Narrativas compartilhadas continua ouvindo, então, professor Fernando Negrão contando agora o percurso dele. Logo depois, SBT, vindo para Sorocaba. Vamos lá, professor Fernando.
Também aí chegamos ao ano de 1996. Eu estava, mais ou menos, em maio de 96, quando recebi um convite para o Boris Casoy. Embora estava saindo do SBT e a TV Record estava movimentando a imprensa das emissoras de TV, essa transferência recortava e reestruturava totalmente a emissora.
Boris me ligou pedindo para que eu fosse diretor de rede da Record. Então, eu iria para a Record. O diretor de rede era o cara que ficaria responsável por todas as praças.
Então, eu iria trabalhar com ele na Record coordenando todas as emissoras afiliadas da TV Record na questão do jornalismo puro, que vem e viria de material das praças. Imaginar isso: que o Rio Grande do Sul e de todo o Brasil, esse material chegaria para a coordenação de rede que eu fiquei responsável. Eu decidiria se iria pro ar ou não no Jornal da Record Internacional.
Era uma proposta muito boa financeiramente, muito interessante. Porém, filha, que passa por São Paulo, aí volta à questão do que eu disse: que eu tenho pavor de São Paulo. Não gostava de São Paulo.
As vezes que eu ia para São Paulo pelo SBT, eu saía do hotel e a promissora da emissora voltava ao hotel, e comia até no próprio hotel porque não gostava. Não tenho satisfação nenhuma nem em São Paulo, nem para passear. Bom, então, recém-casado, casado em janeiro.
Isso era maio. Eu tinha que repensar. Minha esposa era funcionária pública concursada, Bia.
Ela estava ainda terminando a PUC Campinas até o Natal, terminando o último ano de pedagogia. E você tinha quantos anos? Eu já estava com 26 anos, né?
Não, estava com 28 anos. Bom, que a gente vai fazer nessa época? Vamos refletir.
Aí foi a questão de que, de um ou dois dias, recebi uma ligação da minha casa, do time profissional. Me ligou e se identificou, na qual, o valor que foi a posição foi: professor da Uniso em Sorocaba. Então, olha, eu gostaria de conversar com você, porque nós montamos ao nisso, o dono do professor aqui de fotografia, e não tenho ninguém graduado em Sorocaba.
Jornalismo e da fotografia, seu irmão falou que você é jornalista. Eu queria conversar com você, se você tem interesse em pegar as aulas de fotografia aqui, demonstrar que irá aconselhar na aula. Aqui, porque nesse período, Roberto, cheguei a dar aula em Pouso Alegre.
Na época que eu estava no SBT, ministrei durante um ano em Pouso Alegre de telejornalismo e fotojornalismo. Pouso Alegre dava, mais ou menos, umas três horas de distância de Campinas. Então, vinha um carro da faculdade me pegar na sexta-feira, eu trabalhava sexta-feira até às duas horas da tarde, o carro me pegava, eu dava aula à noite e sábado de manhã.
Daí, o carro que trazia de volta no sábado à tarde. Então, já tinha muito a subir. Eu tive a do professor, estava com a minha experiência, está sendo lançada em uma só com a graduação, mas a faculdade estava começando também a primeira turma de jornalismo lá de Pouso Alegre.
Então, eu ministrei aula naquela faculdade quando o curso estava começando. Bom, então, já tenho uma certa experiência no ensino superior. Me interessei em conversar com o professor Aldo.
Já tinha ido na Record conversar com o Borges, sabia da proposta. Nem conversar com o professor Aldo também para ver qual era a proposta. Bom, e foi uma coincidência porque, quando cheguei com o time profissional, ele me pediu meu currículo.
Ele me levou logo depois da nossa conversa para conversar na Fundação Dom Aguirre. E era M. M.
atendeu. Ele, no câmpus seminário, era atravessar um corredor para chegar na Fundação. Chegou à fundação e me apresentou ali para a direção da fundação.
Falou ainda que se a montar um laboratório de comunicação e o professor aqui tem me chamado. O professor já tem experiência em rádio, televisão, fotografia e tal, e a gente pode contratá-lo para coordenar o projeto da implantação do laboratório, que a gente tem um projeto aqui, mas não tem quem fique responsável. A gente comprou o projeto, mas não tem quem faça.
Então, tem que comprar os equipamentos e quem estava até então tinha saído. Foi uma época que alguns professores tinham acabado de sair da faculdade. E isso eu podia ficar.
