Eh boa tarde para todas e para todos eh queria agradecer o convite de estar aqui eu falei uma vez pro Fernando que eu não ia mais aceitar falar em menos de 40 minutos ele me deu 10 então eu vou tentar ficar nos 10 Apesar que as minhas colegas passaram pode passar já esse eh queria só citar aqui algumas organizações que são importantes porque a nossa luta é construída no coletivo então na parte de baixo ali eu faço parte também do Observatório da energia eólica com as professoras que estão na mesa aqui da Universidade do Ceará
e do lissat da ufrm mas antes de pesquisadora eu sou uma militante social então eu milito e atuo com as comunidades junto com as organizações Fórum de mudanças climáticas Justiça socio ambiental com serviço de assistência Rural e urbano sar do Rio Grande do Norte eh Centro de Formação Milton Santos Lourenço Milani parceria Brasil Itália o grupo Seridó vivo e a gente outubro indicou a criação do Movimento dos atingidos pelas renováveis e nesse movimento tá a CPP a CPT as federações a Cáritas eh ceapac e as comunidades atingidas então a minha fala é um pouco uma
síntese disso tá pode passar por favor Ainda não o vídeo vai mostrar o vídeo Já pode começar então eh não anterior eh eu quero começar mostrando essa paisagem eu resolvi o hoje a gente fazer uma apresentação com fotografias tá porque o tempo é curto e as fotos falam muito por elas é a Serra de Santana uma serra que teve uma migração eh enorme no Rio Grande do Norte em função do barulho da poeira da nova realidade que assola as nossas Serras no nordeste pode passar por favor vai ser bem rápido essa é a realidade no
nordeste do Brasil na Catinga Catinga que o professor hoje de manhã já falou é um terreno com muita pedra e a gente vai ver a consequência disso daqui a pouco pode passar por favor para quem nunca viu a base de uma eh estrutura eólica Essa é a base mineração ferro concreto cimento o cimento precisa de água no semiárido na Catinga onde a gente tem um bioma com regiões desertificadas então da onde vem essa água no Rio Grande do Norte audes foram secados para construir as bases é o público financiando o privado adiante por favor eu
vou mostrar para vocês se vocês para quem não viu ainda com a qual é a realidade hoje da nossa Catinha é bem curtinho observ começar a fumara ela vem para baixo Essa é a realidade hoje que se vive no Nordeste as Serras estão sendo includas para implementação de parques eólicos Eu não cheguei no solar ainda nessa explosão morreram cobras morcegos passarinhos diversos animais se afugentaram casas foram rachadas e cisternas se perderam ficamos sem água Então não é uma simples explosão é uma explosão que tem consequências eh Queria falar um pouquinho sobre a cativa pode pode
mudar passar a próximo por favor eh só rapidamente três dados 34 milhões de catinga estão desmatadas na Catinga 34 milhões de hectares no Rio Grande do Norte as unidades de conservação que nós temos protegem tem 42.000 ha esse dado é importante só no ano de 2020 o Instituto o responsável pelo licenciamento dos parques autorizou o desmatamento de 52.43 ha 10.000 ha a mais do que as as unidades de conservação protegem só no ano de 2020 eu fiz esse mapa ontem e ele é um mapa que é um pouco bagunçado propositalmente eu quero que vocês percebam
que o Rio Grande do Norte sumiu e a Paraíba tá indo pelo mesmo caminho e Pernambuco também dá impressão pedaço da Bahia o que tá em azul gente é o que tá operando o que tá em azul é o que tá operando o que tá em vermelho é o que tá iniciando obra O triângulo são parques eólicos os redondinhos fazendo as fotovoltaicas o que tá em verde ainda tá guardando o licenciamento a gente tá nessa sala aqui discutindo os impactos do que a gente vê apenas nos pontos azuis o resto ainda será é o Devir
virar é futuro pode passar por favor e agora vamos falar do que é mais grave do que os parques eólicos porque hoje eu ouvi falar muito aqui em Parque Eólico eu tô a apavorada com as fazendas fotovoltaicas comunidade do piat comunidade quilombola no Rio Grande do Norte tem uma lagoa de 17 km de extensão se a gente pegar uma foto do Google or que eu infelizmente não botei aqui porque eu não sei onde é que eu guardei ela o parte fotovoltaico é maior do que os 17 Km da Lagoa do piat aqueles amarelinhos redondinhos do
