje, não têm conhecimento zero. Quando eles fazem perguntas, eles já têm um conhecimento prévio.
Respondam só o que eles querem saber. Como nascem os bebês? Você conhece o seu filho.
Você conhece o seu aluno. Você sabe se ele está querendo mais ou menos. É preciso um contexto.
É preciso cuidar do que ele já sabe, porque você não vai falar para um aluno de dez anos, como nascem os bebês, no ponto de vista mais raso. Ele já é maior, ele já tem mais repertório. Para isso é preciso muito cuidado.
As crianças já têm um repertório. Os adolescentes, também. Vamos responder só com a verdade.
Absolutamente, a verdade, e de forma que contemple o que ele quer saber. Por que eu falei da verdade? Porque quando uma criança pergunta: “Cadê o vovô?
”, e o vovô já faleceu, eu não posso falar, “o vovô viajou e já volta. ” Porque, quando a criança descobrir, que aquilo não é verdadeiro, outras verdades vão ser questionadas. Outras respostas que vocês deram vão ser colocadas em cheque.
Então, a verdade precisa ser, sempre, o ponto principal das respostas. Mas, cuidado, com o que eles já sabem. As histórias precisam fazer sentido para as crianças.
As crianças vivem nesse mundo. Eles assistem televisão, eles veem coisas no YouTube, eles conversam com os amigos. Então, pensem antes de responder.
Sim, não tem problema nenhum em falar assim: “Ish, eu preciso pensar para te responder, ‘pera’ um pouquinho. ” Elaborem isso. Não, não respondam de bate pronto, porque isso pode dar bobagem.
Mas, lembrem-se: a verdade, ela não pode ser maquiada. Verdade não pode ser maquiada. Ela precisa ser o ponto central da sua resposta.
Muito cuidado! Perguntas “cabeludas”, respostas tranquilas, coerentes e muito verdadeiras. Vamos conversar!