Camada [Aplausos] [Música] oito Olá querido ouvinte seja bem-vindo a mais um episódio do camada 8 seu podcast sobre infraestrutura da internet redes e tecnologia eu sou Eduardo barazal Morales e eu sou Antônio Marcos Moreiras e o tema do nosso programa de hoje é a história da internet no Brasil falaremos sobre a primeira conexão Internet no Brasil sobre as conexões ainda antes da internet falaremos sobre a criação do cgi BR e do nickbr e muitas outras coisas interessantes esse é mais um episódio do quadro roteamento de ideias mas antes de irmos para a conversa é importante
que você se inscreva na sua plataforma de streaming favorita e adicione o camada oito então lá no Spotify tem um Sininho por favor marquem ele o convidado de hoje é o Demi gesco o diretor presidente do nickbr e Membro do cgi BR o Demi é considerado um dos Pioneiros iros da internet no Brasil Ele é famoso por ser um dos cinco brasileiros integrantes ao H da Fama da internet Então toca a vinheta e a gente vai pra conversa roteamento de ideias então dem seja bem-vindo ao nosso camada o o nosso podcast aí sobre infraestrutura e
tecnologia e como a gente já pede de início pro entrevistado Se apresentar eu gostaria de pedir para você falar um pouquinho de você até porque se Se eu tentar falar e esquecer algo Eu vou ser demitido não é talvez talvez porque não ô não não nada veja eu eu sou um engenheiro nci em 53 eu nasci em Trieste uma cidade da Itália Mas eu sou brasileiro de naturalidade sou apenas brasileiro nacionalidade perdão e eh eh eu tô me envolvendo com essas coisas já H algum tempo desde o final dos anos eh 80 desde a final
dos anos 70 Quando se começou em outro tipo de rede mas em summa eu acredito que estamos tratando de internet redes acadêmicas em geral e não acadêmicas então eu tenho aí uma certa história de envolvimento nisso bom demc o nosso diretor Presidente aqui né O que faz o diretor presidente do Nick BR Qual a a sua função aqui na instituição para isso tem que tem que tratar do que que é o nickbr o nickbr é uma instituição privada e sem fins lucrativos e que de alguma forma segue Desde a linha original o que é o
registro brasileiro e portanto toma conta do PBR Além disso como é uma institução sem FS de lucrativos ela retorna O que ela recebe do registro br para outras atividades da internet brasileira como por exemplo esse podcast que nós estamos assistindo como eh segurança em rede como estatísticas como medição de banda larga em sua tem uma porção de atividades e Essas atividades estão distribuídas em diversos centros Do Nick e sobre diversas diretorias existe uma Diretoria de projetos uma Diretoria de serviços uma diretoria que atende o cgi uma diretoria administrativa e eu sou o diretor Presidente portanto
faço parte dessa diretoria e fazemos o nick de alguma forma cumprir sua missão nem eu que tô trabalhando aqui sabia de tudo isso mentira vamos falar um pouquinho do passado né porque você teve toda uma trajetória aí sobre as primeiras Conexões aqui na internet no Brasil o pessoal tá ansioso para saber né como que era a internet aqui no Brasil antes do cgi BR antes do nickbr nós sabemos que você esteve presente nessas primeiras conexões nesse primeiro feito da internet chegar aqui no Brasil Como foi o processo para isso né Qualquer iniciativa tipo internet envolve
muitas pessoas e evidentemente eu fui uma delas porque estava no meio do do do processo eh primeiro por uma Por um interesse normal em interconexão de computadores eu quando comecei a trabalhar no centro de computação da USP primeiro como estagiário no final de 71 depois como analista depois como coordenador de uma área e tudo mais a gente tinha iniciativas de conectar eh computadores e e terminais de computadores e havia várias várias atividades que precisavam disso por exemplo eu me lembro que o CB que era o sistema de bibliotecas queria trocar Informações sobre arquivos de biblioteca
para você saber por exemplo se um livro que você procurava em que biblioteca estava e se você pudesse integrar isso aí seria muito bom pessoal da Medicina também queria acesso aos documentos da National Library de medicina nos Estados Unidos então havia um monte de gente ansiosa para poder interconectar máquinas e os computadores começavam a ficar potentes para isso nós tínhamos uma uma estação por exemplo na Reitoria Ligada num negócio chamado remoto de entry ou seja um acesso remoto para imprimir coisas administrativas lá e tudo mais daí eu me saí do CCE depois que eu eh
fiz o meu mestrado lá na Poli comecei a fazer o doutoramento e acabei indo paraa Fapesp e e e lá sobre orientação do Professor Oscar sala um jito absolutamente brilhante e ficou claro que a fapes podia de alguma forma integrar a iniciativa de ligar as Universidades em redes acadêmicas porque O pessoal que ia estudar lá fora conhecia correio eletrônico conhecia jeitos de comunicação e voltava o Brasil ficava ilhado então o af Fapesp decidiu que faria um esforço para prover uma conexão para universidades do Estado de São Paulo e essa altura descobrimos que outras instituições também
estavam fazendo esforço no mesmo sentido o lncc por exemplo lá no Rio tava tentando conectar a a a uma a uma rede acadêmica também e a primeira rede que nós eh de Alguma forma visamos a ter uma conexão foi uma rede chamada bitnet que era muito popular na época nós tínhamos um time pequeno na fapes mas extremamente comp ente com Gomide aí finado já falecido Wilson Sarto e outros e a Fapesp tinha um excelente relacionamento com um laboratório em Chicago perto de Chicago chamado fermilab que é os físicos da USP iam lá toda hora fazer
doutoramento e pesquisas o diabo então o ferme foi o nosso ponto de ancoragem e Nós fomos lá ancorar a bitnet e quando fomos ancorar no ferme descobrimos que o ferme trabalhava uma outra rede também interessante chamada rnet High Energy physics Network uma rede para física de Alta Energia E e essa rede usava um protocolo muito melhor que o da bitnet que era um protocolo da Digital chamado decnet que permitia acesso à máquinas permitia negócio chamado parecido com telnet que na internet tem depois e tal então nós ganhamos o pacote bitnet rnet Na conexão com o
ferm e isso no final do do dos anos 80 88 setembro de 88 por aí então essa foi a primeira conexão típicamente um serviço pra comunidade acadêmica nós não fizemos pesquisa na área não publicamos paper fomos trabal trabalho de serviço né fornecer serviço para as três universidades mais O IPT mais etc e tal isso depois foi se expandindo e nós acabamos e e e registrando o BR 91 podemos comentar mais para frente sobre isso passamos a a Integrar internet na verdade o BR foi registrado em 89 em 91 quando começamos a ter trânsito internet e
aí a coisa se expandiu cada vez mais e nesse intervalo também a RNP surgiu que foi uma forma importante de integrar a comunidade então o começo foi basicamente necessidade de conexão a redes acadêmicas e o começo foi rpnet bitnet depois internet e br E daí pra frente essa rpnet bitnet é uma conexão discada a mesma conexão foi usada depois pra Internet como que era isso daí então a conexão foi dedicada nós pedimos uma linha que ligasse a Fapesp ao ferme e nessa linha e a gente colocou um protocolo em cima do outro então o protocolo
