Eu vou contar a história de uma viagem que tinha tudo para não acontecer, mas acabou acontecendo mesmo assim. O plano: dirigir 3. 000 km, enfrentar chuva, sol, neve, cruzar montanhas e desertos.
Tudo isso para chegar na nossa nova casa, o carro. A xheroca, um Jeep Cheroke XJ 1997 com quase 400. 000 km rodados.
O piloto Henrique Ood. Se tem alguém que entende de viagem a esse cara, ele veio do Japão para dirigir esse carro. A copilota Natália Pompeu, responsável pelos lanches e a única de nós com o mínimo de senso de direção.
Isso quando não tá dormindo. A tripulação, o Pigo e o Choco, responsável por comer os lanches. O documentarista Artur Miller, eu no caso, não serve para nada, mas por causa dele ou minha, ninguém aqui vai esquecer dessa aventura.
A rota é meio difícil de explicar. Vou precisar de um mapa. A gente sai de Amsterdã na Holanda, que costumava ser a nossa casa.
>> Isso tudo aqui tem que caber dentro do carro. Cruza a Bélgica ruma a Paris, onde a gente passa a primeira noite. A gente chegou agora.
O Pigo tá enlouquecido. Dá para ver que ele odeia Paris. >> Eu não julgo >> no segundo dia, a ideia é seguir pela França e dormir num vilarejo chamado Sansk.
Lapi, que fica no meio das montanhas. De lá, terceiro dia, a gente segue pro principado de Andorro, dos países mais estranhos que a gente já visitou. >> A gente tá na neve, do lado do negócio de ski.
A gente não consegue descer do carro. O Henrique táa de camiseta, a gente não tem roupa. >> No quarto dia a gente atravessa as montanhas rumo ao deserto espanhol e passa a noite lá mesmo, no fim do mundo, no meio do deserto.
>> Aí toda vez que tem que fazer xixi é que corre um risco de vida. Mas isso deixa as coisas mais interessantes, porque olha esse visual aqui. No quinto dia, ainda na Espanha, a gente dorme um vilarejo com menos de 300 habitantes.
>> Pode ver para quem mais. >> No dia seguinte, o destino final e o motivo para toda essa viagem, a nossa nova casa. >> Obrigado, cara.
>> Mas para chegar lá são 3000 km. Seis países em se dias. Essa não é uma viagem qualquer, porque viagens são mudanças temporárias, né?
E essa mudança ela é para sempre. Ela é uma viagem, na verdade, só de ida. A gente deixa a Mr Duck, que foi a nossa casa pelos últimos 4, c anos, de coração meio apertado, mas também feliz e ansioso pelo que tá por vir.
Finalmente eu vou conseguir viver só de internet. E para eu conseguir dar esse passo, para eu conseguir largar o meu trabalho, a gente teve que se mudar. Eu quero que fique claro que essa viagem, essa jornada, dirigir seis dias, atravessar a Europa de carro, por mais que seja muito legal no papel, essa viagem existe porque ela é inevitável, ela é necessária, é a única maneira da gente sair com as coisas que a gente precisa, com os nossos cachorros que não podem mais voar de Amsterdam até o destino final.
Não tem escapatória, já que a gente tem que fazer isso, que seja da maneira mais legal possível e que seja registrando cada momento. Vão ser seis países em seis dias e cada dia vai virar um vídeo, um novo capítulo contando a história dessa jornada. E esse é o primeiro vídeo que conta a história de Amsterdam até Paris, nossa primeira parada.
Mas para esses vídeos ficarem mais interessantes, vão ter que ter uns desafios. A cada parada dessa viagem, três objetivos têm que ser conquistados. O primeiro é chegar viu, que é o tipo de objetivo que tu não costuma escrever, mas vira prioridade numa viagem, principalmente quando tu tá atravessando seis países num carro de quase 30 anos com 400.
000 km rodado. Segundo objetivo é meio estranho, eu sei. Eu preciso comprar uma fita cassete assim que eu chegar em cada cidade.
