lá de de Piracicaba. Você vê o vacilo que eu dei. Eu ainda não tinha experiência na negociação.
Eu ofereci cerveja pro ladrão. O ladrão me deu uma dura, mano. O ladrão falou: "Você é louco.
Eu não vem aqui fazer amigo não. Não vim aqui não. Tô aqui de de baratinho, tipo de conversinha.
Eu vim aqui fazer negócio. Eu não bebo quando eu tô trabalhando. O bicho O bicho era o dono do morro, mano.
>> Dono do morro foi o ladrão que eu tive mais medo na vida. >> É mesmo? >> É mesmo?
É mesmo? >> Mas você tava lá como infiltrado, como bandido. Eu >> eu tive tanto medo desse ladrão.
>> Conta aí esse daí que eu não sei desse daí. Fala aí, conta aí, conta aí como é que foi esse ladrão aí. Eu tive tanto medo desse ladrão que quando ele me apavorou na mesa, eu não falei que eu era ladrão, eu falei que eu era bunda mole.
Essa essa ocorrência foi o seguinte, cara. A gente tinha um foco de querer pegar fuzil, >> certo? >> Certo.
Porque quem tava resgatando os presos e matando polícia tava de fuzil. Você andava nas comunidades, tinha metralhadora, pistola e revólver, não tinha fuzil. Então tinha o que que tava acontecendo em São Paulo, algumas poucas quadrilhas muito estruturada, organizada, tavam já num nível de ter fuzil.
Fuzil era muito raro e muito caro. Então, se a minha missão era pegar essas quadrilhas, eu tinha que ter um foco em fuzil, certo? Então, como como já tinha um tempo que a gente tava infiltrado e não vinha nada de fuzil, a gente tava dando uma par de cana com um monte de arma, mas sem fuzil.
Eu falei, vamos, vamos tentar o inverso. Vamos jogar no sistema que nós temos fuzil para vender. Quem vir para comprar é quadrilho estruturado.
O cara, o, o ladrão pé de chinelo, não vai comprar fuzil. Fuzil, tipo, era coisa de 100 cono. Hoje você vai comprar um fuzil bom, é 80 pau no Mercado Negro.
Entendeu? E eu joguei num presídio, falei, falei para um ladrão, falei: "Ó, você vai no convívio, você vai falar que você tem 30 fuzis para vender. " Eu já joguei um número alto que eu falei assim, ó: "Quem comprar 30 fuzis faz aí 30 x 80.
000. Quanto que é isso em dinheiro? Que ladrão que tem isso, entendeu?
Falei, vamos fazer, vamos fazer esse teste. Joga no sistema. que nós temos 30 fuzis para vender, ver se alguém abraça, mano.
Deu dois dias, os caras ligaram, ó, tem dois irmãos aqui que quer comprar os 30 fura. Falei: "Mas como assim? " Falou: "É, os caras vão passar o contato aí de fora que vai comprar".
Eles estavam tudo presos no mesmo raio. Eles estavam tudo preso no mesmo raio. O que que aconteceu?
Eu falei: "Ó, então beleza, temos aqui para vender. " Mas eu não sabia nem quem queria comprar, eu não sabia nada. Só sabia que uns caras se habilitaram para querer comprar 30 fuzis.
Eu tinha 30 fuzis, >> não, eu tinha um que eu trabalhava com ele, >> só tinha ele. Eu peguei, liguei pros caras, me passei por vendedor de fuzil e os caras falaram: "Ó, irmão, é o seguinte, nós vamos comprar essa parada toda aí, só que vai ser lá em Piracicaba". Eu: "Tá bom.
Só que eu não sabia nada, não conhecia Pirascaba. Nós somos para Pirascaba antes e escolhemos um lugar, era um posto de gasolina na frente de uma obra de prédio. Por que que eu escolhi aquele lugar?
Porque eu nós conseguimos esconder todas as viaturas da rota. O tenente Racort ficou de capacete de pedreiro e e jaleco de pedreiro. E o meu pelotão que era o dele, né?
Eu já tava fora, ele assumiu tudo lá. O pelotão inteiro de de pedreiro, sabe? Esses jalecos de pedreiro?
Eu olhava, mano, do posto pelotão todo assim, ó, mano, de pedreiro, olhando assim da do prédio, a gente lá no posto e as barcon escondida lá dentro. E nós suomos 4 horas da manhã para ninguém ver rota chegando lá, porque você imagina rota chegando em Pirascaba, não tem rota lá. O crime ia saber que rota tava lá, tinha alguma coisa estranha.
