[Música] Olá pessoal vamos para a próxima aula dessa série psicanálise e educação continuando então falamos aí sobre a realidade psíquica a punção os sintomas Falamos também sobre as fases né do desenvolvimento da sexualidade infantil que Freud postula e agora vamos então adentrar em outros conceitos muito importantes também para psicanálise e que permeiam todo todo esse contexto de educação futuramente vamos lá entre os anos de 1920 e 1923 Freud da sequência as suas pesquisas e amplia o entendimento sobre o aparelho psíquico vejam que o aparelho psíquico como nós falamos anteriormente é muito amplo é muito complexo
e nesse período introduz Então os conceitos de Id Ego e superego ide Ego e superego muito de forma leiga nós ouvimos falar aquela pessoa está com o ego exaltado né Ah isso faz bem para o meu ego quantas expressões nós usamos com a palavra ego mas não podemos desconsiderar que nós temos o ide e temos o super ego também vamos ver então cada um deles de forma muito breve para que nós possamos entender como funciona e como ele se internacional entre si então o ide é o local onde se localizam as porções da vida o
ID na verdade é aquela parte do psiquismo humano que é completamente irracional são as funções funções de vida como nós falamos do Eros não são funções de morte o ide é aquela parte do ser humano que faz as coisas sem pensar que faz as coisas meio que por impulso widgel que ele instinto que todos nós temos dentro do nosso psiquismo é um instinto quase que totalmente animal na verdade né ele não tem muito raciocínio são as pulsões de vida são as pulsões de de Emoções o ide é um pouco descontrolado podemos assim brincar já o
ego estabelece o equilíbrio entre o ide e o superegon o ego é o nosso regulador o ego é aquela parte do psiquismo humano que faz uma um diálogo entre o id e o super Ego e não ego que estão localizados a percepção a memória o sentimento o pensamento então ele faz uma mediação entre o ide e o superego e o que é o super ego o superego é a internalizações internalização das proibições dos limites e autoridades por exemplo vamos dar alguns exemplos aqui para que nós possamos compreender um pouquinho melhor sentimento de culpa né em
excesso isso é que faz o super ego super ego é aquele que que vai dizer para nós Olha você fez isso demais ele é um pouco acusador ele é ele é ele é ele reprime muitas vezes algumas ações Então vamos dar um exemplo o Ide por exemplo você gostaria de comer muito de comer em abundância você tá com uma fome né insuportável e você quer comer muito você quer extravasar todos os limites Isso é uma porção de vida é uma porção de saciedade é uma porção que você quer na verdade extravasar isso está em nós
e ele diz você pode comer tudo que você quiser o ego né vai dizer assim não você não pode comer tudo que você quiser ele vai racionalizar você pode comer o suficiente para se sentir saciado você pode comer o suficiente para matar a sua fome e só e guarda um pouco para amanhã o superego é aquele que se você comeu demais e não ouviu o ego ele vai dizer para você viu você comeu muito você não pode fazer isso ele na verdade vai te dar um sentimento de culpa por isso que você está acima do
seu peso muito muito muito porque você comeu muito o superego é aquele né aquele aquele mandante que vai falar para você vai te acusar né o superego vai te reprimir vai te anular Então esse equilíbrio entre Ego e superego foi postulado por Freud também como uma parte do nosso aparelho psíquico né Essa regulação quando nós vemos por exemplo casos nos noticiários de televisão de pessoas muito agressivas que foram que bateram e acabaram cometendo até mesmo algum crime alguma situação isso nós vemos que o ele não teve um equilíbrio entre o ego entre o ide e
o super EGO na verdade ele deixou com que o ide fosse Total naquela situação naquela ação né o seu impulso de querer de fazer de oprimir de bater falou mais alto não teve ali uma racionalização do Ego né uma intermediação do Ego uma mediação do Ego e nós precisamos constantemente modular esse aparelho psíquico hoje nós falamos muito sobre a inteligência emocional né a inteligência emocional É só abrir um pequeno parênteses né comporta também a modulação desses três elementos do super desses três elementos do psiquismo humano entrego é entre ide e superego né Então essa mediação
