[Música] ninguém sabe como vai ser daqui a 50 anos só sabemos que a coisa será totalmente diferente do que é hoje alguém podia imaginar quando acabou a guerra que o mundial mudar tanto é uma reinvenção do mundo que o desenvolvimento está fazendo então a coisa mais importante desejo prestar atenção é o mais importante inventam brasil que nós queremos surgiu na confluência do entrechoque do calçamento do invasor português com índios silvícolas e com amigos africanos somos da cultura sincrética um povo novo que apesar de fruto da fusão de matrizes diferenciadas se comporta com uma só gente
se apegar nenhum passado estamos abertos é para o futuro [Música] os jogos hasbro está no meu coração ferido quando lembra i o resto do brasil deste tipo micro mundo o brasil nasce sob o signo da utopia a terra sem males a morada de deus [Música] há milênios atrás lá pro ano 1100 cartas que fala de uma ilha brasil isso significa que no brasil não vem do pau-brasil ham isso aqui era a ilha brasil que alguns navegantes sabiam mas um dia os portugueses precisam fazer um documento oficial mandando tema escrivão do cartório declarar no cartório que
foi descoberto em 1500 mas e preexistia a mulher fisicamente biotherm camente biológica mas e humanamente humanidade indígena mandante diferente de uma gente que é grande rio a deus vamos ser tão bonito que existia para viver a vida para gozar a vida a fender da vida ele vive os brasis como eram chamados os nossos antepassados indígenas costumam ser classificados de acordo com a língua 1.500 poderiam totalizar entre 1 e 8 milhões de pessoas distribuindo sida foi a porta ao sistema fluvial paraná paraguai e uruguai [Música] num certo momento depois dos primeiros povoadores que eram de várias
procedências de várias línguas venhas do piso grandes eles devem ter vindo do oeste o noroeste da amazônia terceiro até a depressão do pantanal e um dia travessar o o planalto brasileiro chegando aos litorais e a partir do litoral um braço foi pro norte outro palhaço fofucho fizeram muito mais aguerridos muito mais diversificados na sua cultura eles expulsaram os homens são aqui o escravizaram ninguém sabe e curiosamente nessa diáspora fantástica da marcha dos portugueses eles foram até a amazônia e foi exatamente esse quadro deixado pelos truques é que os portugueses um dia vier encontrado [Música] [Música]
esses povos existiram por séculos chegar a conhecer a natureza em detalhe sabe o nome de cada bichinho de cada planta isso é bom porque servia ou não servir e verá que bruno 10 milhões como um campo natureza tirar da natureza dezenas de plantas e vaias e domesticaram ajeitaram para poder plantar na roça tudo junto [Música] ae [Música] [Música] não era obviamente uma nação mas tão só uma miríade de povos tribais viviam em aldeias cada uma unidade social distinta aos recentes índio na força da sua cultura ele se basta a si mesmo e auto-suficiente ele sabe
fazer tudo o que ele vai precisar ao longo de sua vida sabe fazer a sua casa sabe fazer a sua roça plantar e colher sabe fazer os seus instrumentos de trabalho seu arco e flecha sua canoa sabe fazer esteira sabe fazer é rede e sabe identificar as espécies do seu ambiente que servem como alimento com medicamento os tupinambás povo que entrou em contato mais direto com os europeus era um brasil que se dedicavam antes de mais nada a guerra ea festa [Música] eu parei e gana ae a função social da guerra entre os portugueses era
uma função em fundo e em face do seu caminhamento ao longo de grandes espaços e em toda parte os do fisco hora de deixar um nomes para os acidentes para as faces das capas para os rios e para as regiões então o colonizador encontrou um país de jatinho referências deixadas pelos povos tupis acreditando na vida após a morte de visavam um paraíso o a jup a bom jardim sapucaia todo feito de cantos e danças para o índio não existe muita diferença entre a realidade acordado ea realidade do sonho o pato ao mundo dos espíritos aos
