Hoje eu vim aqui para te ajudar a sair desse buraco que te empurraram e você ficou de achar que você é o último cocô do cavalo mais feio, que você falhou e está falhando como pessoa. Pessoal, fracasso, mãe, eu não tenho dinheiro. Só porque você não tem uma casa?
Uma gaveta cheia de produtos de maquiagem, de skincare, o carro do ano ou porque você não passou ano novo em Fernando de Noronha. E se no caso você fez ou tem tudo isso, meus parabéns, pode sair do vídeo. Se não for o seu caso, então pode ficar aqui comigo, porque hoje a gente vai descobrir se você tá sendo influenciado ou manipulado na [Música] internet.
Oi, amigos, muito bonjour. Hoje vou hablar igual um homem da cobra. Então já prepara sua pipoca e seu ice cream.
Popcorn ice creamers, porque esse é assunto da pano pra manga. E detalhe, eu não tô aqui para dar rate em ninguém, nem para criticar a profissão, não é isso. Eu só tô compartilhando com você as coisas que eu ando aprendendo ao desenvolver o meu pensamento crítico em tudo aquilo que eu assisto e que eu consumo na internet.
E para contextualizar, primeiro a gente tem que entender o que é influência. A palavra em si, influência, ela deriva do latim, a palavra influere, que é o in, em, dentro, e fluere, que é fluir, percorrer. E originalmente era um termo usado para descrever coisas que aconteciam na astrologia medieval.
Por exemplo, os astros, o sol e a lua tinham influência na terra. em relação às marés, às plantações. Só que com o passar do tempo, esse termo foi evoluindo e hoje, atualmente, a gente tem o significado mais próximo dele como qualquer tipo de ação ou poder exercido por algo ou alguém sobre outra coisa ou pessoa.
Ou seja, é o poder de convencimento. Quando a gente pega essa palavra influência e passa ela pra profissão atual que a gente mais tem contato, que são os influenciadores digitais, são basicamente pessoas que utilizam de plataformas online para influenciar, impactar e até alterar a opinião dos seus seguidores. Como que eles usam isso a seu favor?
Qual que é a ferramenta? majoritariamente é a comunicação. E aí quando a gente fala de comunicação, não é simplesmente só falar, mas a imagem comunica, o vídeo comunica, uma música traz uma comunicação também.
Então eles usam toda essa questão da comunicação como ferramenta para atingir essa influência, esse poder de convencimento no comportamento dos seus seguidores. Esse poder de convencimento através da comunicação, ele se dá principalmente pela autenticidade, pela conexão que nós meros mortais, a grande massa, temos com essas pessoas que são influenciadores digitais, sejam pela rotina ou por uma forma de desejo. Você pode admirar, por exemplo, o lifestyle ou o corpo, a determinação, qualquer coisa que você se conecta, que se identifica naquela pessoa.
E uma curiosidade interessante aqui, eu não sei se você sabia, mas o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de influenciadores digitais. Inclusive, tem esse artigo da Veja, publicado em 1eo de julho de 2022 pelo Luís Felipe Castro, fez um levantamento das agências Rot Suite e We Areal, mostrou somos o segundo país que mais segue influenciadores, 44. 3% dos usuários da internet, atrás das Filipinas, 51.
4% 4% à frente de outras nações emergentes. Não é à toa. Lugares empobrecidos, com baixo nível educacional e poucas opções de lazer formam o ambiente ideal para a propagação dos influenciadores a um clique.
E aí se identificou? Qualquer coincidência é mero fato. Nesse artigo é interessante porque eu realmente achava que o primeiro país era os Estados Unidos.
Em algumas pesquisas que eu fiz, aponto os Estados Unidos. mais nesse artigo, né, segundo a pesquisa do Luís Felipe Castro, o primeiro seria as Filipinas dos países emergentes. Mas enfim, aqui deixa bem claro essa questão da falta de opções de lazer, a pobreza e o baixo nível educacional tá muito relacionado com a acepção desses influenciadores digitais, com a importância que as pessoas dão para eles, esse poder de convencimento que eles têm sobre os seus seguidores.