ela deve ser feita de forma saudável para que possamos continuar convivendo em sociedade em família e nas nossas relações também também foi postulado esses três conceitos a partir do ano de 1923 por Freud na psicanálise freudiana encontramos também os mecanismos de defesa e agora vamos falar um pouquinho sobre eles O que são os mecanismos de defesa quando nós falamos em defesa nós estamos falando de salvaguardarmos né de algo de alguém de alguma coisa então quando falamos de defesa isso não fica apenas na Esfera das punções na Esfera do índio de se defender de algo que
possa te acontecer os mecanismos de defesa da psique humana também são complexos e profundos e são existentes a percepção do mundo externo ou interno pode ser algo muito constrangedor doloroso de então para evitar esse desprezar o indivíduo de forma ou substitui a realidade com isso o sistema psíquico faz o que Freud elenca como mecanismo de defesa vejamos então esses mecanismos de defesa são processos inconscientes realizadas pelo ego então eles estão localizados na Esfera do Ego é o ego que postula ali que modula o que ele vai defender o que ele não vai defender o que
ele vai deixar passar isso acaba acontecendo sem que nós saibamos né conscientemente isso acaba acontecendo independente da vontade do indivíduo parafroide a defesa é a operação pela qual o ego exclui da consciência os conteúdos indesejáveis protegendo dessa forma o aparelho psíquico então o ego seleciona os conteúdos indesejáveis as experiências ruins que o indivíduo passou e ele acaba criando mecanismo para se defender né daquela situação então nós temos o recalque já falamos um pouquinho sobre o recalque aqui na primeira aula o recalque nada mais é do que reprimir ou represar aspirações desejos instintos né então o
ego joga para debaixo do tapete algumas situações Algum desejo reprimindo algum instinto reprimindo alguma situação e vai jogando ali para debaixo do tapete vai ficando na Esfera do inconsciente e aquilo vai ficando vai ficando é a pessoa acaba nem sabendo que aquilo está ali por exemplo né Por exemplo quando uma criança é muito reprimida né em sua área de atuação quando a criança não no ambiente escolar mais precisamente quando ela chega com um desenho que ela tentou fazer o melhor que ela quis o melhor que ela conseguiu fazer e chega para mostrar para um adulto
e aquele adulto ele ele repreende aquela criança ele reprime ele disse aquele desenho não está bom e que ela deveria fazer o seu melhor e tal e tal e tal ela vem com o segundo desenho aquele desenho também não está bom também não está bom e ela acaba inconscientemente se deixando reprimir represando Aquela aquele Desejo aquela vontade aquela inspiração daqui a pouco a criança nem tá desenhando mais vocês lembram do caso por exemplo do Pequeno Príncipe né na obra do pequeno do Pequeno Príncipe em que o autor desenha né uma cobra que comeu uma jiboia
e quando ele mostra para o adulto adulto enxerga um chapéu e a partir dali então ele passa a desenhar muito mais né então da mesma forma o recalque faz com que a gente Reprima essas aspirações E essas emoções por uma forma de defesa do organismo né de defesa melhor Dizendo do aparelho psíquico que nós temos uma outra forma de defesa também é uma formação reativa que é expressar o sentimento oposto ao que se sente então a formação reativa ocorre muito frequentemente nas nossas ações diárias né Às vezes você está triste você está abatido mas como
uma forma de defesa você expressa um sentimento oposto você não é não está sendo transparente com aquele sentimento mas você está reativamente se defendendo dizendo que você está bem que tá tudo bem que tá tudo tranquilo quando na verdade você não está então expressar o sentimento oposto ao que se sente é também o mecanismo de defesa do Ego para com o nosso aparelho psíquico isso ocorre muito porque nós vamos modular né se nós não estamos bem mas temos que ir trabalhar nós não estamos nós estamos tristes naquele dia estamos com sentimento de tristeza mas temos
As Nossas ações para seguir e para fazer precisamos ir trabalhar então obviamente o ego vai dizer Olha você tem que estar bem para o trabalho e aí você vai dizer que está bem que está tudo bem E como diz né bola para frente vamos continuar isso é um mecanismo de defesa mas é também um mecanismo que livra a pessoa de muitos transtornos Imagine você se todos os dias que se você não estiver bem você psicológico você faltar ao trabalho né provavelmente não ficará em trabalho nenhum então o mecanismo de defesa não pode ser visto como
algo ruim na verdade ele é uma defesa do nosso aparelho psíquico para que prossigamos convivendo trabalhando numa vida normal outro mecanismo também a regressão a regressão é o recuo do Ego ela é a fuga de situações de conflitos atuais então quando nos deparamos perante algum conflito e não queremos não queremos encarar esse conflito não queremos bater de frente vamos dizer assim com aquele conflito psicológico o ego usa do recuo ele é ele usa na regressão nos ingredientes não encaramos os nossos problemas vamos dar um exemplo a questão da procrastinação por exemplo né muitas vezes nós
