Olá, tudo bem? Boa tarde aos nossos queridos pibidianos. Eu sou a professora Elisângela Martins. Quero dizer que é uma satisfação podermos estar em mais uma live, mais uma formação, mais uma live formação hoje com um tema muito importante, surgido da necessidade de várias discussões, um tema muito pertinente, que sempre fica muit ficam muitas dúvidas. Quero agradecer a participação dos nossos alunos. Eh, Digam aí nos grupos que a gente já iniciou a nossa live. Quero agradecer também o apoio e a participação dos nossos coordenadores de área, dos nossos supervisores e demais pessoas da comunidade. Hoje nós
vamos falar sobre saúde mental. Então, falar sobre questões emocionais, sobre saúde mental, é um tema muito necessário. E nós que lidamos diariamente com muitas cabeças, com muitos pensamentos, com muitos desafios na sala de aula, em tempos tão Complexos de avanços tecnológicos, de brevidade, de agilidade de pensamento, que todo mundo quer resolver as coisas eh com urgência e que às vezes a gente não sabe nem controlar o nosso tempo ou mantermos uma relação mais equilibrada com os nossos pares. Então, hoje nós temos como convidadas aqui a a psicóloga Thaís Menezes, que veio colaborar com a gente
nessa discussão, que vai fazer a formação. E mediando essa formação, nós temos uma coordenadora diária do PIBID, Eh, a coordenadora Maura Célia Cúnia, que vai estar aqui nessa mediação. Sejam muito bem-vindas, meninas, sejam muito bem-vindas à nossa formação, tá certo? E agora com a palavra vocês duas paraa condução da nossa atividade e que a gente possa já já contar com mais colegas. E lembrando que essa live ela fica gravada para que os nossos coordenadores de área possam utilizar em outros momentos, fortalecendo ainda mais o processo formativo do nosso programa. Muito obrigada por ter aceito o
convite, Thaís muito obrigada por ter aceito o convite, Mauro. >> Boa tarde a todos e a todas. Sejam todos bem-vindos a mais uma live do projeto de formação do PIBID EMA. É com grande prazer que recebemos a psicóloga e mestra em políticas públicas, Thaí Emanuele Menezes dos Santos Lucas. A Thaíse é graduada em psicologia pelo Centro Universitário Santo Agostinho, é especialista em psicologia clínica pelo ITC e mestre em políticas públicas pela Universidade Federal do Piauí. Com a trajetória acadêmica e profissional marcada pela dedicação ao estudo da saúde mental e do desenvolvimento humano, a psicóloga e
mestre Thaíse Menez tem se destacado como uma referência em temas como bully, escola, família e desenvolvimento infantil e adolescência. Hoje ela estará conosco nessa live. Seja bem-vinda, Thaíse, eh, Para discutir um tema fundamental para a educação e o desenvolvimento dos nossos alunos, que é a inteligência emocional e suas nuances em sala de aula. Com sua experti e experiência, Taí nos ajudará a refletir sobre a importância da inteligência emocional e como podemos promover o desenvolvimento emocional de nossos alunos em sala de aula. Vamos ouvir com atenção, né, gente, e aprender com as experiências e o conhecimento
da Thaíse, que certamente Nos trará insites valiosos para melhorar a prática educacional e promover o bem-estar de nossos alunos, né? Dito isso, eu passo a palavra para a nossa palestrante Thaí Menezes. >> Boa tarde a todos e todas. Muito obrigado pelo convite, professora Elisângele. Muito obrigado pela mediação, coordenadora Maura. E realmente é um tema bastante pertinente, não só, né, para nós profissionais da saúde, saúde mental, mas também pra área Da educação, né? Os desafios, como disse professora Elisâela, são diários, né? Então, sou psicóloga e tenho me debroçado sobre essa temática, eh, fazendo essas implicações não
só no desenvolvimento da infância e da adolescência, mas também na educação. Então, vamos falar sobre a inteligência emocional e as suas nuances. Eh, em sala de aula eu decidi colocar nuances, né, nesse sentido realmente de uma construção, não de respostas prontas, Mas naquilo que a gente pode aqui através desse momento, esse espaço de formação, para que os professores, coordenadores, né, toda a comunidade escolar possa ter essas informações e e construir juntos. Então vamos lá, vamos iniciar aí com essa imagem, né, que acredito alguns ou até muitos se identificam, né, o que que está aí passando
pela cabeça dessas pessoas, que pode ser ali o professor, o coordenador, O aluno, né? A mesa é abarrotada eh de papéis, de processos, é provas, é estudos e essas emoções estão ali, me parece, sobrecarregadas. Há um cansaço não só físico, mas também mental. E aí vem a pergunta, né? O que que significa trabalhar as várias inteligências nesse mundo acadêmico que está cada vez mais pressionado por rankings, por resultados, por comparações, né, desse sistema que vai pressionando, eh, para que esses resultados Aconteçam e de uma forma rápida, imediata, acelerada. Então, começo trazendo essa reflexão aqui para
vocês e essa identificação com nós também profissionais, passando por esses desafios diários. E quando se fala de inteligência emocional, né, o que que a gente pode aí eh destacar, o que que a gente pode conceituar? O professor, o pesquisador, o escritor, o psicólogo Daniel Goleman é o grande idealizador dessa nomenclatura Inteligência emocional, que se refere a essa capacidade de reconhecer, de entender e de gerenciar as emoções, tanto em relação a si mesmo quanto ao nosso relacionar com as pessoas. Então, é algo que a gente precisa compreender e identificar em nós mesmos. Ele destaca muito bem
isso para que a gente possa fazer isso com os outros e em sala de aula, né? e no dia a dia com seu colega de trabalho e em desafios, né, que as disciplinas eh têm trazido e também Nesse contexto que a gente tá com intervenções cada vez mais presentes, frequentes das tecnologias. Bem, eu não sei se tá aparecendo aí para vocês, eh, mas são cinco, eh, componentes que ele destaca. Eu coloquei até o livro aí dele, que foi um dos grandes bestseller, que é a inteligência emocional, a teoria revolucionária, que redefine o que é ser
inteligente. E aí ele destaca que muitas vezes esse coeficiente, né, de Inteligência era algo ali que servia de disputa de competições em alunos, em escolas e instituições de ensino. E ele trouxe uma revolução, por isso chamada essa teoria revolucionária, porque ele traz a ideia de inteligência não ligado somente aos conteúdos acadêmicos, ao que a disciplina eh exige para que você tire ali uma boa nota, para que você seja aprovado. E aí ele destaca componentes. O primeiro é o autoconhecimento. É algo que a gente até escuta muito, né? Ah, você precisa se conhecer. Ah, vai procurar
um profissional para você trazer aí esse autoconhecimento. E ele parte do pressuposto que a partir do momento em que você traz esse conhecer a si mesmo de como aquelas emoções estão se apresentando, quais são aquelas que apresentam ali uma manifestação maior, a explosão de raiva, ali, uma crise de ansiedade. Como identificar isso no seu corpo? Quais são as situações que servem Muitas vezes de gatilho? Então, eu concordo plenamente com ele. A partir do momento que você traz esse autoconhecimento, tem mais condições para você usar as emoções a seu favor, né? Então, um componente aí primordial.