De um lado é até compreensível. A gente sabe que o Brasil ele não é um país totalmente desenvolvido, que tem sim um problema educacional muito grande, mas é uma coisa que nós devemos nos atentar ainda mais na nossa geração e principalmente nas próximas gerações que estão chegando, para não pegar como verdade total tudo que os influenciadores falam, porque tem vários outros estudos, várias outras formas de você às vezes conhecer um produto ou conhecer um determinado lifestyle sem ser simplesmente pela propaganda que uma pessoa faz dele. Inclusive, tem um artigo também super interessante que ele se chama Influência Digital e o comportamento de consumo nas redes sociais.
Ele é um artigo da Universidade Federal de Alagoas, da Thaísa Bibiano Brito. Eu acho até que foi o TCC dela de pós-graduação. É muito interessante.
Eu vou deixar o link dele aqui na descrição do vídeo para você ler depois também porque ele é meio longo. Ele fala exatamente sobre isso. Já vou até fazer uma pequena pausa pra água aqui.
Aproveita aí para você se hidratar também. Mas enfim, quando a gente começa a observar mais sobre isso, é perceptível que esse poder de convencimento ele acontece ah de duas formas, na verdade, a forma consciente e a forma inconsciente. E a forma consciente, basicamente é quando você sabe que aquele conteúdo que você tá assistindo, seja um vídeo ou seja uma foto que você está vendo, ele tem a intenção de te vender um produto ou um serviço, que é quando a gente realmente bate o olho e fala assim: "Hum, isso é uma propaganda".
que o objetivo dessa propaganda é fazer você acreditar, ver e entender que você precisa daquele produto para resolver um determinado problema que você acha que você tem ou que vai te ajudar em alguma coisa, mas ele é sempre feito de forma muito clara. E quando a gente traz isso para dentro da esfera ali dos influenciadores digitais, geralmente são as publ, né? são as propagandas, as colaborações com marcas que a gente vê os influenciadores fazendo.
E aí eles deixam bem claro, né? Poxa, fiz uma um trabalho com a marca tal ou uma publicidade para marca tal, marca disso, disso, disso. Recebi esse produto aqui da marca tal para testar.
Você tem o meu código de de desconto, meu cupom. ele deixa sinalizado que aquilo é uma publicação, é uma é uma propaganda para vender um produto ou um serviço para uma determinada marca, porque os influenciadores digitais eles trabalham muito como intermediários dentro dessa questão da comercialização. Tem muitos que têm os seus próprios infoprodutos, seus próprios produtos físicos, mas a maioria, né, trabalha como intermediário ali.
Eles vão até o público que eles têm, seja no Instagram, no TikTok, aqui no YouTube e aí vão falar daquela marca que eles estão tendo experiência ou que estão sendo patrocinados para falar sobre ela. E aí vai do consumidor, né, do seguidor de comprar ou não, de pesquisar ou não. Mas a forma consciente é quando você tem certeza de que aquele conteúdo que você tá assistindo, ele é sim com esse intuito de te vender algo, esse intuito de que faça você ter o interesse, a ir lá pesquisar e a futuramente, quem sabe até comprar esse produto.
Isso não tem nenhum problema. Isso é totalmente normal, é o nosso sistema, é a forma como a gente vive e vende o nosso peixe. Particularmente para esses influenciadores que deixam bem sinalizados, né, esses produtores de conteúdos em geral que deixam bem sinalizados que aquilo é um patrocínio, é uma propaganda, é uma publicidade para determinadas empresas, eles têm todo o meu respeito e admiração, porque eu fico muito mais interessada no produto, por exemplo, para saber, nossa, será bom mesmo?
por essa clareza, ter essa clareza de que está sendo vendido algo, de que está tentando te convencer de algo, tá tudo bem. Eu já trabalhei na no âmbito comercial quando eu trabalhava em banco e a gente tinha que vender alguns produtos. Então eu sempre tentava ter a maior clareza possível de que eu estava fazendo aquela ligação ou aquele atendimento com esse intuito.
