se você tá vendo replay não sabe o que tá acontecendo por aqui fica que a gente vai conversar com uma Luna uma aluna inspiradora e esse quadro aqui a gente chama de vida de especialista que é exatamente a minha forma de dar voz para todas as Minhas alunas super hiper mega especiais esse quadro né vida de especialista ele já existe há muito tempo mas como eu tenho muitas alunas como eu tenho muitas alunas demora até eu conseguir trazer todo mundo e eu tô muito animada pro nosso papo de hoje Oi pessoal que tá chegando já
que linda Gabi ai que coisa gostosa gente e a vida de especialista esse quadro Eu não eu não quero parar nunca mais de fazer que é muito gostoso é muito gostoso eu poder receber alunas né eu poder ouvir histórias e trazer para vocês também e um jeito né um jeito de ver esta Nossa área que ela é tão rica ela é tão interessante ela é tão cheia de de coisas boas né então realmente é muito gostoso é muito especial e eu quero continuar fazendo essas essas lives Inclusive para quem não tá sabendo que tá rolando
tá rolando o desafio do comer emocional eu fiz uma coisa que eu nunca tinha feito antes que é abrir o replay né o replay das aulas Porque sempre tem o pessoal que fica pedindo e que não conseguiu assistir e que não sabe Cadê e por isso que eu liberei esse replay gente e o replay tá disponível só hoje tá disponível só hoje e então eu tenho certeza que se você eh tá acompanhando a jornada o desafio né o desafio do comero emocional eu tenho certeza que vocês e deu certo Gabi deu certo e vocês sabem
que apesar da gente eh achar que não né mas mais de 4.500 pessoas já passaram pelas pelo replay ali da aula um da aula dois então funcionou sim tem mais gente conhecendo tem mais gente né se aproximando né dessa área aprendendo eu tenho para mim que mesmo que não seja a área que a pessoa vai abraçar Sabe aquela área que a pessoa vai falar assim não essa é minha área mas mesmo assim todo profissional da Saúde precisa entender de comportamento alimentar precisa saber como ajudar os pacientes e a minha convidada de hoje é um exemplo
muito legal disso tô esperando ela chegar que não sei se ela já tá aqui mas a minha convidada de hoje é um exemplo especial disso porque ela já atendia né já atendia questões do da obesidade já recebia no seu consultório pacientes com questões da compulsão questões alimentares né de uma maneira geral e a bter né Que deve estar chegando aí não sei se ela já tá a equipe me ajuda a ver se ela já tá aqui e que daí eu já mando o linkzinho para ela e e quando você pensa assim né um profissional médico
endocrinologista Claro que ele vai receber muitos pacientes que T questões alimentares agora quando esse profissional ele é um especialista e ele tem essa visão do comportamento alimentar gente foi foi enriquecedor só ser professor Eu imagino o quanto que não mudou pros pacientes né o quanto que a prática eh Clínica muda quando você começa a entender do comportamento alimentar porque quando nós profissionais da saúde a gente recebe um paciente no nosso consultório né a gente a gente tá lá e os nossos pacientes chegam e eles trazem as questões né ah eu quero perder peso Ah eu
preciso Ah eu tenho uma compulsão alimentar Ah eu tenho tal e tal dificuldade quando quando o profissional consegue entender para além do sintoma né a gente fala aqui muito e vocês escutam muitos profissionais da saúde que passam por essa Live né psicólogas nutres médicas e que elas contam sobre isso né olha eu aprendi que o meu paciente que tinha aquele aquele problema alimentar ele tinha muito mais do que isso né ele tinha tinha muito outras questões e é exatamente isso que a gente precisa e e pode ir construindo com o nosso paciente né um jeito
de ver né o comportamento alimentar um jeito de ver o o o a própria dor do nosso paciente né o nosso paciente especialmente aquele paciente de obesidade né Eu acho que ela vai falar um pouco sobre a obesidade que foi um dos pontos que ela olhou muito né durante a a a formação eh a obesidade gente ela ela é um uma questão há muitos anos né e o Brasil tem crescido mais e mais e mais o número de pacientes que estão nessa faixa de obesidade mas apesar de da obesidade ser uma questão e que precisa