O motivo desse objetivo existir, vocês vão entender mais pra frente, só confia. Terceiro objetivo existe para provar para nós mesmos que viagem não é só estrada e para nos impedir de desistir por cansaço. Cansados ou não, em cada parada a gente precisa fazer uma memória, viver a cidade.
A gente não precisa conhecer tudo ou fazer algo turístico. O objetivo é sentir que cada lugar deixou de ser só um ponto no mapa. Parte um, a viagem.
A jornada de fato começou um dia antes, quando a gente colocou toda a nossa casa em caixa. A gente teve que chamar um elevador porque grande parte das coisas não cabiam pela porta. É bem estranho ver a tua vida toda dentro de um caminhão.
Eu nunca vou me acostumar com esse sentimento. Eu confesso que ver a casa vazia deu um frio na barriga. Eu também tirei um momento para me despedir do quartinho.
Essa noite foi mal dormida e a gente acordou com uma manhã escura e chuvosa. Mas isso não era desculpa pra gente não pegar a estrada. Isso aqui é um odômetro.
Eu vou zerar a quilometragem agora. 0 km. Quantos quilômetros tu acha que vai dar a viagem?
>> Eu acho que vai dar 262. >> Dois? Eu acho que vai dar quase quatro.
A Nt já tá dormindo. >> Vou mostrar o setup da viagem aqui. Eu no banco da frente com um travesseiro que eu não vou me separar.
Henrique na boleia no cantinho. Senhor Pigo tá ali na caminha. Senhor pequeno, Nati no cantinho.
Tá confortável aí atrás? >> Mais ou menos. >> Qual o teu grau de confiança que o carro vai chegar?
O >> carro vai chegar. As bicicletas eu já não sei. >> A gente tá bem preocupado com as bik lá atrás.
Vamos ver o que que vai dar. Primeiros 15 km. Primeira inspeção no veículo.
>> Aí, ó. Tá perfeito. Fez um ótimo trabalho.
>> Ó, a gente prendeu as bicicletas com durex. Bom, parece que tá firme, né? >> Tá, tá bom.
E agora a gente tem que checar aquele ali de cima. Perfeito. Já não vou nem olhar mais.
Deu certo. >> Bagulho de botar gás tá atrás da bike, então toda vez que a gente tem que abastecer o carro, tem que entrar embaixo do carro. Só mais cco dias de estrada.
[ __ ] que pariu, comi todo o bagulho. Juro, comi o gato. >> É bom, meu.
É saboroso. >> Tem gosto de truquas. O planejamento para essa viagem, ele existiu, mas ele não foi a coisa mais metódica do mundo.
Assim, a gente começou a se planejar mentalmente e não fez muita coisa sobre isso. A gente tá levando muita coisa, como vocês podem ver lá o porta-mala cheio e a gente botou ainda esse negócio no teto que a gente nunca usou antes, instalou um dia antes testar. E a gente decidiu levar as duas bicicletas que tá num hack que tá lá lá atrás, que a gente também nunca usou antes.
Então a gente tá meio preocupado assim de alguma coisa acontecer. E a gente tá parando a cada 30, 40 km para olhar se tá tudo certo. Isso vai atrasando bastante a viagem, mas cada quilômetro que passa a gente fica um pouquinho mais confiante também, né?
>> Primeiros 55 km, tudo certo? Uma já foi. >> 131 km.
Tudo certo? >> Homicídio >> e tu dor de >> pausa pro xixi. Tá bom.
>> Vou deixar ali a merda. É mentira. Vou recolher.
Vai recolher. Vai. >> Ah.
Xix. Ai, pisou em cima. >> Será que eles estão servindo almoço?
Servunf. Ok. Vocês querem comer agora ou quer mais pra frente?
>> [ __ ] >> Ok. Sorry, never. A gente parou para almoçar e ninguém tava com fome.
>> São 10:45 da manhã. >> Quem é que teve a ideia de almoçar? >> É porque a gente acordou às 5, né?
