[Música] Olá pessoal esse é mais um episódio de habilidades sociais com delprete e hoje eu tô aqui com uma convidada bastante especial a professora D chirley Simeão nós vamos conversar um pouco sobre o que ela vem fazendo no campo das habilidades sociais e vocês vão ter o prazer também de conhecer um pouco mais sobre o trabalho que a Shirley vem desenvolvendo na Universidade Federal da Paraíba Então vamos lá Shirley é muito prazer seja bem-vinda ah Olá pessoal para mim é um prazer professora tá aqui conversando um pouco sobre habilidades sociais que bom que bom e
olha eu queria começar agradecendo Air foi uma pessoa chave no nosso nono seminário internacional de habilid sociais uma anfitriã nota 10 uma pessoa que fez a que reuniu pessoas em torno dela para que o evento fosse um sucesso e foi um sucesso avaliação geral todo mundo gostou muito a Shirley deve ter se sentido muito bem com isso mas eu quero que a própria Chile conte um pouquinho mais sobre quem é ela e eh qual a formação dela e o que ela vem fazendo na Universidade Federal da Paraíba Ok bom eu sou professora da Universidade Federal
da Paraíba do departamento de psicologia e da pósgraduação em psicologia Clínica também da UFPB e atualmente eu venho desenvolvendo alguns estudos né sempre na minha área minha formação em psicologia Clínica eu atuo né a partir da terapia cognitiva comportamental desde a minha graduação ah fiz doutorado em psicologia o pós-doutorado em psicologia lá na ALC com a professora Z amigo conosco com a nossa equipe foi muito prazer também viu chir foi muito bom isso E aí a toda essa trajetória sempre vem no desenvolvimento de alguns estudos e de intervenções no campo das habilidades sociais principalmente pensando
na aplicabilidade do desenvolvimento de habilidades sociais no contexto Clínico com diferentes públicos ah com crianças a gente já desenvolveu alguns projetos com o público adolescente que é o meu público alvo né De preferência e atualmente com o público adulto a partir da Necessidade das demandas que vem chegando na Clínica escola de Psicologia então a gente tá pensando alguns projetos com o público Universitário nesse sentido ó quanta coisa chir que eu gostaria de conversar sobre todas essas coisas com você vamos ver o que que a gente consegue conversar aqui então para começar Shirley você acabou direcionando
o seu foco para adolescência né E aí eu queria eh eh Uma das coisas que eu quero conversar com a Chile é que a Chile é muito criativa e ela vem desenvolvendo um conjunto de materiais também para a intervenção para o trabalho com habilidade sociais com adolescentes e eu gostaria de depois a gente fala dos outros projetos eu gostaria de começar falando disso Que tipo de demanda os adolescentes trazem para você como é que vocês fazem o trabalho com os adolescentes na clínica escola da Universidade Federal da Paraíba eh ou você também faz em outros
ambientes de clínica ou de trabalho certo a a gente começou com o desenvolvimento a princípio né quando eu comecei era no no contexto Clínico de forma geral hoje a gente concentrou a o grupo né concentrou o desenvolvimento das ações na clínica escola o público adolescente a maior parte da demanda que eles trazem muitas questões relacionadas à ansiedade queixas clínicas diversas dificuldade de a entrosamento com os pares né muitas vezes e dificuldades na abordagem afetivo sexual né no estabelecimento de relações em conseguir muitas vezes encerrar relaçõ ou lidar e manejar com algumas situações bem típicas da
fase da adolescência né muitas vezes alguns conflitos alguns dilemas vivenciados nessa etapa E que exigiam o posicionamento que exigiam um repertório minimamente elaborado para que eles pudessem lidar de forma satisfatória muita coisa sobre violência no namoro também shiry algumas questões né algumas sim a hoje a o que vem mais eh pegando nessa parte dos relacionamentos É principalmente o envolvimento né em situações abusivas muitas vezes como se posicionar como sair dessas relações que muitas vezes se configuram como relações violentas também a partir do abuso psicológico né do abuso emocional aí e como é que vocês têm