sim de ajuda de profissionais capacitados Nossa até CP Precisa sim de ajuda de profissionais capacitados a gente não pode olhar paraa obesidade de uma maneira simplista de uma maneira que ah é simplesmente eu vou comer e é simplesmente eu vou diminuir a alimentação desse paciente e eu vou falar para ele fazer atividade física e é só né não é só isso sem contar o estigma que repousa sobre o paciente né Essa forma de ver o paciente como um paciente que ah ele é doente Ah ele tem tal e tal e tal problema não não é
assim que a gente olha paraa obesidade não é assim que a gente olha pros pacientes que tem uma compulsão alimentar não é assim que a gente olha para tantas e t tantas questões que aparecem nos nossos consultórios né e que e que quando a gente olha com o olhar daqu assim um olhar um olhar carinhoso para esse paciente um olhar multidisciplinar um lugar de entendimento a coisa fica muito diferente Ah minha convidada já tá aí então gente eu vou vou colocar aqui a Bára para para vocês conhecerem ela vamos ver se dá certo é sempre
vou ver vamos ver se vai dar certo acredito que tá dando certo tudo bom Olá minha querida seja muito bem-vinda obrigada coisa boa ter você aqui porque eu já tava com saudades Eu também de revera das discussões tão bom a gente sente falta quando pega os casos complicados né Você sabe que eu também sinto falta você sabe que eu também cito falta porque vocês v a gente fica dois anos quase juntas né E daí de repente vão embora vão pro mundo né verdade e daí como é que eu fico aqui eu fico com saudades ficaa
né minha querida muito bem-vinda primeiro né bem-vinda a esta Live esse quadro se chama vida de especialista e tem como objetivo você contar um pouquinho da sua história um pouquinho do que do que foi né a a ideia a formação de especialista Como que você percebeu também as a a tua prática mudar tua experiência é é mais ou menos para as pessoas te conhecerem e você poder inspirar outras profiss mais que que às vezes sei lá se questionam né pensam se essa área é uma área interessante Então o objetivo é você contar a tua história
é Live de contação de história mesmo tá então eu queria eu queria que você começasse isso queria que você Contasse assim você apresenta um pouquinho pro pessoal te conhecer fala da onde que você é o que que você faz conta aí um pouquinho da tua história pra gente começar esse batb deu uma cortadinha pronto meu nome é Tá boa a internet tá tudo Dire você você deu uma travadinha mas agora eu acho que voltou pronto qualquer mudo aqui a rede meu nome é bara eu sou endocrinologista eu moro em Natal sou de Natal né atendo
aqui e eu tenho 18 anos de formada e eu trabalho como endocrinologista há 12 anos então a a o eu fiz né após muito inspirada por amigas assim que quem me chamou foi inclusive Maria Clara que é nutricionista eu não tinha muito essa noção da importância né e eu trabalho com obesidade que é o meu carro assim o que eu mais atendo no consultório então Eh atendo pacientes com obesidade muito grave com várias complicações e eu não tinha esse olhar que eu acho que a pós trouxe né de da gente entender o que está o
que tá se passando por trás daquele peso né então como a gente tem uma formação médica muito eh técnica paraa área da gente e a gente não tinha essa visão né Eh do sofrimento que tava por trás não só porque a gente viu o sofrimento causado pela obesidade mas a gente eu tinha uma dificuldade de entender Qual o sofrimento que tava causando obesidade né exato Então na verdade eu acho que após ela me enriqueceu muito muito muito de verdade eu sou muito grata porque eu acho que eu hoje consigo contribuir muito mais com meus pacientes
ten um olhar mais humano e consigo enxergar então quando a gente vai conversando usando as abordagens que a gente aprendeu né em relação a a anamnese mesmo com com esse olhar mais voltado pra psicologia até para e como a gente trabalhava com outras né lá na post tinha outros eh outras eh especialidades nós tínhamos nutricionistas tínhamos psicólogos tínhamos fonodiólogo t t então a gente enriquece fica enriquece com olhar de de várias pontos de vista vamos dizer né então hoje eu consigo eh trabalhar tendo Essa visão na minha anamnese então por exemplo muitas pacientes que eu
acompanho hoje que eu identifico abusos né vamos dizer eh algum algum sofrimento na na infância ou alguma perda algum luto algumas situações de organização da vida enfim vários momentos difíceis desafiadores que muitas vezes são gatilho para a abertura do quadro de obesidade tem a questão genética né como a gente sabe mas hoje eu eu vejo isso muito claramente então principalmente pacientes que nunca tiveram e abriram um quadro Agudo a gente vê que tem um tem alguma questão que precisa ser trabalhada né a relação com alimento então a gente aprendeu a fazer essa anamnese melhor da
