Imagine um lugar tão profundo que a luz nunca chegou lá, >> onde a pressão é tão forte que esmagaria o submarino comum em segundos. Um lugar onde menos pessoas exploraram do que a própria lua, mas que fica aqui mesmo no nosso planeta. >> Criaturas que desafiam a lógica e registros de um ambiente mais alienígena do que Marte.
>> E o mais perturbador, mesmo sendo um local de difícil acesso, o lixo humano já chegou lá. Essa é a fota das Marianas, o ponto mais profundo da Terra e também mais esquecido. >> Hoje a gente vai colocar os nossos equipamentos necessários e vamos descer até esse abismo.
>> Se for equipamento da Ocean Gate, eu não quero. >> E se for da Element, >> aí sim. >> E se você achava que o espaço era um grande mistério, espera só para ver o que te espera debaixo dos nossos pés, no fundo do mar.
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>> Inclusive, se você quer garantir a sua Elements para poder cuidar melhor da sua coluna, o Qcode tá aqui na tela. >> Aproveita que tá rolando vários descontões e agora vamos explorar o ponto mais profundo no fundo do mar. >> O mar não é só um lugar.
É um mundo, >> um mundo cheio de regras próprias, criaturas próprias e mistérios próprios. >> No fundo do mar já encontramos lagos dentro do oceano, águas tão salgadas e densas que formam piscinas alienígenas. >> Lá já foram encontrados peixes com cabeça transparente, vermes que se alimentam de ossos de baleias >> e até águas vivas imortais.
>> Sons também já foram captados lá no fundo do mar. Sons inexplicáveis que fizeram cientistas pensarem por anos que esses sons vinham de criaturas gigantescas. Tudo isso dentro do nosso planeta.
O oceano é como um planeta dentro do planeta, um ecossistema extremo que a gente mal conhece. >> E hoje então iremos explorar um desses grandes segredos que pouca gente conhece. A fossa das Marianas, o limite máximo do oceano na Terra.
E quase ninguém chegou lá, mas o que já foi encontrado é surreal. >> Então bora descer juntos e explorar tudo isso. Para isso, precisamos navegar até o meio do Pacífico, lá perto das ilhas Marianas, onde existe uma fenda colossal conhecida como a fossa das Marianas.
>> Lá é uma zona bem profunda, onde temos uma placa tectônica mergulhando sob outra, criando uma trincheira absurda no fundo do mar. É lá dentro que fica o Challenger Deep, o ponto mais profundo já registrado aqui na Terra. >> São quase, galera, 11.
000 m de profundidade. E isso, galera, é maior do que o Monte Evereste. >> Se você jogasse o Monte Evereste debaixo d'água, ele sumia e ainda sobraria uns metros, viu?
>> O local é totalmente escuro, frio e com uma pressão tão forte que pode esmagar facilmente até aço. >> E o mais bizarro é que menos de 30 pessoas estiveram lá. Isso é mais exclusivo do que ir para espaço, tá?
>> E quanto menos a gente sabe de uma coisa, mais curiosidade temos, mais queremos entender. >> Mas por que poucas pessoas foram? >> Porque é praticamente impossível uma viagem até lá.
Impossível não, mas é muito complicada. >> É mais fácil sair para fora do do planeta. Lá embaixo a pressão é mais de 1000 vezes maior que aqui na superfície.
É como segurar um arranhaacé em cima de você. >> Um prédio gigantesco. Imagina.
Por isso que os submarinos que vão até lá não são naves bonitinhas, são esferas de metais ou bem forte, bem revestido para aguentar a pressão. >> Não tem janela, não tem espaço para se mexer, é claustrofóbico, escuro e solitário. >> E como vocês já viram, como por exemplo, o que aconteceu com Titan, né, qualquer falha na estrutura, uma inclusão acontece em milésimos.
E o Titan foi a 3800 m, >> não foi a 11. 000, tá? A temperatura lá embaixo é próxima de zero.
A única luz, hã, vem do próprio veículo. Não tem luz lá. >> O local é tão profundo, galera, que a luz do sol não chega lá.
>> Diferente do topo do Monte Evereste, >> que é bem iluminado, né? >> Tá ligado? A diferença.
