Mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais, quatro bestsellers lançados, 40 milhões de visualizações somadas no YouTube, fundador da WhatsApp, ex-proprietário de um time de futebol nos Estados Unidos, aonde ele foi sócio de uma das ligas esportivas que mais crescem no mundo e dono da Wier, grupo de educação que acumula bilhões de reais em valor de mercado. Fui até o Flávio Augusto para me aprofundar em como a sua marca pessoal gera tanto valor para todos os negócios do seu grupo. Mais do que isso, decodificar seis principais pontos que explicam a construção de uma das imagens mais influentes da atualidade.
moradora do Jabu, na zona oeste do Rio de Janeiro, ainda muito jovem, vendia cursos de inglês por telefone na raça, ligando com metas apertadas por pressão que só quem vem de baixo conhece. Mas foi ali, entre uma ligação e outra, que ele enxergou uma oportunidade. Com R$ 20.
000 do cheque especial e muita coragem, fundou a em 1995, sem investidor e sem plano B. e de lá para cá transformou esses obstáculos em degraus até chegar no topo. A sua história de criação é justamente o primeiro pilar de uma marca pessoal.
Flávio aposta na clássica jornada do herói para inspirar conectar o seu público. Uma estrutura narrativa que descreve o caminho de transformação de um personagem comum em alguém extraordinário. Esse modelo foi popularizado pelo mitólogo Joseph Campbell no livro O herói de mil faces.
Mais tarde, adaptado por escritores e cineastas do mundo todo, de Hollywood, a construção de marcas pessoais. Flávio faz uso do arquétipo O herói, alguém comum que enfrenta adversidades e se transforma ao sair do seu lugar de origem para atender ao chamado da aventura. E as pessoas se enxergam.
Flávio transforma obstáculos em narrativas de superação, o que posiciona ele como um herói acessível. Repetida a exaustão em todo lugar que vai, essa história constrói a percepção inicial que as pessoas precisam ter da marca pessoal dele. Alguém como eu, e saiu do zero e venceu.
E claro que no nosso papo ele fez questão de repetir essa história de novo. Eu acho que as pessoas me enxergam como um cara que começou do zero. Eu acho que essa essa é a minha marca, sabe?
Tá. E é a minha história, é a minha vida. Acho que as pessoas buscam enxergar aquilo que elas se identificam.
O cara que andou de ônibus, o Silva que andou de ônibus, tem uma uma passagem interessante na minha vida que é quando eu fui aceito na MLS nos Estados Unidos, né? Um processo super difícil porque eu lembro que existiam 10 cidades, 10 empresários, 10 delegações fazendo pit na MLS para serem aceitos. Aí ficou na final duas cidades e uma delas seria aceita na IMLS e se tornaria sócio, né?
Aí a justiça fazer o aporte para se tornar sócio. Todos todos os projetos eram projetos acima de 500 a 1 bilhão de dólares de projeto. Meu projeto era mais barato, era um projeto que a gente ia aportar 200 milhões de dólares.
Era o projeto mais barato, mais pobre. E no final ficou eu e Detroit, ficou Orlando e Detroit. Só que Detroit era a família Ford que tava à frente do processo com o prefeito, governador do estado, todo mundo.
E o Orlando era família Silva, família mais tradicional do Brasil. E a gente foi o projeto escolher. Então, ou seja, e eu acho que essa identificação que o público tem comigo, tá no fato de eu ser um cara que começou do zero, de um cara que tem orgulho das suas raízes, que busca inspirar as pessoas a saírem de lá, que que não é vitimista também, um cara que tem valores, então posso estar enganado, mas acho que é assim que elas me enxergam.
Bom, tá bem claro que o público alvo do Flávio se identifica exatamente com esses pontos. Flávio fala com um funcionário cansado do CLT, com pequeno empreendedor, com jovem da periferia e com vendedor que não aguenta mais bater meta pros outros. E uma vez que ele entende esse vocabulário emocional do público, ele aposta em uma linguagem espelhada, usa expressões simples, diretas, sem floreios, sempre atacando a dor mais íntima dessas pessoas.
E é aqui que entra o nosso segundo princípio, o conceito de crenças únicas. Na construção de marcas pessoais, isso se refere aos valores, ideias e princípios que uma pessoa defende de forma clara, consistente e muitas vezes contra maré. Essas crenças estão sempre conectadas com as suas histórias pessoais, criando o forte lastro.