básico nosso eraa era o decnet então nós rodamos decnet na linha entre nós e o ferm e havia software que em cima do decnet carregava o bitnet então o bitnet foi carregado em cima do decnet que tava na linha e só para complementar em cima desses dois carregamos também Tcpip então era uma linha só que trabalhava com vários protocolos um em cima do outro era aquele tipo aquela coisa que a gente chamava de LP que era aquela linha de cobre privada de ponta a ponta daqui até os Estados Unidos então é é é mais interessante
do que isso eram evidentemente cabo submarino para chegar aos Estados Unidos a nossa conexão eraa cabo submarino com axial portanto era cobre debaixo do Oceano e não fibra óptica na época as fibras ópticas Estavam começando a aparecer mas o o cabo que nos deram Via Embratel era um cabo ainda coaxial a velocidade era de 4800 bits por segundo que é uma velocidade né absolutamente ridícula hoje quer dizer você não usa para absolutamente nada mas mesmo assim nós conseguimos trazer milhares de e-mails por dia evidentemente só texto na época só havia texto e isso foi uns
dias atrás aí a gente entrevistou o o Darwin que Trabalhava na na Angola cables ele ele tava falando do do cabo submarino aqui do Brasil até Angola e e a gente ficou perguntando para ele provocando ele um pouquinho falando se ele que tinha apertado o enter do primeiro ping o primeiro tráfego que rolou de IP mesmo de internet eh foi um ping ou foi alguma outra coisa não bom certamente o primeira coisa você fe a primeira coisa que eu que eu testei uma visita interessante que a fez a lar Land Weber Foi descobrir que existia
um negócio chamado o Trace rout que eu não conhecia que dava para fazer o caminho de lá até aqui então nós de lá fizemos o caminho até a Fapesp funcionou ping era outra evidentemente forma de testar o caminho e Isso foi no no final de janeiro de de 91 a data que o Gomide estabeleceu como oficial é 7 de Fevereiro quando ele anunciou que a conexão tava estável e que portanto podia ser usada então talvez 7 de Fevereiro de 91 foi quando a A a conexão internet ficou viável Essa foi a primeira conexão brasileira porque
na época o lncc continuava s só em bitnet e não havia outra conexão acadêmica funcionando e foi você que apertou o enter do Trace H é bom na sala do leland Web fui eu mas ele tava do lado a não faz muita diferença 88 foi o ano que eu nasci então eu nem tô sabendo muita coisa do que vocês estão falando aí mas se puder explicar um pouquinho mais por exemplo você tava falando que Começou com essas duas redes né a bitnet a happynet e depois que entrou o tcpip né que realmente virou internet mas
antes disso então já tinha uma conexão de comunicação entre as universidades brasileiras não com o mundo lá fora sim e aí depois Qual foi a necessidade de conectar a internet foi para essas instituições brasileiras conversarem com outras instituições acadêmicas lá fora é talvez falar um pouquinho dos serviços que estavam disponíveis né Porque hoje a Gente pensa na internet a gente sei lá pensa em redes sociais pensa em web isso já existia naquela época Então vamos lá o o o que havia na época é o seguinte isso é uma coisa interessante para para ter em mente
aí nó nós tínhamos eh eh evidentemente padrões em telefonia padrões em comunicações né Eh eh padrões em modem o que que era o mode mode era um equipamento que podia transformar um sinal analógico em digital e vice-versa então quando você tinha por exemplo um Terminal ligado ao computador você usava uma linha telefônica e você precisava de alguém que convertesse o sinal digital em sinal analógico para passar um canal telefônico esse canal telefônico podia ser discado aliás eraa muitas vezes discado porque você não tinha uma linha dedicada entre dois pontos você discava e usava um modem
e havia até uma acoplador acústico que você usar para para fone telefônico normal Então o jeito de você conectar era usando nós Chegamos a fazer conexão via Telex a gente tinha feito uma interface legal na US para acessar o computador da USP E a Telex Então você pegava um terminal qualquer de Telex entrava lá e conseguia acessar e virar um terminal do computador Central lá da do boros lá da USP Então você usava os meios que se dispunha e a iniciativa Nacional em relação a isso era seguir os padrões que a ISO a Itu perdão
a International telecommunication Union iria iria eh Propor e na época os padrões eram os padrões e da da da suite x x25 x400 x28 e tudo mais que eram os conhecidos doos padrões da pilha ISO 11 então o o o o mundo brasileiro de telecomunicações que era estatal Telebras Embratel todas as teles começou a adotar teletexto x28 x25 e você contratava um canal desse tentava de alguma forma Ligar para algum lugar não havia algo que fosse digamos espalhado para todos que funcionasse de uma forma eh eh homogênea né Então essa Era a situação aqui você
resolvia caso a caso do jeito que dava né Me Lembro uma vez que veio um professor da universidade americana acho que foi Stanford não lembro e esqueceu de trazer o pacote que ele ia implementar no boros falou ah isso não é problema eu vou comunicar vou entrar em contato com meu meu escritório lá ele tinha um acomulador acústico botou o acomulador acústico dele do lado do do computador e nós gastamos 3 horas de ligação Internacional para poder baixar um programinha que tinha uns 40k e e ele baixou isso pela linha telefônica nós caiu se o
queixo das pessoas que olhavam isso aí né em suma essa era a situação eh eh Por que que nós resolvemos Por que foi necessário conectar redes acadêmicas porque a comunidade acadêmica é aí não só a física a física em geral citada como exemplo porque eles têm muito muito Interface para experimentos e tudo mais mas você precisa mandar dados receber Dados e entrar em contato com o seu colega lá fora com seu orientador sei lá o que for e isso é muito ruim de fazer por telefonia porque você fala algo que é mal entendido é muito
R de fazer por correio normal porque leva 5 dias 10 dias para chegar então as redes acadêmicas permitiam uma agilidade que não não tinha alternativa nisso então a Primeira ideia foi Conectar em redes acadêmicas e por isso bitnet rpnet redes bastante simples rpnet não era tão Simples capnet era uma rede bastante sofisticada mas com isso se resolveu o problema da comunicação entre pessoas eh como isso se espalharia pro país era uma discussão até política porque você tinha na época como eu falei o Brasil na linha do isoo como os Estados Unidos também tavam você mudar
isso para tcpip era uma decisão mais complicada tcpip era um era um outsider era alguém fora do do da da linha oficial é uma espécie de de subversão nos padrões aceitos Então essa Foi uma uma longa discussão que acabou quando eh eh digamos da forma o Sérgio Mota ajudou bastante nessa área quando declarou internet como um serviço de valor adicionado que não tinha a ver com telecomunicações etc e tal e isso se segue aí já indo na direção da criação do cgi mas eu já avancei muito quando a gente fala é de necessidade de comunicação
entre pessoas nessa época da da comunidade acadêmica a gente tá falando basicamente ali de e-mail ou Grupos de discussão o que que era exatamente então era basicamente e-mail tinha também texto você podia mandar mensagem de texto sem ser dentro do e-mail tinha uma coisa parecida com s Text e tinha lista de discussão lista discussão era uma coisa interessantíssima porque foram as primeiras e que o pessoal chamava de Flame Wars né brigas né você sempre estava no mar só havia E aí surgiu uma história que depois se esqueceu chamado Neket que era Digamos um código de