Ele fez uma proposta para mim e, por incrível que pareça, ela era mais interessante do que ir para São Paulo. Porque São Paulo, custo de São Paulo é muito alto, morar em São Paulo, o julgamento de São Paulo, enfim. E também, outra vez, lembrei do meu pai sentar e fazer conta.
Minha esposa sair do emprego. Bom, vir uma surpresa para mim é uma alegria se a Petrobras faz de novo. Aqui eu teria uma qualidade de vida melhor e vim para Sorocaba.
Uniso tem um ano, um ano. Eu tenho família, tenho certeza de que seu adversário vai dar certo. E eu tenho certeza que eu vou começar uma carreira aqui dentro da universidade.
Vai ser uma carreira muito próspera. Eu entrei, Roberto, naquele porão do seminário sozinho e ali visualizei tudo que seria um mega projeto de um estudo de rádio, televisão e fotografia. Eu olhava cada canto e falei: olha, aqui nós vamos fazer isso, vamos fazer isso, dá para fazer isso aqui.
E aí tem um funcionário que era de multimeios, Alessandro Lopes. Alessandro também catalogava fita. E aí eu falei: alguém vai me ajudar?
E a seleção veio para ver se tem experiência. Falar: eu faço filmagem de palestra. Foi excelente!
Já estava vendo alguém que veio da televisão. Como eu, que a dinâmica de treino, coordenar a equipe de televisão de um projeto, é coordenar uma rede de televisão. Ter um menino que sabe filmar palestra.
. . vamos lá, é você mesmo que vai estar comigo trabalhando.
Agora você vai me ajudar a montar uma estrutura de uma prática no laboratório de comunicação com Alessandra. Braço, tá aí. Eu peguei o projeto que a universidade já tinha adquirido, era um projeto extremamente modesto.
Voltei a falar: profissional é inferior ao dólar. Eu preciso conhecer as duas instituições, mas estou vendo que é muito modesto para um projeto que, se é que esse sonho da Uniso, isso aqui não dá. É uma coisa muito simplista.
Falou: "você tem liberdade, veja o clube onde você quer ir". Então, eu fiz uma pesquisa e, veja, estamos falando em 96, quando nós não tínhamos a internet como hoje, com Google, que você põe lá e recebe na tela. Tinha que ir até o lugar.
Bom, então referência para mim era voltar à PUC, do que estava acontecendo na PUC de Campinas. A Unimep era uma referência. Olha, quem está top está fazendo, inaugurando agora uma estrutura maravilhosa de curso de comunicação, é no Rio Grande do Sul.
É da maneira, universidade no Rio Grande do Sul, não era porque era mostrar que está faltando. . .
falando o nome agora lá no Sul, que vai ser uma referência. Bom, eu falei: "então eu vou lá no Rio Grande do Sul para conhecer o nicho também". O único som e tênis, ou exatamente o que sou.
Era ópera Nixon, já. Então já facilitar o tema. O secretário foi, preciso ir pro Mixou; ela já comprou passagem e hotel pra mim.
Mas essa questão assim de 23 dias, não estava indo visto. Contato anexou abrir as portas da faculdade e eu fui para a inauguração do laboratório de comunicação. Dentro, mas é uma coisa maravilhosa, estrondosa.
Levei uma máquina, fotografava tudo aquilo, vi fornecedor deles. Bom, voltei para Sorocaba deslumbrado com tudo aquilo, conversei com a equipe, a reitoria da universidade. Aí falei: "senhores, olha, isso é um projeto novo que nós vamos fazer, quanto vai ficar?
". Valeu o valor de um milhão de dólares. A reitoria quase caiu da costa de dólares.
Foi um milhão de dólares. Chegou na Fundação Dom Aguirre a formação da II e falou pra mim assim: "aprovado, esse é o projeto do laboratório de comunicação da Uniso, Sorocaba. Tem porque a organização do cabo vai ser referência hoje no país, pode fazer o projeto, né?
". Então, contratamos os melhores engenheiros, os controlos, os melhores equipamentos, enfim, Roberto. Então foi uma sensação gigante na hora que nós montamos o laboratório.
A AAM, o país estava de olho na gente, tanto é que nós inauguramos o estúdio de rádio. A nossa revista dos 25 anos acaba de ficar pronta. Quando instalamos a revista, nós inauguramos o estudo de caso no dia 15 de agosto de 1985.