procrastinamos por um simples fato de que estamos regredindo alguma situação nós recuamos porque não queremos enfrentar aquela situação naquele momento então nós deixamos para depois né e o depois também pode se transformar no depois e a procrastinação a gente vê que acaba se tornando até um hábito da psique humana ela se acostuma com aquilo e vai procrastinando vai recuando e vai saindo de situações conflito antes muitas vezes situações que precisam ser resolvidas e que na verdade são colocadas para depois e para depois e para depois e no momento não dado momento a pessoa precisa encarar
aquela situação mas ela pode estar já no nível bem avançado Então nesse caso regressão dependendo da situação ela é benéfica dependendo da situação ela na verdade é prejudicial Tá certo outro mecanismo de defesa a projeção esse muito na educação dos nossos pequenos na escola né A projeção é exatamente você projetar a culpa no outro na outra pessoa por algum fracasso próprio veja que interessante e como muitos adultos fazem isso né Nós vemos por causa de você eu não consegui fazer tal coisa por causa de você eu não Concluir os meus eu não Concluir os meus
projetos né em sala de aula nós vemos muitas crianças dizendo olha por causa do amigo tal eu não terminei de copiar a lição na lousa mas na verdade ele não terminou porque ele não se concentrou porque ele não se propôs a fazer toda aquela lição então a projeção é culpar uma outra pessoa por um fracasso que na verdade é seu né ao invés da pessoa dizer não Realmente eu não a criança dizer não eu não copiei da lousa não terminei porque eu fui muito lento eu me Distraí ele coloca amigo isso é a projeção e
quantas vezes isso não acontece também na vida adulta né como já citei aqui da gente colocar a culpa no outro por alguma coisa que nós deveríamos ter feito a racionalização racionalizar é criar explicações lógicas para justificar um sentimento ou então um comportamento difícil de aceitar racionalizar é quando a criança dá uma explicação por exemplo de porque ela não vai tomar banho naquele dia né claro que a gente está falando assim de criança então a complexidade é muito menor e ela racionaliza e tenta argumentar com os pais que não vai gastar a água de que não
vai gastar na pele enfim ela está racionalizando mas veja que mecanismo de defesa é interessante esse da racionalização você cria explicações lógicas para justificar um sentimento um comportamento que na verdade não é tão lógico assim que na verdade ele é difícil mesmo de aceitar isso acontece muitas e muitas vezes indiscriminadamente e até De forma inconsciente né a gente acaba fazendo as coisas de forma sem pensar De forma inconsciente interessante que esses processos são constantes não é verdade não quer dizer que sejam patológicos não quer dizer que sejam de nível de Patologia né mas num grau
normal num grau tranquilo tudo bem é saudável quando passa a ser demais ou seja quando passa a ser em excesso verdadeiramente então precisa ser analisado né é necessário Talvez uma terapia né Talvez o reconhecimento dessa dificuldade ou enquadramento dessa dificuldade é necessário que possamos identificar as razões dos motivos de que de porque Agimos dessa forma uma outra defesa também do nosso psique é a denegação denegação é A negação dos Sentimentos de desprazer ou da dor né Ele é mais ou menos ele mais ou menos tem a ver com a formação reativa a denegação é quando
a pessoa está com o desprazer daquilo né de alguns sentimentos ou de alguma dor mas para estar bem no Social Então ela nega aquela dor ela nega querida esse prazer e ela está denegando outro também é a identificação a identificação é a diminuição do fracasso ou da dúvida pela identificação com outras pessoas interessantes isso nós fazemos essa Identificação em todos os momentos de forma até inconsciente né quando nós vemos por exemplo um aluno que chega e diz para nós professora eu não fiz a lição de casa ah mas também o Fulano não fez o ciclano
não fez o Detran não fez então eu sou como eles eu me fico com eles não fiz a lição né e também eles não fizeram então tá tudo bem tá tudo normal né eu tô dando só um exemplo bem lúdico aqui por exemplo de sala de aula mas a identificação ela é muito mais complexa né no nosso no nosso aparelho psíquico nós identificamos o nosso fracasso ou então da nossa dúvida porque outras pessoas também tiveram dúvida outras pessoas também fracassaram né Então nós não nos individualizamos né não é porque aquele indivíduo é fracassou Ou aquele
