[Música] Olá pessoal sejam bem-vindos a mais uma aula de especialização em neurociências da Unifesp eu sou a professora Regina Barros e o tema da nossa aula de hoje nós vamos falar sobre o metabolismo do sistema nervoso o objetivo desta aula é nós falarmos do metabolismo energético com foco no o sistema nervoso Então nós vamos falar desde a absorção desses nutrientes até a passagem deles pela barreira hematoencefálica e os processos bioquímicos envolvidos na total metabolização desses nutrientes e falaremos também das principais fontes energéticas existentes para o sistema nervoso em nossa alimentação nós temos tanto carboidratos quanto
proteínas e lipídios essas três macromoléculas vão sofrer o processo de digestão os carboidratos a digestão vai começar na boca através da utilização da enzima amilase salivar que vai degradar o amido e vai ocorrer a outra parte da digestão no intestino delgado no intestino nós vamos encontrar outras enzimas capazes de degradar esses carboidratos e o produto final dessa digestão serão os monossacarídeos como a glicose a galactose e a frutose as proteínas a digestão irá começar no nosso estômago com a utilização da protease que a enzima protease principal que tem no nosso estômago é chamada de pepsina
que vai degradar essa proteína E vai formar um bloco menor que são os aminoácidos os lipídios a digestão ela se inicia na boca mas a maior parte da digestão dos lipídios ocorre no intestino mais de 90% então em nossa dieta nós encontraremos os zeres de colesterol encontraremos os fosfolipídeos e também os triglicerídeos que serão digeridos e um dos produtos principais dessa digestão serão os ácidos graxos na composição do nosso prato Nós também encontramos as vitaminas e os minerais que serão importantes para que tanto carboidratos proteínas e lipídios sejam convertidos em energia nesse slide nós vamos
falar sobre a absorção dos carboidratos Aqui nós temos representado uma célula intestinal a membrana plasmática voltada para o lume intestinal nós chamamos de membrana luminal e do outro lado esta membrana voltada para o sangue é chamado de membrana basal incrustados nessas membranas nós temos algumas proteínas associadas a ela focando aqui nessa membrana basal nós encontramos a bomba de sódio potássio onde o sódio sai da célula e é trocado pelo sódio que entra na célula fazendo com que o sódio no interior da célula esteja reduzida a sua concentração com essa redução da concentração a tendência é
o sódio entrar na célula intestinal o sódio entra juntamente com a glicose pelo mesmo transportador Este é um transporte ativo secundário secundário porque ele utilizou o ATP proveniente dessa bomba de sódio e potássio a mesma coisa acontece com a galactose a galactose é absorvida por transporte ativo secundário juntamente com o sódio enquanto que a frutose ela é absorvida por uma difusão facilitada porque esta proteína facilita a entrada da frutose agora no interior da célula intestinal nós temos eh concentrações elevadas de glicose galactose e frutose que saem do local onde tá mais concentrado pro menos concentrado
tanto a glicose como a galactose como a frutose passam para a Corrente sanguínea eh utilizando um transporte passivo mas esse transporte passivo é facilitado por pel essas proteínas presentes na membrana basal nesse slide nós vamos falar da absorção dos lipídeos então esses lipídeos provenientes da dieta como por exemplo colesterol monoglicerídeos lisolecitina e os ácidos graxos eles são empacotados lá no intestino delgado em estruturas chamadas micelas essas micelas se aproximam aqui da célula intestinal e ocorre a absorção do colesterol chegando aqui no interior da célula os monoglicerídeos lisolecitina e ácidos gros nesse outro momento esses esses
