Olá pessoal Voltamos para mais um vídeo no vídeo de hoje a gente vai falar um pouquinho sobre a entrevista devolutiva bom esse vídeo também ele vai finalizar né o nosso módulo de passo a passo da avaliação psicológica como vocês já bem sabem a avaliação psicológica ela é um processo que tem início meio e fim né a entrevista devolutiva seria o Marco do fim dessa nossa atividade de avaliação e ela é um momento muito importante tanto que a resolução né 06/2019 ela estabelece a entrevista devolutiva como obrigatória para entrega de relatórios e laudos e isso vem
no sentido de que a entrevista devolutiva pessoal ela tem um potencial enorme tá eh tanto de acolhimento né do indivíduo daquela família que vai est ali recebendo informações que muitas vezes não são né as informações que eles esperavam quanto também de esclarecimentos de dúvidas eh que propiciam até um melhor engajamento aí nas intervenções no tratamento tá então assim não é o momento que a gente vai usar só para informar o quadro nosológico se fosse isso seria a c minutinhos né a pessoa vem você fala toma o documento ao final e aí fala ao final o
diagnóstico nosológico né não ó seu filho tem TDH você tem transtorno depressivo maior não é para isso tá é para que você possa construir tanto com o indivíduo quanto com a família né os significados que podem vir a ter né dessa avaliação O que que a pessoa entende como é que ela processa esse tipo de informação Então a gente tem aí né E esse momento para explorar esses aspectos Então vamos lá como é que a gente vai né O que que a gente faz eh que aspectos que a gente elenca como importante na entrevista devolutiva
Então a gente vai nomear e esclarecer avaliando o sentido dos sintomas tá então a gente geralmente pode começar assim retomando eh a demanda bom você veio aqui né procurou o o uma avaliação psicológica para avaliar aquelas dificuldades atencionais que você tava vindo a ter né essas dificuldades se apresentavam no seu dia a dia então você ia fazer as atividades da escola por exemplo e você cometia muitos erros por por falta de atenção ou ainda né você tropeçava muito eh andando na rua eh enfim a gente vai eh retomar aquilo tá E vai eh falar também
daquilo que foi investigado então a gente pode dizer bom Eh esses sintomas a gente foi vendo né através de diferentes técnicas que eles de fato parecem ser constantes em sua vida mas quando a gente avalia vamos supor né cognitivamente sua atenção ela está ali é adequada e quando eu digo adequada ela está no mesmo nível que é esperado paraa maioria das das pessoas no entanto quando a gente vai avaliar aspectos né como é mais afetivos de personalidade a gente vê que você por exemplo tem ali um alto traço de neuroticismo e isso pode afetar né
então neuroticismo é essa antecipação é esses pensamentos sempre negativos acerca do do do que pode vir acontecer e isso pode estar eh ocupando tanto né sua cognição seu pensamento que te deixa pouco disponível para processar os estímulos isso aqui que eu falei pessoal só um exemplo tá de como a gente pode aí tá explicando pro indivíduo é algum resultado eh então como eu já disse para vocês a gente começa né retomando demanda Fala um pouquinho do percurso da avaliação então que a gente usou diferentes técnicas diferentes métodos né a gente pode até perguntar o que
que você achou mais difícil desse processo né dos Testes das técnicas que a gente usou o que que você gostou mais o que que você gostou menos a gente vai Pessoal pessoal explorar com ele né também como foi esse processo para ele é interessante que a gente faça isso na devolutiva E aí a gente vai devolver para ele o que é dele então ele veio cheio de questões dele cheios de dúvidas deles dele que ele esperou responder com avaliação na entrevista devolutiva a gente vai devolver isso para ele tá eh e vai sempre reforçar tá
eh sempre na nossa devolutiva a indivíduo a gente vai eh explicar com a devida complexidade que o fenômeno psicológico exige tá a gente não vai simplificar as coisas porque muitas vezes quando a gente simplifica as pessoas elas também simplificam o fenômeno quando a gente sabe que inclusive né tá lá na resolução a gente coloca ao final do documento que a natureza do fenômeno psicológico ela é dinâmica complexa e não cristalizada então o indivíduo precisa entender isso também tá então a gente vai reunir as informações organizar apresentar e discutir essas informações com o indivíduo e esse