O outro componente que ele destaca também nesse livro é a autorregulação emocional. também uma nomenclatura que a gente tem ouvido muito. Ah, você é uma pessoa ali que não consegue se regular. Ah, ali pai, mãe, professor, coordenador, tem que ter essa autorregulação que passa uma ideia errônea de um controle. Mas o que ele traz e o que acredito que seja importante a gente estar atento é o quais são as estratégias que podemos aprender para que essas emoções possam com certeza se aliar aos outros componentes, né, que a gente chama de componentes cognitivos, a atenção, a
memória, a percepção, o processo de Memorização. E bem sabemos que essas emoções elas estão intimamente ligadas ao processo de ensino e aprendizagem. Um aluno que está ali com alguma dificuldade emocional, podemos dizer assim, certamente pode ter prejuízos no rendimento acadêmico. Então essa autorregulação passa aí por essas características. E eu acredito que na educação isso é muito visível, né? Aquelas pessoas que tifestações com dificuldades ou não. Bem, o terceiro Componente que ele menciona é a motivação. O que nos motiva hoje? O que leva, né, a você, professor, a você que está aí nessa formação, adentrar uma
sala de aula. tendo também ali os seus próprios problemas emocionais, em algumas vezes, algumas dificuldades, medos, anseios, a assumir aquele papel de transmitir o conhecimento e trazer com certeza através desse conhecimento, Possibilidades de construção de um pensamento crítico e de ações mais favoráveis para os alunos. Então, a motivação que ele coloca aqui se liga a um propósito, né? E isso precisa estar muito bem claro. O outro componente que ele fala é a empatia. Será que é possível a gente aprender a ser empático? Ou vocês acreditam que a gente já nasce com essa empatia? Acredito que
a gente não nasce com ela. Então, é importante Ter em mente que essa empatia pode ser aprendida, pode ser treinada através de várias atividades, através de uma organização e um planejamento em que a partir do momento em que eu trago, como ele colocou lá no primeiro componente, esse autoconhecimento emocional, esse olhar para si mesmo em relação às suas emoções, tem mais probabilidade de você conseguir se colocar aí no lugar do outro e também identificar essas emoções a partir das relações Interpessoais. Então, quando a gente fala de empatia no contexto educacional, também se faz muito pertinente
ser trabalhado, ser otimizado, entendendo que não é somente em uma única atividade, em um único dia, né, como ali o dia da prevenção do bullying, o dia da saúde mental. nós eh do do profissionais da saúde mental eh somos muitos exigidos no setembro amarelo, porque há um mês em que se intensifica e esse olhar, esse Cuidado, essa atenção para a prevenção do suicídio. Mas bem sabemos que precisamos trazer esse olhar o ano inteiro. Precisamos ter com certeza em mente que esse cuidado com a saúde mental precisa ser o ano inteiro. E dentro do ambiente escolar,
dentro das instituições de ensino, certamente isso também precisa se fazer presente. Bem, e o último componente que ele destaca é habilidade social. Será que isso se relaciona Com a inteligência emocional? Como colocar isso no dia a dia, em sala de aula, no teu planejamento da tua disciplina, a partir do momento em que surgem demandas, né, relacionadas a essa habilidade social. E eu gosto de trazer certos termos no plural. E não não fico apenas em uma habilidade, mas habilidades sociais que podem ser aprendidas e que precisam ser trabalhadas não só nos consultórios Eh psicológicos e psiquiátricos,
enfim, mas também dentro desse ambiente escolar. Por quê? Porque é um ambiente de trocas, é um ambiente em que essas interações sociais estão sendo construídas e certamente relacionadas com essas manifestações emocionais também. Bem, eu acredito que eh são componentes que vão se ligando, né? a gente fala de autoconhecimento, a gente fala dessa autorregulação De motivação, de empatia e de habilidades sociais. E no momento em que a gente contextualiza o ambiente sala de aula, eles com certeza precisam se fazer presentes em um olhar para esse aluno, em um olhar para essa relação entre os pares, a
relação com os professores e também como um todo na comunidade escolar. Então, eh, Daniel Gulman, ele traz essas grandes contribuições para que a gente possa ir Além. uma criança, um jovem, um adolescente, um aluno que tem um auto quei, não é com certeza aquela pessoa que tem a certeza do sucesso. Antes, no nos estudos da psicologia métrica, né, quando a gente fala de consciente de inteligência, isso era certeza. Então, a partir do momento em que você traz um olhar da inteligência, não só relacionado à habilidade ali da matemática, história, geografia, Produção textual, dentre outras tecnologias,
é preciso também estar atento a esse olhar paraas emoções que fazem parte, como eu coloquei no início, desse processo de ensino e aprendizagem, certo? Bem, e inteligência emocional na escola certamente está precisando fazer parte aí do rol desse planejamento, dessa organização, dessas atividades dos professores. e em algumas das escolas em que já tive presente, fui convidada, né, Um processo de avaliação, de diagnóstico, eh de partilha com os profissionais da educação e também de consultoria, muitas atividades foram construídas, né? E ali eu eu sempre falo, eu plantei uma sementinha em cada um desses espaços e eu
acredito que foram ali dando bons frutos. E eu trouxe aqui três falas eh de alunos, né, de de pessoas eh maravilhosas que puderam contribuir com esses projetos, Né? E aí um deles coloca: "Eu consigo encontrar soluções em vez de focar nos problemas". Eh, no momento em que a gente fala de sair desse foco dos problemas, né? Só para contextualizar, era um jovem eh que tinha eh um grau de ansiedade muito grande. E a professora eh trouxe essa abertura, se fez como canal de comunicação para esse jovem que não se sentia à vontade para falar com
a família. Vejam só, né? Claro que a gente Sabe que existem várias eh manifestações também familiares. E aí a gente fez esse trabalho em conjunto, né, com os outros eh professores e foi muito importante porque o foco era nos problemas, era na falta, né? havia também ali um pensamento negativo, um pensamento de incapacidade. E a partir das atividades ligadas, né, a essas a essas emoções que os professores iam colocando, que iam dedicando um Tempo para isso, que não era somente em dias pontuais, não era somente naquela eh palestra eh desenvolvida pela pela Escola Profissionais Externos.
