[Aplausos] Olá sejam bem-vindos ao autos papos o nosso programa sobre autismo aqui a gente conversa sobre autismo as dificuldades as possibilidades os tratamentos e principalmente preconceito e conscientização Então hoje eu tenho duas convidadas especiais aqui o assunto de hoje é super importante super debatido inclusive que é a importância dos tratamentos e da Intervenção precoce tenho duas convidadas especiais aqui para deixar esse tema mais informativo possível a nossa conversa Hoje é com a Viviane que é neuropsicopedagoga e hoje a gente vai aprender o que isso significa e também tem uma participação especial da Taciane mãe atípica
e professora Viviane também é professora atua na área da Educação depois ela vai falar com a gente direitinho a Especialização dela atua na área de educação e também de saúde e Taciane além de mãe atípica também atua na área da Educação Então eu acho que o nosso papo hoje vai ser super interessante são duas especialistas na área de saúde e educação vamos lá Viviane você professora atua aqui no município de Santa Luzia há 12 anos e também é neuropsicopedagoga e hoje a gente vai Aprender o que isso significa e qual que é a sua formação
qual que foi a sua primeira formação eh primeiro Eu Sou formada em pedagogia sou graduada em pedagogia e depois eu me especializei em neurociência e aprendizagem psicopedagogia e neuropsicopedagogia o neuropsicopedagogo é aquele profissional que cuida da aprendizagem assim como o psicopedagogo também mas abordar é diferente o neuropsicopedagogo ele une a neurociência ele une a psicologia Cognitiva e a pedagogia e o objetivo principal o foco principal da neuropsicopedagogia é é a aprendizagem então nós somos terapeutas da aprendizagem também nós trabalhamos para eh intervir com crianças com pessoas que TM dificuldade que T transtorno de aprendizagem entendi
a gente hoje vai aprender Qual que é a diferença dessas especialidades né sim o psicopedagogo ele também é terapeuta da da aprendizagem Mas ele tem uma abordagem Eh diferenciada eh o neuropsicopedagogo Ele trabalha com o entendimento do funcionamento do cérebro para a partir daí poder contribuir com a questão do aprendizado então é eh nosso objetivo o nosso foco é que Desenvolva o cognitivo né da das crianças das pessoas com dificuldade eh através do entendimento e do estudo do cérebro então é Unindo a neurociência Unindo a psicologia cognitiva e a pedagogia que é o foco na
aprendizagem também então nós somos Terapeutas da aprendizagem nosso objetivo é intervir para crianças e para pessoas que têm dificuldades e t transtorno de aprendizagem e que precisa desenvolver né seu potencial pleno Quando a mãe recebe o diagnóstico o médico coloca que a criança precisa de uma equipe multidisciplinar e muitas vezes os pais os familiares não sabem o que cada profissional faz e já existe muito dúvida em relação ao autismo e também existe muita dúvida em relação ao Tratamento principalmente o que cada profissional pode ajudar como cada profissional pode ajudar a criança então Qual qual é
o profissional Qual que é o especialista que pode dar o diagnóstico então Eh os especialistas os profissionais que podem dar o diagnóstico do autista são médicos né são pediatras neuropediatras E psiquiatras esses são médicos eh os outros profissionais que são psicólogos fonodiólogo Nutricionistas psicopedagogos neurop psicopedagogos eles fazem parte dessa equipe multidisciplinar mas o laudo eh e o diagnóstico precisa ser médico Só quem pode dar um diagnóstico quem pode fornecer um laudo para uma criança autista é o neuropediatra o psiquiatra e um Pediatra Esses são os médicos que podem fornecer o diagnóstico do autista os outros
profissionais são de extrema importância também eles são E a equipe multidisciplinar são os psicólogos Fonodiólogo e terapeutas ocupacionais somos nós psicopedagogos neurop psicopedagogos que cuidamos da aprendizagem dessas crianças Então os esses profissionais eles fazem parte da equipe multidisciplinar sim aí as famílias não sabem o que Cada um faz e o que qual que é a contribuição de um fono Qual que é a contribuição eh de uma terapeuta ocupacional né no tratamento pro desenvolvimento da criança autista Explica pra gente Então qual que é o papel do psicólogo por exemplo então o psicólogo ele vai abordar as
questões emocionais né Eh com a ele vai contribuir com o diagnóstico também eh além de tá acolhendo famílias de est naquele momento inicial de est orientando né de est eh conduzindo as famílias ele ele vai estar abordando a criança e e as pessoas com autismo eh em relação às questões emocionais comportamentais Eh e contribui também para que seja feito o fechamento do laudo eh existem além dos psicólogos outros profissionais também que vão estar contribuindo que fazem parte que são os fonodiólogo eles cuidam da da comunicação da linguagem então também são profissionais que vão estar contribuindo
com o fechamento desse diagnóstico eh temos nutricionistas também que as crianças eh autistas elas muitas vezes têm restrição alimentar né então os os nutricionistas Vão est eh estudando investigando essa questão da alimentação da seletividade eh existe também os eh terapeutas que são os acompanhantes terapêuticos que acompanham as crianças nas questões comportamentais também da rotina do dia a dia então todos esses profissionais fonodiólogo eh nutricionistas psicólogos eh os terapeutas da aprendizagem que são te que e os psicopedagogos os neurop psicopedagogos todos esses participam Dessa equipe multidisciplinar que contribui para o diagnóstico do autismo também eh eu
vou falar da minha área como que a gente pode contribuir PR a questão do diagnóstico eh existe uma dúvida muito grande quando se fala em neuropsicopedagogo e neuropediatra muitas famílias aindaa confundem eh o neuropediatra ele é um médico especialista que ele vai sim fazer o fechamento do do do ludo e do diagnóstico nós neuropsicopedagogo a Gente a gente trata a questão da aprendizagem nós somos terap da aprendizagem Então o que acontece a gente através do estudo do cérebro né do comportamento nós conseguimos e fazer intervenção fazer terapia então quando chega para a gente assim uma
indicação de uma criança que ou esteja em investigação ou tenha o laudo fechado quando ela vem pra gente principalmente é quando ela tem dificuldades escolares e aí é porque nós nós trabalhamos essa Questão da dificuldade que a criança tem geralmente quando entra na escola aí é a escola por si também percebe essa dificuldade da Criança e orienta que os pais levem ou no psicopedagogo ou no neuropsicopedagogo porque observa que aquela criança eh tá tendo dificuldade de aprendizagem e é nessa área que a gente atua é fazer intervenções é fazer planos individuais específicos para quea criança
consiga aprender então o neuropsicopedagogo ele cuida de eh Dificuldades e transtornos relacionados à aprendizagem então se a necessidade é mais a parte Clínica a avaliação é por um neuropediatra que vai avaliar a parte clínica nós neurop psicopedagogos também realizamos a avaliação Mas a nossa avaliação ela é sempre solicitada pela Escola as muitas vezes as famílias também procuram porque percebem dificuldades e necessidades mas é o foco é a aprendizagem é quando a criança Demonstra alguma dificuldade de aprendizagem existem as dificuldades específicas de aprendizagem existe criança que tem transtorno e associado também demonstra dificuldade de aprendizagem então