Então, para não queimar a negociação, a gente chegou 4 da manhã. Quando deu 10 horas da manhã, eu liguei pros caras, falei: "Ó, chegamos, nós estamos num posto na rua tal, tal. Se vocês quiser, pode colar aí".
Aí estamos eu e mais dois sentado num barzinho do posto, dois sargentos psicótico de frentista na bomba e o céu tinha que a gente tinha viatura. Que que eu fiz? Eu peguei o meu fuzil da PM, peguei do Eepox, passei no brasão da PM até secar.
Quando secou e ficou lisinho, eu peguei uma caneta Bic preta, fiquei esmagando a tinta e eu ia com algodão deixando preto. Ficou Jeg pr Sabe esses carros que você parece que o pizsaiolo que fez? >> Ficou igual.
>> E eu tinha uma bag azul de calibre 12 grandona, que a gente enfiou aquele fuzil ali e fechou a bag e meteu no porta-mala do Celta. Esse era um dos 30 fuzis que eu falei que eu tinha. Só tinha ele.
Vem esse. Você lembra aqueles cortes zetec? Pô, naquela época o Zetec só boy tinha.
Parou, desceu dois caras, um branquinho de cavanhaque, cara que você olha para ele, você fala assim: "Não rouba nem no truco". boizinho e um cara já meio mais moreno assim, quase negrão, moreno com cara mais velho, uns 30 e poucos anos, sério. E a gente já tinha colocado uma cerveja, uma porção e estamos sentado lá, os caras chegaram, ô firmeza, pá, pá, sentaram.
Quando sentou, esse, o mais novinho, começou a trocar ideia e o o antigão ficava assim para mim, ó, mano. Não, nem piscava. Falei: "Caralho, filho".
Aí eu falei para eles, falei assim: "Ô, meu, pedi um copo aí para vocês tomar uma com a gente". O cara falou: "Mano, eu não vim aqui fazer amigo, não vim. É o o mais velho".
Falou: "E não vim aqui fazer amigo, não vim aqui ficar de conversinha, que vim aqui fazer negócio e quando eu tô trabalhando eu não bebo. " Eu: "Não, beleza, então não pede nada, quer alguma coisa? " O cara falou: "Não, po, fica, fica em paz, vamos trocar ideia".
Mas sério, meu, me fitando, eu fui, eu fui ficando todo cagado de medo. [risadas] Juro para você, mano. Juro, juro.
Ai, car. >> Eu falei que [ __ ] mano. Aí ele pegou e virou para mim e falou assim: "Ô, meu, é o seguinte, a caminhada já tá já, a ideia já foi dada lá dentro.
Meus parceiros que tá lá dentro já falou qual é que é. Mas eu quero saber da onde que você vem, mano. Da onde você é do crime?
Falou para mim. Eu eu tinha preparado uma ideia de crime das outras fitas que eu já tinha participado, mas eu dei uma tremida, cara. Eu virei para ele e aí que eu falo que é Deus iluminando a gente quando tem um propósito de algo que é justo e que o cara merece se [ __ ] entendeu?
O cara é criminoso do mal mesmo e ele tem que tomar. Porque vinha essas coisas na minha cabeça na hora, mano. Eu não, eu não tinha isso preparado.
Eu virei para ele e falei assim: "Meu, eu não sou do crime". Até o polícia que tava comigo já, ele falou: "Como que é? Você não é do crime?
" O rapaz lá dentro falou que falou. Falei: "Não, deixa eu explicar real para vocês. " É o seguinte, o meu patrão, o meu patrão, ele era dono de transportadora e ele quebrou, quebrou na emenda, ficou zoado.
Que que ele fez? Ele começou a ir lá pro Paraguai e trazer nos caminhão munição e de e de pistola e revólver e começou a vender tudo igual água. Aí ele começou a trazer metralhador e fuzil e tá vendendo, mano.
Tá arrebentando de vender essas porras. Só que a gente vende isso só pro crime, mano. Colecionador.
Porque se polícia souber, nós se [ __ ] Aí ele pegou e falou assim: "Ah, então você não tem passagem na você não tem caminhada no sistema, nada? " Falei: "Não, mano, eu sou trouxa". E outra, meu, meu patrão que tem uns contatos aí, não sei nem como é que ele chegou em vocês aí, mas eh é desse jeito, nós estamos trazendo e vendendo, mas também se você não quiser, eu falei: "Não, não, vamos conversar".
Aí ele virou pro toco e falou assim: "Vai lá ver a peça". Aí eu levantei e fui com o toco no carro. Quando eu abri o porta-mala, ele abriu a bag, ele catou o fura, ele falou assim: "Pô, caraca, mano, que [ __ ] é essa?
