e quando alguém quer estudar teoria linguística o primeiro problema é qual o terrorista da ao Contrário de outras áreas do conhecimento não há na linguística é uma resposta tão simples para essa pergunta porque dentro da nossa área ele não existe apenas uma teoria mais uma multidão de teorias linguísticas distintas algumas delas e a gente quiser sempre ficar poderiam ser a teoria gerativa a sócio linguística o funcionalismo a linguística cognitiva a linguística textual semântica formal semântica argumentativa e etc para citar apenas algumas em diante disso surge a pergunta por que há tantas teorias diferentes dentro dos
estudos linguísticos ou dito de outra forma Quais são as razões para a diversidade teórica dentro dos estudos linguísticos e nesse vídeo nós vamos apresentar respostas para essa questão Com base no autor José Borges Neto Mais especificamente com base em três textos desse eu tô primeiro texto é diálogo sobre as razões da diversidade teórica na linguística o segundo é do que trata a linguística final e o terceiro é história e filosofia da linguística uma entrevista com José Borges Neto os dois primeiros textos estão no livro ensaios de filosofia da linguística do próprio Borges Neto e o
terceiro texto está publicado na revista virtual de estudos da linguagem IEL é basicamente Borges Neto apresenta três razões para essa diversidade A primeira é a própria complexidade do fenômeno é a segunda diz respeito à diferença de recorte e a terceira a diferenças conceituais sendo que esses dois últimos pontos estão relacionados ao conceito de objeto observacional e ao conceito de objeto teórico nós vamos falar de cada uma dessas três ações nesse vídeo Então a primeira razão da diversidade de teorias dentro da linguística diz respeito à própria complexidade do fenômeno da linguagem e essa complexidade não diz
respeito apenas a existência de alguns temas que são difíceis de entender o que está falando é sobre a multidão de aspectos diferentes que a linguagem envolvem e a linguagem tem relações com várias áreas da realidade por exemplo toda língua existe em uma sociedade não existe linguagem individual não existe língua individual E por estarem na sociedade ela acaba sendo influenciada por características dessa sociedade e acaba influenciando também Essa sociedade de alguma maneira então um tipo de estudo possível seria a estudar as relações entre linguagem e sociedade mas também a outros aspectos como por exemplo a uma
ligação entre a língua e biologia O que é Biologia humana e Esse aspecto e essa relação com a Biologia pode ser naturezas pode ser de natureza muito diferente por exemplo há uma relação entre a língua EA fisiologia corporal porque para falar nós precisamos produzir ções e exceções são a produzidos a partir daquilo que se chama de aparelho fonador que envolvem nosso pulmão envolvendo essa boca envolver a nossa traqueia envolve as cordas vocais então a descrição desse aspecto da linguagem humana tem um pé na fisiologia e na nossa anatomia existe também um aspecto neurológico nos a
linguagem a usar a linguagem a gente tá usando parte do nosso cérebro partes do nosso cérebro que têm mais ligação com a linguagem do que outras partes nosso cérebro então a descrição de isso aí é bem diferente de dar descrição das relações sociais LG a imagem é bem diferente da descrição das relações fisiológicas que envolvem a produção dos sonhos só aí nós temos três aspectos muito diferentes entre si com as com os quais a linguagem em relação a isso para gente não falar de todas as relações históricas das relações políticas das relações ideológicas e de
várias outras coisas com as quais a linguagem entre em contato e mantém relações então reconhecendo essa complexidade a pergunta que se coloca é o que que o pesquisador de vir estudar qual desses aspectos é o mais central ou é o mais fundamental para compreender a linguagem humana em qual desses pectus é o aspecto mais intensificamente linguístico ou seja qual é que deve ser o ponto de vista do estudo porque o pescador não vai conseguir estudar todos esses aspectos ao mesmo tempo mesmo que alguém diga não para compreender a linguagem nós vamos precisar compreender todos esses