o principal foco do nosso atendimento eh seja Clínico ou seja institucional ou seja hospitalar é para sanar as dificuldades de aprendizagem quando as famílias vem eh no caso de Diagnóstico Clínico quando as famílias vê até a clínica para procurar Eh um atendimento uma intervenção a gente realiza também uma avaliação Só que essa avaliação ela é diferente de um diagnóstico essa avaliação a gente vai observar várias habilidades da criança do comportamento da socialização da interação da linguagem então Eh nós vamos avaliar isso voltado para questão do aprendizado para descobrir qual é a dificuldade de aprendizagem dessa
criança então quando vem até a clínica a gente faz uma avaliação clínica para Descobrir qual é a dificuldade de aprendizagem dessa criança Entendi então qual que é o caminho então Eh do do diagnóstico você faz a avaliação isso a gente como aí Você encaminha pro médico como neuropsicopedagoga eu realizo uma avaliação e eu posso fornecer um relatório constando todas as as as avaliações as atividades né o parecer ele é é é de observação né a gente observa a gente conversa com as famílias faz anamnese a gente faz uma Investigação a gente investiga todas todas as
áreas da criança que ela tem dificuldade uma possível dificuldade ou não E aí encaminha para o médico especialista só o médico especialista que é o neuro que é o pediatra que é o psiquiatra somente esses profissionais é que fazem o fechamento do diagnóstico para o caso de autista sim aí fechou o diagnóstico eh Você encaminha o relatório pro médico o médico faz o diagnóstico só que aí a família a Criança né a família precisa entender que a criança precisa de acompanhamento aí aquela criança volta para você pro tratamento isso aí o que que a gente
faz a gente realiza uma intervenção que são os planos individuais né aí de acordo com a com a necessidade específica daquela criança a gente vai elaborar um plano de intervenção para criando estratégias para que aquela criança consiga desenvolver né no seu potencial pleno da aprendizagem Então a partir das Necessidades porque cada criança é única cada criança vai ter uma demanda e uma necessidade específica aí depois de feita essa avaliação né a criança vem para fazer intervenção e a gente vai intervir naquelas áreas que ela tem necessidade para ser trabalhada Então agora que a gente já
ent endu um pouco dessa parte teórica e da função do papel do profissional do Especialista vamos um pouco então pra parte prática né a Taciane é mãe atípica mãe do Rafa o Rafa Tem 5 anos isso ele ainda não tem diagnóstico de autismo mas já começou a intervenção precoce Então me conta como foi esse diagnóstico do Rafa e por você começou a fazer as intervenções antes mesmo da confirmação de Diagnóstico então o Rafa com 9 meses ele apontou ele começou a ter uma ele começou a regredir ele parou de fazer coisas que ele faz que
ele realizava sabe aí eu procurei a pediatra a pediatra pediu para mim ter um pouco de paciência só que ele vinha Só regredindo só regredindo regredindo e ficando muito agitado muito agitado aí como ele não falava nada aí eu eu resolvi por minha conta conseguir um fono aí eu consegui dois meses fono depois voltei na pediatra e ele até então ele não conseguiu né não não teve êxito nesses dois meses de de da com a fono né então o caminho foi a a pediatra primeiro e depois aono não eu na verdade eu comecei com aono
primeiro com aono primeiro e depois eu eu fui pra aí Voltei na pediatra e mostrei para ela como é que tava aí ela me encaminhou para o neuro neuropediatra aí nós fomos pro neuro aí o neuro me deu todas as guias para para para começar as terapias e ele suspeitou sobre o autismo né Por causa causa da agitação dele a não interação as questões que ele não socializa ele não aceitava o não sabe essas questões bem comportamentais comportamentais mesmo e ele tinha uma agitação muito grande era impossível Sair com ele sabe ir no supermercado no
parque no shopping essas essas esses passeios simples assim era impossível com impossíveis com ele aí fomos no na pedi no no neuropediatra o neuropediatra passou as terapias desde então nós começamos a fazer o Rafa iniciou as terapias dele com um ano do meses sabe o acompanhamento neuro e com com a equipe multidisciplinar então ele ele não era verbal então não era verbal porque se você procurou primeiro a fon é porque Essa era a maior dificuldade dele ele não era verbal não ele não falava nada ele na verdade ele falava três palavras ele falava subir água
subir água e mamãe e suco não ele começou a falar mamãe com 9 meses e não falou mais Aham ele só falava essas Três Palavrinhas aí e eu fui ficando cada dia cada vez mais ansiosa cada vez mais preocupada aí a neuro me encaminhou aí a neuro fez todo o levantamento e Neuropediatra a neur pediatra primeiro eu fui pra pediatra em seguida eu fui paraa neuropediatra e a neuropediatra me encaminhou para a equipe disciplinar é é importante a gente ressaltar essa dificuldade de entendimento é o que a gente já tinha falado antes de entendimento do
papel de cada um porque o seu filho com e menos de 2 anos você já tinha ido em um fonodiólogo e um Pediatra e um neuropediatra isso então quando as mães recebem ou percebem né Esses sinais você vai falar um pouco sobre isso daqui um pouco eh quando as mães percebem os sinais elas já ficam em Alerta e até pela falta de informação também porque existe um excesso de informação em relação ao autismo e as mães ficam para que lado que eu vou sim com o papel ou sem o papel na mão com o LDO
ou sem o ludo a mães fica as mães ficam perdidas porque o seu filho Rafa ele é pequenininho né Ele é muito novinho 3 anos já tá pesquisando o Autismo E você já foi em três especialistas por enquanto agora você já levou ele em mais e aí como que foi essa intervenção precoce com ele quando ele começou essas sessões de fono audiologia ele começou ao o a fono a fono ele começou com n com um ano uhum entendeu eu eu fiz a terapia com fono com ele durante dois meses por minha conta porque tem ainda
o quando Rafa nasceu Rafa o meu Rafael nasceu dia 15/12 de29 então ele nasceu em dezembro e em Março expandiu a pandemia uh entendeu isso foi um um agravante para mim conseguir um respaldo maior do dos médicos porque os médicos falavam muito tem que esperar porque a gente tá dentro de uma pandemia a gente não tinha saído da pandemia ainda a gente tá dentro de uma pandemia ainda então você tem que aguardar pode ser porque ele tá só em casa que ele não tem sociação com outras pessoas e eu falava não não é só isso
tem mais alguma coisa porque ele não Tava interagindo com a gente em casa com a minha filha com meu marido e comigo ele não aceitava sabe a interação da a gente aí eu falei não não não tá certo aí eu consegui Aí como eu era mais difícil a a fala aí eu consegui uma fono particular que eu sua conta você proc minha conta procurei e a Biana fon falou Tem sim ele tá com atraso muito grande sim eh eu eh com um ano e dois meses ele deveria falar pelo menos assim 80 palavras ele falava
