[Música] Ora, muito boa noite a todos que estão aí em casa. Hoje temos aqui connosco o Nelson Galhof e hoje ele será o nosso convidado, o Flexcast. O Nelson começou a trabalhar aos 14 anos, lidera hoje a Galhovo Consultores e é um dos nomes mais promissores do mimiliário em Portugal. Com apenas 25 anos, já vendeu mais de 600 imóveis e comanda uma das equipas RE/X mais bem cedidas de Lisboa Norte. vem partilhar connosco o que aprendeu sobre liderança, vendas e sucesso no mercado competitivo. Nelson, ser muito bem-vindo ao Flexcast. Malta aí de casa, não se
esqueçam de deixar o vosso like, subscrever o canal e deixar um comentário, mas só no final do episódio, eu quero que estejam muito atentos a este brainstorming que vai acontecer aqui. Carlos passa a palavra e aos dois da sua excelente conversa. Obrigado. Obrigado, Rita, por me Passares a palavra. Flexíveis, boa noite. Espero que esteja tudo bem desse lado. Já sabem, caprichem aí nos vossos likes. Hoje vamos falar sobre imobiliário, sobre casas. E está tão na moda que eu acho que vocês até já estão fartos ouvir falar sobre casas. Mas o que é certo é que
é um problema que nós temos em Portugal e nada melhor do que explorarmos este tema com alguém que realmente domina sobre. E por isso temos aqui o Nelson. Nelson, muito obrigado Pela tua presença, por teres feito aqui uma viagem até ao norte. Acho que pelo menos a comida justifica tudo. Tudo justifica no norte. Eu sou sempre muito bem recebido em terra norteanhas, portanto estou muito, muito tranquilo. O que é que gostas mais do norte? Olha, as pessoas, boa. As pessoas, eu sou um tipo de pessoas. H, eu ligo muito este fator humano e este fator
de pessoas. O Norte sabe, isto vai ser polémico, o Norte sabe receber muito Melhor que o sul e que o centro. Hum, não sei explicar porquê. Eu acho que tem muito a ver com aquilo que são as pessoas. Claro que também existem pessoas que recebem bem no norte e mal no norte e bem no sul e mal no sul e bem no centro e mal no centro. Portanto, já aqui eh aliviando aquilo que pode ser polémico, mas de facto eu acho que as pessoas do norte têm outra vontade, têm outra forma de receber, sabem receber
melhor. Então ten este exemplo muito Claro. Eh, imagina nós, tu convidas-me para ir a tua casa a jantar e e eu digo-te que levo três pessoas contigo. Tu és do norte e tu dizes: "E pá, não faz mal, onde comem cinco, comem 10". Se eu fizer isto a alguém de Lisboa é um problema porque não há o arroz, não há a massa, não há carne, temos que ir buscar e falta a bebida e portanto isto, esta é a realidade, não havia stock. Portanto, ou seja, o que é que eu te quero dizer com isto que
é, eu sou muito bem Recebido pelas pessoas do norte, adoro o norte, adoro o norte do país. Eh, umas zonas mais que outras, naturalmente, não posso gostar de todas, mas na generalidade sou sempre muito bem recebido. Boa. Fico contente. Fico contente. Por acaso há algumas coisas que acaba por fazer sentido o que estás a dizer. Sabes onde é que eu noto mais a diferença do norte para o sul? na empatia, passares na rua e uma a probabilidade de uma pessoa no norte de Cumprimentar é um bocadinho mais elevada do que do que no sul. Pelo
menos eu sinto isso, mas eu sou do norte também. Completamente é completamente diferente, não tem nada a ver. Eu gosto é da comida. Eu quando vou ao sul passo sempre fome. Também. Então é porque não estás a ir aos sítios certos também. É um é um é um facto. Estás a ir aos sítios certos. É um facto. Portanto, tanto em Lisboa, que aliás em Portugal inteiro, h tanto Portugal continental como como arquipélicos se come muito bem. É verdade. Tem é que saber onde é que se pode comer. Verdade. Mas a nível de rácio, imagina em
cada 100 casas no norte, se calhar uma vaiscar insatisfeito, estás a ver? E se c em Lisboa já tem que ouvir mais opiniões. Mas estás a falar de Lisboa, restaurantes lisboetas tradicionais, pá, estás a falar restaurantes de Zair Kebabs e coisas. Isso não é igual, não É? Comparável verdade esse eu não costumo ir. Pronto, infelizmente Lisboa está cheio desse tipo de restauração. Ou seja, agora já não temos aquela restauração tão tradicional ou tá a ficar mais escassa. Não, tá a ficar completamente, aliás, está a deixar de existir. E fomos alicerçados de uma há pouco tempo
de uma reportagem eh do canal no sobre aquilo que são as lojas, as lojas, as famosas lojas de souvenir, não é? h em que vimos aquilo que se Passa e os cabaleiros que na verdade aos barbeiros que cobram 4,99 e são, mais que não seja escondrizos para h aquilo que é a desumanização eh das pessoas destas destas destes sítios do Banglad e etc. Portanto, é isto. Ainda para mais pode ser que acabes por valorizar a comida tradicional lá em Lisboa que vai ficar mais escassa. Vai ficar mais escassa. Verdade. Mas aqui também. Aqui também é
ainda se vai notando menos, mas mas já Vês muito mais do que aquilo que vias. Sim, sem isso, sem sombra de dúvidas. Eu noto, vou atenção, nada contra, mas eu acho que tem que haver uma política eh de imigração muito mais restrita neste tipo de casos. Pelo menos nota-se o impacto visualmente chegas a um sítio, nota-se isso, é verdade. Eu vou várias vezes a Lisboa e noto que cada vez que lá vou parece tá cada vez mais diferente. Pronto, já vou dizer daí vou dizer que é diferente porque hoje em dia Tem que se ter,
não é? Tem que se pensar bem. Mas bom, Nelson, vamos ao que importa, que é, em primeiro lugar, quem é que tu és? Conta-nos quem és tu. Olha, eh, isso é uma pergunta que poderia ser difícil de responder, mas alguém que que está no momento de vida que eu estou, eh, não financeiramente, não economicamente, não profissional, mas a nível de parte emocional, torna-se muito fácil responder. Eu sou um puto de 25 anos, 26 feitos no dia 26 de abril. Hã, Uma coincidência. É verdade, é uma coincidência. é obrigado. Mas 26 e que sempre teve eh
vários sonhos. Eh, e basicamente fui ao longo destes anos todos, tanto no mercado como em tudo aquilo que eu fiz, eu fui atleta de alta competição durante 17 anos, joguei handball federado, joguei muitas vezes, curiosamente, contra o Sping, contra o FA, hum, etc., eh, contra o Dragon Force, o Porto. Hum, e, e portanto eu sempre tive muito bem Alicerçado aquilo que eu queria e aquilo que eu não queria. E isto tudo para te dizer que basicamente sou um miúdo com muitos sonhos. Sou um miúdo de 26 anos agora com muitos sonhos pela frente, com muitas
tarefas que ainda quer realizar e com a certeza de que vai chegar. OK. Tenho, eu acho que todos nós temos algo traçado. Eu acredito nisto. Eh, atenção, antes de mais, eu sou católico, eh, apostólico romano, aliás, até fiz um texto sobre o falecimento do Papa Francisco, que a mim me conoveu muito, porque na minha opinião, o Papa Francisco foi dos papas mais abertos ao mundo. Hã, e fez com que também eu estivesse mais ligado à Igreja Católica. Eh, e isto sim é um grande sinal de liderança e ensinou muito também a nível de liderança. Ha,
mas basicamente é isto, ou seja, quem sou? Eu sou um miúo de 25, 26 anos agora com habituado? Ainda não estou habituado. Ainda não estou habituado. É o primeiro podcast a Dizer que já tenho 26 Mas com uma, diria, uma voz ardente gigante. H, ou da injustiças, ou da ingratidão. Portanto, acho que é importante sempre deixar claro, mas sou alguém que trabalha de facto muito e que tem muito foco naquilo que é o meu trabalho. Com 26 anos, eu diria que é incomum. É verdade, é verdade, é verdade. Qual é o teu maior sonho, Nelson,
hoje? Olha, o meu maior sonho eh é conseguir eh construir de facto uma Carreira eh notável no mercado. Hum, e antes de mais, obrigado por tudo aquilo que disseram aqui relativamente àquilo que sou que é o meu percurso, mas eu acho que ainda falta muito para não dizer que falta tudo. Eu acho que claro que sim, fui dando alguns passos, fui dando passos largos naquilo que é a a pessoa que sou hoje e naquilo que é a estrutura que tenho hoje e naquilo que é os níveis de faturação que temos hoje, mas muito mais importante
que isso e que Sobretudo que a parte económica ou financeira é aquilo que eu sou enquanto pessoa desde o dia em que estou nesta atividade. E portanto há um Nelson completamente diferente, não é? Hã, eu para vocês terem um bocadinho de uma noção, eu quando entro no mercado imobiliário, eh, eu entro porque tirei uma má nota a direito constitucional, estava a estudar direito e estava no Strada Outlet com a minha mãe a fazer compras, um género de Vila do Conde Freeport, eh, Vila do Conde, isso, tipo Freeport, outlet, exatamente igual. Eh, estava lá e vi
um placarzito a dizer: "Precisa-se colaborador". E eu, olha, bora. Eh, e a minha ideia era, pá, vou fazer isto agora nas férias, naturalmente vou continuar a estudar e a tirar a licenciatura. Não, assim não aconteceu. Entrei, comecei como recrutador nos dois primeiros meses de oito pessoas. Hum. Isto porquê? Porque eu também sempre tive muito envolvido Neste mundo das pessoas. E qual é o mundo das pessoas para o miúdo de na altura de 19 anos ou 18 ou 17, como eu tinha estado? É o mundo da noite. Eu trabalhei na noite. Eh, percebi que a noite
não era o lugar para pessoas que gostam de ganhar dinheiro do dia e sobretudo têm outras eh formas de ver a vida. Eu acho que a noite é tudo muitoiro, mas tem aqui algumas coisas menos positivas e de facto a mim não me faz sentido. Eu gosto muito do dinheiro, Mas gosto sobretudo muito da minha vida e há duas coisas que não se conjugam muito bem na noite, que é dinheiro e vida. H, e, portanto, tentei desvirtuar, desvirtuar-me ao máximo. A verdade é que foi muito fácil para mim colocar essas oito pessoas, portanto já me
estou aqui a alongar um bocadinho. Ah, gir, giro, giro. Mas mas sim, basicamente, um dos meus maiores sonhos é construir uma carreira sólida. Hum, sem dúvida absolutamente nenhuma no mercado. Engraçado, pá. Gostei de uma coisa que tu disseste que também é tão incomum te perguntar como é que tu na geração atual te consideras um católicum sendo que é mesmo raro nos dias de hoje o que é que te faz ter esse drive? Sim. Olha, eu acho que é é eu primeiro isto tem tudo a ver com os valores familiares. HH eu fui muito eh muito
hh eh apertado dos valores familiares e tudo aquilo que que são os valores eh que têm a ver com a Igreja Católica. Hã, como é lógico, como Qualquer miúdo de 26 anos, muitas vezes pus muitas vezes em causa a Igreja Católica, até porque não concordo com tudo e que fique aqui bem claro, há coisas que não concordo, candel pedofilia, etc. Para mim são coisas que são inconcebíveis. Agora percebo que é uma instituição milenar e sendo uma instituição milenar, como qualquer instituição centenária, comete erros. As instituições milenares mais erros vão cometer porque tem mais anos. São
coisas Óbvias e lógicas. E quem está lá em casa e não percebe isto, acho que tem que começar por perceber o que é que é 100 anos, o que é que é 1000 anos, qual é a dimensão temporal disto para perceber que é normal as pessoas errarem. Sim. E depois há outra questão na igreja que é feita de pessoas, não é? E o maior problema do mundo são as pessoas também. E, portanto, quando nós temos estas duas coisas em paralelo, que é muito tempo e pessoas, e o maior problema do mundo são As pessoas, e
quanto mais tempo deres às pessoas, mais problemas vais ter com as pessoas, porque o problema são as pessoas, é normal haver situações de igreja como estas que têm existido. O Papa Francisco vai aproximar muito relativamente a isso, como como te havia dito, mas eu acho que isto tem tudo a ver com uma questão de valores, tem tudo a ver com uma questão de princípios. Não tiveste que passar pel um exemplo em concreto que mexeu contigo. Foi uma Questão mais toda, eu acho que é uma questão completamente familiar, sempre me fui incutido. Eh, eu eu eu
às vezes em debates eh em casa e tive um agora recentemente com uns consultores meus em minha casa que me disseram: "Ah, mas eu, pá, eu não acredito". E outro disse-me, mas eu isto é, eu não sou cató, eu sou católico, mas não sou católico praticante. E eu perguntei-lhe o que é que é ser católico praticante, ao qual ele me responde. Ah, é ir é ir à missa, Que não é missa, é eucaristia, mas é ir à eucaristia todos todos os dias. E disse: "Pá, então estás completamente errado. Tu não sabes o que é que
é ser católico praticante. O católico praticante é aquele que pratica a base da Igreja Católica, indiscutivelmente se vai à missão ou não todos os dias. O que é que me importa? Eu ir à eucaristia ou à missa, como queiram chamar, mas que se diz eucaristia todos os dias e depois chegar lá fora e andar à pancada e Chegar lá fora e mandar um tiro, um tipo, chegar lá fora e fazer isto ou aquilo. Isso não é um católico praticante. Um católico praticante é aquele que respeita na íntegra aquilo que são os pilares bases da Igreja
Católica, o amor ao próximo, os mandamentos, né? Os mandamentos que cumpre. Isso, isso, isso é ser um católico praticante. Faz sentido. Não sou eu que digo. Há livros do Papa Francisco a explicar isto. H h há o Próprio Papa Francisco a dizer isto, que quem acha que a Igreja Católica eh tem os seus fiéis praticantes por irem todos os dias à eucaristias, estão completamente enganados. E, portanto, porque o mundo muda também, não é? Isso. Isso. E não faz, imagina, e de facto não faz sentido. Eh, agora tem muito a ver com aquilo que foi os
valores em casa. mais nada mais que isto é giro. Eu eu pá, por isso é que eu perguntei, porque não é tão comum assim alguém se assumir Neste momento e tão jovem com uma parte mais vincada da religião. É o que é. Imagina, eu acho que todos nós temos que ter crenças, não é? Completamente agora. Tu tens que ter uma fé em alguma coisa ou crenças ou fé, quiserem chamar. Senão também não mexe. E esta e esta e esta é a minha, não é? Eu eu creio muito em mim e tenho muita fé em mim,
mas eu tenho a certeza que h estou claramente assessorado, como eu costumo dizer, por algo que eu não consigo explicar. E esse Algo que eu não consigo explicar eh ao longo destes tempos e também muito em virtude daquilo que tinha sido o a liderança do Papa Francisco, teve muito envolvimento. Nós não nos podemos esquecer do seguinte e e para também acho que não quero muito alongar este tema, mas para mas para para explicar lá para casa, o Papa Francisco reverteu aquilo que tinha sido aquilo que o que o Papa Rat Singer B 16 eh chamado