Então, era uma ação contínua. E aí ele decidiu fazer esse destaque, eu consigo encontrar soluções em vez de focar nos problemas. E depois disso houve uma melhora significativa eh desse jovem nas relações interpessoais, o pensamento e capacidade, melhoria da autoestima, que Certamente reverberou positivamente no processo de ensino e aprendizagem. Uma outra fala também eh de uma jovem que diz: "Eu valorizo a diversidade e eu respeito às diferenças". Isso foi uma escola em que havia muitas queixas eh de bullying e aí eh tinha aquele dia de prevenção do bully uma atividade ou várias atividades também pertinentes,
importantes, mas ficava só ali naquele dia e durante o ano, infelizmente eh não tinha a continuidade dessas ações. Então, foi desenvolvido aí um programa de cultura de paz, né, em conjunto com eh a associação eh dos moradores, né, foi uma foi uma ação muito positiva, né, um trabalho realmente em grupo. E essa jovem que era eh uma das testemunhas ali do bullying, ela trouxe também essa fala de respeito às diferenças. E quando a gente fala do bullying, a gente fala de de vários, né, personagens, tem os alvos, os autores, as testemunhas. Então é um fenômeno
que, Infelizmente, né, ainda se faz eh presente em algumas escolas ou muitas escolas, podemos dizer assim. E certamente esse trabalho de inteligência emocional voltado para esse olhar para as emoções na relação com a educação, foi possível desenvolver eh esse trabalho e dar continuidade. E aqui vale destacar que não é uma receita de bolo aquela que você copia e cola e que serve igualmente para todas as escolas, para todas as regiões, mas é um trabalho Individualizado, é algo ali que precisa ser contextualizado, né? Bem, uma outra fala também que eu decidi trazer aqui de destaque, eu
aprendi a lidar com as emoções, né, de uma forma eh construtiva, né? E quando a gente fala de emoções, tem emoções ditas, né, negativas e positivas. Ali desde criança vai sendo passado esses conceitos, né? Então, aprender a lidar. E quando a gente fala desse lidar, não quer dizer que, ah, tá, Com essas atividades, graças a Deus, não tem nenhum aluno meu que vai ter mais ansiedade. Ou através aí desse trabalho de inteligência emocional, é, ali continuado, não vai ter aí as manifestações dessas ditas emoções negativas? eram algum dos questionamentos que chegavam até nós. E digo
aqui para vocês que isso não é possível, até porque essas emoções ditas negativas, como por exemplo, a raiva, a ansiedade, precisa Fazer parte e tem realmente uma função no nosso dia a dia. A questão é se você deixa ela passar do limite, ser maior do que você mesmo, vai trazendo prejuízo e não vai sendo visto de uma forma construtiva que vai trazer aí um um crescimento. Então, esse aprender a lidar também ali fruto desse trabalho em que essa inteligência emocional vai sendo desenvolvida, vai sendo trabalhada. E é algo em conjunto, é algo que a gente
foi ali colocando pra escola Que não é somente o profissional da psicologia. A escola não tem psicólogo, então não tem como a gente desenvolver isso. Ou a escola tem, né, psicólogo, graças a Deus. Pois, então eles que vão resolver essas questões, eles que vão aí eh trabalhar essas atividades. Não, eu trago a ideia, né, e compartilho, eh, com o grande autor Daniel Gulman, que precisa ser um trabalho integrado, não somente com os profissionais da saúde mental, mas também aí com toda a Comunidade escolar. Bem, e aí, eh, a gente vai, eh, falando da importância dessa
inteligência emocional em outros aspectos também, como a gestão de conflitos. Como é que a gente vai eh trabalhar isso em sala de aula? Se eu tenho que dar aquele conteúdo, Thaís, não dá tempo, eu tenho um plano de aula, eu tenho que elaborar a prova, eu tenho que fazer ali eh toda uma correção de provas, eu levo trabalho para casa. eram falas de vários Professores, né, nas escolas onde a gente desenvolvia eh esse trabalho, né, da inteligência emocional nas escolas e super acolhia essa fala e aprendia junto com esses professores. Então eles falavam dessa demanda.
é muito conflito, né, entre os pares, eh, professores, professor, aluno, coordenação, famílias, é tanta coisa ali para gerenciar e o conteúdo acadêmico tendo que cumprir ali os prazos e as regras. Então, a partir do momento em que é inserido também Essas atividades, houve sim a possibilidade desses conflitos serem gerenciados eh de uma forma mais assertiva. Por quê? Porque essas emoções estavam sendo trabalhadas, partilhadas, escutadas. Então também é algo que vai impactando, né, certamente no dia a dia, eh, em sala de aula também, como eu já falei para vocês, a prevenção do bullying, né, no momento
em que a gente vai eh trazendo Esse olhar para esses alunos que vivencia essa realidade, não olhando somente para os alvos, né, infelizmente ainda tendencia-se esse estigma de que a gente precisa trabalhar só com quem é atingido, mas nós também precisamos trabalhar com esses autores. Precisamos entender o que leva aquelas manifestações, o que leva aquela violência ali intencional, repetida. a a tecnologia eh traz essa dimensão também mais rápida e tem um fenômeno do Cyber bullying. Então essa inteligência emocional sendo, né, colocada, inserida, eh, em sala de aula, houve também uma redução aí desses índices de
manifestações de bullying e a palavra prevenção. da saúde mental. Mais do que nunca, a gente precisa trabalhar com prevenção, não somente trazer ações interventivas quando o fenômeno já está instalado. Não que seja menos importante, mas no sentido, como eu mencionei agora a pouco, de um Programa, né, que uma escola desenvolveu de cultura de pais, né? Então, algo ali contínuo, agregando eh não só a comunidade escolar, mas também as famílias, né, outros profissionais externos. Então, é também algo que vai trazendo uma repercussão nesse sentido. Um outro ponto também importante é a comunicação assertiva. Quando a gente
fala de assertividade, a gente fala de uma comunicação em que eu preciso passar aquela mensagem pro Outro, mesmo que seja uma mensagem que desagrade, que discorde, né? Eu preciso pontuar, eu preciso chamar atenção, né? Eu preciso, como diz o ditado, puxar a orelha, mas eu vou falar de uma forma em que nem eu me desvalorizo, me diminuo e nem eu agrida o outro. Então, a assertividade passa aí por essas características e essa comunicação que alguns autores também chamam da comunicação não violenta, né? Também pode ser algo que vai contribuir Para essas manifestações emocionais, para as
