O que que você diria que seria um bom indicador de um relacionamento tóxico que aquela mulher tá vivendo que talvez ela não tá enxergando naquela situação? Não enxergam ou ignoram? Porque tem uma diferença quando a mulher diz: "Ah, eu não sei se eu tô vivendo um relacionamento ruim, mas você sabe o que que é um bom?
" Porque tem mulher, Larissa, que diz: "Ah, eu não encontro um homem bom". Ah, mas você já teve um relacionamento bom ou já viu um? O que falta para muita mulher é de fato um critério.
Um cara aparece na vida dela, manda a flor e ela pensa: "Esse cara deve ser bom". Pera aí. Um cara bom, ele tem que ter quatro critérios.
E se a mulher não sabe se ele preenche os quatro ou não sabe quais são esses quatro, ela não tem processo crítico suficiente para saber, será que esse cara é bom? Vale a pena investir nesse cara? Por exemplo, a mulher olha pro cara e fala: "Poxa, mas eu devo continuar nesse relacionamento ou saio dele?
" Tem muita mulher que avalia um cara pela quantidade de dinheiro que ele tem. Ah, o cara tem pouco dinheiro, o cara tem muito dinheiro. Será que um cara que tem pouco dinheiro, ele é bom?
Será que o cara precisa ter muito dinheiro para ser bom? Porque todo mundo começa, nem todo mundo começa do zero. Ia falar, todo mundo começa do zero, mas por exemplo, tem filho de herdeiro.
Se dinheiro definisse o quão bom é um homem, os homens, os melhores homens seriam filhos de herdeiros, porque eles já vêm com muito dinheiro embutido na conta bancária, o que não é verdade. Eu atendo pessoas milionárias, eu atendo filhos de herdeiros e eles têm os mesmos problemas que pessoas simples, pessoas que vêm de baixo também tem. Eu chamo isso de padrões.
Um homem que tem padrões ruins, ele pode ser milionário, ele pode ser filho de milionário, ele pode ter vindo de família pobre. Esse cara vai gerar os mesmos problemas para uma mulher. A sua pergunta foi relacionamento tóxico.
E se a mulher não enxerga? Eu posso te dizer que 99% das mulheres que eu atendo enxergam. O problema não é o fato dela enxergar ou não enxergar.
O problema é o fato dela ignorar aquilo que ela já viu. Por quê? Ela pensa: "Se eu me separar desse cara, eu vou pro inferno", disse a mulher que ouviu da mãe que casamento é pra vida toda e se você se separar, você vai direto pro inferno.
Tem mulher que ouviu isso, se separou e nunca mais casou. Tem mulher que ouviu isso e tá aguentando um cara que bebe e fuma, trata mal, nem transar, transa porque o negócio do cara não funciona mais e tá tá com cara na relação. Ela disse: "Como lidar com cara tóxico?
Não me pergunte para mim, porque eu não estaria nessa relação. Eu não saberia lidar com um cara tóxico porque eu já teria saído. O problema é que tem muita mulher que não pode sair.
Ela pensa: "Se eu sair, eu vou ser julgada. Eu já vi que esse cara não é para mim. " E na maioria dos casos, ela já viu.
Ela já viu que o cara não é para ela. Ela já viu que esse cara vai tratar mal. Ela já viu que esse cara não vai mudar.
Só que existe um negócio que às vezes alguém, essa mulher vai dentro de um relacionamento ruim, ela fala: "Eu quero resolver". E tá tudo bem querer resolver. Eu acho que esse é o intuito.
Se você tá numa relação que não é para dar o seu melhor, saia, saia, saia. Qual que é o momento de de ficar o sair de uma relação? Quando você não quer dar mais o seu 100%, quando você tá esperando pelo outro, dar a parte dele para você fazer a sua.
Saia. Essa relação já acabou. Mas por que que acabou?
Porque você não tá dando o seu. Quando a mulher vê que o cara é tóxico, ela para de dar o 100% dela. Ou ela começa a dar mais de 100% quando ela coloca um propósito naquela relação ruim.
Antes ela dizia: "Eu tenho um homem ruim". Aí alguém disse para ela: "Amiga, vem cá, porque vamos fazer uma oração para ver se Deus cura o seu marido, porque deve ser alguma coisa que tá dentro dele. Aí leva ela pra igreja, chega lá, ela é amada.
Aí alguém disse para ela: "Amiga, Deus tem um propósito na sua vida através desse homem. E Deus tem um propósito na vida dele através da sua vida. Não foi por acaso que esse homem entrou na sua vida.
Esse é o perigo de um trem que eu chamo de ressignificar, Larissa. Relacionamento tóxico. Ela viu, o homem não é bom, só que agora ela tem um motivo para ficar dentro daquela relação.
Eu costumo dizer que o perigo de ressignificar é você saber que tá dentro de uma cadeia, dentro de uma cela, pintar de outra cor e chamar aquilo de lá. Não mudou a prisão, só mudou o nome. E tem muita gente que aprendeu a dar um nome bonito pra dor que sente, para não precisar encarar aquilo que já tá vendo.