mais na gíria fez relativamente àquilo que era a Crença dos fiéis. Houve muitos fiéis por ser uma igreja muito conservadora no tempo do do Papa Rat Singer, do Papa Ben 16, deixaram de estar tão presentes e o Papa Francisco retomou essa presença dessas pessoas e sobretudo fez uma coisa fantástica que foi, não sei se lá em casa se lembra e se tu te lembrarás, mas as jornadas mundiais de juventude que mais encheram foram as dos as do Papa Francisco. E isto é um sinal positivo na igreja, é um sinal de que sim, há uma Rotura
dentro da igreja católica e que a igreja está a pensar de forma diferente. Bem, agora veremos se existe esta linha de continuidade ou não. Claro, modernizou-se, que se calhar precisava também. Sim. Eh, sem dúvida absolutamente nenhuma. Acho que já era algo que faltava há algum tempo, mas mais importante que isso é que agora se mantenha. E e esta situação agora deste conclave a mim assusta-me eh porque não sei o que é que virá. se não vai ser uma Mudança ao que estavam a fazer. Sim, pá, giro. Lá está, eu acho que até, lá está, quando
eu tento trazer um convidado e quero que ele fale sobre o que ele sabe, estas coisas são importantes, eu acho, porque é deste raio X que estamos a falar contigo e que estamos a ver como é que tu pensas e e como é que tu, pá, como é que tu te inspiras. Eu acho que a partir daqui é que depois conseguimos ter uma conversa ainda mais impactante no podcast. Pronto, Nelson, top. Gostei, Gostei de ver porque são coisas muito diferentes eh para para a atualidade. Surpreende-me, eu não, não vou dizer se é positivamente ou negativa,
surpreende-me e gosto de ver uma pessoa que, de facto, tem à vontade e inspiração e move-se para alguma coisa com 26 anos, tendo em conta que hoje tá difícil de eu encontrar alguém com 26 anos. Eu acho que cada vez mais, eu acho que cada vez mais os jovens da minha idade e até mais Novos prendem-se por uma coisa inexistente. Primeiro vivem de vivem demasiada a vida dos outros e preocupam-se muito pouco com a vida que é deles. Depois vivem muito aquilo que é o mainstream da coisa. Estão muito preocupados com os Rolex falsos e
com os poros alugados e preocupou preocupam-se pouco em pagar o seguro do Fiat de 500 que tem à porta. E a verdade é que ao longo do tempo eu acho que a minha geração é uma geração Completamente perdida. A minha não tanto ou ainda alguma parte, mas aquela que é mais significativa é a geração que que é depois da minha, que é a geração da malta de 2000, 2001, 2003, 2004, 2005. Essa geração tá completamente perdida. Tu, não sei se vais ou não. Eu por acaso não saio à noite. Já saí, já foi, já foi
meu tempo, mas das poucas vezes que que vou algum sítio e sai à noite, eu vejo os maiorescalabras que no meu tempo não via. Acredito que no teu também não Vises ou ves muito menos, que é os miúdos completamente estrêbados, os miúdos altamente eh com com consumos excessivos de subfacientes, de drogas, isto e daquilo, eh os miúdos com comportamentos inadequados. Portanto, é uma geração completamente perdida. Agora, a maior responsável, os maiores responsáveis disso, eh, não é, não é a escola, não é as faculdades, é casa, não é? É aquilo que tem em casa. E atenção,
e todos nós temos os nossos problemas, Todos nós temos os nossos problemas em casa também, mas da minha parte eu sempre tive a a minha família a tomar uma iniciativa do o que quer que tu queiras fazer, no final tu tens que ganhar para ti. Pá, tu não queres estudar e foi como aconteceu, tu não queres estudar, então sim, senhora. Pá, desenrasca- também. Portanto, o povo não te vou manter sem tu estes a dar um contributo. É, pois aí de facto posso estar solidário contigo porque eu de Certa forma de certa forma concordo. Acho que
atenção é que há pessoas mais novas que estão a ficar muito irreverentes no bom sentido. Parece que ou então é porque tem tanta gente que está pior que se calhar sobressaem-se muitos. Eu conheço alguns miúdos novos que assim, caramba, eu realmente na minha idade não estava não não arranjava ninguém que tivesse com aquela energia, com aquela vibe que tão, mas a maioria está tá de facto complicado, sem sombra Dúvidas. Pronto, Nelson, vamos agora já conhecemos aqui um bocadinho. Vamos para um tema que de facto te é familiar, é fácil de tu falares, isto para ti
vai ser peixinja que vamos começar a pegar pelo imobiliário, mas eu quero começar de uma parte mais de cima para baixo. Portugal está com um dilema ou com uma grande dificuldade e que é não há casas para toda a gente. Temos poucas casas no mercado. Precisamos de ou melhor é para Para as pessoas terem os preços que querem nas casas. estão a precisar que sejam despejadas inúmeras casas no mercado, mas para um consultor imobiliário, qualquer um dos cenários é uma oportunidade para fazer negócio. No teu ponto de vista, como é que tu lês e interpretas
o que estamos a ver agora em 2025? Porque as pessoas hoje estão a ver o podcast em 2025, em em maio, mas isto pode mudar com o tempo e portanto friso bem, maio de 2025 ou dia 2, como é que Tu estás a ver esta realidade em Portugal? Antes de mais, dizer-te o seguinte. Ao contrário do que tu dizes que é uma crise habitacional, eu existe, eu acredito sim que existe uma crise habitacional, mas permite-me dizer-te isto de uma forma diferente. A crise habitacional que hoje existe é uma consequência da incapacidade de todos aqueles que
têm sido eh ou de alguns daqueles que têm sido h os membros dos sucessivos Governos que temos eh muitos de nós apoiado, sem sombra absolutamente nenhuma de dúvidas. Isto porquê? Porque Portugal tem um parque habitacional completamente parado. E o que é que isto, o que é que é isto do parque habitacional? O parque habitacional são casas do estado. Há casas do estado paradas. Há casas do estado onde vivem eh as que estão as que têm pessoas onde vivem pessoas nas habitações sociais, que são assim chamadas e que muitas Delas são negócio puro e duro. Porque
há pessoas que estão em casas habitacionais que não têm direito em estar em casas habitacionais. Há pessoas que estão em casas habitacionais que não pagam a casa habitacional, a água, a luz e absolutamente nada. Há pessoas que estão em casas habitacionais que não são despejadas porque na opinião das câmaras municipais eh é muito difícil lá levar h a segurança no sentido de polícia de segurança pública, GNR ou até polícia Municipal e fazer os despaios. Isto acontece. E tu tiveste agora um presidente de câmara, vout-te dar um exemplo de Loures, que disse que e e muito
bem e muito bem, apesar de a nível político não ser a minha cor partidária, eh, mas que me que disse isto, que é todas as pessoas que forem de alguma maneira h apanhadas a cometer um crime, não pagarem água, luz ou a renda municipal, são automaticamente despejadas, porque Estas habitações que aqui estão podem ser habitações utilizadas para jovens para isto e para aquilo e não são porque nós temos ocupadas com pessoas que de facto são pessoas que cometem crimes. E portanto não faz mal, sorry. E portanto isto tudo para te dizer que há de facto
muitos muitos imóveis no parque habitacional e que não são utilizados pelo estado. Câmara Municipal de Lisboa tem milhentos imóveis no parque habitacional. Basta ver o seguinte. Fernando Medina deu muito poucas casas a tudo aquilo que foi os lisboetas. Hoje o Moedas, se eu não estou em erro, Carlos Moedas já deu mais de 2.000 casas em 4 anos de mandato. Ou seja, claramente isso tinha muitas casas para dar. Agora, a questão é porque é que não foram dadas? Porque é que não houve essa capacidade de olharmos para o parque habitacional em Portugal e dizer: "Ah, sim,
vamos fazer isto o quê? Vamos fazer disto mais um uma habitação social que Permitam-me dizer que eu não acredito em habitação social porque a habitação social que nós temos hoje parecem guetos. Eu não sei se aqui na zona do norte acontece igual, mas a habitação social não é habitação social. A habitação social tem um carijo social e o cariz social não é tornar a habitação social guetos onde as pessoas estão ali ao fundo. Deste lado estão condomínios fechados que valem 500 ou 600.000 1000 € mas ali tão casas que estão a ser pagas Por 60
€ por mês à Câmara Municipal e que não são e que são poços de droga, armas, isto e aquilo. Isto isto não é o parque habitacional. O parque habitacional que existe em Portugal é gigante e as câmaras municipais não sabem aproveitar. O estado central, o governo não sabe aproveitar. Não há medidas que tomem essa iniciativa. As câmaras municipais, muitas das vezes, isto acontece, também não têm capacidade económica ou financeira para conseguir Fazer isso. Eu estou a falar de uma Câmara Municipal como Lisboa que é talvez as câmaras municipais que mais dinheiro tem em Portugal, mas
se calhar for para uma Câmara Municipal mais pequena, não tem capacidade, ainda que tenha parque habitacional para conseguir promover as casas no sentido de eh fazer as alterações que tem que fazer, fazer as remodelações que tem que fazer e poder eh arrendar aos munícipes. E, portanto, isto tudo para te dizer que há Sim um problema de crise habitacional, mas o maior defeito desta crise habitacional chama-se Estado. Estes são os maiores responsáveis desta crise habitacional. E que fique bem claro, em sucessivos governos, não estou a falar do de agora, não estou a falar do anterior, estou
a falar de há vários anos, porque este não é um tema de agora, verdade? Este não é um tema de agora. Agora é que nós temos O mainstream da da mídia capital e da TVI e da SIC e da CNN e do da CMTV, da NA. Mas este tema é um tema antigo. Este é um tema de há muitos anos, não é um tema de agora, mas estivemos todos mais preocupados com os Magalhães do Sócrates, ao invés de estarmos todos mais preocupados com a questão habitacional que queria acontecer naturalmente. E portanto a nossa preocupação era
oferecer um computador chamado Magalhães 200 € ou 300 € e Pagarem em regime prestacional. Não era? Estamos preocupados com o parque habitacional. Tu achas que resolveríamos? Achas que seria suficiente as casas do estado? Eu atenção, eu não acho que seria suficiente, mas dava uma ajuda, mas eu acho que era uma ajuda empurrão gigante, porque nós deixamos de construir e este é que é o ponto criar e criar políticas fáceis. Nós hoje em dia temos, desculpa só, nós hoje chegamos a um ponto de Chance-se mais porque tantos anos a construir pouco, chegas a um ponto que
tens uma rotura total. Mas o teu exemplo tu tiveste muitos anos a construir muito com cooperativas Uhum. com sedências de terrenos estatais para empresas poderem construir. Mas isto hoje é um problema, aliás, na hoje, se calhar nesta antiga, nesta atual governação, que já não é governação, é governação de gestão, não é, do Luís Montenegro, primeiro-ministro, eh, não é um tema. Mas não nos podemos esquecer que o anterior primeiro-ministro chamado António Costa teve aliçado a um bloco de esquerda e um PCP, a uma tal geringonça para conseguir catapultar e fazer aquilo que foi a governação anterior
a esta. E estas estes dois partidos são completamente primeiro anticapital, mas vivem do capital e depois são completamente contra os privados. E, portanto, problema, mais um problema, mais uma vez um problema. Ou seja, Porque porque é que nós não podemos ceder? Porque é que o estado não pode ceder o terreno e o privado construir e fazer uma comparativa como se como se fazia. Tu chegas à encarnação, tu chegas a aos olivais em Lisboa e e tens milhares de prédios construídos através de cooperativas. Chegas à Expo Sul, tens prédios em cooperativas. Chegas aqui ao Porto, tens
prédios em cooperativas. Porque se o estado não tem essa Capacidade, ceda os terrenos e os licenciamentos, porque existem empresas que podem fazer isso, mas não é um problema que as empresas vão ganhar dinheiro. Então é preferível não ter e não se resolve o problema das pessoas. Portanto, eu imagina, eu acho que o maior problema claramente desta crise habitacional é estatal, é ideologia. É ideologia. É ideologia. Nós, mas isto é verdade. Nós em vez em vez de do foco ser as pessoas, foco, do foco disto tudo Ser as pessoas, andam a discutir se é direita, esquerda
ou centro, meu pá, não faz sentido. Eu concordo. Não faz sentido. É em muitos aspectos da sociedade, não faz em todos. Em todos estamos a falar da de habitação, mas podemos falar de outra coisa qualquer. Em todos não faz sentido. As pessoas, eu, tu e todas as pessoas que aqui estão, é que vão sofrer este esta situação, percebes? E e depois diz-me assim: "Ah, mas então e o que é que Achas desta situação do IMT, do imposto selo eh deste atual governo que agora é governo de gestão? HH o que é que eu acho? Eu
acho que dentro das poucas medidas ou dentro das más medidas foi uma boa medida, porque eh mais medidas, não é que isso tenham sido mais medidas, atenção, mas mas dentro das medidas que podiam ter sido feitas no imediato, foi uma ótima medida. Ah, mas estamos a falar de uma poupança de 15 ou ou 20.000. Sim, Estamos a falar de uma poupança de 15 ou 20.000 € que para uma um imóvel de 316.000 € que é o máximo, é quase 10%. Uhum. E, portanto, eu acho que as pessoas não têm noção da realidade. E as pessoas
vivem no mundo que não é real, que vivem no mundo dela, na quintinha dela e, portanto, é o que ela faz, é o Só que isto não é real. Isto não acontece assim. De facto, existe um problema na existe uma crise habitacional, existe um Problema em Portugal relativamente à habitação. O maior problema ou o maior responsável desta crise habitacional é o estado. Não há outra forma de dizer, é o estado. Mas como é que se pode fazer? Pode-se fazer de milhentas formas, sedam terrenos que têm milhares de terrenos, milhares de terrenos. Pá, eu dou-te um
exemplo. Onde eu trabalho muito, Câmara Municipal de Odivelas tem um antigo edificado prédio inteiro que tem, portanto, dois restos de chão, dois Primeiro andar, segundo, terceiro e quarto. Portanto, se eu não estou em reve até ao quarto, portanto estamos a falar 2 4 6 8 mais ou menos 10 apartamentos que eu acho que ainda tem cave que está foi era um antigo hh lar da segurança social, deixou de estar ativo, está há mais de 15 anos parado. O prédio está lá, o prédio parado, parado. Não tá, não, não acontece nada naquele prédio com os vidros
partidos, com isto, Com aquilo. É isto. Odivelas, nós estamos a falar de uma Câmara Municipal com uma Câmara Municipal de Odivelas que eh não tem casas, tem exercido inúmeras vezes o anúncio legal de direito de preferência em imóveis de 200 e 300.000 1000 € mas depois tem um prédio com 10 apartamentos que não faz nada com ele. E isto é tudo muito bonito porque estes todos eles todos estes governantes que nós aqui falamos lidam bem com o dinheiro que é o dinheiro dos Outros. É o meu, é o teu, é aquele dinheiro que todos nós,
