Poucas pessoas acreditavam era que o Jess pudesse viver e conviver no semiádo. Um bodinho assado, bode daqui da propriedade, >> da propriedade, produzido na propriedade. >> Aqui a gente tem a casa de farinha. Como não tinha motor, aí era movido numa roda como essa, então era dois ou quatro ohm rodando isso aqui. A mandala pra gente é um dos sistemas mais importantes. A Barra subterrânea é uma lona que é colocada aqui à frente, ó. Eu vou l levar até próximo da lona. 250 mm de chuva anual mantém essa cisterna cheia. Com esse espaço aqui que
é 100 m², a gente consegue manter essa cisterna aqui por um ano. Para vocês terem uma ideia, 750 tarefas de terra produzia menos do que a gente hoje com 55, que é [música] o nosso tamanho. Muito bem, pessoal. Bom dia. Hoje eu vim conhecer uma propriedade No meio do semiárido baiano que tem por nome produzir preservar. E hoje eu vim conhecer. É, eu sou Eduardo Emídio, agricultor familiar. Nós somos filho de camponeses, tanto eu como minha esposa. >> Eduardo, e a gente vai conhecer no detalhe aí a propriedade, enfim, mas me conta primeiro como foi
a aquisição, foi a herança, você comprou. Conta aí essa história aí. Em 2000, meu sogro, que tinha 98 anos, resolveu dividir a fazenda, que era 750 Tarefa por 15 filhos e doou 36 tarefas de terra para cada filho. E aí a minha esposa recebendo essas 36, eu morava em Feira de Santana, trabalhava no supermercado, >> é, >> tinha carteira assinada e aí já tinha fugido, né, do semiárido por não ter oportunidade. a gente acabou indo pra pra Feira de Santana trabalhar. E aí a gente recebeu no ano 2000 a propriedade. Então a gente teve todo
um planejamento Da propriedade para fazer com que a propriedade hoje ela fosse al autosustentável em água, autoustentável em alimento, ela tivesse hoje 95% dela coberta de catinga, 40% de reserva legal, 130 espécies de árvores da catinga mantida na propriedade. É, temos na propriedade em torno de 128 a 130 espécies de animais silvestres convivendo. >> Então tudo isso foi um planejamento há 26 anos atrás que fez com que tudo isso Acontecesse. Então nós fomos trazendo os elementos da catinga, mantendo o que a gente tinha e vivendo num solo altamente degradado. A propriedade ela era improdutiva, né?
Para vocês terem uma ideia, 750 tarefas de terra produzia menos do que a gente hoje com 55, que é o nosso tamanho. Criava bovino do que hoje. Então a média de criação de bovino era 40, 50 animais dentro de 750 tarefa e morria metade em toda seca. Hoje a gente cria em torno de 50 a animais Bovinos, mas em torno de 100 a 120 caprinos dentro de uma área de 55 tarefas de terra. Mesmo assim a gente sem perder animais, animais altamente produtivos, é fazendo com que esses animais seja rentável >> e mantendo a catinga
que a gente recebeu e ampliando a nossa área de catinga, que hoje é 95%. Então a gente criou algumas tecnologias como barragem subterrânea, cisterna, calçadão e os barreiros para manter água. E hoje a propriedade é Altamente sustentável em água, >> meus amigos. Eh, tem muita coisa pra gente ver aqui hoje. Eduardo já deu uma deixa. Tem a barragem subterrânea, tem os queijos, tem o iogurte, tem um sistema aqui que eu vou só mostrar rapidinho que eu fiquei curioso. É um sistema de produção aqui que conhecido como mandala, enfim, tem o museu da catinga, Eduardo. Tem
ali um espaçozinho que é o Museu da Catinga, Mas eu vou pedir que você nos oriente. A gente começa por onde? Então a animais, >> isso. Então a gente vai começar, né, pela ordenha dos animais. Então a gente optou por algumas raças não convencionais, né? Hoje já tem algumas pessoas na Bahia criando, mas há 20 anos atrás, quando a gente iniciou era muito, muito louco você pensar em trazer animais com essas características para o semiárido. Então isso não vai dar certo. E isso era dito sim por veterinários, Por técnicos, por todo mundo. Então a gente
tinha muita dificuldade de entendimento do modelo de produção que a gente tava traçando. Primeiro preservar catinga, depois escolher raças de animais não convencionais ao semiardo, >> eh >> buscar fazer com que o solo que não segura água segure água, fazer com que produza no semiárido de verdade, com dignidade, Para que a gente viva uma vida como qualquer um outro bioma, eh, no Brasil e no mundo. Então a gente transformou esse pedaço de chão num nums numa área que às vezes as pessoas dizem aqui a gente não tem muita noção do que é o semiário, porque
diante de todas as transformações que nós fizemos, >> acertou de primeira ou foi uma sequência de experimentos até chegar a esse modelo que você tem hoje? >> A gente traçou um modelo de produção, Né, que era esse. E aí a gente titulou, já foi um título muito ousado, né, produzir e preservar. Então a gente já trouxe essa ideia, né, de que a o desmatamento não era o caminho, o caminho era a preservação. E aí a gente trouxe e conjugou. Então eu digo que a gente conseguiu aqui dentro da propriedade conj eh pegar uma família de
ativista, juntar com o pecuarista e fazer uma família só com os dois modelos. E foi esse a o bom do nosso Projeto, foi trazer tudo isso, >> fazendo com que a gente pudesse trazer algumas algumas coisas difíceis. Uma uma uma das coisas que poucas pessoas acreditavam era que o Jessen pudesse viver e conviver no semiárido. Nós estamos há 3 anos e meio sem chuvas significativas na nossa propriedade, mas a gente tá com animais com produtividade como essa, com score, sendo alimentado em 56 tarefas de terra, um pouco mais de 50 animais dentro da propriedade, 120
Caprinos que a gente vai ver adiante. Então assim, tudo isso é importante e uma das importância, Aroldo, foi a nossa vaca não bebe no Barreiro, diferente de todos os modelos que existem. Então o nosso Barreiro é cercado, isolado, para que não contamine, para que não entupa ele, para que não prejudique a água que eu tenho lá armazenada de boa qualidade, que é a água da chuva. E eu transporte essa água através de bomba até uma cisterna que tá ali na frente e ela vem Até aqui. Então a vaca bebe uma água de qualidade e aproveito
o 100% da água que eu tenho na propriedade. Então, como eu tenho pouca precipitação, pouca eh quantidade de chuva anual, então eu tenho que aproveitar o máximo essa água. E esse é um dos modelos nossos de aproveitamento dessa água, porque a gente entende que a melhor qualidade da água, a melhor alimentação, eu vou conseguir fazer um produto com a melhor qualidade, que depois a gente vai Apresentar esses produtos. >> Muito bem. Agora o trato, já que você tem, não tem chuva aqui há mais ou menos 3 anos e meio e consequentemente não tem pasto, é
