Oi, aqui é a Nai e cara, esses dias eu tava aqui assistindo uma live do Minervinha, tal e do nada um papo sobre o filme do Didi Quer ser criança. Chat quer muito ver Didi quer ser criança, [ __ ] Vamos precisar realizar esse desejo deles, mano. Mas o filme, guys, ele é muito cabreiro, tá ligado?
Tipo, >> não, não dá pr ver isso, cara. Tá louco? [ __ ] é essa, cara?
Como é que você tá cogitando uma merda dessa, velho? >> Vocês estão ligado? Eu acho que o nome é meio intuitivo, né?
Mas basicamente é um cara velho no corpo de uma criança. E a discussão lá era que muita gente acha esse filme uma bosta desnecessária, porque o cara é um velho no corpo de uma criança e aí parece que uma menininha se apaixona por ele ou algo do tipo. Cara, isso é realmente nojento, desnecessário, zoado, bizarro.
Enfim, eu não assisti, se ainda bem, mas isso me fez lembrar de alguns animes em que o personagem renasce criança. Então, vamos lá bater um papinho sobre isso. Vem comigo, cara.
Personagens que renascem em outro mundo, os famosos seekai, se tornou uma premissa narrativa muito popular, mas muito mesmo, até demais, né? Porque tem gente que até reclama disso, de sei lá, 30 animes novos na temporada, 29 aí você cai. Mas cara, isso não é à toa.
O negócio é bom, é muito bom. Admite, vai, o negócio é bom. Quando bem feito, é muito interessante, pô.
Tipo, é muito incrível a ideia de você ser arrancado dessa vida de merda, comum, monótona para ser lançado em um universo completamente diferente, cheio de magia, reinos, criaturas e sistemas de poderes que funcionam de formas diferentes, inimagináveis, alguns até como se fosse tipo as regras de um jogo, né? E cara, por aí vai. O negócio é infinito.
Eu acho que é isso que pega a gente, sabe? Ele toca num ponto sensível que muita gente já quis ou sonhou com isso. O protagonista geralmente vem de um mundo parecido com o nosso, um mundo de merda.
E aí ele vai ser jogado em outro mundo, assim do nada. E ele acaba se tornando, vamos dizer assim, um ponto de ancoragem emocional pra gente, porque ele é alguém, assim como nós, que reage em meio ao extraordinário, ainda mais com esse mundo de merda que a gente tá vivendo hoje em dia, onde tá todo mundo sortando, muita gente passando por muita pressão, insegurança, burnout, falta de perspectiva, ansiedade, cara, enfim, né? O mundo tá muito doido, as pessoas estão enlouquecendo junto.
E aí eu acho que é isso que torna tão interessante, secar e tão bom, o sonho de escapar para um lugar onde tudo é possível. Cara, isso é muito legal para quem gosta de magia, ficção, essas coisas, cara, é muito bom. Além disso, e se cai tem uma flexibilidade criativa.
Qualquer coisa pode acontecer. O autor pode brincar com universos inteiros. Tá beleza, já entendi.
Dá, eu já entendi que seai é muito bom quando bem feito. É maravilhoso, né? Mas e quando o personagem ele renasce como uma criança?
Ué, não deixa de ser maravilhoso, né? Uma estrutura de enredo muito interessante ainda. Dá para explorar muita coisa aí.
Começando com a ideia de recomeço. Não é só um mundo novo, mas é literalmente uma vida nova, um corpo novo, uma família nova. Cara, isso é o auge, é tudo tudo tudo novo, tudo recomeço.
E eu acho que o mais interessante dessa premissa e pelo menos é o que eu mais gosto de ver, é o potencial de evolução. Um personagem que renasce pequeno, ele tem que enfrentar tudinho do começo. Isso permite ao enredo explorar conceitos como amadurecimento, disciplina, evolução, reinterpretação da vida.
Cara, é muito bom. E ao acompanhar essa jornada, a gente vê literalmente um novo eu surgindo. Alguém que não tá apenas vivendo pela primeira vez, mas que tenta fazer algo melhor.
E isso cria uma conexão emocional fortíssima, pelo menos para mim. Essas histórias também permite brincar com algumas outras coisas. A mente adulta na vida de uma criança infantil, a sabedoria, a consciência plena, vivendo em um mundo onde ninguém te leva a sério porque você tá no corpo de uma pessoa jovem.
Isso pode, cara, levar muitas coisas, drama, humor. O personagem ele precisa equilibrar quem ele foi, com quem ele deseja ser. E cada escolha carrega um peso, justamente porque ele sabe como suas ações moldam o futuro.
É muito engraçado que nesse anime aqui que eu assisti, o cara na vida anterior dele era tipo um guerreiro pá e frio, calculista e sério e não sei o quê. Aí do nada tinha uma mulher trocando a fralda dele e aí ele ficava tipo, ai que constrangedor, não sei o quê. É muito engraçado, cara.