três entendeu Então Ele tinha um atraso sim aí eu voltei na pediatra aí sim a a pediatra me olhou com outros olhos e me deu encaminhamento porque ainda tem esse dificultador porque a a pediatra que tem que te encaminhar pro neuropediatra entendeu Aí ela me encaminhou pro neuro aí a partir disso aí a minha vida começou a caminhar com ele aí ele começou ter pequenos avanços sabe aí ele começou com a com a equipe multidisciplinar ele começou com a te começou com a psicóloga e começou Com aono aí aí depois de um quase um ano
e meio eu percebi que ele ainda tava um pouco agitado ainda fora aí eu descobri o aba também aí eu consegui umas terapias com aba que eu fazia por conta própria que também que foi um salto muito grande na vida dele aí ele fazia ele fazia até duas terapias de fono na semana ele fazia psicóloga uma vez por semana o te uma vez por semana e a aba entendi Viviane Qual que é a importância dessa Equipe multidisciplinar por que tantos profissionais precisam e Ender uma criança que tem o transtorno do especto autista então é acontece
que cada profissional ele vai atuar naquela área específica né Igual quando ela se preocupou mais na questão do da fala que ela percebeu a primeira coisa que ela percebeu foi que ele não falava Então já procurou um fonodiólogo que é realmente profissional específico quando se trata de linguagem e comunicação né ele vai Poder fazer avaliação ele vai poder fazer a intervenção e em relação a fala e comunicação eh geralmente Acontece muito isso mesmo as famílias não sabem por onde começar elas não sabem qual é o primeiro profissional que elas devem procurar E aí acontece muito
isso às vezes até o atraso na questão do atendimento e na intervenção e no direcionamento porque elas não sabem a quem procurar o ideal realmente é procurar um profissional médico primeiro E aí depois ele vai redirecionar Como foi o caso pro profissional específico eh geralmente quando procura-se o médico e E aí faz uma avaliação eh ele observa né o olhar clínico dele e através da conversa com a mãe dos relatos e a observação da criança ele vai conseguir identificar para qual profissional ele vai orientar assim acontece também quando eu tô fazendo o meu atendimento Clínico
as famílias me procuram né para fazer iniciar o tratamento ou seja para Procurar um laudo porque muita gente ainda Procura para com objetivo de querer o laudo aí através da minha avaliação por isso que é importante a avaliação né com profissional adequado aí eu vou redirecionar eh eu faço minha avaliação em relação à aprendizagem Mas uma vez que eu percebo que a criança Ela tem dificuldade na comunicação na linguagem na fala eu vou estar redirecionando para um outro profissional a mesma coisa que é o Fonodiólogo a mesma coisa quando eu percebo que o caso da
criança não é um transtorno e não é uma dificuldade eu percebo que são casos eh de dificuldades familiares eh que tá passando por algum problema aí eu encaminho para um psicólogo então assim eh nós quando recebemos as as famílias que ainda tem muita dificuldade de entender Qual é o profissional procurar nós fazemos essa observação nós temos esse olhar para redirecionar também Então quando chega um paciente me procurando que eu percebo que a criança ela não tem somente uma dificuldade e um transtorno da aprendizagem aí eu reencaminha para outros para os outros profissionais que também são
e mas me se tratando do tratamento da criança autista e ela afeta várias áreas então talvez por isso precise de vários profissionais uma criança eh autista ela tem dificuldade na fala ela vai precisar de tratar com fono ela tem restrições Alimentares ela vai precisar de fazer um acompanhamento com o nutricionista ela tem questões emocionais que precisam ainda ser eh exploradas que precisam ser eh a questão da maturidade ainda precisa acontecer ela vai precisar de um psicólogo e ela ela tem dificuldade de aprendizagem ela vai precisar de um neuropsicopedagogo então cada profissional tem sua importância então
cada eh cada especialista ali ele vai atuar em uma área então talvez por isso As crianças autistas elas precisam de tantos profissionais porque o autismo eh interfere principalmente na comunicação e na interação uhum a comunicação entre estão e o comportamento e para cada área dessa eh que a criança apresenta dificuldade é um tipo de especialista diferente foi por isso que você procurou primeiro o fono foi foi por onde que eu encontrei a maior dificuldade nele e o bacana da terapia porque quando ela fala M multi eh disciplinar é porque uma Complementa a outra a outra
eh a fono tem sua especificidade né claro a psicologia também tem o te tem mas todas elas estão entrelaçada sabe então quando Aí você faz a terapia aí quando você faz essas terapias por se meses aí o neo te fala assim eu quero um laudo dele para mim ver qual que foi eu quero um relatório né aí eu vou n todas esses esse nessas nesses especialistas pego o relatório e vou na escola também que a escola também é uma ferramenta muito Important muito importante sabe a a escola caminha sim com a família e para o
meu Rafael foi assim foi uma peça fundamental no desenvolvimento dele porque eu tava indo na escola eu perguntava e aí que que ele fez hoje como é que ele foi eu lembro de da professor falando ele não ele não entra na fila ele não senta ele fica ele ficava às 4 horas em pé uhum 4 horas em pé ele não sentava Hora nenhuma aí a gente pega todos esses relatórios e Encaminha para neuro a partir desse neuro a a partir desses relatórios o neuro vai fazendo todo ler direitinho ela vai lendo vai conversando com ele
e ela ela forma outro outro faz outro outro relatório não ela tem outro olhar sobre essa criança sabe é sobre aquela questão que que a criança muda crend por isso que é importante entendeu que ele tem olhar então acontece que é muito mais eficaz quando tem uma equipe Multidisciplinar que cada profissional Vai cuidar da sua área mas que vai est ali lidando com pleno desenvolvimento da criança então quanto mais desenvolver aquelas áreas que ele tem dificuldade mais vai ser o retorno mais vai ser o desenvolvimento mais vai ser o aprendizado da criança então Quanto quanto
mais profissionais especialistas cuidarem dessa criança o retorno e o desenvolvimento vai ser maior E por que é tão importante a intervenção precoce Porque no caso do Rafa menos de do anos né sim você já tinha suspeita e procurou ajuda Por que que é tão importante essa intervenção com eles é tão novinhos em se tratando da minha área que eu vou falar em relação ao cérebro ele é muito mais maleável Quanto mais estimulos a criança receber quanto mais nova ela tiver ela vai moldar o cérebro para o aprendizado então quanto antes começar com as terapias quanto
