o Olá pessoal tudo bem aqui é Adriana moro neurologista e a gente vai conversar agora nesses próximos minutos nessa aula sobre os sintomas do Parkinson e sintomas motores e os sintomas não-motores da doença então pra gente começar a falar a gente vai começar falando sobre os sintomas motores do Parkinson e dentre os principais motores nós temos tremor a lentidão dos movimentos a rigidez EA dificuldade de marcha e do equilíbrio o tremor Talvez seja aquele mais conhecido aquele que as pessoas mais associam com o Parkinson e aí vamos começar a falar um pouquinho dele o tremor
ele vai estar presente em até setenta por cento dos casos de dos casos de Parkinson nem todo Park em São tem que ter tremor tem gente que tem Parkinson e não tem tremor nenhum porque tem a forma de Parkinson que não creme que aquela rígido a cinética e o tremor ele pode acontecer então nas mãos nas pernas ele pode acontecer também no queixo na língua pode ter também nos lábios então a gente pode ter diversas regiões qual que é uma característica que que é bem importante Ele sempre vai ser assimétrico geralmente ele vai iniciar em
um lado do corpo então geralmente ele vai começar ou na mão né ou numa mão ou na outra ou ele vai começar numa perna ou na outra e ele vai ser sempre assimétrico Então vamos por ter começou no lado direito ele até pode depois de um tempo evoluir para o lado esquerdo mais um lado sempre vai ter mais tremor vai ser mais o sintoma vai ser mais predominante do que no outro lado Além disso outra característica também tipicamente o tremor de quem tem Parkinson é um tremor em repouso ou seja ele aparece quando a pessoa
tá lá relaxada às vezes está com as em cima do das pernas no colo que essa pessoa está assistindo televisão está conversando com algum familiar então ele vai aparecer nascer situações Quando a pessoa está executando alguma ação geralmente o tremor ele desaparece e outra característica também que ele desaparece durante o sono Lembrando que além de aparecer no repouso é comum também ele aumentar em situações de stress então quando a pessoa ela tá preocupada que ela fica nervosa ela fica estressada quando a gente pede para pessoa fazer alguma tarefa que existe a concentração é normal que
esse tremor ele aumente então isso a gente já percebe Tumblr e depois do tremor nós temos outros sintomas que é a rigidez a gente de Deus é um aumento do tônus da musculatura então quando nós examinamos o paciente a gente percebe que ele está mais rígido pode acontecer nos braços na perna pode acontecer no pescoço ou mesmo no tronco em toda a região da coluna A gente pode perceber rigidez também EA rigidez quando nós examinamos ela faz um fenômeno que a gente chama que é de roda deixada que é como se fosse aquela engrenagem né
da roda que ela faz um leve trepidar então quando a gente faz os testes para avaliar a rigidez no paciente a gente percebe que é uma rigidez em roda denteada que é como se fizesse aquela trepidação de uma roda dentada é minha gente pode também quando as vezes e é uma outra característica importante que a gente vai perceber que também é rigidez ela vai ser assimétrica Então ela geralmente ela sempre ela vai começar de um lado só do corpo ela pode até passar para o outro lado do corpo mas sempre vai ser assimétrica a gente
sempre vai perceber que tem um lado do corpo que vai ser mais rígido do que o outro é um outro sintoma motor que nós percebemos que os pacientes eles apresentam é a lentidão dos movimentos que nós chamamos de bradicinesia que seria o nome técnico para a lentidão dos movimentos é um sintoma bem importante é um dos sintomas que definem o Parkinson então todo parkinsoniano tem lentidão de movimento ele tem bradicinesia né É um critério obrigatório para gente fazer o diagnóstico a gente vai é perceber Então essa lentidão que ela vai se manifestar como com uma
dificuldade para iniciar movimentos e também é como se fosse uma perda daqueles movimentos automáticos então às vezes um movimento que era mais simples que a pessoa fazia por automatismo Como se virar de um lado para o outro rapidamente esse movimento automático ele é perdido e tem o maior dificuldade para iniciar os movimentos para iniciar como faço para levantar Então são alguns sinais que mostram essa lentidão dos movimentos que mostram a bradicinesia Além disso outro sinal de bradicinesia são as alterações de na face Na expressão facial a pessoa que tem Parkinson ela tem a expressão facial