o quê? É como qual é a alimentação hoje? Aqui a gente a gente desde o início a gente traçou uma um modelo de produção e aí a gente desenvolveu essa praça de alimentação, exatamente para isso, pra gente dar uma condição de aproveitamento de quase 100% de tudo que a gente coloca aqui no coxo Pras vacas. Então, as nossas vacas no período de chuva elas comemas no pasto. >> Sim. e completa aqui no coxo com palma forrageira que é plantada na propriedade >> e e os concentrados sai minerais e outros. >> E aí o que é
que a gente trouxe? Quando a gente não tem pasto, quando a gente tem chuva, a gente corta esse capim, fena e armazena. E quando falta chuva, a gente utiliza esse feno que tá armazenado. >> Uhum. >> Aí é como se fosse uma segunda fazenda que tá lá no galpão, né? E aí essa vaca também come duas horas aqui feno, palma e concentrado. Então o modelo de criação ele não muda independente de ser pasto diretamente no pasto ou pasto aqui no coxo. Então a vaca come a mesma quantidade todo dia. Então isso foi anos de estudo,
né, que a gente foi fazendo para ver e quanto a vaca necessitava comer, porque uma das coisas hoje que a Gente vê na pecuária é muita preocupação para encher a barriga da vaca, mas pouca preocupação com a nutrição da vaca. Então, talvez o volume não seja o o que falte às assendas. Talvez o que falte é um equilíbrio dessa dieta para que se torne os animais produtivos. Então, ah, agora eu fiquei curioso aqui como é que você conseguiu estocar tanto feno assim, já que tem muito tempo sem sem chover. Pronto. A gente mesmo sem ter
chuva, mas a gente lá atrás a gente Falou, né, que a gente lutou para conseguir armazenar água. Então nós temos as barragens subterrâneas que é uma base de produção de alimento contínuo, então ela produz capinha o ano inteiro sem ser irrigada e a gente consegue fazer feno e com esse material que vocês vão conhecer como funciona esse material, essa essa barragem subterrânea. Então a propriedade ela não chove, mas ela tem um aproveitamento da água o máximo possível da água da chuva E manter >> a a produção. Eu tô super curioso para conhecer essa barragem subterrânea,
porque pelo que eu entendi aqui, é um do um dos pontos chaves de você ter água e ter alimento, ter feno, né? >> Enfim, >> isso é um dos pontos chaves. Então assim, aqui é a nossa sala de ordenha, né? A gente vai iniciar a ordenha em breve. >> Eh, a gente vai iniciar primeiro pelas Cabras >> e depois a gente retorna aqui pras vacas. Então aqui a gente tem um galpão, né? É um dos galpões que a gente armazena o feno, que a gente armazena o feno. >> É, >> é, temos as caixas d'água
que a gente traz água dos barreiros para cá, pros animais beberem. E aqui a gente vai armazenando o feno para que os animais sejam alimentados, certo? E aí a gente é Como se fosse um pasto >> Aham. é guardado. Então, quando eu preciso eu utilizo. E além disso, né, a gente tem também a catinga, que é uma das dos grandes pulos nosso, é o uso da catinga na alimentação dos animais. Então a gente usa, eh, hoje se fala muito em Moringa, né, que é >> uma planta transformadora para semiárrido. A gente fala no Capinhaçu, né,
que é uma outra planta, uma gramilha muito utilizada, mas a gente esqueceu de Falar que todas essas duas culturas é muito exigente por água e é uma das coisas que eu não tenho é água. Então, durante esses 26 anos, a primeira coisa que a gente fez foi estudar a catinga para entender a catinga. E aí eu tenho plantas hoje como a catingueira, né, que produz 12% de proteína e eu tenho o ano inteiro sem cercar, sem irrigar, sem adubar. >> Tem aí um pé de catingueira. Um pé de catingueira aqui, ó. >> Para quem não
conhece, >> para quem não conhece, o pé de tem 12% de proteína. >> 12% de proteína bruta, >> altamente adaptada. Aliás, é uma nativa. >> É uma nativa, né? Então eu não preciso de cerca porque os animais não consomem ela a não ser o animal adaptado, não consome ele em natura. Aham. >> Certo? Então eu pego essa planta que tem 12% de proteína e aí o que que nós hoje estamos fazendo no semiá desmatando a Catinga para produzir palma, para produzir capim, certo? Tirando isso aqui com 12% de proteína para plantar a palma no seu
local com 5%. >> A palma tem 5% de proteína. >> Só tem 5%. >> E aqui tem 12. Aí eu pego o capim que eh eu preciso desmatar para produzir o capim, que quando eu vim colocar a vaca para comer, o capim já amadureceu, que é o buúfer e o urucloa, que é o nosso Capim mais resistência à nossa região. >> Só depois da semeiadura aí ele vai estar com 4% de proteína, 3% de proteína. Aí eu desmatei isso aqui com 12, desmatei o Enco que a gente vai conhecer com 12, desmatei a o vergai
de P com 17, a Lã de Seda com 18, a Malva com 17. Lembrando que para produzir produtos com 3 4% de proteína, o que que a gente fez? Juntou a catinga, mantemos a catinga, reproduzimos a catinga, continuamos produzindo capim, continuamos produzindo Palma na catinga, que a gente também vai conhecer e aproveitando a catinga com 12% de proteína que a gente vai perceber. Eu recebi aqui a Embrapa Caprina em 2012, ele em 2006 eles vieram aqui conhecer uma cabra produzindo 6 L de leite que tinha um louco no semiárido dando catingueira a essa cabra. Então
eles chegaram aqui, eles já tinham a experiência de usar a catingueira na alimentação dos caprinos, mais fenado. E quando eles chegaram aqui já encontraram A gente dando o a ctingueira em natura, que a ctingueira é rica em tanino, então os animais não precisa ser adaptado para consumirem isso aqui. Mas como a gente veio adaptando, vocês vão conhecer o que acontece com a a catingueira chegando para os caprinos. >> Esse conhecimento tá na literatura ou você foi adquirindo no experimento do dia a dia? Porque eu imagino que as pessoas não têm esse conhecimento para fazer uma
troca tão desproporcional. Você trocar, >> existe existe, existe literatura, >> mas também existe muito muito estudo nosso, certo? >> Então, >> eh, existe também muito estudo nosso, eh, em procurar colocar e fazer os experimentos. Então, além de ter a propriedade, a gente passou a ser um pesquisador também nesse sentido. Então, a gente passou a trazer as plantas da catinga para alimentar e Nós estamos com animais da raça Suny, que é um animal não tão eh recomendado a ser criado no semiário. Então, a gente cria só o S por ser o animal mais produtivo da categoria
dos caprinos. como a gente optou pelo GES também, que é um animal altamente produtivo e tem uma melhor qualidade do leite, e a gente fez toda a adaptação desses animais e hoje a gente comprova que sendo adaptado, então eles podem conviver muito bem no semiado. A prova são escore Dos animais e a produtividade que a gente vai ver agora a partir da ordenha. A propriedade hoje ela tem quatro pessoas que trabalham na propriedade, que é eu, a minha esposa, meu filho e Marlene Lene, que é a nossa colaboradora. Então, tudo isso foi criação nossa, né?