" de dobrar. Ele pegou, só que ele não tirou do Celta, ele mexeu lá dentro, falou: "É essa [ __ ] de dobrar, mano". Tirou o carregador, olhou: "Caraca, mano, é 556".
Eu falei: "É". Aí ele colocou, ele ele falou assim: "Mas, pô, é difícil ver isso aí. Olha o que eu inventei, mano.
Olha que eu tô falando para você, cara. Era Deus. Eu falei assim: "Não sabe o que que é, mano?
Nós estamos comprando essas porras aí dos cara das FARK. E os caras das FARK, eles salta de para-queda na selva. Por isso que precisa ser o de dobrar para saltar de para-queda.
O cara é isso mesmo, mano. E vou falar uma parada para você. >> Esse aqui é filé para cair para dentro de banco, mano.
Eu vou fazer fita de banco com essa [ __ ] aqui. Eu nem sabia nesse momento que ele era ladrão de banco. Depois eu vou te dizer como é que eu soube.
Aí eu falei: "É, mano, é do jeito que você quiser. Pode comprar. " Ele fechou a bag, fechou, voltou pra mesa, pimpão, colou no antigão, falou assim: "Pode comprar tudo, filé, filé, pode comprar".
Aí o cara virou para mim e falou assim: "É isso mesmo, tá fechado, os 30 é meu, nós vamos trazer o que vocês pediram e o dinheiro. " Porque a gente sempre falava o seguinte, que o patrão era, gostava para ver se os caras era do tráfego, porque se a gente fica na negociação só com dinheiro, um advogado qualquer ia chegar para nós e falar assim: "Ô, pera aí, eh, foi um flagrante forjado. " Então a gente na negociação no telefone já emendava negócio de tráfego para configurar realmente que os caras era do crime organizado e os caras oferecia pasta pura, cocaína, o que você quisesse.
Os caras era patrão no tráfico, entendeu? E aí nessa negociação um pouco vinha em droga, um pouco em dinheiro. A maioria em dinheiro, né?
Mas um pouco em droga. Aí ele virou para mim e falou assim: "Ó, à tarde a gente liga e diz onde vai ser o negócio. " Eu: "Como assim?
" Não sei se não trouxeram ele não. Você é louco. Não conheço vocês, rapaz.
Nós vamos dar o lugar nosso agora para fechar o negócio. Falei: "Tá bom". E os caras saíram, saíram.
Nós olhamos os dois meu psico até o até o limite que tava de frentista, os cara assim, ó. E nós, tipo, os caras tá indo embora, a gente deixou. Os caras saíram.
>> O [ __ ] tá de pedreiro me matando, [ __ ] >> Aí, mano, nós somos para um France Café. Olha só, chegamos no France Café, só tinha feed boy lá, né? Eh, gente chique e tal.
Sentamos cinco, cinco cara de louco, >> de estamos com o diabo no corpo, né? Aí sentamos lá os caras, "E aí, chefe? " Eu falei: "Pô, Ramando, foi ferrou, né, cara?
Porque os caras vão marcar outro lugar, nós não sabemos onde é a rota não pode sair do do da obra, senão vai alastrar. " Falei: "Meu, o que vocês quer fazer? " Os cara, chefe, na moral, se esses caras vem realmente com esse dinheiro, com essa droga para catar 30 fuzis, esses cara não é pé de chinelo, mano.
É patrão. Eu falei: "Não, isso aí eu já me liguei". Falou: "Então, ou a gente vai com tudo, tudo ou nada, a gente não pode dar um vacilo, porque vamos estar só nós cinco sem retaguarda.
" Porque se for pra gente ficar meio devagar, tremendo na base, nós vamos tomar, hein? porque os caras devem vir com segurança e o [ __ ] Falei: "Mas fala aí, mano, o que que vocês quer? " Aí um virou e falou assim: "Da minha parte é: vamos com tudo para cima, que isso aí é filé, os caras que a gente quer pegar".
Aí o outro, demorou, demorou. Falei: "Ah, mano, se vocês querem também quero, tamo junto". Então, vamos.
Aí eu liguei pro Racort, falei para ele: "Mano, vai ser daqui duas horas em outro lugar". Ele: "Onde é? " Eu falei: "Então, os caras vão falar na hora".
Ele falou: "Aborta". Eu falei: "Não, mano, nós vamos". Ele não, não vai, não vai.
Aí eu falei: "Calma, fica tranquilo, nós vamos dar uma sondada, ver como é que é". Mas ele: "Não, não vai, não vai". Eu falei: "Você não sai daí, cara, que você vai queimar o nosso trampo.