reduzida que a gente chama que tem menos mímica nós chamamos de hipomania facial né ou Face e máscara também pode ser chamado então é como se tivesse uma diminuição da expressão facial algumas vezes até diminuição do picamento né De quanto do piscar a pessoa ela pisca menos do que o normal isso é outra é outro sinal da bradicinesia da lentidão dos movimentos a gente tem pode perceber também uma perda da gesticulação é esse um gesticular espontâneo também pode diminuir a culpa sempre tem uma tendência a ficar mais parado a ficar mais e móvel é uma
tendência a ficar sentado do que se movimentar com mais agilidade então ao caminhar essa bradicinesia a lentidão dos movimentos ela pode ser percebida como um caminhar mais lento como um passo mais lento para se virar né para virar de um lado para o outro a virada mais lenta também que a gente chama também que é uma virada em bloco também pode acontecer então a gente pode perceber são todos os sinais que a gente vai perceber a bradicinesia outros sinais de bradicinesia também né de lentidão dos movimentos a micrografia que a alteração da letra a letra
ela fica pequena ela fica pequenininha e isso Às vezes pode ser um dos primeiros sinais do parque em São pode ser uma das primeiras coisas que a perceber perceber que a sua letra mudou e que a sua letra Ficou pequena algumas vezes quando a gente pede para o paciente até escrever na Escreva uma frase por várias vezes no começo a letra ela pode até ser normal mas depois conforme o paciente ele vai cansando batendo às a fadiga essa fatigabilidade a letra ela vai ficando menor então às vezes vai escrever uma frase longa ou começo da
frase tá normal e depois a letra vai diminuindo e sua micrografia antigamente quando a gente costumava usar talão de cheque era comum a gente ver que uma queixa que o paciente então ele trazia ele falava assim olha eu fui emitiu emitiu meu cheque e voltou porque o banco não aceitou a minha assinatura porque fica assim natural mudou ficou menor ficou diferente às vezes ficou com mais garrancho então era uma queixa que a gente costumava ver com algum e na época que a gente usava aquela um cheque mas a gente vê ainda né a micrografia essa
alteração da letra Se expressando e de outras formas né e outras ações do cotidiano do dia a dia outras outros sinais dessa lentidão dos movimentos alteração também da voz e da deglutição então a voz ela pode ficar mais baixa né a gente chama isso de hipofonia uma voz mais baixa e também acontecer dificuldades para engolir quando a pessoa vai engolir ela tem né pode ter engasgo mesmo com líquidos ou consoles com alimentos mais duros é isso a gente chama de disfagia que essa dificuldade para engolir e por consequência da disfagia dessa dificuldade para engolir pode
se acumular saliva na boca e aí fica aquela salivação excessiva que por vezes até pode acontecer de escorrer um pouquinho pelo canto da boca não é porque o parkinsoniano ele produz saliva mais ácida a produção da saliva é normal é igual como era antes mas ele tem dificuldade para engolir essa saliva pela lentidão da musculatura que a responsável pela deglutição essa musculatura fica mais lenta então a saliva ela fica acumulada na boca algumas vezes essa esse sintoma de lentidão de movimento da bradicinesia ele é percebido pelo paciente como fraqueza então não é infrequente a gente
receber os pacientes no consultório com uma queixa de estarem É uma sensação de estar com a perna fraca de não conseguir caminhar porque sente fraqueza na perna quando na verdade é essa bradicinesia que a lentidão dos movimentos há outros sintomas que a gente percebe também que é um sintoma motor que também pode acontecer em relação à postura então a rigidez que o parkinsoniano tem ela pode provocar uma uma postura que ela é característica que é uma ligeira flexão do tronco a cabeça né e o pescoço e o tronco inclinado para frente pode ter um pouquinho
da deflexão do mesmo dos braços um pouquinho de flexão das pernas mais caracteristicamente essa flexão né o tronco que ele fica mais curvado fazendo o que a gente chama de uma cifose né Essa curvatura do tronco e às vezes da região cervical outro sintoma motor que também pode acontecer é a instabilidade postural que a dificuldade de Equilíbrio então a pessoa que tem parte e são podem ter pode sentir essa dificuldade de Equilíbrio algumas vezes pode ter e umas quedas mas pode perceber então o dia a dia essa dificuldade né às vezes de desequilibrar como que