momento pessoal ele também é muito importante porque ele promove reflexões tá no no indivído na família eh digo família porque quando a gente faz né processo avaliativo com idosos né Eh que estão aí entrando em um quadro demencial e com crianças adolescentes a gente geralmente chama né Faz um outro momento com esses indivíduos para D evolutiva também E aí é um momento de acolhê-los né de também tentar entender Quais são quais foram as compreensões que eles tiveram desse processo eh para que a gente possa aí estar refletindo promovendo insights para que eles possam aí ter
uma melhor adesão ao processo e entender aquilo que foi feito tá pessoal isso é muito importante nesse processo devolutiva a gente tem que est atento às reações verbais e não verbais do indivíduo tá porque o que que acontece muitas vezes Gente esse é um momento extremamente ansiogênico pro indivíduo né então bom Eu estive aqui durante todo esse momento hoje vão me dar o meu veredito né entre aspas assim hoje vão eh dar o resultado de todo esse nosso processo Então as pessoas ficam nervosas elas ficam esperando né É pelo pior se às vezes elas têm
uma hipótese elas ficam esperando que essa hipótese não seja confirmada ou ainda que seja confirmada né porque hoje em dia a gente tem tanto pessoas que fogem de um diagnóstico quanto pessoas que querem um diagnóstico né então a gente precisa Aí eh tá muito sensível né Isso é muito empático para entender Quais são as informações que esse indivíduo essa família eles vão ter condições de processar e suportar tá muitas vezes né Às vezes o processo de avaliação ele é tão ansiogênico que eh a psicóloga da avaliação ela indica psicoterapia antes do processo terminar tá então
às vezes uns pais muito ansiosos para saber o diagnóstico do filho bom a psicóloga eh ali no decorrer do processo percebe isso e já indica terapia porque independente do resultado seria interessante que os pais né trabalhassem Essas essas questões de ansiedades que ele tem em relação ao filho ou ainda o indivíduo né que tá muito ansioso com processo e tudo mais o psicólogo Pode sim indicar a psicoterapia antes tá pessoal muitas vezes isso acontece Então nesse momento de devolutiva a gente tem que retomar um pouquinho isso né está atento as relações verbais não verbais a
questão da mudança da tonalidade de voz né é para que a gente possa respeitar os limites desse indivíduo então a gente não pode chegar e cuspir uma série de informações para eles não vamos indo ali devagar Vamos retomar o início do processo o que fizemos os resultados que achamos claro sempre numa linguagem muito clara para que ele possa entender sem jargões né psicológico porque o que a gente quer com esse encontro pessoal é eh promover reflexões tá e o entendimento desse documento porque ele precisa entender vamos supor que eu fiz um processo de avaliação e
ao final a gente chegou ali num diagnóstico no zoológico mas a pessoa precisa entender que ela não é aquele diagnóstico tá ela precisa entender que aquele diagnóstico ele traz ali algumas dificuldades para ela no dia a dia mas que com suporte ela pode est ali né suporte medicamentoso seja suporte psicoterápico ou ainda suporte familiar ela pode estar tendo uma melhor qualidade de vida tá muitas vezes as pessoas se prendem só aquilo que é o negativo e ignoram todas as potencialidades tudo que ainda tem para fazer né Eh E isso também é uma informação e o
motivo pelo qual a gente quando vai falar dos resultados a gente começa ali pelos aspectos eh mais positivos tá então a gente começa reforçando tudo aquilo que a gente encontrou de bom e isso é uma postura que a gente tem até na escrita do documento tá quando a gente começa ali a falar da análise a gente Primeiro ressalta as partes as potencialidades e depois fala ali das dificuldades porque se a gente começa pessoal com as as dificuldades muitas vezes né ansiedade essa toda essa questão neuroticismo toda essa questão eles vão potencializar essa primeira informação negativa