>> Ninguém quer comer um McDonald's 10 da manhã. >> Eu queria na real, só que fiquei envergonhado de pedir. Acabamos de chegar na Bélgica.
Tchau, Holanda. >> Tchau, Holanda. [ __ ] é muito doido deixar o país que foi nossa casa por quase 5 anos e de forma meio permanente assim, né?
Quer dizer, 100% permanente. Como é que tu se sente quanto a isso, B? >> Não sei.
É que se mudar é sempre um misto de sensações. É muito bitter sweet, porque querendo ou não, a gente não tá indo embora da Holanda, porque a gente odeia a Holanda. A gente ama aqui, então acho que fica um pouco mais difícil de >> É mais fácil se mudar num lugar que tu odeia.
Com certeza. >> É, ao mesmo tempo, acho que também a gente tá muito preparado para viver coisas diferentes. >> Eu acho que fechou um arco legal no tipo uma história que tem um começo meio fim assim.
>> É, eu não sinto assim que ficou faltando a gente viver alguma coisa aqui, sabe? É, eu também acho. >> Eu com certeza vou embora com saudade já antecipada, mas não sinto que tipo foi o tempo que a gente tinha que estar aqui.
Mas tchau, Holandinha. >> Tchau, Holanda. E a primeira parada é Paris.
Tá ansiosa para visitar Paris de novo? Faz tempo que tu não vai, né? >> Faz tempo.
A última vez que eu fui de >> dois anos atrás. >> É, dois anos atrás. Eu nunca fui no inverno, então essa vai ser a primeira vez que eu vejo Paris no frio.
>> E a gente vai ficar num Airbnb na frente do Luvre. >> Será que o Pigo quer visitar o Luvre? >> Acho que ele é proibido de lá.
>> Coitadinho. >> Fam, >> meu. Tem que tirar essas coisas daqui, ó, pra gente botar os refri.
Todo mundo alimentado? >> Não, senão sim. >> Vamos.
Falta ainda só 4 horas me que é uma hora mais do que que faltava quando a gente saiu de casa. Hora menos. que é uma hora menos de quando que é uma hora menos do que faltava quando saía de casa e a gente já andou umas 3 horas.
>> Ai gente, >> é cara, é o tempo é estranho quando a gente tá dentro da xeroca. >> Passa diferente, né? >> A xeroca distorce.
>> Que que vocês acharam da Bélgica até agora? >> Acabei de chegar. A batata tava sem sal, hambúrguer tava bom.
>> Batata sem sal? As pessoas não dão é passagem no trânsito e a sineleira demora demais. >> A Bélgica é tipo a a Osasco assim da Europa.
>> Meu carinho é assim, ó. Ele gosta muito, ó. >> Ai, >> ai, que bonito.
>> Uma aranha dentro do carro. >> Que quer que eu faço, cara? >> Matar ela.
>> Vamos largar ela em Paris. Ela vai ficar muito confusa, >> ela não vai entender nada de que as outras amigas aranha estão falando. >> Onde é que a gente tá passando?
>> Chegando Antuerp agora. >> Aqui é Antuerp, ó. 200 km.
Falta muitos mais 1. Henrique tá em dúvida quanto a sobrancelha dele. Comentem aí o que que vocês acharam.
>> Já, né? Certeza. Sem rate e sem pulling.
>> Não, pode ter fug. Para mim não existe bullying. >> Ah, cala a boca.
>> Ah, cala a boca. Que nem a vez que o Henrique foi brigar no colégio >> e >> aí o cara pegou e deu um mata leão nele assim. >> Ele não sabia muito bem o que fazer.
Enfiou o dedo no cu do cara. >> Nunca mais brigou também com >> nunca mais brigou. Falou: "Não, não, para, chega, chega, chega.
Tira, tira >> aonde que diz? " >> Na placa >> não. Ali era o preço de todos os >> sem briga galera.
Sem briga, por favor. Falar que uma das coisas que a gente aprendeu na viagem para Paris é que o engate do gás muda de cada país. E aí a gente conseguiu comprar uns adaptadores.