os que estão lá em casa, descontam, os que descontam. Porque a verdade é que se isto não fosse assim e se de facto colocassem o dinheiro deles, se calhar este tipo de política não existiria, porque é inconcebível estarem n prédios parados no Porto, onde seja. Eu acho que é a nível nacional. Eu conheço mal a realidade do Porto, como deves calcular, mas eu acho que é a Nível nacional. Eu acho que é a nível nacional. são completamente parados e depois pressão de requalificação e isso e depois exercem o anúncio legal do direito de preferência de
outros imóveis que muitas das vezes são para famílias para habitação própria permanente e que perdem o imóvel porque a Câmara Municipal decidiu, houve um vereador ou um fiscal que decidiu que aquele imóvel podia fazer eh sentido naquilo que era a competência da Câmara Municipal e já Aconteceu num processo meu Passado seis meses, o vou estar com ninguém lá dentro. Fizeram só operação para nada. É isso. É, isso é triste. Se for assim, é triste. E depois falamos de crise habitacional. Claro. E e depois lá há aquela velha máxima que é um ponto que temos que
levantar. Eh, essa medida feita pelo governo, ainda assim é uma medida que afeta claramente a vida à procura. Eu pergunto-me, mas que medidas estão a fazer no lado da oferta? Eu não Vejo estímulo. Eu não vejo a ti, por exemplo, como investidor, o que é que te estão a a aliciar para te estimular a arriscar fazer uma casa? Porque isto é isto é importante as pessoas perceberem lá em casa, pelo menos a minha área é economia. Eu gosto de pensar sempre assim: se tu estás a precisar que te apareçam investidores para fazer alguma coisa para
ajudar a resolver o problema, eu tenho que te aliciar de alguma maneira. Só que, só que se eu sou Investidor e sei o tempo que eu demoro a construir casas, se eu sei que tenho que fazer um investimento, tenho que fazer um plano financeiro, se eu sei que os governos mudam rapidamente o estilo de política, é uma incerteza política brutal. Nem me estás a dar benefício fiscal nenhum para eu construir, porque é que eu vou construir? Eu vou aplicar o meu dinheiro nooutro lugar. Portanto, falta medidas um bocadinho mais agressivas na parte da oferta. Claramente,
na minha opinião, eu acho que falta medidas no que diz respeito à à parte fiscal, por exemplo, e isso não é 100% eh ou seja, não é 100% direcionado àquilo que é a parte do investidor. Eu acho que falta de alguma maneira uma promoção fiscal que permita ou que dê a abertura aos investidores de investirem, porque de facto vão investir, vão de alguma maneira pagar menos impostos, têm de ganhar alguma coisa. É isto que eu estou A dizer, têm de ganhar, mas no final do dia e vão conseguindo afastar aquilo que é a crise habitacional.
Claro, ganhamos todos. Voltamos ao mesmo. Tu tens hoje uma governação que não tem uma maioria absoluta, tiveste uma governação anterior que teve uma maioria absoluta com dois partidos que são contra o capital e contra as empresas. Diria, se calhar, mais o bloco contra as empresas e o PCP contra o capital, sendo que também consigo Perceber que o blog possa ser contra o capital. Portanto, no final do dia, eu acho que o grande problema é o panorama político português, porque eh mudam-se, como é que é, descobrem eh zangam-se as comadras, descobrem-se as verdades, não é? Portanto,
a verdade é que estes dois partidos que estavam ali exerçados ao Partido Socialista, entretanto agora zangaram-se e agora vão e agora estão sozinhos e depois o Partido Socialista, se agora precisar de uma maioria vai Chamá-los e eles vão entrar. E, portanto, e vai ser isto, uma roda viva. E, e o problema mantém-se, que é se pode haver sim investidores que possam fazer isto ou aquilo relativamente à crise habitacional, eu acredito que possam. Se estão disponíveis, eu duvido porque muitos deles, muitos deles e qualquer investidor pensa todos nós somos investidores. Ya, qualquer investidor, qualquer investidor é
roi. Ponto. A grande questão é porque é que eu vou Estar a investir 1.500.000 ou 600.000 € se eu depois tenho que dar 28% ao estado, por exemplo. Isto acontece no mercado de arrendamento. Ya, isto acontece no mercado de arrendamento. Uma questão básica. Ah, renda é 1000 €. Não, a renda não é 1000 €. A renda é 1000 € menos 28 menos 28% que são menos 280 80 €. Y ah não é há mais no final do dia é que e pant estou-te a falar de uma renda de 1000 €. Se tiver a falar de
uma de 700, Se tiver a falar de uma de 700, menos 28%, façam as contas, não é? Portanto, isto é tudo muito bonito, mas o investidor não se sente traído neste modelo de negócio. E eu compreendo e e eu lido com investidores todos os dias e e o que eles me dizem é: "Pá, eu não vou pagar para trabalhar, eu prefiro estar quieto." É isso. Eu tenho, mas os outros não têm. É um problema que é dos outros. Ya, não vais aplicar o teu capital com uma perspectiva de não conseguir Rentabilizá-lo ou ser tão indefinido
que tu hoje até dizem assim: "Não, eu hoje vou-te dar, amanhã muda tudo, não corte tudo." Não há previsibilidade porque lá está, nós não estamos a comprar uma ação que eu compro hoje e venda amanhã. Tu estás a prometer a uma pessoa que não podes confiar que durante 8 anos, 10 anos, 14 anos eu não te vou chatear. Concordo totalmente. O que é que o que é que eles te dizem? O isso até é giro. Tu que estás na no terreno, o que é que te Diz a pessoa que está à procura de casa e
o que é que te diz a pessoa que até tinha os recursos para para construir uma casa? A pessoa que está à procura de casa muitas vezes sente-se, pá, sente-se, sente-se sozinha e sente que eh esta coisa de ter uma casa ou ter um lar que haveria de ser uma coisa normal e havia de ser uma coisa básica, se torna um uma coisa quase num pedestal incontornável e que não é de fácil acesso. O investidor, o Investidor, o investidor diz muito sucintamente que não está para isto. E, portanto, nós temos vários investidores que muitas das
vezes não vão ao jogo porque percebem que, pá, que não vale a pena ganhar, investir 100 ou 200.000 € para ganhar 20 € 20.000 € não é nada. Ah, e o risco isso associado. E, mas por exemplo para as pessoas que estão à procura, tu notas que, por exemplo, tem abrandado agora nem por isso? Não, a procura, procura tá Ridícula. A questão é que não há produto para a procura. Claro, não há produto para a procura. E sabes que eu eu tenho vindo ao longo destes tempos eh sobretudo desde a pandemia, na altura da pandemia,
toda a gente me caiu em cima porque eu disse que o mercado não ia cair e a verdade é que o mercado não caiu. Nós fizemos o melhor anem, por exemplo. E a verdade é que eu disse que o mercado não ia cair e não caiu. Eu não sou vidente, Não sou maia, não, não sou aólogo e também não estudei aologia, mas há coisas que são números e há uma questão que é factual. O problema da pandemia ou este problema que vivemos agora até com a guerra da Ucrânia e da Rússia h e esta crise
habitacional que se vive não tem nada a ver com isto. Tem a ver com aquilo que acabei de falar dos tais Magalhães, etc. e todas essas políticas mal concertadas que levaram a isto. Eh, a verdade é que As pessoas compararam muito esta crise à crise de 2008 e 2010. Então, eu agora vou explicar muito sucintamente para aquela câmara, para as pessoas que estão lá em casa, para conseguirem perceber. A crise de 2008 e 2010 tinha vários problemas. dos quais havia muita construção nova, o arrendamento era solução e estes eram os dois principais pontos de base.
Hoje, na crise habitacional, o arrendamento não é solução e não há Construção nova, portanto não é comparável. Ainda outra, em 20080, as avaliações ou os imóveis eram avaliados e o crédito, a habitação era cedido pelo valor mais alto. Hoje o crédito à habitação é cedido pelo valor mais baixo, seja ele da avaliação, seja ele do valor de compra do imóvel, do valor de escritura. Portanto, são coisas completamente disparares. A crise que nós vivemos em 2008 e 2010 não vai Existir nos próximos anos, não vai acontecer. garantidamente, porque não é o mesmo modo operandi. Nós não
temos construção nova, o arrendamento não é opção. Tu em 2008, 2010 arrendavas um T3 ou um T2 numa zona periférica a Lisboa ou centro de Lisboa, Amadora, Odivelas de Loures, por 600 ou 700 €. Tu hoje arrendas um T1 em Odivelas por 900 € ou 800 € e um cubículo 50 m². Ya, portanto Não é comparável, não estamos a comparar o mesmo. Eh, não façam disto uma coisa que é é é colada à outra, porque não tem nada a ver. São coisas completamente distintas. a crise habitacional que se vive hoje e que se irá viver
claramente nos próximos tempos e diria nos próximos tempos 5 a 15 anos, OK? Neste espaço temporal, pois porque pois demora neste espaço temporal claramente 5 e 15 anos e é fácil, não é? as pessoas que hoje não têm filhos, amanhã vão ter. Portanto, e Esta crise vai continuando, vai se manter. Pronto. E esta crise habitacional que hoje vamos ter, eu diria entre 5 e 15 anos, se não rçar os 20, mas 5 a 15 anos, é uma crise habitacional que só pode ser feita de várias formas e estagnada de várias formas. A primeira é as
câmaras municipais têm que perceber que os imóveis são das pessoas e o imposto municipal sobre imóvel, o imi, faz zero Sentido. OK? Eu sei que de facto é algo que dá muito capital ao estado, mas as pessoas às câmaras, às câmaras municipais, sim, apesar de ser, apesar de de ir para a governação central a seguir 10, mas este este é um valor que muitas das vezes faz muita diferença a famílias e que permite muitas destas famílias ao longo de 10, 15, 20 anos conseguir ter um valor de entrada inicial para um imóvel. OK? Portanto, este
é o Principal. Eu não digo: "Ah, mas isto achas que deveria ter uma idade?" Claro que deve ter uma idade máxima. Ou seja, eu acho que tendo em conta que esta crise habitacional tem muito a ver com as com as pessoas que são mais novas, não é? Ou seja, com a nova geração, eu acho que nós devemos alicerçar e apetrechar a nova geração de mais benefícios neste nível. OK. Ah, mas tu já tens o imposto municipal sobre imóvel durante 3 anos de isenção. Sim, mas são 3 anos. Se o imposto municipal sobre imóvel for 500
€ por ano, são 1500 €. 1500 para amortizar qualquer coisa. 1500 € significa duas prestações numa casa de 200 e poucos milos. Ya. Não é? E que eu saiba, em 3 anos nós temos 36 prestações. Portanto, ou seja, o que é que eu quero dizer com isto? Acho que sim. deve ser aliado naturalmente de uma idade máxima, mas imagina jovens até aos 35 anos, parece uma idade razoável para Que dê andamento e possibilidade para que as pessoas não paguem em MT e não paguem em MI durante 5, 6, 7, 8, até aos 35 anos, o
que seja, um bocado à semelhança daquilo que foi feito com com o IMT, com o imposto de cel e e sim, acho acho que pode ser muito por aí. E depois é o parque habitacional. Eu volto sempre a tocar neste tema que é o parque habitacional. Por favor, o parque habitacional. Vejam o parque habitacional. Há milhares de casas. Nós Não temos noção. Nós não temos noção. Eu não, eu não vou estar aqui a dizer números porque primeiro são osadores e depois porque posso estar aqui a cometer algum erro de memória e não ter o número
ao certo e depois lá em casa ficarem chateados porque eu disse uma coisa que não é verdade para logo cobrar. Eu prefiro, eu prefiro não dizer, mas pá, vão ver a quantidade de imóveis no parque habitacional que nós temos e que É assim mesmo que se chama, parque habitacional. e vão perceber que isso poderia ser um grande grande apoio estatal h às famílias, eh sejam elas quais forem. E naturalmente outra coisa importante que é a cedência eh de terrenos estatais para a construção com o apoio do Estado, ou seja, em cooperativas. Eu sei que isto
é um está sempre muito dependente de de governação para governação e de questão política para questão política, mas eu acho que Isto poderia naturalmente ser uma grande maisvalia como acontece no Porto, como acontece muito em Lisboa, os olivais, a encarnação, a encarnação tem moradias de de construção em cooperativa, moradias que hoje valem 700.000 € e ótimas construções. O que é que foi feito? Foi feita uma cedência de terreno por parte do Estado, foi construído por uma empresa. É assim que é feita uma cooperativa, OK? E a seguir o uma os Produtos são vendidos. Ah, mas
o Estado vai ter durante x tempo eh direito de superfície. Boa. Mas resolveu o problema. Boa da sociedade. Boa. Não é? Deixa o Estado ter direito de superfície. Qual é o problema do Estado ter direito de superfície? E o Estado já exerce o anúncio legal do direito de preferência de imóveis que não têm direito nenhum, portanto é que ele pelo menos tem Direito para exercer. Ya. E por exemplo, imagina imagina isto também. Atualmente as pessoas cada vez têm menos filhos. Sim. Por isso é que tu dizes de 5 a 15, né? Por que já daqui
a alguns anos até poois e se calhar até vai, se não houver gente a nascer vai ficar aqui um equilíbrio de Não, eu acho que eu acho que eu acho que 15 anos é tempo. Agora eu digo é tempo demasiado suficiente. Claro, nós nunca sabemos. É uma se eu não sei, eu não sei quando é que foi a Época dos Magalhães. Ui, já foi. Foi antes da crise mesmo. 2008 para aí. Pronto, 2008 até agora passaram 10, 15, sei lá, 17 17 anos e o problema manteve-se. Portanto, isto depende muito daquilo que forem as políticas
aplicadas para Sim, isso demora são medidas que demoram muito tempo. Mesmo que agora alguém se eliminasse e reduzisse os impostos todos, isto demorava. Possível que é possível. É, é claramente possível. Repara o seguinte, Tu conheces o o turismo como conheces hoje. Eh, a cara do turismo foi o secretário de Estado do Turismo que foi o Adolfo Mosquita Nunes, hã, na governação do Pedro Passo Escolha e Pel Portas. Ele foi quem fundou o turismo como tu vês hoje. Não é quem fundou, mas quem apetrechou o turismo como tu vês hoje. Adolfo Mesquita Nunes. E a verdade
é que isto demorou qualquer coisa como 4 anos. Agora tu tens que estar promovido. São coisas completamente diferentes, mas Tu tens que estar promovido e não, primeiro tu tens que estar na causa pública como uma causa nobre. Não podes estar numa causa pública como a tentar retirar ao máximo para ti. E esse é o problema de grande parte da sociedade política para lá fazer uma carreira. Aliás, tu chegas aos da Assembleia da República e vais ver o que é que eles foram antes de estar na Assembleia da República e grande parte deles não foi Nada.