a gente avalia isso é importante a gente avaliar a estabilidade postural essa dificuldade de Equilíbrio justamente pelo risco de quedas né que acaba sendo um problema muito grande a gente nos exame Clínico nos testes clínicos a gente faz o teste do Puxão então a gente avalia quando eu passei ele fica parado né Fica em Pé com os pés alinhados com os ombros e a gente dá um puxão forte e rápido para trás é normal dar até dois passos para trás para pessoa tentar se equilibrar mas se nesse teste do Puxão o paciente ele é mais
do que três passos para trás ou por vezes mesmo cair a gente sabe com isso a gente confirma o livro ele vai estar afetado Então a gente tem que fazer né tem que fazer tratamento específico para melhorar o equilíbrio para diminuir o risco de quedas a outra outro sintoma motor também que nós observamos que pode estar presente são as alterações da marcha do caminhar então como eu falei pela lentidão dos movimentos a marcha ela pode estar lente ficada os passos eles podem ficar mais curtos quando a pessoa vai virar para se virar de um lado
para o outro essa virada também ela pode ser mais lenta e algumas vezes em bloco Então essa virada não é tão automática como costumava ser anteriormente e a gente tem algumas alterações da Marcha que são também que são bem características do Parque eu sou elas podem ser muito em cômodas quando o paciente apresenta elas que é o que a gente chama de congelamento da marcha ou freezer of great nephrin da Marcha O que significa congelamento da marcha e é como que é isso parece que o parkinsoniano ele relata que parece que os pés eles ficam
grudados no chão então ele vai tentar caminhar mas parece que o pé cola no chão e de repente subitamente os pés de escolam e ele consegue voltar a caminhar normalmente então geralmente quando que a gente percebe se congelamento da Marcha quando o parkinsoniano ele vai começar andar Então vamos ver que ele tá sentado ele vai começar a caminhar o pé Parece que fica colado no chão né É como se ele tivesse uma hesitação para começar a caminhar ou às vezes para se virar de um lado para o outro algumas vezes para passar em lugares que
sejam mais estreitos também pode dar um fiozinho de marcha ou então ou se tiver às vezes em algum local que tiver bastante gente que fica ansioso que fique nervoso também o congelamento de marcha então isso pode acontecer em também outra característica que a gente pode ter outro tipo de alteração de marcha que a marcha que a gente chama de fertilizante então o paciente ele vai ele tá andando e à como se passo acelerasse que ele andasse mais rápido né mais e mais rápido ele dá uma acelerada é e é como se o tronco ele fosse
mais rápido do que o pé Então os pés como seus pés não conseguissem acompanhar o tronco então às vezes ele pode ficar até vendido né pode até pender para frente inclinar E isso também pode ter um risco de quedas então a gente sempre tem que observar para ficar de olho para poder intervir né de alguma forma para a gente poder é tratar por quê Porque a gente tem um risco de quedas a gente sabe que isso pode ter né porventura acontecer a cultura então é o que a gente quer a gente não quer que aconteça
a gente quer evitar então todas essas a gente não vai entrar aqui na parasse de tratamento né mas todos esses sintomas que eu falei Eles são passíveis de tratamento ou seja tratamento medicamentoso ou reabilitação que vocês vão ver nos nas outras aulas a seguir e agora a gente vai entrar em outro ponto importante da aula então nessa segunda parte da aula que são os sintomas não-motores do Parkinson Então embora sejam os sintomas motores que caracterizem a doença quando a gente pensa em parque em São a gente pensa em tremor a gente pensa em lentidão de
movimentos a gente pensa em rigidez e talvez sejam os sintomas não-motores que sejam os mais impactantes e que talvez quando a gente avalia a qualidade de vida talvez eles interfiram mais na qualidade de vida do parkinsoniano do que os próprios sintomas motores da doença Então são os sintomas não-motores a gente costuma falar sem que os sintomas motores é o que as pessoas veem é o que aparece a lá em cima né o topo do iceberg mas o que tá lá embaixo a geleira são os sintomas não-motores porque muitas vezes é o que as pessoas não
veem as pessoas não veem os sintomas não-motores e ele tá lá são muito prevalentes estão impactando diretamente na qualidade de vida do parkinsoniano e quais são esses sintomas não-motores então o que que seriam eles a gente tem diversos a gente pode ter desde a alteração da do olfato é de diminuição ou mesmo redução total do olfato que é um sintoma sensorial a gente pode ter alterações gastrointestinais com alentecimento da contração do estômago intestino preso alterações da parte de humor e de memória com depressão podemos ter alterações de memória relacionadas então há esquecimentos a gente pode