pássaros tudo tudo está entrelaçado na cruiser é tem um espírito em cada coisa um espírito na hora da colheita o espírito na hora do plantio um espírito que mora no fundo das águas e roubar a alma das pessoas um outro espírito que perturba o espírito do tatu espírito disso do macaco al [Música] a aldeia tupinambá era composta por 48 malocas medindo às vezes mais de 100 metros de comprimento em apenas uma maloca podiam morar até 600 pessoas [Música] parece a casa um labirinto onde cantam ou choram outros fazem farinhas e bebidas porém é tanta conformidade
entre eles em todo ano não há uma só peleja e com não tem nada fechado não há furtos se for outra qualquer nação não poderiam viver da maneira que vivem [Música] a aprendizagem da convivência e da sobrevivência era feita a partir do modelo dos mais velhos e não fazer e refazer a autoridade exercida pelos muros pichados sustentava-se nas atuações carismáticas e no comércio de pequenas dádivas e favores a liberdade sexual era grande é certo que o adultério feminino podia acabar em espancamento mas o fim do casamento por iniciativa do homem ou da mulher era simples
sumário a homossexualidade era comum sem a preocupação de se fazer dela um segredo [Música] a divisão de tarefas entre homens e mulheres era nítida marcada desde a primeira infância do menino tem se formado para ser um brinde um caçador um banheiro a menina para outras tarefas então você começa a simbolicamente se o filho é homem e um orgulho do pai é colocada na beira da rede do filho um arco e flecha e miniatura para mostrar que ele vai ser um guerreiro um caçador a menina foi uma tanguinha pequenininha bonitinho é produzir a menina é que
se uma terceira planta uma mulher trabalhadora [Música] as mulheres cuidavam da roça do preparo da comida e do carro ruim o vinho que animava as festas tupi [Aplausos] eram da ossada masculina a fabricação de arcos flechas borduna de canoas [Aplausos] [Aplausos] 8 [Aplausos] entre os indígenas nunca houve uma delimitação clara entre trabalho e arte essa coisa eu encontrei dos índios os índios também cada coisa que eles fazem eles querem que ela seja perfeito é porque cada coisa que retrata a vontade de ver [Música] há poucas coisas mais resistência que um dia eu quero de idade
boa muito pouca coisa mas que a tsu mas eu acabo vai manter yao é dolo muito dura se o pai pode criar os filhos seu filho se crê na atração dos pais na língua dos pais ele permanecem com ele porque o milan judeu judeu porque a indentificação íntima secreta lá dentro eles convicção que faz dos índios os índios meu a a água ai ai ai ai a poesia à música a dança eo vinho permeavam toda a vida social dos tupinambá mas há mais um radar atividade do tupinambar a guerra entre eles a convivência pacífica e
amigável com seus inimigos eram implacáveis havia uma ética na guerra se o inimigo caiu em poder de alguém aquele que aprisionava batia e como no ombro dizendo fácil temeu escravo fugir nem pensar o prisioneiro tupinambá está preparado para ser devorado fisicamente mas não moralmente pelo estigma da covardia suas técnicas bélica surpreendem até hoje a habilidade do guerreiro permitirá fechar o olho de um pássaro em pleno vôo havia uma estética guerra gastavam às vezes todo um dia exibindo seus inimigos nos insultando para mais tarde cair num corpo a corpo ferozes [Música] no mar se fazia guerra
também as coxilhas tupi eram compostas de 100 ou 120 canoas em poucos dias era possível ir em de bertioga a baía de guanabara os prisioneiros que os tupi faziam as suas guerras eram sacrificados comidos era o momento máximo da vida da aldeia sua grande festa o prisioneiro é levado à aldeia de seu amo as mulheres e crianças aqui primeiro gritam assaltam dança e batem cobra em seu corpo com cinzas raspão sombrancelhas treino e dão uma índia para o seu serviço inclusive sexual tudo pronto é marcado dia da festa os índios levam consigo prisioneiro de sorte