conduta paraa discussão então se você participa de uma lista de discussão você não pode levantar um assunto que não é assunto da lista você tem que tratar com educação os componentes da lista Você não pode ofender ninguém Isso era uma regra digamos subentendida em listas de discussão porque certamente em listas de discussão você tinha polêmicas muito intensas e às vezes até estremeciam velhas amizades então a a a grande foco Na época er era isso e havia um outro negócio interessante chamado News group News group são painéis de informação que você receberia sobre determinado tema e
que você podia colocar à disposição para quem quisesse ler então uma espécie de de jornal digamos assim sobre um assunto então podia ter um sobre geologia ou sobre eh software ou sobre jogos ou sobre o que fosse nós assiná os News group recebíamos isso em totum e acompanhava o que queria mais mas isso Era digamos menos interativo era mais uma espécie de jornal que você recebia podia contribuir ou não mas não não era digamos em tempo real é eu eu lembro quando eu comecei a usar internet ainda se usava bastante o os News group e
pro nosso ouvinte que nunca teve contato com isso daí tipo eu é tipo você é muito parecido com um Fórum na internet você tem tópicos você tinha tópicos né e as pessoas entravam numa interface muito parecida com e-mail e respondiam esses Tópicos e as respostas iam ficando agregadas lá isso ainda existe hoje mas existe aí uma forma bem mais escondida na internet agora tem uma outra coisa que eu fiquei curioso é que assim quando eh a gente estuda hoje redes quando a gente estuda computação muitas vezes o protocolo isuo é apresentado pra gente como um
modelo de referência como se fosse algo que tivesse sido projetado e e nunca utilizado de verdade e daí Olha a gente Então tinha um modelo teórico Que era para ser todo complicado com um monte de camadas e a gente fez numa implementação prática O tcpip que é bem mais simples ele junta camadas tal e e e funcional Mas você disse pra gente que o modelo isuo tipo existiu de verdade implementações dele teve uma espécie de guerra né um monte de camada né você quer dizer sete camadas né e a camada oito É o quê então
brincadeira aqui porque a gente brinca falando do camada o justamente por causa desse modelo Teórico de sete camadas como se fosse ali o usuário o usuário Na Na oitava camada Mas então teve uma guerra de fato entre protocolos entre o protocolo oficial do da Iu e e um protocolo que foi feito pela comunidade acadêmica aí na arpanet que virou a internet bom veja aí evidentemente tem o o viés pessoal aí cada um tem a sua forma de contar a história eu estou aqui evidentemente no campo do inimigo porque nós estamos na camada isu né camada
oito mas não faz Mal eu serei calmo não nós teremos agressões aí e tudo mais o que eu diria o seguinte veja o o evidentemente é muito elegante o o o o conjunto de camadas de zose Mas ele foi feito como uma extensão do que as operadores de telecomunicação fariam então para você por exemplo trabalhar em x25 você tinha um acordo com a telco e você tinha uma autorização e uma identificação e você tinha quer dizer toda a estrutura isu foi digamos pensada em algo bastante Centralizada controlado centralizadamente enquanto tcpip é um negócio meio anárquico
né o tcpip é uma uma coxa de retalhos em que você adere porque quer existe muito pouca coisa centralizada as únicas coisas centralizadas são a coordenação para evitar que você tenha é o mesmo número de um outro cara para você colida que você colida com alguém em termos de roteamento mas não não existe essa estrutura rígida que o isos impõe o isos Também geraria custos muito grandes de colecção as placas eram caras e e evidentemente você teria que depender das telcos para poder fazer a conexão então o pessoal da academia foi num caminho diferente o
mundo foi num caminho diferente e hoje esses dois mundos convivem porque as próprias telcos acabaram indo pro caminho do tcpip que é mais fácil na verdade se pode dizer que o Unix ajudou bastante nisso também porque ele já vinha com Isso embutido então vários softwares abertos Linux e Companhia que vieram depois já já vinham estruturados para usar o tcpip e não tinham o suporte para is oose eu me lembro que no começo da tanto da RNP quanto das nossas redes tivemos acordos de tentar digamos eh eh conviver Nos Dois Mundos como formas de tradução de
um lado pro outro e evidentemente sempre tentando evitar pisar calos eh sensíveis na área política e com o tempo isso acabou coale Em em direção ao ao tcpip que eu acho que foi uma solução adequada só só para comentar me lembro num umaa entrevista do vint surf bem nos velhos tempos talvez 91 em que a pergunta para ele é ass seginte Olha a gente sabe que existe o gossip que é o governmental ISO program nos Estados Unidos então a gente sabe que o governo americano vai para ISO 11 e a gente Escuta esse negócio do
tcpip então a minha pergunta para você o cara falou e você acha que vai dar isu 11 ou você acha que vai dar TCP IP ele falou ol Não não vou dizer o que vai dar mas vai se chamar aberto então chamaram o tcpip de um sistema aberto e tá valendo quer dizer não é tão importante o que é desde que você chame ele da coisa certa bom você falou que começou ali nas universidades aqui em São Paulo tudo E como que foi esse processo de se espalhar pro resto do país Então vamos lá primeiro
em 87 essas iniciativas todas se conheceram teve uma reunião na Poli e a gente conheceu o pessoal do lncc conheceu o pessoal começava a armar a RNP o Michael stanton Tad gash o pessoal tava nessa reunião de 87 descobrimos que tinha várias iniciativas descobrimos que a nossa ia no mesmo caminho do lncc tentando ligar bitnet Aliás já deu a primeira encrenca nos Flame Wars aí nessas guerras ilías de discussão os brasileiros do exterior falam Olha tá aí o Brasil começando a con conectar-se à redes que legal mas já Começa com P errado já tem as
duas conexões pra mesma rede bitnet que barbaridade não sei que tal quer dizer o pessoal evidentemente Não nunca ficaria satisfeito com nada então a gente já falou Pô a gente maior esforço para ligar os caras já estão reclamando né mas em suma E e essa foi a primeira ideia e convencemos a Embratel a nos ligar ao fme aliás outra digamos informação curiosa fal precisamos ligar aqui a Fapesp ao ferme que fica lá em em Em perto de Chicago em Batá hav e precisamos de um uma conexão e falou mas e vocês vão ligar o ferme
é filial da Fapesp falei não não ferme não é filial da Fapesp então a Fapesp é filial do ferme não não Fes não é filal do ferme vocês vão imprimir nota fiscal no ferme falei não nó não vão imprimir nota fiscal no ferme eles vão imprimir não não não tem nada isso nós queremos trocar informação nós e a USP como a USP a USP tem que pedir a linha delas elas Vão a USP vai usar a mesma linha de vocês falar conf ferme que barbaridade cada um tem que pedir a sua própria linha quer dizer