Aham. >> Para que a gente pudesse ter a melhor dinâmica dentro da propriedade, colocando tecnologia, né? Ordenha Mecânica de cabra, que não é tão fácil. Hoje já tá mais fácil, mas antes já foi mais difícil. Então são animais de alta lactação. É, a gente já teve animais aqui com mais de 10 kg de leite num ordenha só em torneio leiteiro. Mas aí é um outro contexto. >> Entendi. A média do dia a dia é o quê? Curo >> qu é a média. >> Entra vai. >> Usam água colorada para desinfeccionar os os tetos, só os
tetos. E aqui é mecanizado, né? >> Aqui é mecanizado. Então foi uma das coisas que a gente trouxe pra propriedade, né? Porque >> apesar de ser uma propriedade pequena, mas ficou muito dinâmico trabalhar >> dentro da propriedade. Então >> se eu fosse fazer tudo isso aqui, essa ordenha na mão, seria muito tempo. Eu Precisava de muita mão de obra. Hã. >> E talvez uma mulher, né, não desse conta de fazer isso. Aí hoje a gente tem eh uma mulher que faz a a a ordenha, não tem dificuldade dela fazer essa ordenha e a gente consegue
produzir um leite com a melhor qualidade. >> É, tem 6 anos que a gente tá com ordenha mecânica nas cabras. Então a gente iniciou com as vacas, né? Aí depois, por conta da própria dinâmica da da propriedade, a gente passou a >> a a ter necessidade também de mecanizar as cabras. >> Uma coisa que é importante a gente falar também que na produção de leite de cabra o reprodutor não fica junto com as matrizes, né? Sim. >> Então eles ficam a 100 m de distância por conta do >> do odor que ele libera e aí
contamina o leite, o leite fica com aquele cheiro, com aquele gosto. Então os nossos reprodutores eles ficam separados das Matrizes. Então as matrizes ficam cá junto à sala de ordenha e os reprodutores ficam a 100 m de distância, vento contrário. >> Então aqui você tem leite e carne também. >> Leite e carne também. Mas a carne é você cria os animais para revender os animais pro abate. No caso, >> a gente revende pro abate e como a gente tem dentro da propriedade, como eu falei que a gente tem um eh hoje a propriedade Ela é
aberta ao turismo de experiência, então a gente tem recebido em média hoje >> eh 250, 300 pessoas por mês dentro da propriedade. >> Aham. E essas pessoas para conhecer e entender o processo de produção da da propriedade, ele passa pela alimentação dentro da propriedade. >> Então, se alimentar da carne produzida aqui, se alimentar do caprino, da galinha caipira, do boi. Então isso é muito importante para que ele entenda Que se alimentar nesse formato, ser criado nesse formato, faz toda uma diferença. Ai, >> ora, são quantas vacas de lactação hoje? Hoje são 18. A nossa média
de produção hoje, Arudo, fica em torno de 12 em duas ordenhas. >> Vai, Carol, vai, vai, Tuna. Vai, vai, vai, Lana, vai Desa, vai. >> E todas tem nome. >> Todas t nome. >> Ajuda no manejo, né? ajuda no manejo. E Aqui pra gente ter uma vaca que eu não uso citocina, que eu não uso bezerro, eu preciso dê toda a tranquilidade para você, pode deixar ela para você >> para ela produzir leite. Então não tem cachorro, não tem grito, não tem, não tem vara, não tem ferrão. >> Aham. >> Para tocar os animais e
o nome para que o animal entenda com quem vai, rainha, com quem eu tô falando. >> Aham. >> Vai, bora, Ivana. Vai, vai, vai, Érica. Bora, bora, Érica. Vai. Então assim, tudo isso no manejo. Outra coisa, como a gente trabalha a parte de turismo, é importante que o turista ele possa tá nesse meio, participar desse meio. Então você tá aqui participando sem restrição nenhuma, você tá no meio do gado, tocando o gado, então a gente não tem essa essa dificuldade. Bota fortuna, Ivana. Ivana, atrás de tu aí, ó. >> Bora. >> Bota logo fortuna. Amélia,
vem. Vem, Amélia, vem. Vem, Amélia, vem. Fortuna vem vem. Fortuna vem. A é a Ivana aí atrás de tu aí. Vem, Ivana. Ivana, vem. Então, quando nós optamos pelo GES, foi exatamente para dar essa oportunidade, né, de dos visitantes poder participar da ordenha. Então, a gente chega aqui a fazer uma ordenha dessa com 50 pessoas participando >> e entendendo todo o processo, porque a gente fala que a gente não usa peia, a Gente não usa ositocina e não usa bezerro. >> Então, é preciso que as pessoas vejam, porque quando a gente fala, às vezes as
pessoas não acreditam. Uhum. >> Certo. Como as vacas a gente faz duas ordenhas, então são duas vezes por dia fazendo teste. Então faz pela manhã, faz pela tarde. E as cabras que a gente faz só uma ordenha, A gente faz o teste também só uma vez. >> Terminado a ordenha aqui, a gente tá meio que vivendo um dia na propriedade e agora a gente vai tomar um cafezinho. Depois o que que a gente vai ver? >> É, depois do café a gente vai conhecer um um pouco mais da propriedade, né? mostrando também as captações de
água dentro da propriedade. Lembrando que a gente não tem poço artesiano dentro da propriedade. A gente é captação 100% água da chuva. >> Bom, então vamos lá. Tem café, tem as barragens, tem o saf, que é o sistema agroflorestal, >> tem o museu da catinga, >> museu. Tem a catinga >> e tem a parte ruim que é provar os queijos. >> É [risadas] provar os queijos, iogurte. >> Iogurte. Então, lembrando que essas áreas que eram degradada era assim, a gente continua plantando palma. Então aqui é catinga, a gente planta palma Junto com a catinga. Aí
aqui eu tenho o capim, tem uma palma e tem uma catinga. Juntando as três coisas, a minha propriedade ela triplica de tamanho, >> porque eu tenho uma ctingueira, >> é a cingira no alimento é tudo consociado, >> tudo consociado. >> Então um abraçado com o outro, mantendo todo o sistema. De 2012 para cá, essa área que a gente vai entrar agora nunca mais secou, nunca mais faltou água e Nunca mais faltou alimento para dar os animais. >> Bora que eu tô curioso. A caingueira ela é muito presente aqui, né? Esse aqui é é uma uma
árvore que tá bem maior e observe que tá tudo seco no entorno. Olha como tá. E ela tá verde e florando. >> É isso. É o diferencial, né, da ctingueira e que a gente encontrou como potencial, né, >> para produção de alimento pros animais. Então ela mes com a falta da chuva, ela Consegue desenvolver suas folhas, produzir flores. E aí com isso ela a gente consegue ter até três cortes no ano, sem precisar cercar, sem precisar adubar. Também se for bem preservada a área, você não precisa nem plantar, você só vai cultivar as que já
tem lá. Então isso faz com que a gente tenha maior produtividade nas propriedades, lembrando da sua capacidade, né, de produzir. >> Esse esse é o fruto do mandacaru que é o Que saborizou lá o iogurte. >> É, esse é o fruto do mandacaru que a gente saboriza o iogurte e também faz a geleia. Então, qual a importância de uma planta dessa? A gente tá percebendo aqui que ela é uma planta toda espinhosa, por isso que a gente falou, ela não tem, não dá encosto. Também por ser uma planta com a copa muito pequena, não dá
sombra, mas dá um fruto >> saboroso e que a gente hoje transforma ele em iogurte. Lembrando, ó, que tá Seco, mas ele tá aqui, ó, florando, ó. Além de ter fruto, tá florando também, mesmo no período de seca. Bom, então aqui a gente tá chegando na área que que foi como você recebeu a propriedade, já dá para perceber que é um lugar bastante degradado. >> Então aqui a gente recebeu a propriedade há 26 anos atrás, ela totalmente degradada e produtiva, né, onde os animais chegavam no período de secas, não tinham o que se alimentar e
mesmo Quando chovia produzia muito pouco. Então, a gente vai chegando aqui numa área, ó, que tá próximo de uma árvore. Tá próximo de uma árvore, né, que é que é um juazeiro, né, que é uma uma planta típica da catinga. Mas a gente tá percebendo, ó, o solo totalmente descoberto, não tem nenhuma proteção, produtividade zero com uma erosão laminar fortíssima. Então, isso aqui, se chover não molha e como não molha não consegue nascer nenhum tipo de planta. Então, um solo praticamente morto. Ou ele tem uma intervenção do homem ou ele vai continuar improdutivo, como ele