Só teoria. Pronto. E também não podes fazer nada. Exato. Mas depois também tens aqueles que são e depois são depois não podem ter empresas e depois as mulheres não podem ter empresas, os filhos não podem ter a sociedade com eles. Bem, e portanto 30 por uma linha não podes fazer nada. Exato. Tu tens que ser só estudaste esta faculdade prensa carreira. Tens que ser eh tens que ser político, tens que ser aliado político, tens que ser um boy político, tens que Seguir, tens que fazer a jota da política, tens que e colar cartazes, tens que
isso tudo e depois quando tiveres para chegar vai haver alguém que vai ser melhor que tu ou então tem mais poder dentro dentro da estrutura que tu e tem que ser ele e depois tu ficas cá em baixo e depois quando ele sai já podes ser tu, mas entretanto aparece outro tem mais poder e portanto e tens que estar neste jogo porque de facto quando tu tens empresas isto ou aquilo, Temos agora o caso do primeiro ministro, não é? Coitado. Eu acho que é claramente isso é isso é é um é um apontamento que eu
que eu rebeijo-me porque faz muita confusão. Como é que é possível e liderares um país eh sem teres resolvido os problemas da tua vida primeiro. Ah, tipo, tu não resolveste o teu problema, não resolveste o problema da tua família, vais resolver o problema do país. Ou seja, que parte prática tens tu para Poderes agora governar um país? E quando tens és visto como pá só podes fazer como Pedro Nuno Santos que pede 500.000 € pede não dá 500.000 € de inização a uma senhora que sai da TAP ou então pede 500 milhões para voltar a
brincar com a TAP. É isto. Se fores o Pedro no Santos e se conseguires fazer isto é já é muito 500 milhões para brincar outra vez com a TAP e e dares a minimização sem ver sem ver ou sem ler o processo 500.000 €. É por isso que eu vejo a política com os Olhos muito negativo, até porque eu gosto de política economia. Ou então agora estava a ver, estava a vir para cá e estava a ver. Ou então ter o Porsche na garagem de um amigo, de um sócio, do pai, porque não podes ter
o Porsche na tua, na tua, na tua casa, que é para ninguém descobrir. É, lá está, é a política é tão suje é que nem que nem estimula. Pronto, e é por isso que as pessoas se afastam. Atenção, com isto tudo, eu não estou a dizer para votar em Montenegro e não votarem no Pedro Nun Santos. Votem quem tiverem que votar. Eh, mais importante do que votar é votar em consciência, certo? Eh, agora a partir daí cada um toma a sua decisão. Olha, uma coisa, pergunta também se há crítica, mas que tu vais ter de
certeza uma opinião específica. Tanto se vende o problema dos Airbnbs. É um problema para o Bloco de Esquerda. É para o bloco de esquerda. É, aliás, eu acho que o mundo é um problema para o Bloco de Esquerda. Eh, o bloco de esquerda. E pá, eu não, imagina, eu odeio foi, eu não gosto de falar política nos podcasts, até porque eu já estive alicado muito político. Hum. E e agora, pronto, estás-me aqui a fazer estas perguntas, mas eu tenho que dizer, imagina, é um problema para alguns partidos, sim. Eh, em Portugal é algo, é um
problema para alguns representantes de alguns partidos em Portugal. Curiosamente partidos como o Bloco de Esquerda, que a seguir tem um ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa, não sei se ainda é ou não, o Robels, que era contra os Airbnb, não é mentira, era contra aquilo que eram os contratos vitalícios e e a a expulsão, não é expulsão, táme estme-me a faltar o termo, mas a a retirada dessas dessas pessoas o despejo, isso, o despejo era contra o despejo das pessoas que são jovens há mais tempo com contratos vitalício, mas depois vendi um prédio Por não
sei quantos milhões e despejou as pessoas todas. Portanto, isto é, a moral é uma coisa engraçada quando não nos toca a nós. Eh, portanto, os Airbnbs, eu acho que é uma coisa completamente normal e é uma coisa que tem que acontecer, acontece no mundo inteiro. Eu estou hoje hospedado no Airbnb e não fui para uma unidade hoteleira porque preferi estar no hospedado no Airbnb. E eu acho que tem que se dar a Liberdade económica. Portugal tá a castrar aquilo que é o investimento, tá a castrar aquilo que é a liberdade de investimento. Eu eu tenho
dinheiro, eu invisto onde eu quero, como eu quero e faço o que eu quero. Eu até posso quer querer fazer uma churrasqueira, mas ninguém tem nada a ver com isso. Parece que existe uma necessidade extrema de comprovar, de fazer aquilo que o mundo partidário ou político Quer. Há regras. Se os Airbnbs compram comprem as regras, qual é o tema dos Airbnbs? Porque dizem que são casas que poderiam ser ocupadas. E pá, e tá tudo bem. E tá tudo bem, mas no final do dia também são casas que muitas das vezes estavam a cair e que
são renovadas. Claro, claro. E agora vai ser injusto chegares lá e despejares e ficares com a casa para depois arrendar. Agora se me diz assim, porque deu jeito numa altura, agora não Vais mandar as pessoas embora, né? Como é lógico, imagina, há há há milhent das vezes que os Airbnbs felizmente trouxeram uma nova realidade para muitas das avenidas em Portugal, para muitas das ruas no Porto. Eu lembro-me perfeitamente o Porto antes e depois para muitas das ruas no Porto é uma grande diferença. Há uma é uma diferença exponencial. Este, o Porto era um porto sombrio,
um porto com medo, nojento. Havia, algumas Ruas que Sim, claramente. E hoje tu tens o Airbnb a superar isso e a ter as coisas todas arranjadas. E o Airbnb, salvo seja, os investidores trabalham com essa com essa plataforma, porque o Airbnb é uma plataforma, mas e que fazem daquilo uma cidade encantada como é hoje e que não era há muitos anos atrás. Há muitos, não, há poucos anos atrás. Lisboa, é exatamente igual. Portanto, qual é o tema do Airbnb? Até porque se pegarmos também, lá está, economia, Traçarmos linhas de oferta e procura, então se também
fosse Airbnbs por todo lado e eles iam chegar a um ponto que eram tão baratos, tão acessíveis, que mais valia às pessoas ficarem no Airbnb. Isso e não pá, não solução é ter que haver mais casas, ponto final. Ou ou reduzimos as pessoas ou aumentamos as casas, como reduzir as pessoas é uma coisa que é um contrassenso, só podemos mesmo aumentar as casas. Exatamente. Isto é muito simples. Eu também faz-me Confusão. Nelson, imagina que hoje se lembravam de ter uma política fiscal porreira para nós fazermos casas com fartura. Tu tens ideia quanto tempo é que
isto ia demorar? Isto para quem está a ouvir ou levar este choque, quanto tempo é que nós conseg precisaríamos para o quê? Para sanar aquilo que é a crise habitacional. É, para pelo menos equilibrar a coisa. É pá, eu é o que eu te digo, eu acho que eu acho que esta crise habitacional, se as coisas andarem E se houver um projeto de facto para aquilo que é a crise habitacional, é uma coisa para demorar à vontade de 15 anos. Caramba. E até lá o que é que as pessoas podem fazer? Nada. É não votarem
nos mesmos, mas não vão ganhar casa. Não vão ganhar casa. Mas olha, pode ser que a nível que a nível que a nível de projeto de crise habitacional possa ser diferente. Não não te consigo dizer. Eu acho que as pessoas têm que perceber que tem tenho que perce a situação do Crédito é 100%, por exemplo, foi uma coisa que as pessoas não têm necessidade. Há há pessoas a pedir crédito a 100%. A achar que que pá que que recebem recibos que recebem recibos verdes onar de trabalho e vão pedir um crédito a 100%, percebes? Ou
seja, as pessoas estão as pessoas têm pouca literacia financeira. Claro, não há literacia financeira em Portugal. As pessoas não têm conhecimentos. Eh, e eu não condeno As pessoas, eu condeno quem não permite que as pessoas tenham esse conhecimento, OK? Ou quem não dá esse conhecimento. H, as pessoas não sabem, as pessoas não sabem o porque é que não podem ter um crédito, sendo que há crédito a 100%. As pessoas não sabem quais é que são os condicionalismos. As pessoas não sabem se aquilo de facto vai aumentar alguma coisa a nível prestacional ou não, a nível
de Prestação propriamente dita ou taxas de juro. As pessoas não, as pessoas não sabem o que é que é um dano, nem uma Teg, nem não nem sabem porque é que a taxa varia. Não, as pessoas não sabem o que é que é uma taxa variável, uma taxa mista ou uma taxa fixa. As pessoas não sabem que as avaliações não são feitas pelos bancos, são feitas por entidades externas aos bancos. Portanto, as pessoas vivem num mundo de desconhecimento profundo desta desta Situação relativamente a tudo o que é o mercado imobiliário. Agora, o que é que
eu o que é que eu posso dizer lá para casa relativamente à crise habitacional? É isso que se disse. Eu já já te disse aqui os problemas, já te disse aqui para mim o que é que tem que ser alterado. E eu acho que está muito dependente agora do que também o que vai ser decidido daqui para a frente, não é? nomeadamente com esta com esta Instabilidade governativa, isto não facilita estes acho que isto vai atrasar tudo, não? Isso garantidamente, mas eu acho que este ano, pela primeira vez, temos autárquicas legislativas e presidenciais, verdade? Portanto,
o que eu penso lá para acaso é que de alguma maneira, pá, nestas três vontades de votar, votem bem. Sabes o que é que é giro? Geralmente quando vem as ele uma brincadeira, quando vem as eleições, as estradas pelo menos são alcatroadas, ou Menos podiam fazer umas casitas, né? Ui, mesmo era muito tempo. Demora muito tempo mesmo. Mesmo já não já não eram para eles as eleições. Mesmo em LSF. Mesmo em LSF também demora muito tempo. Olha, diz-me uma coisa, casas modelares e pré-fabricadas não poderiam ajudar um pouco isto ou não tem ou não é
viável? H, é, estás a entrar num mundo que eu tenho algum algum desconforto. Porquê? Eu acredito em casas em LSF. Nem sempre as casas em LSF, Troca isso por miúdos Para as pessoas saberem. Casas em LSF são casas em aço leve, que não são casas modelares, são coisas diferentes. Uma coisa é casa modelar, outra coisa é uma casa em LSF, eh, uma casa em LSF ao leve, são coisas totalmente diferentes. Casas modelares são blocos. Uhum. OK. Casas em em Alev são casas com estrutura feita em Llev, ou seja, é como se fosse uma construção normal,
mas em leve. Tu já vês em muitos países do mundo casas, prédios em leve. Eu acho que Portugal Nesse aspecto está muitos anos atrás relativamente a isso. Até se vendo no eBay. É verdade, é verdade, é verdade. Tu vês também eh nos Estados Unidos, por exemplo, muitas casas modelares. Eu acho que as casas modelares podia ser sim, de facto, eh bem como as cas as casas em Asolev, podia ser sim uma solução, mas eu acho que não é uma solução credível, tendo em conta sobretudo aquilo que são as últimas condições climatéricas e atmosféricas que nós
temos passado e Vivido nos Estados Unidos. Nós vemos de facto as casas modulares e quando vem um tefão ou isto ou aquilo não tem a casa modelar. Não significa que também não vá a casa em cimento e a casa em pedra, mas acho que tem mais consistência e mais de credibilidade. Claro. E por exemplo, não haveria de alguma forma a possibilidade de o processo de construção da das casas se tornar um bocadinho mais fabril, mais industrializado? Não, eu acho que havia para ajudar a baixar custos. Eu achei Que havia toda a possibilidade das câmaras municipais
serem mais rápidas na resposta para que os construtores possam de alguma maneira conseguir construir mais rápido, porque a verdade é que tu tens que meter o projeto à câmara e depois o projeto vai para revisão e depois o projeto demora não sei quanto tempo para revisão e entretanto já deste dinheiro à Câmara Municipal, já pagaste o início da abertura do projeto e depois entretanto Se não arranjares um projeto, isto vai polémico, entretanto se não arranjares um arquiteto na que tenha conhecimentos na Câmara Municipal, o projeto demora mais tempo. E, portanto, como o projeto demora mais