essa era a mentalidade do pessoal que fornecia linhas na época a linha era para ligar e matriz e filial para min notar fiscal remota eventualmente para botar digamos o Staff daqui eh comandando o Staff de lá e coisa assim então não nós vamos fazer uma linha essa linha vai ser usada por mais de uma pessoa não ISO que é absurdo E mais de uma instituição e não tem nenhuma relação hierárquica entre as instituições então conseguimos uma licença que era temporária por uns se meses mas não Foi extinta não Continua valendo uma uma curiosidade mas e
nessa época em que se fez lá o primeiro Trace h o TCP IPM mesmo a internet já era chamada de internet ou ainda era chamada de arpanet Não já já era internet já era vou vou continuar porque eu acabei não respondendo exatamente a pergunta o que Aconteceu então tivemos a salinha funcionando e o lncc também o que nós eh colocamos como como política na Fapesp a Fapesp pagou a conexão ela não estava envolvida diretamente no processo no sentido de que ela não participava da discussão mas a Fapesp pagou a conexão Professor Oscar sala foi fundamental
nisso o Gomide era o homem técnico mais o Joseph mais o Wilson em suma nós tínhamos esse negócio funcionando lá e o lncc tinha o deles também e a política Que nós adotamos foi o seguinte se vocês universidades x né era basicamente para uma academia trouxerem uma linha até a Fapesp usando transdata da Embratel né em geral microonda de superfície se você trouxer uma linha até a Fapesp a gente conecta vocês na mesma estrutura que nós temos e você pode participar da bitnet ou da rnet e daí as Universidades do Brasil os que se interessaram
tentaram se conectar ou a nós ou a lncc Então na verdade viraram sei lá duas daqueles Mamões com Espetos né um no lncc e um na na Fapesp e e as coisas iam mais ou menos ao acaso quer dizer que que significa isso por exemplo a Federal do Rio Grande do Sul a urgs né que inclusive tinha digital como ag gente e portanto podia conectar na rnet conectou na rnet na bitnet com a gente já a Federal de Santa Maria que tinha IBM e portanto mais ligada ao lncc ligou ao lncc e tinha bitnet não
é ncc então se alguém de Santa Maria por exemplo Quisesse mandar um e-mail para Porto Alegre o e-mail saía de Santa Maria ia pro lncc do lncc subia para Maryland que era a conexão do lncc er Universidade de Maryland Maryland ia até Chicago batávia de batávia descia para FAPESP e da Fapesp ia para Porto Alegre então era um caminho meio longo evidente que eletronicamente era é muito mais rápido do que uma carta comum levava provavelmente uma manhã inteira ou Talvez um dia inteiro mas funcionava e Tudo mais isso deixava claro que era melhor ter uma
organização nessa história e daí rnip ganhou muita força quer dizer em vez de você se conectar ao acaso Se se houvesse um backbone Nacional E aí o pessoal do do tradal do Michael do Alexandre né resolveram e nós na verdade o primeiro backbone foi desenhado lá na na viagem de 91 que Michael stanton e eu fizemos nessa mesma do TR rout mostrando que podia ter um uma espinha dorsal que era inicialmente E ligando digamos a costa brasileira até até Pará né Depois nós avançamos até Manaus mas isso já foi mais tarde porque aí o pessoal
do Rio Grande do Sul se conectaria no ponto de presença da RNP lá que é era em Porto Alegre o pessoal de São Paulo se conectaria na fapes porque era o ponto de presença de São Paulo e assim por di então a RNP gerou uma certa organização né uma certa estruturação nas conexões acadêmicas e até hoje ela serve muito bem a isso e Continua tendo uma atividade muito importante então foi nesse momento que criou a RNP justamente para atender RNP foi inaugurada em 89 Que eu lembre e e e e mas o backbone dela entrou
no ar e e em 92 em 91 a gente de alguma forma começou a contratar todas as primeiras conexões do backbone da foram pedidas na Fapesp a Embratel mas para atender a RNP porque nós nós éramos lá o chamado centro de operações da da da RNP nós só participávamos disso no sentido de de Organizar as coisas e de organizar os pedidos a Embratel Mas cada ponto de presença tinha equipamento próprio que o CNPQ tinha alocado de outras formas tinham alocado isso e só para para fechar esse negócio um outro ponto de de consolidação do processo
foi que em 92 aconteceu uma reunião importante no Rio aeco 92 um monte de gente veio pro Brasil e para poder manter a conexão deles com o exterior além de de o UCP e outras redes que tinha na época a Internet era importante Então a nossa linha eh foi importante para alimentar o eco-92 e na época se viu também um outro ponto importante que era todo mundo tava ligado ou no no Rio ou na Fapesp e não tava ligado Fapesp com o rio Então precisamos Ligar Fapesp com o rio porque quem tava na Fapesp ia
pro exterior quem tava no Rio é exterior e como é que falariam entre ass bom isso não era grave a primeira forma de conectar eh eh Rio a São Paulo foi pela Federal de Minas Gerais Mineiro que nunca foi bobo e sempre faz as coisas direito Mineiro falou não vou ligar nem na fapese nem no rio vou ligar nos dois então o mineiro ligou nos dois então via Federal de Minas Gerais nós tivemos um caminho entre São Paulo e rio que depois na eco-92 foi digamos melhorado por uma ligação direta entre São Paulo e Rio
para poder permitir que esse negócio funcionasse bom Chegamos aqui então na década de 90 já e você tinha comentado Antes que a a comunidade acadêmica sentia assim a necessidade desse tipo de comunicação mais ágil mais rápida que é comunicação por telefone ou por carta ou por outros meios não era assim adequada e se isso era uma necessidade da comunidade acadêmica a gente pensa que Muito provavelmente era uma com é uma necessidade da comunidade de negócios também das empresas se a comunidade acadêmica já sentia falta dessa comunicação mais ágil Então as empresas Quando viram isso acontecendo
deve ter assim ficado maravilhadas e e quisto levar essa essa funcionalidade pro mundo de negócios e a gente sabe que que foi na década de 90 que ocorreu justamente essa abertura da internet e eu gostaria que você comentasse um pouco sobre como foi esse processo de abertura da internet para uso comercial tanto no mundo como aqui no Brasil e é essa foi uma transição que aconteceu como você bem diz no começo dos anos 90 na final No final dos anos 80 já tinha alguma coisa dessa principalmente em empresas ligadas a equipamento né Por exemplo a
cisco São Francisco nos Estados Unidos fabrica roteadores evidentemente estava conectada a rede a digital estava conectada a IBM tava conectada e e equipamentos tipo saman por exemplo que eram Estações importantes também tinham participação importante em discussões eh técnicas eh eh e e e e referentes à rede Então esse pessoal era participante da Rede no Brasil a gente não tinha eh muito disso a gente não tinha muita muito pessoal de de fabricante ligado à rede até porque o Brasil não tinha lá muito fabricante na n nesse pedaço mas eu diria que foi bem citado se quiser
além da comunidade acadêmica houve ondas de entrada eh de outras Comunidades a comunidade de fabricantes dependendo do ramo entrou antes ou depois uma outra comunidade importante eh foi a comunidade de provedores que migrou por Exemplo de provedores de BBS para provedores de internet quer dizer BBS era bulletin board System uma reunião de interessados em algum tema por exemplo Tô interessado em discutir filme sei lá então me ligo no no lugar e e conversam em cima daquele ponto uma ilha de conexão essas Ilhas viram que valeria muito a pena ligarem-se entre si na rede geral Então