Não são crenças gratuitas, são consequências de erros, acertos, derrotas e vitórias da própria vida do autor. Esse é um conceito que responde a duas perguntas centrais. Quem você é?
e o que faz de você. Você são essas crenças que moldam o posicionamento e fazem a audiência perceber aquela marca como diferente, autêntica, memorável. No fim das contas, as crenças únicas são as bandeiras que você levanta e é por elas que as pessoas vão lembrar de você, se inspirar em você ou até discordar de você.
Ou mais resumidamente dois grupos. O grupo dos crentes, aqueles que te seguem, te admiram, e dos pagãos, aqueles que potencialmente serão os inimigos em comum entre você e a sua audiência. Flávio, por exemplo, ele tem suas crenças muito claras e profundamente conectadas à sua história de criação.
ao longo de mais de uma década, produzindo conteúdo de forma incansável, sempre defendendo os mesmos pontos, que ninguém precisa necessariamente de um diploma universitário para ter sucesso, que vender é a habilidade mais importante da vida, que empreender é o caminho mais claro pra liberdade e que a ambição é o fator mais determinante no caminho da realização profissional. Nossa história é muito conhecida já por todo mundo, a gente sabe da onde você veio e aonde você chegou. Uhum.
Por que que você chegou aqui? Eu vejo que é muito difícil ficar dando fórmula para sucesso, mas eu vou falar de duas variáveis intangíveis do comportamento humano. Tem as técnicas também, mas eu penso que essas duas variáveis do comportamento humano são a raiz, são a mãe de todas as outras variáveis que serão necessárias para para uma pessoa ser bem-sucedida.
A primeira variável é o apetite. Pessoas sem ambição não realizam nada. Não significa que se você tiver ambição, tu vai realizar alguma coisa.
Isso que eu falo que tem muitos outros fatores. Não, não basta ser ambicioso que você vai ser bem sejant. Não é isso que eu tô falando.
Uhum. Mas basta não ser ambicioso que você não saia do lugar. O segundo ingrediente é você manter o teu apetite, manter a sua ambição mesmo depois que você conquistou alguma coisa.
Derivados desses dois primeiros princípios, temos também as palavras sagradas, frases ou expressões que o Flávio repete com tanta consistência e intencionalidade que acabam virando parte da sua identidade e da mente do seu público. São como um mantra da sua marca pessoal. Eles condensam as suas crenças únicas e as suas histórias de criação.
E mais que isso, eles criam familiaridade, pertencimento e autoridade. Basta parar para pensar em quantas entrevistas você já ouviu Flávio dizer: "Estabilidade não existe. " Estabilidade não existe.
Estabilidade não existe. Estabilidade não existe. A estabilidade não existe.
Estabilidade não existe. Estabilidade não não existe. Essas palavras elas funcionam como gatilhos de memória.
Quando alguém escuta elas associa imediatamente ao Flávio, reforçando a história de criação e as crenças únicas. Esse é um tripé essencial para fixar no imaginário coletivo os elementos que compõem a personalidade da sua marca pessoal. E é por isso que ele precisa ser repetido quase que exaustivamente, porque quando as pessoas começam a usar as suas palavras, elas não estão só repetindo o que você disse, elas estão ajudando a espalhar sua filosofia.
É assim que uma marca pessoal começa a virar um movimento e a criar tribos e comunidade. Foi graças a esses pontos que a marca Flávio Augusto passou a representar uma ideia, uma causa, um estilo de vida de geração de valor, que não é apenas um canal de conteúdo, mas uma tribo de empreendedores que acreditam em meritocracia, autonomia e crescimento pessoal. Eles não apenas consomem o conteúdo, eles os defendem, compartilham e se sentem parte da missão.
A criação dessa tribo é uma estratégia poderosa de negócio. Quando você constrói uma tribo, você deixa de correr atrás de novos clientes incessantemente e passa a receber demanda de forma natural, com esforço de conversão substancialmente mais baixo. Uma tribo, ela é composta por gente que confia em você, acredita no que você acredita e quer fazer parte do que você tá construindo.
Ela permite que você lance produtos, crie eventos e forme e tudo isso com muito menos esforço e muito menos custo. Quem tem uma tribo forte tem um negócio que é mais escalável e mais lucrativo em alta velocidade. E quanto que você entendeu que isso podia de fato gerar dinheiro pros seus negócios, para você?