Ou seja, exatamente um ano depois que eu cheguei, o estudo de rádio foi inaugurado ao vivo pelas três emissoras de rádio da cidade: a Rádio CBN, a Rádio Ipanema, que na época era da Rádio Jovem Pan AM, e a Rádio Cruzeiro FM. Pela primeira vez na história, as três emissoras entraram em cadeia de dentro do estúdio de rádio da Uniso para mostrar o perfil potencial do estúdio de rádio da universidade. Então, estávamos namorando o estúdio, estavam falando ao vivo de dentro do estúdio, em Guarujá, Sorocaba.
Mostraram o potencial de que o estado não veio pra fazer um estudo de faz de conta. Então, a aula que não é o estudo, o aluno vai ter uma estrutura prática de verdade. Então, o que eu falo?
Já ali nós temos professores que são qualificados como mestres e doutores, com conhecimento na área. O aluno tem essa parte prática, que é maravilhosa, que ele tem aula no equipamento que ele vai ter hoje, a possibilidade de estar aqui na Globo, não é? BT, na Record, da TV Cultura, na CNN, a NHK do Japão, com as mesmas características da Rádio Globo.
Enfim, aonde ele for, isso eu faço questão sempre. Eu faço, enquanto fui coordenador, com certeza. Luís Rodrigues está me sucedendo agora, vai fazer também, porque na hora que a gente leva para a reitoria a compra do equipamento, justifica.
Então isso sempre é colocado. E tanto é que esse laboratório, que nós somos gravadores, já é a terceira geração que eu faço. Então, nós fizemos a primeira, que era essa referência maravilhosa, daí nós fizemos aqui, já chegamos a ter transmissão ao vivo pela TV Globo de dentro do nosso estúdio.
Lembra que a TV Globo chegou a falar assim: "olha, eles encostaram caminhão de reportagem do lado do estúdio e plugaram na nossa mesa". Quando viu, estava pronto, você só não tem antena. O resto, né?
No seminário, seminário, antena que a gente tem, você tem tudo aqui. Tá, nós fizemos então essa transmissão, outras tantas transmissões da Rede Vida, nós fizemos. Enfim, então nós temos essa estrutura top.
Aí nós fizemos, depois nós saímos no seminário e viemos para a adversária, mudamos a geração, já fomos já para uma redação mix digital, saímos de um sistema analógico, que era o que existia de fitas, já víamos um sistema de VHS, no formato já quase digital que era uma evolução. E aí nós namoramos há um ano o sistema 100% digital, full HD, e já com possibilidade com equipamento, inclusive no formato 4K. A gente sabe que isso vai ficar, somente essa gravação vai ficar para a eternidade.
Então, quando a gente está falando agora, em final de setembro de 2019, em 4K, alguém vai falar: "puxa vida, já se falava em 4K naquela época, já a Uniso já tem o sonho de TV, já grava em 4K sua experiência". O seminário é o coordenador professor, a Cemig é durante aquele período, e depois a passagem para a cidade universitária. E aí você falou nessa turma, e você me apresentou também com o mestre de cerimônias 111.
Então, além de estar, o professor sempre fez questão de estar na sala de aula coordenando laboratório de comunicação. Foi muito interessante porque, como jornalista, como radialista, tá? Então essa forma de me expressar, de ser desinibido, fez com que muitas vezes eu, de forma automática, nem eu comecei a apresentar alguns eventos na faculdade.
Sempre sucedendo, você era o outro lado e eu era o seu reserva, não era? Você é Bassili antes. E aí o que acabou acontecendo é que a gente começou, a Uniso começou a ter as formaturas, porque, ora, Moniz, o texto até porque não existia formatura na Uniso, exige a sua fratura das faculdades de Filosofia, Ciências e Letras.
Enfim, era uma outra dinâmica. Então, em 98, começaram as formaturas da Uniso com a dinâmica do passado nas faculdades de Filosofia. E eu percebi que aquela dinâmica estava um pouco ultrapassada.
Então, foi uma dinâmica que as primeiras colações de grau não deram muito certo. Tavam algumas coisas de protocolo e cerimonial, Itahum, e faltavam porque nós somos uma universidade, não era mais o curso isolado. Então, a gente cometeu algumas gafes.