e não vão mais escutar a gente né Depois que a gente fala disso então a gente começa ali pelas potencialidades tá eh esse momento também da devolutiva ele é um momento pra gente focar nas indicações terapêuticas então ao final do documento a gente tem ali um um um tópico que vai falar bom indicações terapêuticas indica-se que você procure psicoterapia para tratar tais e Tais questões é importante pessoal que no laudo quando a gente quer ver as indicações terapêuticas a gente nunca vai deixar solto então tipo assim ah psicoterapia vai no médico tá mas psicoterapia para
quê eu tenho que ir no médico para quê Tá eu tenho que procurar um fon audiólogo para quê então a gente sempre faz essas indicações terapêuticas desenhando aquilo que é possível então por exemplo eh muitas vezes a gente indica lá procurar psicoterapia para tratar os os as crenças limitantes não sei o qu não sei o qu sentimentos de de de desvalia Então a gente vai ali desenhando na medida do possível claro sempre embasado naquilo que foi né e obtido com os resultados para que a gente possa potencial potencializar a qualidade de vida do indivíduo vamos
supor ah indico reabilitação neuropsicológica né reabilitação psicológica com foco nas funções de atenção eh atenção seletiva atenção concentrada a gente não deixa vago tá eh a gente vai indicando ali a partir dos resultados para onde esse indivíduo deve caminhar E aí eh a gente também por quê muitas vezes nesse processo de avaliação né quando a gente tá ali esclarecendo as indicações terapêuticas e tudo mais a gente consegue informações que nos permitem avaliar o quanto aquele indivíduo entendeu do que que a gente tá falando e as expectativas que ele tem bom uma vez Eu fiz uma
avaliação de um adolescente né com deficiência intelectual e aí eh a deficiência intelectual dele foi leve e tudo mais e aí a gente Fazenda devolutiva quando eu cheguei na parte de indicações terapêuticas né Aí ele ele tinha problema com a fala tinha lá com indicação terapêutica fono E aí ele falou assim ah se eu for isso eu vou conseguir falar melhor e eu falei é possível que sim então Eh as pessoas aí ele falou assim eu quero então Então as pessoas elas precisam entender né O que que a indicação terapêutica ela pode ali potencializar para
que elas possam até engajar tá porque às vezes a pessoa se se eu dissesse para ele não você vai na fondo Mas você não vai melhorar a sua linguagem você não vai melhorar sua comunicação bom ele não ia né então assim equívocos no entendimento pode gerar aí fracasso na aquisição né no engajamento dessas intervenções terapêuticas e a gente sabe pessoal bom a gente sabe que a gente sempre pode melhorar e se a gente não não entendesse isso né se essa não fosse uma premissa da Psicologia a gente não tinha aí nem a psicoterapia porque não
ia servir para nada né se a gente achasse que bom você nasceu desse jeito você se constituiu desse jeito você não tem mudança o nosso trabalho não teria motivo não teria razão mas a gente sabe que a gente sempre pode melhorar seja né a gente melhorando e a nossa própria cognição nosso próprio modo de ser modo de agir ou ainda a gente né pensando construindo estratégias compensatórias para que eu possa ali né est suprindo alguma dificuldade que eu venha a ter então é importante né por isso que que no final do laudo a gente inicia
ali todo um trabalho multidisciplinar porque provavelmente a pessoa deve precisar né de terapia no caso de crianças é muito comum precisar né de terapeuta ocupacional Talvez uma fonodiólogo e então é importante que a gente tenha isso em mente e que quando a gente for né conversar com o indivíduo na devolutiva a gente possa também passar isso para ele porque se ele achar que do jeito que tá né ruim Que nada melhor ele não vai engajar Então nesse processo também da devolutiva a gente pode enfatizar quais serão as consequências se ele não fizer né se se
não tiver engajamento naquilo que é indicado então a gente orienta bom você tem essas dificuldades né vamos supor mães e crianças né ah a criança tá ali com 7 anos apresenta dificuldades na comunicação bom ele tem 7 anos ele ainda tem todo um caminho de desenvolvimento se a gente fizer uma intervenção agora a probabilidade né dele melhorar dele adquirir novas habilidades de comunicação é muito maior do que você fizer essa intervenção sei lá nos 20 25 anos entendem então é a gente ir focando dessa e desses aspectos não é a gente fazendo eh de forma