tempo, em vez de ser 500 ou 600 € abertura do projeto, já são 5 ou 6.000, porque há alguém que tem que levar dinheiro para meter lá o projeto mais rápido. E, entretanto, tu pedes um pedido de alteração ou a Câmara diz que não, não pode ser assim, tem que ser Assado e já há um pedido de alteração e, portanto, já são mais 400 € e, portanto, a seguir vem o licenciamento do alvará de construção, mas o licenciamento do alvará de construção vem mal porque o departamento de urbanismo enganou-se e então vai lá e tens
que pedir um novo e já são mais 120 €. E e é isto. E portanto, e no meio disto tudo e passou dois anos, tu começas a construir passado 8 meses. É tanto tempo. Pronto. HH o regime do Simplex, que é um regime Que existe agora, vem prever que passados x tempo, tu possas começar a construção. Eu duvido que existem muitas empresas que possam fazer isso sem algo concreto da Câmara Municipal, porque depois quem é que vai assumir? Sim. Atenção que o regime do simplex diz, se não houver prazo, não, se não houver uma resposta
em prazo X, dá automaticamente como deferido. Mas a questão é, eh, eu tenho algum receio nesse aspecto? Claro, com com a malta que fiscaliza hh Estas coisas nas câmaras municipais, até porque as câmaras municipais adoram dinheiro e tem os fiscais, exatamente para ganhar dinheiro. Claro. E e depois quem é que iria assumir o risco de alguma coisa que estivesse errado? Eu acho, é, eu acho, eu acho que não, isso não funciona assim. Pois eu, ou seja, temos mesmo um berbicachxo, mas pronto, também não querendo assustar toda a gente, vamos tentar puxar pelo tema pelo menos
uma parte mais didática e que vos Ajude. Eh, tirando estas, pá, notícias negativas que nós começamos, é para acabar, é para acabar bem. Pessoal, olha, diz-me uma coisa, por exemplo, para vocês consultores, estes últimos 10 anos, deve ter sido uma coisa, pelo menos para os bons consultores. Fala-me, por exemplo, da tua jornada, quebes anos deve ser mais ou menos a tua carreira. Olha, não. Eh, eu comecei há 6 anos, portanto comecei comecei a em 2019. Ah, portanto, não foram 10 anos. Eu eu já Vivi momentos difíceis no mercado. Eu vivi um momento onde havia um
pico gigante de mercado, que foi quando eu entrei em 2019 2020 e depois vivia a questão pandémica, não é? hh que toda a gente se assustava e que não se podia fazer visitas e vamos lá meter a máscara e vamos lá calçar os sapatinhos e vamos lá meter o gel desinfetante e isto e aquilo. Pronto. E e de facto o que eu te posso dizer é isto tem sido uma jornada incrível, tem sido uma jornada eh Absolutamente brutal. E porquê? Porque eu alicerço aquilo que é o negócio as pessoas e e quando tu consegues fazer
este ter estes dois mãos ao prânico, h o negócio praticamente se desenvolve. Eu hoje estou, eu tirei, tirei este fim de semana, quinta, sexta, sábado e domingo, portanto só volto para Lisboa no domingo. Eh, e de facto a empresa continua a funcionar, ou seja, o que eu criei foi uma estrutura completamente autossuficiente, que não Depende de mim para faturar, para se para lidar com os problemas, para resolver os problemas. Ou seja, esta estrutura está a acontecer. Neste momento, estamos a fechar negócios, certamente, e eu não estou lá, apesar de ser a cara destes negócios todos.
Ou seja, ao longo deste tempo, o que nós temos vindo a criar é uma estrutura completamente eficiente, eh, consistente, h, e que faz por ela Própria com que as coisas aconteçam. OK? E, portanto, isto demorou 6 anos a construir há algum tempo. Hum, e a verdade é o que eu costumo dizer, que é se eu demorei 6 anos a construir isto, imagina se eu tivesse feito isto há 10 anos atrás. Portanto, as coisas hoje seriam muito mais muito mais alinhadas ainda. Mas sim, basicamente é isto. Ou seja, tudo aquilo que foi construído ao longo deste
tempo foi eh eu não eu não tive nem Tenho pais que fazem investimento imobiliário e que de alguma maneira me ajudaram naquilo que era h os seus os seus investimentos. não me ajudaram, eh, ajudaram-me de outra forma que é deram-me todas as possibilidades de eu ser a pessoa que sou hoje. E isso para mim é é um nível de gratidão gigante e é um dever de gratidão para com ele gigante. Relativamente àquilo que estava a dizer é o meu principal objetivo e a minhas principal meu principal ponto de Partida nesta jornada era criar uma estrutura
que não dependesse de mim. Querias automatizar um sistema para poder escalá-lo também. Sim, que era esse o objetivo. E por exemplo, o que é que tu dirias a alguém que está a assistir? E se cá tava aquela dúvida, ah, ok, isso tudo bem, mas e eu vale a pena eu ser consultor imobiliário? Vale a pena eu entrar? O que é que eu tenho que saber? Tenho que aprender? Acho, eu acho, eu acho que vale, eu acho que vale Sempre a pena. Hum, e eu luto, eu luto muito por um mercado altamente profissionalizado, que infelizmente não
é. E por isso é que tu tens consultores que em vez de venderem os produtos, mais consultoras eh que em vez de venderem os produtos se vendem elas próprias. Hum. E eu acredito no mercado altamente profissionalizado e eu tenho a certeza que isto mais dia ou menos dia, vai ser uma coisa que vai ter que acontecer, porque já chega as pessoas estão Cansadas de assistir a certas e determinadas coisas, as pessoas estão fartas de assistir a certas determinadas atitudes dos consultores imobiliários. E há muito há há há muito esta perspectiva no mercado que é e
pá, mas o mercado lá fora, ou seja, o cliente fala muito mal do mercado imobiliário. É normal. É normal porque o maior responsável é o consultor imobiliário, porque o consultor imobiliário não se sabe comportar. O consultor imário não Sabe estar à mesa, não sabe dialogar, não sabe perceber, não sabe entender, não sabe ouvir. Às pessoas que estão lá em casa e que querem ter o sucesso na área, o que eu aconselho a fazerem é exatamente isto, que é saber ouvir, saber reconhecer, não achar que sabe tudo e dar uma nova forma ao mercado. Agora também
lhes digo que tem que estar dispostos a pagar o preço. E estar dispostos a pagar o preço não é Poder ter a vida boémia que muitos dos que estão lá estão lá em casa têm. Eh, porque este estar no mercado é é estar todos os dias, todos os dias 7 dias por semana, 24 horas a pensar o mercado. E isto é a única forma de tu estás no mercado. Porque se tu vieres para o mercado para faturar 35.000 1000 € significa levares 900 € para casa. Pá, vai para o Ping Doce, vai para a caixa
do Ping Doce. Nem justifica o risco. Não faz sentido. Não faz sentido. Agora se Tu vieres para licerçar valor e ganhar de facto muito dinheiro e ganhar de facto muito dinheiro depois depende de pessoa para pessoa. Há pessoas que 10.000 € é muito dinheiro, há pessoas que 20.000 € é muito dinheiro, há pessoas que 50.000 € é muito dinheiro, não é? Pronto. Agora se vens para cá para ganhar dinheiro, há uma coisa que tens que lembrar. Isto é, o mercado imobiliário h muitas vezes é é existe o a parecença Por parte do consultor que quer
testar o mercado, mas quem testa o mercado não é o mercado, não é o mercado, não é o consultor que testa o mercado, é o mercado que testa testa o consultor. Portanto, que não venham para cá com essa, com essa ideologia e com a cena e com a sede do dinheiro, sendo que hoje é muitas vezes passada também que o dinheiro do mercado imobiliário é fácil. O dinheiro no mercado imobiliário não é fácil. Ganha-se muito dinheiro, mas é Difícil, muito soado, muito esforço e um trabalho plantado ao longo do tempo, sem dúvida absolutamente nenhuma. E
atenção para isto lá em casa que é muito importante, que é não é difícil ganhar dinheiro no mercado imobiliário, mas é muito difícil tu ganhares muito dinheiro, OK? São coisas diferentes. Tu ganhas dinheiro fácil, faz uma transação de arrendamento, estás a ganhar dinheiro. Mas ganhar muito dinheiro é Diferente de ganhar dinheiro. E, portanto, é muito difícil tu ganhares muito dinheiro no mercado. Tens que estar muito bemçado, saber o que é que estás cá a fazer. Vais levar muito, muita, muita pancada, muita pancada. E só depende de ti. Eh, tu conseguiste aguentar. Se te aguentares, se
fores aguentando, eh, pá, as coisas vão vão vão acontecendo, mas de facto não é fácil. Tu dirias, por exemplo, quanto tempo achas que um consultor Precisa de de estar a aprender e a provar-se ao longo do tempo até ver os primeiros resultados? Pá, olha, depende na nossa na nossa estrutura, na nossa equipa, eh os nossos consultores em média em um mês já fizeram negócio. Uma primeira transação. Sim, boa. Ah, agora as médias da Remax Portugal são diferentes. As médias da Remax Portugal são 4 a se meses. Eh, nós temos a coisa muito bem oleada. É
muito difícil o consultor que vem trabalhar connosco não Estar a faturar nas três, duas, quatro primeiras semanas. É muito difícil. Agora é é fácil se ele não seguir a métrica, ou seja, é fácil se elegir o método. Se ele não seguir o método é muito fácil. vai lá estar oito meses e não vai fazer. Agora se quer seguir o método e seguir o método à risca, é muito fácil ganhar dinheiro. Boa. A tua equipa só opera na zona sul? Não, a minha equipa opera norte a sul e ilhas. Boa. País inteiro. País inteiro. Se Tiveres
um produto para vender aqui no norte, nós tem aqui alguns amigos. Tem sabes uma coisa gira que há bocado disseste e eu para ia-te dizer e depois passou-me. Eu na altura fiquei assustado há 3 anos atrás, creio eu, 2022. É 2022, eh, em Gaia, por exemplo, para teres uma ideia, havia a zona da Lid da Madalena e deves conhecer a Badagem. Isso, pá, para teres uma ideia, antes de 2020, aquil maioria daquilo era deserto, não havia Nada, de repente começaram a aparecer uma série de construções, a zona da seca do bacalhau, olha, agora tá tá
forte e feio, forte e feio. Pois bem, estás a ver? Sim, sim, sim, sim. Totalmente reabilitado. Aquilo era uma manojeira. É, estava totalmente desaproveitado. Não, não tinha absolutamente nada. totalmente desaproveitado. Quando eu fui lá, fui conhecer aquilo, aquilo parecia um uma selvia aquilo era só é digamos que havia momentos do ano que Sim, Terrível, pá. Agora imagina, ainda assim o que é feito não é para o poder de compra da maioria do dos portugueses, mas não é mas não é muito também por aquilo que são os valores dos licenciamentos e das obras. OK. Eu concordo
totalmente. Concordo. É, é esse era o ponto que eu falava há pouco. Ou seja, e se se haveria forma de se tentar industrializar alguma forma a produção da casa, ou seja, ainda é ainda é não há outra forma de se poder, por exemplo, Levar a casa pelo menos em alguns blocos já pré-feitos? Acho, eu acho isso muito difícil. Não seria possível. Eu não, não digo que não seria possível. H, não sou arquiteto, não sou engenheiro civil. Eh, eu faço a parte, eu faço a parte da operação, não é? Eh, essa sim é a minha parte
da operação e da promoção. Hum, e portanto eu aí seria o promotor. Claro. Claro. Mas eu entendo que seja exponencialmente difícil porque Portugal não tem essa capacidade. Pois. Portugal, Se tivéssemos a falar de um país como a China, não é? Um país como Dubai. Um país como o Dubai constrói um prédio de 20 andares em um ano. É isso. É isso. Porque eles têm tudo muito industrializado. H. Pronto. Foi por isso que eu faço as perguntas aqui. Não dava para dar o jeito, né? Era era porreiro. Era porreiro. Dava jeito para para para facilitar o
processo. Olha, interessante. Portanto, você umas métricas muito boas. Qual é a média de Transação, por exemplo, de valor por nosso ticket médio anda por volta dos 300.000 €. O nosso ticket médio não é muito alto. Nós fazemos em muitas transações. OK. Mesmo assim 300.000 depende também da zona que estamos a falar. Sim, mas imaginem hoje hoje em dia um T2, um T2 ali ao pé. Vou vou vout-te falar vout-te falar da zona do Porto, mas um T2 ao pé das antas custa 300.000 €. Certo. Um T2 nos aliados, então nem vou falar, mas sei lá,