E ali, como ele não tinha forças para, vamos dizer assim, lutar contra aquela situação, ele ficava muito imponente, sendo que na vida anterior era completamente completamente o contrário. Além disso, uma coisa que eu acho legal também é que abre espaço para algumas reflexões sobre família, vínculos afetivos e novas oportunidades de amor, pertencimento. Um protagonista que renasce, ele pode, pela primeira vez eh experimentar cuidados que ele não teve na vida passada, relações mais saudáveis.
um ambiente que favoreça o seu crescimento e amadurecimento. E claro, né, o contrário também é válido, ele pode renascer numa família meio bosta. E enfim, a história pode explorar como ele reage a essa mudança, como ele aprende a confiar, evitar repetir padrões e como aos poucos ele cria laços mais sólidos.
É um cenário ideal para desenvolver relações profundas e cheias de significado quando bem exploradas. Voltar à infância permite trabalhar temas existenciais. reescrita da própria história, segunda chance, impacto das escolhas, o peso do arrependimento.
Ao contrário dosis comuns, o renascimento na infância é mais cheio de possibilidades. O personagem pode se reconstruir de forma muito mais livre, mas nem tudo são flores, né? Às vezes a história ela pode jogar a gente para um lado mais sombrio, mais tenebroso da coisa.
Porque a reencarnação ela não apaga nada, ela só desloca a dor para um novo contexto. Um personagem traumatizado carrega feridas internas que ninguém mais vê, porque externamente ele é só uma criança, o que não faz sentido, né? Porque é justamente na infância que deveria ter impureza, inocência das coisas, só que na reencarnação acaba trazendo questões psicológicas que pertencem à vida adulta.
O personagem muitas vezes precisa conviver com flashbacks, culpas antigas, medos irracionais e tudo isso escondido por trás de um rosto jovem que ninguém leva a sério. Por exemplo, em Oshinoko, o renascimento é uma tragédia, cara. O Aqua, ele renasce como filho de uma Idol que ele admirava e ele carrega memórias da sua vida anterior.
Nessa nova vida, ele se apega ainda mais a ela, já que ele acaba conhecendo não só a cantora que ele já admirava muito, mas a verdadeira pessoa por trás das câmeras. E ao longo dos anos, a admiração vai se tornando amor, afeto, memórias, afetividade, carinho. Só que cuidado, spoiler, ela morre.
E depois disso ele fica completamente obsecado pela identidade do seu assassino. Porque não só ele matou a mãe dele, a pessoa que ele ama, mas era uma pessoa que ele já conhecia há muito tempo. A obra que usa o renascimento infantil para explorar temas como manipulação da mídia, exploração emocional, cultura de celebridades, os bastidores cruais da indústria do entretenimento japonês.
que trazem questões como responsabilidade de alguém que tem uma mentalidade adulta presa num corpo infantil onde ele precisa agir como uma criança. Enquanto isso, ele participa de jogos psicológicos e situações emocionalmente pesadas. Ou seja, é uma história muito bem aproveitada da premissa, é maravilhosa.
Só que, né, indo um pouco mais a fundo nisso, a gente chega a umas questões mais complicadas assim, né? Mais profundas, mais reflexivas sobre ética, moralidade, essas coisas. Porque pensando bem, a gente tem aqui um paradoxo complexo.
Alguém que viveu uma vida inteira com erros, feridas, memórias, agora preso em um corpo de criança, pequeno, vulnerável e socialmente limitado. De repente, um espírito adulto vive uma etapa da vida que deveria ser protegida, guiada e inocente. Essas questões criam uma tensão entre o que o personagem sabe e o que ele pode fazer.
E é justamente nessa zona cinzenta começam a surgir as discussões. Um protagonista que renasce criança, ele não só revive a infância, ele revive sabendo exatamente o valor das escolhas, o risco das palavras, o impacto das ações, como funciona a sociedade, como funciona quase tudo, né? Ele tem conhecimento de quase tudo que uma criança não tem.
Ele também tem a responsabilidade moral de um adulto, mas ele não tem a liberdade social de um. Vocês estão entendendo como é complicado? E isso pode gerar alguns conflitos, né?
Ele deve agir como uma criança, agir como um adulto, ele deve interferir na vida das pessoas. Até onde essa interferência é natural ou não? Como vai ser a sua relação com os outros?
Como evitar ultrapassar alguns limites? A narrativa, quando bem explorada, ela pode ser maravilhosa, mas dependendo da forma como é abordada, ela é tem muita chance de dar bosta. Se ele interage com as crianças da sua idade, tem um desalinhamento aí bem perigoso.