me lembro da compo serve por exemplo uma BBS importante americana que migrou pra internet e no Brasil tivemos Também equivalente né teve o famoso caso da América online então isso de alguma forma me lembro que a reação da comunidade acadêmica em geral era meio meio de digamos de angústia porque vem esses caras fazendo falando umas perguntas sem pé nem cabeça Quer dizer eu tô aqui discutindo geologia aí o cara manda dizendo minha a tela ficou azul o que que eu faço o que que isso tem a ver com geologia quiser a discussão aqui sobre geologia
sua tela ficou azul Problema seu tá certo em suma E e essa essa mistura né das diversas comunidades evidentemente gerou algum tipo de tensão mas foi sendo perfeitamente assimilada e a terceira comunidade que eu diria que também entrou quer dizer certamente e essa comunidade de não acadêmica primeiro ativistas o pessoal da eco92 depois população de BBS em geral a terceira comunidade foi na minha opinião governo o governo viu que tinha serviço que podia ser prestado via rede e Estranhamente a última comunidade que entrou foi a comunidade da dos provedores de telecomunicação que acabaram vendo que
era melhor abandonar o que eles tinham de planos digamos de conexão via isuo e passar a entregar isso quer dizer nós tivemos provedores de internet e aí eu comento e eh veja um pequeno parêntese como falei essa transição de iso para tcpip a gente começou a dizer sistematicamente que tcpip era era digamos A melhor solução Acadêmica e tava dando certo etc e tal e no final de 94 em dezembro de 94 o pessoal da RNP do Rio basicamente conseguiu convencer Embratel no Rio a dar acesso à internet à pessoa física e aí parecia uma vitória
Embratel criou uma lista de de interessados né para poder receber lá via reac via rede de via isuo né repac x25 mas eles assassinaram depois de ter cpip e e e isso parecia uma boa ideia mas depois revendo falando pô isso aí vai fazer com Que a internet brasileira seja né um ponto no Rio de Janeiro né 94 E aí então o Sérgio Mota foi instado pelo Carlos Afonso pelo Ivan pelo pelo tadal todo mundo a dizer Não isso aí não é uma boa ideia então a Embratel não deve dar acesso ao usuário final ela
deve receber digamos eh por atacado tcpip entregar para Teles que também não deve dar acesso ao usuário final deve dar acesso aos provedores e os provedores darão acesso ao usário final isso criou de Alguma forma um círculo Virtuoso vários provedores surgiram Canal VIP Mandic e e vários provedores brasileiros interessantemente saíram equipamento em em indústrias de mídia né em jornais Então o que parecia difícil no começo porque eh eh bitnet rnet mesmo internet era em inglês nós tivemos conteúdo em português rapidamente disponível por volta de 95 então com isso a internet brasileira ganhou o impulso e
não perdeu o pé foi rapidamente evoluindo queria Destrinchar um pouquinho mais isso daí dem assim quando a internet era só acadêmica Eh toda a parte básica da infraestrutura DNS por exemplo a parte distribuição de IPs eh o o próprio backbone né as ligações principais elas estavam estruturadas na rede acadêmica imagino eu né E como que foi sendo feita essa transição para um modelo comercial da internet perfeito isso vem na linha mais ou menos que eu falei Então veja como as telis foram última onda nessa Minha explicação o que nós fazíamos antes delas entrarem no jogo
Era contratar canais como nós contratamos como eu falei o canal da Embratel entre nós e o ferme eles nos entregavam um cano e eles não entravam no mérito do que que passava no cano podia passar bitnet rnet dcpip eles contratavam canos o backbone da da da RNP foi uma contratação de canais e nós alimentamos do jeito que dava tinha pedaços com bitnet tinha pedaços com rnet tinha Pedaços com tcpip mas as primeiras empresas também se conectaram por exemplo lá nos Estados Unidos no ferm ou aqui no lncc na na fapespa as primeiras empresas se conectaram
a a esse backbone acadêmico na verdade nos Estados Unidos havia um backbone importante que foi talvez o que gerou a a consolidação do tcpip que foi a National National Science foundation Network nsfnet nsfnet aliás comemorou aí aniversário esses dias aí foi até uma festa interessante Então a nsfnet foi a primeira a primeira iniciativa do governo americano que admitiu o tcpip como como protocolo quer dizer quando a nsf foi escolher o protocolo Denis jenning era o cara que tocava isso na época decidiu que tcpip tava ótimo né então com isso eh eh de alguma forma o
tcpip ganhou o seilo de protocolo de de direito não só de Fato né e e e isso também era feito como eu falei quer dizer o pessoal contratava canais né canais até E1 na época bom ins Sua canais e A nomenclatura americana era diferente e alta velocidade era 56 KB por segundo coisa assim mas eles contratavam os canais e lá colocavam o que queriam quer dizer essa história de você contratar canal já com conteúdo é muito posterior hoje você contrata uma conexão internet a uma tele de 100 MB ele põe 100 MB na sua casa
de internet né Antigamente você contratava um cano e o que colocava lá dependia das pontas quer dizer as pontas decidiam o que Falariam entre si e e e e a a o fornecedor da telecomunicação só entrava com o meio de comunicação tá sendo uma aula extremamente interessante tô aprendendo bastante aqui mas teve uma coisa que você comentou que eu acho que talvez eu tenha ficado um pouquinho confuso né porque teve a questão de chegar oo PBR né o sistema do DNS como que foi isso né no Brasil né porque você falou que a internet chegou
depois do PBR Isso aí foi 91 né que você tava Comentando aí eu falei assim mas como que o DNS chegou assim antes do da internet aí eu fiquei confuso então na bitnet cada máquina tinha um nome então por exemplo a máquina da Fapesp a gente deu o nome nela de rif pesp aí a USP a gente chamou de brusp a Unicamp a gente chamou de Brook então a gente usou uma uma Norma que valia mais ou menos né que era o seguinte as máquinas brasileiras que forem colocadas Colocam um ber na frente para na
hora da lista alfabética Aparecer mais ou menos juntos claro que alguns não toparam isso o Fer J no rio não botou ber na frente o pessoal podia não colocar Podia colocar o que quisesse e e a bitnet tinha uma tabela de roteamento estática você gerava uma tabela nova uma vez por semana aab tabela de toda latinoamérica quem gerava era o Gomide na fapes porque dependia das conexões por exemplo como é que você ia de São Paulo pro Rio ia havia Minas ia direto do Rio ou ia via USP via via Perdão via Estados Unidos descendo
do outro lado então essa tabela era uma tabela de roteamento estático não é como é hoje a internet e a tabela de nomes era uma lista de nomes que tinha uns 4.000 nomes na época e começava a ficar difícil se achar um nome que não fosse repetido e não tinha Como agregar os nomes na mesma região como eu falei o o BR a gente usava na frente do nome mas podia não usar e ser do Brasil e podia usar como Brooklyn e não ser do Brasil Então o BR não fazia nada de especial para nós