A hora que que eu confirmar, eu te aviso, aí vocês vão para lá". É, mas se for longe? Eu falei: "Não, vai dar certo, fica calma".
Ele tinha medo, né, mano? O cara é meu irmão. Aí eu desliguei e falei: "Vamos só nós".
Aí nós somos, cara. Quando deu 2 horas, o cara me ligou, falou: "Ó, tá tudo aqui, bora, vem na". Ele deu endereço.
Quando ele deu endereço, era numa outra rodovia, um outro posto de gasolina que ele marcou. Quando nós chegamos lá, um postão gigante com 7-Eleven. E era tipo 11 horas da manhã, lotado, bagulho lotado, lotado em pleno dia.
Aí quando nós entramos assim, tava o Zetec parado e do lado um Monza Tubarão. E saiu um negrão de dentro do Seven Lev comendo um cachorro quente desse tamanho assim, ó. Ah, mas o cara tinha a cara do bicho mesmo.
Aí ele falou assim: "Aí, rapaziada, aqui é meu parceiro, veio lá da Baixada". Aí eu já me toquei que ele era da Baixada, que eu não sabia de onde ele era. Falou: "Ó, ele veio lá da Baixada, trouxe o que vocês pediram, bora fechar o negócio aí, vamos buscar as peças".
Aí eu virei porque era tudo, eu não tinha combinado nada disso. Eu virei e falei assim: "Não, pera aí, mano, eu quero ver se vocês trouxeram mesmo. Eu quero ver as ver o que foi encomendado".
Aí ele olhou para mim e falou assim: "Ô rapaz, você é moleque, hein, mano? Bem que você vê que você não é do crime mesmo. Falar uma coisa para você.
Conversa de ladrão não faz curva não. Você pensa: "Tá lidando com quem? " Aí eu falei para ele assim: "Ó, deixa eu explicar uma coisa para você.
Eu não sou do crime, já te falei. O meu patrão, se eu levar você lá e der um desacerto, ele vai me matar. Você tá puto comigo, querendo me matar.
Vou morrer na mão de um ou de outro. Tanto faz. Eu não vou ratear.
A ordem que eu recebi é o seguinte: eu olho o que você trouxe, tá tudo certinho, eu levo você paraa chácara e você pega as outras 29 peças que só tem uma aqui. Falou: "Entra [ __ ] do carro". Aí, aí, cara, eu olhei para os polícia estavam comigo, [risadas] os cara assim, ó.
>> Aí eu entrei, mano. Aí eu entrei no Monza, no passageiro. Ele entrou no motorista, cara.
Ele, ele saiu, tipo, cavalo de pau, acelerando, saiu do posto, foi pra rodovia, entrou à direita, entrou à esquerda e foi até o fim de uma rua assim, ó, sem saída, parou, enfiou a mão embaixo assim aqui no no painel e e o outro dedo ele enfiou naquele negócio que fica no câmbio. Aí apertou, fez assim, os os alofalantes atrás do Monza levantaram. Aí ele falou: "Vai lá olha".
Aí eu fui no meio dos bancos assim, a hora que eu me estiquei, que eu olhei, tava a pacoteira de dólar. e os tijolos de cocaína. Aí eu voltei, sentei e falei: "É isso mesmo, irmão.
Nós vamos ficar rico, nós vamos trazer muito para você". Ele falou: "Tudo que vocês trouxer eu tenho para quem passar, eu compro, eu vendo e nós vamos ganhar muito dinheiro, irmão. Aqui é é tipo assim, ele falou assim: "Aqui é antigo no crime, aqui tem história no crime, aqui não é comédia".
Ele falou alguma coisa assim nesse sentido. Falei: "Bora, vamos pegar. " Aí ele saiu milhão.
Ah, quando ele entrou no posto tava os meus com os dois dele num semicírculo na frente do Sev, cheio de gente. Aí nós desembarcamos, cara. Eu desci no Monza assim, ó, e fiquei olhando no olho dos meus, né?
Aí os cara e aí alemão? Aí eu falei assim: "Então, rapaziada, tá tudo aí. Só que nós não tinha combinado como ia fazer, entendeu?
Ah, mano, um sargento dos meus já pegou e polícia, mano. A hora que ele sacou, os caras sacaram. Aí foi todo mundo sacando.
Só que a gente tava num círculo assim, ó, do tamanho desse estúdio aqui, assim, ó, todo mundo, nós três e eles três. E aí, cara, foi assim, ó, pá, pá, de perto, [risadas] pau, pau, pau. Eu fui atirando assim, ó, indo para trás e escutando os tiros.