A primeira iniciativa que a gente fez foi em 2014 num evento que se chamava GVP. Eu fiz uma live e falei: "Olha, gente, eu tô aqui há 2 anos e meio já com vocês, 3 anos, né, com vocês aqui. Vamos nos encontrar?
Vamos fazer um evento". Vou fazer um evento. Fazer um evento.
Aí peguei ali o Teatro Bradeiras, porque tinha 1500 pessoas. Errei feio, né? Vou pegar um teatro de 1500 pessoas.
1500 pessoas. Já pensou se juntar 100 pessoas? Eu abri o carrinho e vendeu em 5 minutos.
Caraca, que loucura. A gente teve um pico de 35. 000 pessoas entrando para comprar o evento e derrubou.
Assim, eu abri o carrinho assim, derrubou tudo. E eu, caramba, o que que aconteceu? E aí quando a gente viu, já tinha vendido 1500, levou nem 5 minutos para vender.
E se eu tivesse botado um, aberto o carrinho em 2014 para fazer um evento para 35. 000 pessoas, muito provavelmente teriam 35. 000 1 pessoas no estádio.
Mas enfim, aí a partir dali a gente começou, a coisa começou a acontecer meio que naturalmente, mas a gente percebeu que, opa, isso aqui eu, um cara que sempre admirei muito foi o Steve Jobs, ele foi o influenciador da Apple, né? Isso ali na década de 90 e hoje virou natural isso, né? e empresários que se posicionam à frente da sua marca ganham uma arma de comunicação para ajudar o crescimento do seu próprio negócio.
Bom, deu para entender a dimensão de tudo que o Flávio tá construindo, né? Mas esse ecossistema só funciona porque todos os elementos da sua marca pessoal tem conexão com o negócio que ele cria. E porque o Flávio sabe exatamente a quem sua marca pessoal serve.
O público alvo do Flávio é composto por empreendedores e aspirantes a empreendedores. E não, isso não é por acaso. Uma das principais alavancas de crescimento da WhatsApp é a expansão através das franquias.
Ou seja, você que foi apresentado ao empreendedorismo pelo Flávio, por que que você não iria querer empreender junto com ele para aprofundar ainda mais essa relação? O Flávio construiu uma base poderosa de potenciais franqueados e parceiros paraos seus negócios. E isso vai além da WhatsApp.
Hoje você tem vários vários negócios, né? Você tem dois grupos centrais, mas você tem vários negócios embaixo desses grupos. Como é que você com esse com esse ativo único, que é a sua marca pessoal, você distribui o benefício desse ativo entre esses negócios?
Qual que é o racional que você emprega para isso? Olha só, tá? Com toda franqueza, se eu morresse hoje, os negócios continuariam.
Eu não acho que existe nenhuma dependência ou nenhum protagonismo da minha imagem no crescimento desses negócios. justamente porque a gente formatou esse negócios para que os processos comerciais, a construção da marca, ela tivesse, ela desse essa autossuficiência para cada marca. Eu sinceramente acho que hoje a minha marca pessoal, ela me ajuda mais paraa conquista de novos parceiros e sócios do que para a venda no consumidor final.
Eu vou te dar alguns exemplos claros, né? A Conquer, eu lembro que a Conquer foi uma uma escola uma escola de negócio que bombou, que mais de 40 fundos queriam entrar na na Conquer. Eles fizeram um processo com que mais de 40 fundos participaram e eles selecionaram três fundos no final.
Levou 1 ano e meio isso. Ah, e tava na reta final pra conclusão do processo competitivo, para um fundo entrar. E eu fiquei sabendo o processo.
E foi em 2021 quando a gente quis abrir um leque, sair do inglês só para poder ir para outros setores. E aí o nosso eh eh diretor de novos negócios contactou eles. Olha, a gente queria participar do processo, a gente tem interesse em olhar a Conquer.
Não, tá fechado. Não, não, não, acabou. Já, já fizemos, já passou 45, já estamos nas três finais.
A gente vai resolver isso em 30 dias. Puxa, que pena. Puxa, o é a Weiser, educação, o Flávio tá muito interessado em conhecer, etc e tal.
Ah, é o Flávio, tá? a gente pode conversar com o Flávio, você entendeu? E aí a gente foi pra reunião.
Eu acho que eles não, eles pensaram assim: "Ah, cara, será que vai dar? " Não, não vai dar agora na altura do campeonato, tá? Mas a gente pelo menos tirou uma foto com o Flávio.