relação do desenvolvimento dessa relação desde a infância né durante a fase adulta como eu aprendi a me relacionar com o meu alimento com o meu corpo e também outra coisa que que veio para mim também foi eh essa relação eh os outros profissionais então a gente aqui em Natal como Teve muitas alunas né tiveram muitas alunas Então hoje a gente faz esse acompanhamento multidisciplinar com eh Inclusive a gente manda às vezes até pras meninas que estão fora também que fazem online mas a gente acompanha com Samanta B tá dando uma tá dando uma travadinha aqui
para mim Pronto acho que melhorou vamos ver se melhora pessoal também me ajuda dizendo aqui se tá um pouquinho melhor oque vem de Natal né gabria Se tem uma coisa que eu amo no nosso curso além das multi especialidades é o multis soque o multis soque é uma das coisas mais que tem no nosso curso né mas acho que agora melhorou né você tava falando do do do trabalho multidisciplinar né que muitas vezes é quase que fundamental né no tratamento da obesidade é fundamental né só que antes a gente fica muito assim no encaminhamento do
consultório e e a gente ter essa ideia de quais profissionais você referencia pros pacientes que tem trastorno alimentar a gente vê muito muito principalmente questão da nutrição da Psicologia Como faz diferença um profissional que tem uma formação nessa área né então a gente tem uma abordagem totalmente diferente né Por exemplo na nutrição a gente sabe que dietas restritivas podem piorar TR comição alimentar então a gente vê isso e e a gente ter referências que vieram da poise que fazem um acompanhamento bem mais diferenciado enriquece muito pro paciente o tratamento tem um resultado muito melhor não
E como eu dig a gente às vezes até gera sofrimento quando a gente faz um tratamento que não é adequado né para esses pacientes que já são tão sofridos Então ela eh essa essa acompanhamento multidisciplinar que após também permitiu conhecer referências aqui pessoas que eu me identifiquei durante a pós e que hoje a gente faz esse acompanhamento discute todos os casos conversa passa sempre que tem consulta Então isso é bem Foi muito legal também scial e e e quando a gente fala do da obesidade eh a minha visão é que ainda um uma grande questão
é o próprio efeito sanfona né esse paciente que tem longos anos de tratamento sem ter sucesso sem ter uma resposta né E às vezes o tratamento Clínico acaba acaba tendo esse esse nível de dificuldade né Como que você vê isso hoje levando em conta que você mesma tá contando né que você hoje trabalha de uma forma multidis na né que você tem pessoas aí do teu ladinho né Não sei se você trabalha junto no mesmo espaço Mas eh tão trabalhando juntos né Mesmo que não seja no mesmo no mesmo espaço Mas como que você vê
isso né o trabalho multidisciplinar até mesmo nessa questão do efeito sanfona dessa dessa não resposta ao tratamento da obesidade Como que tu vê isso eh a gente eu digo muito pros pacientes com obesidade né que que eu acompanho que a gente precisa de uma mudança de dentro para fora não adianta só tomar o remédio que eu acho que é um grande mito pros pacientes eles pensam vou tomar o remédio vou perder peso e pronto fiquei bom para sempre e na verdade tem muitas questões subjacentes que precisam ser tratadas E é isso que o acompanhamento M
disciplinar permite né então a gente como endocrinologista faz o acompanhamento da parte metabólica a gente faz a a parte hormonal organiza tudo faz o medicamento quando ele tá indicado né porque Existem os casos que tá indicado que não tá mas a base do tratamento são essas mudanças tanto do estilo de vida né com eh e também a gente precisa que o paciente ele tenha uma relação adequada com alimento né com a comida que ele entenda o papel da nutrição da comida como como nutr para nutrir o corpo afetos a mente né então assim essas essa
esse trabalho que é feito a gente e também essas questões subjacentes da Psicologia que muitas vezes tem né alguns traumas algunas formas de funcionamento eh o uso do alimento muito como conforto ou como fonte de prazer então a gente trabalhar a organização de vida então me privo de prazeres da minha vida e o alimento vai ser meu único prazer então a gente vê muito isso no dia a dia eu alimento em vários lugares né eu me sinto sozinha eu me sinto Ansiosa eu vou para comer eu isso todos os dias do meu consultório todos os
