saber cotidiano no ar e o que seria de nós sem a micropolítica né O que seria das nossas possibilidades de ação e reação nesse mundo tão cruel em que vivemos se não fossem os agenciamentos micropolíticos no vídeo anterior a gente falou um pouco sobre como a micropolítica Justamente esse movimento de descobrir o pequeno o pequeno coletivo o pequeno das associações o retorno do autocuidado compreensão de um conjunto de multiplicidades singulares a possibilidade articular quem a gente é a nossa diferença sem intermediações o verdadeiro micropolítico verdadeiro micropolítico ele se faz político no autocuidado no Cuidado de
si para que então ele possa cuidar dos outros o vídeo de hoje é uma continuidade e a gente entra um pouco mais desse universo de luziano e de guatari sobre o inconsciente falando um pouco do inconsciente espero que vocês gostem [Música] o inconsciente maquímico é um conceito que Deus usa igual a terra vão propor para pensar Nossa subjetividade através de uma outra forma de visão que é justamente a ideia de máquina a gente já viu como a ideia de sujeito ela é uma construção que não dá conta de todas as coisas que nos atravessam ou
seja o jeito enquanto a gente no mundo ele não se explica por si só é preciso então pensar em outras metáforas conceituais para a gente entender quem a gente é e como a gente age no mundo e Delas gota rivam trazer a ideia de máquina a ideia de inconsciente maquímico justamente porque tem essa questão de uma máquina Ela é formada por várias peças né peças que se acoplam que se articulam que criam coisas juntas novamente aqui a inspiração laturiana de fazer né Engenhoca as coisas que permitem quando em correlação quando em Associação gerar determinados efeitos
então trata-se de uma energia que circula e isso circula justamente no nosso inconsciente o inconsciente maquímico ele é produção a gente não para de produzir realidade nesses acoplamentos desacoplamentos nesses fluxos aparecem arranjos de arranjos crescem nos fios criam se conexões outras coisas diminuem de tamanho ou seja não é apenas uma questão de tudo bem somos então composições né a ideia de inconsciente macrílico Ela traz para a gente uma sensação de que o inconsciente ele está vivo né E esse essa viver essa forma de existir é a todo momento também pautada pela noção de desejo né
o desejo que cria que se expande que conforme a realidade e a gente vive né com esses Unidos com essas energias Com todas essas atravessamentos e o desejo cresce transborda e diminui Em algum momento a gente cria coisas e toda a criação ela acontece Justamente na nossa vida real né com isso eles escapam um pouco dessa ideia do inconsciente como um outro plano para fora da realidade ou que apenas refletiria os efeitos na realidade na verdade a ideia é pensar justamente o inconsciente muito Vivo e muito presente na nossa realidade muito mais palpável digamos assim
né e a ideia então de maquímico inconsciente maquímico justamente Entra aí para trazer essa outra visão de que nós produzimos as nossas realidades o que que é esquizoanálise então nos permite nos ajuda ela ajuda a gente descobrir as nossas máquinas desejantes ou seja fazer com que a gente entenda o que é o nosso desejo e faça com que esse desejo retome o fluxo natural dele né através de reorganizações das nossas máquinas desejando a gente é capaz então de criar novas territorialidades novos fluxos para que enfim a te dê o devido escoamento a esse desejo para
além de ficar pensando interpretando a gente é capaz de Sentir no momento do Devir e agir né agir com potência criar de fato um corpo sem órgãos reorganizar o campo social através das máquinas desejantes é uma tarefa então micropolítica justamente porque envolve a esquizoanálise e porque consiste inserir o nosso corpo individual reorganizado através da esquizoanálise Como peça da máquina social que se entende né que entende seu papel que faz cair o que deve cair que faz manter o que deve manter Ou seja a questão dos vínculos laturianos manter os bons vínculos desapegados maus vínculos investir
nas boas associações mantendo que deve manter e rejeitando que tem que rejeitar essa limpeza que Amarelo também uma limpeza na nossa forma de vida nas nossas relações naquilo que a gente dá importância daquilo que a gente se debate mentalmente o tempo todo tudo isso é revolucionário porque isso remaneja a nossa forma de olhar para o mundo consequentemente remaneja o social então é uma prática micropolítica que acaba entrando em conexão com as máquinas sociais né por isso que não há como haver uma dissociação entre o que eu faço como sujeito o que eu faço na minha
vida privada do que eu faço politicamente nessa divisão casa Rua vida política externa vida íntima interna sem articulações não faz o menor sentido uma vez que a esquizoanálise traz para gente então essa possibilidade de emancipação voluntária né de todo esse esta submissão que a gente está enfrentando hoje né Nós somos muito covardes nós nos contentamos com prêmios de consolação e pequenos Prazeres que a sociedade capitalista nos confere Mas a gente não tem coragem para viver para viver a nossa vida como ela merece com toda potência que ela merece porque a gente vive no preso esperando
um pequeno momento de liberdade né a gente vive o pleno consuma plena possibilidade de consumo como alto consolo e não e sem né Sem abdicar do consumo nos momentos de relação né e a nossa emancipação ela acaba sendo escamoteada por uma tonelada de imagens de fluxos de das redes por informações que vem vão a todo momento a gente não se desconecta né então a gente não tem a nossa liberdade a gente tá de fato no momento de Servidão voluntária e é por isso que a gente precisa desorganizar as nossas máquinas desejantes e traçar um outro
caminho uma outra rota para o nosso destino Como assim Cláudia Como assim essas coisas acontecem atualmente bom estamos todos na sociedade de consumo estamos todos desejando bens de consumo o tempo inteiro e esse desejo ele é sempre pautado pelo uma ideia de falta esse desejo de não tenho eu quero agora eu preciso chegar nesse lugar a tarefa né a nossa tarefa justamente desorganizar tudo isso né tirar a gente descer entorpecimento de busca de busca do vazio né através do consumo o desejo ainda é sentido como falta porque a gente não consegue se apropriar do nosso
próprio desejo a gente não consegue criar a gente só consegue reproduzir modelos né seguir instruções e a gente então tem uma vida muito entorpecida muito apegada a quem a gente é uma ideia de identidade fixa e rígida em busca de conforto sem querer muito contraste confronto com situações novas situações que nos colocam diante de outras possibilidades de existência é aí então que a gente se transforma né em pessoas totalmente fracas né Sem potência com o que diria como diria mente a gente tá diante de de uma situação de fraqueza né de fracasso e são são
alegrias muito falsas são alegrias muito passageiras Então bora reorganizar desorganizar o nosso campo pessoal e social repensando as nossas máquinas desejantes [Música]