[Música] [Música] a Amazônia sempre foi um assunto chave né dentro da Fapesp vocês já documentaram as expedições do Paulo vanzolini e as coisas que foram feitas no passado eh evidente que as coisas importantes são aquel expedições do Paulo vanzolini o lba eh o grande experimento de atmosfera bioma eh atmosférico e eh e todo ess regime de chuvas os rios que correm sobre a floresta é bom lembrar que boa parte do que foi feito inclusive de estudos eh financiados pela FPS serviram de subsídios na verdade a posição do Brasil nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas boa
parte dos dados de PCC foram produzidos pelas equipes aqui da USP do o inp Carlos Nobre teve um papel muito relevante eh na condução do lba Paulo Artacho também etc e vários cientistas importantes hoje que trabalho no programa de mudanças climáticas da fapes foram criados nesse ambiente nos últimos anos a gente tem financiado muita coisa sobre a Amazônia eh na biodiversidade eh na parte de antropologia na parte de línguas eh em vários aspectos e muita coisa sobre mudança climática e s inclusive com instalações e infraestruturas na FL Floresta etc em parceria com as instituições locais
e com as Universidades aqui de São Paulo a gente já tinha um essa longa tradição então para nós era uma coisa muito natural financiar a pesquisa sobre a Amazônia mas 3 anos atrás eh na época o governo Dória e a patricii na secretaria na conferência das partes de mudança climática de Glasgow eles queriam levar uma proposta de financiar um fundo sobre a Amazônia e nos convidaram se a fapes toparia a a botar recursos nesse fundo A ideia era levantar um fundo de 500 milhões a peça entraria inicialmente com R milhões de reais nós dizemos sim
no ato Tá certo di a gente já tinha colocado sei lá Nós não sabemos nunca o número exato 600 800 milhões em pesquisa sobre a Amazônia nos últimos 20 anos então para nós era uma coisa absolutamente natural eh e nós topamos eles apresentaram a proposta repercutiu muito bem mas logo em seguida o d se desincompatibilizar o governo mudou etc nós pegamos a proposta eh no final do ano teve uma reunião do confap que reúne todas as Fundações de ampar e nós levamos elaboramos um pouco melhor a proposta e levamos a ideia de criar uma espécie
de esforço Conjunto das Fundações de Amparo eh da região da Amazônia Legal com a Fapesp para ser submetida à ideia do confap uma proposta foi eh ovacionada diria tá certo mas e não só nove Fundações de Amparo do região da Amazônia Legal mais a fapes que dá 10 Esse é o nome Amazônia mais 10 mas várias outras Fundações de Amparo de outras regiões do Paraná do Rio Grande do Sul do Rio de Janeiro aderiram à Proposta no contexto atual a gente já tem 25 Fundações de Amparo aderir na proposta do Amazônia basicamente por uma razão
simples de entender a Amazônia é o maior desafio do Brasil e é um compromisso dos brasilos preservar os serviços ambientais da floresta tem uma coisa que virou um jargão um bordão do Amazônia mais 10 é que um pouco diferente das pesquisas que a gente financiava no passado que eram acima do docel da floresta ou seja os rios que correm por sobre do céu o regime de absorção e e emissão de gás carbônico e gás de efeito estufa o amazonia mais tem uma uma um drive também de olhar para baixo do docel seja olhar paraas populações
que vivem na região eh no sentido de que tem DIT por várias iniciativas criar oportunidades de emprego e renda compatíveis com a floresta em pé ou seja explorar a biodiversidade explorar bioeconomia explorar mesmo recursos madeireiros etc mas de formas compatíveis com manter a floresta em pé por quê para criar alternativas de emprego e renda para essa população de modo que ela não seja empurrada para atividades como a mineração ilegal como o desflorestamento outras atividades elas precisam de renda elas precisam de gerar precisa de gerar empregos se você não tem ações que fomentem essas outras atividades