mapa anterior são os parques fotovoltaicos que ainda virão que a gente ainda não vê a gente verá o menor deles tem 500 Ha não são placas em cima de casas é terra destruída num bioma sensível pouco protegido veja que contradição a gente desmata quem ca carbono de cada 100 toneladas a catinga mesmo em seca segura 45% do que capta então nós estamos tirando quem capta para botar placa fotovoltaica essa essas fotos são lá de ai é que é o nome desse município agora Santana dos Maros a comunidade Tá revoltada porque aquele parque que tá lá
atrás aquele desmatamento poluiu a água que abastecia a cidade essa é a nossa realidade hoje pode passar por favor pode passar era só para demonstrar Catinga pode passar também por favor e aí a gente começou a se perguntar Olha só me chamou atenção hoje de manhã naquela conferência sobre a saúde de que a gente apresenta dados internacionais e aeólica e as empresas elas dizem não mas cadê os Nados nacionais por outro lado não existe um parque offshore abaixo da linha do Equador nós o Ibama usa literatura internacional nesse caso não precisa ter literatura nacional é
dois pesos e Duas Medidas Essa é a contradição e por isso nós resolvemos fazer as cartografias sociais nós estamos em sintonia nós dialogamos o movimento social e as Universidades dialogam e o que são as cartografias sociais nada mais nada menos do que visibilizar quem está invisível invisibilizado então é sentar com as comunidades eu já tô bem representada nas falas das minhas colegas anteriores e as comunidades dizerem o que que importa para elas naquele território em termos social ambiental Cultural de pertencimento de valorização do modos de vida porque o tempo do indígena do quilombola do sertanejo
do catingueiro ele é diferente do nosso tempo ele é muito diferente e ele precisa ser respeitado a Roselita já contou isso para nós hoje de manhã aqui então as cartografias são nada mais nada menos do que isso é quem vive no território quem sabe o que importa ali coloca no mapa né e o mapa não pode ser só um papel né o mapa ele mostra a sócio biodiversidade ele mostra o que interessa naqueles territórios o que importa Quais são os valores que precisam ser preservados e na verdade as cartografias surgem porque a gente começou a
se perguntar mas não é possível que o governo não esteja vendo isso Onde é que tá o zoneamento Ecológico econômico o planejamento territorial Ah é muito caro Então a gente quis mostrar e São só exemplos tá são são são são testes no nosso caso são são alguns exemplos para poder mostrar que com pouco dinheiro a gente consegue fazer um planejamento do território basta Boa Vontade tem que ter boa vontade pode passar por favor E aí eu quero mostrar para você vocês o que que a gente chamou de achados territoriais que são exatamente o resultado das
cartografias a gente visibiliza na cartografia a população sertaneja pode agora ir passando relativamente rápido o extrativismo o cultivo eh a Castanha a cultura indígena que tá no nosso território a produção do da Borborema da agroecologia as mulheres pescadoras eh que tiram o pescado que a gente come na cidade e aliás uma observação no sétimo municípios do Rio Grande do Norte que recebem royalties da Petrobras eles receberam em 2022 o valor de 58 milhões deais A Pesca artesanal que passou pela balança da Petrobras somou R 56 milhões deais ou seja quase coincidiu com o valor dos
Royals da Petrobras cada um responda na sua cabeça o que acontece com o dinheiro dos Royals da Petrobras nesses pequenos municípios não precisam responder agora a pesca artesanal esse recurso curso move a economia desses pequenos municípios o que será desses pequenos municípios com os parques offshore que vão acabar com a pesca artesanal a cartografia trouxe presente a religiosidade dos povos da Catinga trouxe o cotidiano a música a vida simples do campo sossegada trouxe a reunião a formação a capacitação e principalmente o futuro da ancestralidade com aquelas fotos daquelas meninas daquelas crianças trouxe a luta a