indivíduo tem a sua dúvida que a situação que eu também preciso ter mas é uma forma de desculpa né eu me identifico porque todos somos iguais então ele não fez eu também não fiz e tá tudo certo então a identificação também é um sistema de defesa do nosso ego o isolamento como próprio nome diz o isolamento é isolar sistemas de conteúdos mentais ou emocionais para se proteger da dor isolamento é um processo pelo qual o cérebro né através do seu do nosso psiquismo ele tira aquela aquele pensamento ou aquela emoção e joga meio que para
descanteio E aí para que para poder se proteger daquela dor daquele pensamento traumático daquela dor emocional e aí ele isola sistemas de conteúdos mentais ou mesmo emocionais para se proteger da dor Vamos dar um exemplo né sobre a questão do isolamento quando somos quando sofremos algum maus tratos alguns algumas repressões algumas coisas do tipo nós por mecanismo de defesa isolamos né deixa aquilo de lá não pensamos sobre aquilo naquele momento para que nós não venhamos a ficar sofrendo com aquilo né e diferente da pessoa que não faz esse isolamento diferente da pessoa que quando passa
por algum trauma ou por alguma situação no seu dia a dia Fica remoendo aquilo Relembrando aquilo a todo momento a todo instante sem dar um basta naquele sentimento naqueles pensamentos que na verdade acaba se tornando nocivos para o psiquê dela né então isolamento também é uma forma positiva de mecanismo de defesa e que nós isolamos aqueles conteúdos mentais prejudiciais né e jogamos aquilo para escanteio para nos protegermos daquela dor emocional naquele momento tá certo isso não quer dizer que não deva ser tratado isso não quer dizer que a situação não deva ser tratada mas que
por aquele momento por aquela situação ela foi colocada de escanteio ela foi colocada de lado para que a gente não venha sofrer com aquela situação anulação retroativa anulação retroativa é tentar fazer com que pensamentos palavras e gestos nunca tenham acontecido é mais ou menos como né quando a pessoa imagina que algo aconteceu mas não aconteceu aqui na verdade eu é o oposto é tentar fazer com que aquilo não aconteceu Embora tenha acontecido então tentar fazer com que pensamentos palavras e gestos nunca tem acontecido é anular né aquilo que te fez mal então se você recebeu
um xingamento de alguém o cérebro né o ego vai pegar aquele xingamento vai pegar aquela situação e vai fazer uma atuação retroativa uma anulação retroativa melhor dizendo vai dizer não isso não aconteceu Deixa para lá é assim mesmo né vamos deixar isso para lá ele está trabalhando uma anulação retroativa né Aconteceu sim mas ele está na verdade deixando de lado anulando como se aquilo não tivesse acontecido isso acontece muito em casos de relações abusivas né de relacionamentos abusivos né em que o que é ferido sempre está anulando achando que aquilo não aconteceu Deixa para lá
mas que vai guardando tudo o que vem sofrendo durante dias durante meses até durante anos e décadas inclusive então quando isso acontece nós podemos entender que já não é tão positivo assim né quando isso se torna crônico isso acontece também no ambiente escolar no ambiente de sala de aula a inversão a inversão também é um outro mecanismo de defesa que na verdade é está para inverter os sentimentos perante um objeto de desejo então a determinada Objeto de Desejo que é não pode ser conquistado né Então na verdade a pessoa passa a desprezar o mesmo Objeto
de Desejo ela inverte o seu sentimento uma vez que ela não consegue conquistar aquele objeto me lembro da fábula da Raposa e das uvas né vocês devem lembrar esse outro senão vamos vamos conhecer agora né conta a fábula que a raposa queria alcançar as Uvas alcançar as uvas e as Uvas estavam ali né suculentas mas a raposa não conseguia alcançar as luvas para poder se alimentar como não Conseguiu alcançar né o seu objeto de desejo que era um aliás uvas suculentas né madurinhas para se alimentar ela não consegue Então ela justifica o seu fracasso dizendo
que as Uvas não estavam boas que elas estavam verdes mesmo né então ela inverte o seu sentimento de fracasso por um na verdade um desprezo em relação ao objeto desejado ela inveja ela faz essa inversão e esse é o mecanismo de defesa também do nosso sistema psíquico Tá certo então recordando Aqui nós temos o recalque a formação reativa a regressão a projeção a racionalização a denegação a identificação isolamento anulação retroativa e a inversão o uso desses mecanismos Não é esse patológico contudo distorce a realidade e só o seu desvenda você pode nos fazer superar essa
