Olá sou Juliana Santos mãe da Isabele da Taiane casada com Claudinei sou enfermeira pelo Centro Universitário São Camilo pós-graduado em gestão da qualidade pelo Albert Einstein e consultor internacional em lactação Hoje iremos falar sobre o retorno ao trabalho e amamentação declaro não possui nenhum conflito de interesse ou vínculo comercial com as marcas e produtos aqui mencionados o uso do termo mãe maternar ou materno não tem a intenção de excluir os pais transexuais e não binários que eles estejam amamentando ou fornecendo Leite humano para seus bebês todos os direitos são reservados de acordo com a lei
federal 9610 de 98 Então o que iremos aprender nesse módulo os direitos legais e políticas da amamentação hoje aqui no Brasil o papel do consultor de amamentação no retorno ao trabalho os tipos de bombas extratoras de leite o planejamento e o manejo do leite humano ordenhado Então como podemos apoiar a mãe no retorno ao trabalho de maneira eficaz quando a gente pergunta para essa mãe que está retornando ao trabalho Qual é o tipo de emprego que ela tem é o emprego CLT é de carteira assinada é o emprego como autônoma ela vai ter que voltar
assim que o bebê nasceu um mês depois então quantas horas de trabalhos também que ela tem ela vai ficar fora quanto tempo porque também tem que considerar o tempo de deslocamento dessa mãe quem é o cuidador esse cuidador Será que vai ser uma babá vai ser um familiar Ou até mesmo uma uma creche Será que essa creche também vai aceitar o leite materno ordenhado iremos falar sobre isso nesse módulo quando a gente fala dos direitos legais e políticas de amamentação considerando então que essa mulher tem a carteira assinada ela é CLT hoje a mãe ela
tem 4 meses de licença maternidade o pai 5 dias lá no artigo 399 fala também daquela licença excepcional o que que seria isso é a licença da amamentação que eles considera como 14 dias porém esses 14 dias a mais é mediante um atestado médico o artigo 396 da CLT diz também sobre a jornada de trabalho que ela tem que ser dividida em dois descansos para essa Mãe que amamenta até os 6 meses de vida do bebê e esses momentos de dois descansos seria então de meia hora cada um então ou a mãe pega esses momentos
de descanso de 30 minutos onde ela pode receber o bebê em seu trabalho para entar ou se preferir ter esses momentos de descanto para fazer ordenha ou ela pode mediante um atestado médico escolher pelos 14 dias corridos após que finaliza a licença maternidade dela e dentro da Lei CLT nós temos aquele programa empresa cidadã que é a lei 11770 de 2008 qual que é esse programa empresa cidadã ela dá o direito a mãe que amamenta a manter uma licença maternidade por 6 meses e o pai ele tem direito a 20 dias porém não são todas
as empresas que adere esse programa e as empresas que aderem esse programa ela tem um incentivo fiscal e funcionários também estaduais e federais têm direito a esses se meses de licença existe algumas outras leis trabalhistas no Brasil que eu vou mencionar que seria o Artigo 389 da CLT Então fala sobre a creche e o reembolso da creche então a empresa ela pode oferecer uma creche próxima do local de trabalho da mãe ou ela pode estar oferecendo um reembolso um valor para essa creche e a mãe escolhe qual a creche que vai colocar o bebê temos
o artigo também 391 da CLT que garante a estabilidade para as gestantes Então ela volta ao trabalho e ela tem ali uma estabilidade para continuar trabalhando mesmo após a licença maternidade e tem uma lei de Execuções Penais que é o artigo 82 esse dá o direito para aquelas mãe que está privada da Liberdade ela garante que aquela mãe que tá privada da verdade manter o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê então eles mantêm junto essa mãe com o bebê e a lei 6202 de 75 é o direito da mãe estudante