Primeira vez que a gente vai usar. Vamos ver se dá certo. Tem que ficar apertando um botão ali.
Cabelos estão aparecendo. >> Quer fazer conteúdo, mas não sabe por onde começar? Tem várias ideias e não consegue tirar do papel?
E se eu te falar que a ideia não é tão importante? O importante é aprender a contar histórias. >> Isso é verdade.
Não adianta tu ter a melhor ideia do mundo se tu contar ela de um jeito chato, um jeito que não prenda a atenção das pessoas. Eu sei que muita gente que me assiste também quer contar as próprias histórias, também quer começar um canal ou fazer vídeo em outra rede social, mas às vezes não sabe muito bem por onde começar. Todo mundo tem muita ideia, né?
Falta de ideia raramente é um problema. O problema normalmente vem na estrutura, na forma como tu conta a tua história, no storytelling. E para aprender o storytelling tem muitas maneiras, tem muitos livros bons, tem conteúdo de graça pela internet, tem que procurar.
Mas se tu gosta do meu trabalho e quer aprender comigo da maneira como eu faço, eu tenho um curso chamado storytelling para creator. Esse é um curso de storytelling, onde tu vai aprender escrever o roteiro sozinho. Não tem uma fórmula pronta, não tem um discurso milagroso.
É para quem quer aprender de verdade a caminhar pelas próprias pernas. Lá a gente vê como escrever um roteiro, mas também vê como pensar como um editor, como um montador, como criar o teu próprio estilo como criador de conteúdo e como usar dessas estruturas narrativas que usam em cinema, em série, nos seus vídeos do YouTube de uma forma simples. O curso ficou indisponível para comprar desde a Black Friday, mas hoje eu tô abrindo mais algumas vagas, mais ou menos 25, 27 vagas.
Se tiver interesse, o link tá na descrição. Muito obrigado. Bora de volta pro vídeo.
Pegar um. Nunca às vezes acontece. Merci.
Bom, vagastou o francês, hein. >> Acho que a previsão inicial quando a gente entrou no carro, a gente ia chegar tipo 3 da tarde. >> Agora tá dizendo que a gente vai chegar 5:10.
Eu ainda tenho uma missão em Paris. Eu preciso comprar uma fita cassete. E as lojas tudo fecham, né?
Os antiquar, os lugar que vem de coisa velha, as lojas de disco. Então vai ser correria assim, mas eu não vou embora de Paris. >> Ah, quem peidou?
>> B os cachorro estão peidando, na moral. [ __ ] que pariu, que fedor. >> Estamos quase em Paris.
>> Sim, faz 11 horas que a gente tá >> 11 horas para fazer 530 km e não chegamos ainda. Estamos quase. >> Ali tá escrito, ó.
Porta do chapéu. Explica isso aí para nós, meu. >> Cara, Paris é uma cidade murada nos anos sei lá quais, né, medievais.
E aí tinha várias portas de Paris e essa aqui é uma delas. Só tem como entrar por Paris por portas, né? Não, elas não existem mais, mas ainda são chamadas assim no perímetro todo da cidade.
>> E aqui é a porta do chapéu. >> Porta da chapéu. >> É bem, é meio perigoso aqui, né?
Meio barra pesado, >> mas nós temos Pigo. >> É verdade, não tô brincando. Mas é Paris, né?
Perigoso para Paris também. Eu meio aquele nível do último vídeo, do estacionamento do último vídeo, que todo mundo achou que era o nosso hotel, né? >> Aham.
>> Ninguém entendeu que era onde a gente estacionou o carro, não. Onde a gente >> é não, onde a gente dormiu. >> É que aquilo não fazia sentido nem como nem como estacionamento, nem como hotel.
Aquilo lá era um lixão. >> É que no Brasil tu os hotéis têm estacionamento, eu acho, né? E aqui não tem isso.
A não ser que tu fique num hotel que a gente ainda não pode pagar ainda. O o time aqui não, a empresa ainda não não chegou lá. >> Virei membro.