resistência ela aparece nas cartografias também resistência aqui da Paraíba e trouxe também o patrimônio arqueológico que é riquíssimo nós temos aqui no Nordeste no Rio Grande do Norte eh figuras rupestres mais antigas do que no Piauí pode passar mesma coisa mesma coisa e aqui o risco os principais conjuntos de sítios do Brasil Pedra do talhado do Gavião e Casa Santa aqui no Nordeste embaixo tá a distância da torre eólica que pretende-se que seja construída e que o Seridó vivo a partir das notas técnicas tem conseguido barrar até o momento até quando não sabemos e eu
trago para vocês agora espécies de aves raras ameaçadas de extinção do nosso bioma Catinga fotos do professor respeitadíssimo Dr Mauro pichorim pode passar por favor fotos de Paulo Marinho pode passar o morcego que faz a polinização eh choca do Nordeste o galo da campina Gavião carijó outro tipo de gavião de cabeça preta e o carcará que é uma das aves que mais se encontra morta debaixo das Torres eólicas aqui uma pessoa me perguntou mas professora tem tamando do ar tem tá aí ó essas fotos não são de livros foram tiradas da nossa Catinha pode passar
foto de Paulo Marinho pode passar e aqui a beleza cênica pode passar bem rapidinho agora esses próximos porque tudo tá interligado se a gente acabar com essa Serras acaba com aquela água e aqui um contraste lá em São Miguel do Gostoso foto da Morgana uma a mesma praia sem o parque e depois do parque pode passar e agora então para finalizar bem porque eu já fui contemplada eh só umas fotos das nossas cartografias sociais nos territórios que ocorreram no Rio Grande do Norte e aqui só um exemplo um recorte só para vocês entenderem Esse é
o recorte do Mato Grande no Rio Grande do Norte cada pontinho daquelas minhoquinhas ali é uma torre eólica todas elas são gel processadas então a gente consegue botar elas no mapa os sozinhos amarelos são parques Solares que ainda não existem a gente sabe que o menor é de 500 hectares Mas a gente não tem como desenhar isso ali no mapa ainda pode passar aqui estão os achados territoriais é o mapa que foi feito pela comunidade com o que tem de importante para ela exatamente eh com os mesmos descritores que a professora gora apresentou tá aqueles
mesmos descritores então a gente foi apontando agrupando pode passar e aqui eu trago um recorte para vocês vou levantar aqui do mpio de Pedra Grande e aqui tá a comunidade de echu queimado que é uma colônia de pesca artesanal totalmente cercada por parques em terra com um problema imobiliário Seríssimo e pode passar próxima a cartografia que eles fizeram e a próxima a cartografia social do mar que foi realizada lá mostrando o ponto de saída das embarcações para realizar a pesca essas retas até lá em cima mostram até onde os barcos vão para conseguir pescar E
aqui nessa mancha Rosa laranja amarela são os parques que se intencionam serem construídos lá fechando totalmente como a professora Adriana já falou o caminho paraa realização dessas pescas eu trouxe cópia do material das cartografias tem umas 20 cópias quem quiser eu posso distribuir depois adiante para ir finalizando E aí fruto disso tudo foi feito um seminário que se chamou vozes dos territórios por uma transição energética Justa e popular no nordeste aconteceu no Rio Grande do Norte e que se indicou já nas cartografias isso apareceu a necessidade da criação de um movimento dos atingidos pelas renováveis
e nesse seminário Então se deu um start paraa criação desse movimento dos atingidos pelas renováveis que vai tá encaminhando já está eh diversos processos contra empresas para ter reparação né a gente sabe que inclusive no Rio Grande do Norte a gente tem direito né eh Tá assinado pela governadora eh eh compensação social compensação social mas que é muito difícil a gente conseguir porque é só o Rio Grande do Norte que tem é importante que os outros estados também colocassem isso em lei né Eh porque as pessoas que já estão vivendo essa situação precisam ter essa
compensação adiante para finalizar E aí eu trago uma frase do crenac né da vida não é útil que ele diz se continuarmos comendo o planeta vamos todos sobreviver por só mais um dia e é isso tá tudo interligado né a desgraça lá no Rio Grande do Sul não é à toa o licenciamento Ambiental do estado é super fragilizado e a gente tá só tentando defender Esses povos tradicionais essa população da fauna e a nossa continuidade no planeta porque na verdade a natureza vive muito bem obrigado sem o ser humano o ser humano é que precisa
dela para viver obrigada