como eu vou falar sobre livre improvisação às vezes não é um tema muito conhecido então vou começar fazendo uma pequena descrição é das diferenças daquela improvisação musical que a gente tem mais contato às vezes no jazz no choro às vezes mesmo um solo de de itá no meio de uma música com a improvisação livre a improvisação que não é que a gente não considera como improvisação livre a gente chama de improvisação idiomática a improvisação em geomática é uma improvisação musical que ela guarda uma geografia específica então ela também guarda suas regras específicas de tradição de
de um grupo a última época agora a livre improvisação ela não necessariamente precisa trabalhar com essas mesmas regras a gente conhece um exemplo clássico que é o jazz que tem um nível de complexidade improvisação que exige muitos anos de treinamento dos músicos para se conseguirem adquirir as habilidades específicas para um resultado ou seja com um resultado que tem a ver com uma tradição agora na livre improvisação não é necessariamente dessa forma que acontece na livre improvisação a um músico ele pode ter inúmeras habilidades de improvisação em outros estilos e não conseguissem um músico de livre
improvisação porque a livre improvisação ela leva em conta também a fisicalidade do som a maneira de interagir com os outros músicos é diferente porque ela não é mediada por determinadas regras da tradição como nas improvisações idiomáticas jazz e choro e etc isso é interessante por conta da interdisciplinaridade porque a gente consegue juntar vamos dizer assim é territórios que tradicionalmente também dentro da universidade às vezes são um pouco distintas como a música clássica à música popular a música composta ea música intuitiva ou a música improvisada à livre improvisação ela permite que a maior parte dos músicos
consiga usar os seus recursos cursos é suas habilidades musicais para criar música e isso é um estímulo a gente tem visto pelas pesquisas que é um estímulo muito grande para os músicos apresentar é novidade regulares para isso digo isso porque há no meu trabalho e trabalho eu uso dois conceitos que são muito importantes para a música como também são muito difíceis de definir que é o conceito de fluxo para a música para a composição para interpretação para a performance o fluxo a continuidade é uma coisa essencial uma coisa primordial para a música poderá acontecer aliás
música é isso porque a partitura é calada o instrumento não não sai só ele não se mexe sozinho é o movimento do músico é o fluxo é a continuidade que vai gerar a ação musical bom nível trabalhou eu uso dois conceitos de fluxos diferentes mas que se complementam o primeiro deles é o conceito fluxo do psicologismo mihály csikszentmihalyi que é um conceito muito interessante que ele diz o seguinte que as pessoas se engajam uma tarefa tem vontade de fazer uma tarefa essa tarefa é suficientemente desafiadora para as habilidades que a pessoa tem ou seja se
uma tarefa é muito complexa ea pessoa não não tem ainda aquelas ou não tem ainda não possui as habilidades específicas ou habilidade para resolver aquela questão a pessoa fica irritada agora o do contrário se a tarefa é fácil demais para o nível de habilidade que a pessoa tem então a pessoa fica aborrecida ela fica chateada ela fica tem desgosto por fazer aquilo o que a gente tem que tentar manter principalmente numa prática onde envolve muitos músicos é sempre gerar desafios que são potencialmente inovadores para que o músico consiga usar as suas habilidades no pico máximo
e isso é que a maioria dos músicos performático aqueles que fazem performance buscam eles estão sempre tão buscam desafios para melhorar a qualidade da performance dele sem isso não é possível agora o outro conceito é o conceito de fluxo com que têm mais relação com a criatividade e da livre improvisação que vem enrolando bater esse conceito fluxo ele tem relação com a fala que é o seguinte a a arte ele fala que a fala é quando a gente está falando não existe borracha como quando a gente está escrevendo se eu quiser retomar alguma coisa eu
tenho que apresentar para vocês a borracha eu tenho que dizer opção é isso é deixou retomar quando você está fazendo música criada em tempo real no momento em que você está tocando a idéia é a mesma eu não tenho como remendar uma parte de um movimento uma frase musical ou refazer uma cadência eu tenho que estabelecer uma espécie de jogo em que a ação que eu criei anteriormente ela eu tenho que englobará ela na próxima ação usando as diversas habilidades musicais agora isso é interessante apresentar para os músicos porque na livre improvisação quando você tem