Aí tentamos ver se havia outras formas de nomeação porque começava a crescer a quantidade de máquinas interconectada existia a forma decnet de numeração mas já estava vigente eh normas hierárquicas né E aí a melhor delas era da internet mesmo sem ter conexão internet já era usada você podia usar bitnet ponto alguma coisa Quer dizer você tinha conexões e você tinha formas de nomear hierárquicas que tem Uma grande grande vantagem porque elas nascem e eh eh eh elas nascem eh individualizadas quer dizer só existe um BR no mundo de base do BR só tem um USP
e debaixo da USP só tem uma Poli debaixo da Poli só tem uma máquina Alfa então Alfa Poli USP BR é uma máquina que nasce com nome único por construção então nos interessou eh ter um sobrenome que pudesse ser usado para tabela de nomeação das máquinas Independente de qual fosse a rede que fosse usada e a Tabela de nomeação mais razoável era a que a a a tinha implementado pra internet DNS e na tabela da Iana eles tinham criado uma entrada para cada um da das das entradas da ISO 3166 que é uma tabela de
locais né não não é só países locais tem Antártida tem falkland não são países tabela de locais e o local BR estava disponível e nós pedimos então que postel que era cara cara que cuidava disso se ele não tivesse nada contra que nos alocar o ber gente usar Como sobrenome das máquinas do Brasil e como a gente tinha digamos uma boa atividade já em academia quer dizer o pessoal da RNP tava funcionando nós no Rio e tudo mais ele falou tudo bem to aí o BR e usem isso para nomear as máquinas Isso foi em
18 de abril de 89 mas nós não tínhamos tcpip então nós tínhamos o BR mas não tínhamos tcpip o que não impediu de usar o BR para algumas máquinas específicas né A gente podia usar isso para UCP e para outras para Outras outras outras redes que pudessem usar esse tipo de nomenclatura mas já est uns resguardados em relação a sobrenome no final de 89 no mesmo ano do do BR o ferm nos disse olha nós vamos abandonar a rnet e a bitnet daqui a pouco quer dizer daqui a uns 4 anos porque foi criado um
backbone novo nos Estados Unidos chamado esnet Energy sciences Network uma rede para física de Alta Energia ligando grandes institutos e tal e nós falamos Olha já nos deram Carona pra bitnet e rnet não nos levem junto aí pr pra internet quando vocês forem pro esnet Inclusive o gumi de visitor lá para ver os detalhes etc e tal e durante o ano de 90 esse negócio foi foi se Armando nós arrumamos software para isso eles migraram as máquinas deles e em janeiro de 91 a gente tava pronto para fazer isso aí fizemos uma última visita lá
para acertar os detalhes e em 91 nós passamos a ter além do do rnet e do decnet e Internet na mesma linha e aí o BR de fato podia ser deslanchado então o BR é um acordo entre operadores de rede entre o postel que cuidava do aana portanto da raiz da internet e o pessoal que operava redes acadêmicas no Brasil e o BR foi legado E desde lá continua firme do mesmo jeito eh para para o pessoal que operava redes acadêmicas no país Então essa é a história de como se obteve o BR e só
para complementar nós tivemos uma segunda eh um segundo Resultado positivo 94 nós obtivemos um bloco de IPs para distribuir no Brasil porque o posso dizer olha toda hora vem um cara pedir e 20 PS para cá 30 PS para lá e o Gomide fazia esse encaminhamento o tempo todo então ganha de cara um bloco né E aí nós Prometemos a ele que não íamos pedir mais nada até 2000 e 10 né e eh e e a 2000 e não pedimos mesmo tá certo e e esse bloco então foi entregue para pra academia brasileira nós decidimos
aí também foi a ideia do governo começar a Distribuir academia no começo do bloco e e parte comercial do fim do bloco Então os números maiores ficavam para parte comercial os números menores para academia e o bloco ia se eh extinguindo em direção ao centro então quer dizer que o pessoal tá hoje sofrendo com a falta de ipv4 porque você fez essa promessa não não não essa promessa foi em relação a ipv4 ipv4 acabou eh eh eh para todo mundo evidentemente mas nós fomos muito cuidadosos em distribuir Tanto que nós tivemos ainda Digamos um rabinho
de uso maior do que o resto mas acabou antes na Ásia do que aqui na Europa também mas isso mas a promessa foi foi do bloco pra academia né do Bloc daquele bloco daquele bloco quece PR e que foi usado pra academia a academia acabou depois ganhamos mais blocos aquele bloco específico ele falou Olha vou dar um bloco era um barra n Barra no é metade de 1/8 é um bloco razente grande e e nós usamos ele até até 2000 Muito bom mas é importante esclarecer senão o pessoal vai ficar bravo de verdade de que
não teve outros blocos mas teve teve M aquele Bloc espí foi o primeiro bloco que deixou a gente como nir que é National internet registry ou seja em vez do cara ter um por um justificar porque ele precisa de endereço etc e tal pra aana e falou não Vocês resolvem isso com vocês mesmo vocês ganham um bloco em vez de vários pequenos bar1 ou coisa assim vocês Ganham um barra n e vão distribuindo do jeito que der mas não distribuam com cuidado e como eu falei a gente era sempre bastante cuid com isso para que
não acabe antes da hora porque senão vamos ter dificuldade Deixa eu ver se eu entendi direito o a a questão do pon BR então a Iana já existia pelo menos na figura lá do joh postel nas funções que ele perfia lá já existia a internet lá fora mas a gente não tinha internet aqui ainda não tinha tcpip e e mas vocês Acharam o pessoal achou uma boa ideia a a a distribuição hierárquica hierárquica de nomes e qu se adiantar Já e já pediu o e já eventualmente até usar isso na na bitnet e na rpnet
isso foi tipo invenção tupiniquin usar essa história do dos nomes hierárquicos nessas redes que não usavam os nomes hierárquicos não foi não foi invão Nossa ess era um costume que existia na época quer dizer internet já começava a se espalhar intensamente e uma mesma máquina podia ter um nome Bitnet e o nome internet usando o mesmo nome bitnet mas botando um pon com atrás quer dizer você tinha jeitos de ter aliás né outras formas de de a mesma máquina além do nome fixo bitnet ruim um nome hierárquico da mesma máquina usando o nome fixo mais
algum algum sufixo então o pessoal que já tinha internet eles pegavam a mesma máquina que estava conectada talvez até nas duas redes e mesmo dentro da bitnet usavam um Alias para poder usar o nome da internet tambm Mesmo que não tivesse conectada nas duas redes você tem serviços como correio eletrônico que podiam endereçar a máquina com nome específico um DN específico Então você tinha formas de chegar na máquina mesmo ela sendo uma máquina pura bit né Você podia chegar nela por e-mail a partir de uma máquina internet usando gateways Então você tinha nomes desse jeito
você tinha gats entre uma coisa e outra a gente tinha um bom gito e funcionando na Fapesp correio Eletrônico sempre foi Universal é ótimo podia ser usado em qualquer rede Então quem que controlava aana era todo John postel ele que tinha todos os nomes e passava para todos os países vamos lá então a historinha aí de novo curtinha quer dizer e evidentemente que a internet começa nos Estados Unidos e lá tem as primeiras máquinas Quando eles começaram com isso eles tinham uma ideia de criar digamos uma semântica para nomes então Eh eh a semântica envolvia