Então aquela mãe que estuda ela tem direito de manter a licença fazer trabalhos em casa e ainda continuar estudando sem perder aquele ano letivo temos a lei 10.421 de 2002 que é o direito da mãe adotiva então a mãe adotiva Ela também tem o direito se tiver dentro da CLT por exemplo dos 4 meses de licença maternidade para cuidar do bebê e as leis para as mães autônomas como fica as mães que não têm a carteira registrada em 2016 nós temos 66% das mulheres brasileiras que possuem um vínculo empregatício informal Então quer dizer que elas
não têm a carteira assinada então ela não gosta de nenhum desses direitos que nós falamos até agora Então como que fica a lei para essas mães autônomas como a gente consegue proteger a amamentação dessas trabalhadoras e sem a carteira assinada sem esse direito de licença à maternidade Como que essa mãe vai manter e amamentação como recomenda a Organização Mundial da Saúde e sabe como recomenda a Organização Mundial da Saúde a Organização Mundial da Saúde fala que o aleitamento materno exclusivo deve ser até o sexto mês de vida de um bebê e continuado até os dois
aninhos ou mais e a Sociedade Brasileira de Pediatria ela também sugere o aleitamento materno exclusivo viva até o sexto mês de vida mesmo aquele bebezinho precisando de complementação com a fórmula sendo aquela amamentação mista e por que que eles recomendam isso essa recomendação se deve devido a estudos experimentais e ensaios clínicos nesses estudos já é comprovado que os fatores nutricionais e metabolómica indivíduo de desenvolver doenças como obesidade diabetes no futuro então a Sociedade Brasileira de Pediatria Além disso também justifica a importância do aleitamento materno ali exclusivo até o sexto mês pelo fato dos reflexos que
o bebê apresenta então o reflexo de gag que é aquele de vômito o reflexo de protrusão da língua e a postura ereta se um bebezinho ainda não fica sentado certo eles não orientem introduzir os alimentos sólidos e sem sólidos o momento do bebê começar com a introdução alimentar é quando ele mantém sentado sozinho então ela recomenda realmente aguardar esse momento de prontidão mas pensando ali na segurança mesmo do desse bebê e no Brasil a taxa de aleitamento materno exclusivo até o sexto mês hoje está em 45,8 por. a Organização Mundial da Saúde ela tem uma
meta até 2030 essa meta eles colocam que os bebês até o sexto mês de vida teria que ser amamentado em 70% nós estamos com 45,8 até um aninho de vida a meta é chegar a 80% no Brasil estamos com 52,1 até os 12 meses e se a gente considerar ainda além até os 2 anos de vida a meta é 60% porém Hoje nós estamos com 35,5 então quando a gente avalia esses dados O que que a gente pensa que a gente precisa de políticas públicas para a gente conseguir alcançar essas metas e quando a gente
fala de políticas públicas é pensando também na licença maternidade dessa mãe então uma mãe que é CLT e tem uma licença com 4 meses já no condiz para ela manter um aleitamento materno exclusivo até o sexto mês ou até mesmo essa mãe autônoma como que a gente poderia auxiliá-las a manter esse aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida mesmo voltando com um mês pro trabalho a gente precisa sim de políticas públicas E além disso a man ção do aleitamento né do leite materno ali no retorno ao trabalho da mãe tem uma influência muito
forte também com a rede de apoio então quando essa mãe tem uma rede de apoio é uma um indício melhor para ela manter um aleitamento materno por mais tempo mais prolongado e muitas vezes até como recomenda a Organização Mundial da Saúde até os do anos de vida então a gente tem uns desafios aí certo então esses desafios a gente tem que pensar referente ao desafio da separação entre mãe e bebê então quando a gente pensa na mãe e o bebê a gente pensa a mãe como multitarefa por que multitarefa a mãe ela vai sair para
trabalhar fora muitas vezes ela tem que cuidar da casa e ela precisa cuidar também desse bebê e além de cuidar do bebê se ela continuar com aleitamento materno que é o que a gente recomenda e que é favorável pra vida desse indivíduo ela precisa ainda planejar um tempo para realizar as ordenhas de leite e manter esse leite ordenhado para o seu bebezinho quando volta ao trabalho a gente também as pausas no trabalho será que essas pausas do trabalho foi combinada ali junto com a pessoa que ela trabalha ela conversou com ela antes de retornar né
