O ministro Alexandro de Moraes proibiu as manifestações ali na dependência. Quero saber como é que você viu a decisão de ontem do ministro. >> Olha ali é uma área de segurança nacional.
Sei que além, né, dos presos, perseguidos políticos que estão ali, tem outros também presos ali. Então, achei a decisão prudente. Afinal de contas, a gente não quer gerar nenhum tipo de desordem e achei prudente.
Até o relógio, né, acerta duas vezes parado. Acho que é uma decisão correta do ministro. Ô, Nicolas, tem uma dúvida em relação à caminhada de hoje.
Qual que é o qual como é que vai ser a programação? Vocês vão parar onde? Quantos quilômetros vocês vão andar hoje?
Olha, hoje são 41 km. Ontem foram 42, né? Hoje são 40.
A gente acredito que tem uma parada em Valparaíso e depois a gente continua mais algumas centenas de quilômetros até uma parada final. Aí a gente sempre vai mandando uma equipe na frente para ver se alguma fazenda, algum apoiador, alguém que queira nos receber em casa pra gente poder eh ter a nossa estadia. >> Na decisão de ontem, o ministro cita o 8 de janeiro.
Você tem algum receio dessa manifestação no domingo? Virar algo parecido com o 8 de janeiro? >> Nenhuma.
Nenhuma. Afinal de contas, nós temos aqui cinco, seis dias, né, de manifestação pacífica, ordeira, nenhum ato de vandalismo. Aquilo que aconteceu no dia 8 foi lamentável.
as pessoas estavam, né, sobre ali uma pressão psicológica muito grande e não faz nenhum sentido, né, você invadir um local físico e achar que tá tomando o poder, né? Afinal de contas, se eu vestisse a toga do Alexandre Moraes, eu viraria ele, não. Então, a gente sabe, né, que foi um, obviamente, um dia triste que eles usaram disso para poder perseguir as pessoas num nível muito exacerbado, né, com penas proporcionais.
Então aqui da forma como está, manter a essência como está, não tenho dúvidas que o ato será muito muito lindo.