Um adulto emocionalmente e psicologicamente maduro convivendo com indivíduos que não t a menor ideia da profundidade que ele carrega por dentro. E isso cria um paradoxo muito inquietante. Cara, o personagem tem a consciência madura carregada de experiências, desejos, emoções, traumas, só que o corpo dele é de uma criança, frágil, pequeno e socialmente vulnerável.
Se a obra não estabelece os limites quanto a isso e um certo cuidado pela condição infantil daquele corpo, a narrativa ela corre o risco de atravessar questões eh repulsivas, né? Repulsivas, nojentas, bizarras. Voltando pro filme do Didi, como eu disse lá no começo, eu não assisti esse filme, mas realmente se o que a galera tá falando é verdade, se é um velho no corpo de uma criança e tem uma menina que fica apaixonadinha nele, cara, isso fica muito bizarro, muito bizarro.
Não, não é assistível, não é tancável. Eu não consigo. Por mais que o enredo não tenha a intenção, o simples fato de ter um adulto consciente no corpo de uma criança já abre portas para muita bizarris.
Às vezes pode ser a intenção do do autor mesmo, né? Às vezes ele quer criar uma história esquisita, bizarra, pesada, repulsiva, como existem várias outras por aí. liberdade criativa.
Você faz o que você quiser com a sua história e os personagens faz o que quiser e ele tem o direito. O autor pode fazer isso. Qualquer um pode criar uma história esquisita, bizarra e nojenta.
E quem decide se vai ler ou assistir somos nós, né? Berserk, por exemplo, tem violência extrema, várias cenas absurdas de pesada. E muita gente tanca, muita gente vai lá e lê e muita gente também não dá conta e não lê.
Agora assim, na minha opinião, né, o que eu acho mais esquisito falando a real é quando as pessoas tentam normalizar umas ambiguidades, sei lá, eu acho muito p personagens adultos interessados em protagonista infantil, sendo que antes de reencarnar ele era um marmanjo barbado, velho. E os caras fica normalizando isso, cara, e romantizando e achando fofo, o cara dá bom. Vamos lá, vamos falar do famoso, né, do elefante na sala.
Moco tem, cara. É, eu eu vou admitir, eu eu gostei desse anime. Ele ele é muito bom.
A primeira temporada é maravilhosa, depois depois vai ficando meio ruim, né? Mas assim, é muito bom, cara. Esse anime tem de tudo para ser perfeito.
História, personagens bem construídos, animação impecável, universo incrível, temática boa, profundidade, ritmo, estética, identidade visual. Só tem um problema. Um problema que estraga a obra inteira, o protagonista.
Para quem não tá muito ligado na história, basicamente o protagonista Rudeus reencarna como bebê após viver uma vida miserável como adulto, cheia de traumas, arrependimentos e fracassos pessoais. Logo no comecinho, a polícia encontra o corpo dele e já é falado pra gente que ele tem cerca de 30 anos. Eu acho a história mega interessante pela profundidade de como se trata o desenvolvimento psicológico, porque o renascimento dele funciona como uma oportunidade existencial para reavaliar quem ele foi e quem ele pretende ser.
Ele tenta a reconstruir sua identidade do zero, mesmo carregando as memórias de arrependimento, vergonha, autodepreciação. Esse é o lado interessante da narrativa. Explorar o peso da consciência, a busca por crescimento, a tentativa de corrigir os erros do passado, usar dessas memórias de forma conveniente para crescer mais rápido, aprender magia mais rápido, crescer intelectualmente.
Isso torna a narrativa muito interessante. Eu ficava sempre muito curiosa para saber qual o próximo passo do personagem. Os seus pais às vezes até achavam meio estranho o jeito como ele agia.
Sempre quieto demais para uma criança, não chorava. Tava sempre muito à frente da sua idade, tinha uma boa comunicação, aprendia tudo muito rápido. Ele era gênio, tensai.
Só que essa mesma obra consegue fazer um cagaço total e entrar numas zonas assim nebulosas e questionáveis e polêmicas quando colocam situações de conotação sexual envolvendo judeus ainda criança. Algo que mesmo dentro de um contexto fictício não não foi bem explorado, não foi bem colocado, não foi não não deu certo. Vamos do comecinho, né?
Continuando aqui a história dele, logo no comecinho, quando ele nasce, tem a questão da amamentação, que não mostra muito em detalhes, só que ele mesmo fala que não sente tesão e deve ser porque é a mãe dele. Pô, até aí tudo bem, né? Ele só tá explicando como o corpo dele se sente em relação a isso, mas aí depois vem a relação dele com a empregada da família e com a Roxy.
Aí que o negócio começa a ficar mais complicado e esquisito. Ele fica fazendo essa cara que a gente sabe muito bem o que significa. Ninguém aqui é inocente.