compatíveis com a sustentabilidade na verdade você empurra essas populações para opções outras de buscar renda e buscar recursos para sobreviver então a ideia do Amazônia + 10 surgiu disso ela foi eh a a Adesão a todas as Fundações de a Adesão decorre do fato de que para todos é muito claro de que a amazônia é a principal missão brasileira a gente brinca muito nessa coisa de pesquisa orientado paraa missão ou que o pessoal chama eh mo shots né Eh por conta da da missão Apolo da e da lua eles cham isso de Mun shots ou
seja coisas que são eh para um objetivo específico concreto a Amazônia é o principal mun chote do Brasil não é só porque é um compromisso com o mundo e com a sustentabilidade mas por conta de que a gente tem mais da metade da floresta amazônica no território brasileiro ele ocupa mais de 50% de todo o todo o território do país eh e lá vivem 30 milhões de brasileiros essa ideia de que aquilo é um compromisso importante é foi fez com que a Adesão de todas as Fundações fosse rápida lançamos um primeiro Edital já tá financiamos
vários projetos de pesquisa e agora entramos numa fase do que que a gente vem fazer tá fazendo paraa frente nesse momento nós estamos com um programa de expedições científicas que é um negócio também interessante o primeiro edital foi um edital digga assim convencional financiamos um projetos de pesquisa de 3 anos de duração grupos de pesquisa etc eh e agora estamos lançando uma coisa que é muito diferente do que a gente fez financiando expedições científicas pela Amazônia o que também transformou a o amazonia mais 10 numa coisa singular no âmbito das do financiamento da pesquisa no
Brasil é o formato de que você tinha que ter grupos de pesquisa com representantes de três diferentes estados um Obrigatoriamente da Amazônia Legal sempre tem que ter alguém da Amazônia legal mas o que era super eh interessante é que na Constituição a gente acordou que qualquer recurso de terceiros que nós conseguíssemos pro projeto seja ele de uma agência nacional ou de uma agência Nacional se fosse ele também de fundos privados só poderia ser aplicado na Amazônia Legal ou seja eh nenhum desses recursos de agências ou de fundos privados poderia por exemplo vir para São Paulo
o financiamento em São Paulo seria responsabilidade da fapes mas os recursos adicionais seriam aplicados Obrigatoriamente na Amazônia Legal isso é singular e muito interessante porque uma das grandes debilidades da pesquisa sobre Amazônia é a ausência de recursos na amaz amônia eh então a ideia de mobilizar recursos de terceiros é é um negócio interessante tanto é interessante que no primeiro edital que nós chamamos houve uma contribuição importante do CNPQ em apoio ao primeiro edital e esse recurso CNPQ só pode ser aplicado na Amazônia Legal agora no programa de expedições a gente tem eh um aporte do
CNPQ idêntico aporte das Fundações e esse aporte do cnpg só pode ser usado na região norte e a gente tem uma apte internacional nessa chamada expedições que é idêntico ao que as as Fundações estaduais estão botando idêntico ao CNPQ pois no modelo atual de expedições é 1/3 1/3 1/33 evidente que 1/3 das agências internacionais vai ser fundament mais gasto com seus próprios pesquisadores do que na Amazônia mas vai significar Pontes entre grupos de pesquisas da região da Amazônia Legal com com várias instituições relevantes do mundo inteiro então ele ele criou um modelo que a gente
nunca tinha feito primeiro que é um é um modelo nós temos vários acordos com Fundações tempes que são acordos bilaterais nós com o Pará nós com o Pernambuco nós com o Paraná mas nunca tínhamos feito uma coisa que é meio multilateral e isso é novo e é novo essa ideia de que os recursos dos terceiros só podem ser aplicados na Amazônia isso criou um modelo interessante evidente que a gente tem crítica eh e e tem melhorias que a gente tem que fazer eh fundamentalmente di há um sempre um questionamento muito grande sobre Como elevar o