Ai, que demais. E aí, curiosamente, tá, isso foi 2021, em 2017, 4 anos, eu tava no Orlando City, no estádio que nós construímos lá. Aliás, era o segundo jogo no estádio, tinha acabado de estrear o estádio.
E quando um jogo acabou, a gente tinha ganhado aquele jogo, tava eu e o CEO conversando, as 25. 000 pessoas já tinha ido embora. E aí um brasileiro lá do outro lado da do estádio me viu, acho que ele eu tinha postado uma foto e ele pela foto a localização dele é mais ou menos aquela e falou e falou: "Fáio".
Me chamou assim, né? Posso aí? Tá bom, chega aí.
Aí ele foi passando pela segurança, aí o segurança barrava, aí eu liberava até chegar. E ele falou: "Cara, eu te acompanho no geração de valor e eu fundei uma empresa pelo post que tu fez. Eu fiz um post assim: "Eduque seu filho apesar da escola".
E aí eu coloquei uma lista do que eu achava do que uma escola devia ter. E cara, eu fundei essa escola. Isso é uma escola conquer.
Eu, que bacana, pô, sucesso. Tá bom. Tir uma foto.
4 anos depois, eu tava de frente para esses garotos no Zoom. Caraca, com com advisor dele, eu lá. E aí eu falei: "Não, cara, eu tenho interesse, tenho interesse sério e quero continuar".
Eles perderam a linha, tiraram a foto, porque assim, no processo você não vai dar essa moral pro cara, né? Aí que acontece, tá? Ele falou: "Cara, mas tem que ser em 30 dias o processo.
A gente fez o processo em 30 dias e fechamos com a com". Então assim, me ajudou nesse processo. Baita história, né?
Inclusive esse é o sexto ponto que a gente vai analisar na marca pessoal do Flávio, a sua alta capacidade de storytell. Afinal, é essa arte que expressa e executa todos os pontos anteriores. O Flávio, ele estrutura quase todas as suas histórias com tensão crescente e resolução clara, utilizando uma estrutura clássica de três atos.
situação, conflito, resolução. E você pode notar, sempre há um conflito, falta de dinheiro, rejeição, dificuldade. Depois vem a decisão ousada, o risco, o salto de fé.
E por fim, o payoff, a virada, o sucesso, a realização. Esse modelo mantém a atenção do espectador e entrega recompensa emocional no final. A gente separou um trecho da nossa conversa que ilustra muito bem isso.
Se liga. Fiquei arrogante em 1999. Quase botei tudo a perder.
Quase destruí. Beleza, mas via tempo conseguir calçar as sandálias da humildade, chamar meu time de volta e dizer: "Olha, errei". Inclusive, se vocês não quiserem mais me seguir, tudo bem.
Por que que você disse que você virou arrogante? Que que você fez? Porque a minha arrogância se manifestou no na forma de desprezar o que eu fiz para ter chegado até aquela fase, até aquele momento.
E eu cheguei até aquele momento com base em processos de vendas. E na num dado momento eu comecei a me dar o direito de ficar de saco cheio daqueles processos. E aí a derivação dessa desse comportamento fez com que eu quisesse me livrar daquele modelo de venda.
Não vou fazer de outro jeito, vou inventar um outro jeito. Aí eu lembro que, mas eu era muito confiante, eu tinha 27 anos nessa época, eu lembro que eu falei: "Cara, vou mudar tudo, vou acabar demitir um monte de gente, ah, vou mudar os processos, vou fazer acontecer". Mas eu tinha tanta certeza que eu ia subir em 30% da minha receita que a gente fez um monte de investimento, um monte de investimento, cara.
A gente comprou um prédio gigante, a gente fez vários investimentos e eu não só não subi 30% da receita, como caí 30% da receita. Caraca, por causa da cagada que eu tava fazendo, entendeu? Eu lembro que há quatro ou cinco meses depois a Luciana tava grávida.
Eu cheguei em casa, eram umas 11 e pouca da noite, eu lembro que ela maior barrigão, sentada em cima da cama com um monte de papel. A Luciana é muito calma. Ela era diretora financeira, muito calma.
Nossa, ainda tem. Então vocês trabalhavam juntos? Trabalhavam juntos.
