Qual é o real motivo e fundamento de nós umbandistas fazermos firmezas para os guias e orixás? Vamos lá. [Música] Olá, irmãos e irmãs.
Sou Alan Barbieri, dirigente do Templo Escola Casa de Lei. Se inscreva no canal, caso não esteja inscrito, clique em gostei e lembre-se de compartilhar o vídeo na internet. Na descrição tem os links do meu Instagram e Facebook.
Me acompanhe por lá também. Muita gente me pergunta também sobre as giras no meu templo, na casa do qual eu dirijo. Na descrição do vídeo tem o site do templo escola casa de lei.
Lá você tem as informações de toda a nossa programação. Bom, como dito aí na introdução, vou falar um pouquinho hoje sobre a firmeza. Vamos compreender a sua importância, os seus fundamentos, no que eu tenho que me preocupar de fato, qual que é a prioridade para quem faz firmeza, quais são os detalhes por trás disso.
Eh, inicialmente é importante que a gente diferencie uma coisa da outra. Firmeza de assentamento. Muita gente acha que se trata da mesma coisa e na verdade não é.
O assentamento é é algo ou de alguma forma é uma firmeza fixa, aonde se une alguns elementos para que se tenha uma fonte direta. da força daquele guia ou orixá, algo fixo que só será interrompido caso o assentamento seja desfeito. Uma firmeza é basicamente a mesma coisa, porém com o tempo de duração.
Então, a firmeza dura de 7, 14, 21 dias, às vezes mais, às vezes menos tempo, mas a firmeza ela termina sozinha em algum momento. Em algum momento aquele aquela energia se fecha. Um exemplo prático, o guia espiritual quando ele incorpora no terreiro, ele risca o ponto dele, coloca uma vela, a bebida e tudo mais, ele está fazendo uma firmeza.
O guia faz a firmeza dele ali e no momento que ele desincorpora aquela firmeza, ela é fechada. Basicamente a sua vela do anjo da guarda, por exemplo, que você acende toda semana, se você faz, ela é uma firmeza. É uma firmeza que dura 7 dias.
Após este período, você precisa reativar uma firmeza da esquerda, por exemplo, onde você toda semana vai lá, põe bebida, cigarro, vela, entre outras coisas, se trata de algo que termina depois de um prazo e que você precisa reativar. Isso é a firmeza. E o assentamento é algo que não precisa ser reativado, mas precisa ser de alguma maneira alimentado, né?
Então, o assentamento ele tem um cuidado, existe um zelo, existe alguns procedimentos que se deve ter para cuidar e preservar daquela força sentada. Mas é uma energia que sempre vai estar ativa, sempre vai estar fluindo. A firmeza já termina em algum momento.
Muita gente diz para mim, Alan, então compensa mais eu fazer o assentamento, sendo que é algo fixo? Eu costumo recomendar o assentamento apenas para dirigentes espirituais, para pessoas que têm terreiro, para pessoas que sabem que vão abrir um terreiro, para pessoas que têm uma missão nesse sentido. Porque o médium, se ele monta lá um monte de assentamento da sua esquerda, direita, orixás, se amanhã ele, de repente não decide mais fazer parte da religião, decide mudar de terreiro, mudar de fundamento, o que que se faz com aquele assentamento?
É o que acontece com muitos casos. As pessoas vão lá fazendo assentamentos a rodo, né? qualquer coisinha já faz um assentamento e depois não sabe como cuidar, não sabe como de alguma maneira se relacionar com aquilo e aí fica jogado.
E assentamento é uma coisa que não pode ficar jogada, é uma coisa que não pode ficar lá abandonada, suja no canto. Ou você tem, cuida pra vida inteira até que aquilo seja de alguma maneira desfeito ou se um dia for, ou você simplesmente não faz. A firmeza é algo mais acessível para todos, é algo que eu ensino aqui no canal, ensino na série, na prática.