antes procurar profissionais para estimular aquela área Que a criança está com dificuldade mais desenvolvimento ele vai ter então quanto antes melhor porque a criança Ela tá em fase de construção tanto da eh da questão do da formação cerebral quanto da questão comportamental quanto da questão de de do agir mesmo de aprender da rotina então quanto antes é procurar ajuda melhor o êxito é maior em todos os em todos os comportamentos em todos os requisitos sabe é muito o êxito é muito grande na formação da criança o que que Você anotou no seu filho tudo tudo
ele melhorou muito muito ele a fala tudo hoje hoje Ele conta história Ele conta história direitinho do três porquinhos e eu vou deitar com ele a gente sempre conta uma história com ele aí eu in eu eu faço inversão eu mudo os personagens dos Três Porquinhos ele tá prestando atenção e corrige e ele me corrige Não não é assim mamãe você errou primeiro é a casa de de palha depois é de madeira depois que é tijolo atento entendeu Então ele eu mudo a forma mudo eu falo que não é um porquinho que que são não
é três que é um então ele tá atento sabe ele presta atenção d Os mínimos detalhes ele coisas que ele que a gente tá desatenta ele vai lá e foca Você Errou não é assim sabe a fala o comportamento a a socialização dele na escolinha principalmente Hoje ele senta né Viviane Hoje ele senta ele faz atividade tem uma coordenação motura ótima colore sabe faz arte Se você dá ele essa folha ali ele Faz um barco para você e ele vai colando sabe gosta de arte gosta de cola de Tesoura entendeu então ele é muito muito
esperto muito inteligente entendeu E foi coisas que foi a terapia que despertou nele sabe é é claro que tem coisas que vem dele né mas tem muitas coisas que que desperta essa semana a psicóloga fez um livro O Livro do Rafa ela fez o livro do Rafa com ele aí ela colocou a evolução dele ou a história nele não ele a história dele ele que montou ela pegou O livrinho pegou o menininho articulado ele colou o menino em articulado aí no final ele escreveu Rafael aí ele foi desenhando as fases o que ele gosta de
fazer Ah eu gosto de terapia eu gosto de ir pra escola eu gosto de papar A médica perguntou o que que você gosta Rafa gosta de comer e come tudo que ele gosta ele fez direitinho no livro O que é mais importante para ele ele fez e no final do livro ele fez a família dele direitinho todo muito Mada e é Importante você falou a terapia gente precisa estar na rotina da criança sim é não é a a fazer terapia esporadicamente ou quando a criança tá apresentando questões emocionais mais graves porque a gente sabe que
é assim que acontece e a mãe atípica sempre está sem dinheiro a rede SUS não suporta e as mães não têm dinheiro para pagar particular e às vezes procuram um convendo mais barato e é assim que acontece Então as mães fazem a terapia e esporadicamente E que seria muito bom se toda mãe conseguisse fazer o ano inteiro de todas as terapias necessárias para criança mas não é realidade não é você focou em fono tem mãe que foca em to tem mãe que foca na psicologia e quando a mãe não tem o dinheiro e a gente
sabe que isso é a realidade eu não vou nem chutar o percentual mas é a maioria Quando a mãe não tem o dinheiro para fazer e as terapias Eh escolhe uma escolhe a que é maior de maior necessidade pra criança é aí tem que ser feita uma análise porque cada criança ela demanda uma necessidade específica então Eh cabe a família eh a entender essa necessidade por isso que quanto antes procurar uma ajuda profissional é melhor porque primeiro pras famílias também a gente falando em famílias que vão aprender a lidar com essa criança vão aprender a
conhecer essa criança e vão aprender também criar Uma rotina Porque é importante falar da questão da família porque muitas vezes as famílias ficam desorientadas e saem buscando vários profissionais e sendo que uma que o tratamento mais eficaz tá dentro de casa a mãe melhor do que ninguém consegue entender o que que o filho precisa e comal a necessidade maior dele então assim buscar ajuda é muito necessário Principalmente aqueles profissionais que podem orientar as famílias numa melhora de qualidade de Vida quanto antes você busca ajuda melhor você consegue compreender seu filho e melhor você consegue criar
uma rotina porque a rotina é de extrema importância uma criança principalmente autista a gente sabe que eh tem crise com frequência se frustra não consegue aceitar determinadas situações enquanto mais cedo a família entende quanto mais cedo da família percebe isso melhora a qualidade de vida tanto da família quanto da criança então Por isso é tão importante buscar desde cedo o apoio profissional só daí né primeiro buscar um apoio médico e aí vai ser redirecionado para outros especialistas que vão orientando as famílias pra própria família criar estratégias porque quando procura a gente como profissional que a
criança tem uma dificuldade de aprendizagem no meu caso por exemplo eu sempre oriento as famílias e falo olha o meu tratamento ele é um tratamento que eu vou fazer uma Intervenção mas o meu principal objetivo é que a criança sozinha Crie e vocês família crie estratégia para que ele possa se desenvolver no futuro que a gente não quer ficar ali preso com aquela criança fazendo terapia terapia em cima de terapia que que a gente quer a gente quer que a família e a própria criança aprenda Quais são as dificuldades Quais são as limitações e crie
estratégias para poder lidar com isso então isso que é o principal foco Da terapia eh a criança o objetivo final é a autonomia da criança né ele vai ele vai ficar naquele período eh com intervenções eh com vários profissionais e o objetivo final é a independência da Criança é a autonomia da Criança é o desenvolvimento porque muitas famílias confundem esses dias uma pessoa me perguntou falando do meu filho e ele falou assim eu nunca entendi o que que é o autismo me explica porque eu vejo seu filho andando caminhando conversando eu Falei assim nossa vou
explicar de uma forma muito simples mas as pessoas confundem muito isso né O que a gente precisa o autismo é um atraso no desenvolvimento o que a gente precisa é que a criança ganha autonomia na fala no comportamento na interação hoje como que tá o Rafa ótimo Rafa Rafa é completamente independente complementando O que a Viviane falou a questão da da terapia O o profissional que faz a terapia ele não auxilia só a Criança em vários momentos que eu tava agindo de forma errada que eu achava que era Certa ela todas elas me orientavam ó
dessa vez nós vamos trabalhar assim eu vou trabalhar dessa forma com ele você vai trabalhar em casa sabe sabe a essa essa equipe direciona a gente também como mãe sabe como família sobre ess essas questões porque a na verdade a intervenção com a criança não pode ser feita só dentro de consultório né é a terapia precisa também ser feita a gente Fala de terapia de intervenção e existe a sessão com o profissional mas também um bom profissional orienta a família o que fazer em casa eu lembro quando Gabriel fazia fono ele fazia sessão mas aí