>> Virei membro para >> se inscrevam no em todos os canais daqui. O Artur vai botar na tela, entendeu? >> Na descrição.
Membro >> até agora que até agora é só o hotel sem estacionamento que a gente pode olhe lá. >> Olhe lá. >> Entramos em Paris.
Que tu tens a dizer sobre a chegada da primeiro destino? Bá, >> demoramos 25. 000 horas para chegar.
>> Não viajem numa sexta, gente. >> Não viajem numa sexta de de Natal, né? Porque daqui a pouco é Natal.
>> Ih, tem meia hora para chegar no Airbnb, mas meia hora para estacionar o carro ainda. Ninguém mais aguenta. >> E aqui é Paris, ó.
>> Pera aí. Olha aqui. >> Vocês já conhecem?
Vocês já conhecem. Passamos por bem bem por esse lugar aqui. >> Ai, povo car >> nem foi nada.
Não foi, >> não foi outra parte >> aparece, ó. Tudo parecido. >> Leite Nildo.
Olha lá. Eu não sei se dá para ver, mas aqui eles chamam leite ninho de leite do Nildo. >> A gente era para chegar aqui pelas 4 da tarde, no máximo.
>> Muito antes. >> É, a gente inicialmente a gente queria ter saído tipo 5:30, chegar daqui 2as da tarde, mas agora são 6:20, eu ainda tenho que cumprir um objetivo que é, pô, achar um lugar para comprar uma fita cassete. E a gente ainda tem que viver uma experiência, experiência é essa aqui.
Essa é a experiência francesa que a gente vai viver. Essa é a experiência. Ah, [ __ ] que pariu, deu tudo errado.
Primeiro vídeo. Ninguém aqui tá fedendo nossos água. >> É, a gente tá finalmente chegando no Airbnb, mas tem toda a função de descer as malas, tirar os cachorros.
Para, cara. Câ aqui quase que ele esquece. Quase que eu esqueço.
Valeu, conseguimos. Ai meu Deus, que jornada. Parte dois, a cidade.
São 76 agora. A última loja que talvez eu encontre uma cassete. Fecha daqui a 45 minutos.
Eu acho que eu tô uma meia hora de lá, então não vou conseguir nem chegar aqui. Tem que sair agora de casa. Tchau, baby.
>> Gente, tá do lado do Palê Rial, na frente do Luvre. E eu tô indo rumo comprar essa fita cassete. Mano, eu preciso dessa fita cassete.
Vocês vão entender por depois. Isso vai fazer todo sentido, mas cada país e cada cidade que eu parar, eu preciso comprar uma fita cassete. Tinha uma Fenac aqui perto.
Duvido o que tem aqui. Vamos ver que tem CD, disco. O cara da loja falou que tava por aqui.
Aqui, ó. Não acredito que deu certo, mano. Faltando 10 minutos para fechar a loja.
Na volta da loja, eu me permiti parar por um segundo e admirar Paris, a cidade que eu amo odiar. E foi ali, no meio do barulho, que parece sempre atrasado, meio século, que eu senti de novo aquele aperto no peito que Paris provoca. É quase como se a cidade não quisesse ser bonita para ti, mas acabasse sendo mesmo assim por descuido.
Eu tava cansado o suficiente para não querer olhar o caminho de volta no celular, deixando o corpo decidir as esquisas. E o corpo em Paris, ele sempre decide errado e certo ao mesmo tempo. Cafés cheios demais, gente demais, fumaça demais, ideia demais.
Paris é tudo demais. E eu ali tentando não romantizar, tentando não cair de novo no truque barato da cidade que te olha de cima e ainda assim te chama para entrar. Paris não é romântico, não te abraça, ela te olha de canto de olho.
Caminhar em Paris é caminhar por um monte de lembrança que nem é tua. Aquela cidade que é nostálgica sem mesmo tu conhecer ela direito. É como se cada cantinho da cidade dissesse: "Já vi coisa bem pior".