aspectos essa tarefa é muito difícil de ser feita de uma única vez daí surge o segundo motivo o segundo motivo apresentado por Borges Neto decorre do primeiro que é justamente a necessidade de fazer algum tipo de recorte algum tipo de seleção dentre esses vários aspectos do fenômeno para o que que vai ser de fato estudado né vai ser um recorte do objeto de estudo na prática cada pesquisador cada teoria vai fazer uma espécie de recorte de seções diferentes da realidade da realidade linguística para examinar cada teoria vai considerar que determinados aspectos da linguagem são mais
centrais para compreender o fenômeno do que outros alguns exemplos que nós podemos apresentar são as seguintes a teoria gerativa toma prioritariamente como objeto de estudo fenômenos sintáticos ela até Olha também para um outro fenômeno não simpática mas a considera que os Oi Tati você somos mais centrais no fenômeno da linguagem humana uma outra teoria como uma teoria da otimalidade ela está mais preocupada com fenômenos fonético-fonológicos o quê com fenômenos da natureza uma outra teoria chamada morfologia distribuída pelo próprio nome a gente já percebe que ela tá mais voltada para descrição de fenômenos morfológicos do que
outros tipos de fenômenos mesmo com uma teoria tinta Abarca várias coisas simultaneamente como por exemplo estruturalismo que lida tanto com fenômenos fonológicos contra morfológicos quantas sintáticos ainda assim ela não dá conta de vários outros fenômenos que também existem e ela deixa de fora e até nessa seleção ela faz algum tipo de hierarquia se você não me fonológicos para estruturalismo foram na prática muito mais importantes no desenvolvimento da teoria no que fenômenos sintáticos por exemplo e ainda falando sobre tipos de recortes diferentes nós podemos perceber que muitas vezes duas teorias podem até ter algum recorde semelhante
mas apenas parcialmente ser verdade então nós podemos dizer que tanto o estruturalismo quanto o gerativismo lido com sintax mas quando nós vamos olhar na prática conjunto de fenômenos eles incluem como fenômenos simpáticos não é exatamente o mesmo o tio trialismo coloca dentro das em táxi alguns fenômenos e o gerativismo Coloca outro nome quando a gente compara também o estruturalismo EA linguística cognitiva ambos lidam com semântica mas eles também colocam coisas diferentes nessa semântica a coisas distintas que eles consideram como fenômenos semânticos ou não consideram como fenômenos semânticos então e quando o recorte é aparentemente igual
ele acaba não sendo tão igual assim então isso também contribui para a diferenciação entre as teorias linguísticas a gente pode ver isso muito bem nessa ilustração que está na tela e corresponde uma maneira simples de pensar em que cada teoria teria o seu recorte e esse recorte é exclusivo dela é o fenômenos com os quais ela vai lidar não entrariam em a sobreposição com sinônimos de nenhuma outra teoria isso na prática nunca acontece é muito difícil que teorias linguísticas diferentes se realmente lidem com fenômenos e nunca tem algum tipo de ligação entre ser e essa
segunda ilustração que está até colorida é mais realista ela mostra várias sobreposições espaciais entre as teorias Então até existem teorias que não tem nenhuma sobreposições esse Porque elas estão lhe dando o realmente com objeto diferente mas é muito difícil a ver não haver sobreposição com alguma outra teoria e também lida com um recorte dos Sinos linguísticas continuando ainda sobre essa segunda razão da diversidade teórica na linguística que é a necessidade de se fazer recortes do seu nome nos dá a serem estudados esse tipo de recorte está relacionado ao que Borges Neto chama de objeto observacional
basicamente o que ele disse o seguinte quando a gente fala de qual é o objeto de estudo de uma ciência Qual é o objeto de estudo de uma teoria há dois tipos de respostas e para essa pergunta há dois tipos de objetos diferentes de estudo O primeiro é o que ele chama de objeto observacional que é essa seleção dos fenômenos essa seleção bruta dos fenômenos é a área da realidade selecionada para ser estudada e isso aqui não se aplicaria apenas a linguística se aplicaria qualquer ciência na visão dele então a física tem uma determinada um