ácidos graxos eles são re esterificados então o colesterol se junta com o ácido graxo volta a formar os ésteres de colesterol os mono glicerídeos se juntam com os ácidos graxos voltam a formar os triglicerídeos e a lisolecitina também é reificada formando os fosfolipídeos neste momento ocorre a formação da primeira lipoproteína chamada de quilomicron essa lipoproteína se aproxima da membrana basal e por exocitose essa lipoproteína cai no no canal Torá em seguida vai pra nossa corrente sanguínea desta forma os ácidos graxos e também outros tipos de lipídeos vão chegar na nossa corrente sanguínea finalmente vamos falar
da absorção do último macronutriente que são as proteínas essas proteínas tem uma absorção muito similar ao dos carboidratos pois os aminoácidos também passam por o interior da célula intestinal por transporte ativo secundário já que esse tipo de transporte depende do funcionamento da bomba de sódio e potássio presente na membrana basal então o aminoácido ele entra na célula intestinal com cotransporte juntamente com o sódio na nossa no lume intestinal além dos aminoácidos nós encontramos também os de e tripeptídeos que não foram totalmente degradados E durante o processo de digestão então eles também entram por um transporte
ativo secundário um cotransporte juntamente com o sódio uma vez esses aminoácidos estando aqui no interior da célula intestinal ele passa aqui pra corrente sanguínea por um transporte passivo mediado por proteína e os de tripeptídeos sofrem ação de uma enzima que encontra-se no interior da célula intestinal que são peptidases que terminam essa Hidrólise desses di peptídeos e tri e formando aminoácidos e chega na corrente sanguínea então após a digestão nós observamos que dos carboidratos foram originados monossacarídeos que estão na nossa corrente sanguíneo o representante principal é é a glicose das proteínas surgiram os aminoácidos e dos
lipídios o principal produto são os ácidos graxos esses componentes eles vão ter que sair da nossa corrente sanguínea e vão ter que chegar ao nosso cérebro porém no nosso cérebro ele é protegido por uma barreira chamada barreira hematoencefálica essa barreira ela é um pouco diferente das outras membranas que existem no nosso organismo Então vamos olhar aqui as peculiaridades dessa barreira hematoencefálica nesse slide então Aqui nós temos uma um capilar sanguíneo presente no nosso cérebro no interior desse capilar nós vemos aqui várias substâncias inclusive as hemácias eh percorrendo por interior desse capilar e aqui projeções citoplasmáticas
que são das células da glia que são chamados os artrósicos esses artrósicos fazem parte da nossa barreira hematoencefálica onde essas projeções várias projeções permeiam aqui este capilar olhando essa figura abaixo que nós temos a representação em forma de desenho nós pegamos aqui um capilar Então observamos esse capilar sanguíneo aqui eh fazendo uma barreira nós temos essas células chamadas Células endoteliais E aqui as projeções citoplasmáticas desses artrósicos que fazem contato aqui com o capilar quando ampliamos essa essa barreira hematoencefálica então nós observamos aqui olha os pés dos artróses com os seus núcleos e entre essas células
endoteliais existem proteínas essas proteínas elas funcionam como uma cola ou seja elas pegam e unem essa células endoteliais impedindo que haja poros portanto além de ser seletiva ela é muito mais seletiva do que qualquer outra membrana do nosso organismo porque as membranas presentes em outras células esses poros eles são abertos e no sistema nervoso na barreira hematoencefálica para ser mais específico essas proteínas chamadas de claudinas e ocludinas elas pegam e fecham funcionam como uma cola unindo essas células endoteliais então esses artrit é a São a classe eles representam a classe mais numerosas das células da
aglia elas então apresenta esses numerosos prolongamentos citoplasmáticos que nós podemos ver aqui e revestem esses vasos sanguíneos do sistema nervoso central né formando o quê formando a barreira hematoencefálica então esses capilares sanguíneos né eles não possuem poros entre essas células end ais porque aquilo que eu disse existem proteínas que unem essas células endoteliais e as moléculas destes capilares eles devem se movimentar aqui ó pelo interior do vaso sanguíneo né Eh passando pela por estas células endoteliais mostrando mais eh a nossa barreira hematoencefálica de uma forma mais íntima nós observamos que algumas substâncias passam essa barreira