Muito bom. Quais são os quatro critérios desse homem bom? Eu chamo de DNA do homem bom.
O cara tem que ser provedor, protetor, tem que ser companheiro e ele tem que ser disponível. O cara protetor, ele protege a mulher fisicamente, emocionalmente, sexualmente. Quando o cara não protege a mulher, Larissa, tem mulher que não tem permissão de emagrecer, porque ela tá fora do peso, ela olha no espelho e fala: "Eu não tô gostando desse corpo que eu tenho, eu queria emagrecer".
Aí sabe o que ela faz? Começa a fazer dieta. Aí ela fala: "Vou entrar na academia".
Entra numa academia, começa a perder uns quilinhos. Perdeu 3 kg, ela já começa a se sentir bem. Ela sobe na balança e fala: "Agora eu vou vou ficar mais bonita".
E ela começa a se sentir bem com ela mesmo. Só quando ela olha pro sofá, quem tá lá? O cara sentado com a barriga para cima, não quer saber de ganhar mais dinheiro, não quer saber de crescer.
E ela fala: "Poxa, eu quero ficar mais bonita. Eu não tô me sentindo bem comigo mesma". Ela vai pra academia de novo, passou um mês, dois meses, ela começa a ficar mais bonita.
E ela percebe que quando ela fica mais bonita, outros homens começam a olhar para ela e ela começa a achar estranho aquilo. E ela começa a se sentir mal. Poxa, será que eu tô traindo meu marido?
Porque esses caras estão olhando para mim. Daqui a pouco ela recebe um elogio da unha dela que ela fez, que ela já não fazia tinha seis meses. E ela sente que tá traindo o bundão.
E ela fala: "Se eu continuar do jeito que eu tô, treinando, ficando bonita e cuidando de mim, eu não vou ficar nesse relacionamento, vou acabar traindo. " E tem mulher que para de treinar e de ficar bonita porque o cara não tá protegendo a sexualidade dela. Isso é falta de proteger a sexualidade da mulher.
Em casa ela não transa, em casa o cara não fala que ela tá bonita, em casa o cara não dá uma cantada. Ovido dela não tem mel. Não é um ouvido melado.
O que que é ouvido da mulher que tem mel? É quando o cara chega e fala: "A moça tá bonita hoje, nossa, que avião que eu casei. " A mulher não escuta isso do marido dela e ela tem medo de ouvir do lado de fora.
Esse cara não protege essa mulher sexualmente, fisicamente é o mais simples. É não deixar ninguém judiar da sua mulher, partir para cima dela, querer agredir ela, proteger a casa. Esse é o papel do homem.
E emocionalmente é o cara estar disposto para falar: "Deixa eu cuidar dessa mulher que eu tenho. " Isso é o cara protetor. Proedor é o cara bancar.
E não é só sobre dinheiro, é também. Mas tem cara bom, Larissa, que tá começando a empreender, tá começando a vida agora. Pensa no cara provedor pra mulher.
A mulher encontrou o cara, ele tá morando dentro da casa do pai e da mãe dele com 28 anos. É legal isso? Não, isso não é legal.
Só que o cara viu na mulher uma possibilidade de construir uma família. Ele se encantou por aquela mulher. Ele fala: "Eu quero essa mulher na minha vida".
por aquela mulher, ele muda a postura dele e ele fala assim: "Seguinte, eu quero você na minha vida. Eu vou dar um jeito, eu vou trabalhar, eu vou mudar de casa. A gente vai construir juntos e conta comigo.
Esse cara é provedor. Proedor não é só sobre dinheiro, é sobre a postura que o cara tem, mesmo quando ele não tinha nada. E eu sempre digo, mulher não muda homem, Larissa".
Olha esse cara que eu dei o exemplo. Não foi ela que mudou ele. Ele encontrou nela motivos para ele mudar.
Ninguém muda ninguém. E tem muita mulher aqui nesse lugar, isso até me arrepia. A mulher passa 10, 15, 30 anos tentando mudar um cara que sempre deu sinais que ele não vai mudar.
Aí ela fica carregando o cara e fala: "Mas eu faço de tudo ele não muda e não tem nada a ver com ela. Ele não vai mudar. É o cara, ele é frouxo, ele é fraco.
Tem mulher que não larga porque às vezes que ela largou no passado, o cara mudou. Não é para ficar com outra. Com ela ele não mudava.
É a mulher que tá com cara 10 anos, fala mal do cara todo dia. Esse cara não presta. Ele é frouxo, não traz dinheiro para dentro de casa, é um cara ruim, separou, passou seis meses, o cara arrumou outra mulher, tá trabalhando mais, comprou uma motinha melhor, que antes andava de Mercedes, 36 do ônibus e agora esse cara mudou.
Ela fala: "Ela vai ver, essa mulher vai ver. Daqui a pouco ele vai fazer com ela o que ele fez comigo. Daqui a pouco ele comprou um carro, passou um ano, ele meteu um filho na barriga dela e a outra que ficou, tá?