trabalhado o atendimento é individual ou é em grupo tá o projeto ele foi desenvolvido que é o Projeto programa interações né desenvolvendo habilidades sociais para a vida e a tivemos algumas edições em que o projeto ele foi delineado né no formato grupal então várias edições tanto ocorridas na clínica escola como no contexto escolar em alguns momentos algumas escolas solicitavam e a gente desenvolvia o projeto lá no próprio ambiente escolar nesse sentido sempre no formato grupal Mas além desses projetos que tinham como foco Central né primário desenvolvimento das habilidades sociais a gente também vem desenvolvendo a
nível individual pegando a o campo das habilidades sociais e o desenvolvimento de habilidades sociais como uma ferramenta secundária ao processo psicoterápico né como algo base muitas vezes para poder dar alguns encaminhamentos E aí nesse sentido de forma complementar ao processo psicoterápico num forma mais individual tá então vocês também estão trabalhando habilidades sociais no atendimento individualizado Sim Sim muitas vezes há uma necessidade da gente ao longo da psicoterapia desenvolver algumas habilidades importantes até como forma de manejar as queixas né então por exemplo dá um exemplo para mim isso isso é um exemplo importante uma queixa que
vocês vocês perceberam claramente que precisava também envolver treino de habilidades sociais isso é muito importante sim então uma queixa bem básica que aparece muito a o desenvolvimento por exemplo de alguns sintomas de ansiedade onde o adolescente muitas vezes ele começa a apresentar uma queixa Clínica e quando a gente vai ver o que tá por trás dessa dessa queixa Clínica dessa manifestação Clínica é uma dificuldade que ele tem por exemplo de se colocar em alguma situação ou de manejar alguma relação interpessoal então muitas vezes uma dificuldade de expressar aquilo que ele gostaria de fato de dizer
um não frente a alguma situação isso vai se acumulando né vai muitas vezes quando a gente vai pegando os desdobramentos dessa dificuldade tá lá na ponta né do Iceberg como uma ponta lá a a a manifestação de uma ansiedade de dificuldades diversas que quando ele chega na psicoterapia ele chega Por meio dessa dificuldade né então eu costumo brincar e dizer assim ele não vai chegar e dizer eu vim porque eu tenho um repertório de habilidades sociais prejudicado né que eu preciso melhorar o que é mais palpável o que é mais concreto de se ver são
as dificuldades diversas é uma ansiedade é uma dificuldade muitas vezes até relacionada ao sono né E aí quando a gente vai ver essa dificuldade do Sono tem já é um desdobramento de uma outra dificuldade de uma outra quando a gente vai nesses desdobramentos chega lá no Ponto Central que é a dificuldade de se posicionar por exemplo muito bom muito bom shir nós costumamos sempre entender você também né que as dificuldades interpessoais podem ser sintoma pode ser efeito e pode ser um correlato alguma coisa que tá aí relacionada com a queixa Clínica no caso de vocês
vocês vocês você acha que você tem encontrado mais qual desses três grupos ah na prática a gente tem identificado mais correlato com queixas clínicas né vez muitas vezes é difícil né estabelecer essa relação de causa efeito saber se realmente é causa ou efeito muitas vezes não é muito simples mas certamente tá relacionado e quando vocês trabalham as habilidades sociais desses adolescentes Qual é o impacto na vida deles me dá um ex concreto que você esteja lembrando de algum adolescente que vocês atenderam trabalharam bastante com habilidades sociais isso gerou impacto na vida dele tá Ah eu
lembro de um caso que ficou bem emblemático que traz o desenvolvimento e a melhoria desse repertório como algo Libertador que foi ess inclusive o termo utilizado pela mãe da adolescente quando ela diz que a partir da participação da filha no desenvolvimento ela participou de um grupo né de desenvolvimento de habilidades sociais o quanto isso foi Libertador pra filha onde ela começou a fazer coisas que até então ela não fazia e ela começou a se lançar em situações que até então para ela seria um ponto de dificuldade né muitas vezes que envolv ex exemp um exemplo