dias E aí não adianta eu fazer o remédio se eu não tratar a causa desse comer a comida como a gente viu né na po não não é o problema a comida é a solução daquele momento né mas o o que tá por trás que tá fazendo eu comer de uma forma errônea ou ou de uma forma que um comportamento inadequado uma relação inadequada com a comida precisa ser trabalhado né E aí quando a gente não trabalha isso realmente o paciente reganha peso faz efeitos sanfona né entender que também esse acompanhamento é longitudinal porque é
uma doença crônica fisiologicamente a gente tenta reganhar então Eh realmente quando a gente faz o acompanhamento multidisciplinar a gente consegue trabalhar todas essas questões e a gente consegue manter e tem estudos mostrando isso né que tanto o acompanhamento multidisciplinar entrega um resultado muito melhor pro paciente como também o acompanhamento longitudinal que não seja uma consulta olada é é eu tava aqui pensando que é é é uma mudança de visão né Eh tu falou de estilo de vida e eu tenho e eu tenho me dedicado muito a fazer esse foco no estilo de vida né o
quanto que isso é importante Importante pros nossos pacientes na nossa visão de mundo né entender do estilo de vida super super legal abrangente pro nosso tratamento e e fiquei aqui pensando que eu lembro que a sua pesquisa de final de curso foi sobre até o Instagram não foi foi isso mesmo foi sobre eh eh questões da imagem né o quanto que isso afetava pelo pelas redes sociais né como que foi para você também olhar para esse outro lado que é tão não é que é distante porque a área da saúde ela ela é uma ciência
só né se a gente não é tradicional né não é a forma tradicional não foi muito legal todos os meus pacientes hoje quando eles permitem quando eu já t idade eu peço para ver tempo de tela eu explico que porque a minha a minha o meu a minha TCC foi exatamente sobre o tempo de tela e o desenvolvimento de transtorno comportamento alimentar né sim e aí eh a gente vê né que esses pacientes que tem o tempo e hoje os adolescentes estão com tudo eu pego eu pego paciente aqui 10 horas de tela por dia
aí e e eles não sabem né Aí quando eu digo ah poderia ver você tem algum problema não Doutora quando é 10 horas então assim alterações de alta imagem eh autoestima lá embaixo porque eu tenho fonte de comparação muito diferente do mundo real né da minha imagem e um adoecimento muito grande que leva eu comer errado é um ciclo vicioso né então me ajudou muito né porque essa visão permitiu que eu orientasse então todos os meus pacientes faz parte da minha do meu checklist assim V tempo de tela orientar com relação a quem eles seguirem
se você puder diminuir seguimentos celebridades musas Fitness né Essas coisas que vão além do da Saúde vamos dizer a gente orienta também e o tempo de tela a gente vai diminuindo e tem resultados muito bons mesmo é é interessante você trazer o tempo de tela porque foi teu teu trabalho né mas e uma das coisas que a gente tem falado muito hoje é que as próprias redes sociais até jogos eles são feitos de uma forma que eh façam com que a pessoa fique ali né uma das redes que a rede vizinha né Não pode falar
o nome se Instagram depois reama né que começa com t a rede vizinha que começa com t e ela é feita para que a pessoa fique ali mais tempo tem Recompensas né pelo tempo assistido ali né que a pessoa pode tirar ali centavos mas é mas acessa no cérebro né especialmente o do Adolescente ou daquela pessoa que às vezes já tem ali uma autoestima mais baixa que eh que que topa desconectar de si eh quase um movimento de adição né tanto é que a gente fala já de adições e de tecnologia né já já são
Campos de estudo esses e que quando você traz pro teu pro teu consultório e e isso muitas vezes Tá atrelado sim a dificuldade da pessoa se nutrir né dormir bem né Vamos pensar todo o estímulo ali né que e que faz uma influência dopaminérgica Com certeza né tá sempre ocupado porque tá sempre ali conectado né e eu eu acho muito legal tu tu trazer esse ponto b porque querendo ou não quando o nosso paciente eh ele quer fazer uma mudança de de de vida né ele Ah ele quer perder peso ele quer mudar a forma