e existem processos que justifiquem a passagem desses componentes pela membrana então olhando aqui esse slide nós temos aqui a corrente sanguínea Estas são as células endoteliais estes aqui ó Essas são proteínas que são as claudinas e as ocludinas né que nem estas células Então nós não temos esses poros e Aqui nós temos os artrósicos que fica aqui em contato com essas células endoteliais Então primeiramente existe um transporte na nossa barreira hematoencefálica chamada de transporte paracelular ou seja esse transporte para celular ele só permite a passagem de moléculas pequenas e alguns íons que ocorrem entre as
células endoteliais e passa aqui pel essas pequenas proteínas que eh juntam essas células endoteliais em seguida nós temos também um processo de difusão difusão simples então substâncias lipossolúveis passam pela barreira hematoencefálica porque afinal é esta na membrana dessa célula ela é lipossolúvel então os elementos lipossolúveis vão passar como por exemplo ácidos graxos tantos não essenciais como os essenciais que são aqueles que o nosso organismo não produz e nós precisamos obter da nossa dieta Como por exemplo o ácido linoleico e o linolênico assim como alguns fármacos e alguns gases também conseguem passar por essa processo chamado
difusão simples Além do mais nós temos também na membrana um transporte chamado transporte facilitado nesses nesse transporte facilitado eh ela ocorre por difusão então a glicose que é o nosso principal monossacarídeo utilizado como fonte de energia pro nosso cérebro passa por difusão facilitada os aminoácidos no nucleotídeos o lactato que também é fonte de energia pro cérebro acetato piruvato e os corpos cetônicos que são utilizados pro nosso cérebro em situações de escassez de energia nós temos também eh transporte de proteínas Então como proteína é uma molécula muito grande para passar por essa barreira hematoencefálica então o
processo se dá por transporte imediado por receptor então nós temos a insulina transferrina eh o igf1 alguns exemplos de proteínas que apresentam o seu receptor na membrana da célula endotelial então o por exemplo a insulina vem se liga no seu receptor ocorre uma invaginação da membrana eh ocorre a formação de vesículas no interior dessas células endoteliais essas vesículas chegam na outra parte da membrana voltada aqui para o cérebro e libera esta proteína no caso do nosso exemplo a insulina esse tipo de transporte mediado por receptor é um transporte específico então cada proteína tem o seu
receptor e o último tipo de transporte presente aqui na barreira hematoencefálica é um transporte mediado por absorção nesse tipo de transporte nós também conseguimos transportar proteínas né então aqui temos algums exemplos né Albumina e outras proteínas plasmáticas Só que não é um transporte específico é um transporte inespecífico então a proteína não se liga a receptor ela chega aqui na membrana hematoencefálica aqui na barreira a proteína é é englobada ocorre a formação de uma vesícula e ela é liberada aqui para o nosso cérebro então esses são os tipos de transportes eh básicos existentes na barreira hematoencefálica
então nós vimos que proteínas formam aminoácidos os aminoácidos chegaram no nosso cérebro os carboidratos e sofreram AD digestão formou principalmente a glicose glicose foi absorvida passou para a Corrente sanguínea passou pela barreira hematoencefálica e chegou no nosso cérebro o mesmo com os lipídios os lipídios foram digeridos ácidos graxos principalmente chegaram na nossa corrente sanguínea passar pela barreira hematoencefálica e chegaram no nosso cérebro então a gente a pergunta Central é qual a função desses componentes no nosso cérebro Então vamos ver a principal fonte de energia que existe no nosso cérebro Sem dúvida alguma é a glicose
