bom então algum exemplo de algum caso concreto que isso aconteceu 15 minutos só não condene alguém mais ajudou também a sociedade como todo então é Normalmente quando é o caso a gente Condena quando não é o caso a gente aqui sobe mais uma vez condenados os autores de violência doméstica eles passam é por um grupo reflexivo chamado grupo de homens e esse grupo leva essa aí eles a refletirem sobre a questão da violência doméstica eu respeito a mulher é o respeito à ao direito da Mulher em ter uma vida livre de violência a ter uma
vida Sadia uma vida de paz que a gente sabe que aqui no Brasil e isso é muito difícil a gente é o quinto país mais perigoso do mundo para as mulheres viverem porque as mulheres são mortas aqui no Brasil direto então é e a mulher também ela tem todo um serviço é de Assistência Social de psicologia o entendimento de patrulha Maria da Penha por exemplo que são os policiais militares da ronda Maria da Penha que ajudam na fiscalização das medidas protetivas servem como suporte ela fica com aquele telefone ela participa também é de grupos de
psicólogos então é cotidiano você vê o resultado do teu trabalho não é em um caso é são em vários casos assim e é muito bacana isso e eu passei também a refletir sobre essa questão do novo direito que são novo direito né é o direito criminal direito penal hoje em dia ele sofre de uma série de limitações limitações essas é provocadas muitas vezes pela ineficiência do Estado de uma maneira geral de incluir em presídios programas que efetivamente é ressocialize em esses presos que vão para lá que façam eles ter uma nova perspectiva né então é
esse novo direito é o direito voltado acho que o gênero É voltado à questão dos vulneráveis não é o direito precisa enxergar os vulneráveis Quem são os vulneráveis são aquelas pessoas que ao longo da história foram colocadas de lado foram marginalizados exemplo as mulheres né a gente tem essa questão das mulheres serem voltadas para o ambiente interno para casa para o lar para o cuidado com os filhos para maternidade enquanto que o homem é voltado para o patrimônio para ser o provedor né a virilidade o poder o dinheiro basta olhar para cima que as posições
de em grandes empresas os próprios tribunais nas cortes superiores majoritariamente homens né então é as mulheres ficaram muito privadas de terem uma profissão de terem um ambiente um tem um cargo público um cargo político e isso vai refletindo é e não atendimento às demandas delas e não digo só das mulheres né as pessoas que são os bonera O que é que tem a raça diferente da branca que não são os brancos né as pessoas negras as pessoas indígenas as pessoas com deficiência aos idosos as crianças Então ela essas pessoas são vulneráveis e o direito tem
que lançar luz sobre esse lado para poder igual a essas partes que muitas vezes existe uma desigualdade de parte numa numa demanda então agora o CNJ criou o protocolo para o julgamento é protocolo para diretivas com julgamentos com perspectiva de gênero o que que é isso é você igual a as parte se você tem uma parte em Franca desvantagem é cuja decisão judicial vai impactar de maneira negativa você deve igual a né fazer valer o princípio da Igualdade material e aí julgar porque aí você vai julgar de maneira Imparcial funciona essa igualdade na prática Não
entendi muito bem como é que se faz para fazer essa igual então a gente a gente se a gente olhar uma das partes E verificar que ela faz parte desse grupo o que ela é por exemplo que ela é mulher que ela é uma mulher negra que é duplamente de matizada por ser mulher por ser negra que ela acaba sofrendo uma desigualdade em relação a outra parte como são as demandas de violência doméstica poder tá com quem poder tá com um homem o direito é eminentemente masculino o direito se a gente for pensar bem ele
é feito por homens para homens e sua grande maioria Então tá na hora do jogador e de todo o aparelho jurídico todos os operadores do direito atentarem para isso que a gente não pode perpetuar esses estereótipos em nossos julgamentos a gente não pode perguntar sobre a vida particular da da vítima no caso de isto por que que isso tem a ver se uma mulher é por exemplo roubada ela tava andando no carro de madrugada mas o que que ela tava fazendo lá de madrugada essa pergunta feita por um homem é isso era perguntado em julgamentos
normalmente a gente replica isso até sem querer então é roubado de madrugada quem vai perguntar que que ele tava fazendo ele de madrugada não mas a mulher vai que você tava fazendo ele de madrugada sozinha essa hora não tem essas perguntas então o jogador ele tem que se despedir isso para ele poder é para tar uma decisão sem nenhum pré-conceito tem nenhuma reprodução daquilo que é incutido na nossa cabeça desde que a gente a criança ou seja de que menina gosta de boneca e menino gosta de carrinho e tem que ser necessariamente assim e nós
sabemos que os cada vez está cada vez mais comum não é verdade então no fim das contas é usar a palavra da lei de forma segue entre aspas sem ver quem tá ali de verdade para aplicar perguntou entrando na crista de um privilégio de algumas pessoas e não uma colocada para baixo outras pessoas existe um privilégio fomentado pela sociedade a sociedade fomenta na Detenção de poder nas mãos daquilo que é masculino masculino é mais valorizado né a gente ver essas propagandas por exemplo de cerveja não tinha uma mulher muito gata desfila negócio de deram Uma
segurada nisso então usa a mulher como objeto direciona essas propagandas pequenas quem tem poder e grana e quem é na nossa sociedade e sua grande maioria são os homens estão influenciando nos julgamentos sim influencia nos julgamentos quando por exemplo no julgamento de estupro é como a gente viu o que aconteceu há pouco tempo atrás do caso Maria a esse eu posso falar é um caso que já foi julgado Inclusive tem uma lei depois desse caso é embora essa já existissem dispositivos que podiam ser usados para evitar que aquela vítima fosse humilhada ali Como foi o
caso é que ocorreu no sul dessa menina Mariana Ferrer é com várias perguntas pegando fotos dela de rede social a você tá desistindo assim é como se ela fosse culpada pelo estupro que ela teria sido vítima né então a gente vê se a reprodução destes padrões machistas e patriarcais não só por culpa dos homens né mas a gente vê isso por culpa da sociedade e devo dizer que os homens também sofrem com isso porque os homens não homem não pode chorar você aprende isso né as pessoas Aprendem se uma maneira geral homem não chora é
o homem falha e o homem aprende a ser infalível poderoso não é isso que você falou homem tenha força o homem é o raciocínio enquanto que a a emoção né Tem muito essas esses esses preconceitos essas características socialmente atribuídas a quem é do sexo feminino que é quem é do sexo masculino e que estão reproduzidos Então os homens sofrem com a questão do patriarcado Porque a partir do mês que eles falam que te perdi o emprego que eles deixam de ser de provedores por exemplo eles sofrem com isso muitas vezes o de brincadeira uma uma
reação violenta e acabam dessa maneira agredindo as mulheres e daí são as vezes são estimulados é a isso com esses coisas conceitos que recebem desde criança no sentido de que o homem é mais forte a mulher tem que obedecer você deve corrigir a mulher não é a gente é ouvia isso dos avós né dos Pais EA sociedade está mudando e a sociedade está Despertando para esses aspectos Por isso que eu digo que eu é o direito do futuro é o direito é anti-racista é o direito que privilegia e os vulneráveis e que traz essa igualdade
real que possibilitam o julgamento Imparcial e se você começa a reproduzir tudo aquilo que tá ali que você aprendeu de machismo e de patriarcado na hora de julgamento você com certeza vai impactar negativamente a parte que é mais vulnerável então a gente que opera o direito a gente tem que estar atenta isso as mudanças sociais e G1 E aí E aí