expressões, né, em sala de aulo, de uma forma mais assertiva. Então, é algo que a gente vê, é algo que a gente percebe, é algo que com certeza chega até nós, né? A partir do momento em que isso vai sendo inserido ali, o relato dos professores, das famílias, da coordenação, né, dos dos próprios alunos. Então, é muito interessante como isso vai sendo certamente indiretamente ou diretamente manifestado. A gente Percebe isso no dia a dia, né? Um outro ponto muito importante, eh, porque infelizmente o Brasil é um dos países, né, de maior grau de ansiedade. Então,
em sala de aula, isso certamente vem aparecendo de uma forma muito frequente, né, não só manifestações de ansiedade, mas também de depressão. E aí, o que fazer com esse aluno ali mais quieto, esse aluno aí é com dificuldade de uma compreensão, de uma participação. Eu não sei se ele é tímido, se ele é Tímido e ansioso, não sei se ele é tímido ou se ele está ali com perfil depressivo, né? O que fazer, por onde começar. Então, eh, são, eh, características que muitas vezes, eh, manifestam-se na escola, nesse dia a dia, em que o professor
está ali, né, fazendo essa observação. Ah, o aluno começou a faltar, o aluno eh está ali com comportamento diferente ou ele era mais tranquilo, agora ele está mais mais Irritado, impaciente, né? não consegue se concentrar na aula, teve ali eh uma crise de choro, né? Então, a gente percebe que há uma redução da ansiedade e da depressão. Claro que é importante a gente colocar aqui que é é interessante fazer eh a ideia na cabeça, né, de educadores, de familiares, que esses alunos não são a ansiedade, esses alunos não são a depressão. Muitas vezes quando o
diagnóstico chega, há Realmente uma tendência de rótulos, de estigma, né? Aquele é aquele é o menino ali ansioso, ali é ansiedade pessoa, né? Ali é a depressão total. E com certeza há uma invalidação daquele ser que está ali em sala de aula querendo aprender, querendo fazer, querendo mudar de vida, querendo trazer uma mudança através da educação, mas que por situações psicológicas, condições emocionais com dificuldade, tem realmente essas manifestações Em sala de aula que precisam realmente ter ali ações, né, de acolhida, de encaminhamentos, né, de de ações pertinentes e certamente, né, melhoria da aprendizagem. A gente
está falando aqui de inteligência emocional, mas no sentido de não no sentido dizer que as outras inteligências serão invalidadas, serão descartadas, não. Então o que a gente tá colocando aqui é Que há sim uma repercussão na aprendizagem, no processo de ensino e aprendizagem, porque as emoções elas estão ali fazendo parte, os afetos, os desafetos, as dificuldades, né? Um aluno que tá ali querendo aprender, mas o o pensamento, né, está em outro lugar, está com outras preocupações, né, dentro e fora da família e por aí vai. Então, certamente essas emoções passando, né, por esse trabalho, por
esse gerenciamento, por esse cuidado. Quando A gente fala de saúde mental, a gente fala desse desse cuidado também, né? Então, esse aluno ali não é para ser reduzido em uma nota, em um diagnóstico, em uma crise eh de ansiedade, algum surto, né, que pode acontecer, mas vai muito além. de tudo isso. Bem, trago três palavras que eu acredito que são bastante relevantes para esse contexto que a gente está trazendo aqui. Acolhimento, escuta e autocuidado. E aí eu trouxe, é A imagem, acredito que dá para vocês verem, né, de uma atividade foi uma em uma escola
em um município próximo da capital de Teresina, em que a gente trabalhou com os professores, né, com com os alunos sobre as principais emoções que eles estavam sentindo. E aí, ah, foi até a ideia da professora, mas como que a gente pode deixar isso, né, isso visível e ali, é, todo dia que eles chegarem ter um pedacinho ali daquela daquela Construção? Então, foi decidido construir ali essa essa árvore, né? né? Eles chamaram ali de árvore dos sentimentos, árvore das emoções. E ali cada dia ia sendo colocado, ia sendo perguntado, um ia colocando ali uma uma
flor a mais, uma folha, outros iam colocando que não tava ali conseguindo identificar, era tanta emoção ao mesmo tempo. Então, como trabalhar isso, né? E aí uma uma das professoras desse desse município Perguntou: "Taíse, eu não sou psicóloga, eu não tenho assim essa formação. Será que é possível falar das emoções eh em sala de aula? Será que eu tenho condições de falar? Será que eu não vou falar errado, né, para esses alunos? Vou passar alguma informação errada para esses alunos?" e tinha aquele receio, né, da professora. Eu achei bem interessante essa manifestação dela e essa
esse questionamento, né? Então, eh, acolhimento é uma palavra Bastante importante. Quando eu acolho a fala, né, de um aluno, quando eu acolho aquela manifestação, aquela emoção, eu já estou conseguindo ajudar. E já estou trazendo um amparo e já estou trazendo um olhar para aquela pessoa de que a vida dela importa, de que não há julgamentos que é possível aquela situação ser mudada. Pode ser que não ali através Imediatamente daquela conversa daquela pessoa, mas ali precisando também de uma ajuda profissional pode acontecer. Mas esse primeiro momento, essa acolhida faz uma diferença muito grande e traz com
certeza ali um momento, não só que fica ali, mas que vai reverberando para outras situações, para outros momentos, né? Então esse acolhimento faz toda a diferença em sala de aula, nesse ambiente escolar, nas várias manifestações das emoções que se fazem Ali presentes. E a gente bem sabe que são várias emoções. Você acorda alegre, daqui a pouco uma situação triste, depois você passa raiva, depois você ali fica com medo de resolver alguma coisa, depois você volta pra alegria que teve a notícia boa. Isso é comum, isso é normal. Mas quando essas emoções estão ali uma condição
de de confusão, de dificuldade até para identificar, quando você pergunta o que que você tá Sentindo, eu não sei nem dizer, não sei nem por onde começar, né? Então ali eh se percebe alguma dificuldade ou até um medo de falar o que sente porque vai ser criticado, porque vai ser julgado. Então eu não vou dizer que tá tudo bem, mas a minha fisionomia, mas a minha expressão corporal está dizendo o contrário. Bem, quando a gente fala de escuta, a gente fala da diferença entre escutar e ouvir. Ouvir quem tem um aparelho auditivo, né, segunda medicina.