falsa consciência ou melhor ver a realidade como ela é está certo então até aqui nós vimos um pouquinho sobre a psicanálise sobre a origem da psicanálise sobre o índio ego sobre o super ego sobre as fases do Desenvolvimento Infantil não é vimos agora sobre os mecanismos de defesa agora vamos falar sobre psicanálise e infância né segundo Terezinha Costa em Sua obra psicanálise com crianças e aí eu sinto antes de falarmos entre psicanálise de Infância é importante comentarmos sobre conceito de infância e de criança no decorrer da história como a criança foi pensada dentro da cultura
ocidental Desde a antiguidade até hoje durante muito tempo não se conhecia a concepção da infância tal como hoje a entendemos ou seja atualmente entendemos a criança como ser singular com uma particularidade que é diferencia do adulto Então veja né autora cita que é importante entendermos o conceito de Infância o conceito de criança antes né a criança ela não era pensada dentro de uma cultura da antiguidade até os dias de hoje como criança como nós falamos aqui como serem desenvolvimento que precisa e merece toda a atenção né que foi postulada que anteriormente na verdade a concepção
da infância ela era muito diferente da que temos hoje o olhar que temos hoje para a infância é muito diferente melhorado do que na sociedade da antiguidade na sociedade antiga na obra história social da Criança e da família o autor Felipe aries faz um estudo na Europa no período compreendido entre a idade média e o século 20 para demonstrar como a definição de criança se modificou no decorre do tempo de acordo com os parâmetros ideológicos pela análise de pinturas diários esculturas e Vitrais produzidos na Europa no período anterior aos ideais da Revolução Francesa aries foge
a expressão sentimento da infância para designar a consciência da particularidade infantil essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto esse sentimento vai aparecer a partir apenas do século 17 na Idade Média a criança era vista como um pequeno adulto sem características que as diferenciassem e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais então a criança na Idade Média ela era humilha adulto né haja Vista que nessas pinturas de antigamente nós vemos e observamos que ela está na verdade vestida como mini adulto né às vezes está com terno né é interessante essas ilustrações e elas eram
vistas sem características que as diferenciassem e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais isso não significa que as crianças fossem até então desprezadas ou negligenciadas mas sim que não se tinha consciência de uma série de particularidades intelectuais comportamentais e emocionais que passaram então a ser consideradas como inerentes ou até mesmo naturais as crianças aliás comentem inclusive que os pintores ocidentais reproduziam crianças vestidas como pequenos adultos e que somente percebemos se tratar de uma criança devido ao seu tamanho reduzido na sociedades agrárias a infância era um período rapidamente superado e tão logo a criança adquirir alguma
Independência passava a participar da vida dos adultos e dos trabalhos jogos e festas então a criança na verdade ela era vista né como um pequeno adulto na sociedades agrárias a infância era um período que para eles passava muito rápido e eles passavam então a fazer parte da sociedade da sociedade dos adultos muito rapidamente até de trabalhos né e de jogos E como foi falado aqui até dessas festas então a criança não tinha o seu lugar de Infância né na idade média na Idade Antiga essa diferença em relação às crianças era uma consequência do perfil demográfico
da época o que acontecia muito muito na época era que os pais não se apegavam muito a seus filhos porque poucos sobreviviam devido à questão do saneamento básico devido à questão da Medicina precária da época Portanto a morte de uma criança não era sentida como a perda irreparável e muitas vezes no campo participo principalmente elas eram sepultadas no quintal de casa como hoje que enterra um animal doméstico Olha que coisa interessante né então porque as crianças tinham essas essa situação né de morte de rapidamente ou a natalidade era era muito forte né então a morte
de uma criança não era sentida como uma perda e reparável né ela muitas vezes eles enterravam as crianças nos Quintais né e a gente via a gente via até pouco tempo atrás isso acontecendo no campo né nas zonas rurais em que as crianças eram enterradas ou os entes queridos em caixotes ali no próprio quintal esse hábito que foi conservado durante muito tempo no país básico por exemplo pode indicar uma sobrevivência de ritos muito antigos ou provavelmente algo que aponta essa indiferença em relação as crianças então criança não tinha tanta importância Assim como nós vemos nos