Máquinas acadêmicas militares governo comerciais então nos Estados Unidos havia cinco terminações com net Org mil eed e uma que eles chamaram de int para coisas que fossem fora dos Estados Unidos internacional então con net Org 1000 e Edu eram eram denominações norte-americanas então se você queria uma máquina para o Brasil eles não iam te dar um domino.com porque um domino.com era americano Então você tinha que ter uma outra forma mas tinha Pouca forma pouca Poucos países já rodando Inglaterra ponk já tava outros então que que que foi pensado pelo aana muito bem esses domínios são
digamos os americanos com net Org 1000 Edu pros demais nós vamos criar um sobrenome porque assim cada um se agrupa debaixo de um sobrenome então o pessoal da da o k vai ter o k eles põem debaixo do k o que eles querem né e assim por diante então o BR estava disponível vamos pegar o BR e e vamos usar nessa época como Tudo era grátis o registro does domínio era grátis IPS eram grátis se você pedisse uma um domínio para o pon comom Elia dizer não o que que você tá fazendo aqui com pon
com americano tem vai pede o seu domínio no BR você do BR peça lá mas quando isso foi entre aspas privatizado nos Estados Unidos quanto a Network Solutions ganhou a proposta de controlar o con networ e portanto se autossustentar cobrar 50 por 50 por ano a restrição de que isso é americano Desapareceu Evidente se você pagar 50 se você vem da Nova Zelândia não me interessa pagou é seu então o connet Org migraram de norte-americanos para genéricos isso aconteceu simultaneamente a entrada em cena da network Solutions e da da cobrança por registro então tanto isso
que eu tô falando dá para imaginar que eu tô falando verdade porque por exemplo o Edu não migrou continua americano você não consegue registrar ponto Edu você também não consegue Registrar pon goov P Golf continua americano muito menos ponto 1000 ponto 1000 continua americano mas com net Org não são mais americanos são chamados genéricos então esses genéricos eh eh Por que que viraram genéricos porque ninguém obrigava eles a se manterem puramente norteamericanos genérico mais gente registrando mais recurso Eu tenho Ótimo então quando o o os genéricos surgem no mercado você tem competição e nessa área
de registro quer dizer não é Mais a história de que você é brasileiro vá no BR você é americano vá no com não você pode onde você quiser e e aana depois foi incorporada pela aiken e havia pressão para que mais maquininha linhas de registro fossem criadas Então hoje nós temos sei lá uns 2000 genéricos que Teoricamente podem competir em todas as regiões do mundo com com o Network e com todos os registro de país Então isso é um ambiente bastante competitivo e bastante variado e o Berry por sorte Conseguiu digamos a a cabeça dos
brasileiros tem funcionado Tecnicamente muito bem é antigo e nós temos uma boa penetração no mercado nacional mas você não é obrigado aos BR você pode usar qualquer domínio que funcione no país alguns evidentemente são fechados você não vai poder usar o ponto do Edu para registrar sua máquina porque o Edu não vai deixar porque ele é americano mas certamente o con net Org e um monte de dois dos 2000 genéricos podem ser usados E alguns domínios de país também funcionam de uma forma eh não não limitada as fronteiras do país você pode ter domínios de
país que podem ser usados em outros países a gente aprendeu aqui tem aprendido muita coisa aqui sobre a história né e mas o o tempo urge aqui estamos já já chegando aqui em quase uma hora de entrevista então só em 1992 94 né exato né falta muito então ó até para fechar um pouquinho o loop né a gente começou Com a sua apresentação e você se apresentando eh e e a gente enfatizando que você era o diretor Presidente aqui do nickbr eh eu acho que você não falou na sua apresentação Mas você é membro também
do comitê gestor da internet né E e você comentou sobre esses esses ciclos essas ondas de adoção da internet a gente tava falando sobre a a quando os usuários começaram usuários comerciais US usuários domésticos aí começaram a usar internet e quando foi que que houve A essa essa necessidade quando se criou o comitê gestor da internet depois o nickbr e qual o papel dessas entidades em todo esse processo você pudesse comentar um pouco sobre isso pra gente de novo é a minha visão vou fazer uma comentário rápido a respeito mas Evidente quando nós e quando
Michel quando voltamos doos Estados Unidos já em 91 para começar a internet falou precisamos começar a pensar no que vai fazer Deb do BR então a ideia foi o Seguinte bom debai do BR Que tal o imitar o que fazem os Estados Unidos então pode ter combr netbr org br edu BR Será que vale a pena ter Edu BR eu achava que valia a pena mas eu fui voto vencido não Edu BR não é bom porque as Universidades são o próprio BR Então as Universidades não precisam do Edu BR então USP BR Unicamp BR direto
debaixo do BR mas as outras precisam com br 1br etc e tal Nós criamos essa estrutura vazia evidentemente e e lá para 92 93 já Tivemos pedidos de de pessoas que queriam registrar no comber né É uma empresa na em Brasília não lembro agora que foi mas alguém devia ter isso anotado em algum lugar desgraçadamente não somos muito bons nisso então houve necessidade de ter alguém pedindo com br E daí falou bom agora como é que vai ser para eu registrar com br o cara precisa ser uma empresa precisa até CNPJ e uma pessoa pode
registrar um com uma pessoa Talvez não e aí como é que você garante Que isso não vai dar por exemplo alguém registrando o nome de uma marca famosa para impedir que o outro trabalhe depois t fazer chantagem com isso quer dizer tinha uma porção de encrencas na área né e falamos bom se abrir isso para pra lei da selva Isso vai ser complicado então parece claro que essa tura do campeonato isso já vaza muito além do que a gente faz como serviço à academia então era muito bom que tivesse um lugar onde você pudesse dizer
olha qual é a decisão vai Abrir para pessoas jurídicas vai abrir para pessoas físicas cada pessoa jurídica pode ter um domínio só pode ter vários é livre para quem quiser ou não é livre Que tipo de restrição você pode querer e Isso evidentemente queria algum tipo de orientação que fosse geral e aí eu diria que eh evidentemente trabalho importante do do Ivan eh eh Ivan Mona Campos lá da da Federal de Minas Gerais do tadal do Carlos Afonso ET um monte de gente se envolveu nisso Vamos criar um Treco que seria uma espécie de comitê
né esse comitê não tem poder de regulação não é um nem Anatel existia Anatel de 97 isso muito antes Anatel mas não é um poder regulação nem de impor normas nem impor punições mas de dar orientação de como isso se desenvolverá Então essa Essa foi a digamos a ideia que patrocina a criação do comitê gestor que começou com nove membros hoje tem 21 mudou era era uma portaria interem ministerial feita pelo Sérgio Mota em cima da História que eu comentei da An bratel querendo dando dando acesso quer dizer como consequência dessa dessa dessa desse desse
círculo Virtuoso de como será feito o acesso à ade brasileira foi criado um comitê com os caras envolvidos na época no processo o pessoal da RNP o pessoal da os usuários de computação existia como é cham aquela ass Brasileira de usuários de computação etc e tal representant de provedores representando da Telebras etc e tal Então esse pessoal se reunia para discutir e eles por exemplo geraram uma Norma que foi evidentemente sugerida pelo pessoal pelo Gomides especificamente dizer não cada CNPJ pode registrar um domínio só por que dizia isso o gomite bom primeiro porque registro era