tem condições aí de Ouvir, tem aí um ouvido esquerdo, um ouvido direito e pode ouvir. Mas quando a gente fala da palavra escuta, ela vai se ligando com a empatia, ela vai se ligando com o olhar humanitário, ela vai se ligando com o não julgamento, com a não crítica em que o outro está se abrindo para você, está trazendo ali um desabafo, está sendo escutado. Isso também certamente promove um espaço, promove ali um se permitir em que aquelas emoções estavam ali reprimidas, estavam ali com dificuldade de serem colocadas para fora. E naquela escuta isso vai
acontecendo, isso vai surgindo. Pode vir um choro, né? pode também em algum momento ficar ali no silêncio, mas aquela escuta vai proporcionando, né, essas manifestações. E também destaco esse autocuidado, como é que aquele aluno está trazendo no Dia a dia esse cuidado. Tem diferença? Está pensando alguma coisa diferente? compartilhou com você, professor, compartilhou ali com a coordenadora ou não compartilhou e você está ali observando aquele aluno, tá diferente. Aquela aluna vinha tão ali vaidosa, tão cuidadosa, tão e agora está com outro comportamento, está mais cabiz baixa, não está trazendo esse cuidado, não somente como físico,
mas também Mentalmente mudou a tua forma de pensar, de escolher, de agir. Então, essas três palavras, elas vão compilando o que o Gulman chama desse trabalho interdisciplinar, em que a partir do momento que eu consigo fazer esse processo de autoconhecimento, de autorregulação, eu certamente tenho mais condições, tenho mais probabilidade de ter um olhar para o outro, de identificar isso também no outro e Acolher e cuidar, cuidar e escutar de uma forma mais empática, né? Então eu acredito que essas palavras elas vão trazendo um reforço maior para essas ações no dia a dia. Bem, vamos seguindo.
E aí, eh, em uma das escolas também que eu tive presente, a uma das grandes demandas que eles falavam era a questão da adolescência. Taís, é muito difícil a gente trabalhar com os adolescentes e aí Tem as tecnologias e aí a gente não consegue prender ele muita atenção, a gente tem que passar o assunto. Eh, a gente percebe que alguns têm interesse, mas também tem demandas fora, né, muros da escola e a gente precisa também compreender. Mas o outro lado também, né, vem as pressões. Então, a gente queria saber como lidar, né, com os adolescentes
e as suas emoções. E aí eu trago aqui algumas, né, características diante desse contexto, Como eu coloquei no início, em que a gente tá vivenciando essa revolução mais do que nunca tecnológica com as mentes digitais, né, entre aspas, como lidar, o que fazer, né, por onde começar. Um ponto muito importante é a comparação. E quando esses jovens se comparam, eles deixam de ser ele mesmo, perde ali autenticidade. E a gente sabe que na adolescência há essa construção de identidade, de personalidade, né? manifestações mudanças através de Mudanças não só hormonais, neuroquímicas, mas sociais, culturais, interpessoais e
cada vez mais, né, nas redes sociais, essas comparações vão andando juntos. E aí quando você olha para o palco do outro e você vive ali nos bastidores, a ansiedade se instala. Quantos likes eu tô tendo? Quantas pessoas fizeram comentário na minha foto? Eu preciso usar filtro Para não aparecer as imperfeições, né? Eu vou me comparando porque o outro está forçando mais, está em tal lugar, está fazendo isso, tá fazendo aquilo. Então, na adolescência, que também a gente sabe que eh tem as manifestações de se sentirem ambientados naquele grupo, de sentirem-se pertencentes àquele grupo, tem aí
muitas vezes algumas dificuldades emocionais através de sintomas da ansiedade, da depressão, que podem Chegar até se configurar a transtornos mentais. Também o pressionar-se por ser ou ter mais é uma insatisfação permanente, onde no momento dessa comparação, no momento em que essa informação é tão rápida e o que eu tenho que participar desse movimento também tão rápido, como fazer para que essa pressão não fique ali também mentalmente conduzindo, ditando, né, e importunando aí o dia a dia desses desses jovens que vão se manifestar Nessas escolas também com essas prováveis, né, dificuldades emocionais. quatro, a necessidade de
aceitação, né? quando esse elogio eh traz ali uma condição em que muitas vezes eles podem se tornar dependentes e o que fazer, né, e por onde começar eh essa necessidade de de aceitação em que eu preciso da validação do outro para me constituir. Claro que a gente sabe que somos seres sociais e que a gente precisa Certamente estar nessas interações, mas quando isso sai do limite, certamente vai implicando em dificuldades socioemocionais. E aí essas manifestações também podem se fazer presente nas escolas. E o acesso de informação, Thaís, mas eles sabem tanta coisa, né? Hoje procura
lá e tem um chat GPT, tem tantos aplicativos, tem a IA, inteligência artificial que está ali dominando tudo e todos. E será que a Gente precisa mesmo desses momentos, né, de troca, de fala, eh, de discussão, de reflexão, mas eles sabem tanto, depende, esse excesso de informação, eh, essa disponibilidade de tantas informações ali rápida, né, aquele celular sendo ali esse esse veículo mais mais rápido, mais imediato, pode ser ali com certeza um gatilho paraa ansiedade. Por quê? Porque eu preciso estar ali antenado, eu preciso estar atualizado, eu preciso estar sabendo Não só da minha cidade,
do meu estado, do meu país, mas fora. E aí esse estado permanente de ansiedade vai certamente reverberando em outros estados, em outros ambientes. E a sala de aula é um deles. jovens cada vez mais adoecidos mentalmente, adoecidos emocionalmente e que precisam estudar, que precisam fazer uma prova e que precisam trazer resultados. Então, esse excesso de informação muitas vezes em sites eh não Confiáveis, muitas vezes informações fakes estão aí sendo veiculadas de formas distorcidas. errôneas, mas que vão trazendo aí esse público, né, o alvo muitas vezes, né, crianças e adolescentes. E aí a pergunta que eu
mais escutava em todos esses momentos, eh, nas escolas com os profissionais, com gestores, educadores, Thaí, mas o que fazer? E alguns até falavam por onde eu começo diante aí desse turbilhão de ideias, de Informações e diante desse contexto que nós vivenciamos. Então é é tão interessante eh e tão importante estar atento a alguns aspectos, né? Eu coloquei o livro aí na imagem no sentido de um conhecimento através de fontes seguras, certamente, sobre as emoções, sobre esse processo de ensino e aprendizagem, né, sobre algumas eh manifestações que podem denotar aí, né, a depressão, ansiedade, algumas dificuldades
emocionais, não no sentido De que você professor, você professora, vai ter que saber igual um psicólogo, tá? Mas agora você quer que eu seja igual um psicólogo, que eu já tenho tanta coisa para eu fazer para resolver enquanto professor, gestor, coordenador, enfim, da área educacional, ainda tenho que saber aí o que é o TDH, o que é o TEA, o que é a depressão, o que é ansiedade, o que é o TOD, né? um transtorno opositor desafiador, não nesse sentido, mas um mas um Conhecimento sobre para que você possa fazer aí a colhida, a escuta,