está aqui. A gente recebeu há 26 anos já em produtivo e ele continua improdutivo até hoje. Nós deixamos essa área exatamente pra gente mostrar esse cont esse contraste. >> Então a gente vai observando, ó, o que é que tem nesse solo e o que tem do outro lado, entendeu? Onde tá sendo feito a preservação da catinga e mantendo a Cobertura. Então você vê as folhas da catinga sobre o solo, você vê o capim, apesar de ter pouca chuva na nossa região, mas a gente consegue produzir. E aí levando para todo esse contexto, à frente a
gente trouxe que é o modelo, né? Primeiro a gente sai desse espaço e leva até a palma. Aí, plantando a palma, a gente vai ter a catinga de volta, porque a gente planta a catinga, faz a semeadura da catinga, vem o capim e pós é a vinda do capim e o crescimento da Palma, a gente passa a ter a propriedade com três estágios, onde a gente tem a catinga para aproveitar para fazer alimentação pros animais, a gente tem a palma e tem o capim para produzir feno pro período que falta chuva na propriedade. Então, a
gente cria hoje em média mais que o dobro da média nacional de animais por hectárea. A gente tem os animais mantidos dentro da pequena propriedade no semiárido e sem precisar de externo de estar buscando aluguel de Pasto e outras coisas. A gente também tem mantido dentro da propriedade a qualidade da genética dos animais, da produção dos animais. Então a gente tem animais aqui que chega a produzir, se for colocar no regime que os produtores hoje querem, ela pode passar facilmente de 35 L de leite. Mas a gente mantém esse animal com um pico de produção
em torno de 20 e com a média em torno de 12, porque pra gente é muito mais rentável. Ele não precisa de tanta Exigência para produzir isso. E aí a gente consegue manter com o feno, com a palma e com a água que a gente tem da propriedade, utilizando o feno da própria catingueira para alimentar >> sempre. Vou fazer questão de frisar porque aqui era uma propriedade de 750 tarefas >> e 50 tarefas e tinha produzia criava aqui em média 50 >> 40 50 animais bovino e mais alguns caprinos ou alguns ovinos >> em 700
tarefas >> em 700 tarefas >> hoje depois que você aplicou aqui as suas técnicas de preservação e usar a catinga como aliado, quantos animais você tem e quantas tarefas >> hoje nós temos 55 tarefas de terra Nós criamos hoje em torno de 50 >> 55 tarefas. Saiu de 750 >> para 55. >> Bom, e animais? >> Animais hoje a gente cria pramente a Mesma quantidade que era criada em 750 tarefa, que é 50 bovino, em torno de 120 caprino, que também era a média que era criada na propriedade de ovinos. Ou seja, nós diminuímos a
propriedade de 750 para 50, continuamos criando a mesma quantidade de animal, lembrando que hoje a gente não perde animais por conta da seca e naquele tempo se perdia quase a metade a cada seca e tinha ano que perdia mais da metade dos animais. Então isso pra gente foi super importante. Quando chove é os dias mais críticos são os 10 primeiros dias após a chuva, quando a gente tá num período desse de seca. Por quê? Você precisa retirar os animais. dos pastos, né, para os pastos renovarem, você não tem onde prender. Os animais não querem consumir
o alimento porque o alimento ele tá cheio de água, vamos dizer o mandacaru e outras coisas. E aí aqui eu tenho uma alternativa. Aqui eu tenho a malva com 17% de proteína que eu colho dentro da palma junto com a Palma, junto com o capim, junto com a catinga, a encó, catingueira, landic e outro. Forneça os meus animais, mantendo eles lá confinado, o pasto saindo e eu mantendo toda a minha produtividade. Eu não vou de encontro a natureza. A natureza propõe, eu aceito a proposição dela, me adapto a ela, vou fazendo o meu sistema. Fantástico,
fantástico, fantástico. Então assim, hoje a gente tem dois modelos de pasto, que é o que a gente fala, a gente tem um pasto que é Pasto, >> hã, >> que é quando a gente leva os animais até o pasto e aí eles comem >> eh durante 2 horas ou a gente tem esse pasto que a gente armazenou e que a gente trouxe esse pasto até a vaca. >> Aham. Lembrando que a gente também deu uma condição térmica, né, para essa vaca produzir, já que o gado gesser ele precisa de ter uma condição melhor para Produzir
e mesmo estando dentro de um período muito seco, >> a gente percebe os animais >> com escó corporal bom, boa produtividade e sem fugir das suas características alimentícia, que é comer capim, que é comer palma. Aham. >> Então a gente mantém toda a estrutura alimentar do animal, toda a característica alimentar do animal e isso ocorre durante os 366 dias do ano. >> É incrível. E mais uma vez parabéns, Eduardo, porque nada melhor do que falar e mostrar. Então a gente para efeito de comparação, você teve uma redução de terra e um aumento de produção de
animais. E como eu disse, o animal não tá sobrevivendo, ele tá vivendo. Ó, ó a carcaça desse animal e que >> que é um animal, que é um animal europeu, que é um animal que faz duas ordenhas, que é o animal Jesse, que teoricamente não animal para estar >> sim >> com bom score. E o melhor para mim é ter uma produtividade para mim satisfatória que gira em torno de 12 kg de leite dia fazendo a produção. E aí a gente traz a >> ligado nessa condição nessa condição que é de clima com 3 anos
e meio sem chuva. >> Então acho que a gente tá evidenciando que o projeto é um projeto de sucesso que dá certo e que as pessoas precisam acreditar mais. E por falar em acreditar mais, você que vem difundindo esse Trabalho, vem, digamos, há mais ou menos 26 anos, onde é que as pessoas podem eh te procurar, te encontrar? quer saber mais, quer aprender mais, suas redes sociais, onde é que tem material sobre o que você faz aqui? Aproveita, deixa isso aí pra gente. >> É, a gente tem, né, o Instagram @Eduardoemídio, produzir preservar, projetoproduzir preservar,
@projetir preservar. >> Temos o WhatsApp, né, que é 7599702737. Temos também um canal no YouTube, eh, Projeto Produzir Preservar. Tem alguns vídeos, tem alguns can alguns vídeos também feito por outras entidades, por outros órgãos, publicado, né, no YouTube. E aí, >> através desses canais vocês chegam ao projeto Produzir Preservar. Aqui a gente está aberto para receber visitas, grupos de pessoas. É tudo agendado porque nem todos os dias a gente está. Tem dia que a gente tem outras atividades, a gente Não pode receber assim de surpresa, >> mas tudo agendado a gente consegue receber naturalmente todo
mundo para fazer essa essa troca de experiência. E aqui agora a gente vai entrar em um outro espaço e aí a gente vai andando, né, área sombria, né, área verde produtiva. E lembrando que a gente vai entrar numa área agora totalmente verde, totalmente encharcada, sem irrigação. É, é uma tecnologia que para mim é a Tecnologia mais importante que eu tenho e uma das mais importantes que eu conheço. >> Aham. foi eh adaptada, eu não digo desenvolvida, mas foi adaptada a aqui na nossa propriedade. De 2012 para cá, essa área que a gente vai entrar agora
nunca mais secou, nunca mais faltou água e nunca mais faltou alimento para dar os animais. >> Bora que eu tô curioso. >> Então [risadas] Assim, é uma área que a gente considera ponto chave da propriedade. >> Então falando de semiárido, a gente precisa falar de água. E aí a gente falou que tá há três anos anos sem chuva, mas a gente tem água no Barreiro, que aqui a gente cria peixe para alimentação da família. É, aqui à frente a gente tem capim, frutas, eh legumes, um monte de de comida para o homem e pr e