Porque a outra forma de poder de convencimento também é a forma inconsciente, que essa vai assim contra toda essa forma que a gente falou de deixar a clareza muito bem explícita para o consumidor. A forma inconsciente de convencimento é aquela forma sutil, aquela forma que você não percebe que está sendo influenciado, que aquilo é uma propaganda, uma publicidade, que você está sendo convencido de uma maneira estratégica, escondida para essas pessoas que estão divulgando tais produtos e tais serviços. E tem um vídeo do William que ele é perfeito para isso.
Vamos assistir juntos. Blogueiras que fazem arrume-se comigo patrocinados por marcas e não sinalizam. Esse comentário reafirma esse pensamento que eu trouxe de uma maneira crítica e bem humorada no vídeo da vazios, a marca que apoia influenciadores que não têm apoio e por isso as suas sacolas estão sempre vazias.
As blogueiras fazem os vídeos e não sinalizam que é um trabalho. Elas compraram aqueles produtos. Elas só estão divulgando por amor.
Jurou, né? É, meus amores, mas não alertar que uma publicidade é publicidade, vai contra leis federais, mas afinal de contas, tem alguém procurando saber, tem alguém regulamentando, cobrando e indo atrás? É claro que não, Boba.
A gente tá em um país que pode ter jogos de azar, desde que pague uma multa ao governo federal. Então, dá para passar de boa. Então, aí que tá a problemática maior ainda.
Além de terem feito de pessoas que fazem esse tipo de influência inconsciente nos seus seguidores, esses influenciadores digitais que t essa política, essa forma de fazer os seus trabalhos, né, não sinalizando as publicações e as divulgações patrocinadas, eles ainda estão indo contra uma lei, a lei que nada mais é o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor, que fala o seguinte: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consum consumidor fácil e imediatamente a identifique como tal. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá em seu poder, para a informação dos legítimos interessados, os dados fatigos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.
E o artigo 37, é proibida toda a publicidade enganosa ou abusiva. Para os efeitos desse código, a publicidade é enganosa por omissão, quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. Então, a gente vê também que isso não é uma coisa de agora, não é uma coisa da nossa cabeça.
Tem até eh legislações falando sobre isso. Por que será, meu Deus do céu, que acontece essas publicidades não sinalizadas, inconscientes de forma enganosa, que são feitas influências inconscientes nos seus seguidores? E basicamente, gente, depois de tudo que eu pesquisei para fazer esse vídeo, é uma questão meramente de algoritmo.
Hoje em dia, com as inteligências artificiais, os aplicativos, tudo que a gente tem de avanço na internet, é óbvio que essas plataformas online, essas redes sociais, elas têm seus algoritmos muito bem treinados, muito bem arrumadinhos para identificar esse tipo de post, esse tipo de vídeo, para saber se aquilo é uma publicidade ou não. E atualmente a gente tem entregas maiores de conteúdos mais orgânicos que não t esse tipo de de característica de venda de publicidade. Até porque as empresas que estão pagando esse influenciador para falar sobre isso também poderiam estar pagando direto as plataformas para fazer propagandas da das dessas empresas ah através deles e de suas ferramentas.
Então, existe sim um conflito, um pequeno conflito de interesse entre as ferramentas, né, as redes sociais, as plataformas e os influenciadores digitais que eles estão ganhando para est divulgando aquele produto. Mas aquela empresa que está pagando os influenciadores poderia estar pagando diretamente a plataforma para ela divulgar o o produto, entendeu? Então eles usam essa artemanha de não sinalizar as publes justamente para ter uma entrega maior e tendo uma entrega maior atinge mais pessoas.
E algumas dessas publicações, dessas vendas feitas pelos influenciadores digitais, elas são baseadas em comissões. Então quanto mais pessoas assistir, maior a chance de fazer vendas. E quanto maior a chance de fazer essas vendas, mais esse influenciador ele vai receber.