a glicose é a principal fonte de energia utilizar pelo nosso cérebro e a função da glicose é gerar ATP que é a energia química que o nosso cérebro reconhece então olhando a molécula de ATP Ela é formada por três partes uma base nitrogenada que é a adenina um açúcar que é a ribose e aqui três grupamentos fosfato então quando pegamos essa base nitrogenada junto com com a ribose isso chama-se adenosina então por isso que se chama adenosina trifosfato Então esta é a molécula de ATP que o nosso cérebro como todos os tecidos reconhecem como fonte
de energia a segunda molécula que nós falamos são as proteínas então estas proteínas formam principalmente os aminoácidos esses aminoácidos a principal função dele é formação de neurotransmissores então no nosso cérebro existem vários neurotransmissores provenientes de aminoácidos como a dopamina a noradrenalina a adrenalina a estamina o gaba E por aí vai vários neurotransmissores são importantes pro funcionamento normal do nosso cérebro e os nossos lipídios estes lipídios eles não constituem fonte de energia para nosso cérebro porém estes lipídeos para o sistema nervoso ele vai ser importante pra formação da bainha de mielina que são aquelas membranas que
envolvem os axônios dos neurônios e aumenta o que a velocidade de condução do impulso nervoso e também a formação das membranas celulares já que os neurônios eh tê uma atividade muito intensa muitas vesículas saem desses neurônios expelindo os neurotransmissores Na Fenda sináptica Então essas membranas sempre T que ser eh muito renovadas Então os lipídios nesse aspecto terão uma importância fundamental no nosso sistema nervoso finalmente então nós temos a aqui os carboidratos proteínas e lipídeos geraram o ATP isso num organismo com todo né no organismo como um todo e vão rumo à metabolização então olhando essa
próxima figura Aqui nós temos um mapa metabólico que por incrível que pareça ele é um mapa metabólico ainda simplificado né simplificado então eu fiz algum um as marcações nesse mapa para que vocês não ficassem confusos na hora da explicação Então vamos lá olha aqui os carboidratos ele vai passar por várias vias metabólicas aqui várias vias metabólicas E durante esse processo que o carboidrato vai fazer aqui no interior da célula vai passar por várias etapas por exemplo via glicolítica descarboxilação do piruvato olha aqui ó os ciclo de crebs que vocês conhecem tão bem né e a
cadeia respiratória e a fosforilação oxidativa vai ocorrer aqui na mitocôndria Então para que que vai servir essa cadeia de transporte de elétrons e a fosforilação oxidativa pra formação de ATP ou seja o carboidrato vai ser convertido em ATP durante esse processo Nós temos duas coenzimas que são super importantes pro nosso metabolismo uma delas é chamada de NAD e a outra de FAD para que tenha e a formação dessas coenzimas nós precisamos das vitaminas já que o NAD provém da vitamina B3 que é a niacina e o FAD provém da vitamina B2 que é a riboflavina
esse NAD e esse FAD eles funcionam como coenzimas então co quer dizer ao lado ao lado da enzima então participa juntamente com essa enzima esse Ná e esse fá a função deles é captar os elétrons e os h+ provenientes por exemplo do carboidrato e quando eles pegam esses elétrons e h+ que veio do carboidrato ele se torna na forma reduzida que é ele fica na forma de nadh e na forma de FAD H2 eles de posse desses elétrons e h+ que volto a falar vieram dos carboidratos eles são transportadores eles transportam esses elétrons e h+
até a membrana interna da mitocôndria que vai ocorrer aqui a síntese de ATP Além do mais nós temos também os nossos lipídios esses lipídios o principal lipídio que nós temos aí né que que veio da nossa dieta é o triacilglicerol que nós chamamos de tag ele também vai passar por várias a várias vias metabólicas passando pela beta oxidação E aí vai chegar aqui olha também na mitocôndria para gerar ATP olha aqui a importância do NAD e do FAD novamente que eles estão aqui na forma oxidada captam elétrons e h+ que vieram dos lipídios se tornam