pra família. Falei lá atrás que o Nosso barreiro, o diferencial é ele está coberto, né? Vocês estão vendo que a catinga predomina a altura das árvores que estão no entorno dele, sombreando para diminuir >> a a densidade do sol nessa água e diminuir a evaporação dessa água. Então, o que é essa tecnologia? Descrevendo ela daqui. Aqui nós estamos temos um Barreiro, é uma tecnologia social e à frente tem uma outra tecnologia que é a barragem subterrânea. O que que a gente Fez de inovação? Pegamos o barreiro que está aqui e à frente da barra do
barreiro nós construímos uma barra subterrânea fechando. Então a água da chuva cai nesse barreiro, infiltra por baixo do solo, encharca esse solo até a lona que tá lá na frente. >> Aham. >> Esse solo estando encharcado, diminui essa infiltração de água do solo >> que iria embora pro rio, pro riacho. >> Então ela diminui, >> mantém o volume. >> Aí mantém o volume de água aqui. >> Aham. Então, a água do Barreiro mantém o solo encharcado e o solo da barragem encharcado mantém a água no Barreiro. Caramba. >> E isso a gente consegue manter durante
todo ano essa essa água, essa produtividade. Aí daqui a gente leva água pras vacas beberem. Então a gente só tira aqui para colocar na cisterna que é das vacas beber e a gente tira Para manter a mandala lá também. >> Aham. Dentro dessa dinâmica de água, só pra gente não perder esse time do uso da água, a gente tem essa cisterna aqui que é 50 e 4000 L de água. Ela tá quase cheia. >> Aham. >> É uma cisterna calçadão, onde a água cai naquela calçada e vem até aqui. E aqui ela é armazenada. Aqui
a gente tem armazenado aqui em Torno de uns 50, 49.000 L de água. >> Isso aqui serve como um telhado, né? Aham. >> E aí a água escorre até essa caixa e aí tem um cano que transporta essa água até a cisterna. >> 250 mm de chuva anual mantém essa cisterna cheia. >> Aham. >> Então, com esse espaço aqui que é 100 m², a gente consegue manter essa cisterna aqui por um ano. Ela com ela Enche de água. >> Então, mais uma tecnologia para >> para armazenamento de água. >> Tecnologia relativamente simples, né? Hoje é
uma tecnologia social, né? Uma tecnologia hoje que ela é financiada pelo Banco Mundial, pelo governo federal e e outros governos. Importante >> daqui pra frente a gente vai ter até 8º a depender do dia >> de temperatura menos. >> Aqui eu entrei numa geladeira para >> Então você já entrou, você já sentiu que tem um ar condicionado ligado aqui dentro? >> Sim. refrescando a gente. Primeiro a gente observa o ambiente está verde. >> Aham. >> Só que aqui não não é uma irrigação, é o encharcamento da barragem subterrânea. >> E dentro desse espaço a gente
consegue produzir frutas como coco, como a banana que tá ali atrás. >> Aham. a amora, a tangerina, a pocan, a cajar, o limão, sete espécies de manga, licuri. Então, é dentro desse espaço que a gente consegue produzir alguma das frutas utilizadas na propriedade. >> Aham. >> Então, está num ambiente como esse é como se tivesse na Mata Atlântica. Então, aqui a gente percebe até os mosquitos, né, que estão estão voando. É Como fosse lá, >> não tem nada a ver com catinga, né? Então nem parece ser um espaço de catinga. E lembrando que a cobertura
do solo, que aí o às vezes as pessoas, como a gente relatou lá atrás, de ser preguiçoso, é manter o solo como esse >> coberto como tá aqui. E essa cobertura de solo para manter o solo úmido como está aqui. Então o solo úmido como está aqui é fruto da barragem Subterrânea. >> Mas cadê essa barragem que eu não consigo ver? Ela tá aqui. A gente não vai ver a barragem. Então >> não. A gente vai ver. o espaço. Então, >> o que que é a barragem subterrânea? A barragem subterrânea é uma lona que é
colocada aqui à frente, ó. Eu vou l levar até próximo da lona. Então, esse é um espaço verde dentro da propriedade. 30 mm de chuva que caiu nos últimos no último mês de dezembro. A gente Percebe que lá, ó, a água é nível, ó. O nível que tá lá no Barreiro, ó, ela tá aqui na ponta da barragem. né? >> A lona tá aqui na frente, Arudo, ó. Por conta dos mosquitos, eu vou dar uma parada aqui para mostrar para vocês e aí a gente retorna. >> É porque aqui tá cheio de mosquito mesmo. >>
Certo. Então a lona, ó, tá dali, ó. >> É >> daquele alto até aquele outro alto lá na Frente. >> Eita. Aqui tá meio >> certo. Tá daqui, ó. A lona tá aqui debaixo do chão, 4,5 m daqui até lá. >> Aham. fechando como uma parede. A água bate-se nessa lona, enchapa até o Barreiro. >> Aí você colocou a luna e cobriu com >> Aqui a gente abriu uma vala como se fosse colocar uma rede de esgoto só com 4,5 m de fundura. Colocou a lona, vedou embaixo com cimento e fechou a terra Novamente. Então,
embaixo dessa desse solo aqui, aberando aí essa cerca, a lona tá aí, um paredão de lona debaixo do chão. >> Ah, entendi. >> E aí a a água bate nessa lona, nesse paredão e volta encharcando. Então a parede de lona tá daquele alto até o outro alto lá. >> Aham. >> Certo. E aí esse espaço fica todo verde aqui produtivo. >> Entendi. Qual é a condição do terreno para fazer uma barragem subterrânea? Qual é? Você precisa de ter uma condição apropriada em termos de terreno, em termos de topografia, >> precisa. Então a barra subterrâneo não
é construído em qualquer lugar. Por exemplo, aqui a gente tem, ó, uma ombreira que é uma parte mais alta >> ali. >> Do outro lado também tem a outra ombreira que faz isso aqui, ó. >> Fica uma parte mais alta. É como se fosse uma barragem, só que >> só que e o centro o centro ele tem que ser um pouco mais plano >> e que é para ele acumular água, porque áu >> é para acumular água que é que é >> que a água é nível. Então se a se ele for muito assim inclinado,
acumula pouca água aqui, >> certo? Mas se ele for mais aberto assim, aí ela acumula mais água porque tem mais Espaço para ficar água, porque a água fica em nível. Entendi. >> Certo? Então esse é essa é a dinâmica da barra subterrânea dentro do sistema. Então assim, de onde vem o feno que é oferecido à vacas e as cas? >> Eu imaginei que você comprava o feno. >> Então a gente vai produzindo, a gente tem esses espaços para produzir. Além da palma a gente tem esse espaço. Quando chove a gente tem as áreas de pastos
e Aí a gente vai eh dinamizando isso. >> Só uma uma dúvida, Eduard. Desculpa te cortar. >> Essa parte aqui você escavou. Esse aqui eu escavei no ano de 2000. >> Entendi. >> Eu escavei lá na fundura que tá aqui esse barreiro, tá a lona lá. Então a água ela fica nivelada aí nesse espaço. >> Essa água ela é acumulada ou ela também tem uma parte que que ela brota? >> Não, aqui ela enche o barreiro. É, ela Só volta para aqui. >> Por exemplo, a água que a gente viu lá, a medida que eu
vou tirando aqui, ela vai voltando porque aqui tá no mesmo nível de lá. >> Então a água volta. >> Bom, agora eu quero conhecer a mandala. A gente vai chegar lá na bandala. Mas só passando aqui para as pessoas entenderem que às vezes o que a gente fala aqui, a gente tem os pés de um bus jovem. A gente falou lá que temos hoje em torno De uns 250 pés. Então são pés como esse aqui, ó, que já estão frutificando. >> Aham. >> Então eu trouxe aqui porque a gente falou hoje, a gente vê muito
eh de internet a importância de cada planta. Então aqui eu trabalho muito com experiência. Aham. >> Nós estamos aqui diante de uma moringa. Ela foi submetida às mesmas condições da catingueira, do umbuzeiro, certo? Olha como é que estão as catingueiras em Termos de folha e de produtividade >> e como tá a moringa. >> Sim, daí. >> E aí eu para ter essa moringa, eu preciso cercar do bar e molhar. Eu não tenho água. H, >> por isso que aqui no projeto produzir e preservar, nós priorizamos muito a catinga, porque ela produz sem muita exigência. Então,
o que de folha tem aqui para alimentar um animal? Praticamente não tenho nada, certo? E Tem as mesmas condições que tem a ctingueira. Eu não tô dizendo que a moringa ela não é, não tem sua importância. Eu só tô dizendo que para o semiárido que eu que não tenho água, eu não consigo produzir moringa aqui pr para alimentar ninguém. >> Tá claro. >> Eu consigo produzir palma como tá aqui. >> Aham. que aí eu planto a palma aqui, tá atrelada a outra árvores, a outra árvore aqui eu já tenho folha para Dar a vaca, né,