né? E esse e esse cuidado. Um outro ponto que eu coloquei essas várias pessoas aí juntas é no sentido de que o trabalho em grupo certamente vai trazendo resultados mais assertivos, mais eficazes. você sozinho não vai conseguir ali mudar toda essa dinâmica, trazer uma resposta imediata, mas você precisa partilhar esse saber, os seus anseios, os seus medos também aí com Seus colegas, com os profissionais e também um outro ponto, fazer os encaminhamentos. É muito importante conhecer o que que tem aí próximo da escola. Tem um CAPS, Centro de Atenção Psicossocial. que são espaços bastante pertinentes,
importantes para as pessoas que têm algumas dificuldades emocionais, patologias, tem um psiquiatra, tem um psicólogo. é uma é uma forma de você ali trazer a Ideia para aquela pessoa de que tem tratamento, que tem um espaço que trabalha com isso, que não precisa ter plano de saúde nem ali, né, uma condição mais favorável para você pagar a particular. Muitos não têm condição para isso. Então é um serviço que pode sim fazer a diferença. E você sabe onde fica o CAPS, né? Ah, é uma demanda que envolve o Conselho Tutelar, é uma demanda que envolve o
Cras, o CREAS. Então, é muito importante contar com Essa rede de apoio, estar atento a esses serviços e informar, encaminhar para que esse trabalho em rede possa sim acontecer. Também coloquei na figura esse virtual, né, ali trazendo a ideia de que nós estamos usando aqui o virtual a nosso favor. Eh, as tecnologias precisam ser usadas a nosso favor, mais do que nunca no tempo da pandemia, isso foi colocado aí em questão com grandes desafios, com dificuldades, mas nada que substitua, né, o nosso grande Presencial. Mas se existe a possibilidade do virtual, usando de forma ética,
de forma compromissada, né, de forma em que vai agregar, vamos usar, vamos trabalhar também esse canal de comunicação aí com com os alunos que nessa geração aí tão ambientada, né, com as tecnologias, né, com com esses meios tecnológicos, podem usar Essas redes, esse conhecimento a favor deles e isso ser uma ferramenta em que a saúde mental possa ser promovida, possa ser otimizada. E também eu trouxe aí a imagem dessa pessoa, né, como se tivesse ali fazendo uma meditação, né, fazendo esse esse processo ali de autoconhecimento. Também uma busca importante para você, professor. Você está com
confusão, com dificuldade, Passando também por eh questões emocionais. complexas, é na família, é fora, no trabalho, é financeiro. São tantas demandas, são tantas questões para serem resolvidas, como também você está aí fazendo o teu processo de autoconhecimento. O pedido de ajuda não quer dizer que você é uma pessoa fraca. O pedido de ajuda quer dizer que você está se permitindo a um tratamento psicológico ou Psiquiátrico ou os dois para que possa certamente ter mais condições de ajudar quem precisa. É aquela velha máximo, né, de você se cuidar para cuidar bem do outro. Então, eh, são
pontos importantes para que a gente possa estar compreendendo, identificando, contextualizando e construindo juntos. É possível trazer esse conhecimento, é possível fazer esse conhecimento e construir eh essas Possibilidades em sala de aula, em toda a comunidade eh escolar. Não precisa ser somente o psicólogo, né, ou a psicóloga para trabalhar isso, para acolher, para escutar, para encaminhar e para proporcionar esse ambiente de uma forma em que essa inteligência emocional se faça presente, né? E aí, eh, já encerrando aqui minha fala, eu falo, eu falo demais, né, mas é um assunto que eu me sinto muito bem ambientada,
mas decidi trazer aí pontos Principais pra gente tá eh debatendo, né? Então, eh, a psicologia ela vai atuar na compreensão. Ela precisa dessa compreensão das diversidades, das diferenças, dos vários olhares, comportamentos, pensamentos, ajudando no lidar das complexidades emocionais através dos processos de ensino e aprendizagem. Essa é uma frase que eu fui construindo no decorrer eh da minha atuação e eu Ainda quero continuar aprendendo. me coloco nesse lugar, porque quando a gente fala de emoções, eu coloco complexidades emocionais e se relaciona aos processos de ensino e aprendizagem e precisa desse olhar macro diante de situações muitas
vezes micros e que a gente no decorrer do dia a dia precisa se ater, precisa parar para compreender e se permitir é a esses a esses conhecimentos, né? Então, eu acredito Que eh a psicologia e a educação eh dentre outras atividades, disciplinas e e nesse processo de formação, ela traz aí essa essa compreensão e traz aí essa essa contribuição. Eh, finalizo aí com minha logomarca. Eu sempre gosto de falar que essa logomarca ela também representa essa inteligência emocional, né, no sentido desse plural, desse colorido, desse diverso, desse complexo, né, essa árvore representando, eh, como Eu
coloquei lá no início, tomara que eu consiga aí plantar uma sementinha aqui nesse meio virtual, aqui, né, nesse momento com vocês, para que frutos possam aí eh serem com certeza compartilhados. e que vocês possam trazer na construção, no dia a dia, no fazer, né, que é brilhante e maravilhoso esse olhar eh das inteligências emocionais, esse olhar para a importância de trabalhar em conjunto, de trabalhar essas emoções articulad, Continuada, né, para que certamente não só eh beneficiar eh os alunos mais a escola como um todo. Muito obrigada. >> Nós que agradecemos, Taí, pela sua fala, pelos
conhecimentos compartilhados. Eu acho que é um tema bastante importante e necessário, né, na atualidade. Muito obrigada. Eh, agora é o momento, né, da participação do público com os bolsistas. supervisores, coordinadores de áreas, se quiserem fazer pergunta, Pode colocar no chat que a gente vai, né, direcionar aqui paraa Thaíse para ela responder. Eh, vou aproveitar esse momento, enquanto as perguntas não chegam para fazer para ler aqui alguns comentários que eu vi aqui, que tem no chat, no chat. O conhecimento faz muito bem para todos, especialmente para as crianças. Esse foi o comentário da Valdênia Batista, a
Luc Barbosa, ela fala que muito importante essa temática. Precisamos buscar desenvolver nossa inteligência emocional até para termos mais saúde mental. Eh, ver se tem mais. >> Super importante. >> E assim, pai, eh, eu tinha algumas perguntas para fazer para você, né? A maioria já foi respondida na sua fala. Gostei muito, né, da sua apresentação, da sua palestra. >> Obrigada. Eh, país, mas assim, país, né? Você falou que os a inquietação dos Professores é como fazer, né? Como que eu, professor, eu posso contribuir para o desenvolvimento dessas inteligências emocionais, né, dentro da sala de aula, né?
