a gente tem que sempre prezar e e e e primordialmente dar atenção PR as relações com as pessoas negras em qualquer lugar que a gente [Música] vai na rua qualquer lugar que eu vá no buzão eu vou dar prioridade no no trem ou vou dar essa prioridade e eu levei isso também pro ambiente de trabalho assim só que aí no trabalho não é assim né E e aí eu eu não tinha conhecimento Tácito e o teórico de racismo por exemplo eu fazia esse movimento de tentar privilegiar as pessoas negras que eu conhecia nos espaços de
trampo que que eu trabalhei é porque o racismo tá aí e as pessoas estruturaram isso de uma maneira tão eh violenta que até mesmo você querer se aproximar de pessoas negras no contexto profissional se torna um desafio tem uma pessoa negra como referência e a todo momento eu ter as pessoas brancas desref essa pessoa né Tem um momento e que é muito emblemático na minha vida quando eu me tornei diretora do departamento do qual eu faço parte que é o departamento de ciências humanas da Universidade do Estado da Bahia a Universidade do Estado da Bahia
eh junto com a werge com UnB foi uma das primeiras implantar o sistema de cotas no Brasil eh já em 2002 e apesar disso eh internamente a gente se defronta com várias situações eh de racismo e nessa posição aí de diretora do departamento as pessoas me procuravam a entravam no gabinete procurando a diretora do departamento e nunca me identificavam como diretora né E às vezes eu tava com a secretária que é uma mulher branca e sempre se referiam a ela ou ou para tirar alguma dúvida conversar pedir uma audiência nunca era a mim que era
diretora em exercício o que chega primeiro são os nossos corpos né então o corpo é uma dimensão importante para nós fundamental para ser pensado no na quando a gente pensa em racismo no Brasil é o primeiro que chega é o primeiro que sofre é o primeiro que é violentado eh depois vem qualquer outra eh identificação vinculação vinculação veiculação eh que você possa pensar né Eu sinto que nem ocupando espaço de poder e nem ocupando espaços e estratégicos em organizações brancas para mim isso tem um tem um tem uma um exercimento a longo prazo de de
mudança mesmo de modificação que eu tenho dificuldade de enxergar então eu eu tento sempre prezar por construções de de organizações e instituições e projetos Eide ações e teorias e movimentos que sejam feitos por pessoas pretas para pessoas pretas assim e não me não me engaja tanto com esse movimento de ocupar espaços que são majoritariamente brancos e espaços que geralmente vão se manter brancos e e Pior né E e aí bebendo um pouco de de Zildinha ptista Nogueira o inconsciente tem cor tá ligado e e mesmo que a gente ocupe alguns espaços esse negro que está
lá se ele não tiver tido esse cuidado com o seu inconsciente com a sua psiquê com a com a sua autoestima com a sua autoimagem com o seu próprio corpo com a sua saúde mental física enfim não vai adiantar pra gente assim coletivamente os movimentos contra hegemônicos contra coloniais eles têm atuado no sentido de ocupação de espaços do Poder com muita dificuldade né e ainda e ainda muito desfavorável né se a gente olha na nossa na minha área de comunicação por exemplo eh 68 dos cargos gerenciais na nos orgos de mídia são ocupados por pessoas
brancas então pra gente olhar para esse fenômeno Eu acredito que a gente precisa refletir sobre as estruturas de poder que estão postas né a gente precisa pensar na estrutura do Capital como ele funciona como ele continua eh trabalhando com hierarquias raciais na inclusive na distribuição da ocupação dos espaços de de de trabalho né Eh então o o capitalismo ele é ancorado pela colonialidade modernidade Ou seja você mantém no capitalismo atual estruturas coloniais eh que foram baseadas principalmente na na violência exclusão racial né dos grupos racializados eh na violência de gênero né as mulheres eh também
ocupando a lugares eh subalternizados desprivilegiados do ponto de vista do Poder da eh da disputa Econômica então pra gente responder esse fenômeno é preciso pensar eh no capital e como ele continua se estruturando com base nessas premissas dadas pela colonialidade [Música]