Além disso, também tem essa coisa idiota que é a tara dele por calcinhas. Na minha opinião, que fique claro, isso aqui é a minha opinião. Para mim tudo isso aqui é frescura, mano.
Frescura, frescura do personagem. Ele é só um otário mesmo. Eu acho completamente desnecessário, bizarro e esquisito.
Mas vamos lá que eu vou explicar o meu raciocínio. Por que que eu acho que é tipo ai uma frescurinha? Vamos lá para uma explicação mais biológica da coisa.
O cara tá no corpo de uma criança, então, teoricamente, o corpo dele não desenvolveu hormônios sexuais que normalmente sofrem alterações na adolescência entre 12 e 16 anos mais ou menos. Para alguns mais cedo, para outros mais tarde, assim, enfim, como ele não tem esses hormônios desenvolvidos, não tem como acontecer alguns processos fisiológicos com o corpo dele. Ou, por exemplo, ele sentir algumas coisas, sentir desejos sexuais e essas paradas.
simplesmente isso. Não, não tem como. Não tem como, não tem como.
Ele não, não sente nada. Não tem como. Aí você me pergunta: "Então por diabos ele fica assim frescura.
Mano, ele é um idiota, ele é um otário, ele não é inocente, ele sabe de muita coisa. Então ele com a mente de um adulto tem malícia para muita coisa. Ele basicamente é só um otário mesmo, agindo que nem besta.
O autor quis colocar ele como um bobão, tá ligado? Como um besta, como alguém que só pensa besteira. O cara não tá sentindo [ __ ] nenhuma porque o corpo dele não permite isso, mas ele tá lá com aquela cara de otário dele pegando calcinha como se nossa o que para mim cria uma situação muito bizarra.
Eu honestamente não consigo tancar. Me irritava demais essas cenas. E eu assisti muitos episódios no anime.
Eu cheguei até a assistir um pedaço da segunda temporada. Ai, mas para falar a verdade eu tô até acostumada com essas decepções que eu tenho em animes shonens que são direcionados para o público jovem masculino, não é mesmo? Tá bom.
Esse era o elefante na sala. Agora, uma coisa que poucas pessoas falaram é a relação dele com a shirfy. Shirfy, shirfi, shirfi.
Eu não sei como é que vocês falam. Eu então [ __ ] vou falar assim mesmo. Essa relação para mim é complicada.
Não é, não é normal. Tá bom. Se alguém aqui acha normal, não é.
Mas eu entendo. Eu assisti esse anime e a forma como a história é conduzida faz talvez você enxergar dessa forma, porque você vê esse garoto, pô, né? Você tá ali acompanhando a evolução dele.
Ele é considerado um gênio. Ele salva a donzela em perigo. Ensina magia para ela.
Os dois brincam. Você acompanha a história dos dois, várias aventuras. Eles se aproximam, se desentendem, mas depois voltam a conversar, criam laços.
Aí mais pra frente ele quer achar um emprego para pagar a escolinha de magia para ela. Oh, que fofo! Vem comigo que você vai entender o quanto isso é esquisito.
Você pode estar vendo isso. Nossa, que fofo. Casalzinho.
Chipo muito. Eu eu vou mostrar o que eu tô vendo. De um lado a gente tem uma elfa fofa, criança, um pouco frágil, que tem uma história meio triste por causa da cor do cabelo dela.
É inocente, tá desvendando o mundo, conhecendo as coisas, se conhecendo, aprendendo, se desenvolvendo intelectualmente e fisicamente. Enfim, uma criança crescendo, não é mesmo? Agora, do outro lado, a gente tem esse marmanjo barbado de 30 anos, tarado por calcinha, adulto, que já tem malícia, já sabe muita coisa que Sherf não tem nem noção.
Fora que ele ficava assistindo essas paradas bizarra que eu não quero nem saber o que era, gente, o Rude Deus, ele não é esse cara fofinho, não é esse cara fofinho que ela tá namorando. Isso aí é só carcaça, entendeu? quem ela tá se envolvendo e é esse cara aqui, entendeu?
É esse cara. Não, não, não confunda as coisas, não se deixa iludir. É muito bizarro.
E que nem eu falei, o autor ele tem liberdade, né? A ficção, ela pode ousar, questionar, provocar, criar o negócio mais bizarro que for. Mas quem define o limite entre o certo e o errado somos nós.
E quem decide se quer assistir ou não também somos nós. Eu decidi assistir, mas eu olhava para muita coisa e falava: "Não, isso aqui é errado". Agora tem gente que olha aquilo e fala: "Ah, não é nada demais".
Bom, finalizando esse assunto que eu já não aguento mais. Se você já pensou, pensa sobre isso e quiser compartilhar suas ideias, deixa aí nos comentários. Vamos bater um papinho legal.
Fechou?