ela me ensinava O que fazer com ele durante aquela semana para el para que para que ele conseguisse evoluir pra próxima sessão quando faz é não é assim quando a criança tá com o terapeuta ocupacional ele e passa por aquele momento com o profissional que é um Olhar especializado né mas no final A Terapeuta também falava durante essa semana tenta agir com ele dessa forma é uma extensão da terapia né a casa acontece que é muito mais importante a família entender aprender e a família agir né de acordo com as orientações porque a criança não
vai ficar para sempre nos profissionais mas na família ela vai ficar para sempre Seme né na no meio social ela vai ficar para sempre então o que que a gente enquanto Profissional é que é nas nossas intervenções é que essas famílias consigam aprender e lidar para criar estratégias para que a criança né e futuramente um adulto consiga sozinho e conviver consega interagir consiga se comunicar então o principal objetivo nosso é esse é orientar as famílias também junto com o atendimento da criança a gente tem que orientar a família e aí A família estando orientada criando
estratégias para poder conseguir Auxiliar nessa questão do desenvolvimento e da aprendizagem das Crianças a gente fala sobre a gente tá falando muito sobre internação sobre tratamento e as pessoas confundem acha que o especialista vai fazer algum tipo de exame Acontece muito isso né Principalmente os especialistas que cuidam da parte comportamental e como que são feito esses testes porque na verdade não existe exame important falar as pessoas acham que tem Um um exame que vai dar positivo ou negativo acha que vai fazer um exame de sangue isso a gente parece muito Óbvio mas a gente precisa
repetir o que que é óbvio né não existe exame de sangue não existe exame de magem é quando os médicos solicitam não é isso Ivane quando os médicos solicitam é para descartar algum outro tipo de comorbidade não é a gente também nem entrou nesse caso das comorbidades mas as famílias e as pessoas confundem ah Precisa fazer uma avaliação Para saber se é autista é algum tipo de exame como sai o diagnóstico Tem algum tipo de exame não não tem exame nem de laboratório nem de imagem quando os médicos pedem é para descartar outro tipo de
doença de transtorno a avaliação é feita através de escala de comportamento é feita através de testes como são feit estes testes e então quando as famílias procuram né para fazer Eh a investigação que elas procuram para fazer investigação a gente o é um olhar clínico o que acontece a gente observa o comportamento do paciente a gente primeiro faz uma lnes com a família para tentar entender como é que foi a gestação como é que foi o histórico a gente pesquisa a gente faz uma pesquisa sobre desde a gestação até o momento em que a criança
se encontra então o Primeiro Momento a gente faz faz essa pesquisa e depois é um eh observação Clínica a gente atende a criança sozinha atende com a família e aí a gente aplica até testes que são padronizados E aí existem testes específicos para cada tipo de transtorno por exemplo se eu tô querendo pesquisar o autismo eu vou eh aplicar com os pais um tipo de questionário se eu tô querendo pesquisar o TDH eu vou aplicar com os pais outro tipo de questionário Esses são os testes assim são testes padronizados que que são assim a gente
faz o teste eh a Partir da da resposta da probabilidade a gente coloca no relatório do desenvolvimento neuropsicopedagógico da criança e encaminha pro médico que na verdade só o médico ele consegue fechar mas aí através da nossa observação cada profissional vai fazer uma observação diferente da criança eu quando chego no consultório eu vou analisar questões que dificultam o aprendizado Porque eles estão me procurando para sanar dificuldades de aprendizagem a criança Com transtorno ou não então ali no meu atendimento eu avalio as questões de aprendizagem então cada especialista vai analisar eh aquilo que compete a sua
área o fano vai questões da fala o o nutricionista questões da alimentação e aí eu quando me procuro no meu atendimento que é voltado para a aprendizagem eu analiso questões da aprendizagem eu aplico os testes eh São questionários eh nesse momento a família É de extrema importância porque eh Quando a gente recebe sempre são as crianças menores então a família eh geralmente é que dá as respostas então é muito um análise Clínica é daquilo da observação e da conversa mesmo que a gente tem com as famílias depois que a criança cresce e já é um
adulto ou uma adolescente é necessário fazer uma outra avaliação por exemplo você faz avaliação de uma criança com 5 anos e aí o médico dá o diagnóstico de autismo ou de TDH ou de qualquer outro tipo de transtorno a Criança 10 anos 15 anos já entra na fase da adolescência com 15 e ela muda de comportamento principalmente na escola é necessário fazer um outro tipo de avaliação sim eh porque a criança tá em desenvolvimento o tempo todo todo ela sempre aprende E aí quando a gente percebe que existe um avanço ou um atraso é necessário
fazer uma nova valiação sim porque as crianças elas eh tanto autistas quanto outras que crianças que tem outros tipos de Transtorno elas T avanço e também tem regressão isso vai depender de como que tá sendo feita as terapias de como tá sendo feito o acompanhamento de como tá sendo estimulado essa criança então é necessário sim fazer novas avaliações à medida que ela vai crescendo sim as crianças vão modificando né o comportamento e em todas as áreas né a a forma de interagir tem muito adolescente que tá com suspeita de autismo mas tá na fase de
adolescência Então os médicos Tomam um pouco de cuidado porque eles automaticamente eles não querem muito contato né ficam mais trancados modifica muito o comportamento nessa fase por isso da pergunta e dessa nova avaliação agora a gente fala muito hoje existem mais diagnósticos de adolescentes e adultos mas a maior eh faixa etária é de criança né As crianças recebem mais diagnóstico e o que que as famílias devem observar porque a gente tá falando eh da Importância do tratamento e da intervenção precoce mas para começar na primeira infância a família tem que observar alguns sinais não é
e gente é uma dica eh não vai só porque a professora falou que é autista porque o vizinho falou que é autista porque a sogra falou que é autista não desconfiou procura uma avaliação médica logo não fica sofrendo com isso não o que que as mães devem observar principalmente nessa primeira Infância porque se a gente tá falando de tratamento precoce é de 0 a 5 anos então nessa faixa etária de zer a 5 o que que as mães precisam observar então é muito importante e observar os Marcos do desenvolvimento da criança inclusive até no cartão
de vacina dá para acompanhar os Marcos do desenvolvimento da criança que tem uma estimativa lá e do que que a criança do que se espera que a criança criança possa fazer com tal idade então todas as crianças que tem cartão de Vacina já nasc com cartão de vacina já tem lá numa parte específica para que as famílias eh acompanhem os Marcos de desenvolvimento O que que tem que ser o que que a criança tem que fazer de zero a 3 meses de se meses então assim dá para acompanhar e a gente tem muito acesso à