a a jogar um peso sabe pro indivíduo pros pais não é bem assim porque aí já vira algo eh impositivo né porque a gente também tem que considerar tá pessoal nesse processo tá as condições que o indivíduo tem Eu Não Vou sugerir para ele técnicas de milhão de dólares se é uma pessoa que tem ali uma vulnerabilidade Econômica Então eu preciso indicar e bom por exemplo bom psicoterapia Indigo para você psicoterapia Ah mas eu não tenho como pagar uma psicoterapia e não sei o quê bom a gente tem clínicas e escolas a gente tem Caps
a gente tem serviços né que tem aí valor social para atendimento dessas demandas então você pode estar procurando ali eh diferente do que eu pegar né e falar pra pessoa bom ela falar ah não tenho dinheiro para avaliação psicológica e eu falar bom então você vai né Eh só piorar Não primeiro que essa é uma conduta né inaceitável do profissional mas tem profissional que tem essa postura então a gente precisa pessoal nesse momento de entrevista devolutiva propiciar um ambiente de reflexões de acolhimento e de orientações tá Esse É O Tchan da entrevista psicológica ou perdão
entrevista devolutiva e esse é o motivo pelo qual ela é tão importante e muitas vezes os profissionais eles não dão tanta importância a entrevista devolutiva vocês sabiam eh eu vejo que muitas muitas pessoas né dão uma ênfase todo ao processo que Claro tem que ter e acabam ali na entrevista devolutiva descansando então fazem o documento entregam trocam ali uma meia palavrinha e e encerrou não pessoal a entrevista devolutiva é esse momento de reflexão de construção de insights tá eh de de orientação para que o indivíduo ele possa ali ter esclarecimentos e possa iniciar o seu
processo de intervenção então eh a gente tem que fazer devolutiva pessoal sempre com o cliente tá eh quando a gente viu lá os módulos eh as aulas de avaliação psicológica nos diferentes ciclos do do desenvolvimento a gente viu que a gente faz devolutiva com crianças tá a gente faz devolutiva com adolescentes a gente faz devolutiva com pessoas adultas e a gente faz devolutivas com pessoas idosas então o que que vai mudar né é que a gente vai ter que adequar a nossa linguagem então por exemplo eh uma criança né vou fazer com os pais e
aí eu faço num momento com os pais depois eu faço com a criança ou eu posso fazer os dois juntos isso Pessoal quem vai avaliar é o Clínico Tem situações que fazer devolutiva junto é bom mas tem situações que fazer devolutiva separada é melhor então você precisa avaliar tudo isso tá e até mesmo por qu bom eu vou fazer uma devolutiva com a criança eu vou adaptar minha linguagem a criança eu posso fazer essa devolutiva muitas vezes em formato ali de jogo então a gente tá brincando e eu e eu digo para ela bom você
tá vendo esse brinquedo aqui tem umas coisas legais nele né mas tem umas coisas também que não são tão legais Então nesse processo de avaliação a gente foi investigando ali a gente foi te conhecendo um pouquinho melhor e viu que você tem aspectos muito muito legais né você tem muitas potencialidades Então você é muito bom em matemática você é muito tal mas você também tem algumas dificuldades que são T Tais Tais Tais para essas dificuldades e a gente pode estar fazendo Tais Tais Tais coisas então assim a gente passa passa a mensagem pro indivíduo de
forma adequada ao entendimento dele tá pros adolescentes a gente vai adaptar Nossa linguagem da mesma forma então é interessante que o profissional ele avalie Qual é a melhor estratégia tá de devolutiva e a partir disso possa decidir se vai fazer essa devolutiva no encontro com todo mundo ou encontros separados tá a não realização pessoal da devolutiva ela pode intensificar fantasias de doença e de loucura tá nos avaliados e nos seus avaliados bom vamos entregar um documento ali escrito eu vou ler vou entender eh o que eu né o que eu entendi sem ali esclarecimentos então
esse momento é essencial para que a gente possa trocar as informações eh ver as as expectativas né ver o entendimento do indivíduo para que não saia ali com nenhum equívoco inclusive pessoal muitas vezes a devolutiva ela não é feita só no momento tá então eu geralmente o que que eu faço eu faço a devolutiva e deixo ali o meu contato aberto porque se a pessoa né Eh for ler o documento em outro momento e precisar de algum ES mento ela entra em contato comigo porque é muita informação né que a pessoa recebe e ainda tem
