Olá alunos bem-vindos à nossa aula sobre as modificações gravídicas do organismo materno essa é uma aula um pouco mais conceitual com o menor número de questões sobre esse tema Mas não deixe de ser uma aula importante que vai ajudar a gente lá na frente a entender a fisiologia por trás dessas modificações que ajudam a compreender as diferentes patologias que acometem as gestantes em casos de gravidez de de alto risco Vamos então falar nessa aula sobre as principais adaptações que acontecem no organismo materno à gravidez as modificações sistêmicas e também as modificações locais não deixa de ser um tema fascinante para mim da Obstetrícia porque a gente vai entender como o corpo da mulher ele se modifica para ser capaz de receber gerar e dar a luz a essa nova vida começando falando sobre as principais adaptações que acontecem nesse organismo a gente tem que todo esse processo de mudança anatômicas e funcionais acontecem desde o início da gravidez quando a gente tem lá presença de células trofoblásticas num ambiente intrauterino tudo isso com o objetivo de se adaptar paraa presença daquele feto esse movimento e um órgão fundamental aqui é a placenta que ela vai exercer uma função endócrina muito importante e também vai modificar a resposta vascular tudo isso vai alterar o equilíbrio a homeostase local e por meio da produção celular de hormônios e outras substâncias como substâncias vasodilatadoras vai alterar todo o funcionamento de quase todos os sistemas maternos para se adaptar a essa Nova Condição a placenta Então ela tem uma função com a produção de fatores angiogênicos e vasos dilatadores como por exemplo a prostaciclina a gente vai falar aqui sobre duas alterações essenciais à gravidez que acontecem no sistema circulatório a envol no sistemas hematológico e cardiovascular e no sistema endócrino Então são como alterações fundamentais iniciais começando falando sobre o sistema circulatório a gente tem alterações importantes no volume e na Constituição do sangue falando primeiro das alterações do volume o que a gente observa é um aumento do volume sanguíneo materno e Esse aumento desse volume sanguíneo ele já pode ser observado logo no começo da gravidez tendo início por volta aí da sexta semana de idade gestacional e a gente tem que esse aumento de volume ele acontece aí próximo a valores de 30 a 50% maiores do que os níveis pré gestacionais E por que que acontece Esse aumento de volume sanguíneo materno porque a gente tem um aumento das necessidades de suplimento sanguíneo tanto nos órgãos genitais aí especialmente no território uterino porque a vascularização fica muito aumentada ao longo da gravidez mas também para garantir uma reserva boa porque a gestante ela vai ter uma perda sanguínea importante no momento do parto e o que que está por trás para conseguir ter esse aumento do volume sanguíneo materno a gente tem um equilíbrio entre os fatores envolvidos na retenção e na excreção de sódio e água então com uma retenção maior de sódio a gente reabsorve mais água e aumenta aí a volemia materna falado sobre o volume a gente também tem alterações na Constituição do sangue o que a gente observa é um aumento no volume das células vermelhas do sangue mas veja que apesar desse aumento no volume de células vermelhas a gente tem que o aumento do volume plasmático ele é ainda maior é por isso que o saldo final resulta em uma hemodiluição sanguínea que a gente fala que acontece nas mulheres grávidas porque o aumento do volum plasmático ele é maior do que o aumento que acontece aí nas células vermelhas do sangue e isso a gente pode observar aqui neste gráfico veja que a gente tem esse aumento de volume plasmático que ele é de uma ordem maior do que o aumento da massa eritrocitária então o saldo final fica como o aumento da volemia com esse fenômeno da hemodiluição porque a volemia ela aumenta em níveis maiores do que o aumento da massa eritrocitária a ainda falando então da composição das alterações que acontecem nessa composição sanguínea a gente falou sobre aumento do volume eritrocitário absoluto E isso se dá por conta do aumento dos níveis plasmáticos de eritropoetina a eritropoetina ela é um hormônio glicoproteico que controla a produção de células vermelhas do sangue também temos em relação à células brancas um aumento dos leucoses uma gravidez normal ela espera-se valores de leucos totais entre 5. 000 e 14. 000 e a gente tem que os valores de leucoses eles podem chegar no momento pós-parto imediato a 29.