dias de hoje né Na Idade Média a criança relacionava-se muito mais com a comunidade do que com os próprios pais então as crianças eram muito mais soltas né com a comunidade do que com os próprios pais a aprendizagem e a socialização não eram realizadas pela família ou pela escola mas por toda a comunidade então tinha-se aquele conceito de que todos educavam aquela criança de que a criança não era só da família não mas de que a criança era de todos então ela se relacionava com a vizinhança era se relacionava com os pares ela se relacionavam
de forma geral pode-se perceber que o sentimento da infância não existia para o homem medieval Ou melhor predominava o que aliás denomina de papa educação ou seja um tratamento superficial que dedicavam a criança enquanto ela ainda era um bebê engraçadinho passou a crescer passou a andar já não era tão paparicado assim né a partir da Renascença ocorre a privatização do espaço do uma diferenciação entre o espaço público e o privado e a família se estabelece como um grupo coeso a criança Concebida em sua particularidade passa a ser vista como centro do grupo familiar e a
infância é considerada um período de preparação para o futuro então nós vemos aí que com a Renascença as coisas começam a mudar um pouquinho né Há uma privatização do espaço do México uma diferenciação entre o espaço público e o espaço privado né a criança já passa a ficar um pouco mais né guardada ali um pouco mais com a sua família e ela passa a ser vista Então como o centro do grupo familiar E aí então começa a se a preparar esse indivíduo essa criança não como um pequeno adulto já mas sim uma criança ser preparada
para o futuro segundo aries o apego a infância e a sua singularidade não se exprimia mais pela distração e pela brincadeira Mas pelo interesse psicológico e preocupação Moral a partir do século 17 estendendo estendendo-se até o século 18 predomina a noção de uma Inocência infantil que precisava ser preservada e a educação tornou-se uma preocupação constante das famílias dos homens da lei e dos educadores no entanto cabe ressaltar que esse sentimento moderno em relação à infância estava começando foram necessários ainda muitos anos para que ele se desenvolvesse mas aqui já era um embrião né já existia
aqui um embrião mostrando que a criança não era esse mini adulto que a preocupação na Sua psicologia deveria ser diferente a preocupação em relação à moralidade também deveria ser diferente e que essa criança deveria ser preparada né Para o Futuro de forma mais adequada Ei um amor conquistado o mito do amor materno Elizabeth badinter assinala que no século 17 ainda considerava-se a criança como um estorvo para os pais essa posição teve origem no pensamento de Santo Agostinho para o qual a infância não tem nenhum valor e é o indício da corrupção dos adultos a infância
é uma época em que predomina a maldade da criança antes de qualquer adestramento educativo e moral nesse sentido cabe aos pais adotarem uma atitude rigorosa com eles esse pensamento reinou durante muito tempo na história da pedagogia e foi responsável por uma atmosfera de frieza na família e os pais instruídos pelos pedagogos passaram a adotar uma educação rígida em relação aos filhos para livrar de suas malignidades naturais né Então essa rigidez na educação das crianças né vendo esse pensamento né de que a criança o melhor dizendo a infância é uma época que predomina a maldade da
criança então quando você está educando uma criança você deve adestrá-la você deve corrigi-la de forma Severa de forma rígida tá certo esse pensamento permeou a pedagogia também durante muito tempo de que Total rigidez era que realmente educava hoje nós sabemos que realmente já não é mais assim não é verdade porque até tanta rigidez tanta rigidez acaba reprimindo o livre pensar e a livre imaginação infantil né Apesar dessa imagem negativa da infância não prevalecer entre o povo de o modo geral mas de ter ressalta que a França que na França do século que na França do
século XVIII a criança ainda era considerada um encargo muito pesado os cuidados a atenção e a fadiga que o recém-nascido representava no lar desagradavam aos pais Portanto generalizou-se o hábito contratar ambas de leite para amamentar os filhos Então veja aqui né a fadiga que o recém-nascido dava aquele representava no lar acabava tomando o tempo o espaço e as amas de leite eram contratadas para isso lembra que eu comentei na aula anterior sobre a questão da amamentação como isso era importante né para a construção do psiquismo humano para construção do psiquismo infantil e aqui nós vemos