Por isso, parando para pensar no âmbito, na na sociedade que a gente vive, no nosso sistema, nosso modelo capitalista ocidental aqui, na verdade mundial, né? Mas assim, partindo o princípio da nossa realidade atual, todo mundo precisa de dinheiro, todo mundo precisa vender, todo mundo precisa se manter e manter a sua profissão. Óbvio que se uma pessoa ela tem essa oportunidade de ganhar mais, ela vai ficar no mínimo tentada a isso.
E principalmente se ela não souber que existe uma lei que protege o consumidor para não fazer esse tipo de propaganda enganosa, esse tipo de divulgação não sinalizada como publicidade. Porque se a gente se coloca também no lugar desses influenciadores, e aí você gostaria de ganhar menos só por colocar um hashtag públo, ver o seu conteúdo, sei lá, ser entregue pra metade das pessoas que normalmente seria entregue só por ter colocado ah publicidade para a empresa tal. complicado, principalmente se a gente, né, troca de lado, troca de sapatos e ainda mais parando para pensar que existe uma lei protegendo isso.
Então, como que esses influenciadores eles ainda conseguem vender, né, ou influenciar, manipular esse tipo de informação para as pessoas sem terem consequências disso? Como que isso pode ser algo estratégico para ganhar mais? E aí que entra [Música] aics.
E aí depois que você terminar esse vídeo aqui, você vai lá assistir o vídeo que eu fiz, que é tudo éic que tá maravilhoso, que vou deixar o link aqui na descrição também. Nesse caso, asérics, as estéticas, elas são usadas para criar meio que um universo, um padrão de vida, um padrão de beleza, uma forma de pertencer. Se você tiver acesso e você comprar aquele produto ou aquele serviço que aquele influenciador que tem aquele padrão de vida está indicando ou ele está mostrando que está usando, você meio que vai se sentir parte daquele grupo, parte daquela daquele tipo de lifestyle, daquele tipo de vida.
É óbvio que é entendível que tem uma questão de nicho por trás e tudo mais, mas existem muitas publes não sinalizadas que utilizam dessa aesteric, dessa forma de hã lifestyle, filosofia de vida para poder vender esses tipos de produtos e serviços. Porque assim, a empresa que você tá pagando, o influenciador não é besta e o influenciador também não é besta. Então é óbvio que eles vão sentar, vão montar uma estratégia e pensar em como deixar você pensar que você precisa daquele produto, daquele serviço e de uma forma para ele mostrar sem tá te vendendo, porque se ele não falar que tá te vendendo, ele não precisa sinalizar.
exemplo prático aqui. Olha só, eu sou uma pessoa que acorda às 4 da manhã, que vou correr, que tem uma rotina saudável, que malho, que meu corpo tá bonito, que tá tudo perfeito. E olha só o que que me ajuda, que eu uso muito o copo Stley, tá sempre comigo, tá sempre aqui do meu lado, porque eu eu coloco água e vou bebendo, sabe?
E nem vejo o tempo passar. Então, esse copo é o amor da minha vida. Às vezes a gente não sabe, mas pode ter uma propaganda, um patrocínio, né, da Mark Stley ali em cima daquele influenciador digital para vender aquele copo.
E aí os seguidores, os consumidores desse conteúdo pensam: "Nossa, será se eu tivesse esse copo, eu também ia conseguir ter uma rotina mais saudável, acordar às 4 às 5 da manhã, correr, me exercitar e beber mais água? Será que eu ficar mais motivada a beber mais água? " Já que esse influenciador que eu gosto tanto, que eu admiro, que tem credibilidade para falar sobre isso dentro do nicho, hum, vou vou pesquisar sobre.
E aí o influenciador ainda fala assim: "Eu comprei em tal lugar, vou deixar o link aqui para vocês verem". a pessoa vai lá, compra, entra pelo link da pessoa, a pessoa ganha comissão e aí fechou uma venda, uma influência, uma publicidade não sinalizada de um produto que você nem tava sabendo, nem tava sabendo que todo o intuito daquele da daquele cenário, daquele story, daquele re, aquele conteúdo digital que você estava consumindo, nada mais era do que uma publicidade, um patrocínio de uma empresa por trás. E quando a gente entra nessa parte da influência inconsciente e omissora e enganosa, é quando nós ficamos sujeitos a sermos manipulados.