esse tipo de ação emerge acaba emergindo é quatro itens relacionados à criatividade diz que geralmente a gente não consegue observar todos com tanta efervescência em outras atividades musicais desses itens são vários mas eu selecionei 4 que é o imaginário a criatividade o risco ea invenção quando nós estamos fazendo livre improvisação esses quatro aspectos são muito presentes eles não são presentes geralmente em outras atividades musicais então pra dar uma pequena explicação sobre o que eu quero dizer com isso porque parecem termos que são muito próximos o imaginário é é um estado mental é realmente ligado às
imagens que prescinda coerência lógica é parecido com o estado do sonho quando uma coisa que você tá sonhando virá outra quando você está sonhando com um cachorro e de repente ele vira uma igreja e isso não tem relação com é racional nenhuma esse imaginário ea livre improvisação ela reforça esse imaginário agora a outra seria a criatividade agora a criatividade já tem uma diferença porque ela é uma ordenação lógica para resolver um problema proposto então você tem um problema por exemplo a eu tenho que inventar alguma coisa eu tenho que é criar uma frase musical então
você vai usar recursos que você já tem da sua memória para reunir esses recursos numa com uma colocação numa composição de uma coisa nova e geralmente inesperada agora uma das uma das características mais interessantes é a terceira que é o risco o risco é uma palavra que vem do medieval português que justamente quer dizer navegar para além do risco do mapa ou seja você atravessar áreas que você não tem previsão do que é que você vai ter para além do risco é esse tipo de coragem é o que não tem relação com as improvisações idiomáticas
porque as improvisações de armas que são uma espécie de apólice de seguro para o improvisador se dá bem porque elas têm regras geradas pela tradição a livre improvisação não você tem que ter coragem para sempre está se arriscando e não tem medo de perder para poder alcançar novas estruturas criativas ea última que também é muito interessante é a invenção geralmente a gente relaciona criatividade imaginário invenção é é geralmente o mesmo campo relacionado à criatividade musical mas a invenção ela tem uma diferença importante que é o seguinte a invenção ela é uma uma espécie de armadilha
para o caso porque o acaso também é muito importante para a música então a invenção é quando o músico ele faz determinados treinamentos de criatividade experimentos propositalmente para ele tentar observar se acontecem há casos e esses a casa que são recolhidos e tratados pela criatividade para se construir uma lógica que é que a gente pode chamar de musicalidade agora do resultado dessas dessa pesquisa que a gente tem feito a gente tem observado que a livre improvisação ela não tem só um fins em si não é não é só para elas é criar por si mesmo
mas ela também tem apresentado uma uma melhoria grande também na performance dos músicos esse tipo de conexão que é inusitada geralmente pros músicos mesmo para os músicos de música popular ou de música orquestral é acaba gerando um vocabulário de combinações e de percepção muito distinto do que eles têm no ensino tradicional outra coisa interessante é que às vezes eles têm que rever os procedimentos estagnadas tanto de interpretação quanto de movimentação e isso é uma melhora isso também gera uma melhora significativa na no controle da do instrumento musical e obviamente no resultado sonoro bom é então
é pra concluir eu queria convidar os músicos que foram gentilmente cedidos para estar aqui hoje os músicos da orquestra sinfônica da unicamp e da usp que é o paulo ivana o érico e o sérgio e nós vamos demonstrar uma interface que possibilita a criação em tempo real que funciona resumidamente da seguinte forma eu você o solista que vou fornecer dados para o computador esses dados são exatamente as as frequências componentes do som chamado de harmônicos e é através de um processo o computador ele gera um acompanhamento acordes musicais para os músicos poderem tocar ou seja
eu não sei o que o computador vai gerar e eu não sei o que minha resposta pode gerar para os músicos eu tenho que está sempre escutando e recriando a música ao mesmo tempo que ela está sendo passado na partitura como vocês vão ver ae ae a bomba é hum hum hum