determinado objeto observacional que não conheci de com o objeto observacional da sociologia que não conheci de com o objeto observacional da nutrologia que não conhecido com o objeto observacional da linguística da mesma forma dentro de cada uma dessas ciências dentro da física vai ter vai existir teorias voltadas para descrever fenômenos dormir e a outra teoria voltada para descrever fenômenos gravitacionais então a área da realidade que essa subteorias dentro da Física recortam não é a mesma e a terceira razão para a diversidade teórica dentro da linguística na visão de Borges Neto tem a ver com as
diferenças conceituais ou seja depois que a teoria depois que o pesquisador faz o recorte dos fenômenos a serem analisados ele precisa começar a descrever EA explicar esses fenômenos e para fazer essa descrição e explicação dos fenômenos é necessário criar determinados conceitos teóricos né conceitos descritivos e conceitos teóricos que tentam da conta dos fenômenos esse é outro aspecto que vai diferenciar as teorias porque cada teoria vai criar o seu conjunto de conceitos diferença que é o seu instrumental teórico diferente para dar conta do fenômeno então por exemplo a teoria sim táticas que possuem um conceito de
é de constituintes Oi e o conceito de gramática internalizada Oi e a outras teorias sintáticas que não tem esses com seres eles não vai falar sobre esses conceitos agora é apenas para as se tá diferenças não tem da mesma maneira se a gente pegar teoria semântica extintas alguma teorias que tem um conceito de composicionalidade e o conceito de valor de verdade e outras que não tem esse conceito e essa criação dos conceitos básicos de uma teoria está relacionado ao que se chama de objeto teórico vimos abóbora por o objeto observacional então o segundo tipo de
objeto de estudo de uma teoria é o objeto teórico e diz respeito justamente aos conceitos que a teoria desenvolve para descrever e explicar aquela hora da verdade então para dar alguns exemplos nós pegar mas pesquisadores diferentes como socie labov chomiski e pegamos os vários autores funcionalistas todos eles estão estudando a linguagem humana todos eles estão preocupados com as línguas humanas é só que cada um deles de e definir o aspecto principal do seu estudo de maneira de tinta então só se coloca como objeto o seu objeto de estudo aquele que ele chama de Lang o
a língua e língua para ele tem uma definição bem específica que é diferente do uso corrente do termo língua gente a gente não vai explicar novamente esse conceito o que que é bem conhecido mas em algum outro vídeo A gente pode retomar esse conceito Cala a bolsa aqui é considerado o pai das suas linguística desenvolve o conceito de vernáculo objeto de estudo dele a língua entendida como o vernáculo já temos que criador do gerativismo considera-se objeto de estudo a competência linguística e alguns autores funcionalistas consideram que o seu objeto de estudo e a competência comunicacional
cada os conceitos tem diferenças entre si eles não eles não estão focando no mesmo tipo de aspecto tão sobre os fenômenos linguísticos e outro a outra razão dessa diversidade de entre as teorias podemos finalizar esse vídeo recapitulando as razões para a diversidade de teorias dentro da linguística tem a ver com primeiro a própria complexidade do fenômeno da linguagem que cria a necessidade de se fazer algum tipo de seleção do seu objeto de estudo ao selecionar o seu objeto de estudo esse objeto pode ser de dois tipos primeiro é o objeto observacional que é o recorte
bruto do conjunto de fenômenos que vão ser estudadas é a área da realidade que vai ser selecionada para o estudo ah e também existe objeto teórico que é o conjunto dos conceitos criados pelos pesquisador e pela teoria para descrever essa realidade para descrever esse objeto observacional em tese é até possível que duas teorias tenham o mesmo objeto observacional para selecionar exatamente o mesmo tipo de fenômeno para estudar mas elas não têm o mesmo objeto teórico porque elas tenham visões diferentes sobre como é que esse objeto observacional funciona logo elas criam conceitos teóricos diferentes para lidar
com isso aí com quem não por hoje é só a gente continua no próximo vídeo