de situação Ah um exemplo de situação de participar de um grupo por exemplo geralmente ela se isolava muito e ela não se colocava nas situações e deixava muitas vezes de vivenciar situações eh típicas né E rotineiramente vivenciadas por adolescentes na mesma faix etária que ela e aí após a passar pelo treinamento a mãe fala que ela eh se lançou né que ela se libertou daquela prisão né que ela tinha que muitas vezes por medo pela ansiedade que gerava por não saber como atuar naquele contexto Então esse é um dos pontos que acaba sendo De grande
valia né quando a gente pensa no treinamento de habilidades sociais que seria ensinar estratégias efetivas para que o adolescente ele possa atuar naquele cenário que ele possa interagir com certeza com certeza Shirley me fala uma coisa vocês têm atendido mais eh adolescentes do sexo masculino ou do sexo feminino com dificuldades interpessoais o que chega no geral com a maior frequência são indivíduos de forma geral do sexo feminino né mas aí é o que chega porque tem outras variáveis envolvidas né muitas vezes é aquela que chega em casa que relata que está mais aberta a Se
permitir né Ir para o processo então tem esse ponto essa variável que acaba influenciando muito bom Shy e uma outra coisa importante então que a gente que eu queria conversar com a Shirley é sobre os materiais os recursos que a Shirley tem desenvolvido a Shirley eh tem uma um histórico aí de criar materiais de criar criar ou aproveitar usar muito recursos multimídia usar recursos visuais usar histórias usar filmes Então fala um pouquinho sobre esse pedaço ch certo a a necessidade mesmo na prática Clínica levou a pensar em como a gente poderia a elaborar alguns recursos
ou Aproveitar alguns recursos recursos audiovisuais no sentido de aproximar do público que a gente atendia né do público adolescente E aí veio a própria necessidade de trabalhar com músicas com vinhetas de séries de filmes de animações diversas e de pensar na elaboração de materiais que trouxessem essa representatividade do que os adolescentes vivenciam de situações diversas que ah faziam parte do universo deles Então a partir dessa necessidade que a gente foi percebendo que a inclusão desses recursos audiovisuais de alguma forma favorecia um maior engajamento dos Adolescentes nas intervenções então eles cavam em participar Então me dá
exemplos aí eu sei que você criou uma porção de coisas criou história história quadrinho Então mostra aqui para pro pessoal que tá todo mundo querendo ver o que é que a shiry aprontou o que que ela fez vamos lá o primeiro deles que eu costumo dizer que é o filho preferido o filho mais velho eu lembro foi da época do seu pós-doutorado na o fcar Né isso que aí foi o livro assertividade na adolescência esse livro ele parte da proposta da gente poder fazer uma psic educação sobre assertividade com uma linguagem acessível para esses adolescentes
falando não apenas sobre a distinção entre os estilos de comportamento passivo assertivo e agressivo Mas também de poder trabalhar algumas questões que estão envolvidas no desenvolvimento da classe assertiva por exemplo os direitos eh interpessoais né então de apresentar esses direitos e de ver a aplicabilidade desses direitos em situações diversas vivenciadas que faem sentido para eles então dá dá uma folhada aí que o pessoal quer ver dentro dentro do L é a princípio a gente pensou né Em algumas situações que de alguma forma ele começa abordando a questão da importância do dizer sim e do dizer
não e como isso é difícil né para muitas pessoas principalmente nessa etapa da adolescência onde vem uma série de receios e de fatores cognitivos influenciando aí do tipo se eu disser não então será que eu ainda vou continuar com essa amizade como é que será que eu vou ser visto então a gente começa a falar sobre essa necessidade né que aí é uma das subclasses da assertividade que é o posicionamento dizer não por exemplo E aí a gente vai a partir de uma historinha representada pelos personagens Bruno e luí onde luí representa um estilo mais