de se alimentar ele quer melhorar do comer emocional vamos dizer assim ele precisa mudar muito mais do que alimentação né muitas vezes todas essas coisas que estão por trás são coisas que mantém essa pessoa ali né mantém essa pessoa ali num num estilo de vida que não é legal para ela né e ela nem se dá conta né no ciclo vicioso eu digo muito porque eles dizem Ah eu não tenho tempo para fazer atividade física aí eu digo olha vamos ver o tempo de delela às vezes assim eu digo é 30 minutos que a gente
olha o Instagram dá para você fazer uma caminhada uma corrida né então assim ele ele suga a gente realmente e tira o tempo do autocuidado Então as pessoas hoje não TM tempo para se cuidar mas elas jogam tempo fora entre aspas com algumas atividades que não trazem esse bem-estar esse cuidado com a saúde né e o o uso de telas é uma coisa que que suga bastante mesmo uhum e e como que foi Como que você sentiu que foi eh foi chegando nos teus pacientes essa transformação que tu disse que teve né tu começou a
entender mais comportamento alimentar tu começou a entender eu achei legal o que tu falou né a obesidade tem um sofrimento e daí você começou a entender o sofrimento que gerou a obesidade né então Eh Conforme você foi entendendo isso o que você sente que que mudou até no teu dia a dia assim esse esse dia a dia que é entra um paciente sai um paciente né entra paciente sai um paciente como que você sente isso eu acho que a gente entender a história do paciente melhor né E a gente e cria um vínculo muito maior
com eles né então eles eles se sentem mais acolhidos principalmente quando eles se sentem confiantes de compartilhar esses esses essas dificuldades com eles com a gente né essas dificuldades que eles passaram e E isso tem um papel de um pouco Libertador para eles também né então quando eles começam a compartilhar que são muitas coisas às vezes que estão escondidas ali há muito tempo embaixo do embaixo do tapete lá enterradas né e eh assim a gente vê que a adesão ao tratamento é maior que o compromisso que eles se sentem mais fortes e também eles se
sentem mais apoiados eles sentem mais pertencentes vamos dizer como se a gente tivesse juntos né eles não estão sendo compreendidos na verdade né então eu acho que isso e isso faz muita diferença para para esse perfil de paciente que que tem uma história de vida às vezes difícil né de e e e e passa por preconceitos também passa por situações que não são fáceis se sentem que tem restrições né eles sentem restrições em relação à alimentação restrições em relação até o dia a dia porque vezes por causa do peso então Eh faz muita diferença principalmente
no vínculo e essa libertação que faz com que o tratamento cresça e evolua de uma forma muito mais positiva né então a gente colhe resultados muito melhores Não há dúvida assim há coisa assim que é eu que digo essencial eu acho tão tão especial quando quando eu te escuto falando isso que que você percebe que o teu paciente se sente mais acolhido né porque eu acho que já tem tantos tratamentos para obesidade que são pouco acolhedores né que são que são fragmentados né que TM visões mais mais fragilizadas mesmo né ou muitos ou só no
biológico ou que que acaba trazendo essa coisa do Ah então tu tu tu tá obesa é porque tu não tem força de vontade não faz as coisas que a gente pede né e e o quanto que é importante a gente sair dessa visão de até de culpabilizar Essa visão mais eh limitada né da Patologia e a gente poder ampliar e olhar como como um todo é um sistema né Sista uma coisa muito mais complexa né e e eh muitos pacientes chegam Doutor eu fui pro médico exatamente e ele falou isso para mim e eu disse
eu não vou mais voltar para ele então às vezes você perde uma oportunidade de tratar o paciente porque você teve uma visão muito biológica Ou você teve uma ão muito e você afastou ele porque ele se sentiu julgado Ele se sentiu então o lugar que é de tratamento vira um lugar de adoecimento na verdade né quando você não tá preparada para entender a a o que tá acontecendo na verdade né interessante a eu acho ainda é mais grave porque a gente acaba virando uma agressão né assim quando você vem com uma fala desse tipo às
vezes não é uma fala mas é um comportamento do profissional e tem estudos mostrando isso também né sim os estudos mostram que os pacientes para perder peso Eles já tentaram tratamentos com profissionais em torno de oito vezes a primeira vez que eles tiveram o tratamento e a e entre eles procurarem o tratamento eles acharem que tem a doença e procurarem um tratamento normalmente são 6 anos por quê pelo medo desse julgamento né a nossa sociedade ela ela tem uma visão muito negativa da pessoa obesa né então quando isso também quem tá no profissional da Saúde