informação também que é que é o cartão de vacina tem em relação a peso altura também tem o que se espera que a criança faça por exemplo tem que o que se espera até qual qual quantos meses a Criança precisa engate que ela precisa rolar que ela precisa andar que ela precisa caminhar que ela precisa de ter contato visual que é uma das principais características que a gente deve sempre est em alerta em se tratando do autismo criança que tem contato visual que mantém a comunicação criança que corresponde a ao brincar por exemplo a família
tá brincando tá tentando estimular as primeiras palavrinhas a família percebe que a criança não tá Reagindo aquele estímulo já é um sinal de alerta então assim eh se tratando do atis principalmente em relação a responder a comandos quando a criança tá brincando que a família tá chamando o nome e a criança ela não direciona esse chamado não direciona esse lular Isso já é um sinal de alerta para para que eh possa se investigar um uma possível eh questão de autismo porque a gente sabe que o autismo afeta principalmente comunicação e interação e comportamento Então a
criança bebezinha já já quando a família tá chamando pelo nome e a criança não procura olhar quando tá com brinquedinho a criança não procura o olhar ou criança que é não não responde a estímulo ou criança que às vezes chora demais com barulhos então assim são são pequenos detalhes mas que esses detalhes já servem de sinal de alerta para que essas famílias consigam eh perceber mesmo que há alguma coisa que tem que se investigar Sim e eu sempre falo é se o Autismo afeta o comportamento a interação e a comunicação os sinais também precisam ser
verificados nessas três áreas então em relação ao comportamento o que que a família pode observar em relação ao comportamento que a família pode observar em relação à comunicação o que que pode observar em relação ao comportamento quando as famílias entendem eh eh o que realmente é o autismo aí eu chamo atenção da importância do Aprendizado da família né dos pais na verdade principalmente da mãe tem muita mãe que não sabe o que é mas tem a dúvida mas não procura saber não procura informação Quando a mãe busca informação fica mais fácil esse diagnóstico porque quando
ela chega no médico ela já responde eh de forma assertiva sim às vezes a mãe Eh eu no grupo que a gente participa Eu participo de vários grupos de autismo mas tem o específico de mães e elas perguntam eu vou fazer avaliação Amanhã o que que eu tenho que responder o que que eu tenho que falar pro médico não anota o comportamento do seu filho o que que você acha Eu sempre falo né anota o comportamento do seu filho como que é como que é a comunicação do seu filho Qual é o déficit dele qual
que é a maior dificuldade porque quando você chegar no médico vai ficar mais fácil o médico entender a sua criança agora eu queria te perguntar outra coisa em relação a esse tempo do diagnóstico Dessa avaliação e os pais acham que é rápido o diagnóstico e não é o médico pede os relatórios pros especialistas que é o que a gente tá falando da equipe multidisciplinar você como neuropsicopedagoga você consegue avaliar a criança em uma duas consultas não é primeiro que a gente tem que é primeiro conhecer um pouco da história da família a primeira coisa né
em qualquer tipo de atendimento qualquer especialista é primeiro ele vai ter que conhecer o Histórico da família vai ter que conhecer a gestação da criança se teve alguma intercorrência durante a gravidez aí a gente pesquisa como é que foi né os primeiros passinhos o caminhar com quanto tempo andou a gente pesquis as primeiras palavrinhas então assim a gente Analisa primeiro a vida da criança a gente precisa entender como é que foi eh a a concepção da criança até o nascimento Então a primeira a primeira coisa que a gente faz é uma entrevista Com a família
né Principalmente porque quando chega são os menorzinhos e eles não sabem responder por si só então a gente faz uma namese fam sem os pais primeiro né mesmos que já conseguem responder na verdade a primeira consulta é com a família a annese é uma investigação e é uma entrevista que é feita com os pais e ela pode durar uma ou ou duas sessões né vai depender né do andamento da conversa e só depois daí que a gente vai atender a criança e aí Primeiro a gente tem que criar um vínculo porque a criança vai ser
atendida sozinha então tem crianças que elas conseguem entrar interagir conversar responder tranquilamente mas tem crianças que não então a gente primeiro como profissional a gente precisa criar um vínculo com essa criança para ela ter confiança para ela participar das atividades para ela começar ali a demonstrar então não consigo fazer com uma duas três sessões Geralmente demanda cinco oito sessões isso vai depender pode ser 10 ou até mais ou menos vai depender do quê Vai depender da interação da criança vai depender da resposta da criança Principalmente quando tá se fazendo uma avaliação que a gente aplica
testes vai depender muito de como a criança vai reagir esses testes se ela vai fazer rápido se ela vai precisar de uma ou duas sessões Então tudo isso é demanda de cada paciente cada paciente é único e Intervenção é específica e cada avaliação também é específica não dá pra família começar um tratamento né uma avaliação com uma duas três sessões querer um resultado a gente fornece um relatório com base de informações com base em eh testes que a gente aplica com base na observação clínica que é onde que a gente observa né o comportamento da
Criança Diante de algumas situações então isso tudo realmente leva um tempo São várias sessões para conseguir Primeiro avaliar e depois criar um plano de intervenção a gente PR ISO À vezes as famílias não entendem né Principalmente nesse período de início de semestre ou início de matrícula eu tô falando isso porque algumas pessoas me procuravam me procuraram agora no final do ano passado e com essa necessidade de avaliação o que que eu acho quem que eu indico e mas já já focando a matrícula na escola El já qu uma aviação RP já quer uma avaliação rápida
porque vai virar o ano Porque em janeiro fereiro e principalmente para quem pede vaga em escola pública né então Novembro todo mundo já fica louco e para querer a vaga aí chega para fazer a matrícula novembro dezembro já quer o relatório e é um período de férias é um período de menos profissionais eh atendendo janeiro então é crítico e as famílias querem resolver de forma rápida a escola exige e fica um colocando meio que um enforcando o outro né aquela rede a a a escola enforca a Mãe a mãe enforca o médico e aí começa
aquela confusão eh eu ia te perguntar em relação à idade porque você tá falando de avaliação de transtorno de aprendizagem e não é só na escola né é Não é só na escola não é só na escola existe essa demanda de relatório eh médico pedido pela escola mas não é só na escola não é eh o neuropsicopedagogo ele pode atender pessoas de qualquer idade tanto e idosos na reabilitação cognitiva Às vezes a pessoa sofreu um Acidente e aí ele precisa se reestruturar urar a questão cerebral e o cognitivo ele precisa reaprender algumas habilidades e algumas