E quando a gente pesquisa o significado da palavra manipulação, tem esse daqui do dicionário pranção é o ato ou efeito de manipular manusear, mas também é a influência, o controle ou ação indevida ou ilegítima no desenrolar de um processo. Exemplo, manipulação de notícias. E é dessa forma que essas publicações encobertas pelos influenciadores digitais eh fazem a gente se sentir manipulado.
E tem até um vídeo muito legal da Maria Clara aqui no YouTube que ela fala que hoje em dia a academia virou um palco fashion, porque não é mais você ir lá malhar para se sentir bem, ficar saudável, envelhecer bem, não é sobre looks, sobre copos, é sobre eh reals, é sobre se exibir e pertencer. E toda essa questão dessa a estérica, essa problemática mesmo da gente estetizar tudo até o básico da nossa vida, é que é usada para encobertar ainda mais essas publicações, essas propagandas. E eu usei o exemplo do copy agorinha, por exemplo.
Hoje em dia a gente nem pode mais falar que é um copo, porque na verdade é um troféu, você adquire para pertencer à aquele determinado grupo de pessoas. E aí os influenciadores digitais, eles, né, com esse poder de convencimento deles, é óbvio que eles perceberam também que eles vendem muito mais produtos e serviços se eles mostrarem também que eles são consumidores daquele estilo de vida na qual aqueles produtos e serviços são inseridos. Então entra todo mundo nessa loucura de viver uma vida aestéric.
Enquanto os consumidores estão ali todo mundo se achando o último coco do cavalo mais feio possível. sem ter a menor condição de atingir aquela casa estérica ou aquele corpo aestérico ou aquela vida estérica. Os influenciadores estão cada dia mais mostrando o quanto isso é necessário para fazer parte, para pertencer.
E para as mulheres ainda isso é muito evidente a questão da skincar. Hoje em dia, o que tem de vídeo na internet de pessoas fazendo tutoriais, ensinando 1000 passos de skincare com 10, 15 produtos, com gavetas cheias, lotadas e não falam que são públes, não falam que são propagandas, mas a gente sabe, percebe que tem o investimento por trás da marca ali em cima daquela pessoa, do tipo de conteúdo que ela produz, na esperança de que essa pessoa influencie as outras a comprar daquela marca, daquela determinada marca. Só que isso causa também um outro efeito dentro da sociedade, dentro de quem tá assistindo, porque beleza, você pode até ir lá comprar o produto, mas como aquilo não é uma publicinalizada, o que vai gerar em todo mundo também é aquele desespero de se sentir uma bosta.
Porque aí a menina vai, a garota vai, abre a sua gaveta ali, não tem nenhuma penteadeira, mas a gaveta do banheiro, cara, tem um cremezinho, um sérum aí pensa: "Nossa, será que eu tô vivendo errado? Porque eu não tenho os 10 produtos para fazer os 1000 passos do skincare. Dá aquela sensação, aquele sentimento de que, poxa vida, sou uma pessoa fracassada, sendo que se aquilo realmente fosse uma publicação, uma publicidade ah sinalizada, poderia falar: "Hum, tá tentando me vender, né?
Mas deixa eu ver esse produto, deixa eu conhecer mais sobre esse produto? Será que eu tô precisando? Será que vai me ajudar naquilo que eu tô precisando de verdade de fato?
E não trazer esse outro sentimento de poxa, nossa cara, nem isso eu tenho. Olha a vida da fulana, olha o jeito que a fulana tá e e nem a publ, sabe? Ela é assim, a vida dela é assim, ela ensina, ela ensina a fazer skincare e precisa de todos esses passos.
E poxa, eu não tenho nenhum, eu não consigo ter nenhum. Entende? traz esse outro sentimento de desespero ao invés do sentimento de desejo de consumo daquela daqueles produtos.