e um T2 Em Gaia custa-te mais de 300.000 €. Ah, portanto é um ticket, não é um ticket alto, é um ticket para o mercado de hoje baixo. OK. Mas ainda assim tás a a deixar o pessoal lá em casa com água na boca do género e tem que ser consultor porque se se isso é média por transação e quantas transações médias por mês nos é nossa é a nossa é a nossa média. É a nossa média. Eu posso dizer que nós fizemos no primeiro trimestre deste ano eh ver Se não tinha se não vou
errar vou tentar aqui pensar. Portanto, nós tínhamos, não, não, não, não, não é, não é preciso. Nós tínhamos um objetivo de 90 angariações no primeiro trimestre, ou seja, 90 casas que queríamos colocar com a nossa mediação. Fizemos 87, OK? E tínhamos o objetivo de 90 eh imóveis transacionados. Fizemos, se eu não estou em erro, 86. 80 e 88. 88. Já viste? 88. Errei por um. Por dois. Errei por dois. Errei por Dois. Pronto. 88. Portanto, este foi o nosso, isto é, é a nossa média. Portanto, fizemos 88 transações e fizemos 87 angariações. Boa. Interessante. E
é sempre o processo mais difícil, a angariação, talvez, não? É sempre o processo mais difícil. Ainda assim conseguiram aí, a tua equipa está bem oleada. Tá bem oleada. Tá bem oleada. Engraçado. Por exemplo, no Algarve não sentes que estão cada vez mais casas disponíveis para ser o O Mercado Algarve é um mercado altamente sazonal. Eh, e isso é um problema porque é um mercado que agora começa a despertar, mas até agora, hh, é um mercado muito melancólico, não é? Não tem nada a ver com o mercado do Porto, do Porto. Há mercados muito diferentes. O
mercado de Lisboa é como uma coisa, o mercado de Lisboa é um mercado altamente eh fazível o ano inteiro, sendo que o ano passado foi muito forte nos meses de junho, Julho e agosto, que não é normal por alguma razão que tu achas, não te consigo dizer. Eh, mas foi muito forte e não é uma coisa especulável. Normalmente são os meses mais fracos e nós fizemos muito muito muito volume de faturação nesses meses. Hã, mas posso dizer que, por exemplo, o mercado do Porto é um mercado que dá, que é um mercado que está sempre
regular. Talvez eu não eu não trabalho bem o mercado do Porto, não é? Mas talvez junho, julho e agosto Também seja muito semelhante ao mercado de Lisboa, mas com preços diferentes, não é? Eh, o mercado do Algarve é completamente diferenciado aqui. O mercado Algarve, o mercado ali de Grandola Comporta, eh, o mercado até o mercado do Alentej é um mercado altamente diferente também. Portanto, há há muitas, o mercado não é nada homogéneo, há muitas diferenças naquilo que é o mercado. O mercado do Algarve é um mercado muito melancólico nestes Meses mais chuvosos, sem dúvida absolutamente
nenhuma. Agora a partir do maio começa a disparar um bocadinho. Hum. Mas mas nós temos nós sentimos isso por acaso nós temos algum produto num alguns produtos no Algarve e sentimos muitas vezes isso. E por exemplo as pessoas, será que as pessoas estão a transacionar mais vezes de imóvel por comparão Scar com as pessoas mais? garantidamente. Eh, tu hoje compras uma casa e tu não queres ficar o resto da Tua vida naquela casa, até porque tu percebes o potencial de valorização, mesmo que não percebas nada de retorno ao investimento, o Roi, mas a verdade é
que existe h muitas vezes pessoas que estão a mudar de casa simplesmente porque já ganharam ali, já fizeram ali um cash flow de 40 ou 50.000 € e parecendo que não, 40 ou 50.000 Claro. E já até preferem tentar dar um salto e arriscar ir para outro tipo de imóvel. Interessante. E por exemplo, tu neste Caso, não sei se consegues-me dar assim um um uma métrica, mas por exemplo, o mercado de Lisboa continua ainda a ser o o mercado mais quente do país. Talvez o Porto já possa estar a rivalizar. Eu acho que eu acho
que o Porto, eu acho ou algum emergente, eu acho que o Porto, o Porto durante muito tempo foi um mercado altamente parado. Hum. Notava-se muito pouco, mas mas isto é normal. O o mercado imobiliário começa sempre nos nos polos da capital. Sempre se tu fores Aos outros países, tu vais perceber isto. Certo. Amsterdão, por exemplo, é um grande problema. Sim. Portanto, começa sempre no polo de capital e depois a partir do polo de capital vai espalhando e emergindo para aquilo que são os outros polos. Naturalmente Portugal e pensando em Portugal, falando em Portugal no estrangeiro,
as pessoas falam Lisboa Porto. Uhum. E, portanto, é normal que o Porto seja a seguir a maior potência no que diz respeito ao mercado. E nós temos assistido a isso. H, há há aqui um mercado que é muito juvenil e estudantil, que é o mercado de Coimbra. O mercado de Coimbra é um mercado altamente instável, porque é um mercado que depende daquilo que é a Universidade de Coimbra. OK? E, portanto, há semelhança daquilo que acontece com Coimbra, por exemplo. Eh, Coimbra e é uma cidade que se não for a universidade morre. OK. Pronto. E e
este tipo de mercado é um mercado altamente Inconstante à semelhança do mercado do Algarve, como estava a dizer, muito sazonal. Uhum. E por exemplo, tu agora estás a ver o mercado de Braga também com uma hegemonia brutal, meu. Sim, sim. Braga, Porto, eh, Vila de Conde, hã, Póva de Varzim, Aveiro, ainda não. Aveiro, Aveiro. E e são mercados muito, muito, muito quentes. Isto tinha, imagina, isto era normal que começasse na capital e que fosse para o Porto e que depois do Porto ficasse no grande Porto, Braga, apesar de não ser Porto, mas a zona de
Braga, a zona de Vila do Conde, a zona de Póva de Varzinha, a zona de Aveiro, etc. Portanto, é normal que vá que vá acontecendo e espalhando, porque hoje em dia há pessoas que não conseguem viver no Porto e tem que viver em Fafo, em Matozinhos, em em Espinhos. Sim, aqui já está a loucura também. Nossa Senhora. Gaia, Gaia, Gaia. Hoje é incomfortável tu conseguires viver em Gaia. Eu acho que Gaia tá mais Caro que o Porto. Tá muito caro. Tá, não é? Portanto, Gaia é incomfortável. A zona de Canidelo, dessa zona é incomfortável, não
é? É sem sombra de dúvidas. Não, não é fazível tu viveres lá. É isso. E e o interior, notas também já a começar a aparecer alguma coisa? Tem insistido muito aquilo que é o alojamento local no interior, os tais Airbnbs, porque na impossibilidade de ser feito naquilo que são os grandes polos metropolitanos, tá A ser feito naquilo que são os geros polos metropolitanos, que é essas zonas mais interiores do país. Sim. Ou seja, tá a começar por aí, porque a tendência também se calhar vai ser as pessoas vão fugir, ou seja, o que vai acontecer
é as pessoas vão acabar por não querer estar no no bolo da cidade, à minha semelhança, era muito mais fácil ficar em Gaia ou no Porto ou em Espinho, num hotel qualquer, no meio da cidade, não é? Eu decidi ir para o fim do mundo Porque eu queria estar tranquilo, claro, percebes? queria estar eh na minha e poder vir ao podcast e ser o único desvio que eu venho para para ter este pequeno tempo que tenho para estar aqui comigo próprio e pensar também no projeto e pensar também no mercado e pensar também noutros alinhamentos
que queira fazer. Hum, muito interessante, não? Isso por acaso é uma é uma coisa que eu eu sinto mesmo que as pessoas nesta fase da vida, os jovens, Principalmente, se é preciso atraí-los e mantê-los cá ou fazer com que eles não fujam ou até fazê-los regressar, eh realmente não sei como é que vamos resolver este problema nos próximos anos. ten alguma dificuldade. Outro tema que eu também tenho interessante perguntar, muitas pessoas também falam das oportunidades das compras na planta e muita gente até tem insistido que isso tem sido também um dos problemas para fazer faz
com que exista ainda mais Especulação. O que é que tu achas sobre isto? É uma oportunidade, não é? É um risco? Olha, o mercado, o mercado, o investidor de Lisboa, o investidor não, o cliente de Lisboa tem a grande parte das vezes um problema no que diz respeito à compra em planta. O cliente do Porto adora comprar em planta e o investidor do Porto adora comprar em planta. E a verdade é que grande parte da construção nova que é enviada para o Porto é comprada quase Toda ela em planta. OK? Em Lisboa não acontece porque
o Lisboeta tem um problema. O Lisboeta não permite que alguém ganhe dinheiro com ele. OK? Imagina que tu tás a comprar ali, tu estás a meter o capital em planta, o Lisboeta não te vai comprar comprar a ti porque já sabe que tu estás a ganhar dinheiro. Pronto, o português, o português não, o Lisboa odeia isso. Odeia que alguém ganhe dinheiro, porque na cabeça dele tu não, ele não está a Fazer um bom negócio, ele está a fazer um péssimo negócio porque já estás a ganhar dinheiro, ainda que esteja a fazer um ótimo negócio. OK?
Pronto, no Porto isso não acontece. Há muita cedência de posição no Porto, há muito, há muita compra em planta e eu acho que é uma coisa altamente normal para o investidor. Porquê? Porque basicamente o que está a bem, para quem está a fazer a obra é incrível porque está-se a capitalizado com o dinheiro dos outros. Isso para o investidor é ótimo porque basicamente faz um contrato de promessa, não vai à escritura e faz assência, certo? Não tem que não tem que atravessar nada. Isso realmente, mas isto realmente faz subir os preços? Eu não acho que
faça subir substancialmente os preços. Eu acho que é o normal de se tu vais estás a comprar mais barato, porque tu estás a financiar o construtor, tu estás a comprar terra, estás a comprar terra, é Um desconto, tu estás a comprar terra e eu quando compro a ti, eu já não estou a comprar terra, já estou a comprar a estrutura. Portanto, é normal que a estrutura tenha outro valor que não tem terra fundo. Sim, sem sombra dúvidas. Ele tá-te a pronto, a diminuir um bocadinho o risco. Tu é que tu é que foste mais inteligente
porque viste aquilo que eu não consegui ver. Claro, o grande problema do Lisboet é esse, é que não aceita que tu consigas ver o que ele Não convém, não consegue ver. Perceber, ou seja, tu na tua perspectiva até é um problema para o Lisboa e não é é horrível. Nós nós temos muita dificuldade em fazer assência de posição em Lisboa. Ah, ok. Isso é interessante. Não significa que não exista. Existe, mas aos níveis do Porto nada a ver. Ok. Interessante. Na tua perspectiva, isso até é um um agil algo que agiliza o processo. Claro. Imagina,
eu eu tenho medo de meter lá o capital, não é? Tu ts A meter, eu compro passado três meses, aquilo já está em pé e eu estou ti. Ah, mas ganhaste 30, 40 ou 50.000 €. Pá, mas olha, foi o o tempo de eu não querer meter lá o capital e tu correres o risco. Certo, não é? Certo, certo, certo. E tu trabalhas muito também com nós fazemos exposição. Sim. OK. Porque não é não é assim tão fácil para uma pessoa comum e conseguir ir direto com o construtor, não é? Nós fazemos muitas assistências de
posição, mas Honestamente fazemos poucas à quantidade que eu vejo que são feitas aqui no Porto. Eh, sobretudo em construção nova. Vocês fazem muita sedência em construção nós tivemos aqui uma uma consultora que é Isabel que dizia exatamente isso, que ela eles até eram especialistas naquilo, na na nessa lá está, na troca de posição, na mudança de posição. Isto também é bastante interessante. Sim. O mercado de Lisboa não permite isso. Engraçado, mas é só o De Lisboa ou o sul em si é assim? Não sei se é o sul em si. Eu acho que é é