num forma reduzida na forma de Ná h e FAD H2 transporta os elétrons h+ até a mitocôndria E vai formar TP a mesma coisa com as proteínas Então essas proteínas vai sofrer várias reações químicas passando pelo ciclo da ureia e vai eh passar por tudo isso para poder gerar ATP aqui nas mitocôndrias outra vez o NAD e o FAD entram nessas vias metabólicas captam elétrons e h+ se torna formam formas reduzidas desses componentes e levam os elétrons e h+ até a mitocôndria Para que ocorra a formação de ATP o que que nós podemos concluir aqui
nessa nesse slide vocês viram que a participação das vitaminas é super importante pra geração de ATP então não adianta você por exemplo ingerir um carboidrato se você não ingerir juntamente as vitaminas e os minerais também que participam como cofatores de todas essas reações químicas se você não ingerir vitaminas e minerais esses carboidratos esses lipídios essas proteínas não serão convertidas em ATP não é verdade que uma pessoa que tem deficiência de vitaminas é aquela pessoa que vive falando eu estou muito cansada Nossa tá me faltando energia tá faltando energia por quê Porque o metabolismo depende dessas
vitaminas para formar as coenzimas e sintetizar ATP então mesmo ela comendo assim um pratão de de de de macarrão se ela não comer a vitamina vai faltar energia no organismo dela Vamos pro próximo slide nesse próximo slide então nós temos representada a cadeia de transporte de elétrons e a fosforilação oxidativa então isso daqui é a membrana interna da mitocôndria como é uma membrana ela é lipoproteica então ela tem lipídios e tem essas proteínas incrustadas no meio desses lipídios quem são essas proteínas ela é chamada essa proteína transmembran é chamada de complexo 1 complexo 2 complexo
3 Complexo 4 olha aqui a coenzima q o citocromo c que é voltado aqui pro lado do espaço Inter membranas né E essa proteína aqui super grande né que é chamada de ATP sintase então o nadh e o fadh2 que vieram de todo o metabolismo Eles chegaram aqui na matriz mitocondrial e vão entregar os os elétrons e os hidrogênios primeiramente ele vai entregar o elétron então o NAD h e o FAD H2 chegou aqui na matriz mitocondrial entrega o elétron o NAD H Vai entregar o elétron para o complexo um que quando entrega pro complexo
um o complexo um fica reduzido e o Nádio H oxidado do complexo um passa para coenzima q o FAD H2 também ele vai est aqui no interior desse complexo dois que esse complexo 2 nada mais é que que uma enzima do ciclo de crepes que é chamada succinato desidrogenase Então esse FAD H2 entrega o elétron os elétrons do FAD H2 não passam pro complexo um entrega pra coenzima q que se torna reduzida coenzima q passa por complexo 3 sendo que a coenzima q se torna oxidada e o complexo 3 reduzido passa pelo citocromo C complexo
4 e quem vai receber o elétron no final de tudo é o oxigênio então o oxigênio é o aceptor final de elétrons essa cadeia que transporta elétrons Por incrível que pareça ela se chama cadeia de transporte de elétrons esse oxigênio ele recebeu o elétron Ele está na matriz mitocondrial elétron tem carga negativa então nós observamos que a membrana voltada aqui pra Matriz ela se tornou negativa vamos aqui agora pra entrega dos hidrogênios esses hidrogênios eles são bombeados pro espaço intermembrana como Esses hidrogênios são prótons ou seja tem carga positiva vai aumentar a sua concentração de
prótons na no espaço intermembrana e esse lado da membrana se torna positivo então o que que nós observamos aqui que ocorreu uma diferença de potencial eletroquímico essa membrana desse lado ficou positiva e dessa negativa com isso eh estando maior a concentração de h+ e esse h+ tendo cargas positivas aqui no espaço intermembrana ele por por essa por causa dessa diferença eletroquímica ele vai passar pelo interior dessa proteína da chamada ATP sintase e o ADP vai se juntar com o pi aqui vai ocorrer uma fosforilação fosforilar fosforilar significa ganhar fósforo então o ADP que era adenosina