Até gera o desejo, mas de uma forma que tem muito mais consequência para todo mundo. Eu tô usando a skincare como exemplo, mas tem vários exemplos que são muito mais complexos e são muito mais dolorosos da gente pensar até que ponto vai. Por exemplo, eu tava assistindo um vídeo da Carla onde ela fala que a fé virou produto.
Vamos assistir comigo. Por que que a fé virou produto? Nos últimos meses, a gente viu uma onda de influenciadores se convertendo publicamente.
E não é só sobre fé pessoal, é sobre estética, branding e até monetização. Os cultos viraram eventos com lucênica, parede preta, área VIP, LED. Os pastores têm visual de CEO de techpanha fé, lifestyle e call to action.
Mas o que que tá por trás desse movimento? A gente tá vivendo o que a WGSN chamou de era da policrise, que são crises simultâneas em várias esferas: econômica, climática, emocional, política. E segundo o Elderman Trust Barometer, 89% das pessoas têm medo de perder o emprego, 76% se preocupam com a crise ambiental e 72% temem uma guerra nuclear.
Quando o caos aperta, o humano busca sentido. A fé vira ponto de apoio emocional. A WGSN já previa.
Em tempos de instabilidade, espiritualidade e religião ganham força. Mas tem outro fator aqui que é comunidade. Dentro da fé há pertencimento, narrativa, promessa.
E onde tem comunidade, narrativa e promessa, tem terreno fértil para consumo. Segundo Terry L. Cross, as necessidades humanas são interligadas físico, emocional, cognitivo e espiritual.
E hoje o espiritual voltou pro centro e o mercado percebeu o discurso é: se você compartilha a minha fé, você confia no que eu vendo. E aí o produto deixa de ser só um produto. Ele vira símbolo de devoção, de pertencimento e de esperança.
Sempre que o mundo entra em crise, a fé cresce. Mas agora a diferença é o combo. Fé, estética, influência, algoritmo e Pix.
A fé virou nicho, posicionamento, palco. E para quem tá vulnerável pode ser difícil distinguir o espiritual do estratégico. Então não é sobre julgar quem cri, é sobre observar como a fé virou canal e às vezes até um funil de vendas.
No mundo que parece ruir por todos os lados, o que ainda te ancora e quem tá lucrando com isso? Quer um tapa maior que esse? Não tem.
Não tem. A fé virou nicho estão sendo feitas simblis, mal sinalizadas ou encobertas utilizando a fé. Às vezes eu penso assim, gente, será que o arrebatamento foi em 2020 e a gente ficou?
A gente tem que lembrar todos os dias que tudo tem uma justificativa financeira por trás, que tudo tem uma intenção de venda, porque esse é o nosso sistema. É assim que nós vivemos. Nós estamos inseridos em um mundo capitalista e consumista e digital.
cronicamente online. E aí quando a gente junta primeiro as publicações, as publicidades, as propagandas mal sinalizadas e segundo a falta de pensamento crítico da galera de realmente se preocupar, será que isso é verdade? Será que isso não tem uma justificativa financeira por trás?
é o que tá fazendo todo esse consumismo, essa loucura de todo mundo, de querer participar de trend, de querer ser a histérica, de querer ter tudo e comprar tudo e comprar tudos. Agora vim aqui também fazer a advogada do diabo, que assim, em defesa desses profissionais, a gente tem que lembrar que os influenciadores também são influenciados. Eles também se esforçam muito para pertencer ao grupo, à comunidade de influenciadores.
Eles sofrem essa pressão social dentro do próprio nicho de faça públic, faça públ assado, principalmente quando não tem uma ajuda de uma agência por trás, tá no começo da carreira, tem muita influência, tem muita falta de informação, tem muito de tudo que acaba afunilando esse problema lá no final. E a gente até consegue perceber essa questão da pressão social que eles vivem pela padronização estética dos influenciadores. E tem até vídeo aqui no canal sobre isso, onde eu falo sobre a romantização também da extrema magreza e as problemáticas dela.