protagonismo das instituições de pesquisa da região norte Esse é um Desafio desafio correto colocado pelas instituições de lá pelas lideranças científicas da Amazônia eles querem maior protagonismo na condução disso protagonismo quer das cientistas quer das populações tradicionais eh das populações indígenas eh ribeirinhas das Comunidades das ones eh esse protagonismo Sempre buscar Então a gente tem sempre um desafio de como melhorar mas o iniciativa Amazônia mais 10 é um show diria é um sucesso total de público e de audiência Tá certo embora não tenha ainda um planejamento estratégico Claro definido a gente sabe que para focar
isso que a gente chamou das coisas abaixo do céu a gente precisa construir uma carteira de projetos que enderec problemas concretos tá certo o que que faz com o caroço da aí o que que faz para gerar eh eletricidade de forma sustentável não usando diesel eh Que tipo de combustível a gente pode usar paraa navegação eh para porque basicamente a gente tá falando da sustentabilidade na floresta mas basicamente a gente consome diesel o tempo todo na Amazônia gasolina diesel combustíveis fóssil etc como criar alternativas energéticas sustentáveis como explorar recursos madeireiros de forma sustentável como evitar
na verdade e a destruição das áreas de ribeirinhas por uso de mercúrio na exploração mineral tem vários desafios concretos que a gente precisa nesse próxima etapa da Amazônia mais dessa tentar endereçar a construção do Amazônia com as com as várias conversas que a gente teve com embaixadas organismos internacionais e e com agências do mundo inteiro a gente conseguiu criar uma enorme boa vontade e uma enorme colaboração internacional o bid na verdade tá nos apoiando na Amazônia mais 10 fazendo o quê e contratando na verdade um corpo técnico que vai vai trabalhar na Amazônia tem uma
equipe em Belém tem uma equipe em Manaus mas tem sempre uma pessoa pelo menos em cada unidade da da Amazônia Legal trabalhando em apoio ao projeto isso cria uma base que a gente não tinha quando lançou Amazônia mais 10 a gente vai ter um corpo técnico dedicado na verdade inclusive a mapear esses problemas essas quais são essas Desafios que a gente chamou desafios da Amazônia que a gente precisa eh fomentar e apoiar de inúmeras formas o amazonia mais 10 é hoje uma coisa que tem uma vida própria eu diria que a gente tem um bom
comitê gestor com engajamento das Fundações locais e outras eh e Acho que terá uma vida longa porque a Amazônia tá aí é Um Desafio permanente a gente provavelmente vai ter uma uma até um papel mais mais interessante até pelo fato próprio de que a próxima convenção sobre clima vai ser em Belém eh e a gente provavelmente vai ter coisas a mostrar e desafios mais interessantes para fazer então é um pouco isso a história do Amazônia mais é inexorável que você eh continue fazendo o que a gente já fazia no passado que é estudar na verdade
eh a a Amazônia e seu papel no clima mundial e no clima brasileiro quer dier a gente sabe que ele é responsável por uma boa parte na verdade do regime hídrico do centro-oeste e do sudeste brasileiro eh que ele tem um papel fundamental presta serviços ambientais pro mundo inteiro como é reciclando Na verdade carbô ele quer dizer ele foi durante milênios um um uma uma uma capacidade de absorver carbono etc e hoje ele na verdade ele tem o risco de se transformar numa fonte líquida de carbono pelo desmatamento etc mudança do uso do solo então
eh a questão ambiental do ponto de vista Global do clima global no meio dessa tempestade toda que a mudança da Global do clima global é continua sendo extraordinariamente relevante O que mudou na visão sobre a Amazônia é um entendimento sobre o fato de que você tem um 30 milhões de pessoas vivendo lá e você não pode eh trabalhar isso de uma maneira assim de imaginar que você vai retirar essa população de lá para preservar Floresta ou que você vai mantê-los no mesmo padrão de vida você precisa ter estratégias que melhorem a qualidade de vida das
pessoas que moram lá isso tem que ser feito de forma compatível na verdade com esses serviços ambientais que a floresta presta quer dizer você tem que encontrar formas de capazes de gerar vida digna renda e e melhoria da qualidade de vida para ess pração vida digna passa inclusive por consumir mais energia per capita do que consome hoje Só que você tem que encontrar formas de energia que seja sustent ou tem questões ligadas à saúde a saneamento questões ligadas à mobilidade dentro da região etc eh e a a questão de que vida Essas pessoas vão ter