grátis não tem intenção de você ter um monte de nomes naquela coisa segundo porque se você vai gastar seu CNPJ com nome só você vai tomar cuidado então se você é nestl Você vai registrar Nestle combr e todas as demais marcas da Nestle ficam debaixo de Nestle então Sei Lá Bombom nestle.com.br ou sapato PN se lá não sei evidente que o pessoal de marcas Fala Ah isso é pouco nós queremos ter uma marca maior e tal então isso foi aberto depois para 10 domínios por em PJ e mais que isso ele tinha recebido do in
in do estud INPI né o o IMP né não não Instituto nacial intelectual INPI tinha uma lista das chamadas marcas notáveis Então as marcas notáveis que era uma Lista de uns 2000 marcas nós reservamos todas dizendo olha são marcas notáveis não pode deixar aberto para o primeiro que chegar leva porque isso vai dar em aca quer dizer é muito melhor deixar isso aí guardado para que o dono da marca na notável quando acordar né e Verê que existe internet registre a marca dele então isso foi um processo que gerou evidentemente algum tumulto mas Car entre
nós foi muito bem controlado quer dizer tivemos muito Poucas encrencas na área uma mais famosa encrenca vocês devem lembrar da época foi América online alguém registrou a com br eh porque ela chamava o nome podia chamar sei lá Associação de não sei do quê E isso deu encrenca com a América online geral um processo Grande no final se resolveu amistosamente mas houve um tempo muito confuso de adaptação em nomes de domínio porque o como a lei não protege Os que dormem né o pessoal demorou para tomar eh tento de Que havia formas de registrar aquilo
e proteger a a a digamos a imagem a marca da empresa então o CG ajud muito nessa parte Inicial tentando organizar o o a abertura e o desenvolvimento da internet e o o como eu falei nós passamos a cobrar domínios de 97 isso vai gerar por exemplo recursos para reinvestir na internet até 97 e tudo que era feito na internet não gerava nada gerava só despesa evidentemente cada instituição pagava suas a fapes pagava as suas o CNPQ pagava suas o lncc pagava suas a partir daí começou a ter recurso dentro da própria estrutura seja cgi
registro brasileiro E isso gerou um CNPJ no final que é o nick que que o Nick é o CNPJ criado de 2003 e ativado em 2005 para que esse recurso ficasse disponível pra própria internet brasileira de alguma forma Então e o Nick Berry é simplesmente uma evolução do registro com o CNPJ tá deixa eu ver se eu entendi então direito foi criado esse comitê Vocês Já chamaram ele de cgi B mas foi criado também uma instituição chamado registro br naquel não não o registro já existia o registro não existia como instituição não tinha CNPJ mas
o registro é de 89 quando tem o BR e o registro registrava coisas o o o comitê gestor assumiu que isso existia e que continuaria funcionando só que isso quando passou a receber recurso e o recurso ficava na Fapesp que deixava a coisa muito engessada então a ideia foi Vamos vestir isso de um de um vestimento institucional E aí evidentemente isso internamente já chamava Nick é o nome da segunda máquina da da da arpanet a máquina de Stanford chamava Nick e e todas as máquinas de domínio em geral no mundo acabam chamando Nick porque Nick
é Network information Center Nós já tínhamos esse nome mas não tínhamos uma instituição chamada Nick essa instituição foi legalizada com CNPJ em 2003 mas aí foi o cgi BR que criou o Nickbr não foram pessoas físicas pessoas físicas pessoas físicas integrantes do cgi BR na época que se reuniram com Associação de pessoas e criaram uma instituição chamada Nick aí quando o CG foi recriado em 2005 né 2003 né 2003 para 200 2003 foi recreado seja em 2005 foram Reunidas de novo as pessoas anteriores que tinham criado a instituição Nick com as pessoas novas que estavam
no CG agora e a aí o estatuto do Nick foi refeito Mas era a mesma instituição e passou a ser o que era hoje como características estatutárias que tem hoje então é uma instituição criada por indivíduos né de 2003 recriada em 2005 e que é portanto umaação privada sem fins de lucro e hoje eu acho que é bom eh e a gente enfatizar você me corrija se eu tiver errado mas o o nickbr é uma instituição de direito privado e é uma ela é Ela é constituída na forma de uma associação eh onde o comitê
gestor da internet Funciona como a assembleia os membros atuais do comitê gestor tem voto e os membros anteriores do comitê gestor eles também fazem parte dessa Assembleia mas sem direito a volta então o nickbr tá fortemente amarrado vamos dizer assim essa estrutura de governança da internet no Brasil que é o comitê gestor me chamou atenção também que o comitê gestor então antecede a Anatel em sua existência não sei se isso é relevante ou não mas foi algo que me chamou a Atenção curioso até 97 é bem curioso Isso Ah o CG Na verdade é um
modelo nessa história chamada multisetorial ismo quer dizer o CG foi um órgão criado com representantes de diversos setores da internet como iken que também 97 seria digamos instituída assumiria isso de uma forma oficial quer dizer essa história do que tá na moda de falar multissetorial ismo mul stakeholder e o CG foi foi de alguma forma Pioneiro nisso aí de criar uma estrutura onde Todos os segmentos estão representados na medida do possível e que não tem um caráter regulatório eu acho que a gente pode caminhando para encerrar essa primeira parte da entrevista com o dem né
a gente falou bastante da história a gente espera que o dem volte para falar sobre coisas mais relacionadas ao presente da internet é o futuro da internet Você tem mais alguma pergunta de 2005 para cá né se não for em Real Time tudo bem Se for em Real Time vai Demorar muito mas você quer fazer mais algum comentário sobre acho que foi muito interessante daí E é importante a gente discutir essas coisas porque até na hora de contar a gente revê a história e e às vezes perceb um detalhe que faria importância que podia não
não não ter sido comentado ou faltou comentar Então se acharem que alguma coisa faltou por favor tô muito aberto aí a comentar com não faltou de 2005 para cá isso a gente vai chegar lá ainda Mas obrigado tá bom eu qu Agradeço a vocês aí obrigado a todo mundo que tá assistindo então obrigado e já fazendo o convite para voltar pra gente ter esse finalzinho da história né Então pessoal a conversa foi muito boa cheia de explicações foi uma aula sobre internet aqui no Brasil mas a gente tem que ir pros últimos avisos bom no
dia 16 de fevereiro de 2022 a gente vai ter a Live int rede a primeira Live do ano mercado de trabalhos de rede Sugestão de temas dúvidas elogios e críticas construtivas você pode mandar para curso ceptro @niko Spotify lembrem de ativar o Sininho e assim receber as notificações dos novos episódios também quero convidar a todos para que se inscrevam em nossas redes sociais para não perder nenhum conteúdo importante vocês nos encontram no Twitter como @comunidade.shamah LinkedIn Instagram telegram nós somos @ nickbr no YouTube é Só procurar por nickbr vídeos Esperamos que você tenha gostado do
episódio e qualquer problema é culpa da camada oo Muito obrigado e até mais até mais pessoal e lembrem-se que essa é mais uma das iniciativas proporcionadas pelo registrodedominios.tv h