que bebam e se divirtam juntos no dia seguinte antes do amanhecer já estão todos de pé cantando e dançando em volta da ira tema o tacape executora [Música] [Aplausos] prisioneiro estava muçurana uma grossa corda amarrada em volta de todo o corpo a seguir tomita cabe àquele que vai executar a vítima disse que era uma tarde pois tua gente também matou e comeu muitos dos meus amigos responde o prisioneiro quando estiver morto terei ainda muitos amigos que saberão vingar-me depois voltei o prisioneiro mas nunca de modo que ele saudou os novos imediatamente levam as mulheres morto
por fogo rastan onde a pele etapa o ano com um paulo a esposa provisória do prisioneiro choro choro ritual o corpo é cortado em pedaços e assado as vísceras são dadas as mulheres que a servem e com o caldo fazem uma papa e chama o mingau quando toda a carne e partida voltam para casa levando cada um seu quinhão [Música] o matador se recolhem sua rede durante dias sem participar do banquete vai digerir o ato da morte as coisas do mundo retomou seus lugares fui estudar o sinjur busca pop esses meus índios de que eu
tenho infeliz as saudades chama se assim mesmo capô ficar em mata e por é morador e se define com povos da floresta eles são um sismo é preciso construir lambada costa brasileira queria estudar queria saber como era o povo de que nós herdamos a forma de sobreviver nos trópicos isso tudo por ser contidos nos documentos do século 16 vai ser muito legal e vendo eles estão vivos e eu fui a estudar isso [Música] os grupos indígenas brasileiros têm muitas diferenças de de língua de origem mas há muitas coisas em comum entre eles cada um tem
a sua roça cada um tem a sua casa mas ninguém é dono na terra a terra é um bem comum daquela aldeia um grupo indígena o que um sabe todos podem saber ninguém se apropria da informação para transformá-la em poder político e econômico para dominar outras pessoas para ganhar dinheiro [Música] um grupo indígena o chefe é o representante da tradição da experiência da cultura daquele povo é o grande mediador mas ele não dá ordens a ninguém um chefe índio na hora do hino e achar muito engraçado se outro índio desce uma ordem pra ele fomos
para dentro das aldeias e vivemos há meses existe muito carinho comigo eu não ficaria com isso chegamos a ter uma grande atividade um informante muito importante a campo com esse é o que mais sabe que eu conheci na vida ele editou uma genealogia dele de mil e cem nomes quando o nobre que é capaz de ditar espontaneamente mil e cem parentes precisa é muito importante a herança e por isso é que eles guardam dessa forma extraordinária da sua energia afinal numa noite na casa de campo que encaminhou o assunto para o fazia ritual queria confirmar
com ele a descrição dos antigos hits antropofágicos não se pergunta alguma simplesmente também uma corda disse que era do paraná amanhã e contei que havia anos os tupinambá da costa costumava matar gente de outras tribos para aprisionar e comer enorme a sua emoção por fim não suportou e disse você é meu irmão o seu avô e meu avô ela campo começou então a contar que seus antepassados também caçavam gente de outras tribos para comer e se deus carroças são é tupinambá tardios tupinambá de 500 anos depois mudado radicalmente no tempo [Música] [Música] [Música] [Música] herdamos
dos índios um vasto e complexo nacional de técnicas para sobreviver e se deslocar nesse imenso território herdamos centenas dê frutos árvores ervas eu trato e seu uso herdamos o hábito do banho diário mas a herança nobre profunda que os índios nos legaram é o testemunho de que é possível um povo viver magnificamente integrado à natureza numa trama secreta de coexistência pacífica e amistosa um índio desde que nasci ele aprende a se relacionar com tudo de formas bonitas tudo têm rituais josé o índio festeja o plantio índio festeja a colheita festeja o nascimento e e não
festeja mas ele cultua a morte o índio se enfeita muito o índio canta muito índio dança muito índio brinca muito índio ri muito eu acho que é muito difícil para a nossa cultura suportar tanta beleza [Música] esse mundo estava aqui que é entregue assim não fez o dia chego tabeliã para se descobrir tac [Música] [Música] [Música]