maioritariamente o mercado de Joa. No sul acontece muito porque o mercado do Sul está mais virado para o mercado estrangeiro. Ok. Ok. E realmente agora há bocado também foste polémico, mas eu posso fazer uma pergunta. Realmente são os estrangeiros também que estão a dar cabo disto tudo? Não, não. As pessoas, as pessoas, olha, eu posso dizer que 70, 80% daquilo que é o nosso cliente da Galhoof Consultores é português, é nacional, portanto não é não é naturalmente estrangeiro. Então, h, e nós fazemos muitas transações, certo? Certo? Certo. Ou seja, mas mesmo percentualmente seria uma faixa
muito irrisória, até porque se calhar também se os estrangeiros, vamos assumir aqueles que têm mais poder de compra também se às vezes limpam casas do mercado que talvez nós já não temos Interesse. Eu lembrava-me aqui certas casas que eu dizia mesmo assim: "Ex ninguém ia comprar nada disto, só mesmo aquele americano tolle é que se lembra que aquela casa era porreira para ele, né?" Por exemplo, eu assistia muito isso, não é? Agora fiz a pergunta porque tu podias ter métricas que comprovassem que não não tem grande impacto. Não tem, não tem. É o que eu
te estou a dizer. Portanto, entre 70 a 80% daquilo que nós vendemos é português, é cliente Português. Portanto, OK. Se for 30% ou se for 20% ou se for 22% ou se for 17%, 17% em em 1000 transações são 170 casas. E tu achas que porventura também eh ou seja, o preço das casas também tem muito a ver com com os custos da construção, ou seja, não há não, isso garantidamente tem muito a ver com os custos da construção e tem muito a ver com os custos da remodelação. Quando as casas são remodeladas, tu hoje
não consegues fazer uma uma remodelação por menos de 40 a 60.000 € e 40 já estou a ser muito teu amigo e tempos alargados, não é? Muito muito demorados. Sim, depende, depende muito, é assim, depende muito com quem trabalhares, não é? Nós temos uma empresa que trabalha connosco em média e consegue fazer entre 4 a 5 meses. Ah, agora a verdade é que eu conheço muitas empresas ou quer dizer, conheço muitas pessoas e que as empresas às vezes passam um ano e continuam com a obra por fazer. Pois. E realmente, será Que vamos ter pessoas
suficientes para as obras, para trabalhar nas obras? Não, já não tens, já não tens. Esse é o um dos maiores problemas do mundo das obras, é que não tem mão deobra. para conseguir fazer. Já viste que é uma dor que a Europa toda no seu conjunto está a sentir? Sim. Precisamos urgentemente dos robôs do Elon Musk. Realmente disso. Ou então de alguma estrutura, vá mais préfabricado de alguma forma que pudesse ser mais Industrializado para para servir. Não estou a ver realmente de outra forma. Eu não consigo falar do tema da do da habitação assim tão
otimista. Eh, consigo falar assim como tu estás a falar numa perspectiva de é vantajoso, não é vantajoso. Agora, para o drama que eu sei que as pessoas estão lá em casa e se car estão a ver com aquela esperança, será que ele vai, o Nelson vai-me dar aqui uma ideia top? Não, imagina, a ideia que há é outra vez e as pessoas Terem consciência quando tiverem a exercer o seu poder de voto e e e verem verem o que é que cada um dos partidos lhes propõe para aquilo que é a questão da habitação. Só
só um ponto aí. Tu achas que há algum que se compromete mais do que o do que outros na? Olha, sou sincero, não li nenhum dos programas mas há há partidos que eu excluo imediatamente, não é? Portanto, tudo aquilo que é do PS mais à esquerda eu excluo. Tudo aquilo que é do PSD mais à Direita, eu excluo. Portanto, eh, Guirmião, ah, mas vais estar no centrão, pá. É o quê? Porque achas que do pouco que sabes é o o que se calhar tem do que eu ainda não li. Do que eu ainda não li,
não é? Eu não eu não vou votar num partido com o Bloco de Esquerda. Claro, isso era um X. Muito bem, Nelson, só para nós concluirmos aqui uma questão de consultor imobiliário, que acho também importante para lá está sempre passar a Mensagem lá para casa de que é uma esperança. Não, não é porque isto está assim que agora realmente não se vão lançar, até porque as métricas da equipa do Nelson tá boa, tão são tão boas. Mas uma pergunta que eu tenho curiosa, será que não há consultores imobiliários a mais? Eu acho que eu acho
que que sim. Se tivesse que responder só de uma forma, sim, eu acho que não é mais, eu acho que há consultores que não estão preparados Para o mercado, porque havia aquela aquela mensagem de ah não dá para nada, então vais para consultor imobiliário, né? E já não pode ser assim, já não pode ser assim. E mas sim, respondendo mais sucintamente possível, eu acho que não é mais, é existem consultores imobiliários que não estão preparados. OK. E agora uma pergunta também polémica em relação às comissões entre as próprias entre as várias empresas, é um problema
ou não é? Isto é desleal a disputa entre as várias empresas de de de imobiliário, porque umas praticam umas comissões, outras praticam outras, depois umas conseguem. Imagina o que eu acho é que é uma falta de de questão de sensatez. hh as imobiliárias não não não não não convergirem. Ou seja, eu acho que havia eh e isto seria benéfico para aquilo que é o mercado imobiliário, que as imobiliárias de alguma maneira eh se Tabelassem, OK? se tabelassem não só no que diz respeito ao regime comissional, mas até a h à ao modo de contrato, que
é o exclusivo ou não exclusivo, eh ao tempo de contrato, eu acho que isto seria muito benéfico, não fazendo, faz com que as imobiliárias que o fazem sejam claramente mais fortes que as outras. E Remx Portcal, nesse aspecto, está há 25 anos no mercado e há 25 anos que é líder de mercado nacional, eh fatura mais que todas as outras Imobiliárias juntas. H, e portanto eu acho que há clara claramente aqui um desnível, mas isso também tem muito a ver com aquilo que é o acreditar nisto que eu acabei de dizer, que é os 5%,
o exclusivo e os 6 meses. E estes três pilares foram base daquilo que quando a Remax entrou em Portugal foi isto que a Remax fez. Portanto, lutou-se sempre por este modos operand e passado 25 anos, é normal que hoje, imagina, vou ao site da RE/MAX, Tem 60.000 1 casas. Eu vou site de outra marca qualquer tem 15 ou 20.000. Uhum. E portanto há uma expressão de mercado muito diferente na marca Remax para as outras marcas. Não estou a fazer publicidade nenhuma. É o que é. Eh, quando tu pensas em comprar ou vender, é dos primeiros
nomes que surge é a marca do balão, não é? Até podes não saber o nome, mas é o balão. É verdade. Portanto, é é o quê? É verdade. E hoje eu acho que também toda a gente hoje Abre a sua a própria. Sim. Porque porque isto foi tudo muito facilitado. Hoje hoje é muito fácil tirares uma licença a mim e isto faz com que vá criando esta esta situação de e depois claro depois o cliente diz que a comissão é cara, os 5% ou 6% é muito caro. Pois é muito caro tabelado àilo que ele
vê nos outros, não é? Pois, exatamente. E há há um limite mínimo, não há, ou seja, não há uma regra. Pois é mesmo. Tens imbiliárias a Cobrarem 2%, tu tens imobiliários a cobrar em três, tens imobiliários a cobrar quatro, tens imbiliários como nós a cobrar cinco e seis. OK. Hum. E portanto eu diria-te que o cinco, seis são mais é o mais normal. Aliás, 54 é o mais normal, sendo que nós galhov consultores trabalhamos com 5 se OK? Pronto. Eh, e portanto, pá, isto tem muito a ver, tem muito a ver com as pessoas, tem
muito a ver com aquilo que são as marcas também, tem muito a ver Com aquilo que os aprendes da marca, tem muito a ver com aquilo que a marca quer levar de futuro. E e sem dúvida que isto tu falaste das marcas é muito importante, até pelo facto de que, lá está, é uma jornada longa. H, tu porque é que lá está, como é que tu te defenderias de uma comissão de 6%? Tens que ter alguma coisa que consigas provar porque é que a pessoa vai trabalhar contigo e não com outro que trabalha. É fácil.
Olha, tu preferes conduzir um Ferrari eh a 6% ou conduzir um Fi a5? Hã? A resposta é básica. Tu preferes conduzir o Ferrari. Claro. Só que a pessoa pode dizer assim: "Mas onde é que está o Ferrari?" Mas eu estou estou a levar isto levar isto para o mundo dos carros. Eu estou a brincar contigo. Mas estou a levar isto para o mundo dos carros. Mas mas porque a pessoa tem que ter uma perceção logo que 6% é é tem que ser mais porque eu eu lembro-me sempre de ouvir isso de então, Mas quer dizer
para que é que eu vou fazer 5% quando tenho ali o senhor José que faz-me a dois ou a três? Claro. Claro que sim. Então trabalho com o senhor José. Pois, exatamente. Quando tu tens este experimento de dizer isto à pessoa, a pessoa percebe. Eh, isto é a mesma coisa quando tu vais ao médico. Tu vais ao médico e tu não discutes medicina com o médico. É, quer dizer, eu vou à oficina, não discuto mecânica. É exato. Com com com mecânico. Portanto, Se há coisa que eu digo logo mal entro numa reunião, é, vamos fazer
o seguinte. O senhor ou a senhora discute outra coisa qualquer, mercado imobiliário comigo? Não. Ah, mas és arrogante, pá. É a minha forma. E o que é certo é que eu não sou arrogante. O que eu passo a ao cliente é que ele está a confiar num profissional. Certo. Como é que tu queres, como é que tu achavas que podias profissionalizar a tua, a vossa carreira? carteiras Profissionais, OK? Já existiram há uns anos atrás. Quem é que regula? Tinha que alguém regular, tinha que ser o impique muito possivelmente ou tinha que se criar uma instituição,
mas o género da ordem, como existe dos contabilistas, os médicos, isto, ah, mas para ser ordem tinha que ter uma licenciatura a verbada nessa ordem. Portanto, é difícil, não é uma coisa muito fácil, mas tinha que haver uma regulamentação, tinha que haver uma Regulação de mercado. Isto eu digo há desde que entrei. Mas achas que é mesmo necessário? Eu gosto do Mercado Livre assim. Não, o Mercado Livre assim é bom. Os bons são muito bons e os maus são muito maus. Sim. Tu quer estás a dizer isso no sentido de tentar proteger. Ok. Sim, sim.
Sim. Porque no fundo eu quando vejo regula regulação é sempre para isso, é é pá é dares um jeito àquele que não tem tão mérito, porque quem tem mas eu acho, eu acho que de alguma maneira Existem coisas no mercado que não podem acontecer, percebes? E isso com a regulação do mercado deixava de existir. Hum. Tens aí algumas coisas que estão aí dentro. Não, não, imagina, não é nada, não é nada comigo. Sei que existem coisas que estão a acontecer e sei que existem e que não deveriam acontecer. Não, não tem nada a ver comigo.
Sei que há, há milhentas coisas a acontecer, não é? e caixas que depois mancha. Tu estás a fazer um negócio com um colega e o Colega não sabe o que é que é uma CPU ou uma CRP ou um CE ou não sabe o que é que é uma licença de habitação ou não sabe pá e não pode não não há o básico do básico para trabalhar ali na na quer dizer quando quando aconteceu-me agora recentemente eu explicar a ao colega que é uma assência de posição e a colega ir dizer à intermediária que o
cliente só podia comprar daqui 4 anos não é nada disso. O que o contrato de promessa diz é que o contrato de promessa desce desse Cliente que vai ceder a posição é que diz que ele pode escriturar até quatro anos, percebes? Ou seja, acho que tem que haver aqui, mas é nem português. Pois, imagina, eu acho que percebes, é difícil, não é fácil. E por exemplo, com toda esta evolução tecnológica, sentes que é uma profissão em risco? Não, de tudo, de tudo. HH de tudo. O mundo, o mundo das pessoas com as pessoas vai continuar
a ser o mundo das pessoas com as pessoas. Essa tá sempre em primeiro Lugar. E achas que pode até ajudar? Sim, sim, sim, isso sem dúvida. Os sites vão ficar mais aprofito, vão ter um aprofamento melhor, eh, a comunicação de redes vai ser melhor, etc. Mas mas fora isso, não. E não achas que as pessoas vão, lá está, com uma uma melhoria nos nos sites? Não achas que vão tentar arriscar vender sozinhas? Tentei. Ya, eu farto-me dizer o maior o maior rival, entre aspas, do mercado Imobiliário ou das agências imobiliárias não são as entre elas.