de fosfato ganhou mais um fósforo e se transformou num ATP adenosina trifosfato e aqui é o Aonde Nasce o ATP esse ATP nasceu e esse ATP vai gerar energia para vários tecidos inclusive pro cérebro e o hidrogênio Ah o hidrogênio se liga com o oxigênio aqui e acaba formando a água então quando olhamos esse processo esse ATP formado se deu devido uma fosforilação através de processos oxidativos por isso que se chama fosforilação oxidativa então a fosforilação oxidativa nada mais é do que a síntese de ATP que ocorre na mitocôndria quais serão as vias geradoras de
glicose pro cérebro então o nosso cérebro como vocês sabem a principal fonte de energia para ele é a glicose Sem dúvida alguma então normalmente hav viia que nós vamos utilizar ela provém do carboidrato mesmo que nós ingerimos então vai passar por alguns caminhos metabólicos Então olha aqui ó a glicose a glicose vai passar pela via glicolítica que vai se converter em piruvato piruvato vai ser descarboxilado vai formar uma molécula chamada acetilcoa vai entrar no ciclo de crebs e vai gerar ATP então quando olhamos essa figuraa aqui olha representa isso aqui no mapa nosso mapa metabólico
então a glicose no citossol se transforma em piruvato piruvato sai do citossol entra na mitocôndria esse piruvato se converte em acetilcoenzima a que é essa via chamada de descarboxilação do piruvato entra no ciclo de crebs E vai formar várias coenzimas e dessas coenzimas que nós já Vimos que são transportadoras de elétrons e h+ vai gerar ATP em seguida nós temos aqui eh a geração de glicose a partir de compostos que não são carboidratos né esses compostos que não são carboidratos e tem a capacidade de gerar glicose que é um carboidrato são chamados de compostos glicogênicos
Então os compostos gliconeogênese a lanina e o glicerol desses três componentes o principal para gerar glicose é o aminoácido Sem dúvida alguma Então se o processo de geração de energia pela glicose se dá nesse sentido de glicose para piruvato a gliconeogênese ocorre ao contrário ocorre do piruvato para a glicose a função dessa via metabólica chamada gliconeogênese que ocorre no fígado e no rim é gerar glicose e essa glicose olha essa glicose é por exemplo Que que foi formada pelo fígado vai manter a Glicemia o fígado é super importante para gerar glicose para manter a glicemia
e se gera glicose essa glicose ultrapassa a barreira hematoencefálica e vai chegar até o nosso cérebro e além do mais essa glicose além de manter a Glicemia ela tem a capacidade de gerar ATP a outra via que nós temos aqui eh que é importante para gerar glicose é uma via chamada glicogenólise então no nosso fígado e no nosso músculo nós temos um armazém eh de glicogênio esse glicogênio então ele é um polissacarídeo de glicose que está armazenado no fígado e no músculo no caso da nossa aula de de hoje a importância maior será o glicogênio
que está no nosso fígado pois se nós estivermos numa situação de escassez de energia por exemplo num jejum num período curto de jejum mais ou menos até mais ou menos umas 8 horas após alimentação 8 a 12 horas nós vamos utilizar este glicogênio Então nós vamos quebrar esse glicogênio e vamos formar glicose que vai ser utilizado por todos os órgãos inclusive será utilizado também pelo nosso cérebro Mas é uma fonte de energia escassa porque ela só dura de 8 a 12 horas por isso que às vezes a gente fala que é uma fonte de energia
que nós utilizamos durante o sono Ok então resumindo aqui as vias geradoras de glicose pro cérebro nós temos a gliconeogênese e a glicogenólise e essa outra via ela ela é uma uma via de geração de energia como nós já falamos o cérebro utiliza preferencialmente a glicose como fonte de energia Mas vamos imaginar uma pessoa que fique 40 dias de jejum é possível essa pessoa ficar de 40 dias de jejum É sim a pessoa ela pode ficar em jejum de 40 horas jejum de de água é que não pode que a pessoa vai morrer mas de