passivo e o Bruno estilo agressivo a gente vai envolvendo né o leitor no sentido de ajudar o Bruno e a Luísa para lidar com diversas situações em que o dizer não vai ser exigido e como fazer também para um sim né porque nem sempre dizer sim também vai ser fácil então todas as os comportamentos apresentados eles vão ter consequências Então como fazer para que o adolescente ele possa avaliar as consequências desse posicionamento e principalmente expressar desagrado diante de algumas situações e recusar pedidos abusivos que é o foco do material tá que é a expressão de
desagrado e recusa de pedidos abusivos maravilha eu gostaria depois que você me passasse a referência completa para eu deixar aqui na legenda para as pessoas que quiserem adquirir tá tá disponível na internet né sim sim algum em alguns canais ainda porque a princípio ele tá eh esgotado Mas ainda tem alguns canais ainda consegue tá tá E você tava falando eu te interrompi você tava falando de alguma outra coisa do livro O que que é isso que são os exercícios práticos de favorecer que o adolescente pense a partir da história estímulo as questões da própria vida
favorecendo um desempenho a partir de exercícios que o material propõe tá que é algo bem importante de colocar esse adolescente na situação de desempenho perfeito chir seus alunos devem adorar usar tudo isso né Sim gosto maravil d a facilita né qual outro material chir que mais que você trouxe aí para mostrar pra gente Esse outro que é o solução de problemas interpessoais na adolescência né avaliando possibilidades para tomada de decisão que foi uma parceria também com o Ludmila Rodrigues e com a professora Luciana Carla lá da Usp Ribeirão em que a nesse sentido vai também
a Na tentativa de psicoeducar sobre a habilidade de solução de problemas interpessoais até porque muitas vezes para solucionar problemas interpessoais vai exigir da acertividade então a gente percebe a relação entre as classes de habilidades sociais a importância da gente pensar sobre essa interdependência entre as classes Principalmente quando a gente vai delinear uma intervenção então assim ah eu vou trabalhar assertividade nunca é só assertividade né porque tem as classes que vão ser pré-requisito para o desenvolvimento dessa classe assertiva e no caso de solução de problemas interpessoais tá bem alinhado com assertividade E aí nesse contexto da
adolescência Muitas vezes os adolescentes eles trazem os dilemas vivenciados e alguns problemas de relações interpessoais vivenciados nessa etapa em que eles estão tentando se inserir num determinado grupo ou já fazem parte de um grupo e começam a vivenciar algumas dificuldades aí nessa relação tá E aí para isso precisam tomar decisões né vocês chegaram a pegar a questão de tomada de decisão muito séria na adolescência que é o que eu vou ser quando crescer o que que qual vai ser a minha escolha profissional qualquer coisa nessa linha sim inclusive teve uma aluna que ela desenvolveu todo
um protocolo né foi o TCC dela eh em relação é isso que eu vou ser quando crescer justamente com o foco na escolha profissional né o quanto o desenvolvimento de habilidades sociais isso poderia favorecer essa tomada de decisão aí até porque muitas vezes nessa situação de escolha profissional muitas vezes a gente percebe a interferência dos pais ou responsáveis né em relação à escolha profissional para o mal né exatamente né A princípio com a intenção de ser para o bem porém nem sempre isso vai ser tão benéfico assim e aí vem a importância desse jovem ele
começar a se colocar a impor de de fato quais os seus desejos nessa escolha né O que que ele gostaria de ser de fato é tem muito a ver com a afirmação de identidade também porque afinal de contas é uma decisão que vai afetar a vida da dele e que ele precisa estar muito consciente disso esse ess essa questão de escolha profissional e habilidades sociais é uma coisa muito importante mesmo chir que bom eh seria legal também a gente ter a a a referência da monografia que você tá falando tá aí talvez as pessoas perguntam