Eu lembro de um protocolo que o prefeito ficou sentado na segunda fileira. Deputados vêm prestigiar e não eram lembrados pelo cerimonial da universidade, porque era feito pela secretaria. E eu, percebendo isso, me coloquei como colaborador.
Falei: "Olha, será que eu posso colaborar para ajudar a fazer o roteiro? " Daí eu lembro que adorei a Armellinda, né? "Olha, se você não souber o roteiro, como se você quiser apresentar pra mim, vai ser uma bênção, porque aí eu faço toda a parte da secretaria, que é de minha responsabilidade.
" Era um grande profissional, que era enorme, né? E você apresenta formaturas. "Posso, Roberto?
Pra mim é uma satisfação enorme apresentar formatura. " Então, apresento formaturas da Uniso há 20 anos, há 22 anos. Tá, toda colação de grau e apresenta.
E hoje nós temos uma dinâmica diferenciada de colação de grau, que hoje as colações de grau a gente faz uma sequência com o menor número de alunos. O TAC é uma outra característica que foi desenvolvida pelo novo reitor, que é o professor Rogério Augusto Profeta. Primeiro que ele trouxe a formatura para dentro da universidade, isso foi muito interessante.
Então, nós acolhemos a colação de grau dentro da própria instituição. Então, o aluno cola grau hoje dentro da própria escola, porque era uma atividade muito grande. Nós não temos um mega auditório pra 500 ou 1000 pessoas, como Monteiro Lobato, o Clube União Recreativo.
Então, a gente tem que fazer fora. Agora, como a gente faz uma série de regulações e com um público menor, né? Pra um número menor de alunos, no máximo 100 de cada vez, então conseguimos absorver com tranquilidade e esse espaço, com conforto.
Outra, o aluno, ao acabar a colação de grau, leva os pais, parentes para passear na faculdade, que para muitos é a primeira vez que vêm. Exército, também, vão conhecer a sala onde o menino ou a menina teve aula, conhecem o laboratório onde eles tiveram aula prática. Então, a gente percebe que é muito legal isso, tá?
Essa acolhida, essa sacada que a reitoria teve através do reitor foi muito boa. E tem aí que foi a novidade que a gente implantou no final do ano passado até aqui: as nossas formaturas são transmitidas ao vivo como um programa de televisão, tá? Nós temos quatro câmeras hoje, a de TV transmitindo.
Então, é no formato de um programa de televisão. Então, eu sou ali, não sou mestre, sou apresentador. Então, a gente entra na dinâmica de um programa com a abertura.
Então ela não segue o risco e o protocolo de uma colação de grau, que toda a formalidade disso, mas ela tem a pegada do programa, a trilha sonora do programa, as informações do que está acontecendo para quem está assistindo, as turmas que estão rolando grau, o nome das pessoas que estão falando, tá? Então, ela é um perfil de programa de televisão e você pode assistir ao vivo pela TV Uni. Então, quem tem uma smart TV na sua casa, todo mundo tem hoje, mais uma smart TV, você tá no conforto do seu lar, em uma TV de 32, 48, 60 polegadas, assistindo à formatura.
E quantos são os retornos que a gente tem de pessoas, de idade, que não podem vir aqui, pessoas adoentadas, que estão em casa, querem ver a formatura do seu ente querido que tá hoje lá assistindo? Tem gente que está preparando a festinha, já tá lá na casa fazendo a recepção, assistindo à formatura, esperando o formando chegar. É uma delícia!
É você o prazer com que você sempre. . .
É uma delícia essas colações de grau, nem muito bom isso, porque para a família é um momento importantíssimo. E também para falar o nome do aluno de forma correta e perfeita, quer sejam formaturas que eu fiz com 1300, leitura da liturgia 400 nomes. Às vezes, do primeiro ao último nome, você tem que falar com a mesma empolgação, porque ele é o único para aquela família, sim?
Então, você tem que estar com a mesma empolgação. Então, hoje eu faço, de repente, chegou ontem, semana com a formatura de segunda a sexta, eu faço com a mesma empolgação, com o mesmo astral, o mesmo amor, a mesma satisfação, porque para aquele menino, para aquela menina, para aquela família, a hora é o ápice. Então, isso pra mim é muito prazeroso.
Faço isso de coração e isso pra nós fica muito evidente ainda. Tenha um final, ainda um bloco mais curto. Nós teremos mais um pouco da sua narrativa, então, daqui a pouco, continuamos.