que aqui é uma leucena. E aqui eu tenho a palma produzindo. Então isso aqui eu tenho. Aí eu chego pro outro lado, tenho ali o encó com 12% de proteína. >> Aham. >> E sem chuva. Então na mesma condição da moringa, né? >> Tá aqui ó, encó. Então aqui eu consigo ter aqui 30 kg de farelo que substitui ao farelo de trigo, tem semelhança na quantidade de proteína e tem um custo Baixíssimo de produção. E aí talvez eu arranque o pé de encó ali para comprar um saco de farela de trigo para dar a minha
vaca, a minha cara. Então a mandala pra gente é um dos sistemas mais importantes paraa pequena propriedade, que é ter uma produção de galinha, né, para produzir ovos, produzir carne. Então a gente coloca 22 galinhas, agora só tem cinco, né? Então, a gente vai finalizar essas galinhas Aqui. Aqui tem a água, como vocês estão vendo o peixe. Aqui a gente cria 120 peixes e que durante um ano a gente vai pegando ele a partir do quarto mês, se alimentando e no final do ano ele chega a tá com 1 kg, 1,200g, os últimos que são
aí em torno de 10 que vai tá lá no final, né, que a gente vai consumindo durante os 12 meses do ano. Então aqui eu tenho o ovo da galinha, a carne da galinha e o peixe. >> Uhum. Orgânico, sem uso de nada. Então, com a qualidade que vocês é que vindo à propriedade vão perceber o sabor diferente da carne da galinha, o sabor diferente do peixe, sabor diferente do ovo. E do outro lado que são os canteiros, a gente tem as hortaliças, né, que a gente tá, como o canteiro tá reformando, mas aqui a
gente ainda tem a couve, temos a pimenta e dentro de do sistema a gente também vem com as flores, que é para embelezar também um Pouco o ambiente para as flores também estão aqui como atrativo das abelhas para polenizar o os nossos canteiros. 30 a 40 cultura para nos alimentar desde dos temperos a ao alimento propriamente dito. Eh, temos as plantas medicinais, temos as flores, temos o peixe e temos a galinha. Lembrando que esse é um sistema que como a gente tem muita dificuldade de água dentro da propriedade, nós queremos sistemas econômicos como nós fizemos
a mandala, os Barreiros para Armazenar e segurar água por muito mais tempo. Esses canteiros também eles são lonados. Então aqui teoricamente no sistema convencional gastaria 3.000 L de água por dia para manter. Eu não tenho 3.000 L de água por dia para manter isso aqui. Só que aqui eu coloquei, fiz em alvenaria, né? Coloquei a lona e aqui a gente gasta uma média de 10000 L por mês para manter o sistema. Aí tornou viável, aí eu diminuí mão de Obra, então eu não preciso regar isso aqui todo dia, então eu só rego aqui três vezes
por mês. Então assim, eu ganhei mão de obra, eu ganhei água, eu ganhei qualidade de vida. >> Um projeto muito bacana, muito sustentável, eh de fácil manejo, né? e que produz com exuberância, com cavidade, acima de tudo, tudo orgânico. Vamos ao museu e depois eu finalizo com os queijos ou tem mais alguma outra coisa aqui? >> Isso a gente vamos no museu, depois a gente vem, >> vai conhecer os produtos. O pessoal tá em casa tudo ansioso para ver o queijo, o iogurte e eu vi que tem mais coisas, >> tem e também tem a
queijaria, né, que a gente tem um ponto também >> importante pra gente mostrar. >> O museu conta um pouquinho da história, né? Assim, Eduardo, ele o início da sua infância, seus pais, seus avós, na sua história, Viveu nesse ambiente. Então, ele morava aqui. Piso de chão batido, né? Não tem cerâmica, não tem piso nenhum, é terra, chão batido, né? Então ele ele comia numa cuia como essa aqui, a gente chama cuia, né? Então aqui colocava farinha, carne, comia aqui porque não tinha prato, então era isso aqui que se consumia. Bebia a água da cabaça que
tá aqui. Então aqui além de carregar água para trabalhar no campo, também se armazenava Mel, né? Era maneira de armazenar o melhor aqui tem a moringa, né? Que eh tinha na cabeceira da cama para você à noite você beber. Então era o frigobar da época. Então assim, aqui temos ainda na linha de água, né, mais antiga, tinha o pote, né, então a gente bebia aqui do pote. Depois com a evolução v o filtro que também já tá ultrapassado. No semiárido não, né? O semiárido hoje é uma tecnologia importante para combater A verminose, para ajudar na
saúde do povo sertanejo, principalmente que vive no campo, né, que às vezes eh tem acesso à água de barreiro e tudo mais. ou o filtro, ele contrá uma água filtrada. Do outro lado a gente tem uma cama, né? Uma cama de vento. Era aqui que a gente dormia, então a cama com a tela, uma esteira em cima e dormia aqui um casal numa cama desse tamanho. Era isso que tinha como proporção. Ali é o guarda-roupa, né, que é uma arca, que é Uma mala onde se guardava a roupa. >> Então, acima nós temos a bicicleta,
que era o meio de transporte. eh a época, né? >> E a gente passando um pouquinho mais, a gente tem aqui o silo, né? o depósito, que era onde guardava farinha, feijão, milho pra família consumir. E falando do milho que estava aqui, ele ainda teria que ser processado. E aí, como não existia fábricas, aí ele vinha aqui pro Pilão. E aqui no Pilão ele virava eh Cuscuz, angu, eh fufu, vários pratos típicos hoje nordestinos que estão esquecido no tempo, mas que é importante. E esse esse pilão ele é importante que ele tem duas bocas. Ó,
aqui ele tem outra boca igual a de cima. >> Então ele tinha duas bocas. Por quê? Porque aqui pisava o milho e embaixo pisava o café. Sim. >> Para não misturar e ficar o cuscuz com gosto de café e nem o café com gosto de Milho. Então já se pensava, né, nessa questão de não misturar. >> Aqui a gente tem a casa de farinha. Como não tinha motor, aí era movido numa roda como essa, então era dois ou quatro homens. rodando isso aqui e uma mulher sevava ali a a mandioca para fazer a massa, depois
fazer a tapioca, para fazer o beiju e e mais. Mais adiante passou a ter o rádio, né, que era o meio de comunicação que que se tinha, ferro de gomar, ferro a brasa, Enceradeira para encerar quando já chegou o piso, né, de cimento. É fogão, a lenha e aí no fogão fica os candinheiros, né, que era a energia da época para acender. Aqui tava o bolinho que era botar o café e retirava aqui pra gente tomar. Já ficava aqui em cima da chapa. para ficar quente, porque não tinha como manter quente. Aqui uma panela de
aço e um cuscuzeiro de barro. E o cuscuzeiro de barro, a gente diz que aqui hoje cuscuz não fua, mas nesse Tempo aqui cuscuz fuava, que era colocava o cuscuz aqui, ele não conseguia cozinhar porque o vapor saía nessa lateral aqui >> que precisava ser bem vedado, que era pro vapor passar pra massa que tava em cima e cozinhar. >> Aham. >> E aí ali é o cuscuzeiro, fogão a lenha. a máquina de costurar. Lembrando que tudo isso aqui a gente No início do projeto a gente tinha muita dificuldade de apresentação. A gente não foi
entendido pela sociedade, não foi entendido pela comunidade, não foi acolhido pelos nossos representantes políticos. Então, a gente sofreu muita ameaça, teve muita dificuldade de manter. Eh, a gente passou um período correndo risco de ser desapropriado da área, porque a gente tava fazendo um movimento revolucionário, criando eh fatos para prejudicar a comunidade, já Que a comunidade tem uma indústria cerâmica que vai um pouco de encontro a à preservação ambiental. E aí foi pouco entendido e a gente precisava levar pra sociedade que não entendia que a gente tava aqui para o bem da sociedade. Então a gente