a gente coloca por aqui tá que mais que você mostra aí pra gente e por fim só uma coisa esse livro de solução de problema dá uma folhada assim pra gente ver que como que ele é ele também é ilustrado também todo ilustrado né tem as a história estímulo e as atividade depois para favorecer que o adolescente ele pense na aplicabilidade daquilo que foi apresentado então todos os materiais eles vem não só no sentido da psicoeducação mas também no sentido de propor questões práticas que o adolescente ele possa a partir do manejo aqui das situações
apresentadas implementar no dia a dia gente eu preciso falar uma coisa para vocês que eu esqueci de falar no começo a é a nossa parceira no Instituto dopr e nós já estamos aqui conversando sobre uma disciplina ou um curso a gente vai ver o que que ela pode fazer também de habilidades sociais dentro do Instituto del pret como complemento da formação de vocês que estão fazendo cursos dentro do Instituto e também aberto para outras pessoas então ch isso é muito bem-vindo tá que mais você trouxe pronto o mais recente que é a caixinha né com
100 cargos assertividade na adolescência para avaliação e essa caixinha ela tem um um diferencial que eu costumo dizer que todos os cards que compõe a caixinha eles são divididos em três categorias e foi baseado no desenvolvimento de Pesquisas desenvolvidas Né desde 2007 ah com o público adolescente então todas as situações por exemplo são cartinhas em três categorias né tem as cartinhas das situações da avaliação do desempenho da frequência de aação daquele desempenho e avaliação dos critérios de competência social então por exemplo na cartinha situação né evito participar de situações em que preciso falar o que
penso e aí o adolescente ele vai avaliar Com que frequência isso acontece e depois a gente vai favorecer que ele avalie o quanto o desempenho que ele teve diante daquela situação contribuiu para para melhorar a qualidade da relação por exemplo para favorecer que ele alcançasse os objetivos dele na relação que ele tinha estabelecido ali ou seja os critérios de competência social aí previstos né na literatura e tão importantes da gente contemplar no momento em que a gente tá avaliando o repertório de habilidades e favorecendo o desenvolvimento né Desse repertório Então os cardes Eles foram desenvolvidos
a partir de situações trazidas pelo público adolescente no trabalho não só com os adolescentes mas também com os pais né de pesquisa em que esses adolescentes eles traziam as situações comumente vivenci e a partir dessas situações a gente estabeleceu uma relação com mais de 80 situações abordadas essas situações elas foram ah colocadas para avaliação de Juízes que são peritos ou especialistas no campo das habilidades sociais que avaliaram todas as situações de forma que as situações de fato a gente pudesse garantir a partir dos índices de né estatísticos que são situações representativas da assertividade a partir
do nível de concordância entre esses juízes n perfeito gente olha eu queria destacar uma coisa chir eu acho muito importante isso que você acabou de falar tá você tá fazendo uma coisa que é no sentido de prática prática terapêutica de prática de habilidades sociais mas ao mesmo tempo tá articulando isso com o processo de pesquisa a pesquisa e a prática tem que ficar muito muito alinhadas quer dizer não é só eu tirar da minha cabeça e ir lá fazer uma listinha de coisas pros adolescentes não Ela tá toda embasada Numa pesquisa num levantamento de situações
difíceis pro adolescente e a partir daí sim o um atendimento que tem a ver com critérios de competência social com avaliação de habilidades sociais com o referencial teórico prático da área então isso daí é muito só quero destacar isso certo então a partir do estabelecimento né dessas situações para avaliação do Repertório né da assertividade dos Adolescentes a gente utiliza esse recurso como um ponto né de apoio para poder caracterizar esse portfólio para caracterizar as habilidades de forma geral e principalmente a habilidade assertiva que é o foco principal do recurso Ah que vai dos 12 até