ter alterações urinárias com urgência para urinar podemos ter distúrbios do sono com insônia podemos ter fadiga eu vou falar um pouquinho agora então sobre cada um deles então são vários sintomas não-motores tem alguns estudos avaliando né a presença dos sintomas não-motores é em quem tem Parkinson e foi visto que é a pessoa que tem parque solar pode ter até oito sintomas né uma média que as pessoas têm né de sete a oito sintomas as cores tamanha é a sua prevalência então é muito importante a gente falar que sobre sintomas não-motores pra gente mostrar concientizar o
quanto isso é importante e o quanto isso podem impactar na qualidade de vida então tá aí a importância da gente reconhecer os sintomas para poder tratar tratar de quadamente E com isso a gente melhorar bem-estar disposição e melhorar a qualidade de vida para começar falando sobre sintomas não-motores eu vou falar sobre a dor a dor em quem tem Parkinson então a gente sabe que o parque em São dói tá aqui muitas pessoas elas podem ter dor e essa dor ela pode iniciar inclusive Anos Antes do aparecimento dos sintomas motores então em torno de dois a
dez anos antes do aparecimento dos sintomas motores a pessoa já pode iniciar com dor Oi e aí o que que a gente vai é observa também que existem vários tipos de dor então quando a gente avaliador no paciente que tem para que isso a gente tenta estratificar a gente tenta classificar nesses tipos de dor a dor mais comum é a músculo-esquelética ela está associada principalmente com a rigidez muscular e com a lentidão dos movimentos também pode ser Essa dor pode acontecer pelas alterações posturais que eu comentei do tronco fica mais curvado então isso também pode
ser uma alteração de dor é E aí nesse caso a dor lombar Então vai ser a mais comum a gente pode ter também a dor de histonica então ela vai estar associada a posturas anormais o quê que pode acontecer quando o paciente Ele tá em off às vezes ele pode ter essa postura normal no pé né geralmente a quando tá em off Mas pode acontecer quando está sob efeito da medicação bom então o pé ele ficar ele faz uma curvatura ele faz uma contração involuntária como se fosse uma cãibra Mas é uma distonia é uma
dor de estou Nica né E isso aí as vezes a gente Ajusta a medicação para quem sonha Ana é a pra gente ter um alívio dessa dor e aí a gente consegue ter um benefício tem um alívio dessa dor outro tipo de dor em quem tem Parkinson então o terceiro tipo é a dor neuropática ela vai estar então ela vai estar localizada em um território de um nervo né ou de uma raiz de um nervo Então ela pode ser por compressão né Por exemplo faz uma compressão de uma raiz no nervo na região lombar né
como se fosse aquela dor do ciático que é bem que é bem conhecida então é uma dor neuropática a gente vai tratar com medicações específicas outro tipo de dor a gente chama de dor central ou dor primária ela tá relacionada essa ao próprio parque e lá pela falta de dopamina mesmo que tenho cérebro e isso faz com que a pessoa ela tem essa sensibilidade maior a dor e começa a ter dor essa dor geralmente a gente identifica quando tá passando o efeito do remédio então a pessoa tomou ativar parkinsoniano quando efeito do remédio tá diminuindo
essa dor ela aparece e aí quando tomo remédio de novo essa dor melhora então é uma dor Central relacionado ao próprio Parkinson e um outro tipo de dor que não seria nem tanto dor mas é pela classificação de forte que ele classifica nesses cinco tipos que a gente chama de acatísia que é uma inquietação né mas um desconforto das pernas eu manifestação uma dificuldade de ficar parado e algumas vezes até com sensação de dor nas pernas das seria nas duas pernas a gente chama em subir acatísia e geralmente esse tipo de dor de desconforto e
quando a gente trata com os antiparkinsonianos Oi e aí o que que a gente vai fazer como que a gente então a gente vai observar para tentar classificar Como que essa dor se apresenta para a gente tentar ver qual tipo né qual tipo de dor que parkinsoniano apresenta Então se adora aparece só quando tá no off que passou o efeito do remédio ou se ela aparece quando está sob efeito de remédio também então a gente vai observar ou se tem algum ponto específico de dor por exemplo 2 apenas na região lombar ou dói só quando