funções por exemplo então o neuropsicopedagogo ele entra toda vez que uma pessoa precisa de uma reabilitação cognitiva Então tá está precisando de eh fazer estratégias de de criar planos para a questão do aprendizado o neuropsicopedagogo entra eh eu não É só infantil mas eh a gente fala-se muito em infantil porque quando As crianças começam na idade escolar é o período que elas mais procuram é que onde as famílias despertam muitas famílias percebem antes por si só mas quando entra na escola é um choque de realidade a escola geralmente percebe que aquela criança ela precisa apresenta
dificuldade ela tem dificuldade ela precisa trabalhar determinadas características que ela não consegue sozinha e aí ela encaminha pros profissionais então a gente fala-se mais Na nas crianças da Educação Infantil porque é o período que elas estão entrando na escola é o período que elas começam a as famílias começam a perceber a escola muitas vezes chama porque a escola tem esse olhar que é muito importante o papel da escola é fundamental porque a escola observando que a criança tem uma dificuldade específica tem uma necessidade específica algumas já encaminham já elas próprias fornecem um relatório eh Solicitando
uma avaliação Para para as famílias procurarem um psicopedagogo ou um neuropsicopedagogo então a gente fala-se mais de crianças por esse motivo porque quando elas entram né no período escolar é que aí vem o confronto de informações é o confronto de de todas as novas demandas além da adaptação da rotina eh são crianças que precisam de de Cuidados específicos aí a escola percebendo isso ela encaminha pros profissionais então por isso eh a gente Fala-se muito mais em criança e atende-se mais crianças Apesar de que na área Clínica tem crescido muito eh à procura de adolescentes de
11 a 14 anos que foram aquelas crianças que não observaram as características ou não foram eh eh encaradas da forma como se fosse uma dificuldade e agora quando a família não consegue mais criar estratégia sozinha que a família não consegue mais lidar com a situação aí entra em desespero e aí volta para Procurar um profissional deveria ter feito lá mas talvez por falta de orientação ou talvez porque né não prestou atenção achou que fosse normal ou achou que iria mudar e não mudou aí a família tem tem essa eh esse choque de realidade essas crianças
com 11 14 anos de 11 a 14 anos estão procurando muito para fazer avaliação porque são crianças que eh transtorno e ele já nasce tem o transtorno ele é é um fator do neurodesenvolvimento então ele não vai Mudar a criança que nasce com autismo ela vai viver a vida inteira com autismo assim também é a criança que tem TDH e a criança que tem transtornos específicos da aprendizagem des calcula dislexia então elas n e elas vão permanecer a vida inteira com esse transtorno o transtorno ele não vai curar que que acontece ele vai e ter
uma melhora uma vez que faz a intervenção uma vez que faz o tratamento ele vai aprender lidar com isso e ele vai ter uma melhora mas Não vai curar então a as famílias não fazem esse tratamento elas não não dão importância nessa abordagem quando tá criança e aí quando chega lá da fase dos 11 aos 14 anos aí eles Retornam para Olha a escola falou que tem alguma coisa errada a gente tá percebendo que não conseguimos mais controlar tem se acontecido muito isso E aí eles voltam para buscar um apoio para buscar uma ajuda para
fazer uma avaliação Acontece muito isso então na parte prática Eh são crianças que eh apresentaram problema na infância mas a família achou que poderia conseguir ajudar isso E aí quando chega na adolescência e coloca a culpa toda na adolescência e depois descobre que a criança tá tendo dificuldade e na escola se é Vocês duas são professoras né então me corrija E na escola é a criança que repetiu o de ano várias vezes é a criança que tem descalca mas ela nunca soube a criança que tem aquela criança que não é vista Sabe que passa se
percebida a criança que sempre vai passando Ah porque é desinteressado Ah porque brinca demais porque conversa demais tem muitos casos de criança com TDH que são vistas e taxadas dessa forma e principalmente porque eh os adolescentes el eles eh estão numa fase muito difícil de mudança de comportamento de mudança de humor então assim eh já já estão num período né que já tão mudando eh a forma de agir mudando o comportamento que que já é Normal da idade mas aí acontece que eles a família não consegue mais entender o comportamento a família não consegue mais
ajudar e aí foi aquela criança que a infância inteira Ah que vai melhorar Ah que vai mudar Ah é só uma fase Ah eu fui assim quando criança eu escuto muito isso ah que o pai era assim ah que a mãe não gostava de estudar então a criança foi levada por todo ah que vai melhorar vai chegar uma hora que sozinho ele vai dar conta só que não a criança que não Foi tratada precocemente a criança que não foi tratada na infância ela vai chegar na fase da adolescência e muitos vão chegar na fase adulta
porque hoje em dia a gente vê várias pessoas até né pessoas públicas com diagnóstico tardio com diagnóstico de TDH com diagnóstico de autismo por quê Porque na fase da infância não teve essa avaliação não foi feito né esse olhar então aí chega na fase adulta a pessoa começa a perceber olha realmente afetou a minha vida e Esse problema que eu tive esse transtorno que eu tive impactou de alguma forma Então por si só ele vai buscar ajuda então assim acontece muito tá está acontecendo muito isso justamente por quê pela falta de ter procurado precocemente um
atendimento adequado a gente falou em relação só rapidinho que a gente já tá com tempo estourando eh a gente falou sobre dislexia discalculia e a gente não explicou o que que é É a criança com eh são problemas relacionados à escrita e des calcula cálculos então a criança que na chega na fase da aprendizagem ela tem problemas de aprender criança que tem uma ortografia muitas vezes é confundida com letra feia Então essas crianças eh Quando se é analisado se é avaliado se descobre que realmente é um transtorno né Eh específico da aprendizagem é tratado porque
eh existe né os específicos que H culia que é Relacionado a cálculos dificuldade com cálculos dificuldade de processamento de cálculos de resolver problemas soluções problemas e da questão da ortografia também quando a criança tem dificuldade com letras que ela troca eh ela tem uma ela não tem uma letra adequada não codifica Então essas são específicos da aprendizagem que a gente só consegue perceber quando tá mesmo no período escolar e a gente citou só duas né existem vários Vários transtornos de aprendizagem que afeta né a qualidade de vida das crianças e precisa de tratamento enquanto antes
melhor para ela criar para ela entender primeiro né que a criança precisa entender o adulto o adolescente precisa entender que aquilo é um é uma dificuldade e precisa entender que existe estratégias e existe formas de aprender diferente entendeu então assim é muito necessário se falar nisso que existem também além dos que São mais falados né do autismo do do TDH existem outros que às vezes passam despercebido e e não são tratados e que de uma forma interfere na qualidade de vida dessas pessoas sim e a eh o autismo nunca vem sozinho né Ele vem com
