Episódio de hoje peças que servem de legenda para quem vive nas periferias da grande BH com frases de pertencimento blusas bolsas canecas fazem sucesso viu e o dono do negócio é além da própria renda aí ó aí ajuda muito muita gente pelo caminho rapaz é isso aí é popularizar nossas favelas né abrir espaço para visitação Como tem muita do Rio de Janeiro Rio de Janeiro você pega o uma van uma moto você sobe lá na Rocinha você visita tudo tem os bares os restaurantes eu não sei ficar dentro de uma favela muito grande aqui também
tem que começar isso fazer o turismo chegar dentro da favela conhecer a periferia e cada lugar bonito toda vida vamos ver a vela empreendedorismo que transforma vidas [Música] em um dos pontos mais altos de BH ladeiras formam um dos complexos de favela mais antigos da capital o aglomerado Santa Lúcia começou com uma vila apenas o Morro do Papagaio a origem do nome não é certa mas há duas possibilidades a primeira seria relativa a presença de crianças soltando pipas e a outra Mas aceita pelos moradores é de que a área Originalmente cercada por fazendas tinha presença
marcante de Maritacas verdes e com cantos semelhante ao de papagaios décadas passadas deixa o surgimento no século XX o lugar cresceu e como cresceu e é daqui do Morro do Papagaio que surgiu a história que a gente vai contar hoje eu fiz questão de vir conhecer o Júlio pessoa O Júlio é morador do Morro do papagaio vive que há 48 anos e a 10 ele desenvolve um projeto super bacana envolvendo crianças e adolescentes O Júlio tem um atelier né Júlio conta para gente aqui A gente tem uma atelier que dá curso de serigrafia para adolescentes
para jovens e também para adulto Bora lá Bora lá conhecer então aqui é o nosso atelier onde a gente produz as camisas as ecobags nosso material também é de embalagem é todo voltado para a questão do meio ambiente e Eu Amo Minha Quebrada é uma hashtag de valorização e pertencimento da Comunidade tecidos letras tintas tudo aqui exala representatividade da laje da casa do Júlio saem cerca de 40 camisetas por mês cada uma custa r$ 50 mais do que uma peça de roupa a ideia dele é vestir o pensamento de quem vive dentro da periferia antigamente
muita gente tinha vergonha de falar que morava no morro para pagar e tal e falava mora no São Pedro Moro no Senhor e tal Hoje não hoje a galera tem orgulho de falar que mora no morro para pagar e eu fico feliz porque o projeto tem alcançado o seu objetivo que é inserir jovens nessa dinâmica mas também mostrar para as pessoas que o morto papagaio é um lugar de paz quem escuta o Júlio falar de paz não imagina as guerras particulares que ele já enfrentou de estudar para ajudar em casa e aí comecei a fazer
cheguei numa gráfica de Outdoor é como auxiliar de serviços gerais com 17 anos já era encarregado de produção nesse meio tempo um amigo entre aspas Acabou me apresentando o craque e eu viciei no crack e daí para lá minha vida foi uma tristeza de tristeza em tristeza foram muitas Idas e Vindas a cadeia mas eu me converti no presídio né e sair com o objetivo de transformar a realidade dentro da comunidade né que é mostrar a favela Como Ela É de fato e por ter a experiência de fato o Júlio sabe dos perigos das drogas
na adolescência acredita que envolver os mais jovens no projeto é essencial para o futuro da comunidade o exemplo a gente dá exemplo a gente faz palestra a gente conversa com eles conversa com a família Associação de Moradores principalmente ela tem um cadastro das famílias acompanha de forma com psicólogo psicológico psicóloga assistência E aí a gente vai criando essa rede né vai costurando essa rede mas na era da tecnologia prender a atenção da garotada é um desafio a gente montou com a ajuda de parceiros um laboratório de novas tecnologia onde os adolescentes participam de oficina de
criptomoeda robótica criação de jogos mais para eles participarem eles têm que fazer outro tipo de atividade jogar bola ler livro participar das rodas de conversa porque é nas rodas de conversa que a gente consegue fazer com que ele compreenda a importância dele daqui para frente dentro da comunidade e fora dela também como protagonista da própria história [Música] como protagonista da própria história o Júlio se envolveu em diversos projetos e já se beneficiou deles que auxilia os moradores da favela que quer fazer o Enem a melhorar suas notas e eu sou fruto também passei hoje estou