000 e parte da explicação para essa aumento essa leucocitose importante que é considerada normal na mulher grávida pode ser por conta da atividade das adrenais no momento de estresse como por exemplo no momento do parto e nas plaquetas também observamos alterações que é uma redução das plaquetas essa redução é explicada também pelo próprio fenômeno da hemodiluição sanguínea mas também nós temos eventos de coagulação intravascular que acontecem no leito útero placentário então pequenos eventos trombóticos que resultam num consumo de plaquetas então diminuindo o número de plaquetas disponíveis também temos a presença de níveis mais elevados dessas substâncias que chama tromboxano A2 essa substância ela promove uma agregação plaquetária a redução ção de nível de plaquetas é esperadas na nas mulheres grávidas de forma que a gente considera uma plaquetopenia na gestante quando temos níveis inferiores a 100. 000 por Mm C outra parte importante pessoal é que nós já vimos né ouvimos falar que a gestante ela tem um estado de hipercoagulabilidade e aqui se deve esse estado protrombótico das mulheres grávidas primeiro temos um aumento do fibrinogênio e de outros fatores procoagulantes E também temos uma redução do sistema fibrinolítico e parte que explica essa redução da atividade fibrinolítica é porque a gente tem uma elevação dos inibidores de dos ativadores de plasminogênio vamos entender aqui o ativador de plasminogênio ele quebra o plasminogênio em plasmina ou seja Então esse ativador de plasminogênio ele dissol o coágulo de fibrina e alguns outros produtos solúveis Se você tem então o inibidor dessa substância que dissolve o coágulo Então você tem que o coágulo ele perdura por mais tempo isso contribui para esse estado de hipercoagulabilidade outras modificações que acontece no sistema circulatório agora focando na parte hemodinâmica a gente conversou que temos um aumento da volemia materna isso resulta num aumento de volume sistólico de volume de pré-carga que chega ao coração direito das Gestantes também vamos ter um aumento da frequência cardíaca basal que é observada em de 15 a 20 batimentos por minuto e como resultado de tudo isso de aumento de volume sistólico e de aumento de frequência cardíaca o que a gente tem é um aumento do débito cardíaco nas mulheres grávidas e Esse aumento do débito cardíaco ele é observado já Logo no início da gravidez e por que que isso é importante porque então pacientes que já têm por exemplo uma cardiopatia de base alguma cardiopatia congênita ou que já são hipertensas crônicas ou que tem algum outro disturbo hiperdinámico como por exemplo um hipertiroidismo elas podem apresentar uma descompensação clínica das suas doenças de base logo no começo da gravidez então podemos observar aqui neste gráfico que esse processo né de adaptação de modificações de aumento de débito cardíaco ele já se inicia por volta aí do final do primeiro mês de gravidez por volta de 24 semanas ele chega muito próximo Aí ao seu ápice e depois aumenta em valores ainda maiores no pós parto imediato perceba que a gente pode ter um incremento de quase 80% no débito cardíaco das pacientes é comparado com níveis pré-gravídico veja veja quantas modificações importantes a gente tem agora falando um pouquinho sobre as substâncias vasodilatadoras alguns fatores angiogênicos o que a gente observa é um aumento da prostaciclina E também temos um aumento da progesterona que é o hormônio que tá sustentando toda essa gravidez Esse aumento de prostaciclina e aumento de progesterona resulta em o fenômeno de vasodilatação sistêmica também o que temos observado é uma produção endotelial de óxido nítrico e as própria circulação ultop placentária que por si só é uma circulação de baixa resistência vascular como resultado de tudo isso dessa vasodilatação e essa circulação de baixa resistência o que a gente observa é uma redução da Resistência vascular periférica das Gestantes Então veja que a gente tem essa definição de pressão arterial sistêmica a pressão arterial é igual a resistência vascular periférica vezes o débito cardíaco que a gente viu até agora aqui então de modificações da mulher grávida a gente tem um aumento do débito cardíaco mas veja que aqui a resistência vascular periférica ela ganha por quê Por conta desse esse efeito vasodilatador importante essa circulação ultop placentária existe uma queda muito importante na resistência vascular das mulheres grávidas e como efeito final como saldo o que a gente observa é uma queda dos níveis de pressão arterial sistêmica que atingem menores valores lá no meio da gravidez por volta do segundo trimestre de gravidez falando um pouquinho sobre o coração que a gente tem que o coração ele tem um aumento de volume cardíaco né tanto por hipertrofia de miócitos e Esse aumento de volume pode promover um certo desvio do eixo do coração para cima e para a esquerda em relação ao ritmo cardíaco podem ser observadas algumas Extra ventriculares outras taquicardias paroxísticas supraventriculares também e o que é comum a gente encontrar também como conceito a em algumas questões de provas é o sobre o sopro cardíaco sistólico fisiológico que pode aparecer nas mulheres grávidas e o que que explica o aparecimento deste sopro a gente viu que temos uma redução da viscosidade sanguínea naquele fenômeno da hemodiluição porque o aumento da volemia ele é maior do que o aumento da massa eritrocitária E também temos o aumento do débito cardíaco então junto com esse aumento de débito e esse sangue menos viscoso que a gente tem um turbilhonamento sanguíneo que pode resultar no aparecimento Então desse sopro cardíaco sistólico agora vamos falar do segundo sistema importante com algumas adaptações fundamentais aí paraa gravidez que é o sistema endócrino a gente tem que entender que o metabolismo da gestante tem duas fases distintas basicamente uma fase de anabolismo materno de for formação de construção proteicas e uma fase de catabolismo materno para o anabolismo fetal então dividindo em duas fases a gente tem que na primeira metade da gravidez o que predomina é o metabolismo energético que vai promover armazenamento de gordura e glicogênese hepática na segunda metade o que vai predominar é um período catabólico em que vamos ter fenômenos como lipólise neoglicogênese e resistência periférica à insulina aqui principalmente por conta da ação do hormônio lactogênio placentário esse hormônio lactogênio placentário ele atinge níveis elevados aí a partir das 24 semanas de idade gestacional e é por isso que aqui é um momento de um segundo momento de rastreio do diabetes gestacional para aquelas pacientes que tiveram uma Glicemia de jejum normal na primeira consulta do pré-natal aqui é umas curiosidades em relação Qual a necessidade calórica na gravidez é comum a gente ouvir de que a a mulher grávida ela come por dois mas veja que isso não é verdade então o que que qual que a necessidade calórica Total durante a gravidez cerca de 880.