Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meus queridos irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus nos fala do difícil evangelho do amor ao inimigo.
Por que Jesus exige isso de nós? Parece um peso tremendo, uma coisa sobre-humana. Amar o inimigo?
Tudo bem que Deus peça que eu ame a minha família, os meus amigos, o meu próximo, o meu vizinho… mas o inimigo? Como assim? O que Jesus está pedindo em todo o Sermão da Montanha é que nós tenhamos um coração semelhante ao dele.
Sim, isso é o Sermão da Montanha. Jesus está ensinando não somente o caminho para ser uma pessoa boa, mas o caminho para ser santo. Ora, para nós sermos santos, precisamos ter um coração igual ao dele.
E o que acontece? Acontece que, quando nós éramos inimigos de Deus, Jesus nos amou e morreu por nós na cruz. Você já se deu conta disso?
Quantas vezes, no confessionário, a pessoa vem falando assim: “Padre, essa pessoa fez isso comigo! Olhe, já faz vinte anos, trinta anos, quarenta anos que aconteceu isso, e eu não consigo perdoar! ” Então faça o seguinte.
Primeira coisa: deixe de ser burro. Você não quer perdoar? A pessoa está feliz da vida, não está nem aí para você, e você a se envenenar?
Que sentido tem isso? Primeira coisa: falta de perdão é burrice, burrice pura, porque a pessoa está vivendo a vida dela, não está aí para você, e você a comer o próprio fígado, envenenando-se e estragando a própria vida. A falta de perdão é burrice, porque você está se “vingando” da pessoa errada: está se vingando de si mesmo, e se você é a vítima, está se fazendo vítima duplamente.
Você é vítima do injusto agressor, e agora é vítima de si mesmo. Pare de ser burro, e então perdoe, por amor a si mesmo. Segunda coisa.
Se você for pedir justiça; se você for pedir a Deus que mande um raio sobre os injustos, lembre-se: você é o primeiro da fila. Você tem certeza de que quer que Deus faça justiça? Acho melhor não.
É melhor pedir misericórdia. Sabe por quê? Você precisa de misericórdia.
Então, se você quiser justiça, será o primeiro da fila. Então, Jesus nos ensina que precisamos amar o inimigo porque, se nós não notamos que precisamos amar o inimigo, tampouco notamos que Ele nos amou quando éramos inimigos. Então, não adianta ficar pedindo: “Justiça!
justiça! justiça! ”, quando você mesmo não está muito limpo nem muito bonito na foto… Eis onde está a miséria e a iniquidade, em nos esquecermos que vivemos de perdão.
“Senhor, eu mereço o inferno, e se eu pedir vingança e o inferno para aqueles que são meus inimigos, serei o primeiro a ter de receber vingança e o inferno. Mas vós me tratastes como amigo quando eu era vosso inimigo, e morrestes por mim na cruz quando eu nem sequer dava bola para o vosso amor. Oh!
meu Deus! meu Cristo, Santo de Deus! Vós, que morrestes na cruz com o vosso Coração Sacratíssimo transpassado pela lança, fazendo jorrar misericórdia e amor, Senhor: dai-me a graça de perdoar àqueles a quem não consigo perdoar e de amar os meus inimigos porque vós me amastes quando eu era vosso inimigo.
Amém”. Deus abençoe você. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amém.