É o cliente que quer vender sozinho. Só que o mercado ainda não percebeu isso. E porque é que tu achas assim? Porque é que eu acho? Porque somos nós que temos que informar o cliente que nos Estados Unidos, que o português tanto gosta de comparar, não vendem casas sem mediação, nem compram casas sem mediação. Atenção que eu tenho que ser aqui um bocado advogado do Diabo, que é para te dificultar um bocado a jornada, porque algumas coisas são lógicas, mas eu tenho a certeza que são perguntas que estão sempre na cabeça das pessoas. Quanto mais
o que tu mais vês é a pessoa: "Não, eu vou arriscar, eu depois se eu ver que eu não consigo vender, eu vou vou pedir a uma pessoa a uma." Quando tu quando estás a vender a tua casa, tu fazes qualificação financeira. Sim ou não? Não. Ou seja, estás-me a dizer que vais Colocar em tua casa qualquer tipo de pessoa. Qualquer Ya, nem sequer vais fazer o filtro. Portanto, já estamos a fazer duas coisas mal, que é tu vais permitir que no teu lar de família possa entrar qualquer pessoa e tu vais permitir que no
teu lar de família vai entrar alguém que tu não sabes que tem capacidade financeira para comprar. Acho que isto aqui já vale 2,5%. Queres os outros 2,5? Quero. Eu isso é top. Pronto. A nível de a nível de promoção, A nível de promoção, a promoção que tu vais fazer não é a promoção que nós vamos fazer. Tem noção do seguinte: todos os portais imobiliários não têm a mesma visibilidade que o portal RE/MAX.pt. Já vale mais 1%, nós estamos 3,5. Vamos lá, falta 1 e me depois esta é a questão toda a questão burocrática, ou seja,
tu não tens que te preocupar com essa é que eu acho que era logo a top. Tu não tens que te preocupar com nada. Ou seja, tu vais assinas o Contrato de medição, o CPCV e a escritura, mas se não quiseres assinar nenhum destes, passas-me uma procuração e também assino. Que bom, não tem que me chatear, não é? Claro, és alçado tudo aquilo que é o departamento jurídico. Ou seja, tu não tens necessidade de contratar nenhum advogado porque tu tens o nosso advogado que vai validar minutas, validar documentação, ver em brógulos que existam nas nas
certidões ou na Cadernita perdial como discrepância de áreas, isto é aquilo. Se tu tiveres uma discrepância de áreas entre a CPU, a CPU e a CRP, caderneta perdial urbana e certidal, o que é que tu fazes? Metes as mãos à cabeça, não fazes o modelo um de mim, OK? e vais à autoridade tributária entregar o modelo um dia ensinado, percebes? E tu não tens que preocupar com isso. Ya, é isso. O facto de teres a chave na mão, não, mas isso está o giro é isto, é eu fazer-te estas perguntas, Porque eu toue tou-te a
ajudar no sentido de eu estou a ser a pessoa que te vai que vai criar a tua objeção, dizer não, eu vou conseguir vender por mim próprio e depois lá está, é listar uma série de coisas que eu penso assim: "Ih, primeiro olha isto eu nem sabia. Segundo esta, Deus me livre, eu nem queria ter este trabalho realmente no final das contas, até porque vocês depois também vão sempre dar um jeitinho ao preço do imóvel para adequar ali um Bocadinho a comissão, não é? Nós sentemos, e ainda te posso dizer mais uma que é, falo
da minha estrutura porque é a estrutura que eu tenho conhecimento, que é em média, em média Galhouve consultores vende cinco a seis e vende o imóvel entre 5 a 11% acima do valor do mercado, o que significa que te permite pagares uma comissão de 6 mais IVA ou de 5 mais IVA, ainda ainda ficares com dinheiro, porque no final do dia tu não venderias por aquele valor se Não vendesses connosco. OK? Portanto, e o que te leva aqui é eu até podia comprar uma comissão de 10 fess caso 11% acima, não é? Sim, desse ponto
de vista. E dizme uma coisa, tu tens ideia em que em que ranking é que tu estás? A tua a tua o teu grupo? O quê? A nível nacional. Nacional. Tens uma ideia? Olha, nós o ano passado ficamos, pá, não quero errar, eu sou péssimo com isto. Nós o ano passado fomos número um a Lisboa Norte. Portanto, na zona norte, Malveira, Torres Vedras, Odivelas, Loures, tudo o que é norte de Lisboa. Hum, sei lá, Vila Franca. etc. Eh, ninguém vendeu mais que nós. Fomos a equipa que mais vendeu e que mais faturou. Nós faturamos 1.8.000
€ eh 1.8 e qualquer coisa. Eh, tínhamos cerca de 1.300.000 € feitos, mas nós só eh reportamos aquilo que recebemos. Ou seja, tem que haver um recebimento antes do cliente. Sim, senhora. E depois é que se faz o report. Sabemos que existem Outras lojas e outros consultores que reportam sem receber. É um jogo um bocado feio, mas é o que é. Nós não fazemos. Portanto, reportamos 1.8.000 € tínhamos sensivelmente 1.300.000. Hã, neste momento, não te sei dizer em que raninha que estamos a nível nacional. Hum. Não, honestamente é uma coisa que não me preocupa porque
isto não é como começa, é como acaba. E o ano passado nós tivemos o ano todo, todo, todo o ano sempre em terceiro, segundo, terceiro, Segundo de Lisboa Norte e acabamos a número um. Portanto, eh o que eu posso dizer é que temos que manter, temos que manter isso e e superar aquilo que é o volume de faturação. Portanto, neste momento, o que te posso dizer é que o nosso objetivo era 750.000 € nos primeiros se meses e estamos a praticamente a ultrapassar. Boa, parabéns. Posso dizer? Perguntas agora finais, mas em relação à tua parte
como gestão. Como é que tu, Sendo um jovem, 26 anos, como é que tu lidas com a equipa, com tanta gente, pessoas com idados muito dispar de certeza, pontos diferentes no país. Qual é o teu met, Nelson? É o met Nelson. Então, desvenda aí o método Nelson. Olha, hã, é um método em que tu reconheces as pessoas, sabes? e vês as pessoas como o principal do fator de uma empresa. E quando tu consegues eh ver as pessoas como o principal fator do mundo empresarial, as coisas acontecem. Eh, Nós nós somos uma empresa que lida muito
bem com o fator humano, está muito com o fator humano, apoia o fator humano e e isso faz com que as pessoas que estão connosco se sintam em casa. muito mais importante do que aquilo que nós pagamos, se bem, se mal, se fazem muitos ou poucos negócios, é que as pessoas que estão connosco se sintam bem. E essa é uma preocupação que grande parte da generalidade do mundo do mercado imobiliário não tem. O mundo do mercado Imobiliário funciona muito por objetivos, que é quanto é que queres faturar, há assim, então tens que fazer isto. Mas
calma, não, vamos falar um bocadinho antes. Quem és tu, teu propósito, porquê? Ou seja, foco sempre na pessoa. E vocês têm, por exemplo, métodos de recuperação, por exemplo, uma pessoa que está, temos, temos, temos, temos bons exemplos disso. H, olha, Jamila Baldé é um ótimo exemplo disso, o Ruben Fernandes é um ótimo exemplo disso, o Pedro Fernandes é um ótimo exemplo disso, o Diogo Calisto é um ótimo exemplo disso. Temos várias pessoas que estão connosco e que, de facto, estão a utilizar aquilo que é o nosso método, já utilizam há alguns anos, a Jamílio e
o Ruben já utilizam há mais dois anos. para conseguir chegar a aos números que chegam. Por exemplo, o Ruben faturou a 200 e muitos mil000 € o ano passado, a Jamila faturou a ctin muitos 1000 €. Estas duas pessoas são fazem parte de uma estrutura que é gestão de acompanhamento. Eles são gestores de acompanhamento dos outros consultores, ou seja, são pessoas que para além da atividade profissional deles, também fazem a gestão dos consultores que estão com eles. E e isto é exponencialmente difícil porque tem os processos deles e os processos dos outros. é da mesma
forma que eu depois tenho os processos de todos eles, mas o que é que eu te Quero dizer com isto que é são pessoas que de facto hh estão muito na linha da linha da frente também e e a nossa estrutura foi muito criada por isso, ou seja, é muito criada assim que é não haver um delay muito grande como existe nas outras imobiliárias que existem 60 consultores, existe um diretor comercial. Aqui não existe diretores comerciais, existem gestores de acompanhamento. Existe existe o Nelson, que sou eu, que basicamente o que faz é Alicar e aprechaçar
as pessoas da melhor informação e da melhor formação possível. Percebes? Foi esse o teu a tua estratégia para captares as pessoas? Como é que a pessoa as pessoas foram confiando em ti? Sim, foi muito, foi muito por uma questão, foi muito por questão humana. Eu as minhas reuniões de recrutamento eu não falo sobre o meu imobiliário. OK. interessante. E tu basicamente eh para lá está com 26 anos, tiveste que alguma Vez explicar o porquê de imagina como é que tu abordaste a primeira pessoa para trabalhar com a tua equipa. Ah, ora bem, a primeira pessoa
destas que estão cá foi talvez o Ruben. Hum, basicamente eu expliquei, o Ruben não é o melhor exemplo porque não é não é alguém que eu tenha tido uma relação muito eh não é alguém com quem eu tenha tido uma conversa muito humana. OK. o o Ruben é mais sintético, é mais números, portanto, e nós temos que nos ser Camaleónicos ao ponto de conseguir falar de números quando temos que falar, falar de pessoas quando temos que falar, mas por exemplo a Jamila, a Jamila é alguém, pá, que para mim é das melhores pessoas que eu
tenho dentro da estrutura. Melhores não é a nível de faturação, também é, mas a nível de pessoa. A Jamila é alguém que que é uma miú uma rapariga, uma miúda, como eu costumo dizer, da Guinabal, natural da Guinabissa. Estudou 5 anos na China, fala mandar influente e e chegou-me chegou-me a uma reunião e basicamente mal falou. Hã, e eu só pensava bem, OK, não sei se ela está a perceber ou não, mas não sei como é que isto correu e o feedback dela foi positivo e tive ainda um bocadinho a a namorá-la. Ela não ficou
logo connosco, disse que que tinha porque ela estava na outra agência, que tinha uma dívida de gratidão eh para com outra agência. E eu honestamente adoro isto, que são pessoas Que conseguem perceber ou pessoas que conseguem reconhecer e ser gratas àquilo que lhes foi dado, inclusive se é pouco ou muito. E para mim este foi o primeiro ponto de conquista que eu tive da Jamila. Portanto, a Jamila aqui conquistou-me logo. Depois conquistou-me porque hh a Jamila demorou algum tempo a sair da agência onde estava devido a esta dívida de gratidão. Eh, e também sobretudo a
àquilo que é eh o propósito da Jamila, o propósito da Jamila, e eu não descobri isto logo, descobri isto passado algum tempo delas, não está a trabalhar connosco, era trazer a mãe para Portugal. também vive reside na Guiné em condições muito deficientes. Eh, não que passe que tenha necessidades extremas, OK? mas eh é um país como a Guiné e e e a mãe tem já alguns problemas de saúde, hã, e portanto para ela é exponencialmente difícil residir lá eh tendo em conta todas estas estes problemas de saúde. E Basicamente a Jamila, passado e nessa nessa
conversa que teve comigo, eu disse-lhe: "Então se esse é o teu propósito, nós vamos fazer isso." O que é certo é que passado um ano a Jamilo trouxe também para Portugal, não a tempo inteiro ainda, mas passou cá à vontade, se calhar cinco ou se meses. E portanto este este é o meu propósito e este é o propósito de das pessoas que trabalham comigo. é este fator humano é conseguir que as pessoas consigam fazer Aquilo que são os seus próprios deveres ou sonhos eh e torná-los em realidade e que não tem ser necessariamente comparar um
Rolex, um Porsche, isto ou aquilo. Tem outras pessoas que têm outros sonhos, tem outras pessoas que têm outras outros pensamentos, que têm outras outros propósitos, como colocar os filhos nos melhores colégios, dar um carro à filha. H, e este fator humano é o que faz com que a equipa seja o que o que é hoje. Sem dúvida. Cada pessoa tem Um drive diferente, sem sombra de dúvidas. Duas perguntas para finalizar. Primeira, planos para os próximos 2, 3 anos. Qual é o teu maior ambi? Qual é a tua maior ambição? Ah, daqui a 3 5 anos
o número um da Remax Portugal. Ah, gosto. Ambição. Que por sua vez à partida será ser número um da Europa e número um do mundo. Da Europa? Sim. Caramba. Estás Estás confiante que em Portugal vais rebentar com este? É, é o normal. Ou seja, Normalmente o número um em Portugal é número um da Europa e número um do mundo à exceção de Chará. Ah, é? Sim. Portanto, sim. Hoje, hoje o número um da da R maxal é o Daniel Henriques. Hum, pessoa que eu tenho uma grande admiração, uma estima gigante, um ótimo profissional de Aveiro,
não é de Aveiro, ou seja, trabalha no mercado de Lisboa. Ele trabalha em Lisboa, mas é a natural de Aveiro. Ah, é um exemplo. Boa. E a última pergunta que é desafio, que é se Chegasse aqui alguém e dissesse que quer ter uma entrevista para trabalhar na tua equipa, o que é que ela precisava? Que requisitos é que ela precisa? Olha, tem um problema. Já não vou, já não vou querer que ela trabalhe comigo. Ah, é? Eu não aceito ninguém que queira vir trabalhar comigo. Boa. Então, como é que funciona o teu recrutamento? É por
caça? É olheiro. Sim, porque eu eu tenho aqui algumas dificuldades porque eh eu acho que tem que tem que ser o player, temos Que ser nós que estamos a fazer isto, temos que saber quem é que são os players de mercado que nós queremos ter connosco. Alguém que vem ter connosco, nós temos um departamento de recursos humanos, alguém que vem ter connosco, eh, é alguém que vem ter connosco, eh, e muitas das vezes vem ter connosco para ouvir, para reter e para ir embora. OK? E nós muito mais importantes do do que isso, nós queremos
pessoas connosco. Então faz o contrário. Dá uma dica que algum consultor tem que ter para ser vítima de ser observado, ser um tipo exponencialmente grato. Eu acho que a gratidão é uma coisa que não é pagável. Não precisa de números, precisa de ações. Isso. E tu consegues investigar? Isso é fácil sim. Dá para perceber. Fácil. Boa. Dá para perceber. Vocês estão bem desenvolvidos. Tá, tá. Vocês estão com um sistema muito científico e operacional da coisa, não É? O que é? Imagina, é lidar com pessoas, não é? Quando tu lidas com pessoas há alguns anos, tu
vais vais eh percebendo como é que as coisas funcionam. É giro. Porquê? Porque como é como cobres o país todo, Sim. Essa capacidade de observar, de scouting do país todo, pá, tem que ser muito bem trabalhada, porque não é uma pessoa que estás a conver com ela todos os dias. Sim, neste neste momento, atenção, neste momento a nossa equipa está mais aí no Centro de Lisboa. Podemos vir a ter alguma coisa no norte eh no norte de Portugal também posso deixar este recado. No centro também podemos vir a ter. Pode estar para muito breve, se
calhar mais no centro pode estar mais para breve do que para o norte, mas nós já estivemos para fechar no ano passado uma situação no norte, portanto, e ter e ter uma galhoufo consultores no norte, ter uma equipa no norte. Fog, tu consegues explicar às pessoas porque é Que cresceste tão rápido? consigo porque tem o fator humano e porque este é um projeto de pessoas para pessoas e é um projeto a pensar nas pessoas. Só isso faz com que tu sejas Não é só não é só isso. Alguma coisa tu tens que ter em ti.
São algumas noites sem dormir, são algumas formas de raciocínio que nem toda a gente consegue acompanhar. Hum. Mas é sobretudo uma dicção diferente. E a verdade, sabes? A verdade, a verdade leva-te onde tu nunca Pensas que podes ir sozinho. Boa, boa frase. Gostei, Nelson, gostei muito de falar contigo. Obrigado. Tenho uma prenda para ti. Obrigado. Vou-te oferecer uma caneca. Isso. Uma caneca. Porque, pá, já vi que trabalhas muito, fazes noitadas, então eu acho que tu podes precisar, vai fazer sentido de uma companhia. Vai ser uma boa companhia para tu te recordares que tiveste aqui. Obrigado,
Pá. Desejo-te muito sucesso. Obado. Obrigado e espero que de certa forma consigas alcançar os teus resultados o mais rápido. Fechamos já daqui a tr a 5 anos. Estamos aqui a falar e nós já como sendo número um da Remax Portugal. Malta já sabem não sou eu que vou cobrar são vocês. Atenção, não são vocês a Aceitas assim o desafio? Fazemos um brind. Pessoal, agora sim, vocês vão deixar os vossos likes, comentem inclusive, porque eu sei que é um tema que vos interessa, Toca a vocês todos, a habitação, deixem os vossos comentários. Aqui embaixo da descrição
tem as redes, vouvos deixar as redes sociais todas do Nelson. Vão lá, se precisarem de fazer um negócio, já sabem com quem podem contar. Depois digam que vieram aqui Flexcast e já sabem, nós encontramos para a semana no local do costume. Sejam felizes e sejam flexíveis. Um abraço e até mais. เฮ [Música]