as suas alternativas tem que ser muito das suas próprias opções se há eh comunidades indígenas que querem manter a sua cultura e suas tradições etc é absolutamente legítimo e e respeitável fazer isso Há outras que querem mudar para padrões de vida vidas de natureza diferente mais próximos à Vida da Urbana etc tal você precisa conciliar isso com os serviços ambientais da floresta Há de tudo a Amazônia é gigantesca há populações indígenas Ainda não contatadas eh do ponto de vista embora não se saiba exatamente mas do ponto de vista global é a região do planeta com
o maior número de línguas desconhecidas se é uma estimativa que se tem então di há várias populações não contratadas e o que reza na verdade a a política indigenista e e a funa etc é que você tem que preservar essas populações não não se trata de eh contratá-las ou forçar esse contato Então como preserva isso mas há várias populações de indígenas que já estão meio Integradas na verdade a o modo de vida eh eu vou chamar de moderno entre aspas porque e é um o adjetivo aqui fica é complicado as aspirações dessas populações indígenas são
de outra natureza muitas que querem eh por exemplo produzir artesanato para venda Global querem canais de comercialização quera apoio técnico etc outras querem que os seus filhos tenham a oportunidade de estudar medicina enfermagem e coisas do tipo para atender inclusive eh as as as comunidades locais Então são aspirações que você tem que respeitar e Há de tudo H populações ribeirinhas Integradas a essas cadeias globais eh fazendo Cacau fazendo vários outros produtos da floresta ou eh explorando princípios ativos que tá na área de cosméticos em outras áreas como há populações que querem artesanato querem outras alternativas
você tem que analisar as possibilidades e são múltiplas porque a Amazônia é tão gigantesca e as distâncias são tão brutais que você tem de tudo você vai de Belém a Manaus eh e por 1000 km de distância que é uma distância eh gigantesca para qualquer lugar do mundo se atravessa a Europa inteira andando 1000 km de Manaus a divisa com a Colômbia e Letícia são mais 1000 km Tá certo então você tá falando de uma coisa que é maior do que todo o continente a Europa ocidental eh maior do que a Europa ocidental Nesse contexto
você tem não só o bioma Amazônia mas tem múltiplas eh sub biomas ou ou especificidades locais áreas de Serrado áreas de Floresta densa áreas de vasia e populações diferentes a diversidade linguística da Amazônia é um pouco a prova de como é que você foi diversificando aquilo Porque as barreiras criadas pelos Rios ou criadas pelas coisas fez com que as as línguas sejam múltiplas línguas você não tem uma unidade linguística na Amazônia que um pouco mostra como que a evolução foi criando regimes eh socioambientais diferentes em cada área da Amazônia pela dimensão da Amazônia então não
tem uma bala de prata uma solução única e e mas assim é preciso entender que as aspirações dessas populações são diferentes do que simplesmente preservar emque inta o modo de vida que eles têm depende de cada uma delas algumas querem preservar seus suas culturas suas tradições sua modo de vida outras querem se integrar ao mundo moderno e você PR encontrar formas alternativas compatíveis com a A Conservação da floresta que seja mas que melhora a qualidade de vida dessas populações o papel da ciência n dimensões você tem do ponto de vista do mapeamento da biodiversidade do
mapeamento do S dos ecossistemas eh naturais que tem na Amazônia e já tem todo um conjunto de estudos sobre Sci biodiversidade essas diversas línguas as diversas populações diversas culturas em particular nessa coisa da das das populações tradicionais etc há um protagonismo hoje interessantíssimo que não tinha Décadas atrás quer dizer você tem todo um conjunto de projetos de colonização da Amazônia tanto de imigração para Amazônia quanto de projeto Rondon e outros projetos mas hoje você tem um protagonismo das populações locais completamente diferente as pessoas têm voz eh as pessoas falam inglês muito bem Tá certo as