é a diretora financeira, era minha sócia, a gente, enfim, ela atuava super no negócio. Daí ela chegou para mim e falou assim, revelou um olho assim: "Olha, amanhã é o dia da Folha, nós não temos dinheiro para pagar. Amanhã é o dia da Folha de pagamento, devia ter uns 1200 funcionários e não temos dinheiro para pagar".
Ela é muito calma, caraca. Mas aquela regalada de olho dela me fez tremer. Aquela noite foi a minha caída de ficha, onde eu errei e como que eu tinha que colocar, como que eu tinha que reorganizar tudo.
A gente fez ali uma planilha de 5 anos, a gente fez uma simulação financeira de 5 anos pegando o business inteiro. Foi um exercício muito legal. Eh, identificando onde que eu tinha que fazer, onde que eu tinha que voltar, fazer o caminho de volta.
E algumas eu teria que ter algumas ações difíceis de fazer, algum algumas decisões difíceis eu precisaria tomar, porque quando você toma a decisões erradas, tem decisões difíceis para você consertar. Pessoas sofrem consequências dos seus erros. E aí nessa noite, no meio da noite lá, eu fui desceras quatro lá no segundo andar, eu fui descer para pegar uma coisa na cozinha e nesse na hora que eu tava descendo, eu vi um gafanhoto desse tamanho assim na na descida da minha escada.
Eu não sou um cara místico, não sou, definitivamente não sou místico. Quando eu olhei aquele gafanhoto, o gafanhoto ele tem uma simbologia na toda a história antiga de ser o um animal que destrói as lavouras, né? É a praga, né?
A praga, ele destrói as lavouras, enfim. Então, na realidade, o gafanhoto ele é um símbolo contra a prosperidade, não é? É, a antítese da prosperidade é o gafanhoto.
E de novo, repetindo, eu não sou uma pessoa mística. Mas eu olhei aquilo ali, aquilo foi aquilo ali ganhou uma simbologia para mim, sabe? Eu falei: "Cara, vou fazer o seguinte, eu vou matar esse gafanhoto".
E na hora que eu fui matar o gafanhoto, tô muito curioso, eu fui, botei ele dentro de um saco e ele tava tão mansinho, entrou, né? Parece que ele tava ali, entrou direitinho. E aí na hora de de matar o gafanhoto, eu fiquei, eu falei: "Cara, eu faço cagada agora.
Eu vou matar o bichinho". Cara, brincadeira. Aí eu eu dei uma uma recuada, né?
Eu fiquei com pena, sabe? Eu fiquei, pô, cara, que tem a ver? A Luciana falou: "Não, agora vai, agora mata, agora vai.
Você começou, agora termina". Aí matei o bichinho lá. Tudo bem.
Isso foi uma simbologia. Eu conto isso pelo seguinte. Nós terminamos aquela aquela noite ali umas 5:30 da manhã com todo, uma lista de a fazer, uma lista de ações para fazer.
E a primeira ação era a devolução dos dos prédios. A outra eu tinha que demitir ali um grupo de seis diretores que eu tinha encontrado, tinha criado uma estrutura nova. Eu reinventei a empresa, sabe?
Vou acabar com aquilo ali, vou demitir aquelas pessoas. 10 minutos antes de executar as demissões, porque o empresário tem decisões difíceis para tomar muitas vezes. Uhum.
Não é só glamor nem alegria. Eu pensei assim, cara, brincadeira, cara. Esses cara bom para caramba que eu contratei, motivados, engajados, tem culpa de nada.
Eu faço bobagem e esses cara, pô, brincadeira. Fiquei com pena, sabe? Aí liguei pra Luciana para tentar.
Liguei para você, falei: "Lu, tava pensando aqui, pô, os caras não tem nada a ver com isso. Aí sabe que ela falou para mim, tá igual quando você fui matar o gafanhoto, né? Começou agora, termina.
Por fim, de nada adianta possuir uma baita história de criação, crenças únicas adquiridas a partir dessa história e traduzidas em palavras sagradas e conectadas à estratégia, se você não tiver nos canais certos, com os formatos certos desses respectivos canais. Aqui pensando, o Flávio é um baita estrategista de negócio, isso todo mundo já sabe, acho que você tem essa essa fama no Brasil, você popularizou o equity no Brasil, acho que é coisa que pouca gente conhecia e você fez isso se tornar popular, mas como estrategista de si, você hoje é uma marca pessoal enorme. Quantos milhões de seguidores você tem nas redes como?