a os 17 anos a gente pegou situações que cobririam eh essa faix etária tá fase inicial da adolescência quer dizer porque hoje a adolescência a gente fala em adolescência tardia também né que vai até 25 anos mas essa é a fase que tradicionalmente se considera como adolescente né então que mais tem mais alguma coisa que você quer mostrar Shirley pronto não tem um só que eu vou falar apenas sobre ele que a escala de avaliação das habilidades assertivas também para adolescentes essa escala ela já foi publicada a primeira etapa que foi a validação eh de
conteúdo e a validação semântica e em breve vai ter a publicação das pranchas com situações também tudo ilustrado onde a gente vai poder de fato caracterizar o repertório de habilidades assertivas né como é que está a assertividade do público adolescente a partir dessas situações ilustradas e que também são representativas desse universo aí em breve Public eu fico muito feliz eu acho que quem tá assistindo aqui vai ter mais perguntas eu vou deixar o contato da shiry eh gostaria que vocês que estão assistindo Eh por favor fiquem muito à vontade para fazer perguntas eu encaminho paraa
chiley a ch também vai acompanhar e a gente pode continuar respondendo perguntas sobre habilidade social em particular assertividade na adolescência onde a Shirley é especialista e eu queria também perguntar PR shiry agora que outros projetos aí que ela começou falando no começo que ela tá pensando que ela tá encaminhando Fala aí certo o projeto que a gente tá desenvolvendo né aqui o o novo projeto é com o público de estudantes universitários justamente porque que cada vez mais cedo né esse jovem ele tá ingressando no contexto Universitário então eu costumo dizer eu tô continuando muitas vezes
trabalhando com os adolescentes né porque indivíduos com 17 anos ingressando nesse cenário Universitário e a gente vendo o impacto desse ingresso muitas vezes até precoce na saúde mental e no eh na adaptação acadêmica no próprio desempenho acadêmico ao longo do curso Então isso também foi a partir de uma necessidade que a gente foi percebendo que a gente foi identificando aí de demandas que chegavam lá na clínica escola que envolviam né o repertório de habilidades sociais e situações vivenciadas no contexto acadêmico no contexto Universitário que muitas vezes ah impactavam na vida de forma geral né desses
desses estudantes E na saúde mental gerando um sofrimento e quando a gente ia tá vendo muitas vezes o quanto a melhoria desse repertório poderia ser um fator preventivo para o adoecimento ou muitas vezes otimizando a forma dele manejar algumas situações que ele ven a vivenciar nesse cenário acadêmico aí em relação a por exemplo Como lidar com a figuras de autoridade né A questão do professor em si muitas vezes como como vivenciar aí essas questões nesse cenário aí que muitas vezes era um ponto de dificuldade né acaba sendo um ponto de dificuldade para esses universitários a
própria questão de relações interpessoais com os colegas diante das demandas de apresentação de trabalho eh falar em público comunicação de forma geral e diversos conflitos que eles precisavam solucionar e tomar algumas decisões né ao longo do dos 5 anos 4 anos de curso que Eles teriam aí e é bem interessante Chile porque a gente eh pensa assim bom tem os alunos de Psicologia que tem os professores como você por exemplo que é uma professora de psicologia da UFPB e que também trabalha com habilidades sociais eu vi a quantidade de alunos que você tava que estavam
com você lá na na no Congresso Então não é só eh os alunos de Psicologia de certa forma tem um respaldo mas a maioria dos alunos não tem não tem nada especialmente alunos de áreas exatas ou de áreas que não estão não t eh biológicas por exemplo que não tem eh cursos por exemplo de psicologia na sua formação e aí Eles continuam com essas dificuldades mas eles precisam também dessa assistência essa foi sempre uma preocupação muito Nossa inclusive nós começamos aí na UFPB a trabalhar a questão de habilidades sociais dos Universitários Você lembra a gente