Exatamente porque qualquer pessoa pode fazer. Simplesmente você vai lá, une aqueles elementos, ativa aquela força e sabe que ela vai agir dentro de um período para aquele objetivo, para aquela necessidade. Então, o que eu costumo indicar para as pessoas aqui é: faça todos uma firmeza e mantenha sempre as suas firmezas ativadas, firmezas de direita, firmezas de esquerda, anjo da guarda, exu, pomba gira, cabôclo, porque firmeza é a ativação da força para um benefício.
é dar aquela entidade, aquele orixá, aquela força, ferramentas para que ela possa acessar a minha estrutura energética, mediúnica, psíquica e possa agir na minha vida de alguma forma. Muita gente acha que a firmeza mantém o guia forte ou firme. E a firmeza não necessariamente é para o guia, mas a firmeza é para nós.
Eu ativo a força do guia, eu firmo ele, eu firmo o orixá, mas não é para que ele esteja mais firme, mas não é para que ele esteja mais seguro, mas sim para que eu esteja. Tudo que nós fazemos pra espiritualidade, se tratando aqui de firmeza, é para nós mesmos. Nós reunimos elementos dentro da nossa necessidade para que aquilo se converta em nosso benefício.
E a firmeza é a abertura de um portal, de um espaço mágico que dá aquele guia orixal força, a possibilidade de ele agir na minha vida. Então, não é para o guia, não é para fortalecer ele, não é para alimentar ele, nada mais é do que é para o nosso próprio bem. Quando que se deve fazer uma firmeza?
Em que momento da minha vida que eu faço? Eu não sou médium? Eu não faço parte de um terreiro.
Eu nem incorporo. Eu posso fazer e devo fazer. A minha orientação é que sempre sim você pode fazer, porque a maneira que um bandista se relaciona com as forças, fazendo firmeas, acendendo velas, colocando elementos, pedras, bebidas, tabacos, é é a maneira que nós, usando dos elementos da natureza, eh, fortalecemos essa nossa relação com o sagrado.
Então, eu posso lá pro meu caboco acender um cachimbo, eu posso colocar uma bebida, eu posso pro meu preto velho colocar um café com bolo, por exemplo. Tudo isso são firmezas que de alguma forma ativam essas forças e possibilitam que eles acessem o meu campo energético e possam agir na minha vida, tá? Enfim.
Então, basicamente, um esclarecimento que eu quero trazer como base aqui para este vídeo é que a firmeza não é para deixar o guia firme e nem necessariamente você, mas é para que aquela força seja seja ativada. Aí que vale muito o estudo, a busca pela compreensão do que são os orixás e guias. Porque se eu sei qual é o campo de atuação daquele orixá, qual é o campo de atuação daquele guia, o que ele vai me beneficiar ou no que ele vai me beneficiar, basicamente quando eu firmar aquela força, eu sei exatamente como aquilo vai reagir em mim.
Então eu sei que um determinado momento da minha vida, do meu dia, eu posso firmar o cabôco que vai me ajudar bastante. Eu posso firmar o meu preto velho, eu posso firmar minha pomba gira, eu posso firmar a minha baiana. Eu sei que um determinado momento da minha vida, eu preciso daquela força.
Eu preciso de Xangô, eu preciso de Oxalá, preciso de Emanjá. E conhecendo um pouco dos fundamentos dos orixás e guias, eu posso ir recorrendo à forças dentro da minha necessidade, até porque está aí à nossa disposição. Basta nós religiosos e que tem fé nisso, se direcionar essas forças e pedir por elas.
Essa é a nossa fé, essa é a nossa base e a firmeza é uma maneira de nos relacionarmos com eles. Basicamente é isso, tá? Fiquem atentos aqui no canal.
Sempre estou ensinando na prática alguma firmeza que possa ser útil para você. Espero ter trazido algum esclarecimento neste vídeo. Se inscreva no canal, caso não esteja inscrito.
Clique em gostei. Lembre-se de compartilhar o vídeo na internet. Na descrição estão os meus links do Instagram e Facebook.
Me acompanhe por lá também. Solan Barbieri. Muito obrigado e até o nosso próximo encontro.
Achè.