o caminho tá sentado a gente observa todos esses essas características da dor para a gente poder definir exatamente qual é para poder tratar E aí Aqui tem um ponto bem importante que em torno de trinta quarenta por cento dos pacientes têm mais de um tipo de dor então eu falei aqui de 5 tipos mas não é que a pessoa vai ter só um ou tem que necessariamente ter só um então em torno de trinta quarenta por cento as pessoas podem ter mais de um tipo de D o Ou seja pode ter a dor do Parque
o são mesmo que a gente chama de dor Central junto com uma dor osteomuscular por exemplo que aquela dor relacionada à alteração da postura né de ficar curvado para frente às vezes tem alguns pacientes que ficam curvado para o lado também isso gerador então pessoa pode ter mais de um tipo é E além disso além desses cinco tipos de Dores a pessoa pode ter dores por outros motivos por um motivo ortopédico por exemplo pode ter uma artrose né que já está associada com a idade é pode ter tido pode ter uma tendinite Então pode ter
outros fatores que também causem dor e que não estejam relacionados ao Parkinson Outro ponto aqui pra lembrar também em relação a depressão que é muito comum em quem tem Parkinson e quem tem depressão tem uma sensibilidade maior a dor então acaba sentindo mais dor também por conta da depressão Oi e aí como que a gente vai então a gente vai diagnosticador para poder tratar né com fisioterapia com acupuntura com a massoterapia com atividade física regular Com acompanhamento nutricional também a gente busca melhorar a tratar depressão tratar o sono tudo isso a gente vai buscar para
fazer o tratamento da dor Então a gente tem também além de medicações específicas que a gente vai fazer ou tanto ajuste nos remédios do Parkinson mas também medicações para dor né de classes de medicamentos que vão atuar na dor e a gente tem também a possibilidade da cirurgia que a cirurgia do Parque São implante dvb-s ele também pode ter uma melhora na dor do parkinsoniano é então aqui foi o primeiro sintoma não motor do Parque São criador agora a gente vai falar de outro sintoma não motor questão é do sono na doença de Parkinson a
gente tem vários distúrbios do sono que podem acontecer então a gente pode ter a insônia uma insônia tanto Inicial que a dificuldade para começar o sono Uma insônia terminal que é quando a pessoa consegue dormir rápido mas acorda lá no meio da noite e não consegue mais dormir ou a gente pode ter uma insônia de manutenção que a pessoa não consegue manter o som ela fica se acordando muitas e muitas vezes durante a noite e aí com isso a gente pode ter a qualidade do Sono prejudicada e um sono que não é reparador Ou seja
no dia seguinte a pessoa acorda cansada é o quê que pode Além disso também está relacionado ao soro o distúrbio comportamental do sono REM é um distúrbio do sono bem característico em quem tem para que eu sou que a pessoa ela fala enquanto tá dormindo ela gesticula é como se ela tivesse atuando o que ela tá sonhando então às vezes ela pode falar ela pode ter pesadelos frequentes e ter sonhos vividos que quando ela acorda ela tem impressão realmente de que estava vivenciando aquele sonho isso é um distúrbio do sono que é bem característico do
Parkinson Além disso durante a noite a gente pode ter outros sintomas do próprio Parkinson que podem afetar o sono as câimbras são comuns durante a noite então a pessoa pode ter ter cãibra durante a noite pode ter dor também durante a noite e pode ter dificuldade para se virar na cama dificuldade para se virar de um lado para o outro a dificuldade às vezes se tá deitado e precisa levantar para ir ao banheiro pode ter dificuldade para se levantar para ir ao banheiro também então é isso é outra alteração que pode é prejudicar o sono
essa essa que a gente chama de acinesia noturna o bradicinesia noturna que é uma lentidão dos movimentos que acontecem durante a noite trazendo prejuízo no sono também algumas pessoas têm tanta dificuldade para se virar na cama que às vezes ela tem que dormir a noite inteira na mesma posição é isso gera dor leva desconforto e faz com que a pessoa não consiga dormir mais outras pessoas para se virar de um lado para o outro Às vezes o que antes fazia no automatismos em acordar essa pessoa ela desperta acessar tem que sentar para se virar para
conseguir deitado outro lado isso faz com que ela desperte e perca o sono então são vários fatores é de várias formas que o sono o que pode estar setado em algumas delas né Pode ser então pela falta e dopamina durante o sono aí com isso a gente ajustando a medicação tanto em relação ao aporte de dopamina durante a noite é quanto medicações próprias para tratar os o sono é também a gente pode ter Lembrar sempre da higiene do Sono da gente cuidar é para deitar e levantar sempre nos mesmos horários para evitar o uso de