pegou esse aqui, a gente titulava esse esse museu de barracão cultural. Então a gente construí essa casa. Eu passava 40 dias construindo na cidade essa casa, mobilhava ela toda e durante três dias, Que é a festa de vaqueiro, que é uma festa cultural, eh, tradicional na comunidade, a gente fazia uma festa aqui dentro. Aí aqui a gente fazia a nossa festa convidando quem gostava de cultura. Aí aqui a gente trazia o samba de roda, trazia a cantiga de roda, o boi de roça, a gente trazia a casa de farinha, fazia beiju, fazia fufu, tinha eh
pisava o milho para fazer cuscuz, para fazer angu. Então a gente trazia a história do campo para dentro da cidade. E aí as pessoas foram se envolvendo e gostando daquele movimento e foram vendo. E aí a gente aproveitava e levava uma mandala feita com pneu. A gente levava as cabras e deixava lá pro pessoal conhecer, tirava o leite, o queijo doce, o iogurte. Isso foi eh mostrando o nosso trabalho e isso foi construído durante 12 anos, 12 edições. Depois a gente entendeu que era importante deixar dentro da propriedade, a gente construiu aqui, fixar aqui e
Hoje quem quer conhecer vem até a propriedade. >> Fix aqui. Muito bacana. Parabéns por manter e essa memória viva, né? E você fala com tanta propriedade, principalmente porque você vivu parte disso. E é importante paraas gerações que não viveram ter essa memória, ter esse contato. É muito importante >> isso. Só para vocês terem uma ideia, hoje ó, as chaves de abrir as portas antigamente, como ela funcionava. Eh, Aqui era as facas que a minha a bisavó da minha esposa, ela raspou pindoba para fazer chapéu. >> Aham. >> De tanto ela usar, ficou dessa finura. Então
ela viveu 102 anos e até os 101 anos ela ainda tecia pindoba. Então a gente tem hoje a peça mais antiga da propriedade é isso aqui que é uma pedra >> é prar. Eh, não, isso aqui é uma pedra indígena, né, que ele utilizava para cortar madeira. naquele tempo foi Encontrado dentro da propriedade. Aí a gente mantém eh todo essa esse histórico, né, da propriedade. Eh, dentro aqui a gente aqui conta também a história da comunidade que foi do avô da minha esposa que fundou a comunidade. Então, ele fez uma promessa para se na época
tinha um grupo de revoltos que entraram lá no sul do país, que atravessaram o país desarmando o povo. E ele recebeu uma carta, porque ele era um homem rico da região, tinha muita terra E era importante. Ele recebeu uma carta que eles iam passar por aqui, só que a esposa dele estava grávida. Aí ele disse que se Nossa Senhora não deixasse que eles passassem aqui, porque a esposa dele tava grava, estava com medo, que ele construiria uma capela e doaria uma área da terra dele para fazer um povoado, pro povo que não tinha terra fazer
as casas. E aí aconteceu que esse pessoal não passou, ele douou a terra e fundou a comunidade que hoje está Existente, >> que a comunidade de Barreiros, >> que a comunidade de Barreiros. >> Ah, que bacana. >> E aí tem algumas peças dele que não tá aqui, por exemplo, a colher de prata que ele utilizava para tocar na comida para saber se tinha veneno ou não, colher, gafo, faca de prata, a gente tem guardado, que são peças que tem um valor eh afetivo muito grande. Então, a gente tem mantido isso também. Como história da propriedade,
como história da comunidade, pra gente poder se manter como projeto produzir e preservar. >> Sensacional. >> Muito bem. Depois de conhecer a propriedade, conhecer as tecnologi, conhecer os animais, agora nós vamos conhecer aqui os produtos, né? que acho que é a entrega, uma das entregas finais aqui da propriedade. Mas antes de conhecer os produtos e você falar um Pouquinho sobre cada um desses produtos, o Eduardo, quando foi que surgiu o queijo ou iogurte ou qual foi o primeiro? Quando foi que surgiu a ideia de verticalizar a produção? >> Então assim, quando a gente montou a
propriedade lá no ano 2000, né, foi quando a gente determinou o que seria o projeto e tudo mais, é, a gente já fazia queijo, fazia iogurte antes junto com a nossa mãe. >> Aham. Só que a partir de 2003, foi Quando nós voltamos de Fa de Santana e assumimos a propriedade >> e aí a gente passou a receber grupos e aí a gente passou a ter um produto para entregar a essas pessoas que vinham até a propriedade. E esse primeiro produto foi o iogurte. Então a gente passou a fazer o iogurte, que foi o iogurte
de umbu, >> né? É ele aqui, o Augusto de umbu, a gente iniciou com ele e aí a gente oferecia nos lanches e aí algumas Pessoas levavam para casa. A gente foi aumentando esse público, foi aumentando as pessoas visitando a propriedade e a partir do ano 2022 foi que nós montamos realmente a queijaria e começamos a produzir todos os produtos que hoje produz. A partir de 2022, a gente saiu da porteira para fora para comercializar esses produtos. E aí lançamos alguns produtos inovadores, como o iogurte de mandacaru, eh o iogurte catinga, né, que é a
maracujá da catinga com palma e o Iogurte de licuri cozido. A gente tem o de goiaba, né, que foi um iogurte, medalha de ouro no concurso baiano de queijo artesanal, medalha de ouro no de coco, medalha de ouro no de umbu, medalha de ouro umbu com mandacaru e medalha de ouro maracujá da catinga com palma. O de licuri cozido também foi medalha de ouro. São saborizados à base de fruta e na sua maioria as frutas são produzidas dentro da própria propriedade. Então eh o diferencial Desse produto é a cremosidade, a textura, né, e ter o
sabor real da fruta. >> Muito bem. Os queijos nós produzimos a mussarela, né, que foi medalha de prata no enel da Paraíba. Temos o requeijão manteiga, que foi medalha de de prata. O concurso de queijo artesanal da Bahia, temos o doce de ambrosia de leite de cabra, que foi medalha de ouro no concurso de queijo artesanal da Bahia. Temos o Isabel, né? O Isabel foi medalha De prata do Enel da Paraíba 2023 e também foi medalha de prata no concurso de queijo artesanal da Bahia. >> E aqui é a geleia. Aqui nós temos a geleia
que não foi submetida a nenhum concurso, mas é uma geleia de um buco mandacaru que a gente entende harmonizar bem com os queijos maturados que nós temos aqui, que daqui a pouco vamos degustar. Aqui é o juazeiro, né, de leite de cabra. Umijo muito, muito bonito, um aroma fantástico. É, e para Harmonizar todos esses queijos, nós trouxemos uma receita também dos nossos avós, que é o licor de uva. e laranja. Uva e laranja. >> Ao invés de ser uva e laranja, nós mantemos a maneira que eles falavam para homenagear eles também. >> Bom, e aí
a gente começa pelo qual? Diz que começa do mais do menos intenso pro mais intenso, não é isso? >> É. Aqui a gente tem o Isabel, né, que vocês não que é um queijo premiado, mas É um queijo fresco. >> Aham. >> Então, um queijo com um sabor bem leve, apesar de ser de leite de cabra. >> Isabel. Isabel, >> que é esse queijo aqui titulou de Isabel, né, que é o nome da minha esposa, homenagem a ela, até porque a gente mandava ele pros concursos e eles não eram aceitos por ser uma mussarela de
leite de cabra. E aí nós titulamos ele de Isabel, aí virou um queijo Autoral. Aí ele nos dois concursos que ele foi, ele foi premiado. >> Ah, que bacana. E aí o próximo aí? >> Aí a gente pode começar aqui pelo pelo Aroeira, que é um queijo de aroma. forte, abor forte. E aí a gente também costuma servir ele com com o vinho, que aí você harmoniza melhor o queijo. >> Esse é de leite de cabra também. >> Esse é de leite de cabra. >> Deu pr perceber. Então é é um queijo que com o
vinho você consegue realmente Sentir o queijo e sentir o licor. Então >> esse licor ele já a gente já trouxe ele resgatou a receita exatamente a partir do momento que a gente passou a fazer os queijos maturados. E aí fala-se muito em harmonização de queijo e aí a gente entendeu que era importante a gente ter um produto nosso dentro da propriedade para poder harmonizar com esses queijos. Você falou que produzir queijo, requeijão, doce, iogurte é uma coisa de sempre que já vem do passado, mas traz Esse grau de refino, de maturação, de introduzir sabores, maturar.