Mas a gente vê que a um influenciador às vezes que começou ali de pouquinho, né, sendo totalmente transparente com seus seguidores, começa a fazer um monte de procedimento estético, começa a mudar todo o seu, a sua forma de comunicação. Eu não falo da ascensão financeira que ele conseguiu ou ela conseguiu sua casa, seu carro, cara, vai lá, tudo bem, é isso, força, né? A comunidade engajada tá aí para isso, mas a partir do momento que ele começa a ceder e a se padronizar e a fazer exatamente mais dos mesmos do que os outros influenciadores fazem, só para se encaixar naquele lixo, para ser aceito, é aí que começa, né, dar aquelas pontadas no coração de decepção.
A gente observa que eles estão presos, sim, em uma cadeia de consumo, entrega e performance dentro da internet. E aí, beleza? Sabendo de tudo isso, eu, você, que somos consumidores, somos plateia, como que nós podemos fazer para nos resguardar dessa manipulação, dessa influência, desse poder de convencimento inconsciente praticado por esses profissionais contra nós?
O que nós podemos fazer para no mínimo conseguir identificar desses comportamentos se isso é uma publicação que vai tentar realmente te convencer a comprar alguma coisa que você sabe que ali tem uma publicidade por trás ou se realmente é um story despretencioso só a fim de te convencer e te manipular. Como é que dá pra gente saber? Como é que dá pra gente distinguir isso?
Primeira dica é o pensamento crítico, desconfiar das intenções das empresas, das pessoas e tudo na internet. Tudo na internet quer te vender alguma coisa, porque é assim que a internet ganha dinheiro, é assim que acontece, que surgiu esse meio todo dos influenciadores digitais. Então, desconfie, ó, abre o olho.
A segunda coisa é ficar atento ao conteúdo que você consome, as sinalizações das publes, a pressão social para o consumo. Você realmente precisa disso? Beleza, às vezes você achou o produto ou serviço legal, interessante, mas naquele contexto do da vida, do seu influenciador que você tá acompanhando, faria sentido, será pra sua vida, na sua rotina, na sua casa, no seu espaço, na tua cabeça?
Faria sentido? a gente tem que se perguntar se realmente a gente precisa de tal coisa. E a terceira coisa que para mim é mais importante é: ten os seus valores bem definidos para evitar que alguém te manipule.
faz parte do da autoconfiança, do autoconhecimento e da consciência de classe. Nós somos pessoas diferentes, com realidades diferentes, com situações financeiras diferentes. Então, a gente tem que começar a mastigar mais o nosso pensamento crítico e definir melhor os nossos valores, o que é aceitável para nós, o que faz sentido para nós.
E ponto, isso é uma coisa que se perdeu um pouco, sabe? Eu eu tiro de base mesmo desde a educação da da escolaridade primária. Antigamente a gente meio que tinha que ter muito bem definido isso, vinha de casa, depois tinha o incentivo na escola, mas hoje deu uma perdida e talvez seja até por isso que a gente anda aceitando muita coisa imposta pela internet.
Então, realmente fazer esse exame de confciência, de autoconhecimento no que é negociável para você, do que é inegociável para você, principalmente em relação à sinceridade dos outros. Às vezes você pode ser super fã de um blogueiro ou de uma blogueira, mas a partir do momento que você começa a entender que ela tá ganhando dinheiro ali com casa de aposta ou que ela faz puble e não sinaliza que é públ só para ela ganhar mais com isso, sabe? Será que aquela pessoa realmente merece o respeito e a admiração que você dá para ela, a credibilidade toda que ela anda tendo de você?
a gente não consegue mudar o mundo, mas assim, mudando já a nossa forma de consumir conteúdo na internet, já vai ajudar bastante. E a única mensagem que eu posso finalizar esse vídeo hoje é: abre o olho com os influenciadores que você segue, que você tanto admira, para ver se eles estão te influenciando de uma forma boa ou se eles estão te manipulando. E se você assistiu esse vídeo aqui até o final, escreve aqui nos comentários poder de convencer para eu saber que você ficou aqui comigo até o final.
Eu amei muito vir aqui conversar com você sobre isso. Para mim é uma honra estar aqui. Eu espero muito que você tenha gostado desse vídeo e eu te vejo no próximo.