tinha aqueles trabalhos com psicologia e comparando com serviço social com Engenharia mecânica com outras áreas e esse tipo de trabalho ele é muito importante ele continuou a minha impressão é que a vida inteira eu trabalhei com esses adolescentes com os adolescentes tardios da Universidade por quê Porque a gente trabalhou o tempo todo não só com aluno de Psicologia mas com alunos de outros cursos também E é isso que você tá fazendo que Agora continua reforçando é muito importante eu gosto desse trabalho eu acho que eh vai ser um uma contribuição bastante grande Ô shirle conta
para mim assim alguma coisa mais ligada à formação dos alunos Como é que os alunos que você está formando estão recebendo essa formação em habilidades sociais certo bom a formação em habilidades sociais aqui ela ocorre a partir de diferentes frentes por exemplo tem uma disciplina optativa que uma vez eh ao ano pelo menos eu oferto que é avaliação e desenvolvimento de habilidades sociais então nessa disciplina os alunos eles TM a oportunidade eh na primeira unidade de conhecer né o todo o aporte teórico os principais conceitos envolvidos no campo das habilidades sociais na segunda unidade a
gente foca nas estratégias e recursos avaliativas né Por que é importante avaliar o que fazer como fazer para avaliar e caracterizar o repertório de habilidades sociais em diferentes grupos grupos e a terceira unidade que a gente vai para o desenvolvimento de habilidades sociais ou seja e essa terceira como é que você faz tá a gente discute recursos técnicas e procedimentos e principalmente a questão do método vivencial no campo das habilidades sociais onde os alunos eles são convidados a a ter uma prática a conduzir vivências né E a gente vai discutindo então tem Role Plays tem
uma série de tratégias que a gente utiliza para que o aluno ele possa assumir esse protagonismo e de fato vivenciar a aplicação daqueles conteúdos que foram discutidos ao longo da disciplina essa é uma uma via de Formação as outras vai no sentido do desenvolvimento de projetos de extensão e de pesquisa que a gente vem desenvolvendo também que aí tem o grupo interações que eu falei a princípio que tem o foco de desenvolver habilidades sociais no contexto clínico então nessa extensão A gente também discute aspectos conceituais ah geralmente a gente avança um pouquinho porque muitos dos
alunos que vão já tê cumprido né a disciplina e aí facilita e a gente vai focar bem na prática como é que eles conduziriam o treinamento de habilidades sociais Então a gente vai para essa formação onde muitas vezes as sessões elas vão sendo gravadas a gente faz todo o treinamento de como conduzir uma vivência e a a própria condução na prática é gravado onde eles possam a partir do vídeo feedback reavaliar o próprio desempenho e e aprimorando as habilidades na condução desses grupos tá perfeito além da iniciação científica que a gente também desenvolve alguns projetos
principalmente no estabelecimento de Protocolos de intervenção e na validação e elaboração né elaboração e validação de instrumentos avaliativos tanto para adolescentes como para o público Universitário como o projeto que eu citei que vem sendo desenvolvido junto com a professora Adriana Benevides né em parceria também ah no sentido de desenvolver instrumentos que o psicólogo ele possa utilizar em sua prática perfeito uma pergunta Shirley você tá preparando os profissionais de Psicologia para atenderem e promoverem habilidades sociais eles chegam ao Universidade com dificuldades interpessoais sim chegam sim e muitas vezes eles relatam isso Às vezes isso é inclusive
o motivo que faz com que eles busquem os projetos ou a própria disciplina né como uma forma eu queria perguntar para vocês Existe algum momento em que você faz programa de habilidades sociais com eles visando o desenvolvimento interpessoal deles ou projetos é que acaba eles acabam aprendendo ao ao ao buscar atender demandas de outros ou há um momento específico tá a princípio a seria estava sendo né a participação nos projetos só que a gente foi vendo a necessidade de estruturar de fato algo em que pudesse ser mais direcionado para eles para que eles possam de