pessoas vão em conferências internacionais as lideranças indígenas brasileiras tem uma performance impressionante do ponto de vista Global eh eh várias delas etc eh o próprio Ministério de povos indígenas tem um uma postura eh muito mais ativa muito mais eh eh protagonista do que do que havia no passado isso cria um diálogo interessante é um diálogo difícil pra ciência não é um diálogo simples não e é um diálogo em que em vários países do mundo você tem dificuldade de implementar como é que você traz como é que você tem um diálogo com a sociedade da da
ciência com a sociedade e com essas populações então caso clássico da Nova Zelândia eh o caso clássico do Canadá de como é que você cria mecanismos de interlocução e diálogo e de diálogo eh construtivo entre essas populações tradicionais e a ciência Então aqui tem uma coisa que a gente não sabe fazer direito Eh preciso reconhecer eh quer dizer e a gente tá aprendendo a fazer a gente eu me lembro que eu fui eh para por cont da iniciativa Amazônia Tabatinga Benjamim constan num seminário eh com várias lideranças indígenas organizado pela Universidade de lá eh era
uma coisa interessante porque e é visivelmente as lideranças indígenas têm uma capacidade de comunicação e de expressão muito clara e muito objetiva do que eles querem Tá certo e você fica Às vezes você quando você ouve essas as questões você fica pensando 10 vezes mas como é que eu ajudo isso qu dizer como é que eu tenho uma essas pautas na comunidade científica não existem a gente sabe que a gente pode pesquisar o caroço do Açaí ver toda a composição bioquímica etc como é que a gente faz tira extrato Como é que faz o caroço
como é que faz isso como é que a gente faz com a menda O que que a gente pode fazer Que tipo de olhos tem como é que caracterítica isso é um negócio que a gente sabe fazer como é que financia quem faz quem estuda etc como atender as reivindicações das Comunidades indígenas é um negócio que a gente não sabe fazer direito então a gente tem que aprender mas eu acho que a gente tem dier aí eh juntando conhecimento de áreas distintas da ciências desde as humanidades da economia da administração etc a gente consegue na
verdade talvez elaborar uma agenda que é uma agenda diferente eh é uma coisa curiosa é o iniciativa Amazônia tem despertado interesse grande por exemplo do ministério de povos indígenas eh nós temos convidados para essas últimas eh eventos nossos lideranças indígenas para participar na no projeto de expedições científicas a gente eh exige do proponentes que ten alguma liderança científica ligado a essas populações tradicionais isso também é uma novidade interessante eh e que a gente e é tudo um aprendizado Tá certo dizer a gente não tem eh no Brasil experiências ou muitas experiências tem sempre experiência mas
não tem experiências com continuadas de como é que faz isso etc como é que constrói um diálogo entre essas tipos de demandas dessas populações com a ciência Tucu ou hard Science pelo menos etc não é não é uma coisa simples mas eu acho que a gente tá trilhando um bom caminho eh Sobretudo com essa coisa da das da de chamar a liderança para participar dos projetos ou de dialogar com essas populações ou dialogar com o próprio ministério você tem bons levantamentos hoje inclusive o painel científicos da Amazônia que é um que é um projeto interessante
até também coordenado pelo Carlos Nobre mas uma equipe gigantesca de cientistas produz um diagnóstico super interessante sobre a pesquisa científica realizada na Amazônia e claramente tem o que se chama assim dois grandes buracos negros Tá certo diz no ponto de vista de olhando a Amazônia como um todo é um buraco que tem a ver com a taxionomia ou seja são é alguns tipos de espécies que são muito poucos mapeados do ponto de vista da biodiversidade então tem várias espécies que são peixes são praticamente conhecido quase todos que t a Amazônia continua a ter o maior