Que loucura. >> E a comunicação com a superfície é super limitada. Então é tipo uma viagem meio que >> super arriscada, né?
Você desce torcendo para que tudo dê certo. >> Senão vai ser sua última viagem. Sem falar também que a descida leva horas.
>> Tem que ser tudo feito calculado. Você não pode descer muito rápido >> e a subida também. >> E podemos dizer que explorar a fça das Marianas não é só aventura ou ciência, é uma missão de descoberta e sobrevivência.
Mas se a fça é apenas um local escuro, por que ela é tão importante? Quais são as descobertas impressionantes que foram achadas lá? >> Vocês já viram aí que não é só um buraco fundo, é tipo um ponto de acesso ao sistema nervoso da Terra.
É o local mais próximo que a gente tem estrutura do mundo. >> Exato. Exatamente.
>> Ela fica bem onde uma placa tectônica mergulha debaixo de outra, uma zona de subdução ativa. >> A gente não vê as placas se mexendo ao Lunu, mas ali embaixo dá para estudar as rachaduras, as formas do relevo, os sedimentos, tudo que mostra como o movimento funciona. E assim a ciência pode entender e ficar mais próxima de como os terremotos nascem, vulcões, tsunamis e até mesmo como a Terra recicla a sua crosta.
É tipo ver uma engrenagem interna da Terra funcionando. >> Sem contar também que essas condições extremas ali no fundo do mar, na pressão altíssima, com placas se mexendo e tudo mais, é bem parecida com a Terra primitiva, a Terra lá no começo. Então estudar ali é estudar as origens do planeta e também da vida.
>> Mas e quem chegou lá voltou para contar história? A primeira vez que alguém chegou lá foi em 1960 com Jaques Picard e Don Walsh >> que fizeram sua viagem pelo submersível Trieste. Nome italiano, filho.
>> Que que significa? >> É uma cidade. >> Achei que era triste.
>> Não, >> Trieste. Estou Trieste. Pensa aí, galera.
Lá em 1960 era uma cápsula super simples, mas bem eficiente, já que eles conseguiram chegar e também voltar. Eles passaram horas descendo e até ouviram a estrutura estalando com a pressão. Imagina o medo.
>> Nossa, desespero, >> meu Deus. Quando chegaram ao fundo, relataram que viram uma planície lamacenta. Ficaram lá só 20 minutos, mas foi histórico.
Tiveram mais tempo para ir e para voltar do que o tempo que eles ficaram lá >> também, né? Tava custando a vida deles. >> Só que depois disso ninguém teve a coragem de voltar lá.
Demorou mais de 50 anos para James Cameron querer descer. Isso mesmo, galera. James Cameron, o diretor do filme do Titanic, do Avatar e de vários outros.
>> Ele ajudou a construir o seu próprio submarino e desceu sozinho em 2012. >> Maluco, velho. Mas assim, pensa, foi uma experiência pra vida inteira, né?
Porque o cara filmou tudo, coletou dados e descreveu a experiência como se ele estivesse realmente em um outro planeta. >> Será que o cara teve uma ideia de fazer um novo filme? Porque o cara fez espaço, Avatar, fez aqui na Terra Titanic que afundou.
Agora tem que fazer atlantes >> ou às vezes era só um desejo também muito forte do cara, né? >> A civilização perdida na >> da fosta das Marianas. E aí depois disso tivemos várias e várias descidas.
Vittor Vescoso fez várias descidas mais tecnológicas e preparadas. >> Ele mapeou melhor o fundo do mar, recolheu amostras e abriu o caminho para novas pesquisas. E mesmo naquele ambiente extremo que consegue amassar até aço, existem algumas vidas que sobrevivem ali numa boa.
Temos microrganismos que vivem sem luz, que usam reações químicas em vez de fotossíntese, >> tipo os fungos lá de Chernobyl, né, que deu seu a forma de usar a radiação. >> Deve ter um fungo esse elemento de escuro lá embaixo, certeza. >> Já encontraram crustáceos translúcidos, moluscos esquisitos e até um tipo de peixe que sobrevive ali à forte pressão?