o seu trabalho que ela vai precisar dessas pausas que tá dentro da Lei essas pausas de 30 minutos para ela poder ordenhar ou amamentar o seu filho então muitas vezes local de trabalho não tem nem aonde armazenar leite ou muitas vezes não tem um local para ela poder ordenhar esse Leite temos também os desafios dos cuidador em ofertar o leite humano ordenhado ao bebê muitas vezes cuidador ele tem medo de oferecer o leite humano ordenhado com utensílios apetrechos que protegem a amamentação então a gente precisa também conversar com esse cuidador com a pessoa que vai
ficar com o bebê Como oferecer o leite humano ordenhado de forma segura e de uma forma a qual a gente vai proteger a amamentação e o bebê não tem aí a confusão de bicos por exemplo se optar pela mamadeira a gente também tem a mudança do padrão do Sono do bebê é Um Desafio muito grande para as mães quando elas Retornam ao trabalho porque muitas vezes esses bebês eles invertem o padrão do sono então esse bebê dorme mais na ausência da mãe durante o dia e à noite quando tá com a mãe acaba querendo ir
mais vezes e com frequência no seio da mãe então é muito comum a gente escutar dessa mulher que ela está acordando mais vezes porque o seu filho está solicitando mais dela para poder oferecer o seio e muitas vezes essa mãe ela Nem dorme direito e noutro dia tem que acordar cedo para voltar ao trabalho e tem também sobre a introdução da Fórmula na ausência dessa mãe muitas vezes Elas preferem introduzir a fórmula na ausência dela pelo fato de não conseguir ali ordenhar o próprio Leite humano e quando tá junto com o bebê permanece dando seio
né oferecendo seio então mais nos finais de semana ou quando chega em casa então existe esses Desafios que a gente precisa pensar levando em consideração tudo isso que eu falei até agora então quando a gente atende uma mulher para um retorno ao trabalho a a gente precisa pensar Qual é o contexto que essa mulher está inserida no mercado de trabalho ela é CLT ela vai ter 4 meses de Licença ou seis ela é autônoma tá ela é autônoma mas ela vai voltar a começar a trabalhar quando com quanto tempo esse bebê vai est ela te
procurou recente pra gente já oferecer ali né conduzir esse caso logo no finalzinho da gestação ou assim que ela tiver o bebê pra gente começar a pensar em estratégias para manter um leite materno ordenhado no freezer e esse leite no futuro pro bebê a gente também precisa pensar nas leis trabalhistas Então qual que ela tá envolvida devemos considerar esses desafios da Separação mãe e bebê porque existe esses Desafios que eu falei atualmente que a mãe ela é multitarefa Ela vai enfrentar os desafios às vezes no local de trabalho por não ter um local onde armazena
ou aonde ela vai ordenhar ou até porque tem muito serviço às vezes ela não tem aquele tempo de parar para poder fazer a realização da ordenha a gente também precisa orientar esses pais o por que a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta o aleitamento materno até os 6 meses de forma exclusiva porém até os dois aninhos do bebê como forma complementar então nós vimos que ele protege doenças como obesidade e diabetes então a gente precisa sim de políticas públicas mais fortes para aumentar essa taxa do aleitamento humano e conseguir chegar
mais próximo da Meta da Organização Mundial da Saúde e precisamos de estratégias também para continuar amamentando esse bebê e quando a gente fala de estratégias a gente precisa pensar em estratégias de acordo com a realidade da mãe então realmente conversar com essa família como ela está inserida Nesse contexto do retorno ao trabalho em cima disso criar estratégias válidas ali junto com a família que ela vai conseguir continuar ordenhando leite por exemplo e oferecer para o seu bebê no retorno ao trabalho