fato se beneficiar Mais e aí é isso que tá sendo sendo organizado atualmente em que esses esses adolescentes esses estudantes eles possam participar desses programas no sentido de melhorar o próprio repertório até pensando na importância disso paraa atuação né perfeito porque eu sempre entendo não sei acho que você deve concordar também que a formação pessoal interpessoal socioemocional ela é a base paraa promoção de tudo isso ISS no outro no cliente no né na atuação profissional e tudo mais então porque também é uma coisa que a gente sempre trabalhou né a gente sempre começou com esse
programas de desenvolvimento do aluno e depois os alunos se envolviam então iniciação científica projetos de extensão etc etc como você vem fazendo então eu fico muito feliz que você tá aí abarcando toda essa complexidade e buscando realmente criar um núcleo de Formação em habilidades sociais forte na UFPB fico muito feliz com isso viu Shirley eu acho que é tá de parabéns eu acho que é um trabalho relevante muitas pessoas Acho que vão começar a procurar você agora a partir daqui também me fala uma coisa então o que mais que você gostaria de de apresentar de
falar nessa nossa Live porque é uma live que a gente tentou fazer lá no finalzinho do Cis mas não deu M certa questão técnica e tal e estamos fazendo agora mas tem mais alguma coisa que você gostaria de dizer ah não a única coisa que eu gostaria né de fechar essa minha fala seria falar da importância que tem a gente pensar em ações no sentido de aplicar os conhecimentos do campo das habilidades sociais nessa promoção de saúde de forma geral o quanto que isso tem sido positivo e o quanto que isso é importante né cada
vez mais a principalmente a partir dos resultados dos relatos muitas vezes dos sujeitos que participaram Em algum momento ou outro seja na condição de paciente seja na condição do aluno que tá ali conduzindo e se apropriando um pouco desses conhecimentos e aplicando na própria vida a diferença que isso faz na vida e a importância que isso tem pra saúde emocional né dessa pessoa então eh só reafirmar a importância desse conteúdo e como é importante que o profissional ele possa de fato se aperfeiçoar buscar né uma formação na área para que possa de fato aplicar todo
esse conhecimento né baseado em evidências aí na sua atuação na sua prática Considerando a relevância que isso vai ter perfeito e eu acho que os alunos que estão na UFPB hoje e têm o prazer de ter essa formação eles são privilegiados é bom que a gente diga isso porque eu tô com o curso online né porque a maior parte das Universidades não traz toda essa formação pros alunos Então os nossos alunos online eles estão tendo ess esse acesso essa formação que é fundamental tava conversando com o Vicente cabo e perguntei para ele sobre a formação
dos alunos e de psicologia em habilidades sociais ele falou que mesmo na Espanha ainda são poucas as Universidades que fazem isso e todos nós reconhecemos essa importância né chirley o psicólogo é um um profissional de saúde e a saúde precisa do campo das habilidades sociais então Chile parabéns pelo núcleo que você tá fortalecendo cada vez mais na UFPB Parabéns aos alunos que estão fazendo todo esse trabalho também e agora a gente a gente vai encerrar por aqui né Mas a gente continua aberta a chiry vai voltar mais adiante com o curso com alguma coisa aí
para os alunos todos online também no instituto delprat tudo bem Shirley eu queria que você se despedisse foi um prazer enorme ter você por aqui ah O prazer foi todo meu né falar sobre habilidades sociais sobre as práticas desenvolvidas para mim sempre uma grande satisfação Agradecer o convite e agradecer mais uma vez né sua participação em minha formação sua contribuição aí para que hoje esses projetos eles pudessem estar sendo desenvolvidos viu Poa Que bom ch Eu gosto muito de ver isso cada vez que um aluno meu voa É como se eu voasse junto é isso
eu gosto muito fico muito feliz viu muito obrigada chir olha um abração para você e a gente vai se falando ok tchauzinho