número de espécies desconhecidas as estimativa Então ela ela tem centenas de espécies desconhecidas eh milhares de espécies desconhecidas na Amazônia que a gente precisam ser mapeado mas é assim do ponto de vista taxonômico peixe está relativamente bem muito melhor etc do que boletos etc mas se você pensar na na microbiota e na na biota aí o desconhecimento é total estamos falando de bactérias vírus estão falando de fungos aqui e e o desconhecimento é gigantesco não é só que o descono porque o desconhecimento Global sobre Fundos também é grande mas no caso específico da Amazônia é
gigantesco então Há muitas coisas do ponto de vista taxonômico do ponto de vista de espécies etc que tem são buracos negros grandes e é o outro buraco é o buraco da geografia né como quer dizer a Amazônia é gigantesca e como o acesso à Amazônia é basicamente via fluvial Tá certo você você tem mapeamentos de biodiversidade inclusive da sócio biodiversidade ou seja das populações tradicionais indígenas etc naqueles caminhos que são fáceis de acesso que são na verdade a malha navegável da Amazônia quando você se adentra Floresta exato o grau de conhecimento que você tem dessas
outras áreas é muito melhor e quanto mais longe de Belém e Manaus tiver também pior é esse grau de cobertura Então você tem uma coisa você tem um objeto gigantesco e uma coisa interessante o que do ponto de vista de quem financia a pesquisa também é um negócio esplêndido quer dizer porque você tem assim uma enorme curiosidade para saber o que que você vai encontrar nessas outras áreas e biodiversidade que coisas interessantes você pode encontrar eh é claro que quer dizer se financiou muito nas últimas décadas o mapeamento de princípios ativos e das florestas tropicais
etc tem várias empresas inclusive globais fizeram longos financiamentos sobre isso eh não há eh Horizonte de que Coisas extraordinárias tenham sido descobertos e virado eh um Blockbuster aí alguma coisa gigantesca com Bilhões de Dólares e numa nova uma nova toxina um novo eh pipí ou num nova eh eh eh mas em particular com di respeito a produtos eh fitoterápicos e produtos cosméticos há um enorme possibilidade de que você venha a encontrar coisas interessantíssimas ligadas ou não ao conhecimento tradicional qu dizer porque as populações locais têm conhecimento sobre as propriedades da flora da fauna etc e
podem usar usar esse conhecimento tradicional às vezes é muito útil para você identificar potenciais aplicações de degum umas variedades vegetais de frutos ou de sementes etc mas Associados ou não Provavelmente você tenha uma biodiversidade grande que você pode encontrar alternativas para isso Eh mas independentemente disso ass cobrir essas lacunas de conhecimentos geográficas ou taxionômicas é em si um desafio seja ele pela aplicação seja ele por uma outra coisa interessante que é a curiosidade eh uma parte grande das pessoas que têm aderido a isso O fazem não é só porque estão buscando uma utilização prática de
uma pom para criar uma pomada para determinado tipo de picada de inseto co e tal as pessoas fazem também por causa da curiosidade quer dizer você tem tantas variedades desconhecidas que isso do ponto de vista inclusive do ponto de vista científico que gera eh um estímulo muito grande dos proponentes em busca na verdade de tentar descobrir aquilo que é desconhecido o fato também de combinar regiões diferentes etc então eu acho que é uma coisa interessante dizer a gente acabou tendo adesão agora da Goiana francesa na iniciativa Amazônia o apoio da da da agência de financiamento
da pesquisa da Suíça do Reino Unido eh e a gente com certeza vai ter tem quer dizer terá uma longa vida eu espero que eh a gente a gente provavelmente nos próximos anos Vai ter muito mais adesões internacionais e e iniciativas de esforços nesse sentido eu acho que a gente tá consolidando o modelo de cooperação das Fundações com as agências nacionais também o CNPQ tem rodado bem a gente tem uma negociação com a fep vai ter uma negociação com a Caps eu acho que tem uma longa vida pro amazonia e espero que a floresta tenha
uma longa vida maior do que isso [Música] [Aplausos]