Pensa comigo, se um submarino, um negócio de titânio de de aço, sei lá, explode, >> por que que um peixe não, >> um peixinho lá gelatinoso tá vivendo numa boa, velho. >> É tipo um super saiadin, né? Super forte, mano.
>> E esses bichos não são só curiosos, eles desafiam tudo que a gente conhece e aprendeu. Isso num lugar onde uma pessoa não resistiria nenhum segundo. >> E o mais chocante que nesse cenário tão difícil de acessar, o lixo humano já chegou por lá.
sacos plásticos, microplásticos dentro de animais e até mesmo metais pesados. Nos tecidos dos animais abissais que vivem lá embaixo já foram encontrados. Um dos peixinhos que sobrevive lá é esse daqui, ó, o pseudolipar suirei.
E ol, e ele é bonitinho, mano. Não é feio não, ué assim, né? >> Parece espermatozoide.
>> É, mas aí, ó, ó >> lá >> lá no fundo, ó. >> Tem vários, pô. Durante a descida até o fundo das fós marianas, é possível encontrar vários tipos de animais abissis em várias profundidades, como por exemplo, até mesmo o famoso e lendário peixe demônio.
Aquele que possui uma luz, ele não é tão grande, ele é mais ou menos desse tamaninho. E ele também não vive lá no fundo das fossas da Mariana, mas é possível encontrar ele em zonas bem profundas. E aquela luz serve justamente para atrair outros seres vivos que estão ali na escuridão total.
>> Tem também os caracóis com casco de ferro. >> Como assim? >> Eles literalmente absorvem os minerais do ambiente e se tornam tanques blindados.
Também foi encontrado um tipo de povo minúsculo, aperidado de Dumbo. >> É aquele povinho bonitinho, sabe? Hein?
Tem as orelhinha. >> Parece fofo, mas ele é resistente demais, pois vive em um local onde a maioria não viveria nem por um segundo. Mas lá no fundo, lá no fundo mesmo, foram encontrados pequenos crustácios parecidos com camarões, só que transparentes.
>> Lá tem bactérias que se alimentam de gás metano ou enxofre, formando várias colônias nas fendas dos solos, onde vazam fluídos quentes e tóxicos, mas para eles é comida. E tudo isso mostra que a vida pode surgir e se adaptar até nos lugares mais inóspos. >> E diferente do que muita gente acredita, não, galera.
Lá no fundo das Marianas não tem bicho gigante, não tem monstro, não tem megalodon. Ah, seria interessante, né? Mas mas não tem.
Geralmente são bichinhos diferentes, microscópicos, que se adaptam a condições extremas. Bom, galera, e hoje então a gente desceu até o fundo do planeta, até o ponto mais profundo do oceano. Você teria coragem de visitar a fosta das Marianas?
Descerem o submarino dentro da água a quase 11. 000 m de profundidade? >> Eu não, mano.
Não vou nem a 11 m. Não vou nem a 1 m. Você tá louco, mano.
Vou ficar lá 11. 000 m. Tá maluco, claustrofóbico lá explodindo por dentro.
Vou morrer de ataque cardíaco. Não vou nem morrer por outra coisa. E o fundo do mar, galera, é fascinante >> e medonho também, >> justamente por ser um local pouco explorado.
>> Ah, prefiro, mano, juro, ir para pro espaço >> do que ir pro mar. 100%. >> Deixa aqui embaixo a sua opinião.
Você tem mais medo de fazer uma exploração pro espaço, pra lua ou pro fundo do mar, pra fça das Marianas? Me explode um foguete, mano. >> Se eu tivesse um contrato onde eu sei com 100% de certeza >> que não vai morrer, >> que eu vou voltar para casa, >> mas >> não tem como >> não.
Se tivesse eu iria pr os dois. >> Aí você tem que assinar com o Deus o tinhoso para >> Não, mas tá entendendo, eu tenho vontade de conhecer o meu medo. É o que pode acontecer, tá ligado?
>> Tenho vontade nenhuma. >> Eu tenho de lá falar igual o James K. Você não queria não?
>> Sabendo que não vai dar ruim. >> Comenta aqui embaixo a sua opinião. >> Então ficamos por aqui, galera.
Isso tudo pessoal. Até o próximo vídeo.