eh afasta mesmo como tu disse né em vez de virar um lugar de tratamento vira um lugar de adoecimento e e às vezes não é às vezes não é porque o profissional da saúde não seja acolhedor empático às vezes é porque falta esse conhecimento de comportamento alimentado entendimento mais complexo das coisas né que não não tem a ver só com com o ah ele tá comendo muito né Às vezes tem muitas outras coisas hoje a gente já tem vários estudos que que associam o estress né o nível de estress a obesidade né as próprias questões
do estilo de vida déficit de sono então pode ser tão mais complexo né do que simplesmente come né come demais então quando a quando a gente consegue um esse olhar assim eu acho que a gente aproxima realmente o nosso paciente de um jeitinho que é gostoso né ele se sente ele se sente ouvido e e ele pode confiar na equipe né que isso acaba sendo muito especial também é é sim a gente se sente muito mais satisfeito e realizado com tratamento né a gente fica muito torce muito por eles fica muito feliz então a gente
sai para outro lugar né de tá de aliança de parceria né muito diferente M legal e e e eu fiquei assim na muito feliz e muito feliz de estar conversando contigo aqui porque eu acho que quando a gente fala de comportamento alimentar eh é mais fácil pr pra psicologia pra nutrição eh querer aprender mais sobre o comportamento alimentar mas eu acho que ainda médicos e médicas eu acho que às vezes ainda sentem que parece que é uma coisa que não tem que falar com o psicólogo sobre isso né não tem que falar né tipo assim
não preciso entender disso né Eh e quando e quando eu tenho turmas que TM méd né E na tua turma tinha duas endocrinologistas né Não era só uma você mas também a al né E E vocês duas trouxeram né todas toda essa abertura todo esse essa forma de entender esse jeitinho né gostoso de eh de de de de se experimentar de um jeito diferente acho que vocês se experimentaram ali né sim e então o que que o que que eu te pergunto assim B O que que você diria para um para um médico uma médica
que talvez esteja flertando com a área do comportamento alimentar fale assim ah será que será que eu gosto disso Será que eu deveria aprender sobre isso né Essa pessoa que tá tá Às vezes flertando em estudar e aprender um pouquinho mais sobre isso o que que tu diria para esse profissional que tá tá com essa dúvida ou tá pensando nisso assim assim eu acho que para uma formação completa né se você quer trabalhar da forma correta é essencial realmente faz muita diferença porque é uma é uma visão que a gente não tem na faculdade de
medicina nem na residência de endocrinologia normalmente eu acho que hoje tá tá até tendo um movimento nesse sentido mas ainda muito então realmente faz muita diferença então a gente vê resultados melhores do tratamento é a gente compreende melhor o paciente então realmente para mim fez muita diferença e é uma visão totalmente diferente do que a gente acostumada Então se a gente não entra nesse mundo não tem como a gente chegar lá Além disso assim para mim foi bem interessante porque por exemplo eu conheci todas as linhas da Psicologia os tipos de tratamento então a gente
entende melhor quando os pacientes estão fazendo acompanhamento consegue descutir melhor com com os outros profissionais porque a gente tem essa formação multidisciplinar né lá na na pós Então acho que para mim que trabalho com obesidade que trabalho com pacientes com anorexia com pacientes pra área da gente assim eu acho que é excepcional assim é é muito importante de verdade mesmo Vale a pena vale a pena para mim valeu muito a pena que bom te ouvir falando isso eu acho que o mundo precisa que todos nós profissionais da saúde a gente aprenda mais sobre isso e
e tu falou da Medicina B mas na psicologia a gente também não aprende comportamento alimentar na forma de base na Nutri na nutrição se fala de comportamento alimentar numa aula assim né uma coisa muito ampa sã Então eu acho que isso ainda é uma um uma certa falha das nossas formações de base e que quem sabe um dia a gente chega lá mas nós especialistas também podemos ser voz para isso né Eh você é voz aí em Natal e nas tuas redes e cada uma de nós mesmo muito pequenininha né um trabalho de formiguinha mas