é um combo né é o autismo o TDH a o transtorno de aprendizagem eh tem várias várias características o autismo nunca vem sozinho e eu acho que essas tem várias comorbidades também que são eh doenças associadas e isso confunde a Família né né em relação a ao aprendizado ao comportamento então Viviane pra gente finalizar eu queria que você desse um recado pras famílias que estão acompanhando que vão acompanhar o programa e eh aos papos como especialista O que que você faria para essas famílias que vão nos assistir eh que sempre está atento aos Marcos do
desenvolvimento da Criança e a desconfiança é de Qualquer que seja né porque a família é o o primeiro lugar Onde que percebe então na Desconfiança de Qualquer que seja assim características de alerta procurar sempre um médico um profissional adequado para eh dar informação para direcionar no tratamento adequado é nunca ficar esperando Ah que vai acontecer que vai mudar Ah que vai melhorar não ah é no tempo da criança no tempo crianç ISS não é no tempo da criança porque a família em primeiro lugar ela sabe quando a criança está se Desenvolvendo da forma correta ou
não a família sabe então assim procurar ajuda de especialistas e na dúvida ainda mais procurar ajuda porque quando a gente não sabe como lidar e como fazer para ajudar Aí sim que a gente tem que buscar ajuda estudo entendimento quando a gente não consegue né e sozinho a gente vai buscar outros profissionais então assim qualquer sinal de alerta e percebeu que a criança não tá comunicando não tá interagindo não tá socializando não tá Brincando da forma como que se espera para aquela idade é procurar o profissional o médico adequado para fazer uma avaliação e possível
intervenção Taciane você como mãe você trouxe a sua experiência eh e trouxe um relato positivo para você deu certo e para você tá dando certo essa intervenção precoce no Rafa o que você falaria para as outras mães que ainda estão nessa dúvida de nessa aceitação na verdade né em relação a ao transtorno do Filho S sim eh aceitação é a primeira coisa que tem que acontecer sabe porque aceita quando você aceita as dificuldades o do seu filho você pode ajudá-lo sabe você tem que entender porque o olhar que a mãe tem é diferenciado que infelizmente
hoje eh tem muito preconceito Sabe tem muita discriminação com os com os com os meninos sabe então quando você tem esse olhar que você você consegue proteger ele de de alguma forma você protege ess Mesmo que você fique em casa até você se se preparar sabe se fortalecer pro mundo e ajudar ele também sabe ajudar o o Rafa no início do Rafa foi muito difícil porque o a a aceitação é muito difícil das pessoas sabe eu não eu não eu não eu não eu não me importo ele pode ter o que ele se for autismo
vai ser autismo se for TDH vai ser TDH mas eu preciso de preparar ele preparar ele pra vida sabe eu quero que ele entre na escola e que Ele estude que ele aprenda sabe a terapia é é para isso sabe é para ajudar ele para ele ter autonomia sabe o Rafa não sentava hoje Rafa senta e faz atividade a mesma atividade com os mesmos meninos eu não quero que adap adap que que seja S atividade dele eu quero que ele faça a mesma atividade porque ele é capaz porque eu acredito no desenvolvimento dele acredito nele
sabe Então é isso que eu queria falar que levem paraa terapia tem alguma dúvida Tem algum atraso Ah não é não é coisa de cabeça de mãe não é é coisa de não é porque você é louc não é porque você tá procurando chif na cabeça de vaca não é isso gente se você é mãe e você tem um olhar eh cada criança é de um jeito mas o o Marco de desenvolvimento é o mesmo é o mesmo sabe tudo que uma criança ele não faz no tempo uma uma criança de um ano ela pode
uma criança de um ano ela pode andar mas uma criança de 10 anos pode andar Mas ela tem que andar Entendeu É cada de um já tem que mostrar que tá aprendendo exatamente eu falando assim só um exemplo para poder cada criança tem um Marco Mas ela tem que desenvolver ela tem que ela tem que se encontrar ela tem que saber as coisas que ela tem que fazer na idade dela no Marco da idade dela sabe então a terapia é importante para isso porque a criança vai se encontrando vai entendendo como é que as coisas
funcionam Às vezes a criança tem dificuldade com não então Ela tem que aprender que ela gente que não que ela não vai ouvir sim a vida inteira ela vai ouvir o não também e ela tem que conviver com o não sabe a minha preocupação com Rafa é essa é que ele que ele que ele entre no mundo que ele que ele tenha muita autonomia que ele seja muito feliz sabe mas que ele conquiste tudo que ele tiver que conquistar mas por ele sabe eu não quero que ninguém faça nada por ele eu quero que ele
que fala ele precisa de ajuda Agora né você quer o desenvolvimento dele para que ele consiga autonomia ISO exatamente mas por exemplo na escola hoje ele não precisa mais sabe ele senta ele faz atividade dele a mesma atividade que os meninos fazem ele também faz ele realiza sabe é isso que eu tô dizendo que ele que ele que ele encontre o desenvolvimento dele na época certa no tempo dele sabe o certo é o tempo dele sabe é todas essas coisas que eu busco para ele que as mães que seja mais fácil Essa aceitação né Sim
a gente também precisa analisar que aceitar é quando você vê um caminho na minha opinião aceitar é quando você vê um caminho um pouco mais fácil quando a gente vê um caminho um pouco mais difícil é mais difícil a aceitação sim é a minha visão em relação ao tratamento precoce é isso as mães já já enxergam o autismo assim um Bicho de Sete Cabeças é impossível ter uma criança autista em casa e quando a mãe aceita Quando a mãe entende a Necessidade da criança quando a mãe aceita a condição da criança opa Essa é a
dificuldade da minha criança eu vou procurar ajuda aí sim eu acho que o tratamento fica mais leve fica é possível né esse desenvolvimento as terapias é muito importante também mas o vínculo fam familiar também é bom sabe as estimulações em casa é bom eu em todos os jogos você pensar eu vejo um jogo na terapia eu vou lá e compro aí eu descobri que o alinhavada era bom pra Pra coordenação fina e e grossa né Aí eu fui que eu na verdade eu nunca fui especializada em educação infantil eu sempre fui de primeiro ao quinto
Então eu fui lá e comprei lá em casa eu acho que eu consigo montar hoje um mini consultório porque eu tenho todos Legos eu tenho todos os tipos e Lig Lig tem sabe muitas coisas Sabe porque eu vou estimulando ele o seu caso no você trouxe um cro Positivo né gente sabe que é muito difícil essa jornada né da mãe Atípica é muito difícil por isso que a gente precisa de ajuda então gente hoje nos conversamos sobre a ância do tratamento e da intervenção precoce então por favor compartilhem indica para alguém faça um comentário acompanha
a nossa rede social porque vem muito assunto interessante por aí eu quero ressaltar que esse programa só é possível ser realizado graças ao apoio que nós recebemos da Lei Paulo Gustavo aqui em Santa Luzia [Aplausos] l [Música]