então a contratação de anos de leite para amamentar essas crias e esse momento de cuidado da mãe para com filho durante muito tempo passou a ser negado e a ama de leite não é a mãe mas estabelecer um afeto como uma criança que não era o seu próprio filho mesmo certo a escolha delas realizava-se sem nenhum critério sendo que nas famílias com melhores condições financeiras a criança corria menos risco de morte pois as ambas moravam na própria residência da família Então veja que as amas de leite poderiam até trazer né alguma infecção alguma situação que
poderia levar aquela criança adoecer gradativamente esse sentimento modifica-se a partir do século 18 com o surgimento do discurso filosófico Iluminista que vai inspirar toda a educação até o século 20 tanto na cidade como no campo na burguesia como no povo Jean Jacques Rousseau é um dos representantes desse momento ele irá colocar o sentimento o sentimento do centro de sua visão de homem ao contrário de Santo Agostinho ele acreditava na bondade natural do homem então então russou ele dizia que a criança né o homem o indivíduo ele não é mau na sua essência que na verdade
eles se corrompe com o meio e o que corrompe a essência boa né a essência do homem não é o próprio homem em si que ele não é mal desde a sua desde o seu nascimento mas que o a sociedade o meio que acaba corrompendo para Rousseau não há perversidade original no coração humano a criança nasce inocente pura e tem maneiras de pensar e sentir que são próprias a sua idade Ele postulava que a educação da Criança é visava o desenvolvimento de suas potencialidades naturais do afastamento dos males sociais Então na verdade ele postulava exatamente
que a criança aprendia com né os seus pares aprendia com a sua família e com o meio esse meio poderia deturpar Como já disse aqui essa criança a criança pode ser educada e não simplesmente instruída já que a natureza humana é maleável e mutante em Emílio russou elabora um manual para educadores onde traz as linhas Gerais que deveriam ser seguidas para que fossem formadas bons adultos se não há perversidade original na criança é a sociedade que a corrompe que para impedir que isso aconteça os educadores devem seguir os princípios por eles sugerido enroscou o termo
criança remete a essa etapa da Vida na qual ou Infante aquele que não fala é desprovido de toda sexualidade e foi essa ideia que se impôs no Imaginário social seu amplamente aceito entre os grandes pedagogos da Europa contribuiu para mudar a mentalidade da sociedade em relação às crianças durante muitos anos também é importante ressaltar que no século XVII a igreja já se preocupava em afastar a criança de assuntos ligados ao sexo apontando as inadequações que essas vivências traziam a formação do caráter e da moral dos indivíduos construíram escolas onde além da preocupação básica com ensino
da religião da moral ensinavam-se as habilidades como leitura escrita e aritmética aliás afirma que psicanálise com crianças o sentido da inocência infantil resultou portanto numa dupla atitude moral em relação à infância preservá-la da flor de Deus da vida especialmente da sexualidade tolerada quando não aprovada entre os adultos e fortalecer né desenvolvendo o caráter e a Razão então aqui nós vemos né essa situação de que as crianças devem sim ser desenvolvidas e devem sim ser preservadas né para que a sua infância seja saudável né Nós vemos dessa forma e assim também postulamos hoje com a ascensão
do capitalismo e dos ideais da burguesia os valores individuais ganham cada vez mais importância a criança transforma-se num investimento lucrativo para o estado ela é vista como uma forma de produção que traria lucros a longo prazo passa a ser valorizada a partir de um modelo pedagógico que Visa educá-la com o objetivo de assegurar o futuro da civilização então a criança passa a ser vista como futuro né criança como futuro criança como alguém que vai dar prosseguimento a civilização trata-se de preparar a criança para que a sociedade tenha homens bons e produtivos É nesse momento que
surge a escola né como meio de educação das Crianças substituindo aprendizagem informal a partir do movimento de moralização promovido pelos reformadores católicos e protestantes ligados à Igreja às leis e ao estado Então o que antes a criança aprendia no seio doméstico a escola passa também a ensinar né além de conteúdos a questão moral para que sejam né no futuro bom cidadãos que sirvam ao estado também esse sentimento de responsabilidade pela formação da criança também passa para a vida familiar a família começa a se ocupar de tudo que diga a respeito a vida de seus filhos