aquelas questões então bom deixa eu analisar aqui é o que que essa pessoa é capaz de suportar aqui o que que ela é capaz de entender né todo esse é um Cuidado que o psicólogo tem que ter nessa entrevista e e a gente tem uma questão também importante nas devolutivas que é a exposição do paciente né então vamos supor que eu tenha ali um adolescente E aí eu vou fazer devolutiva com os pais porque ele é menor de idade mas vou fazer com ele também E aí eu e aí né geralmente a gente pode fazer
e primeiro com o adolescente até para ver né quais questões ele se senti expostos e tudo mais para que quando a gente for fazer com os pais eh se essas questões né que ele ficou incomodado disposição e tudo mais forem questões que a gente puder não apresentar os pais a gente não apresenta tá e o que que eu falo por exemplo de questões expositivas né ah às vezes o adolescente né tem ali os 16 anos eh dê uns beijinhos e não quer contar pro os pais não vai ser a gente que vai contar tá pessoal
isso não a não ser que se justifique muito bem ali na nossa história clínica para entender a sintomatologia isso não vai no audo isso não tem por ir tá então é esse cuidado que a gente tem que ter também para não expor o paciente e aí nesse cenário né eu retomo o que eu falei para vocês que a gente pode escolher a melhor e eh estratégia para fazer essa devolutiva ser uma entrevista conjunta uma entrevista separada isso fica aí a critério do do do clínico né e eh também já falamos né que a entrevista ela
pode ocorrer ali mais de um encontro eh Então vamos lá eu disse para vocês que a gente começa ali né Eh falando do do desse percurso de avaliação retoma demanda Fala um pouquinho que a gente fez na análise a gente começa abordando né as potencialidades porque é menos ansiogênico depois a gente fala ali das dificuldades Claro pessoal falar dessas dificuldades a gente vai sempre né retomar ali aqueles aspectos eu vou estar sempre ligada no comportamento não verbal né Nas questões eh de tom de voz na postura do indivíduo porque esses esses comportamentos vão me dar
Aí é uma percepção uma indicação da tolerância dessa pessoa essa informação então preciso né ver a postura Que tipo de perguntas ele faz Qual é o tom de voz nessas perguntas né se durante o processo de de devolutivo ele faz novas associações traz novas informações Então tudo isso pessoal eu preciso considerar também tá faz parte aí da da entrevista devolutiva eh quando a gente faz a devolutiva e isso eu já vi não só tá pessoa na devolutiva verbal mas também no próprio laudo as pessoas como eu disse para vocês na aula passada né se prendem
muito aos testes os testes são maravilhosos eles facilitam muito a nossa vida mas a gente não pode ficar refém deles tá então quando você vai dar a a avaliação Tem gente que fala assim ah na bpa avaliei sua atenção e o desempenho foi tal não a pessoa precisa das informaç Integradas tá falou assim ó bom a gente ali administrou algumas técnicas para avaliar a sua atenção então a gente fez algumas atividades de cancelamento né a gente fez algumas atividades para você encontrar diferenças entre estímulos e os resultados que a gente obteve foram X então isso
indica que você pode apresentar ali algumas dificuldades ou não apresentar dificuldades ou que tá ali o que é esperado pra média tá a gente vai sempre traduzir essa informação psicológica tá pro indivíduo da melhor forma sem cheia de jargões sem dificultade eu já vi gente eh pessoas que colocam no meio do ludo gráficos e tudo mais os resultados quantitativos Sem explicar muito então assim não não é um documento adequado porque não promove entendimento tá eh a gente deve também mais uma vez reforçar sempre o sigilo Tá e isso Entra naquele aspecto que eu tava falando
para vocês Bom ten um adolescente faço ali primeiro devolutiva com adolescente percebo ali se tem alguma coisa que deixou incomodado termos né das informações que eu trago se for uma informação que não for né tão relevante Eu não falo aos pais então assim eh num processo de avaliação a gente também costuma intervista várias pessoas e a gente jamais hipótese alguma vai colocar lá no nosso lado falando assim ó a mãe disse isso o pai disse isso o adolescente disse isso não tá a gente vai mais uma vez integrar as informações a gente não vai expor