Sim, porque você falou sobre o autoconhecimento, o autorregulação, motivação, empatia, habilidade social, eh, pontuou também sobre a questão do encaminhamento, do CAPS, da escuta, né, e do autocuidado, né, quando perceber o autocuidado. Mas aí eu a minha pergunta é Eh o caso quando eu busco um encaminhamento, é porque ali eu já entendi que tem um problema, não é isso? Mas eu queria saber a minha >> preocupação e é isso hoje ela acho que é uma preocupação de muitos professores, até mesmo porque eh a gente desde 2018 vem se discutindo, né, a Base Nacional como Curricular
que traz lá como competências a socioemocionais, né, autocuidado, autoconhecimento, empatia. Então assim, eu enquanto professor, que o que que eu posso fazer, que tipo de estratégias, que tipo de de atividades eu posso desenvolver com meus alunos para que eu possa contribuir para o desenvolvimento dessa inteligência emocional, né, para que eu não precisa encaminhar, né, pro CAPS, não ter essa questão, porque realmente essa questão da escuta, do acolhimento, a gente até tenta fazer, mas eu acredito que é mesmo, já é mesmo Para o psicólogo, né? Eu acho que o papel do professor ele deveria vir antes
no desenvolvimento das atividades no seu componente curricular para que possam contribuir para a promoção da inteligência emocional. Sim, sim, compreendi. Eh, Maura, eh, esse como fazer realmente é o é o grande desafio. Mas eu vou dar o exemplo de uma de uma professora que ela pegou eh na disciplina dela de história uma personagem, né, que era perfil deprimido Na história grega. E aí ela trouxe isso para justamente trabalhar eh em sala de aula. E alguns foram se manifestando. Ah, eu já senti isso. Ah, eu já passei por isso. Então, trouxe ali uma discussão além do
conteúdo, que ela tinha que falar da história grega, que ela tinha que falar isso, falar daquilo e passar uma atividade sobre isso, mas ela trouxe ali dentro do conteúdo uma abertura e uma possibilidade para essa conversa, para esse diálogo, para essa Manifestação, né, sobre o que o que elas estavam ali sentindo. algumas partilhando que elas mesmo eram parecidas com aquela personagem, outros diziam que era alguém da família ou se não era o que o que fazer. Então, eh, esse é um exemplo. Eu acredito que cada um ali no seu conteúdo possa trazer uma relação, possa
trazer alguma possibilidade para que seja um canal de abertura. Isso já facilitaria, né? Ah, ali as pessoas já conseguiram se Manifestar mais. Ah, eu já consegui observar alguma coisa diferente, como você falou, é um processo mesmo de de observação, eh, de intervenção muito mais direcionado para nós psicólogos, mas os professores também nesse sentido de mediadores, né, e de grandes eh potenciales, desse olhar pode ajudar também nesse sentido. Então, dentro do conteúdo, né, você relacionar com algo, relacionar ali eh com essas manifestações e ser esse canal aí de Abertura para que possam trazer essas ações, né,
e essas manifestações emocionais. >> OK. Então, eh, >> respondi, respondi ou faltou aí uma compreensão maior? Perfeitamente. >> Eh, e tá aí. E assim, você falou que desenvolve trabalho nas escolas, mostrou até alguns, né, >> exemplos, >> alguns exemplos. Aí eu queria eh quais São os principais desafios que os docentes enfrentam, né, para promover essa inteligência emocional dentro da escola, dentro da das universidades, das faculdades? e o que que as escolas e as instituições de ensino superior poderiam fazer para apoiar esse processo? >> É o do as mais as dificuldades que os professores relatavam era
colocar essas ações, como você falou, eh também a questão das famílias, né? Tinha muita dificuldade do acesso Com as famílias. Então quando chegava os problemas para os professores, eles se sentiam um pouco ali sozinhos. e perdidos e também a dificuldade aí de apoio ali eh da coordenação, da gestão, né? Ah, não, deixa só para quando for a palestra mesmo, naquele dia, aí você fala comigo. Ah, o dia da saúde mental sai em outubro, então não não procura problema não, deixa só para esse dia. Então, muitos sentiam dificuldades, né, de trazer essa continuidade de ações, Né,
de intervenções durante um ano e tinham realmente essas essa falta de apoio, né, como como muitos diziam. Então, acredito que as instituições de ensino, né, superior, as escolas públicas, privadas, enfim, a as instituições precisam trazer eh esse olhar que não é somente um profissional, tem que ser um trabalho integrado, professor, gestor, é lá o agente de portaria, é a pessoa da da da cantina, todos precisam estar engajados, né, eh, Com esse olhar. com essa possibilidade de intervenções, ter esse apoio e, como eu falei, serem ações continuadas, não serem ações pontuais ou para apenas, né, cumprir
currículo, né, mas também trazendo eh essa frequência e essa essa continuidade. >> Ótimo. Eh, agora tem uma pergunta aqui da Vitória Severo. Ela pergunta assim: "Professora Thís, acredita que a empatia e a conversa é a peça fundamental para Este momento? Pois baseado em mim mesma, quando a pessoa está em crise, ela não consegue pôr em prática o autocuidado. >> Tá para você? né? Concordo com você. Por isso que a gente precisa trabalhar com a prevenção. Por isso que a importância dar continuidade de atividades, de intervenções para justamente não chegar ao momento de crise. Mas quando
chegar a crise, certamente eh a escuta sem julgamento, essa simpatia vai fazer toda A diferença, porque a pessoa está um sofrimento muito grande. Então, para ela trazer ali uma autoestima positiva, um autocuidado, né? O olhar eh de motivação e ação de motivação inexiste, né? Então eu acredito que são pilares bastante importantes, né? a empatia é um deles para que possa trazer a a ajuda necessária nesse momento. >> Eh, eh, sobre a questão da do uso do celular na escola, né, que agora tá restrito, eh, tu acredita que isso vai Contribuir para que a os professores