E o toco, que é esse de cavanhaque, ele veio com a arma na minha direção, porque eu me joguei atrás do Celta. Aí ele veio, quando ele veio com a arma na minha direção assim, eu já dei nele também e ele deu aquela desabada, a arma dele caiu, eu peguei assim, ele falou: "Meu, o que tá acontecendo? " Eu falei: "Tá acontecendo um [ __ ] ladrão, você não se ligou ainda não?
" Só que ele tomou o tiro, ele já começou a dar aquela molecida e roncada e os tiros, pau, pau. Falei: "Puta que eu abri assim, quando eu abri, eu já vi um tava caído ali baleado e o outro tinha corrido pra rodovia. " Só que ele correu pra rodovia, ele deu de cara com os outros dois meu que tava na segurança e teve uma troca ali.
Então, qual que foi o saldo? Os três morreram. o sapão do cachorro quente, o outro que era o patrãozão que eu nem sabia e esse do cavanhaque.
Só que quando tava tendo os tiros na rodovia, que um desses que correu, não lembro qual dos dois que foi, eu fui chegar lá mais perto na beira da rodovia no posto para ver o que tava acontecendo. E aí eu comecei a escutar uns tiros do lado esquerdo assim, ó, pau. Dava um tempinho, pau.
Aí eu olhei assim, ó, mano, tinha um ponto de ônibus, um cara fardado, PM, ele fazia assim, ó, pau, se escondia no [risadas] Aí ele fazia assim, ó, pau. Aí eu comecei a fazer assim, ó, para, [ __ ] é polícia, porque eu tava paisando. Aí ele, é polícia.
Eu é polícia, [ __ ] Aí ele, ah, bom, esse cara, ele era o tenente que tava de plantão de polícia judiciária. Depois nós fomos apresentar a ocorrência para ele lá, [ __ ] E a rota depois chegou, entendeu? Bom, final dessa ocorrência aí, todo o dinheiro apreendido, droga apreendida.
Nós já tomamos um [ __ ] susto porque quando nós chegamos no DP, o advogado que chegou era um advogado que tava envolvido lá na Baixada Santista num caso muito expressivo. Aí nós falamos: "Mano, para esse advogado tá aqui, esse cara que morreu não é qualquer um. " >> Sim.
Esse advogado advogou pro filho de um jogador de futebol que também era jogador. E aí, mano? Aí a gente assustou.
Aí falou: "Caraca, mano, quando a gente tava ali esperando chegar a perícia, colou uma viatura do GOI e desceu um policial só com teco de orelha e um rasgão aqui assim, ó, todo deformado. Veio e me abraçou todo emocionado. Falou: "Meu, obrigado, irmão Eu não entendi nada, né, meu?
" Eu falei: "Meu, o que tá acontecendo? " Ele falou: "Cara, eu sou tiro aqui do goó e tal. Esse filho da [ __ ] que tá morto aí, ó, ele me deu um tiro de fuzil na minha cara dentro de um banco.
Ele que fez isso aqui comigo, ó. Nós tava na bota dele, ó. Esse cara é sequestrador e ladrão de banco aqui de Pirascaba.
Famoso. Vocês não tem noção quem tá aí com vocês. O de cavanhaquezinho que eu achei que era um bunda mole, >> [ __ ] Ele falou: "Meu, esse cara fez isso comigo aqui, ó".
Então tô te agradecendo porque eu queria ter pego, né? Mas ele teve, ele teve o que mereceu. Beleza.
Ainda eu ainda não sabia quem era o outro. Aí fomos pro DP o advogado. Eu falei: "Mano, esse cara é forte".
No dia seguinte o que que aconteceu? Nós na mesma noite, eu tive que tirar o preso que colaborou, porque eu porque vazou que a gente era polícia, certo? Quando tirou, no dia seguinte o diretor ligou, falou: "Ó, deu ruim".
Falei: "Que que foi? " Ele falou assim, ó, não teve dois que foi o contato com o teu colaborador para montar? Os dois foram decaptados, não?
>> Então, foram dois decaptados dentro da cadeia e os três no tiroteio. Aí eu falei: "Mas, mas como assim decapitário? " Falou assim: "Cara, o cara que vocês balearam aí é patrão do morro tal lá na Baixada.
O morro tá em luto. Morro inteirinho parado lá porque vocês mataram o patrão. Caraca, velho.
Por isso que esse cara era o diabo mesmo. Eu sentia na cara dele. Falou: "É, o cara que vocês pegaram aí é nível hard no crime, mano.
E a gente não sabia, a gente nem não tinha nem noção, mano. >> O bagulho era louco. Você é louco.
Você é louco.