desde as brincadeiras até a educação incluindo um elemento novo que é a preocupação com a higiene e a saúde física a criança assume então um lugar central dentro da família já no século XIX e mesmo no século 20 observamos uma preocupação mais Ampla sistemática com o estudo da Criança e a necessidade de uma educação mais formal a pedagogia a pediatria e as especializações em torno da criança desenvolve-se rapidamente aqui nós vemos então uma uma melhor organização nos estudos colocando a criança como centro né então a pedagogia a pediatria as especializações vão se voltar para esse
desenvolvimento para o desenvolvimento infantil nessa época o discurso psicológico destaca-se como aquele capaz de produzir um discurso científico sobre a infância no qual a pedagogia cada vez mais vai se ancorar para produzir práticas educativas e saneadoras esse caráter normativo normatizador torna-se imperativo principalmente na infância que é a etapa da Vida em que o desenvolvimento do caráter encontra-se em fase embrionária e portanto mais suscetível às influências externas entendemos que o desenvolvimento da ciências proporcionou um estudo mais amplo sobre a criança porém resultou na desqualificação da família como Aquela que poderia gerir a educação dos filhos os
pais tornaram-se submissos aos ditames da ciência esta sim capaz de instruí-los quanto à forma correta de conduzir a educação das Crianças portanto dentro de uma perspectiva histórica podemos observar que partimos de um momento no qual predominou um total desconhecimento da Criança e que no decorrer dos séculos o discurso ideológico sobre a infância ressaltou a representação da criança marcada por uma natureza a ser corrigida pelo adulto um ser assexuado sem desejo próprio ou imaturo essa ideia imperou por muito tempo e foi somente a partir das teorizações de Freud Que tal a concepção se modificou Então como
nós vimos também né Essa mudança no tratar da criança vem aí se os estudos de Freud então fazem com que haja um salto muito grande para valorização dessa criança com as concepções postuladas por Freud a criança sua vida seu desenvolvimento passam a ter um novo olhar conforme as fases do desenvolvimento já vistas anteriormente pode se entender melhor o funcionamento psíquico desse indivíduo informação a partir dessas concepções as crianças passam a ser valor e melhor vistas em sua educação o pedagogo então ele tem um papel primordial em todo esse contexto né o pedagogo e o professor
em sua sala de aula de auxiliar no desenvolvimento dessa criança trazendo técnicas e métodos né para os quais essa criança que iam ser psíquico social é um ser que está em processo em fase de desenvolvimento venha a aprender venha desenvolver-se como um todo vocês observem que nós passamos então né na época da história da antiguidade de crianças que eram vistas como mini adultos completamente descartadas as hipóteses de pensar sobre uma infância saudável como algo em prioridade vemos que elas eram completamente vamos dizer assim elas eram deixadas de lado né na sua convivência familiar como criança
tendo as suas particularidade que deveriam ser respeitadas o seu desenvolvimento que deveria ser respeitado partimos Então dessa fase da antiguidade para um processo de crescimento né em que essas crianças estariam sendo vistas de uma forma melhor de uma forma mais adequada veja o salto que dá para pedagogia para Pediatria para a ciência de uma forma geral muito interessante né a concepção de criança como vem mudando né ao longo dos anos com o passar das vivências né com o passar dos estudos como a concepção de criança muda como essa concepção de criança se altera como chegou
para nós nos dias de hoje e como essas crianças serão vistas aí no futuro no futuro não tão externo no futuro breve né como essas crianças serão vistas e de que maneira um pedagogo o professor educador deve lidar com essas crianças estão em fase de transformação estão em paz e desenvolvimento tantas questões também chega a nós como professores em sala de aula e toda essa situação sendo articulada tudo ao mesmo tempo e dessa maneira então a psicanálise continua se desenvolvendo né outros autores engrossam essa fila outros estudiosos entram também para aprimorar esses conhecimentos e com
certeza estaremos nos dias de hoje dando continuidade a todos esses estudos sempre prosseguindo na ciência na teoria da psicanálise na pedagogia e na ciência de uma forma geral