e a escola, né, tenha mais oportunidade de promover eh o desenvolvimento da inteligência emocional na escola? Boa pergunta, Maura. Eu acredito que é sim uma grande mudança, uma grande contribuição, porque o uso de telas, né, de uma forma desmedida, por si só causa, né, bastante prejuízo. Imagina o contexto escolar. vocês aí trazem isso com mais propriedade do que eu. Então, os relatos eram bastante, né, Frequentes, esses professores em que tinham que ali, tais, eu tenho que concorrer com o celular, isso é injusto, né? Isso é irreal. Então eu acredito que eh vai sim contribuir para
que essas manifestações emocionais, a gestão de conflito, a prevenção do bullying, a interação social, esse olho no olho, né, certamente vai contribuir para que essas inteligências possam certamente serem potencializadas. Eu acredito que é um componente eh bastante relevante. >> Eh, não, eu não tenho mais pergunta no chat, né, Elisângela? Então, você vai querer falar alguma coisa, >> Elisâela? >> Sim, sim. Quero agradecer bastante a Thaíse pela participação, agradecer a Maura pela belíssima mediação que representou muito os nossos alunos pibidianos, porque conseguiu trazer inquietações que com certeza eram dos nossos bolsistas também. E eu quero dizer
que fiquei muito atenta a toda a Sua fala e achei eh que ela nos possibilitou inúmeras reflexões. E quando a Maura traz essa questão de que é até, vamos dizer assim, um dito meio popular de eh o professor é meio psicólogo, né? Na realidade, nós não somos psicólogos, nós somos professores. E a Thaí coloca isso muito bem, mas que como professores e pela convivência muito eh forte de um tempo muito significativo com nossos alunos, nós somos capazes de perceber eh algumas Questões que às vezes nem a família Maura, percebeu, né? Então, não é, eu entendi
muito bem nessa parte assim, fiquei muito feliz por isso que não é que a gente vá trabalhar e tratar, né, e fazer eh relações com essa questão da inteligência emocional, mas que a gente pode perceber para encaminhar uma equipe multidisciplinar, para conversar com a família que alguma coisa errada está acontecendo, que é bom observar alguns detalhes, né, e também que já temos Muitas atividades es eh sobrecarregados de muitas dimensões, mas que por vezes a em nosso planejamento é preciso pensar em algumas atividades que possibilite essa essas interrelações, essa observação do aluno no contexto social, porque
às vezes são questões que já são pontuadas, né? Então, gostei muito das perguntas que a Maura fez, porque de certa forma ia tirando algumas dúvidas que nós tínhamos em relação a isso. Então, a proposta não é que a Gente de agora por diante vai e aprender a trabalhar ou tem que aprender a trabalhar com essas questões emocionais, mas é entender que elas estão presentes, que elas são importantes, que elas precisam de encaminhamento, que elas têm órgãos e instituições responsáveis para isso e que nós professores temos um importante, vamos dizer assim, papel em todas essas questões,
né, essas questões de observar comportamento, porque é uma vivência muito intensa essa nossa Vivência de sala de aula, não é, Maura? E nesse processo formativo de levar os nossos alunos a campo de estágio da própria insegurança que alguns têm ainda por por estar vivenciando as questões no contexto mesmo do chão da escola, muitas muitas situações surgem e na própria universidade que a gente vivencia com muitos problemas, né? Então, como a Thaíse colocou, falar da questão da saúde emocional não é só pro setembro amarelo, né? É para todos os dias, é Para a gente ficar em
alerta, né? Então, muito obrigada, Thaís, por ter aceito participar dessa live, por estar por estar aqui colaborando conosco com o nosso processo formativo, porque aprendemos todos eh os nossos bolsistas, os nossos coordenadores de área, a exemplo da Maura, que está aqui mediando hoje, né, e tantos outros que já se fizeram presentes, já falaram, eh, sua formação foi muito elogiada, ela vai ficar gravada para que os nossos os Coordenadores que por algum motivo não puderam estar aqui ao vivo hoje com a gente, possam depois estar assistindo, eh, vendo toda a sua explanação, vendo as colocações de
Maura aí e possam daí também mediar algumas rodas de conversa e algumas discussões, né, dentro desse processo formativo dos nossos eh licenciandos, né? Então, muito obrigada, um excelente final de semana para você que amanhã já é sextou, né? >> É. Obrigada a todos. >> Gostaria de agradecer a psicóloga Thís Menez por compartilhar conosco sua experiência e seus conhecimentos sobre inteligência emocional e suas nuances em sala de aula. Suas palavras nos inspiram a refletir sobre a importância de promover a inteligência emocional na nossa prática docente e considerar novas estratégias, né, para apoiar nossos alunos no desenvolvimento
educacional e emocional. Espero que as discussões de hoje elas sirvam para reflexões, né, e Que tenha sido úteis, inspiradoras para nós, coordenadores de áreas, por bolsistas, por supervisores. Quero agradecer também os bolsistas presentes, os supervisores e as nossas coordenadoras institucionais, né, a professora Késia Duarte e a professora Elisâela Martins, por nos proporcionar momentos formativos como esse aqui, que são tão importante para a nossa eh prática docente, né? Muito obrigada. >> Muito obrigada. Quero avisar, quero Avisar também que no final desse mês de outubro nós vamos ter uma live também muito importante que fala sobre a
inteligência artificial, que até a Thaíse falou algumas questões aí sobre inteligência artificial. Então, nós vamos eh ter uma live com o professor João, que vai nos mostrar aí como eh saber usufruir dessa inteligência emocional da melhor forma que tá aí, tá sendo muito utilizada e às vezes até de uma forma bem equivocada. Então se Preparem, caros bolsistas, que dia 29 nós vamos ter mais uma live, mais uma formação e eu aguardo todos vocês e convidem os demais. Obrigado, Maura, obrigado, Thaíse, e obrigada a todos, todos os presentes que estiveram aqui nesse momento tão rico. Lembrando
que tá gravado, né? Quem desejar assistir novamente, eh, fique à vontade e é até necessário, tá bom? Boa noite. Obrigada.