Isso foi um processo que foi se construindo ao longo do tempo ou você procurou e formação, se especializar? Tudo isso que a gente produz dentro da propriedade, a gente aprendeu com os nossos familiares e aperfeiçoamos dentro da propriedade. Então, a gente não chegou a fazer cursos foras para fazer isso aqui. Então, a gente vem aprimorando aquilo, até porque a gente tem muito de trazer o resgate da Nossa história, do que é a essência da nossa família, do que é sertanejo. Então, a gente buscou muito ser quem nós somos. E aí, pra surpresa de muita gente,
é assim, onde você fez o curso para fazer isso? É claro que aí eu digo que até hoje eu ainda não aprendi fazer queijo, eu não aprendi fazer iogurte, eu ainda tô no processo de aprendizado. Eu estou fazendo queijo, eu estou fazendo iogurte, porque isso é uma construção a cada dia, maturar um queijo. É, então Você matura um queijo hoje ele tá bom, depois você matura com outro formato, faz um outro queijo. Então se você soubesse, você já tinha feito esses dois queijos. Então isso é um aprendizado que a gente leva pra vida inteira. Aí
eu digo pessoal que se eu soubesse fazer iogurte, recentemente o cara falou assim: "Ah, como assim você não sabe?" Aí eu digo: "Se eu soubesse fazer iogurte, todos os dias que eu fizesse, ele sairia igual e eu nunca perderia um Iogurte. Recentemente a gente perdeu cinco dias iogurte, cinco dias seguidos. E a gente foi, ao longo desse tempo descobrir que o que fez a gente perder foi um termômetro que não foi a oferido. E aí ele tava dando 5 graus de diferença. Então a gente começou lá pelo curral. Então primeiro a gente começa pelo curral.
O que que aconteceu de errado? Porque deu errado. Então lá no curral tá tudo OK. Vem pra pra plataforma tá tudo OK. Vem para os Vasilhamos tá tudo OK. Vem pra quijaria tá tudo OK. E agora falta o quê? Aí por último a gente olhou assim, disse: "A única coisa é se o termômetro tiver errado". E aí a gente foi oferir o termômetro, ele tava realmente errado. E isso durou 5 dias. E aí se eu soubesse fazer iogurte, isso não teria acontecido. Então isso aconteceu porque eu ainda não sei fazer. Eu ainda tô aprendendo fazer
iogurt. Eu tô ainda aprendendo fazer queijo. >> Muito bem. Bom, então, já que provamos os queijos, eu acho que eu quero mais um pouquinho desse licor e acho que falta provar esse último aqui que você cortou agora, né? Isso >> é o >> aqui é o juazeiro. >> Juazeiro >> que é um queijo que ele contém mofo branco. Então queijo com >> um sabor. >> Ele já tá com 8 meses já >> tem meses. >> Maturando. É numa câmera fria. Como é? >> Geladeira. >> Na geladeira. >> Uma das coisas que a gente quer construir
agora é uma câmara fria pr melhorar. ver aqui. >> Então, os queijos de cabra ele tem muito dessa intensidade a partir do momento das maturações. Então, queijo de cabra maturado, quem aprecia queijo de cabra maturado, ele busca onde tem, porque não É fácil encontrar, principalmente um queijo bom. Mas quem não gosta de queijo intenso nem passa por perto dos queijos de cabra, porque eles são bem fortes. >> Os queijos a maioria são de verde de cabra ou não? >> Não são >> que aqui eu provei pelo menos uns três aí de cabra. É, a gente
tem mais ou menos a mesma quantidade de queijo. Então, normalmente o queijo que eu faço de vaca, eu faço de cabra. >> Ah, >> o iogurte aí o iogurte, eu faço de cabra e faço de vaca, os mesmos sabores. >> Entendi. >> Então, a gente, o produto que a gente lança de vaca, a gente lança ele também com formato cabra. E aí é um produto totalmente diferente. Esse queijo tem a mesma massa, o mesmo leite, a mesma maturação ao mesmo tempo, porém cada um com o seu sabor, cada um com seu aroma. Um é de
cabra e o outro é de vaca. >> Entendi. Bom, OK. Então, já provamos, já conhecemos um pouquinho da história. >> E se quiser experimentar um queijo desses intensos, e aí eu recomendo com a geleia. E aí você também consegue sentir >> com a geleia de >> umbu comandacaru. Um buco com mandacaru. >> Então é um queijo tenso. O que a gente consegue é com a geleia tornar ele um queijo mais >> deixa eu, deixa eu provar. Delícia. Sensacional. Eu comi tudo. >> Pode colocar usar, amiga. >> Muito bem, Eduardo. Parabéns. Então isso é os nossos
produtos, né, que é produzido aqui no projeto produzir preservar, onde a gente não tem nenhuma adição de nenhum produto químico dentro e trazendo o verdadeiro sabor da catinga, o verdadeiro aroma da catinga, valorizando esse bioma que é tão importante e transformando, né, a nossa catinga na riqueza que às vezes a gente ouvia falar, mas não sabia onde é que Ela tava. Então a gente trouxe muito disso para para o nosso projeto e a gente isso que a gente quer transmitir, né, para pra população brasileira a importância de valorizar os nossos produtos, principalmente oriundos da catinga,
que ainda precisa ser muito difundido. >> Muito bem, meu povo, chegamos aqui nos finalmentes do vídeo e nada melhor do que encerrar o vídeo aqui provando um pouquinho e parte do que a gente vai Comer aqui, né, Eduardo, do almoço. É produzida aqui na propriedade. >> Isso. >> Que que temos aqui? Aqui eu tô vendo que é uma carninha de bode. >> Aqui é um bodinho assado. >> Bode daqui da propriedade >> B da propriedade. Produzido na propriedade com sabor próprio nosso. >> Aqui a gente tem a galinha caipira também produzida na propriedade. >> Aham.
>> A gente tem bolde cozido produzido na propriedade. A gente pode voltar pra farofa, propriedade. >> É. >> Eh, o molho, propriedade, salada, propriedade, suco, propriedade. >> Aham. E voltando só o feijão também. E aí o que a gente diz? Não, propriedade, arroz e macarrão. >> Arroz e macarrão. >> É. Então vamos lá. 80% do que a gente vai comer aqui. >> Mais ou menos aqui deve dar 80%. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11. Dá mais de 80%. >> E se tiver e se quiser uma sobremesa aqui tem um docinho
que é ambrosia. ambrosia, que é também da propriedade, eh, se quiser um licor também é da propriedade, então diversidade para ser da propriedade o que não falta. Então, por isso que a gente diz que varia entre 70 e 90%, porque às vezes a depender do tanto de produto que você coloca na mesa, então se a gente colocar tudo isso Que a gente falou, já vai dar uns 90%. Eduardo, meu amigo, muito obrigado. Nós passamos aqui uma manhã super proveitosa. Tomamos café aqui. Conhecite o sistema que é fantástico e vamos fechar aqui com esse almoço que
eu ainda não provei, mas certamente tá maravilhoso. Parabéns. Muito obrigado. Seu projeto é um projeto muito bacana. Eu pude ver na prática que o sistema funciona e a oportunidade de partilhar isso para mais pessoas e testificar da Importância desse projeto. Parabéns, obrigado por ter me recebido aqui. >> Nós aqui agradecemos a oportunidade de de poder estar participando, né, do seu canal mais uma vez e aí a gente a gente agradece, né, por essa manhã pra gente poder contar um pouquinho das nossas histórias. Aí a gente poder também além da história, a gente poder saborizar o
sabor da história, que aí quando a gente se alimenta, a gente acaba tendo o conhecimento do sabor daquela história Que foi contada durante aquele período. >> Muito bem. Vamos fechar o vídeo, vamos comer. >> Vamos lá. >> Vamos lá. เฮ [música]