fazendo ciências ambientais na UFMG na vida né Graças a Deus eu dei uma virada muito boa né hoje minha mãe dá que ela vai e ela ouve falar de mim ela mesmo fala então isso me deixa muito feliz porque eu fiz ela chorar para chuchu hoje é só alegria graças a Deus porque o Júlio faz é o chamado empreendedorismo social ele tira a renda dele mas ajudam tanto de gente pelo caminho e Poderia ajudar ainda mais porém a falta de investidores tem sido uma barreira a principal dificuldade é você conseguir passar credibilidade principalmente para os
parceiros o projeto ele com ajuda de o terceiro setor e de pessoas comum é não tem ajuda nenhuma de edital nada então a maior dificuldade é porque porque tem muitos projetos também que é só para inglês ver né Aqui não tem inglês não Júlio a gente quer ver as camisetas Elas têm frases do famoso dialeto mineirês de empoderamento e resistência servem como legenda para situações que não deveriam acontecer quando as pessoas da favela entram no supermercado ou num banco onde for até mesmo na faculdade as pessoas principalmente segurança fica olhando a gente com um cara
torta perseguindo isso aí a gente vê direto né no dia a dia isso não é mimimi isso aí a gente sente na pele então é essa camisa por exemplo a gente tem várias só da pessoa ver me erra me deixa em paz eu só quero comprar também tem condições eu quero subir e descer andar livre falando em liberdade de lado a o Júlio traz as camisas para serem vendidas nesse ponto comercial aqui do Morro do Papagaio e a confiança é tanta na comunidade que o Júlio deixa a porta até aberta né Júlio como é que
é isso e o morador ou visitante gostou ele chama no Zap a gente vem né os voluntários vem e passa para ele o produto que ele gostou né ou seja eles têm a liberdade de virem abrir a porta entrar aqui dá uma olhada ver os modelos Gostou manda uma mensagem para você e combina a compra até pelo diz que é um termo que é só Minas Gerais que tem né Minas Gerais Creio em Deus Pai você é filho de quem essa daqui deve sair com bastante frequência de barra um dois três me erra e tem
o QR Code também Mara Julho empoderar a comunidade é cada dia mais necessário durante muito tempo a gente viveu muito Oprimido dentro das Comunidades as notícias as informações inclusive as coisas é gratuitas quase não chegava então a gente foi furando essa bolha então é uma mistura né de pertencimento Mas também de recuo hoje não a gente gosta mais de extravasar mesmo a gente circula tem gente que achava que a praça da Liberdade era só para ir no dia de Natal não a praça da Liberdade a biblioteca pública e o museu principalmente são espaços que nós
devemos ir Tem que ir mesmo aproveitar e não precisa nem trocar de roupa muito menos de vocabulário da linguagem como legítima por um grupo pode contribuir para elevação da autoestima para uma visão de mundo como legítima e como adequada Então ela faz parte né do processo que pode levar a valorização do auto-estima a questão da legitimação é muito importante pelo jeito tem funcionado por aqui Eu imagino que hoje você já teria condições de sair do morro e de repente continuar a sua confecção em outro ponto não dentro da comunidade porque ficar aqui o amor pela
quebrada explica né Eu amo a minha quebrada é daqui eu não saio é aqui que eu nasci aqui que eu vou ficar e aqui que eu quero fazer crescer quero crescer junto comigo também quero que todos cresçam né a nós aqui não tem os projetos aqui não brigam entre si o importante é que todos venham quanto mais gente quanto mais projeto avançando mais pessoas são alcançadas e na semana que vem você vai conhecer uma empreendedora que faz marmita saudáveis ela faz sucesso mas até chegar onde está mergulhou de cabeça nas questões administrativas e aprendeu muito
com uma organização especializada em ajudar negócios da Periferia [Música] tá aí legal né Muito interessante tem história né gente favela tem história todo bairro tem sua história tá aí bem e não podcast favela S.A desta semana você vai conhecer o projeto costurando sonhos que nasceu da ideia de capacitar costureiras para o mercado de trabalho mas como o curso não garantiria em emprego a solução foi criar própria confecção hoje costurando sonhos já capacitou mais de mil pessoas a moda feita nas favelas brasileiras gera emprego renda e fortalece a identidade dos moradores quer conhecer mais essa história
basta apontar a câmera do seu celular para o QR Code na tela tá ou procurar o recorte é verminas na sua plataforma de áudio