Acho somada a tudo uns 12 milhões. 12 milhões de seguidores. É muita gente.
Você tem uma estratégia para isso? Você pensa de forma estratégica? Por exemplo, você fez o conselho, você tem outras outras coisas que você comunica, você abre caixinha de perguntas, você tem uma série de coisas que você faz ali, você tem uma estratégia, um racional por trás disso?
Tem sim, tem várias, mas o o o modelo básico disso é o seguinte: eu consegui fazer tudo isso com o tempo que dá. Então eu não tenho equipe, não tenho time, não tem equipe, é você mesmo que sou eu que faço tudo exatamente em 15 anos, não é? Então, por exemplo, eu comecei fazer vídeo no YouTube, só que chegou um momento que eu percebi que aquilo tava dando muito trabalho, tava me demandando mais do que dava.
Falei: "Cara, não dá mais para eu fazer vídeo no YouTube". Até me arrependo, porque YouTube é uma baita plataforma, não devia ter nunca ter saído dela, mas tudo bem. Mas que eu tava naquela pegada, não dava.
E aí o Facebook me ofereceu um caminho melhor, porque o Facebook, eu só precisava escrever. Então eu peguei o meu time da minha agência da empresa, pedi para ele fazer aquelas charges, não sei se você lembra, você é da antiga, deve ver, e as charges viralizavam muito, então eu cresci muito, ganhei muito seguidor por causa da charge. Então e eu tinha uma rotina que era assim, eu tinha que escrever um artigo por dia, cara, um artigo estruturado por dia, duas frases que tivesse poder de síntese, que as pessoas gostam de frase e eu sou mais frasista, então duas frases e uma uma chargem.
Então eu fazia quatro post, bastante coisa e tudo você fazia. Quanto tempo você demorava para fazer isso? Isso são duas horas por dia.
Pouco, muito pouco. É muito pouco. Mas eu eu fiquei bom, eu comecei a escrever muito rápido, sabe?
Agora pensa que durante 3 anos eu escrevi um artigo por dia. Cara, é bastante coisa. É muita coisa.
São 1000 artigos em três anos. E desses artigos, os que receberam a maior quantidade de likes, saiu o livro Geração de Valor. E aí no Instagram eu hoje basicamente faço muito caixinha.
É o o seu principal hoje é o story. Meu principal é o stories, que é para engajar sua comunidade. Para engajar a minha comunidade.
O feed você não tem uma uma regra assim, por fazer tantos. Eu vou fazer quando dá, quando quando dá, eu faço quando dá. Então, no fundo, assim, eu não eu não eu não tenho um nível de atividade em rede social que deveria ter, mas ainda assim tem um engajamento super alto, né?
super alto, tem um engajamento super alto. Flávio também apostou na produção de vídeos longos quando quase ninguém olhava para isso. No formato talking no YouTube, tipo esse que eu tô fazendo aqui, o Flávio criava uma conexão autêntica e sem filtros com o seu público alvo.
Isso através da sua fala direta e o seu olhar firme. Depois ele expandiu isso para podcasts, aonde ele consegue mergulhar em conversas mais profundas que geram valor para um público mais maduro e engajar. Ainda nesse pioneirismo, ele produzia também os seus podcasts muito antes de ser moda, garantindo desde o dia um o que se tornou uma verdadeira arma nas suas mãos, uma audiência com longo tempo de tela, ou seja, a mensagem correta propagada de forma profunda e consistente durante anos, não tinha como dar errado.
Mas isso a gente só sabe agora, olhando de trás pra frente. O Flávio teve que arriscar e muitas vezes aprender com o desconhecido. Mas a lição que fica pra gente que tem o privilégio de analisar essa história é que ter um ótimo produto não basta se você não souber como distribuí-lo de forma inteligente.
Marcas com o rosto crescem mais rápido e tem mais facilidade de gerar clientes, trazer talento pro negócio, investidores potenciais. Esses seis pontos que a gente explorou aqui numa engenharia reversa da construção de marca pessoal do Flávio Augusto são só uma fração das estratégias que podem ser utilizadas para construir uma marca pessoal robusta. Se você quer construir ela, uma autoridade, atração de clientes certos e uma possibilidade de escalar o seu negócio ou a sua profissão, clica no link da descrição aqui embaixo e garanta a sua vaga gratuita na Masterclass de marca pessoal da Vince Societe.
Vai ser um prazer ser sua professora. M.