a a gente vai fazendo isso no nosso dia a dia trazendo as pessoas né conversando até com colegas sobre isso e assim as pessoas vão aprendendo Eu acho que isso é um trabalho de uma área nova né Se a gente for parar para pensar A Jaque tá falando torna o atendimento mais humanizado É isso mesmo ja né É É outra profissional não é só uma além da humanização né porque é você dá um resultado melhor também eu digo que eu passei paciente perde mais peso o paciente tem um resultado melhor mais sustentado né eu digo
além da gente humanizar porque a humanização é para ser a base né Eu acho de qualquer atendimento né mas a gente tem um resultado melhor no tratamento também então acho que isso é bem bem interessante é com certeza gosto de pensar nisso que também tem que dar resultado né Não adianta só ser uma coisa acolhedora eh eu não sei se você lembra B mas eu tenho um jargão Zinho que eu sempre falo né que nós especialistas temos que usar técnica e coração então tem que ter técnica né tem que ter a ciência né Nós nós
somos profissionais da Saúde nós somos cientistas a gente tem que ter o respaldo científico da coisa mas a gente tem que ter coração também né porque esse coração que vai nos permitir olhar olhar não só ser humanizado mas olhar paraas dores olhar pro que causou entender que tem um sistema de causa e efeito que tem uma história esse peso esse corpo né Essa isso faz toda diferença certeza com certeza faz muita diferença e eu eu acho assim que essa questão do do como você fala do transtorno comportamental alimentar da ainda existe é muito eu acho
que muitas pessoas não não assim ficam nessa dúvida né mas a dúvida tá relacionada exatamente essa formação esses preconceitos que a gente tem em relação ao comer né então a gente não acha que é uma doença que é uma coisa que precisa entender a gente acha não é porque o paciente come errado porque ele quer porque então esse preconceito faz você não entender a importância muitas vezes da formação né que às vezes é uma coisa que tá enraizada que a gente não consegue idar né E tá E tá e acaba impedindo que a gente ten
uma formação melhor sim eu eu adorei eu queria que o mundo tivesse mais multiplicasse né Por mais endocrin as com essa visão que tu tem e essa abertura e para mim foi muito gostoso ter você como aluna minha querida eh e eu acho que você com certeza com essa tua fala aqui pode inspirar outras pessoas né Eh a gente tem muitas pessoas que passam depois por essa por essa nossa fala aqui pessoas que vão se conectar contigo entender Até que existe né existe endocrinologistas Diferentes né com uma visão de comportamento alimentar Eu acho que isso
isso é sensacional eu já tive pacientes que me falaram assim Doutora Pri você Você conhece algum endocrinologista assim tipo você assim do bem assim eu falo assim eu conheço Porque eu tive alunas eu tive alunas eu conheço Pois conheço né Mas podíamos ter mais e podíamos ser em mais número né mas a gente aos pouquinhos vai chegando lá então Obrigada minha querida por por vir aqui contar tua história tua experiência poder discutir eu queria só lhe agradecer pela formação da gente eu acho que você é assim muito obrigada porque você veste essa camisa e faz
diferença no mundo realmente e você não tem noção da quantidade de pessoas que você atinge através da formação que você dá né e a gente sabe que cada pessoa a gente já fez muito imagine muitas né se a gente fizer diferença na vida de uma pessoa já agradecer sua e e dizer que eu tô sempre à disposição aqui e vamos de pouquinho fazer nosso trabalho obrigada pelo convite de hoje Você tocou meu coração porque eu tenho essa visão sabe foi Deus que me deu essa visão que quando eu lotei agenda no consultório eu falei e
agora né É É isso é só atender pro resto da vida e daí eu falei assim não eu quero quero que outr pessoas ajudem outras pessoas e assim a gente vai criando essa rede tão gostosa e tão especial né que é poder ajudar mais pessoas que tem esses problemas que a gente trata né então sensacional você me deixou até emocionada tocou meu coração aqui então eu vou eu vou te eu vou deixar os teus contatos depois aqui pessoal quem quiser seguir a batra ela ela é super acessível uma querida ela também divide na rede dela
vai várias informações super legais coisas que ela acredita então a gente tá nessa rede fiquem à vontade para segui-la para se conectar com ela Ibá um beijinho minha querida bom matar as saudades adorei adorei o papo um beijo até mais até Tchau pessoal até obrigada