Cara, continua andando talvez a minha relação com Paris seja só de implicância, de uma cidade que promete de mais uma coisa e entrega de mais outra. Mas sei lá, no fim eu pensei que não fazia sentido continuar resistindo, já que eu tô aqui cansado ou não, pelo menos que eu vá viver a cidade um pouco, até porque não é como se eu tivesse uma escolha. Afinal, a gente tá aqui para isso.
Agora são quase meia-noite. A gente tá indo fazer o último desafio que a gente tem que fazer em todas as cidades, que é, pô, vivenciar alguma experiência da cidade, né? E a gente vai tentar ir na roda gigante daqui de Paris e torcer para que ainda esteja aberto.
Na internet dizia que estava abertos. Se não tiver caminhar nas ruas de Paris, vai ser a experiência de da cidade. É isso aí.
Mas vamos torcer para que tá aberto. >> Eu diria que o trânsito que a gente pegou hoje já é a experiência. >> Bom, vamos tentar fazer o certo, senão a gente rouba.
Acho que vai dar porque tem fila ainda. >> Tá fechado. >> Tá fechado, mano.
Essas são as últimas pessoas que conseguiram ir. >> Ah, cara, que merda. Corremos para [ __ ] >> A gente perdeu por coisa de 5 minutos, eu acho.
A gente não conseguiu ir na roda gigante, mas a gente vai viver a experiência do parquinho na França enquanto ainda dá. em algum brinquedo e vomitar. >> Vamos tentar.
Não quer ir nesse aqui, certeza que >> a gente tentou ir em alguns brinquedos, mas a gente deu o azar de chegar 5 minutos antes do parque fechar na última volta de cada um dos brinquedos. Mas aí de longe eu vi um escorregador gigante. Cheguei na bilheteria e implorei pro cara pra gente ir.
O cara já tinha fechado, eu implorei para ele e ele deu uma entrada de graça para nós. >> Só uma vez, >> mano. Toda vez que eu ligo a câmera, vocês peidam a rota.
Olha isso. >> Não é trilha. >> Tá todo mundo pronto.
>> Dá para ver a pirâmide lá, ó. Tô pronto, cara. Não sei se eu tô pronta.
>> Então foi tr >> Vamos, gente. >> Foi, foi, fo foi foii. >> Meu Deus, eu caí deitada.
>> Meu Deus, não tava gravando. Ah, não, tá gravando sim. >> Thank you so much.
Tem que ser. >> Tá, eu acho que isso conta como viver a experiência da cidade, né? Experiência natalina.
>> Valeu, Natalina. >> Bom, foi uma boa, >> foi legal, cara. >> Noite em Paris.
>> Divertido, >> divertido. Não deu para andar na roda gigante, mas [ __ ] a gente desceu no mega escorregador. Muito mais legal.
>> De graça ainda, >> de graça. >> E de graça. >> Terminou o primeiro dia, hein?
Primeiro dia terminou nada. Eu ten que ir pro apartamento arrumar as coisas. Quer que eu faça um takeu aqui na tua hora?
>> B. Tá bem bonito isso aqui, ó. >> Vai sentir saudade de Paris, >> mano.
Saudade de Paris? >> Claro que não, cara. Já foi Paris já passou.
Já morei aqui, já deu. Agora só vem visitar, dar oi. Vejo que tá um caótico e ainda bonito.
E é isso. YouTube. >> Qual foi a pergunta?
Saudade. Vai sentir saudade de Paris. >> Eu não >> tô ansioso pro de amanhã.
>> É, eu também. >> Paris, assim como quase todas as metrópoles, é daquelas cidades que tu quer muito chegar. E algumas horas depois, quando tu entende o que a cidade é, tu já quer ir embora.
Mas no momento que tu vai embora, tu quer voltar. Mas a gente sabia que aqui a parada seria rápida, apenas a primeira de seis. Até porque essa jornada tá só começando.
>> Tem que vir devagar, hein? Cansado dele. Eu tô em choque com esse lugar.