eletrônicos antes de dormir é para gente evitar refeições pesadas antes de deitar evitar consumir cafeína ou outras bebidas que sejam ricas em energéticos perto do horário de dormir preferencialmente não consumir Depois das 16 horas fazer então um lanche leve antes de dormir algumas técnicas de relaxamento podem ajudar então dessa forma a gente vai estar atuando para tentar melhorar o sono de quem tem parque em São porque a gente o sono que não seja bom que não seja reta reparador ele vai influenciar diretamente dos sintomas motores do dia seguinte outro sintoma não motor que eu vou
falar que ia sobre os problemas gastrointestinais é um dos mais frequentemente relatados ele pode tá presente então em torno de sessenta por cento dos pacientes que têm Parque São podendo até chegar a 80 porcento em fases mais avançadas O que que a gente percebe de problemas gastrointestinais como eu falei a dificuldade para engolir não é dificuldade de deglutição pode ser um deles a gente pode ter um atraso na digestão então da contração do estômago e com isso o estômago ele demora mais as esvaziar depois da alimentação então é o retardo do esvaziamento do estômago também
pode acontecer e outro sintoma que é muito comum que a gente vê é o intestino preso a constipação bom então com isso a gente nesses sintomas como a constipação é a gente pode às vezes perceber que podem ter começado muitos anos antes do aparecimento dos sintomas motores então a pessoa Às vezes 10 15 Anos Antes do aparecimento dos sintomas motores já começou até intestino preso isso é um sintoma não motor do Parkinson como que a gente vai tratar através da dificuldade de deglutição através da fonoterapia então terapia né com A fonoaudióloga a gente vai conseguir
melhorar é a questão do estômago né de ter se esse esse atraso para esvaziar o estômago a gente pode fazer com o controle de alimentação né com a nutricionista É para um alimentos que favoreçam o esvaziamento gástrico assim como atividade física regular também ajuda o estômago a se contrair com mais atividade e fazer a questão fazer o fluxo de estômago do alimento no estômago que seja mais rápido o intestino preso também principalmente alimentação rica em fibras e ingesta de líquidos que a gente vê bastante é que às vezes tem né os pacientes têm essa dificuldade
pela ingesta de líquido e às vezes né com isso a gente só ajustando já consegue ter uma melhora na constipação lembrar também da fisioterapia do acompanhamento nutricional então é importante e da atividade física regular para ajudar também essa questão do intestino que às vezes só pela questão do movimentação da pessoa passar se movimentar mais o intestino ele passa a funcionar melhor vamos passar aqui para outro sintoma não motor muito frequente no Parkinson que são os distúrbios psicológicos a depressão a depressão ela vai pela pode afetar em torno de quarenta a sessenta por cento dos pacientes
eu tenho aqui é um sintoma não motor que pode começar muitos anos antes do aparecimento dos sintomas motores então a depressão às vezes ela pode iniciar até 20 Anos Antes do aparecimento dos sintomas motores Além disso às vezes a pessoa que ela não tem aquela depressão clássica de ficar só chorando mas ela pode ter um desânimo uma fatia de ficar mais introspectiva é um pouquinho mais escalada de dificuldade é para si para se expressar então às vezes isso pode né a depois ela pode se manifestar dessa forma como uma perda de vontade de fazer as
coisas uma perda da energia a gente sabe que é quando a pessoa recebe o diagnóstico do Parkinson a gente passa né Tem esse período de aceitação é com isso pode vir assim um período até de desânimo a depressão associada essa fase de aceitação mas alguns pacientes até eles vem eles relatam olha Adriana não tive problemas para aceitar doença eu não tenho do que me queixar eu não tenho do que reclamar Não tenho assim né eu tenho tem filhos com saúde tem um casamento que seja bom tem trabalho não tem um motivo para ter depressão Mas
por que que eu me sinto triste então não não precisa necessariamente ter um motivo é a depressão não vem porque você quer ou por uma causa específica ela pode vir nem geralmente ela vem pela falta dos neurotransmissores que acontecem lá no cérebro então é uma causa química falta neurotransmissores neurônios eles deixam de produzir a dopamina mas também deixam de produzir outros neurotransmissores que estão envolvidos na nossa sem o bem-estar então com isso a depressão ela vê por uma por um fator químico lado cérebro Mas não é por vontade própria não é por uma causa específica