comida ela pode então ela uma pessoa normal com saúde normal com 70 kg ela consegue ficar 70 dias de jejum então olhando este gráfico aqui ele mostra o tempo de jejum de uma pessoa que vai de zero até aqui 28 horas aí depois vem nos dias 2 8 16 e chega a 40 dias de jejum e no eixo das ordenadas nós temos a glicose que os nossos tecidos utiliza que é dado por gramas por hora então no tempo zero significa que a pessoa se alimentou então a pessoa se alimentou aqui tem 40 G eh por
hora de glicose que o tecido vai sendo utilizado vai utilizar Quem são os tecidos que utilizam essa glicose nessas primeiras 4 horas após alimentação que nós chamamos período pós-prandial são todos os tecidos incluindo o cérebro então todos utilizam essa glicose quando chega nas quatro horas a glicose que veio da alimentação Ela acabou porém nós temos uma outra fonte de energia armazenado principalmente no nosso fígado e também está armazenado nas células da da glia que são os astrócitos que é o glicogênio que é um polissacarídeo de glicose esse glicogênio às 8 horas após alimentação ele vai
tá assim num numa velocidade de quebra muito intensa esse glicogênio vai ser utilizado por todos os órgãos Ou seja a glicose proveniente do glicogênio vai ser utilizado por todos os órgãos porém o fígado músculo e tecido adiposo vai est usando menos essa glicose proveniente do glicogênio até aqui 16 horas tudo bem nós temos esses armazéns que estão gerando glicose inclusive pro nosso cérebro porém com 16 horas de jejum nós vemos aqui que eh diminui a degradação do glicogênio quando chega mais ou menos aqui 28 horas o nosso fígado ele não tem praticamente glicogênio nenhum Quem
entra em ação para poder gerar glicose é a via chamada gliconeogênese Então esta é uma via que nós falamos que é uma via anabólica que gera glicose a partir de compostos que não são carboidratos o principal composto que a gliconeogênese utiliza são as proteínas para gerar glicose Então você veja vocês vejam bem o nosso o nosso metabolismo a todo momento ele tenta a preservar o nosso cérebro Então nós vamos utilizar e as proteínas que são moléculas especiais do nosso organismo são moléculas assim caras pro nosso organismo nós vamos utilizar proteínas do coração proteínas do músculo
Então os órgãos que tiver essa proteína nós vamos utilizar pela gliconeogênese para poder formar glicose Pensando principalmente no nosso cérebro que só i a glicose como fonte de energia então quando nós olhamos aqui nesse período de 16 até mais ou menos 2 dias né a gliconeogênese forma essa glicose todos os órgãos utiliza porém o fígado músculo tecido adiposo numa taxa menor né A partir aqui olha dos dois dias né Eh a taxa aqui da gliconeogênese se reduz e passa a ter importância um outra substância para o nosso cérebro que são chamados os corpos cetônicos Então
a partir de 2 horas dois dias após o jejum o nosso cérebro ele se adapta e passa a utilizar os corpos cetônicos como fonte de energia não é preferencial ainda ainda até mais ou menos 24 4 dias ele tem a glicose como fonte preferencial outras moléc outras órgãos também utilizam esse essa glicose como por exemplo a medula renal e alguns músculos Ok a partir de 24 dias o nosso cérebro já está completamente adaptado ele usa preferencialmente os corpos cetônicos continua utilizando a pouca glicose que tem mas os corpos cetônicos Sem dúvida alguma é um é
um um um nutriente é uma molécula que o nosso cérebro vai utilizar em muito nesses períodos aqui de escassez de nutrientes enquanto que a medula renal vai utilizar pouca glicose porque afinal também já tem pouca glicose aí na nossa corrente sanguínea e dessa forma vocês podem observar que a todo momento o nosso metabolismo eh procurou preservar o nosso cérebro se não não pode mais gerar glicose passou ele se adaptou formou corpos cetônicos o cérebro se adaptou e passou a utilizar então muito obrigado a todos e nós nos vemos na nossa próxima [Música] aula n [Música]