e eles republicar aqui a fala da Leonor Macedo ela foi ao Hospital São Camilo eh E ela falou o hospital me ligou para explicar que não fazem procedimentos como Dil e vasectomia que só colocam o Dil no caso de endometriose grave eh mas não como método contraceptivo explicou que é uma instituição Religiosa e que segue os preceitos da igreja católica e do Vaticano Olha isso eh o Hospital São Camilo se negou a colocar o Dil numa paciente e justificou que é contra os valores religiosos da instituição esse caso aconteceu eh nessa semana na segunda-feira na
unidade da Pompeia na zona oeste de São Paulo em nota o hospital confirmou a negativa dizendo que realmente eh não não faria por questões eh os a justificativa contra os Dil seria que o método agiria contra um feto Josias Como pode um negócio desse né quer dizer o hospital aí a gente não é um hospital público é um hospital particular Mas eles tem o direito de fazer isso quer dizer se negar a colocar um método que a paciente quer colocar e dizendo que por motivos religiosos não pode fazer isso é não dá né FAB não
é um bom motivo né Eh um hospital eh não é uma igreja se a pessoa tem problemas religiosos espirituais Eh vai procurar uma igreja que assim como o hospital também costuma ter sempre eh as portas abertas agora Hospital devia se preocupar com a saúde pública e os métodos contraceptivos eles são regulados aí tem e esse hospital embora privado ele tem vínculo com o SUS e recebe verba Federal recebe verba pública e deveria tratar as pessoas que procuram o hospital porque tem necessidades vinculadas à saúde e a contracepção eh tem relação com a saúde afora a
vontade da da mulher eh vasectomia eh Di tudo isso deve ser analisado à luz do interesse da pessoa e da da e da recomendação da da Saúde eh saúde e recomendação médica se o médico eh recomenda que uma mulher que deseja colocar o Dil tem condições de utilizar o Dil Por que o hospital vai sgar eh essa esse desejo da mulher razão religiosa não me parece eh uma razão eh primeiro achei até incrível mas depois você no final disse não o hospital confirmou aí eh O Incrível eh nós somos obrigados a acreditar no que parece
incrível né orora Franca ente um hospital a despeito do nome né São Camilo que apresenta motivação religiosa para sonegar tratamento de saúde procedimento médico a uma paciente que procura uma mulher que procura o hospital eh me parece que eh não é digno do nome não é digno do nome ou da qualificação de hospital não é aceitável isso não Fabiula Acho até que o ministério público devia analisar esse caso é o hospital até respondeu nas redes sociais e o que eles dizem ó é de nosso interesse prestar as informações necessárias por diretriz institucional de uma instituição
católica não há a realização de procedimentos contraceptivos seja em homens e mulheres agora eh tem esse direito thalis eu eu não sei como é que fica eh quer dizer o hospital tem esse direito de não fazer isso eh por ser uma instituição eh católica o X da questão é se esse hospital tem eh eh atendimento pelo SUS e deve ter porque quase todos os hospitais têm se ele tem atendimento pelo SUS ele tem que se submeter as regras da da da saúde pública então ele ele não pode eh não aceitar tratamentos que o SUS eh
determina que sejam aceitos pelas instituições que presta que tem convênios com SUS Isso é o que eu imagino disso daí a princípio eh o ministério público tem que analisar e ver olha vem cá pode uma instituição que tenha contrato com o sistema unificado de saúde essa instituição se faz se negar a fazer um procedimento que é regulado pelo SUS que é aceito pelo SUS e que o SUS eh Paga pelo qual o SUS paga então acho estranho muito estranho tem que ter que provavelmente eh vai haver algum problema com esse hospital em relação ao Ministério
pú público por causa disso outra questão é a mistura que a medicina tem feito com a ideologia eh isso veio já já vinha antes do governo bolsonaro veio com a na Dilma quando se colocou quando as entidades médicas eh se colocaram contra a o aumento de universidades de faculdades de medicina no país porque eh criava eh maior mais médicos uma oferta maior de médicos e portanto diminuía a a o preço que eles podiam cobrar na e também mesma coisa eh contra os cubanos depois em apoio a cloroquina apoio ao governo bolsonaro ideologizado ideologia e e
religião com a medicina é uma tristeza a reportagem no final da reportagem aqui do viva bem eles mostram até entrevistaram alguns eh advogados a respeito disso né e alguns advogados aqui há uma discussão no meio jurídico se a instituição deveria ou não eh cai também muito em cima do plano de saúde que o plano de saúde sim tem que ter a obrigação de oferecer um lugar eh porque é é coberto pelo plano de saúde então o plano de saúde precisa eh indicar um lugar Um lugar para que a paciente possa fazer mas a advogada que
Ana Lúcia dias ela acredita sim que essa atitude do Hospital São Camilo em negar colocar o di na paciente pode violar os direitos humanos a advogada disse o seguinte abre aspas quando São Camilo se nega a atender direitos sexuais e contraceptivos o hospital está ferido Direitos Humanos e os direitos reprodutivos da pessoa garantidos na Constituição Federal se o hospital não aceita realizar o procedimento ele está cometendo um ato de violência também nós temos nos termos da convenção de Belém do Pará que dispõe sobre os direitos das mulheres então a opinião aqui de uma jurista Ana
Lúcia Dias falando sim vamos ver qual vai ser o desenrolar dessa história mas fala J tem uma outra coisa que a gente precisa mencionar porque a gente viveu uma fase nessa área de saúde muita desinformação né sobretudo nessa área de contracepção eh confusão com eh eh eh eh mecanismo contraceptivo com mecanismo abortivo e tal o Ministério da Saúde divulgou agora em junho é coisa muito recente uma nota técnica especificamente sobre Dil fala que é seguro que é um método contraceptivo seguro você pode tirar e colocar não elimina a possibilidade de a mulher eh desejando mais
adiante eh ter um filho te tira o d vai ter o filho norm norment que é absolutamente seguro que é oferecido gratuitamente no sistema único de saúde no SUS e foi Saiu uma nota técnica houve entrevista no no Ministério da Saúde Salvo engano a a a pessoa que deu a entrevista era coordenadora da de atenção à saúde da mulher que se chama Mônica Mônica I sanan salve engano tô falando tô citando aqui de memória porque eu acompanhei esse caso porque tinha essa essa confusão de informação Veja a que ponto a gente chega né até o
Dill entrou eh ideologizar até o d né então Houve essa nota técnica esclareceram que é seguro está à disposição no SUS Então realmente é inconcebível que um hospital que abre as suas portas para atender eh as pessoas é Hospital privado o SUS tá oferecendo gratuitamente o hospital Pode até dizer olha Eh eu não neste caso específico não atendo pelo SUS e cobra da da da pessoa que está lá reivindicando eh e eh o Dil agora sgar algo que é eh cientificamente seguro e que está assegurar é o direito à saúde está na Constituição e o
o direito da da mulher a ao ao autoplanejamento da sua própria concepção Isto é um direito fundamental a mulher tem o direito de de decidir quando ela quer ou qu não quer ter filho e se o o hospital tá lá com as portas abertas e só nega a mulher a a concretização de um direito é caso realmente de de processar judicialmente se o o hospital quer e e valorizar a religião acima do direito à saúde acima do que tá previsto na constituição que fecha as portas e abra três igrejas na mesma no mesmo lugar agora
se é hospital está com a porta aberta tem que respeitar as leis brasileiras tem que respeitar o direito das pessoas