É, mas daqui a pouco ela vai ver, ela vai quebrar a cara. Passou mais dois anos, ele tá com filho, meteu outro filho na barriga da mulher e esse cara tá construindo uma vida incrível. A mulher que ficou, daqui a pouco a gente pode falar sobre os padrões controladores, ela entrou no padrão controlador da dependência emocional chamado Vingador.
A cabeça dela ficou cheia de passado do cara. Ela tá esperando o cara fazer com a outra o que ele fez com ela. Mas talvez esse cara não tenha encontrado nessa mulher o que ele encontrou na nova, os motivos para ele mudar.
adiante estava tentando mudar o cara, mas por ela ele não queria fazer esforço. Talvez pela nova ele ter encontrado nela aquilo que ele precisava. Então o segundo ponto, o homem tem que ser provedor, ele tem que ter postura.
Se esse homem não tem postura com você, duas coisas, ou ele é um homem ruim, ou essa mulher não tem nela motivos suficientes para fazer aquele cara ter postura e aí encarar a realidade. Terceiro ponto, o cara tem que ser companheiro. Não adianta o cara ter dinheiro, pagar as contas, proteger a mulher.
Vem cá, você tá protegida, meu bem. Se ele não é companheiro, se os dois sentam para ver um filme, o cara não traz uma pipoca, ele não quer estar junto, ele é mais, não faz, não faz questão. Ele faz mais questão de estar com os colegas da pelada dele do que ver a mulher dele pelada.
Ele é companheiro de todo mundo, menos companheiro dela. E essa mulher se sente sozinha. Ela se sente sozinha porque tem mais parente dele dentro de casa do que ele.
Ela se sente sozinha porque tem mais o filho dentro de casa do que o cara. O cara está na casa, mas é como se ela tivesse no imensidão de uma casa mais vazia por dentro. Porque esse cara não preenche essa mulher.
Isso é ser companheiro. E é nos mínimos detalhes. É no deitar, é na cabeça, no ombro, é no carinho.
Isso é o companheirismo. E o último ponto que é o mais difícil de avaliar, que geralmente a mulher deixa passar, é o cara ser disponível ou não. E quando eu falo disponível, não é sobre a aliança que o cara no dedo.
Tem cara solteiro, indisponível, Larissa. A mulher começa a namorar com um cara e fala: "Não, esse aqui tá disponível. Como é que você sabe?
" Uai, ele mora sozinho, não tem aliança no dedo, não tem nenhuma foto de nenhuma mulher no Instagram dele, ele tá disponível agora. Eu lavei a égua. Não sei se você conhece a expressão, lá da minha terra se usa muito.
Me dei bem. Aí começa a namorar o cara, passa um mês, a mãe do cara faz um pedido para ele no mesmo dia que a mulher fez um pedido pro filho. A mãe do cara faz um pedido do mesmo jeito que a mulher faz um pedido pro namorado.
Quem ele atende? A mãe. A mãe.
Porque esse cara, o corpo dele tá livre. Mas o coração dele já tem dona. É a mãe dele.
É o cara que tá casada emocionalmente com a mãe da dependência emocional. Dependência emocional. Essa mulher que entra na relação, ela tá sobrando.
Toda vez que esse cara tiver que escolher entre priorizar entre a mãe e a mulher, ele sempre vai priorizar a mãe. Nós fizemos recentemente uma entrevista na Paulista e todas as pessoas que eu perguntei, todos os homens, inclusive, se você recebesse um pedido da sua esposa e da sua mãe, quem você priorizaria? A sua mãe ou a sua esposa?
100%. Respondeu a mãe. Tiveram três que não responderam nada.
Por quê? Porque a mulher tava do lado. Não ficaram em dúvida, não tiveram coragem de assumir aquilo que fazem todo dia.
E a mulher do lado já faz assim, ó. Já sabe só pela expressão. Agora eu te pergunto, por que uma mulher aceita estar numa relação com o cara que prioriza mais a mãe dele do que ela?
Não é só sobre o cara. Esse cara é bom. Não, porque ele não tá disponível para se entregar pra mulher.
Se ele tiver que morrer por uma mulher, vai ser pela mulher que tem o coração dele, que é a mãe. Não vai ser aquela mulher. Até porque ele fala: "Poxa, mas mãe a gente só tem uma, né?
Mulher tem um monte por aí". É claro, pô. Se você continuar priorizando a sua mãe, você vai ter que trocar de mulher e mulher, porque nenhuma mulher vai se submeter para um homem a ponto de ser só um amante, uma segunda opção, sabendo que a primeira opção dele é a mãe.
Então, o problema da mulher é ela entrar numa relação e não avaliar esses quatro critérios. E dá para avaliar antes de casar, antes de ir para lua de mel, antes de botar uma aliança no dedo, antes de morar junto. Se a mulher observar, mesmo que o cara não tenha o dinheiro que eles querem construir uma vida, se ele tiver esses quatro elementos do DNA de um homem bom, esse casal cresce.