aqui teu apoio da família é fundamental teu apoio de amigos de grupos de apoio de associações às vezes grupos de igreja teu acompanhamento psicológico também é importante e aqui a gente sabe que a atividade física regular também é importante que também vai ajudar a melhorar os sintomas depressivos o outro sintoma no motor aqui estão as alterações cognitivas né quando a gente fala em cognição a gente pensa diretamente em memória mas aqui também então as funções executivas quer executar tarefas então às vezes quem tem para quem são podem ter pequenas dificuldades nessa função executiva para fazer
algumas tarefas que antes eram um Faces do dia a dia que eram corriqueiras e às vezes pode ficar um pouquinho mais difícil para realizar Além disso algumas queixas de memória também podem acontecer é para fatos principalmente para fatos recentes a memória tarde ela geralmente fica e na alterada e aí muitos pacientes perguntam né em relação à demência quadros de esquecimentos pode acontecer numa fase mais avançada da doença mas não necessariamente nem todos os pacientes eles vão chegar né precisa eu chegar em fases mais avançadas de perda de memória a gente procura realmente é prevenir né
prevenir que não tem essa perda de memória como através da alimentação dietas específicas como a dieta mediterrânea através do exercício físico regular a gente sabe que o cérebro tem a capacidade de formar novas conexões entre os neurônios na região do hipocampo que a nossa região da memória então é bem importante é o exercício físico regular com cuidados na alimentação para gente prevenir essa perda de memória então Além disso tem alguns medicamentos que podem ser utilizados ou algumas suplementações e aqui para a gente ir já estamos indo encaminhando para o final da aula falar um pouquinho
sobre aqui as questões de alterações urinárias que a gente pode ter a bexiga neurogênica que pode acontecer como uma urgência urinária então assim que a bexiga de quem tem marcação do parkinsoniano ela pode fazer contrações que seriam até involuntários frente a pequenas quantidades de urina que chegue na bexiga e a isso faz com que de aquela vontade rápida de um banheiro que a pessoa tem que ir com agilidade até para não perder um pouquinho de urina na roupa isso a gente chama então de curso de urgência urinária que pode ser por conta de bexiga neurogênica
do próprio Parkinson outra alteração que a gente pode apresenta que pode perceber também são alterações na pressão arterial né que a gente chama de hipotensão postural que o que que é quando a pessoa ela se levanta E aí vai levantar ou tá deitada e se levanta Acontece uma queda de pressão a pressão ela baixa e demora um pouquinho mais para voltar ao normal quem isso também pode ser relacionado ao Parkinson e pode estar relacionado também ao próprio uso do medicamento Então a gente tem algumas medidas específicas que a gente vai adotar como sempre tá bem
hidratado com bastante ingesta de líquidos durante um dia isso evita essas oscilações bruscas na pressão Além disso uso de meia elástica compressiva também pode ajudar algo você se inclinam um pouquinho a cama né para dormir deixar aqui um pouquinho aqui nada e para casos que esses sintomas estão mais acentuados também o uso de medicações específicas então esses seriam os principais sintomas não-motores que eu teria para falar é nessa segunda parte da aula e lembrar quinta a importância da gente reconhecer todos esses sintomas não-motores Eu falo sempre que a gente tem que ter uma visão 360
graus do paciente que tem a doença de Parkinson a gente tem que ter esse olhar integral para quem todas as consultas a gente aborde todos esses sintomas né pra que a gente busque nessa esses sintomas estão presentes para poder tratar adequadamente com isso a gente tratar melhorar o bem-estar melhorar a qualidade de vida do paciente e de toda a família que está envolvida então para fechar eu deixo aqui uma frase clássica do William Osler que eu gosto muito que fala que o bom médico ele trata doença mas o grande médico ele trata o paciente que
tem a doença então o nosso objetivo aqui é o olhar o paciente de forma integral tá tratá-lo como um todo se vocês tiverem alguma dúvida eu fico à disposição é vocês podem me enviar a hora que vocês tenham aproveitado tenham gostado da aula um abraço a todos Obrigada Mais Uma Vez pelo convite foi um prazer a gente estar aqui junto tchau tchau