ninguém a gente não vai identificar ninguém nesse processo tá Então pessoal essa questão de mobilização né dos Sentimentos quando a gente faz a devolutiva ela é muito comum tanto nos pais quanto na própria paciente né no próprio indivíduo que tá ali eh recebendo essas informações e o nosso papel muitas vezes é de acolher e ajudar né esses responsáveis enfim esses pais esse indivíduo a entender que não é uma única coisa né que geralmente não é um um único fator que vai propiciar tudo aquilo que esses sintomas esses sinais psicológicos que aparecem essas dificuldades elas geralmente
emergem né da combinação de um conjunto de dificuldades ali né de um de de de um somatório de experiências de características próprias do indivíduo tá E que é muito difícil você dizer que foi ah foi determinado momento que causou tudo isso não né muitas vezes as coisas são bem mais complexas do que isso então a devolutiva ela também serve para que a gente possa eh fazer esse acolhimento por fim pessoal quando a gente né vocês perceberam aí que a entrevista devolutiva ela é essencial a gente não vai fazer uma nova avaliação nesse momento mas a
gente vai entregar as informações vai esclarecer algumas eh informações vai dar orientações tá E eu destaco aqui eh a questão da exploração das indicações terapêuticas nesse encontro né é muito importante e como eu disse para vocês a gente vai enfatizar ali aspectos que podem promover melhor qualidade de vida para esse indivíduo e isso a gente faz porque a gente acredita que o ser humano ele sempre pode melhorar né E a gente tem aí a neurociência mostrando pra gente que a gente tem uma plasticidade cerebral que né até quando a gente envelhece a gente ainda faz
esse tipo de de de fenômeno mas que em menor nível Mas isso significa que né é uma capacidade que a gente tem em algumas idades a gente vê isso mais aguçado em outras não mas é uma capacidade que a gente tem então vamos trabalhar com essa potencialidade né Vamos propor aí estratégias que possam melhorar a qualidade de vida que possam diminuir essas dificuldades ou ainda estratégia estratégias compensatórias que me permitam né manter minha autonomia me permitam manter minha Independência Então a gente vai sempre sugerir pessoal E aí a gente né por isso que a devolutiva
é tão importante que é o momento que a gente vai entender eh a gente tem que indicar eh ações né intervenções que sejam aí adequadas a realidade da família tá E e também enfatizar questões além do tratamento Então vamos lá tem uma família de vulnerabilidade Econômica E aí né Eu sugiro médico sugiro fono sugiro eh psicólogo e é uma família que não tem condções nenhuma a gente vai instruir né que ela procure ali no serviço público ou ainda que vai em clínicas e escolas porque oferecem esse tipo de serviço né Eh Ou aí e também
você pode dar ali ao final do do do do laudo indicações terapêuticas que tem a ver com a própria rotina da casa dinâmica familiar rotina horário de dormir né atividade de lazer Às vezes as crianças a gente faz avaliação de criança e a gente vê que é uma criança extremamente sobrecarregada de 8 às 20 a a criança tem atividade sabe E aí então assim a gente pode atuar também nesse aspecto eh é importante eu queria só destacar né que eu falei que bom você vai indicar aquilo que é adequado à realidade familiar mas é importante
que você não deixe nada de fora quando eu digo que você vai indicar aquilo que é adequado à realidade familiar é que você vai instruir orientar as formas dela conseguir aquilo tá eh a gente tem aí muitas alternativas as clínicas escolas de faculdades públicas privadas eh o próprio serviço de saúde né o SUS Então a gente tem ali alternativas o importante é esclarecer tudo isso ao indivíduo tá não deixá-lo com interpretações equivocadas e acolhê-lo nesse momento Então pessoal Essa foi a aula aí que a gente falou sobre entrevista devolutiva eu queria aproveitar né o final
desse módulo para indicar para vocês esse livro psicodiagnóstico ele foi o livro que embasou né Toda esse nosso nosso módulo e ele é um livro para quem trabalha com avaliação psicológica clínica essencial tá pessoal ele traz aqui vários aspectos detalhados de crianças adolescentes adultos pessoas idosas traz aí vários aspectos relacionados aos construtos né é um livro muito rico para quem e pretende trabalhar pretende conhecer essa área aí tá bom e vejo vocês no Próximo módulo até mais é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional
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